Escritora e psicanalista, Angela Sirino (Foto: Divulgação)
A psicanalista clínica e pedagoga, Angela Sirino, lança o livro “Caminhos de Esperança” (compre aqui), uma obra que integra fundamentos da psicanálise com princípios bíblicos para auxiliar na ressignificação de traumas e no enfrentamento de emoções reprimidas.
Especialista na Síndrome do Trauma Religioso (STR) no Brasil, Sirino propõe uma jornada de cura emocional e autoconhecimento, explorando a influência das memórias na construção da identidade e do amor-próprio.
Segundo a autora, confrontar lembranças dolorosas é o caminho para a liberdade individual. “Ressignificar não é apagar o passado, mas aprender a olhar para ele sem que possa nos paralisar. Ou seja, denota mudar a maneira como enxergamos nossas experiências. É como aplicar um filtro em uma foto. A imagem é a mesma, mas o efeito pode suavizar contrastes, destacar nuances ou alterar a paleta de cores. Não se trata de negar traumas, nem fingir que nada aconteceu, mas reconhecer o que aconteceu, encarar as feridas e dar um novo significado à dor, para que ela seja uma parte da nossa história, em vez de nossa definição”, explica Angela Sirino.
Com mais de duas décadas de experiência em saúde mental, a psicanalista apresenta uma abordagem que conecta fé e ciência, unindo Psiquiatria, Psicologia e Psicanálise com a espiritualidade judaico-cristã. Para Sirino, essa integração pode auxiliar na superação de sofrimentos antigos, na definição de um propósito de vida e na busca por força em Deus para recomeçar diante das adversidades.
Publicado pela Editora Vida, “Caminhos de Esperança” (compre aqui) utiliza linguagem acolhedora, histórias reais e testemunhos, além de oferecer ferramentas práticas como tabelas de sentimentos, exercícios terapêuticos e atividades reflexivas. O objetivo é auxiliar o leitor a lidar com problemas emocionais e psicológicos como solidão, sobrecarga, ansiedade, culpa, luto e dificuldades conjugais.
A obra se apresenta como um guia para aqueles que buscam cura, equilíbrio e esperança, transformando experiências negativas em oportunidades de resiliência.
Pastor Silas Malafaia pregando na sua igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Foto: Reprodução)
O pastor Silas Malafaia, uma das vozes mais conhecidas do meio evangélico no Brasil, se pronunciou sobre a crescente exposição de pregadores mirins nas redes sociais e púlpitos pelo país. Em suas falas divulgadas nas redes sociais, Malafaia afirmou que reconhece o talento e a fé genuína que podem se manifestar desde a infância, mas alertou sobre os riscos do estrelismo precoce e da exploração midiática de crianças.
Para ele, a vocação pastoral é algo sério, que exige maturidade espiritual e emocional, o que não se adquire apenas com eloquência ou memorização de versículos. Malafaia enfatizou que a responsabilidade dos pais e líderes espirituais é proteger as crianças de pressões que não são compatíveis com sua idade. Em sua opinião, não se pode transformar um chamado em espetáculo. “Criança tem que ser criança”, afirmou.
Ele também mencionou que a exposição digital pode roubar da criança a espontaneidade da fé e gerar uma expectativa de desempenho constante, o que pode comprometer sua saúde emocional no futuro.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo citou passagens bíblicas em que Deus usou crianças e jovens, como Samuel e Davi, mas reforçou que, mesmo nesses casos, o processo de amadurecimento foi respeitado.
“Não estou dizendo que Deus não possa usar uma criança. Mas é diferente uma criança ser usada por Deus em um momento e ela ser colocada como figura pública permanente”, ponderou Malafaia. Ele defendeu que a formação teológica e o discipulado ao longo dos anos são elementos indispensáveis para quem deseja pregar o evangelho com responsabilidade.
A opinião de Malafaia repercutiu entre lideranças evangélicas e internautas, gerando reflexões sobre os limites entre inspiração e exposição. Para alguns, a fala veio em boa hora, diante da proliferação de vídeos virais com crianças pregando em tom adulto, muitas vezes sem compreensão plena do conteúdo.
