Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
No início de janeiro (12), militantes do Boko Haram atacaram as comunidades de Bamzi e Njilan, ambas de maioria cristã, na área de governo local de Chibok, Nigéria. Fontes do campo indicam que, desde o final do ano passado, o grupo matou pelo menos dez cristãos, feriu muitos outros e incendiou pelo menos cinco igrejas e várias casas no estado de Borno.
Parceiros da Portas Abertas falaram com pessoas no local que disseram que os agressores invadiram Bamzir totalmente armados no início da manhã. Eles alvejaram cristãos e incendiaram uma igreja. Dois dos cristãos baleados faleceram e vários outros ficaram feridos.
Antes do ataque de 12 de janeiro, o Boko Haram havia atacado outras comunidades na área de Chibok. “No dia 22 de dezembro do ano passado, houve ataques em várias aldeias. Nas semanas seguintes, duas igrejas foram incendiadas”, compartilhou Reuben Amos, que mora na comunidade Njilang e é tesoureiro da Associação Cristã da Nigéria (CAN) em Chibok.
Forçados a fugir
No total, foram relatados ataques em sete comunidades dentro da área de governo local de Chibok. O número exato de vítimas dos diferentes ataques ainda é desconhecido. “Eles são apenas cristãos. Nada os condena a não ser serem cristãos. Mesmo que haja uma mesquita, eles não a queimam. Só queimam casas e igrejas cristãs”, disse o pastor Yarakawa Mutah, presidente da Associação Cristã da Nigéria (CAN) em Chibok.
Fontes locais dizem que mais de 4 mil pessoas foram deslocadas por essa onda de ataques. Muitos também fugiram da comunidade por medo de outro ataque dos jihadistas islâmicos. A maioria dos que fugiram são mulheres e crianças. “Todos estão procurando para onde ir porque a maioria das casas foi queimada”, explicou o pastor Yarakwa. A população da área de governo local de Chibok é mais de 95% cristã.
Fontes de campo dizem que apenas três comunidades na área de Chibok não foram atacadas. Por medo, alguns de seus habitantes se mudaram para outras comunidades, alguns até ultrapassaram a fronteira com Camarões. Parceiros locais da Portas Abertas dizem que esses ataques causaram imenso medo entre os cristãos nas comunidades afetadas. Eles planejam ajudar 500 famílias na área.
Quem poderia imaginar alguns anos atrás que a Tunísia veria o surgimento de um número tão significativo de cristãos? Quem poderia prever o fervor e a determinação desses seguidores de Jesus vivendo em circunstâncias tão desafiadoras? Atualmente, o país ocupa a 34ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, entre os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.
A marginalização social é intensa sobre os que decidem deixar o islamismo para seguir a Jesus. A sociedade exerce forte pressão para impedir que os muçulmanos se convertam ao cristianismo, por isso os cristãos tunisianos são levados a praticar a fé em segredo por medo de perseguição.
São muitas as formas pelas quais os cristãos de origem muçulmana são perseguidos, como rejeição familiar, abuso verbal e insultos, assédio administrativo, discriminação e insegurança no emprego. Mas, entre elas, os jovens estudantes pedem orações em especial para que possam ser respeitados nas escolas e não sejam discriminados na educação apenas por crer em Jesus.
A fundadora de uma igreja da Flórida composta principalmente por moradores de rua explicou como o Senhor lhe deu espaço para abrir as portas para aqueles que precisavam de comida e abrigo, a personificação do comportamento semelhante ao de Cristo.
A 100 Church , localizada dentro de uma loja em North Port, começou a oferecer jantares comunitários gratuitos em outubro de 2020, quando muitas igrejas pararam de fornecer tais serviços devido às restrições de bloqueio do governo devido à COVID-19. No mesmo ano, a 100 Church forneceu abrigo a qualquer pessoa que precisasse de um lugar para ficar.
“Somos apenas uma pequena igreja local e pedimos ao Senhor que nos mostrasse como poderíamos servir nossa comunidade”, disse Cheryl Reber, que fundou a 100 Church em 2019, ao The Christian Post.
“Tínhamos acabado de abrir e pensávamos: ‘É isso que o Senhor quer que façamos’”, disse Reber. “E temos feito isso desde então, e Ele tem providenciado desde então. Temos servido muitas pessoas, inclusive durante furacões, quando não há água, nem eletricidade.”
