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Índia: cristãos sentem ‘medo e ansiedade’ sobre 2025

Bandeira da Índia (Foto: Canva)
Bandeira da Índia (Foto: Canva)

Cristãos na Índia temem que a perseguição continue a aumentar este ano, disse uma organização de liberdade religiosa.

A Release International disse em seu novo relatório ‘Tendências de Perseguição’ que os cristãos na Índia começaram 2025 com sentimentos de “medo e ansiedade” sobre o estado atual da liberdade religiosa em seu país.

Parceiros do Release especulam que o aumento da perseguição foi motivado pela retaliação extremista hindu às perdas sofridas pelo partido governista BJP nas eleições gerais do ano passado, embora as leis anticonversão em vários estados também estejam dificultando a vida.

“Estima-se que em todo o país 3.000 líderes e pastores cristãos estejam presos em várias prisões sob essas acusações”, disseram os parceiros da Release International.

Os últimos 12 meses foram difíceis para a minoria cristã da Índia, com relatos de abuso físico e emocional, assédio contra pastores, prisão ilegal e destruição de igrejas.

Eles temem que este ano haja mais violência, principalmente contra mulheres e meninas cristãs, e que as autoridades tornem cada vez mais difícil para os cristãos se reunirem livremente.

“As restrições já estão aumentando, com alguns cristãos impedidos de fazer negócios, viajar em transporte público ou até mesmo tirar água de poços de vilarejos”, disse um parceiro da Release.

Os cristãos no vizinho Paquistão estão se saindo ainda pior, com parceiros locais dizendo que a perseguição contra cristãos está “aumentando dia a dia”. Isso está sendo atribuído em parte à radicalização de jovens, que supostamente inclui ensiná-los a registrar queixas contra cristãos. O conflito no Oriente Médio também teve um efeito cascata, pois os cristãos são percebidos como pró-Israel.

“Jovens muçulmanos estão sendo ensinados e treinados como extremistas. Essa ideologia está aumentando o ódio, a discriminação e a perseguição contra cristãos no Paquistão”, disse um parceiro da Release.

Outros países mencionados no relatório incluem a Nigéria, onde os cristãos em algumas partes do país vivem com medo constante de ataques.

Os parceiros da Release International disseram: “A Nigéria foi reconhecida como um dos lugares mais perigosos para ser cristão, com mais de 8.000 cristãos supostamente mortos somente em 2023 por causa de sua fé. E mais de quatro milhões de refugiados, a maioria fazendeiros cristãos, foram deslocados devido à violência… Os cristãos na Nigéria devem esperar mais violência, morte, sequestros e deslocamentos em 2025.”

Na Ucrânia devastada pela guerra, os cristãos em territórios ocupados se tornaram “crentes clandestinos” depois que seus prédios foram apreendidos, disse Release, enquanto na Eritreia acredita-se que cerca de 400 fiéis estejam presos por sua fé, cerca de metade dos quais foram presos somente nos últimos dois anos. Na China, os cristãos relatam a maior repressão à liberdade religiosa desde a Revolução Cultural.

Paul Robinson, CEO da Release International, disse: “O quadro é claro e consistente em muitos dos países destacados em nosso relatório. A perseguição aos cristãos continua e está aumentando. Os cristãos no Reino Unido precisam estar cientes e precisam expressar seu amor e cuidado por seus companheiros cristãos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Nigéria: cristãos são mortos e local de culto e casas são destruídos

Comunidades cristãos são atacadas mortalmente na Nigéria. (Foto representativa: Portas Abertas)
Comunidades cristãos são atacadas mortalmente na Nigéria. (Foto representativa: Portas Abertas)

Supostos terroristas pastores Fulani mataram três cristãos em um ataque a uma vila no estado de Plateau, Nigéria, na segunda-feira (6 de janeiro), o mais recente dos 11 assassinatos na área desde o início de dezembro, disseram fontes.

Os assaltantes invadiram a vila de Sha, Condado de Bokkos, por volta das 22h30, disseram moradores da área. Samuel Amalau, presidente do Conselho do Governo Local de Bokkos, confirmou o ataque em um comunicado à imprensa no dia seguinte.

“Esta é uma temporada de júbilo e excitação em nossa terra, mas alguns indivíduos, movidos por intenções maliciosas, escolheram causar danos a vidas e propriedades”, disse Amalau. “Este ato é profundamente desanimador e inaceitável.”