Para outros, soou como um alerta necessário para uma geração que cresce sob os holofotes da fé e da internet. Entre a admiração e a cautela, fica a provocação: o que estamos promovendo — ministérios infantis saudáveis ou celebridades gospel mirins?
Millena foi internada em estado grave na semana passada. (Foto: Reprodução/Instagram/Millena Brandão).
A atriz mirim Millena Brandão, que atuou no SBT e na Netflix, faleceu aos 11 de idade na última sexta-feira (2).
Nos últimos dias, a menina enfrentou sintomas graves como fortes dores na cabeça e na perna, sonolência, falta de apetite e desmaio. Milena foi levada ao hospital com suspeita de dengue.
Porém, exames descartaram a doença. Ela foi internada no Hospital Geral do Grajaú, em São Paulo (SP), em estado grave, após sofrer uma parada cardíaca, na última terça-feira (29).
“O lábio ficou roxo. Depois a reanimaram e entubaram. A partir desse dia, ela não acordou mais”, relatou a mãe de Millena, Thays Brandão, em entrevista ao G1.
“Foi feita uma tomografia, e os médicos disseram que viram uma massa de 5 centímetros no cérebro dela. Só que não se sabe se essa massa era um tumor, um cisto, um edema, um coágulo, porque não conseguiram abrir a cabeça dela para ver. E agora, que veio o óbito, vão fazer uma biópsia para saber o que tinha no cérebro dela”, acrescentou.
Nos dias seguintes, o estado de saúde de Millena piorou, sofrendo 13 paradas cardíacas no total.
Na sexta-feira (2), a equipe médica atestou morte cerebral através de exames e os pais optaram por desligar os aparelhos.
“Eu falei que, se fosse para deixar o coraçãozinho dela parar de bater sozinho, a gente sofreria mais, e ela também. E pedimos para desligarem os aparelhos”, afirmou a mãe.
Os pais da menina questionam a condução dos atendimentos médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) municipal e nos dois hospitais estaduais em que Millena passou.
Em notas, as Secretarias da Saúde municipal e estadual informaram que vão apurar se houve alguma irregularidade nos atendimentos.
Batismo nas águas
Millena fazia parte da Companhia Artística En’cena e participou de novelas como “A infância de Romeu e Julieta” e “A Caverna Encantada”, do SBT, e também da série da Netflix, “Sintonia”.
A pré-adolescente era cristã e havia se batizado nas águas na Igreja Apostólica da Conquista, em São Paulo (SP), em 2024.
“Eu escolhi nascer de novo. E sei que o meu caminhar com Deus será fantástico”, disse Millena na época, em postagem no Instagram.
Em uma homenagem à filha nas redes sociais, os pais escreveram: “Perdemos a nossa menina, mas tenho certeza que ela está nos braços do nosso Pai Todo Poderoso e em um lugar lindo para brincar”.
“As lembranças que passamos juntas vão ficar guardadas em minha memória e jamais vamos esquecer da sua alegria que contagiava todos ao seu redor. Minha menina, a saudade já está apertando de não ter você aqui”.
“Ela servia na igreja”
Durante entrevista à repórteres no enterro de Milena no último domingo (4), membros de sua igreja lamentaram sua morte e contaram o carinho que a congregação tinha por ela.
“A Milllena era uma criança risonha e brincalhona. Domingo de manhã, você chegava na igreja, o sorrisinho dela já te contagiava e deixava o ambiente mais leve”, declarou Antônio Carlos Neto, amigo da família.
“A cada notícia de uma parada cardíaca era uma oração. Nós não queríamos desistir nunca, mas sabemos que Deus sabe de todas as coisas”, revelou.
Francisca Angélica, amiga da família e membro da igreja, também comentou: “A Millena é uma menina incrível. Ela servia na nossa igreja com muito amor, com coração de serva mesmo. Ela contagiava com sua alegria”.
Inquérito policial
A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a morte da atriz mirim. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo apurado pelo 101º Distrito Policial (Jardim Imbuias) e foi registrado inicialmente como morte suspeita.
De acordo com a pasta, laudos periciais foram requisitados e estão em andamento para auxiliar na análise da autoridade policial. O objetivo da investigação é determinar a causa exata da morte de Millena Brandão e apurar se houve alguma responsabilidade de terceiros no ocorrido.