A maioria das pessoas que se abrigam na igreja tem suas próprias camas, Reber acrescentou, já que muitas são desabrigadas e estão acostumadas a dormir do lado de fora. A igreja ainda fornece roupas de cama e itens de higiene para aqueles que precisam, mesmo que ela só abrigue as pessoas durante condições climáticas adversas.
“Estamos em uma loja, então nosso santuário fica de um lado, e nossa área de jantar e salão de confraternização ficam do outro, e nós simplesmente os dividimos se tivermos homens e mulheres”, explicou o fundador da igreja.
Notícias sobre os esforços da igreja se espalharam pelo boca a boca e pela cobertura da mídia local, o que permitiu que ela expandisse seus recursos para aqueles na comunidade que não são moradores de rua, mas ainda precisam de um lugar para se abrigar.
Reber disse ao CP que a igreja realiza jantares comunitários gratuitos por cerca de uma hora todos os dias. Dependendo do dia da semana ou da época do mês, a igreja atende entre 15 a 35 pessoas e tem cerca de 35 cozinheiros que regularmente se inscrevem para fazer os jantares.
“E temos um casal agora que está se voluntariando para o abrigo de clima frio”, ela disse. “E então temos voluntários que vêm de manhã e servem um café da manhã leve, levantam todo mundo, tiram eles do prédio e se certificam de que ele esteja trancado e tudo mais pela manhã.”
Reber, cuja função é listada como “pastor” no site da igreja, disse que muitos na congregação também são moradores de rua, o que significa que não têm condições de ajudar a financiar os esforços da igreja.
A maioria dos custos vem do próprio orçamento da igreja, disse Reber. Além do orçamento da igreja, Reber tem apoiadores externos que ajudam a financiar seu ministério, dizendo que o que ela faz é um pouco como trabalho missionário.
A líder do ministério disse à CP que espera que sua comunidade ao redor e outros cristãos vejam que a igreja está cumprindo o que Jesus instruiu Seus seguidores a fazer, que é servir “aos menores destes”.
Reber comentou sobre como algumas igrejas tratam os moradores de rua basicamente dizendo a eles “que eles não podem ir à igreja a menos que deixem suas mochilas do lado de fora”.
Fazer isso, ela enfatizou, torna a igreja “um lugar pouco acolhedor para eles”, ela disse, acrescentando que “sim, estudos bíblicos e concertos são ótimos, e a adoração no parque é ótima, mas é isso que Ele nos disse para fazer. E se não estamos fazendo isso, então não tenho certeza de que estamos fazendo o que deveríamos fazer.”
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Um vídeo que começou a circular nas redes sociais neste domingo (26) mostra cenas de um homem realizando uma performance blasfema de Jesus para uma multidão nas ruas de Porto Alegre.
Integrante do Bloco da Laje, um coletivo carnavalesco de Porto Alegre, o multiartista, como se autodenomina, se posiciona entre duas árvores para ser visto pelos participantes do bloco.
Com uma coroa de espinhos nas cores LGBT sobre a cabeça, ele começa a tirar a roupa enquanto canta a música “Pregadão”, de autoria do bloco, que repete o refrão: ‘Vamos tirar Jesus da cruz… Eu vou tirar Jesus da cruz’.
Após ficar apenas de sunga, o homem se lança na direção da multidão em uma posição que imita Cristo crucificado e é carregado pelas pessoas, que vibram com a apresentação.
A música “Pregadão”, que tem sido usada pelo bloco há alguns anos, faz uma alusão ao momento em que Jesus está pregado na cruz do Calvário.
O Bloco da Laje é um coletivo carnavalesco de Porto Alegre que, segundo seus membros, “encontra sua expressão nas raízes das celebrações populares: a festa da carne, do povo, dionisíaca, anárquica, libertadora, democrática, pública, horizontal e visceral.”
As imagens geraram revolta entre os internautas, especialmente entre os cristãos, que comentaram a postagem:
“Já aconteceu isso uma vez, em Sodoma e Gomorra, já houve o dilúvio e mesmo assim a humanidade continua a zombar de Deus. A última volta de Jesus está próxima e tudo isso terá um fim”.
Outra manifestação afirmou:
“Vamos ver o deboche no dia do julgamento! Meu Jesus não tá na cruz, Ele é um Deus vivo”.