Na mesma área, pastores Fulani atacaram em 27 de dezembro a fazenda de um ex-oficial da Marinha que sofreu ferimentos graves ao tentar afastá-los, disse o morador James Mangai.

Local de culto cristão e casas destruídos

Terroristas fulani começaram o ano novo atacando uma comunidade predominantemente cristã na madrugada de quarta-feira (1º de janeiro) no estado de Kaduna, Nigéria, incendiando uma igreja e seis casas, disseram fontes.

Os cristãos da área foram forçados a fugir quando os pastores atacaram a vila de Unguwar Rogo, no Condado de Kajuru, na parte sul do estado, incendiando o prédio da Igreja Evangélica Winning All (ECWA) e as casas, de acordo com moradores da área.

“Trágico ataque de Ano Novo, terroristas invadiram uma de nossas comunidades, Unguwar Rogo da comunidade Ugom sob Maro Ward, Kajuru LGA, estado de Kaduna”, disse o morador Istifanus Ma’aji em uma mensagem de texto para o Christian Daily International-Morning Star News. “É bastante lamentável que os pastores terroristas tenham vandalizado muitos objetos de valor, roubado todos os tipos de produtos agrícolas que encontraram, queimado cerca de seis casas e incendiado a Igreja ECWA após saquear todos os objetos de valor móveis na igreja e no pastorium.”

Todos os cristãos da comunidade foram forçados a deixar a vila, ele acrescentou.

O líder comunitário Ishaya Onussim confirmou os relatos.

“Os atacantes, que acreditamos serem pastores Fulani, vandalizaram propriedades, roubaram vários produtos agrícolas, queimaram seis casas e incendiaram a igreja ECWA em Unguwar Rogo, após saquearem objetos de valor da igreja e seu pastorium”, disse Onussim ao Christian Daily International-Morning Star News. “Todo o nosso povo fugiu para os arbustos, abandonando seus pertences em uma tentativa de salvar suas vidas.”

O residente Zamani Ishaku identificou os agressores como pastores Fulani que “têm atacado continuamente as nossas comunidades”.

Mansir Hassan, porta-voz da polícia estadual, confirmou o ataque, acrescentando: “Policiais foram enviados para a área”.

Lugar mais mortal do mundo para cristãos

A Nigéria continuou sendo o lugar mais mortal do mundo para seguir a Cristo, com 4.118 pessoas mortas por sua fé de 1º de outubro de 2022 a 30 de setembro de 2023, de acordo com o relatório Lista Mundial da Perseguição 2024, da Portas Abertas. Mais sequestros de cristãos do que em qualquer outro país também ocorreram na Nigéria, com 3.300.

A Nigéria também foi o terceiro país com maior número de ataques a igrejas e outros edifícios cristãos, como hospitais, escolas e cemitérios, com 750, de acordo com o relatório.

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário do Reino Unido para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) em um  relatório de 2020 .

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de pastores às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

Folha Gospel com informações de Christian Daily e Morning Star News

Nigéria é o país mais letal para os cristãos viverem, aponta relatório

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

A Nigéria se tornou o país mais letal para os cristãos, superando a Coreia do Norte, conhecida por seu regime totalitário. A informação foi divulgada na “Lista Vermelha de 2025” pela missão Global Christian Relief, na última terça-feira (7).

O relatório, que classifica os países mais perigosos para os cristãos, apresenta dados verificados sobre assassinatos, prisões, deslocamentos forçados e ataques à propriedade. Nos últimos dois anos, a Nigéria se tornou o local mais hostil para os cristãos, com quase 10 mil mortos, principalmente devido a grupos terroristas como o Boko Haram e afiliados do Estado Islâmico.

De acordo com o levantamento, os países africanos dominam as quatro primeiras posições entre as nações mais perigosas para os cristãos. Além da Nigéria, estão a República Democrática do Congo, Moçambique e Etiópia. A Rússia ocupa o 5º lugar.

A Índia registrou o maior número de ataques a residências e igrejas cristãs, em grande parte perpetrados por grupos nacionalistas hindus, que têm como alvo comunidades minoritárias. Brian Orme, presidente-executivo interino da Global Christian Relief, destacou que, apesar dos desafios enfrentados em locais como Nigéria, China e Índia, há uma notável resiliência nessas comunidades. “Mesmo nas circunstâncias mais sombrias, a Igreja não apenas sobrevive, mas se fortalece — milhões estão escolhendo seguir Jesus, apesar dos riscos”, afirmou.