Atillah Attallah estava pregando com a Bíblia na mão, junto com seu esposo, John, e seu filho pequeno, na Rua XV de Novembro, quando um homem se aproximou e xingou a evangelista com palavrões, aos gritos.
Tentando acalmar a situação, ela disse: “Eu sou mãe. Deus te abençoe em nome de Jesus!”.
Mas, o homem – que estava sem calças e só com uma camiseta e roupa íntima – ainda faz um sinal obsceno e cuspiu no rosto de Atillah, visivelmente alterado.
Seu esposo se aproximou para protegê-la e o homem lhe xingou e foi embora rapidamente.
Realidade do mundo espiritual
Antes do ataque, a pregadora estava ministrando sobre a realidade do mundo espiritual e da existência de espíritos malignos.
“Há o senhorio de Cristo e o senhorio maligno, por mais que você não acredite em Deus, não acredite em espíritos malignos, eles não deixarão de existir. E Jesus veio como um Filho cheio de luz de Deus. Jesus é a luz do mundo. Aquele que nos direciona, nos ajuda a ver o que não vemos, e nos ajuda a entender aquilo que não entendemos”, pregou Atillah.
O vídeo do ataque foi compartilhado nas redes sociais pelo casal de evangelistas, em janeiro deste ano. “Cuspiram, perdoamos. Jesus ainda salva, por Jesus vale tudo, [vale] compartilhar a verdade”, escreveram eles na postagem.
Nos comentários da publicação no TikTok, muitos usuários manifestaram apoio e encorajaram o casal. “A luz incomoda as trevas. Continuem o belo trabalho de evangelização”, escreveu um homem.
Outro internauta comentou: “Jesus é contigo minha amada, seu galardão é com o Senhor”. E uma mulher lembrou: “Jesus mesmo disse ‘Se me perseguirão, vão perseguir vocês também’”.
Casal de missionários
John e Atillah são missionários em tempo integral, atuando na evangelização e no discipulado através do seu ministério “Christianity Reformation”.
Eles pregam o Evangelho nas ruas, clínicas de reabilitação, orfanatos, penitenciárias, e também apoiam a Igreja Perseguida e outros missionários.
John Attallah nasceu em uma família cristã no Egito, mas só teve um encontro pessoal com Cristo na juventude.
Em 2008, John foi resgatado por Deus durante uma tentativa de suicídio. Ele foi curado da depressão e liberto do vício em cigarro, drogas, álcool e pornografia.
Já sua esposa Atillah nasceu no Brasil e, desde os 8 anos de idade, é usada por Deus por meio de visões, sonhos e revelações.
Na juventude, ela serviu na International House of Prayer (IHOP) em Israel, onde aprendeu sobre adoração, oração e liderança ministerial.
Logo depois, ela atuou como missionária em diversos países, como China, Macau, Jordânia, Egito, Itália, Holanda, Irlanda e Peru.
Pastor batiza homem convertido por ministério da IMB na África Ocidental. (Foto: IMB)
A África ainda tem muitas regiões onde o Evangelho não foi plenamente difundido, apesar da presença missionária ao longo dos anos. Nos círculos cristãos, essa região é frequentemente vista como predominantemente evangélica e plenamente alcançada.
Segundo Josh Rivers, missionário do Conselho de Missões Internacionais, essa percepção não reflete a realidade.
Rivers aponta que países como Senegal, Guiné, Mali e Níger possuem poucas igrejas, e a maioria da população segue o Islamismo.
“O Senegal é menos evangélico que o Irã”, enfatizou Rivers, que trabalhou como missionário na África Ocidental por mais de 20 anos, sobre um país imerso no islamismo.
“Há muitos lugares na África onde o Evangelho se enraizou e igrejas surgiram. Mas há muitos lugares onde o Evangelho não está sendo proclamado. É para lá que precisamos que os fiéis vão e façam discípulos.”
Os missionários locais destacam a necessidade de mais trabalhadores para alcançar áreas remotas e fortalecer comunidades cristãs existentes.
Os desafios para a expansão do Cristianismo incluem dificuldades geográficas, instabilidade política e pressão social para manter tradições islâmicas.