Uma mulher questionou:
“Cadê o MP [Ministério Público] que não faz nada, STF [Supremo Tribunal Federal], senadores e deputados federais? Se fosse alguém de direita com Bíblia, vendedor ambulante iria preso”.
Tradutores da Bíblia Sagrada (Foto: Wycliffe Associates)
A Wycliffe Associates, uma conhecida organização internacional dedicada à tradução da Bíblia, anunciou um avanço no seu esforço para levar a Palavra de Deus às áreas mais remotas do mundo.
A iniciativa baseia-se na utilização do Starlink, serviço de Internet via satélite desenvolvido pela SpaceX, para melhorar a conectividade dos tradutores em regiões de difícil acesso , acelerando assim o processo de tradução e distribuição das Escrituras.
Nunca o cumprimento do texto do evangelho de Mateus 24:14 esteve tão próximo: “O evangelho será pregado em todo o mundo, e então virá o fim”.
Os primeiros testes Starlink foram realizados no ano passado no Sudeste Asiático e atualmente existem planos de expansão para chegar a outros países necessitados.
O uso do Starlink e as melhorias tecnológicas que facilitam a distribuição da Bíblia reforçam o compromisso da Wycliffe com o acesso universal às Escrituras, especialmente para aqueles em comunidades onde o acesso à Palavra de Deus é limitado.
A Wycliffe Associates, fundada em 1967, está comprometida com a missão de levar a Bíblia aos cantos mais distantes do mundo. Atualmente atua em mais de 60 países e disponibilizou o texto bíblico em diversas línguas nativas.
Alta velocidade de internet em áreas remotas
A tecnologia Starlink, desenhada pela empresa de Elon Musk, permite oferecer velocidades de Internet comparáveis aos serviços terrestres , uma vantagem crucial em áreas onde a conectividade tradicional é limitada.
Isto é especialmente importante em locais com eletricidade instável, onde muitas vezes se recorre ao uso de energia solar para manter os equipamentos em funcionamento. A implementação desta tecnologia transforma a capacidade dos tradutores de permanecerem conectados e trabalharem de forma eficiente, mesmo nos ambientes mais difíceis.
De acordo com um representante da Wycliffe Associates, “o Starlink transformará nossa capacidade de apoiar tradutores, permitindo contato constante, maior apoio teológico e facilitando comunicações em tempo real”.
A organização destacou que este avanço com a tecnologia de satélite também permitiu a redução de custos , possibilitando o envio de equipes para áreas ainda mais remotas.
A tradução da Bíblia cresce na África e no Oriente Médio
A Wycliffe intensificou recentemente a distribuição de Bíblias impressas em 13 grupos linguísticos no Norte de África e no Médio Oriente, regiões onde milhões de pessoas ainda não têm acesso às Escrituras nas suas línguas nativas.
Tabitha Price, vice-presidente de Serviços de Tradução, disse: “Traduzir, imprimir e distribuir as Escrituras nestes lugares nunca foi tão necessário.” Este trabalho é uma prova do compromisso da Wycliffe Associates em levar o Evangelho às comunidades marginalizadas, cumprindo a missão de proclamar a Palavra de Deus em todo o mundo.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
Rodrigo Bibo, Júnior Rostirola e Lisa Bevere, estão entre os mais vendidos da Amazon 2024. (Foto: Divulgação)
A Amazon Brasil divulgou, recentemente, a lista dos 25 livros mais vendidos do ano de 2024 (veja lista completa no final da matéria). Os livros evangélicos como “Café com Deus Pai”, “Forte: Devocionais para uma vida poderosa e apaixonada” e “O Deus que destrói sonhos” dominaram o ranking, conquistando um público que busca conteúdos de fé e desenvolvimento pessoal. O resultado demonstra o crescente fortalecimento do mercado editorial cristão.
Júnior Rostirola, autor de “Café com Deus Pai”, o livro mais vendido na Amazon em 2024, oferece um guia espiritual completo para o ano. Sua jornada pessoal, marcada por fé e perseverança, inspirou milhares de pessoas. Começando do zero, Rostirola enfrentou diversos desafios, mas nunca desistiu de seus sonhos. A igreja se tornou seu refúgio, onde encontrou o amor e a força para construir uma família e fundar a igreja Reviver. Para se aprofundar na obra de Rostirola e conhecer mais sobre sua história, siga-o no Instagram: @juniorostirola.