A Global Christian Relief também revelou que, em 2023, no Azerbaijão, os militares forçaram toda a população cristã de Nagorno-Karabakh a fugir, representando o maior deslocamento forçado de cristãos no mundo. Por outro lado, a China liderou em prisões de cristãos, com mais de 1.500 detidos, o que é mil a mais do que a segunda maior contagem, a da Eritreia, com 475 prisioneiros. A Coreia do Norte está em 5º lugar em termos de prisões, embora seu regime totalitário impeça o acesso a dados verídicos.

“Os dois anos de relatórios da Lista Vermelha revelam onde as comunidades cristãs enfrentam as maiores ameaças e nos ajudam a direcionar o apoio necessário para essas regiões”, explicou Orme.

A metodologia usada pela Lista Vermelha é baseada em dados do Violent Incidents Database, um projeto do International Institute for Religious Freedom, que compila informações de entrevistas de campo, parceiros de pesquisa e relatos de incidentes, incluindo apenas casos verificados.

Ron Boyd-MacMillan, chefe de pesquisa e estratégia da Global Christian Relief, ressaltou a importância da advocacia global para combater a violência contra cristãos. “Falar por mais liberdade tem um efeito poderoso, e já vimos isso várias vezes. Nossa esperança é que as administrações e as pessoas ao redor do mundo se unam a nós na defesa dos perseguidos”, afirmou.

Fonte: Comunhão com informações de The Washington Times

Casal muçulmano e seu filho morrem queimados após aceitarem a Cristo, em Uganda

Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)
Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)

Um casal muçulmano e seu filho adulto que receberam a Cristo em novembro foram queimados vivos em 26 de dezembro no leste de Uganda, disseram fontes.

Na área de Budini Nyanza, na cidade de Kaliro, distrito de Kaliro, Kaiga Muhammad, de 64 anos, sua esposa Sawuya Kaiga e seu filho Swagga Amuza Kaiga, de 26 anos, depositaram sua fé em Cristo em 22 de novembro, quando membros de uma igreja não revelada visitaram sua casa com o evangelho.

O pastor da igreja, cujo nome não foi revelado por motivos de segurança, disse que depois que os três membros da família receberam a salvação de Cristo, eles pediram orações por Swagga Amuza Kaiga, que estava sofrendo de malária.

“Oramos pelo filho, e imediatamente ele recuperou a saúde”, disse o pastor ao Morning Star News. “Os três membros da família que entregaram suas vidas a Cristo decidiram manter sua fé em segredo por medo dos muçulmanos da área, já que o próprio Muhammad era membro do comitê em uma das mesquitas na zona de Budini Nyanza.”

Em 15 de dezembro, muçulmanos da área notaram Muhammad saindo do culto da igreja em uma vila próxima e informaram o presidente da área, Wangule Abudu. O presidente foi à casa de Muhammad em 16 de dezembro para questioná-lo, e Muhammad disse abertamente que ele e outros membros da família tinham entregado suas vidas a Cristo, disse o pastor.

O presidente deu a Muhammad uma semana para renunciar ao cristianismo, dizendo que se ele se recusasse, mobilizaria a comunidade muçulmana contra a família, disse um parente que estava fora quando os pais e o filho aceitaram a Cristo.

“Abudu disse que nossa família blasfemou o nome de Alá e envergonhou a comunidade muçulmana”, disse o membro da família, cujo nome não foi revelado por motivos de segurança, ao Morning Star News.

Em 26 de dezembro, muçulmanos da área incendiaram a casa da família com gás e queimaram os três membros da família até deixá-los irreconhecíveis, disse um vizinho que chegou com outras pessoas tarde demais para salvá-los e à estrutura.

A polícia de Kaliro chegou depois que as vidas foram perdidas e, após investigar, prendeu Wangule Abudu, 62, e Ismail Njagi, 20. Os dois muçulmanos estavam detidos na delegacia central de Kaliro sob acusações de assassinato e incêndio criminoso, disseram fontes.

Os corpos dos falecidos foram levados ao Bumanya Heath Centre para autópsia.

A constituição de Uganda e outras leis preveem liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a fé e converter de uma fé para outra. Os muçulmanos não constituem mais do que 12 por cento da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Cientistas divulgam evidências da existência de Adão e Eva

Livro de Gênesis na Bíblia (Foto: Canva)
Livro de Gênesis na Bíblia (Foto: Canva)

Um grupo de estudiosos revelaram que encontraram evidências científicas da existência de Adão e Eva, confirmando o relato bíblico de Gênesis.