Recentemente, Rivers se reuniu com os missionários veteranos Moses e Beth, que também atuam na África, para discutir as percepções sobre o continente e a necessidade de mais trabalhadores para expandir o alcance do Evangelho.
Apesar da longa história de missões cristãs na África, muitos ainda acreditam que o continente será plenamente alcançado pelo evangelho. Rivers explica que essa visão pode ser influenciada por biografias de missionários, como a de David Livingstone, que retratam o trabalho evangélico na região.
Países como a Nigéria celebram 175 anos de missão batista, algo que, segundo Rivers, é motivo de gratidão. No entanto, ele alerta que ainda existem áreas onde as sementes do Evangelho não criaram raízes, mesmo dentro daquele país.
Em muitas partes da África Ocidental, a presença cristã ainda é fraca. Senegal tem menos de 10 igrejas batistas, Guiné apenas 5, Mali conta com cerca de 12 e Níger, 20 – a maioria situada nas capitais ou nas proximidades.
Para a missionária Beth, que atua no Senegal, a realidade espiritual do continente se revela de forma impactante por meio dos números. No país onde trabalha, 95% da população é muçulmana, enquanto os cristãos evangélicos representam apenas 0,19%.
Essa estatística significa que, das 343 pessoas que morrem diariamente no Senegal, quase todas partem sem conhecer o Evangelho. “A cada hora, 14 pessoas no Senegal entram na eternidade sem um relacionamento com Cristo”, enfatiza Beth, reforçando a urgência da missão cristã na região.
Para Beth a cultura muçulmana predominante influencia fortemente as estruturas sociais africanas, de modo que muitas famílias enviam seus filhos para escolas bíblicas apenas para aprimorar habilidades como o ensino do inglês.
“Os pais não se preocupam com a conversão dos filhos ao Cristianismo, porque na maioria das sociedades africanas o que importa é se conformar socialmente às decisões e orientações da comunidade”, explica.
Já Moses aponta que, em muitas regiões, o islamismo se entrelaçou profundamente com a cultura local, influenciando até mesmo a forma de se vestir, que mescla elementos árabes e africanos. O islamismo também permitiu a mistura de religiões tradicionais africanas.
“O problema que a maioria vê no Cristianismo é que dizemos: ‘Só Jesus’”, relata Moses.
Outro desafio, segundo Josh é o histórico de conflitos na África Ocidental, que torna a mobilidade missionária mais complicada, dificultando a propagação do Cristianismo.
Para enfrentar a perdição espiritual na África, missionários ressaltam a necessidade de uma presença cristã constante no cotidiano das comunidades.
Beth enfatiza que ter testemunhos vivos do Evangelho é essencial para a evangelização e cita o desafio que sua equipe enfrenta: com apenas nove missionários, precisam alcançar uma população de 12 milhões de pessoas em uma área equivalente ao estado de Dakota do Sul, nos EUA.
“Outras equipes missionárias na África enfrentam o mesmo desafio. Por isso, estamos sempre buscando recrutar igrejas e indivíduos dispostos a preencher essas lacunas para serem esse testemunho”, declara.
Moses complementa que um dos caminhos para fortalecer a presença missionária é mobilizar igrejas africanas já estabelecidas. Ele explica que alguns seminários batistas da África Ocidental oferecem estágios missionários para seus alunos atuarem em regiões de difícil acesso, como parte de equipes evangelísticas.
“Estamos em fase de planejamento com a Convenção Batista do Togo para enviar missionários”, diz.
E continua: “Conectamos uma igreja em Dacar, Senegal, com alguns missionários enviados do Benim para trabalhar no sul do país. Por meio dessa parceria, eles compartilharam o Evangelho, levaram pessoas a Cristo e realizaram batismos”.
Para ajudar na expansão do Evangelho na África, igrejas e pessoas individualmente podem desempenhar um papel essencial na missão cristã. Moses lembra que Deus deseja usar cada pessoa para cumprir a Grande Comissão.
Ele destaca a importância de que igrejas se comprometam a adotar aldeias, estabelecendo relacionamentos e sendo uma presença ativa do Evangelho.
Além disso, pede que igrejas americanas invistam em cristãos e igrejas africanas, oferecendo orientação e treinamento para que se tornem igrejas multiplicadoras, capazes de evangelizar e discipular novas comunidades.