“Forte: Devocionais para uma vida poderosa e apaixonada”, de Lisa Bevere e Talita Nunes, inspira leitores a encontrarem força em Deus para superar desafios. A renomada palestrante e autora best-seller, Lisa Bevere, em parceria com Talita Nunes, compartilha mensagens poderosas que capacitam e transformam vidas. Cofundadora da Messenger International junto com seu marido, John Bevere, Lisa dedica sua vida a equipar líderes e a inspirar pessoas a viverem um propósito maior. Quando não está ministrando em conferências internacionais, Lisa desfruta de momentos preciosos com sua família no Colorado. Para conhecer mais sobre a obra de Lisa Bevere, siga-a no Instagram: @lisabevere.
“O Deus que destrói sonhos”, de Rodrigo Bibo, oferece uma perspectiva desafiadora sobre fé e discipulado. Bibo, casado com Alexandra e pai de Milena e Kalel, é o criador e apresentador do Bibotalk, o maior podcast de teologia e Bíblia do Brasil. Com formação em Teologia pela Faculdade Luterana de Teologia e mestrado pelas Faculdades Batista do Paraná, Bibo traz uma sólida base teológica para suas reflexões sobre a fé. Para conhecer mais sobre o autor e sua obra, siga-o no Instagram: @bibotalk.
Ditador Daniel Ortega e a bandeira da Nicarágua (Foto: Reprodução)
O forte aumento nos ataques a cristãos na Nicarágua nos últimos dois anos incluiu um aumento nos ataques a igrejas evangélicas, de acordo com um relatório de um grupo de defesa europeu dedicado aos direitos humanos.
O regime do presidente nicaraguense Daniel Ortega, desde 2018, trava uma guerra aberta contra os cristãos em retaliação à oposição pacífica à reforma da previdência social, afirmou o relatório do Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ), sediado em Estrasburgo, França.
“É importante notar que, além da repressão contra a Igreja Católica nos últimos anos, há agora uma repressão crescente visando a igreja evangélica e outras denominações religiosas”, afirmou o ECLJ no relatório, “A Perseguição de Cristãos na Nicarágua 2018-2024”, emitido no início deste mês. “Embora inicialmente estes não parecessem estar na mira do governo, agora está claro que eles agora fazem parte da estratégia repressiva de Ortega.”
Mais de 100 ataques contra entidades evangélicas foram registrados, de acordo com o relatório, acrescentando que tais dados são aproximados, pois alguns crimes não são denunciados por medo ou esperança de que a repressão acabe.
“Infelizmente, os ataques continuam a ocorrer com a mesma intensidade”, afirmou o relatório. “O número de ataques no primeiro semestre de 2024, já equivalente ao de todo o ano de 2018, ressalta a crescente seriedade desses atos.”
Apesar dos compromissos constitucionais e internacionais da Nicarágua de respeitar direitos básicos como a liberdade de religião, o país persegue os cristãos, afirma o relatório.
“A isso se soma a violência, a falta de devido processo e julgamento justo, e a detenção arbitrária”, afirmou. “A Nicarágua é, portanto, culpada de crimes contra a humanidade contra cristãos, acusando-os de parecerem críticos, adversários ou não leais o suficiente ao governo.”
“O governo nicaraguense busca monopolizar a gestão da assistência social e da cooperação internacional, tentando transformar o Estado no único administrador deste tipo de organizações por meio de instituições estatais”, afirma o relatório.
Entre os grupos evangélicos nacionais visados estava a Asociación Misión Cristiana Verbo Divino, cujo estatuto jurídico foi revogado em 19 de maio de 2023. Ao longo de quase três décadas geriu 27 igrejas, bem como vários projetos humanitários, incluindo o orfanato Casa Bernabé.
O governo, em 16 de janeiro de 2024, também dissolveu várias organizações e igrejas de outras denominações cristãs, como a Asociación Misión Pentecostés Jeová Proveerá, a Asociación Misión Apostólica Evangelística y Profética, a Fundación Iglesia Familiar Nueva Restauración e a Asociación Misiones Trasmundiales de Nicaragua.