Segundo o Daily Mail, arqueólogos encontraram sinais de que o Jardim do Éden existiu e que foi o berço do início da civilização como conhecemos hoje.

Já pesquisadores de Biologia comprovaram que os humanos compartilham um único ancestral comum, que conforme a Bíblia, foi Adão, criado do pó da Terra pelo próprio Deus.

Evidências arqueológicas mostraram que o Éden estava localizado em uma região entre os rios Tigre e o Eufrates, que hoje é o leste da Síria, o noroeste da Turquia e a maior parte do Iraque.

A descoberta dos pesquisadores repete o relato bíblico que afirma que um rio flui através do Jardim do Éden, e se divide em quatro braços: o Pisom, o Giom, o Tigre e o Eufrates.

“Isso faz algum sentido do ponto de vista textual, porque não apenas o relato bíblico diz que o jardim ficava ‘no leste’, ou seja, a leste de Israel, mas também menciona os rios Tigre e Eufrates em conexão com o Jardim do Éden”, afirmou o professor Eric Cline, arqueólogo clássico e bíblico da Universidade George Washington.

Crescente fértil

Além disso, os estudiosos acreditam que a região foi o lugar onde as primeiras plantas foram cultivadas e os primeiros animais foram domesticados, entre 10.000 e 20.000 anos atrás, durante a revolução neolítica.

A área, chamada de “Crescente Fértil”, possuía sedimentos ricos em nutrientes dos dois rios, permitindo que os primeiros grãos fossem plantados e colhidos por humanos.

Foi nesta região que os seres humanos passaram de caçadores e coletores para agricultores, nascendo assim os primeiros assentamentos permanentes.

“Esta área também pode ter se tornado um paraíso agrícola para os residentes locais após a invenção da irrigação durante o quarto milênio aC”, explicou o professor Eric.

Ancestral universal

Na área da biologia, estudiosos descobriram que não há nenhuma evidência nas teorias atuais que descarte a existência de um único casal que originou toda a humanidade.

Pesquisas com DNA mostraram que todas as pessoas são descendentes de uma única mulher. Chamada pelos cientistas de “Eva Mitocondrial”, ela é o ancestral feminino comum de todos os seres humanos.

Da mesma maneira, biólogos concluíram que também houve um ‘Adão cromossômico Y’ do qual se origina o cromossomo Y masculino em todos os seres humanos.

Em 1987, um grupo de geneticistas analisaram o DNA de 147 pessoas de todo o mundo e descobriram que seu ancestral em comum era a Eva mitocondrial, que provavelmente viveu na África há cerca de 200.000 anos.

Um estudo mais recente, realizado em 2013 com 1.200 homens da Sardenha, também mostrou que o ancestral comum ‘Adão cromossômico Y’ teria vivido cerca de 180.000 a 200.000 anos atrás.

“Todos os humanos vivos descendem de cada um desses ancestrais universais. O mesmo pode ser dito para todos os vivos em 1 d.C., ou todos vivos quando a história registrada começa. Dois deles podem ser um casal em particular, chamado Adão e Eva nas Escrituras, de quem todos descendemos”, comentou o Dr. Joshua Swamidass, biólogo da Universidade de Washington, em artigo na Perspectives on Science and Christian Faith.

Fonte: Guia-me com informações de Daily Mail

Quase um terço dos evangélicos não doou para igrejas ou instituições de caridade, mostra estudo

Bíblia e as ofertas (Foto: Canva)
Bíblia e as ofertas (Foto: Canva)

A parcela de evangélicos que doaram para suas igrejas caiu nos últimos anos, com quase um terço dizendo que não doou para uma igreja ou instituição de caridade nos últimos 12 meses, de acordo com uma pesquisa.

A Infinity Concepts, em conjunto com a Grey Matter Research, lançou o relatório “The Giving Gap: Changes in Evangelical Generosity” (A lacuna de doações: Mudanças na generosidade evangélica), com dados baseados em respostas coletadas de 1.039 protestantes evangélicos no início de 2024.

A pesquisa descobriu que 61% dos entrevistados doaram para uma igreja nos 12 meses anteriores à pesquisa. Esse número constituiu uma queda em relação aos 74% de evangélicos que doaram para uma igreja em 2021.

