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Crimes de ódio contra cristãos mais que dobraram em dois anos na Turquia

Bandeira da Turquia (Imagem de Engin Akyurt por Pixabay
Bandeira da Turquia (Imagem de Engin Akyurt por Pixabay

Dados da Freedom of Belief Initiative (FOBI), um grupo que monitora a liberdade religiosa, indicam que os incidentes de ódio contra cristãos mais que dobraram em dois anos, na Turquia, passando de 10 em 2021 para 22 em 2023. Desde 2020, os cristãos têm sido as principais vítimas de crimes de ódio religiosos no país, com 52 casos registrados, envolvendo danos à propriedade, assédio e violência.

O FOBI alertou que o número real de ocorrências pode ser ainda maior, já que muitas vítimas preferem não denunciar por medo de represálias e ostracismo. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) também registrou diversos incidentes contra cristãos. A crescente perseguição aos cristãos no país é alimentada por fatores como a opressão islâmica e a paranoia ditatorial.

Em outubro de 2023, um homem invadiu uma igreja, recitou uma oração islâmica e agrediu o pastor durante o culto. Em maio de 2022, dois idosos foram hospitalizados após serem agredidos com paus e pedras devido à sua fé. A OSCE também relatou outros casos de violência e intimidação contra cristãos, além de assédio a missionários estrangeiros.

Em 2023, a Alliance Defending Freedom (ADF) informou que as autoridades turcas estão cada vez mais direcionando ações contra pastores cristãos, missionários e seus familiares, com o objetivo de deportá-los e impor proibições permanentes de reentrada. Atualmente, a Turquia ocupa a 50ª posição na Lista de Observação Mundial da Portas Abertas.

Os cristãos na Turquia enfrentam perseguições há décadas, com um agravamento nos últimos tempos. Entre 1915 e 1916, ocorreu o genocídio armênio, quando cerca de 1 milhão de cristãos foram mortos por massacres, fome e assassinatos individuais, ordenados pelas autoridades otomanas.

De acordo com a organização World Without Genocide, os “perpetradores buscavam purgar o Império Otomano de todas as minorias cristãs”. Antes de 1914, os cristãos representavam 25% da população na região, mas hoje são menos de 0,5%.

Fonte: Comunhão com informações de International Christian Concern

Cristão é condenado a dez anos de prisão no Irã

Cadeia (Reprodução)
Cadeia (Reprodução)

O cristão Tomaj Aryan Kia foi condenado a dez anos de prisão pelos “crimes” de “propaganda contra a república islâmica por meio de evangelismo”, “colaboração com governos hostis (Israel, Reino Unido e EUA)” e “filiação a grupos antirregime”, em Karaj, no Irã. Após cumprir a pena, o seguidor de Jesus estará proibido de participar de qualquer grupo por dois anos.

De acordo com o site Mohabat News, o cristão de origem muçulmana apelou da decisão do juiz, mas o pedido foi negado. Então, ele apresentou outro recurso e aguarda uma resposta. Kia pode ter uma libertação temporária, desde que pague uma fiança no valor que equivale a 577 mil reais – uma quantia muito alta para casos que envolvem cristãos no país.

Em 2022, o cristão iraniano foi preso e teve a casa invadida por agentes de segurança, que apreenderam alguns pertences e Bíblias. Kia passou 28 dias preso na cela solitária e mais 40 na ala comum na prisão de Karaj. Porém, com o pagamento da fiança no valor equivalente a 433 mil reais ele aguardou a sentença em liberdade.

Segundo a organização Article 18, ele é o sexto cristão a receber uma sentença de dez anos de prisão, no mínimo. Em fevereiro, o cristão armênio Hakop Gochumyan foi condenado a ficar uma década preso e, em maio, Yasin Mousavi foi condenado a cumprir 15 anos em detenção.

A prisão de cristãos no Irã

Cristãos que evangelizam e que deixaram o islã para seguir a Jesus são considerados inimigos da República Islâmica do Irã, país em 9º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024. Eles são monitorados, presos, torturados e condenados a longas penas por integrarem igrejas domésticas. Além disso, os cristãos são vistos como traidores da identidade nacional e apoiadores de países ocidentais e Israel, o que torna o exílio uma opção para viver a fé cristã com mais liberdade.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos influenciaram a eleição presidencial de 2024 nos EUA, mostram dados

Donald Trump e Kamala Harris disputaram a eleição para presidente dos EUA em 2024 (Foto: Reprodução X/@realTrumpNewsX)
Donald Trump e Kamala Harris disputaram a eleição para presidente dos EUA em 2024 (Foto: Reprodução X/@realTrumpNewsX)

Os eleitores que se identificam como cristãos estão sendo creditados por fazerem a diferença no resultado da eleição presidencial de 2024, já que os dados mostram que os fiéis apoiaram de forma esmagadora o presidente eleito Donald Trump, de acordo com um novo relatório.

George Barna, diretor do Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, publicou um relatório na semana passada destacando os resultados da pesquisa pós-eleitoral de sua organização realizada nos três dias seguintes à eleição de 5 de novembro. Os dados incluídos no relatório são baseados em “entrevistas extensas com uma amostra nacional de 2.000 adultos em idade de votar”. A pesquisa teve uma margem de erro de +/- 3 pontos percentuais.