Em dezembro de 2023, o estatuto jurídico da Igreja Puerta de la Montaña (Portal da Montanha), da Asociación Ministerio Internacional Berea (Pentecostal) e da Asociación Ministerio Internacional Creciendo en Gracia também foi revogado, de acordo com o relatório. Entre as 169 organizações da sociedade civil cujo estatuto jurídico foi revogado em 29 de agosto de 2024 estavam a Associação de Missionários da Nicarágua, fundada por Madre Teresa de Calcutá, e a Aliança Evangélica Nicaraguense.
“Esses cancelamentos ocorreram apesar do fato de que essas organizações, embora muito ativas socialmente e capazes de mobilizar grandes números de seguidores em manifestações religiosas, não tinham emitido nenhuma crítica direta ao governo”, afirmou o relatório. “Sua dissolução ilustra o desejo do regime de Ortega de controlar todas as formas de influência social, incluindo a de grupos religiosos.”
Organizações evangélicas como a Christian Aid, juntamente com associações internacionais baseadas na fé, como a Agência Católica para o Desenvolvimento Ultramarino (CAFOD) e a Caritas Internacional, também perderam seu status legal, “privando os nicaraguenses da ajuda humanitária que forneciam”.
“Uma parcela significativa dessas organizações trabalhou pela saúde, educação e assistência aos mais vulneráveis”, afirmou o relatório. “Sua ausência deixa um vazio na assistência aos mais destituídos.”
Embora o governo tenha proibido muitas manifestações de fé católicas, como procissões, o Grupo de Peritos em Direitos Humanos do Conselho de Direitos Humanos da ONU na Nicarágua também observou restrições às atividades públicas de outras denominações cristãs, especialmente desde 2022. Em setembro daquele ano, o Conselho Nacional de Pastores da Nicarágua, em Nagarote, Departamento de León, emitiu uma declaração informando as igrejas evangélicas sobre o cancelamento das festividades do Dia da Bíblia no local.
“Esta decisão, justificada por instruções recebidas de autoridades locais, citou razões relacionadas à segurança dos participantes”, afirmou o relatório do ECLJ. “A Polícia Nacional também impediu repetidamente grupos inteiros de celebrar cerimônias religiosas.”
Em 24 de dezembro de 2022, a polícia impediu uma igreja da Assembleia de Deus em uma área rural de celebrar o Natal com um estudo bíblico seguido de jogos e uma refeição para um grupo de aproximadamente 20 crianças, afirmou o relatório.
“A polícia proibiu a igreja de realizar qualquer atividade religiosa envolvendo crianças”, afirmou.
Em março e julho de 2023, autoridades negaram permissão para que uma segunda igreja da Assembleia de Deus na Região Autônoma da Costa do Caribe Sul realizasse eventos religiosos especiais.
“Nos últimos dois anos, esta igreja não foi autorizada a realizar eventos religiosos”, de acordo com o relatório. “Enquanto os cultos costumavam ser realizados três vezes por semana, o governo agora permite apenas uma reunião de 45 minutos a cada domingo. O pastor relatou que muitos membros da igreja pararam de comparecer por medo de represálias.”
Tais proibições são resultado do objetivo do governo de impedir qualquer mobilização social por parte das igrejas, percebida como uma ameaça ao controle total que elas buscam exercer sobre todas as esferas da sociedade, afirma o relatório.
“Essas perseguições e proibições constituem um sério ataque à liberdade religiosa, limitando o direito fundamental das comunidades cristãs de praticar sua fé livremente”, relatou.
O regime começou a intensificar os ataques inicialmente à Igreja Católica em 2018, depois que ela ajudou manifestantes contra a reforma da previdência social que foram brutalmente reprimidos. Desde então, Ortega acusou a Igreja Católica de conspirar contra seu governo, prendeu padres, confiscou propriedades da igreja e expulsou outros clérigos junto com freiras.
A defensora dos direitos humanos Martha Patricia Molina documentou em um relatório de julho de 2024 870 ataques contra a Igreja Católica desde abril de 2018. Pelo menos 92 desses ataques foram realizados em 2018, diminuindo para 88 em 2019, 64 em 2020 e 56 em 2021, mas “um aumento alarmante foi observado em 2022 com 171 ataques, seguido por um pico em 2023 com 307 ataques”, afirmou o relatório do ECLJ.
No primeiro semestre de 2024, 92 ataques já foram registrados.