A diminuição em doações de caridade entre evangélicos se estende além das doações para igrejas. Enquanto metade (50%) dos evangélicos doou dinheiro para uma instituição de caridade no ano passado, a parcela de evangélicos que doaram para uma instituição de caridade em 2021 foi medida em 58%.

Em 2021, 19% dos evangélicos pesquisados ​​não doaram para igrejas e/ou instituições de caridade. Três anos depois, quase um terço dos entrevistados (31%) se encaixava nessa categoria.

“As doações diminuíram para todos os segmentos da população evangélica que analisamos”, escreveram os pesquisadores no relatório.

“A proporção que doou para igreja ou caridade caiu 24% entre os evangélicos de renda mais baixa, mas também 7% entre aqueles que ganham US$ 100.000 ou mais. Caiu 21% entre pessoas que raramente ou nunca frequentam cultos religiosos, mas também 10% entre aqueles que frequentam pelo menos uma vez por mês. Caiu 19% entre os evangélicos mais jovens, mas também 6% entre os crentes mais velhos. Cada grupo mostrou uma diminuição na proporção que doa para igreja ou caridade.”

À medida que a porcentagem de evangélicos que doaram para igrejas ou instituições de caridade caiu de 2021 a 2024, o valor médio doado a ambos os tipos de organizações pelos doadores também diminuiu.

O declínio nas doações de caridade entre os evangélicos se estendeu a todos os níveis de renda.

Entre aqueles que ganham mais de US$ 100.000 por ano, 90% doaram para caridade em 2021, em comparação com apenas 83% em 2024. A porcentagem de evangélicos que ganham entre US$ 60.000 e US$ 100.000 que doaram para caridade e/ou igreja caiu de 88% em 2021 para 75% em 2024.

Os dois terços dos entrevistados evangélicos com salários variando de US$ 30.000 a US$ 59.999 que fizeram alguma doação constituem uma diminuição da taxa de doação de 81% entre esse grupo de evangélicos em 2021.

Menos da metade (49%) dos evangélicos que ganham menos de US$ 30.000 por ano doaram para instituições de caridade e/ou para suas igrejas em 2024. Em 2021, quase dois terços deles fizeram uma doação.

“A redução de doações não é exclusiva dos protestantes evangélicos. De acordo com a Giving USA da Lilly Family School of Philanthropy, as doações ajustadas pela inflação por indivíduos nos EUA caíram 2,4% em 2023 e estão atualmente abaixo dos níveis recordes vistos em 2021”, afirma o relatório. “Portanto, as doações evangélicas são apenas parte de um padrão de redução de doações que estamos vendo em todo o país.”

O declínio nas doações de caridade pode não constituir uma tendência de longo prazo, afirma o relatório.

“Grey Matter e Infinity Concepts só começaram a medir generosidade dessa maneira, entre protestantes evangélicos definidos dessa maneira, há três anos. Dois pontos no tempo não formam uma tendência”, observa o relatório. “Como a Giving USA aponta, 2021 viu doações recordes, pois as pessoas tentaram reagir a todas as necessidades que surgiram da pandemia.”

O declínio nas doações para igrejas pode ser parte da crescente secularização nos EUA, enfatiza o relatório.

“Praticamente todas as medidas religiosas entre os americanos caíram significativamente nas últimas décadas: crença em Deus, frequência ao culto, identificação com o cristianismo, etc.”, alertam os pesquisadores. “Como projeta o Pew Research Center, se as tendências atuais continuarem, até 2070 os cristãos representarão apenas 46% dos adultos americanos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos são pressionados a renunciar à fé em Bangladesh

Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)
Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)

Kulsum* e Hamila* são duas mulheres cristãs do Norte de Bangladesh que conhecem a dura realidade da perseguição de perto. Elas participam do projeto de discipulado para mulheres na região para saber como lidar com a pressão para renunciar a Jesus. A perseguição não afeta apenas as mulheres, mas também suas famílias e mostra o quanto a liberdade de expressar a fé em Jesus é uma realidade distante no Norte do país.

Kulsum tem 42 anos. Desde a agitação política em agosto de 2024, o marido dela está sendo ameaçado de morte por líderes islâmicos e políticos locais, por isso, precisou fugir. Kulsum e as duas filhas pequenas ficaram em casa, com medo. Os líderes locais afirmaram que se as meninas não deixarem Jesus, não podem voltar para a escola.