A principal conclusão do relatório é que os cristãos autoidentificados ajudaram a entregar a Casa Branca a Trump, o candidato presidencial republicano, que derrotou a vice-presidente democrata Kamala Harris: “Entre os cristãos autoidentificados, o presidente Trump obteve 56% de seus votos. E como os cristãos representaram 72% dos eleitores que compareceram às urnas, seu apoio ao republicano reeleito fez a diferença na disputa.”

“Embora Harris tenha conquistado uma parcela maior de votos não cristãos do que a parcela de votos cristãos de Trump, os cristãos superaram os eleitores não cristãos por uma margem de mais de cinco para dois – entregando a vitória decisiva de 5 de novembro ao presidente Trump”, acrescentou o relatório.

Os dados coletados pelo Cultural Research Center detalharam informações sobre o comparecimento entre as denominações cristãs e determinados grupos de eleitores cristãos, bem como o apoio aos dois principais candidatos entre os eleitores de subgrupos religiosos. Com 99%, o comparecimento foi maior entre o grupo de eleitores definidos como Cristãos Conservadores Engajados em Governança Espiritualmente Ativa, também conhecidos como SAGE Cons.

As características do SAGE incluem “participação consistente e crença em princípios cristãos fundamentais e esforços religiosos, além de atenção e participação política acima da média, possuindo ideologia política conservadora e um compromisso com Jesus Cristo como Senhor e Salvador”. Embora a taxa de comparecimento não tenha se alterado entre os conservadores do SAGE de 2020 a 2024, a maioria dos outros grupos de eleitores cristãos examinados viu suas taxas de comparecimento caírem ou permanecerem estagnadas entre as duas eleições presidenciais.

As exceções foram os católicos, cuja taxa de comparecimento aumentou de 67% para 70%, e os discípulos integrados, definidos como aqueles que possuem uma visão bíblica do mundo. Sessenta e sete por cento dos Discípulos Integrados compareceram às urnas em 2024, em comparação com 64% em 2020.

A taxa de participação entre aqueles que frequentam uma igreja pentecostal foi medida em 62% em 2020 e 2024. A participação caiu ligeiramente de 66% para 65% entre os cristãos que frequentam as principais igrejas protestantes, enquanto uma queda maior, de 65% para 59%, foi registrada entre os que frequentam igrejas evangélicas. Cinquenta e nove por cento dos protestantes como um todo compareceram às urnas em 2024, em comparação com 62% quatro anos atrás.

Aqueles teologicamente definidos como cristãos nascidos de novo, que estão “confiantes de que viverão eternamente no céu somente porque confessaram seus pecados a Deus, se arrependeram e confiaram em Jesus como seu Salvador”, constituíram 58% do eleitorado em 2024, em comparação com 64% em 2020. Entre os cristãos autoidentificados, o comparecimento caiu de 64% para 56%.

Na eleição de 2024, Trump foi o candidato preferido entre todos os subgrupos de eleitores cristãos. Ele garantiu a maioria esmagadora dos votos dos SAGE Cons (90%), juntamente com 75% dos votos dos Discípulos Integrados e 74% dos votos dos frequentadores de igrejas pentecostais. Trump também recebeu apoio de uma maioria substancial de frequentadores de igrejas evangélicas (64%), cristãos nascidos de novo definidos teologicamente (64%) e protestantes (60%).

Maiorias menores de frequentadores de igrejas protestantes tradicionais (56%), cristãos autoidentificados (56%) e católicos (51%) apoiaram Trump em vez de Harris. Isso entra em conflito com as pesquisas de boca de urna que mostravam que 56% dos católicos votaram em Trump na eleição de 2024.

Barna emitiu uma declaração refletindo sobre o motivo pelo qual o apoio dos cristãos a Trump foi tão alto, explicando que o candidato “fez um trabalho melhor do que Kamala Harris ao representar características cristãs consagradas, como a importância e o apoio à família, o estado de direito, a autoridade limitada do governo, a responsabilidade financeira e coisas do gênero”.

“Em contraste, o fato de a vice-presidente Harris ter dobrado a aposta no aborto sob demanda, nas fronteiras abertas, no transgênero e nos princípios centrais da governança socialista chocou-se com os valores fundamentais das perspectivas espirituais dominantes da nação”, observou ele.

“Milhões dos votos do Presidente Trump vieram de pessoas que não votariam nele como pastor da nação ou como modelo de comportamento para seus filhos, mas que perceberam que ele protegeria seus valores tradicionais e estimados e suas preferências de estilo de vida, enquanto Harris estava mais propenso a limitar ou banir tais modos de vida.”

A pesquisa também perguntou aos eleitores que papel suas igrejas desempenharam em atividades relacionadas às eleições antes da eleição de 2024. A maioria de todos os eleitores cristãos disse que suas igrejas ensinaram sobre a posição da Bíblia em questões específicas (54%), com uma parcela maior de frequentadores de igrejas pentecostais e carismáticas (69%), evangélicos (67%) e protestantes tradicionais (56%) indicando que suas igrejas tomaram essa atitude do que os frequentadores de igrejas não denominacionais (52%) e católicos (41%).