Josh reforça que é necessário que mais pessoas estejam dispostas a ir a lugares de difícil acesso, como Guiné, Mali, Níger, Burkina Faso e Senegal.
Ele reconhece que levar o Evangelho a regiões onde ainda não foi pregado pode ser um desafio, mas ressalta que Jesus vale o esforço e a dedicação daqueles que desejam cumprir essa missão.
Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)
Uma pesquisa “sem precedentes” sobre atitudes em relação à fé, crença e Deus foi revelada no final de abril e indicou que, para a maioria das pessoas no mundo todo, Deus é uma realidade.
Durante um período de três anos, 90.000 pessoas em 85 países foram questionadas em profundidade sobre suas opiniões sobre a Bíblia e a fé, como parte da pesquisa conduzida pela Gallup em nome da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (BFBS) e da Sociedade Bíblica Unida (UBS).
“A Iniciativa de Patmos”, como a pesquisa é chamada, dividiu o mundo em sete “clusters” ou contextos de missão.
O Cluster 1, por exemplo, incluía lugares como o Sahel ou o Paquistão e foi definido como “um contexto de maioria muçulmana com barreiras econômicas ao envolvimento com a Bíblia e uma minoria cristã com poucos recursos”.
Em contrapartida, o Cluster 2 inclui países da Europa Central e Oriental que têm “uma maioria cristã em declínio com baixa importância religiosa e uma minoria secular crescente”.
O Reino Unido estava entre os países do Cluster 5 — contextos ocidentais seculares — onde, mesmo nessas regiões, 62% acreditam em Deus.
A pesquisa constatou que, em cinco dos sete grupos, a maioria das pessoas afirmou que a religião é importante para o seu dia a dia. A maioria das pessoas em todos os grupos acredita em Deus ou em um poder superior.
A iniciativa destacou que, em algumas partes do mundo, o conhecimento da Bíblia e do cristianismo continua assustadoramente baixo.
Em algumas partes da Ásia, particularmente no Sudeste Asiático e na Índia, até três quartos das pessoas não sabem absolutamente nada sobre a Bíblia. Mais da metade das pessoas nesses lugares nem sequer sabe que a Bíblia existe. Em algumas partes da Ásia, por exemplo, mais de 56% das pessoas nunca ouviram falar da Bíblia.
A pesquisa também sugeriu que mais de um quarto da população cristã do mundo ainda não possui uma Bíblia em um idioma que possa entender.
No entanto, o estudo também revelou amplo apoio ao conhecimento de histórias bíblicas por crianças, com mais de dois terços (70%) de todos os entrevistados em todo o mundo concordando que isso era algo positivo. Um em cada 10 não cristãos (11%) estava interessado em aprender mais sobre a Bíblia – o que equivale a cerca de 250 milhões de pessoas.
Descobriu-se que o uso da Bíblia entre cristãos é maior em lugares onde eles são minoria, por exemplo, em países de maioria muçulmana, e menor no Ocidente secular.
Surpreendentemente, quase um terço dos cristãos em todo o mundo não consideram a Bíblia relevante para si, embora, novamente, isso seja mais pronunciado no Ocidente. Menos da metade (42%) de todos os cristãos entrevistados afirmaram usar a Bíblia semanalmente.
Richard Powney, líder do projeto da Iniciativa Patmos, disse: “Os dados desafiam muitas narrativas predominantes sobre o declínio da religião globalmente… Em cinco dos sete contextos globais que estudamos, a maioria das pessoas ainda considera a religião uma parte importante de suas vidas diárias.”
Dirk Gevers, Secretário-Geral das Sociedades Bíblicas Unidas, afirmou: “As descobertas da Iniciativa de Patmos oferecem o quadro mais preciso e abrangente até o momento de como as pessoas realmente se envolvem com as Escrituras. Elas representam tanto uma fonte de encorajamento quanto um chamado à ação para os cristãos em todo o mundo.”