“Estamos lutando muito. Não tenho onde compartilhar nossos problemas. Não sei como vamos sobreviver, já que meu marido não pode trabalhar para sustentar nossa família. Não temos segurança. Não podemos nem sair de casa. As pessoas nos ameaçam e insultam minhas filhas. Por favor, orem por nossa família”, ela pede.

Mas Kulsum também compartilhou corajosamente: “Eles ameaçam que, se não renunciarmos à nossa fé, eles vão nos matar. Mas eu disse a eles: ‘Se necessário, você pode me matar, mas eu não renunciarei a Cristo!’.”

Escondidos por causa da fé

Hamila, de 38 anos, teve que enviar o filho de 16 anos para um abrigo em Daca, capital do país, enquanto ela e o marido fugiram para um vilarejo vizinho devido a ameaças constantes.

Agora, eles dependem completamente de seus parentes para comida, abrigo e outras necessidades. “Não gosto de depender dos outros. Mas agora não temos escolha a não ser contar com os familiares. Não temos para onde ir”, afirma a cristã.

Para Hamila, parece que a vida diária parou. Ela não pode ir para casa para verificar se ainda está tudo bem ou se algo foi roubado. Faz meses desde que se esconderam e ainda não há certeza de quando poderão voltar e retomar sua vida normal. A frustração cresce e eles estão começando a perder a esperança de voltar à normalidade. “Não esperava ter que me esconder por causa da fé em Jesus. Nunca imaginei que esse tipo de situação aconteceria na minha vida. Antes disso, eu tinha uma casa e todas as necessidades, mas agora não tenho nada. Estou completamente dependente dos outros”, disse Hamila.

Apesar de suas dificuldades e desafios, Hamila ainda está forte na fé em Jesus e está comprometida a segui-lo. “Não renunciarei à minha fé. Sei que, se renunciar à minha fé, então, os muçulmanos me receberão de volta e poderei voltar para casa livremente. Mas não quero a simpatia daqueles que perpetraram essa violência. Estou orando para que Deus abra um caminho para minha família”, ela disse.

Um parceiro local da Portas Abertas está acompanhando as famílias e orando por elas, além de fornecer suporte emergencial. Elas precisam de uma solução permanente para que possam praticar sua fé livremente em sua casa e igreja.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Pregador de rua é agredido na Avenida Paulista enquanto evangelizava

Pregador é hostilizado na Avenida Paulista e tem Bíblia jogada no chão. (Captura de tela/Instagram/irpretth)
Pregador é hostilizado na Avenida Paulista e tem Bíblia jogada no chão. (Captura de tela/Instagram/irpretth)

Um pregador de rua na Avenida Paulista foi filmado enquanto sofria agressões e intolerância religiosa por parte de um vendedor ambulante e outras pessoas.

Como parte do programa Ruas Abertas, da Prefeitura de São Paulo, o local é fechado ao trânsito aos domingos e feriados, transformando-se em um espaço para atividades de lazer e cultura. Não há restrição para pregações religiosas ali.

Enquanto pregava com a Bíblia aberta, o pastor foi intimidado por algumas pessoas, sendo chamado de ignorante por um vendedor com barraca montada no local.

Outro rapaz aparece nas imagens justificando as agressões, alegando que o pregador estava gritando na rua. “Eu falo de Jesus”, diz o pastor.

O vendedor chegou a dar um tapa na Bíblia, que caiu no chão, e xingá-la, dizendo ao pregador: “Você deveria ler essa *erda e aprender alguma coisa. Você é burro”.

Ele também fez gestos obscenos para o pregador, que respondeu: “Jesus está na minha vida”.

O pastor afirmou que o local é livre para todos, mencionando outras religiões que, segundo ele, também estavam se manifestando na avenida.

Durante as agressões, ele diz ao ambulante: “Um dia você vai se lembrar da Palavra de Cristo! Pode bater em mim.”

E continuou: “Você pode rasgar a Bíblia, pois eu jamais deixarei de falar de Cristo. Você pode fazer o que quiser comigo. Jesus é o único Senhor.”

O homem que gravou e publicou as imagens defendeu o direito do pregador: “O cara tá aqui pregando a palavra dele… que Deus abençoe a vida dele. As pessoas querem lutar por respeito, mas ninguém quer respeitar”. No final, ele pediu oração ao pregador.

Dezenas de comentários foram feitos na postagem em apoio ao pregador.

Uma delas dizia: “Que desaforo o cara bater na bíblia e ir pra cima do senhor que está lendo a palavra de Deus.”