“Esses dados destacam uma tendência clara de escalada da violência contra a Igreja Católica na Nicarágua, particularmente desde 2022, observou o relatório. “Embora o número de ataques tenha diminuído temporariamente entre 2019 e 2021, o aumento acentuado de ataques em 2022 e 2023 ilustra uma intensificação significativa da repressão.”
A intolerância religiosa no ambiente de trabalho é uma ilegalidade que pode caracterizar discriminação e assédio moral, com o dever de indenizar atribuído ao empregador. Na região do Triângulo Mineiro, uma trabalhadora ganhou o direito de receber uma indenização por dano moral, no valor de R$ 10 mil, após alegar em ação trabalhista ter sofrido discriminação no local de trabalho pela crença em uma religião com características afro-brasileiras.
Segundo a profissional, o chefe fazia constantemente piadas de mau gosto, criando um clima de humilhação, “no qual todos ficam incapacitados de se expressar”. Contou que ele zombava da religião dela, dizendo frases como: “você está parecendo uma pomba-gira”, “com este batom vermelho, está parecendo uma entidade”.
Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a versão da trabalhadora. Uma delas relatou que esse coordenador fazia muitas piadas ofensivas, algumas de cunho religioso, como: “chuta que é macumba”; “pomba-gira é coisa do demônio”. E ainda sobre as vestimentas brancas da depoente na sexta-feira, perguntando se ela havia ido ao trabalho vestida de enfermeira ou de “macumbeira”. “Ele chegou a falar que macumba é falta de Deus e que a depoente precisava encontrar Jesus”.
Ao decidir o caso, o juízo da 3ª Vara do Trabalho de Uberlândia negou o pedido da trabalhadora. Ela recorreu então da decisão, pedindo a reforma da sentença para que a empregadora, que pertence a uma das principais redes varejistas do Brasil, fosse condenada ao pagamento de indenização por danos morais.
Para a desembargadora relatora da 1ª Turma do TRT3 (MG), Adriana Goulart de Sena Orsini, os depoimentos das testemunhas não deixaram dúvida acerca do comportamento inadequado do gestor da empregadora. “Ficou evidenciado que a parte reclamante sofreu humilhações e constrangimentos efetivos em razão da crença religiosa, provocando desconforto capaz de gerar um dano moral passível de ressarcimento”, pontuou.
Responsabilização da ré
No entendimento da relatora, a ausência de denúncia da trabalhadora, nos canais oficiais da reclamada sobre o tratamento humilhante, não exime a ré de se responsabilizar pela conduta inadequada dos gestores. “O receio de retaliação e perda de emprego por parte da pessoa obreira são verdadeiros obstáculos para a denúncia das condutas de assédio”.
Segundo a magistrada, o tratamento abusivo dispensado pelo empregador torna o ambiente de trabalho inapto para propiciar o desenvolvimento das atividades laborais de modo saudável.
“É papel do gestor empresarial estimular um ambiente de trabalho pautado pela saúde laboral, pelo bem-estar, pela harmonia e pela cidadania. Se não o faz, ainda que por omissão, incorre em culpa grave, devendo reparar o dano, nos termos dos arts. 186 e 927 do Código Civil”.
Reconhecimento do dano moral
A desembargadora reconheceu a ocorrência de afronta ao patrimônio moral da ex-empregada, diante do constrangimento que lhe foi imposto, restando configurados, portanto, a culpa patronal, o dano e o nexo de causalidade, para o fim indenizatório pretendido. “Compreensível o dano moral sofrido pela parte autora, porquanto flagrante o ato ilícito, a culpa e o dano causado, ensejando indenização, nos termos dos artigos. 186, 187 e 927 do Código Civil”.
Quanto ao arbitramento da indenização, a magistrada ressaltou que esse deve ser equitativo e atender ao caráter compensatório, pedagógico e preventivo, que faz parte da indenização ocorrida em face de danos morais. Segundo ela, o objetivo é punir o infrator e compensar a vítima pelo sofrimento que lhe foi causado, atendendo, dessa forma, à sua dupla finalidade: a justa indenização do ofendido e o caráter pedagógico em relação ao ofensor.
“Não se admite que a indenização seja fixada em valor tão elevado que importe enriquecimento sem causa, nem tão ínfimo que não seja capaz de diminuir a dor da trabalhadora, sendo inservível para o caráter pedagógico, intimidando a parte ré na prevenção de novas condutas similares”, concluiu a relatora para determinar o pagamento de indenização de R$ 10 mil.
Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)
Em um marco histórico para a comunidade cristã da Malásia, duas novas edições da Bíblia em Bahasa Malaysia, a língua oficial do país, foram oficialmente lançadas em 21 de janeiro, em Kuching, Sarawak.
Publicadas pela Sociedade Bíblica da Malásia (BSM, sigla em inglês), em colaboração com a Association of Churches in Sarawak (ACS), as versões Alkitab Kudus Malaysia e Alkitab Berita Baik Edisi Studi representam um passo significativo no fortalecimento da vida espiritual dos cristãos malaios.
O lançamento coincidiu com a Semana de Oração pela Unidade Cristã, quando o Reverendo Datuk Danald Jute, Secretário Geral da ACS, destacou a importância dessas traduções.
“A beleza das traduções da Bíblia é que elas nos lembram que Deus fala e entende todas as línguas. O Bahasa Malaysia não é apenas nossa língua nacional, mas também uma língua sagrada por meio da qual Deus se comunica conosco”, destacou.
Conectando a fé através da linguagem
A publicação dessas Bíblias em Bahasa Malaysia reflete anos de dedicação e entendimento cultural. O Alkitab Kudus Malaysia, uma tradução formal, foi iniciado em 2011 para atender à crescente demanda por uma versão mais fiel aos textos originais da Bíblia.
Esse esforço teve como objetivo fornecer um recurso adequado para pregação, pesquisa acadêmica e um estudo teológico mais profundo.
“A jornada de 13 anos envolveu meticulosas considerações linguísticas, teológicas e culturais”, disse o Reverendo Mathew K. Punnoose, Secretário Geral da BSM.
“Esta Bíblia não é apenas uma tradução – é um presente para a Igreja da Malásia, permitindo um envolvimento mais profundo e preciso com as Escrituras para estudo, oração e adoração.”
Em contraste, o Alkitab Berita Baik Edisi Studi – uma tradução de equivalência dinâmica, enriquecida com comentários, referências cruzadas e notas explicativas – foi desenvolvido para atender leitores leigos e grupos de estudo bíblico.
O reverendo Datuk Ng Moon Hing, ex-bispo anglicano da Diocese da Malásia Ocidental, ressaltou o valor prático desta edição.
“Por anos, igrejas de língua bahasa malaia expressaram preocupações sobre a falta de materiais de estudo da Bíblia adaptados à sua língua e contexto cultural. Esta Bíblia de Estudo preenche esse vazio ao oferecer não apenas a Palavra de Deus, mas também ferramentas para entendê-la melhor.”
Significado histórico e cultural
O lançamento tem um significado especial em Sarawak, uma região com uma comunidade cristã vibrante na ilha de Bornéu, na Malásia.
A população cristã do país, que representa cerca de 9% dos 34 milhões de muçulmanos, tem enfrentado desafios linguísticos na prática de sua fé.
Na Malásia, o malaio – língua oficial do país, na qual a palavra para Deus é “Alá” – é a língua nacional. No entanto, o governo historicamente tem restringido o uso do termo “Alá” por não muçulmanos em materiais religiosos, alegando que isso poderia causar confusão entre os muçulmanos. Essa política gerou disputas legais e o confisco de milhares de Bíblias em língua malaia no passado.
Apesar desses desafios, os tribunais têm reconhecido cada vez mais os direitos dos cristãos de usar o malaio e sua terminologia associada em contextos religiosos.
A decisão do Tribunal Superior de Kuala Lumpur, em 2021, que afirmou o direito dos cristãos de usar “Alá” e outros termos derivados do árabe, foi um momento marcante para a liberdade religiosa na Malásia.
“Essas traduções são um testamento da resiliência e unidade da Igreja da Malásia”, disse o Secretário-Geral da ACS, Élder Ambrose Linang.
“Elas são uma pedra angular para fortalecer a fé dos cristãos que falam bahasa malaio e equipá-los para viver e compartilhar o Evangelho.”
Impacto na Igreja da Malásia
A introdução dessas Bíblias foi amplamente elogiada por líderes da igreja, tradutores e congregações. O evento contou com orações, louvor e adoração, e teve a presença de representantes de várias denominações cristãs, incluindo o arcebispo católico Simon Peter Poh Hoon Seng, de Kuching.