“Nossa esperança é que a Iniciativa de Patmos inspire um compromisso renovado e amplo para promover tanto a disponibilidade da Bíblia quanto o engajamento significativo.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
O uso da inteligência artificial (IA) tem ganhado espaço nas igrejas, sobretudo em áreas administrativas e de comunicação. No entanto, líderes religiosos seguem cautelosos quanto à aplicação da tecnologia na elaboração de mensagens pastorais e sermões. É o que aponta o relatório “State of the Church Tech 2025”, divulgado recentemente pela empresa de tecnologia Pushpay, em parceria com a Engiven e a Checkr.
O estudo ouviu cerca de 8 mil líderes de igrejas, organizações religiosas e instituições sem fins lucrativos. De acordo com os dados, o uso de IA nos ministérios cresceu 80% em relação ao levantamento apresentado no ano passado, mas segue concentrado em tarefas operacionais — como a criação de conteúdo para redes sociais, produção de materiais gráficos e elaboração de e-mails.
“Ainda que a adoção tenha aumentado, os líderes continuam relutantes em confiar na IA para conteúdos pastorais”, destaca o relatório. Segundo o levantamento, menos de um quarto dos usuários da tecnologia utiliza a ferramenta para desenvolver devocionais, sermões ou orientações de cuidado espiritual.
A principal justificativa apresentada pelos especialistas é a própria natureza da vocação pastoral. “Muitos dos que hoje lideram comunidades começaram seu ministério muito antes da ascensão da IA e sentem-se chamados a guiar pelo Espírito Santo. Por isso, ainda há apreensão quanto ao papel da IA na liderança espiritual”, explicam os pesquisadores. Por outro lado, uma vez que a mensagem pastoral esteja formulada, a tecnologia é amplamente utilizada para ampliá-la e distribuí-la com mais eficiência.
O tema ganhou força após a plataforma Gloo — voltada ao ecossistema da fé — anunciar, em março de 2025, a nomeação do ex-CEO da Intel, Pat Gelsinger, como presidente executivo e chefe de tecnologia. Com a chegada de Gelsinger, a empresa pretende impulsionar o uso ético e construtivo da IA no meio religioso. “A capacidade de moldar a IA como uma força para o bem é enorme”, declarou o executivo. “Podemos realmente ser o ponto de encontro entre fé e tecnologia.”
Segundo a Gloo, o ecossistema religioso nos Estados Unidos abrange cerca de 450 mil igrejas, redes e instituições sem fins lucrativos. A empresa reconhece que esse segmento tem adotado tecnologias digitais de forma mais lenta, o que, segundo Gelsinger, trouxe consequências negativas — especialmente na comunicação com o público jovem — e não deve se repetir com a IA.
Além do uso da inteligência artificial, o relatório aponta que 86% dos líderes religiosos entrevistados acreditam que a tecnologia contribui para fortalecer os laços entre os membros da igreja. Para Kenny Wyatt, CEO da Pushpay, os dados revelam uma mudança de mentalidade. “Mais do que números, este relatório mostra como os líderes estão evoluindo em sua visão sobre a tecnologia. Eles a enxergam como uma aliada no fortalecimento das conexões humanas, que são essenciais para a vida da Igreja”, afirmou.
Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post
Sob o sol, milhares de cristãos marcharam e se reuniram no Zócalo da Cidade do México. (Foto: Marcha por Jesus México)
Na semana passada, mais de 60.000 cristãos tomaram as ruas da Cidade do México para comemorar o 30º aniversário da Marcha por Jesus, um dos maiores eventos evangélicos do país.
A celebração pacífica reuniu fiéis em um percurso marcado por música, orações e proclamações do Evangelho, finalizando na icônica Praça Zócalo, no coração da capital.
O evento, realizado no final de abril, reuniu cristãos de diversas idades e denominações, que caminharam sob faixas com mensagens como “Jesus Cristo é o Senhor do nosso país” e “Menos violência, mais Deus”.
A marcha teve início pela manhã no Paseo de la Reforma, onde trailers equipados com sistemas de som e bandas de louvor se organizaram antes da mobilização prevista.
“México, a maior bênção que você pode receber é Cristo em seu coração”, proclamava uma das mensagens exibidas em uma plataforma móvel.
Outras cenas do evento mostravam jovens músicos liderando cânticos de adoração, mulheres realizando danças hebraicas com pandeiros e voluntários vibrando com bandeiras coloridas.