Outra questionou: “Onde está a liberdade de expressão?”

Fonte: Guia-me

2024 foi um ano angustiante para muitos cristãos em todo o mundo, mostra relatório

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

Os cristãos foram significativamente impactados em meio ao deslocamento generalizado em 2024 e, em alguns países, foram alvos ou mortos por partes em conflito e grupos terroristas islâmicos, de acordo com um extenso relatório de uma organização de vigilância da liberdade religiosa.

A International Christian Concern (ICC), sediada nos Estados Unidos, divulgou seu “Índice Global de Perseguição 2025“, destacando “os violadores mais flagrantes da liberdade religiosa em 2024” e “catalogando os países, organizações terroristas e líderes governamentais cujas ações sistematicamente têm como alvo os cristãos”.

“De igrejas domésticas clandestinas na China a vilarejos remotos na Nigéria, o Corpo de Cristo tem enfrentado perseguição implacável de governos, organizações terroristas e da sociedade”, disse Jeff king, presidente do ICC.

Zonas de perseguição

O ICC dividiu os países em zonas para mostrar o nível de perseguição aos cristãos. Congo, Sahel, Nigéria, Somália, Eritreia, Afeganistão, Coreia do Norte e Paquistão estão na zona vermelha, “onde os cristãos são regularmente torturados ou mortos por sua fé”.

Quatro países foram classificados como parte da “zona laranja”, o que significa que seus governos “oprimem severamente os direitos dos cristãos”. Os países na “zona laranja” são China, Índia, Irã e Arábia Saudita.

Azerbaijão, Egito, Indonésia, Malásia, Mianmar, Nicarágua, Rússia e Vietnã foram colocados na “zona amarela”, reservada para jurisdições onde “os cristãos sofrem ataques, prisões e opressão”.

A ICC tem como objetivo fornecer uma compreensão clara do cenário global de perseguição por meio de zonas para identificar métodos e a gravidade. Essas categorias, embora fluidas devido à complexidade e à variabilidade da perseguição, ajudam a esclarecer os fatores subjacentes que contribuem para a instabilidade em cada região. Embora não consigam captar totalmente as realidades sutis de cada situação, esses esforços fornecem percepções valiosas sobre as tendências e os desafios mais amplos enfrentados em todo o mundo.

Deslocamento em massa

Entre as tendências globais que surgiram ou se intensificaram em 2024 estava o deslocamento em massa em regiões assoladas por conflitos, como Sudão e Mianmar, bem como em países da região do Sahel, na África, impactados pelo aumento do extremismo islâmico. 

A região do Sahel na África inclui Gâmbia, Senegal, Mauritânia, Mali, Burquina Fasso, Argélia, Níger, Nigéria, Camarões, Chade.

No Sudão, mais de 8 milhões de pessoas foram deslocadas desde o início da guerra em 2023, na qual ambos os lados em conflito “atacaram locais religiosos, mataram líderes religiosos e interromperam práticas religiosas em todo o país”.

O relatório cita estatísticas das Nações Unidas, descobrindo que cerca de 3,3 milhões de pessoas que residem nos países do Sahel, Burkina Faso, Mali, Mauritânia e Níger, foram deslocadas no início de 2024, enquanto a região era tomada pela ascensão de grupos terroristas islâmicos que substituíram governos fracassados.

“Embora esse deslocamento tenha afetado seguidores de todas as religiões, grupos terroristas frequentemente selecionam cristãos e grupos religiosos desfavorecidos para violência direcionada e são particularmente vulneráveis ​​ao deslocamento”, afirmou o relatório.

Ponto positivo

Embora grande parte do relatório tenha retratado um quadro sombrio do estado da liberdade religiosa em todo o mundo, o documento apontou o “descontentamento popular com a repressão” como um desenvolvimento positivo em 2024.

O relatório menciona as eleições da primavera de 2024 na Índia, onde o partido Bharatiya Junta (BJP), no poder, “se viu com um mandato eleitoral significativamente reduzido”, o que o forçou a “formar uma coalizão com vários outros partidos para montar um governo no Parlamento”.

O ICC lista o BJP como um dos “grupos/entidades” que está “causando mais danos” na Índia, enfatizando como ele “é conhecido por defender uma visão estreita da identidade indiana baseada na ideia de que ser verdadeiramente indiano é ser hindu — uma visão que necessariamente reduz os cristãos e as minorias religiosas a um status de segunda classe”.