“Essas Bíblias são um lembrete do poder da Palavra de Deus para transformar vidas”, disse o Reverendo Bina Agong, Presidente da Borneo Evangelical Mission.
“Elas nos dão as ferramentas para nos aproximarmos de Deus e compartilhar Sua mensagem com os outros.”
Além das edições em Bahasa Malaysia, a Bible Society também revelou a Iban Study Bible (Trial Edition), desenvolvida especialmente para a comunidade Iban em Sarawak.
A versão final está prevista para ser lançada no próximo ano, representando mais um avanço em direção à inclusão no diversificado cenário cristão da Malásia.
A Sociedade Bíblica da Malásia, que comemora seu 40º aniversário, aproveitou a ocasião para destacar os desafios envolvidos na tradução das escrituras.
“Imagine dois tradutores trabalhando por sete anos em um único projeto, sem mencionar os custos de composição, impressão e distribuição”, disse o Reverendo Ng. “No entanto, tudo vale a pena porque a Bíblia contém a verdade, a luz e a vida de Deus.”
Um caminho a seguir
O lançamento das novas edições da Bíblia despertou a esperança de um renovado senso de fé e unidade entre os cristãos da Malásia. As traduções destacam a importância da inclusão linguística na adoração e reafirmam o direito da comunidade cristã de praticar sua fé em sua língua nativa.
“Por meio de traduções da Bíblia, fortalecemos nossa fé e respondemos ao chamado de Deus para crescermos juntos como Seu povo”, disse o Reverendo Jute.
“A língua da Malásia é a nossa língua, minha língua. Tenho o direito de usar essa língua, e ninguém tem o direito de me dizer o contrário.”
Com essas Bíblias agora disponíveis, os líderes da igreja encorajaram os fiéis a se aprofundarem mais nas Escrituras. À medida que a Igreja da Malásia avança, as traduções servem como um poderoso testemunho de seu compromisso com a fé, unidade e identidade cultural.
Aproximadamente 60% da população da Malásia é muçulmana, com o islamismo sendo a religião oficial.
O cristianismo é a terceira maior religião, com a maioria dos cristãos residindo na Malásia Oriental, onde Sarawak, o maior estado do país, possui uma maioria cristã (50,1%). As denominações cristãs incluem católicos (50%), protestantes (40%) e outros (10%).
Os principais grupos são católicos, anglicanos, batistas, luteranos, metodistas e igrejas independentes.
O cristianismo é protegido constitucionalmente, assim como o islamismo, hinduísmo e budismo, especialmente sob as leis de diversidade da Malásia Oriental.
Fonte: Guia-me com informações de La Croix International
Parte do forro de teto de igreja batista em SP desaba e quase atinge pastor. (Foto: Reprodução)
Neste domingo (26), o forro do teto da Primeira Igreja Batista de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, desabou durante o culto, quase atingindo o pastor. O incidente aconteceu no templo situado na Rua Silva Jardim.
Em comunicado, a igreja explicou que o desabamento foi causado por uma infiltração no forro de gesso, decorrente do grande volume de chuvas. O local foi imediatamente evacuado após o ocorrido, e felizmente ninguém se feriu. “Estamos tomando as providências para realizar os reparos necessários”, informou a igreja.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e, como medida de segurança, o local foi isolado e a energia desligada. Na segunda-feira (27), a Defesa Civil enviou um engenheiro para fazer uma vistoria técnica e avaliar os danos estruturais. “A princípio, a estrutura não foi abalada, mas a avaliação detalhada do nosso engenheiro vai confirmar isso”, diz o coronel Ivair da Silva, diretor da Defesa Civil local.
De acordo com a Defesa Civil, a cidade foi atingida por rajadas de vento de até 46 km/h. Em apenas três horas, São José do Rio Preto registrou um acúmulo de 116 milímetros de chuva. O forte temporal causou alagamentos em avenidas, deixando motoristas presos em veículos ilhados.
A Defesa Civil emitiu um alerta de chuvas severas via SMS para todos os celulares na cidade, com base na geolocalização. O alerta recomendava: “Chuva forte persistirá em Rio Preto nas próximas horas. Risco alto para alagamentos e deslizamentos. Mantenha-se em local seguro”.