Evento anual
A Marcha por Jesus, organizada anualmente por líderes evangélicos, teve neste ano a coordenação de Pablo Quiroa, filho do fundador original do evento, Dr. Carlos Quiroa.
“Nossa marcha não é um protesto, mas uma celebração pacífica por Jesus”, afirmou Pablo Quiroa. “Somos o povo de Deus proclamando que Jesus é Rei.”
Motociclistas abriram a marcha, seguidos por grupos representando diversas igrejas e ministérios, muitos vestindo camisetas verdes como símbolo de unidade e destaque do evento.
Durante o trajeto, os participantes fizeram pausas para orar pelas pessoas ao longo do caminho e distribuir trechos da Bíblia e materiais evangelísticos.
Organizadores e participantes veteranos ressaltaram a importância histórica da marcha deste ano, que teve início em meados da década de 1990 com apenas algumas centenas de pessoas.
Hoje, com dezenas de milhares de participantes, o evento simboliza a crescente influência da comunidade evangélica no México.
Orações pela paz
Durante o encontro de encerramento no Zócalo, que se estendeu por mais de cinco horas, líderes cristãos ressaltaram a importância da reconciliação, dos valores bíblicos e da paz pública.
O evento contou com apresentações musicais de artistas cristãos renomados, como Paul Wilbur e Fernel Monroy, e teve seu desfecho com uma oração coletiva pela paz no país e pela orientação divina aos governantes mexicanos.
A crescente violência e a expansão do crime organizado marcaram a marcha deste ano como um evento de reflexão e preocupação.
O Projeto de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados (ACLED) alertou no início de 2025 sobre o risco de agravamento da segurança no México devido à fragmentação dos grupos criminosos.
Apesar dos esforços intensificados pelo governo sob a liderança da presidente eleita Claudia Sheinbaum, os episódios de violência continuam sendo uma questão alarmante em todo o país.
Diante desse cenário, os manifestantes não só celebraram um marco na unidade evangélica, mas também levantaram um clamor público por paz, cura e fé, buscando esperança em meio à incerteza que assola o país.
Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)
Extremistas islâmicos assassinaram um evangelista em um evento ao ar livre no leste de Uganda depois que ele levou vários muçulmanos a Jesus.
David Washume, conselho municipal de Nabumali, no distrito de Mbale, foi esfaqueado até a morte em 3 de abril, quando retornava de três dias de pregação nas áreas de Nalondo, Buwalasi e Nabumali. Ele tinha 38 anos.
Conforme o Morning Star News, David estava acompanhado do amigo, também evangelista, Fred Wepuhulu. Na ocasião, ele mencionou textos do Alcorão e referências bíblicas em sua pregação, enfatizando a divindade de Cristo e a humanidade de Maomé.
“No terceiro dia, o número de participantes aumentou, David fez um apelo para que eles matassem o pecado em suas vidas e seguissem a Cristo contra Satanás, e suas vozes se elevaram ao céu em cânticos”, disse um participante, cujo nome não foi revelado por motivos de segurança.
“Muitas pessoas responderam, incluindo vários muçulmanos que aceitaram Jesus como Senhor e Salvador. Mas, outros começaram a gritar em protesto, e os dois evangelistas saíram e entraram na casa de um amigo”, acrescentou.
O ataque
Na noite do dia 3 de abril, David e Fred estavam voltando para casa, na área de Nabumali, quando foram atacados por volta das 22h.
“Quando nos aproximávamos da nossa aldeia, encontramos três homens usando máscaras, vestidos com trajes muçulmanos, com facas, falando em árabe. Eles nos pararam e nos mandaram entregar nossas malas”, contou Fred.
Nesse momento, os agressores encontraram Bíblias e um Alcorão na bolsa de David: “Um deles gritou em nossa língua local: ‘São eles, matem!’”, relembrou Fred.
E continuou: “Percebi que estávamos no meio de extremistas muçulmanos. Lutei com um deles que me segurava com força, mas consegui escapar. Meu amigo, que estava preso por dois homens, não conseguiu. Finalmente, cheguei em casa, mas com muito medo”.
No dia seguinte, Moses Kutosi, presidente do Conselho Municipal de Nabumali, informou que recebeu a notícia de que havia um cadáver em uma poça de sangue perto da capela de uma faculdade bíblica.