Embora reconheça que “as implicações de longo prazo dessa mudança ainda não foram totalmente compreendidas”, o grupo de defesa antecipou que, após as eleições de 2024, “a agenda nacionalista do BJP será prejudicada por seus parceiros de coalizão, que são significativamente mais seculares”.

Outro exemplo de “descontentamento popular com a repressão” se materializou em Mianmar, onde uma junta militar liderada por budistas extremistas conhecidos como Tatmadaw continuou a governar o país após derrubar seu governo democraticamente eleito em 2021.

O ICC observa que “a violência da junta uniu as muitas minorias étnico-religiosas do país, que conquistaram muitas vitórias militares impressionantes contra a junta em 2024”.

“Uma pesquisa do Conselho Consultivo Especial para Mianmar sugere que os avanços da milícia anti-junta reduziram a área sob controle sólido do Tatmadaw para 17% ou menos”, acrescentou o relatório.

No Irã, o ICC citou a eleição de “políticos relativamente moderados, como Masoud Pezeshikian em 2024”, como uma “revolta popular” que pode sugerir que “o controle do regime [teocrático] não é absoluto”.

Um chamado à ação

“Os detalhes da perseguição que você lerá em nosso relatório não são incidentes isolados. Eles representam a realidade vivida por milhões de cristãos em todo o mundo que enfrentam ameaças diárias às suas vidas e à liberdade religiosa. Na International Christian Concern, temos o compromisso de defender seus direitos, amplificar suas vozes e oferecer assistência prática a eles. Convido-os a se juntarem a nós em oração, defesa e ação em nome deles e a se lembrarem das palavras de Tertuliano: ‘O sangue dos mártires é a semente da Igreja’. Embora os adversários da fé tentem extinguir a Igreja, eles apenas espalham sua chama”, conclui Jeff king, presidente do ICC.

Folha Gospel com informações de ICC e The Christian Post

Aborto foi a principal causa de morte no mundo pelo 6° ano consecutivo

Grávida
Grávida

O aborto continua sendo a principal causa de morte em todo o mundo. Segundo dados do Worldometer, no ano de 2024, a interrupção de gravidez foi a causa número um de mortes, pelo 6° ano consecutivo.

O site de referência que monitora estatísticas sobre saúde, população global e óbitos em tempo real, registrou um recorde de mais de 45,1 milhões de bebês mortos no útero no ano passado, conforme o jornal Breitbart.

O número de abortos ultrapassou a quantidade de óbtos por câncer (8,2 milhões), por tabagismo (5 milhões), por HIV (1,7 milhões), por acidentes de transito (1,35 milhões) e suicídio (1,1 milhões).

O aborto foi responsável por 42% de todas as mortes em 2024, conforme o relatório do Worldometer. O site registra estatísticas sobre aborto disponibilizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Todos os anos nos Estados Unidos, a interrupção de gestação é a causa de cerca de um terço das mortes.

De acordo com um estudo publicado no Open Journal of Preventive Medicine em 2016, o aborto é a principal causa de mortes entre afroamericanos no país.

O reverendo Clenard Childress Jr., um pastor negro reconhecido nos EUA, denunciou o “genocídio negro” através da indústria do aborto.

O líder afirmou que 52% das gestações afro-americanas terminam em aborto, com quase 1.800 bebês negros mortos no útero por dia.

Luta em defesa da vida

Em novembro deste ano, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a PEC que preserva o direito à vida para fetos e impede o aborto legal no Brasil.

A Constituição já garantia a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, mas não estabelecia uma definição sobre o momento exato em que esse direito passa a ser aplicável.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 164/12, de autoria dos ex-deputados Eduardo Cunha (RJ) e João Campos (GO), determina que o direito à vida será reconhecido desde a concepção do feto.

Na prática, o texto proíbe o aborto nas situações atualmente permitidas por lei, chamado “aborto legal”.

No Brasil, o procedimento é autorizado apenas em três casos: risco de morte para a gestante, gravidez em caso de estupro e anencefalia fetal (má-formação do cérebro).

Após a aprovação na CCJ, comissão inicial no processo legislativo, a PEC 164/12 será analisada por uma comissão especial, ainda sem data definida para início de seus trabalhos.

No país, 70% dos brasileiros é contra a legalização do aborto, conforme uma pesquisa do IPEC.

Fonte: Guia-me com informações de Breitbart

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