“Imediatamente, fui ao local do incidente e encontrei o corpo do meu amigo David. Fiquei chocado e com medo e liguei para a polícia, que chegou algumas horas depois”, relembrou ele.
Busca pelos assassinos
O corpo foi levado para o necrotério da cidade de Mbale para autópsia. Um parente de David disse que o corpo tinha ferimentos no pescoço e no peito.
“A faca que os agressores usaram para matá-lo foi encontrada na cena do crime, incluindo uma nota escrita dizendo: ‘Você, infiel, encontrará Alá no julgamento’, e outras palavras em árabe que não puderam ser entendidas”, afirmou o parente.
Moses contou que David era um bom homem, trabalhador e membro de uma igreja na cidade de Mbale.
Segundo a polícia local, as autoridades e membros da comunidade iniciaram uma busca intensiva pelos assassinos.
Apesar da Constituição do país e outras leis preverem liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter-se de uma fé para outra, o assassinato de David foi o ataque mais recente de muitos casos de perseguição aos cristãos em Uganda.
Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões orientais do país.
Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
“A Nicarágua está presa em uma espiral de violência marcada pela perseguição de todas as formas de oposição política, real ou percebida, tanto interna quanto externa. O governo consolidou uma espiral de silêncio que paralisa qualquer potencial de oposição”, afirma Jan Simon, presidente do Grupo de Especialistas do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.
“Os familiares das vítimas de violações dos direitos humanos são alvos do governo apenas por seus laços com opositores reais ou suspeitos. Essas violações são particularmente graves quando se trata de crianças. Menores foram submetidos à violência devido às atividades e/ou opiniões expressas por seus pais ou familiares. Deportações e proibições de entrada na Nicarágua também resultaram na separação de várias crianças dos pais”, acrescenta Jan Simon.
O Parlamento Europeu condenou repetidamente o desenvolvimento autoritário na Nicarágua. Em outubro de 2024, a União Europeia estendeu suas sanções contra 21 oficiais e três instituições do regime até 2025. Essas sanções incluem proibições de viagem e congelamento de ativos. Além disso, eles rejeitaram a emenda constitucional recente, que concede poder absoluto a Ortega.
Ongs e igrejas fechadas
Os cristãos e igrejas são alvos de perseguição nesse cenário por serem vistos como instituições independentes à estrutura de poder central. Eles são tratados como ameaças por não deixarem de criticar as violações do governo na Nicarágua e por definitivamente defenderem a submissão a Deus antes das autoridades.
Um dos atos de perseguição recente foi a invasão policial à Clínica Médica Nazaré, uma instituição beneficente cristã no município de San Rafael del Norte, em 26 de janeiro deste ano. A Clínica fazia parte das obras sociais promovidas pelo líder cristão Odorico D. Andrea e oferecia atendimento médico com especialidades em odontologia, ginecologia, medicina laboratorial, farmácia, optometria, psicologia e medicina geral.
Pouco dias depois, 30 cristãs foram expulsas da Nicarágua no meio da noite. Já a partir de março, a ditadura de Daniel Ortega e Rosario Murillo aumentaram a vigilância sobre as igrejas, especialmente os líderes cristãos. As autoridades têm verificado telefones celulares, exigem relatórios semanais de atividades e restringem a liberdade de movimento.
O jornal nicaraguense Mosaico CSI relatou que “os líderes cristãos que permanecem na Nicarágua são obrigados a entregar sermões exclusivamente teológicos. Eles não podem fazer críticas sociais”. Para isso, os oficiais fazem visitas regulares às casas dos líderes cristãos e verificam se estão se comunicando com outros cristãos e o conteúdo das mensagens.
Isso mostra a estratégia mais ampla para silenciar as instituições religiosas na Nicarágua. Organizações cristãs, tanto católicas quanto protestantes, têm sido implacavelmente alvo de perseguição. Nos últimos cinco anos, o governo fechou mais de 5.660 organizações sem fins lucrativos, incluindo numerosos grupos religiosos. Entre os fechamentos mais recentes estão a Associação Cristã do Monte da Santa Unção, o Ministério da Igreja Missionária Pentecostal Evangélica e o Ministério Evangélico Querubins do Rei.