A maioria de todos os cristãos (53%) relatou que suas igrejas incentivaram os fiéis a votar, sem endossar um candidato específico.A maioria dos frequentadores de igrejas pentecostais e carismáticas (65%), de igrejas evangélicas (61%) e de igrejas protestantes tradicionais (53%) afirmou que suas igrejas incentivavam a participação cívica, assim como metade dos frequentadores de igrejas não denominacionais (50%) e um pouco menos da metade dos católicos (48%).

Por outro lado, menos da metade dos cristãos disse aos pesquisadores que suas igrejas forneciam informações por escrito sobre a posição da Bíblia em relação a questões específicas (46%), convidavam ou recebiam candidatos para falar na igreja (30%), forneciam guias do eleitor (28%), registravam novos eleitores (26%) e endossavam ou recomendavam determinados candidatos (23%).

Embora a maioria dos frequentadores de igrejas pentecostais e carismáticas (65%) e de igrejas evangélicas (54%) tenha afirmado que suas igrejas lhes forneceram informações escritas com uma perspectiva bíblica sobre questões contemporâneas, menos da metade dos cristãos que frequentam todos os outros tipos de igrejas relataram o contrário. Menos da metade dos cristãos de todos os subgrupos religiosos lembraram que suas igrejas se envolveram nas demais atividades relacionadas às eleições.

Barna também incentivou os pastores a assumirem um papel mais ativo na esfera política.“Pais, pastores e outras pessoas de influência devem se comprometer de forma intencional e estratégica a moldar a visão de mundo e os valores da nação – especialmente entre as crianças – para que coincidam com as crenças e os valores que acabaram de votar para proteger”, disse ele.

“Refinar com sucesso a visão de mundo e os valores do povo americano é a base necessária para facilitar os resultados nacionais desejados, como unidade, igualdade, oportunidade, segurança, paz, justiça e alegria.”

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

Acusações de blasfêmia acirram linchamentos de cristãos na Nigéria

Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)

A violência de multidões é uma estratégia usada contra cristãos na Nigéria. A partir de acusações de blasfêmia, os seguidores de Jesus são insultados, discriminados, agredidos e até mortos.

De acordo com a Anistia Internacional, 555 pessoas foram vítimas de ataques de multidões no país em dez anos. O número de assassinatos chegou a 55, mas é possível que haja mais casos, pois muitas mortes em áreas rurais não foram relatadas. O estudo também revela que ao menos treze mulheres, seis crianças e duas vítimas com transtornos mentais ou dificuldade de aprendizagem foram alvos de linchamentos.

Em 2022, a estudante cristã Deborah Samuel Yakubu foi apedrejada e queimada por colegas da Shehu Shagari College em Sokoto. Apesar dos assassinos serem visíveis no vídeo do linchamento, nenhum foi julgado porque os promotores não comparecerem ao tribunal. Dessa forma, os agressores foram libertos.

A enfermeira cristã Rhoda Jatau se manifestou contra o assassinato de Deborah nas redes sociais e também foi acusada de blasfêmia. A cristã foi alvo da fúria de multidões. Por não a encontrarem, os muçulmanos radicais atacaram casas de outros seguidores de Jesus da vizinhança. Rhoda foi levada sob custódia policial e ficou presa por dezoito meses. Ela foi solta após pagamento de fiança, mas ainda enfrenta julgamento.

Segundo John Samuel (pseudônimo), especialista jurídico da Portas Abertas na África Subsaariana, as histórias das cristãs são um reflexo da cultura de impunidade em relação aos perpetradores da perseguição. “A criminalização legal da blasfêmia, que é contra a Constituição nigeriana e os padrões internacionais de direitos humanos, contribuiu para o aumento da violência de multidões”, explica Samuel.

O diretor da Anistia Internacional, Isa Sanusi, completa: “A falha das agências de aplicação da lei, especialmente a força policial da Nigéria, em prevenir a violência de multidões, investigar alegações de tortura e assassinatos e levar os suspeitos à justiça está capacitando as multidões a matar”.

Fonte: Portas Abertas

Bíblia Filament usa aplicativo para unir leitura tradicional à tecnologia

Bíblia Filament da Editora Mundo Cristão. (Foto: Reprodução YouTube Mundo Cristão)
Bíblia Filament da Editora Mundo Cristão. (Foto: Reprodução YouTube Mundo Cristão)

A Bíblia Filament une o tradicional ao digital e traz um novo conceito para o mercado de aplicativos religiosos. Com um design pensado para facilitar a leitura, oferece uma experiência física que é amplificada por um App complementar. A partir de um simples escaneamento do número da página da Bíblia, o usuário acessa um hub de conteúdos exclusivos que inclui notas explicativas, estudos aprofundados, planos de leitura, vídeos, áudios e mapas interativos.

O aplicativo já ultrapassou 100 mil downloads globais no Android nos Estados Unidos. Uma versão em espanhol foi lançada em setembro para toda a América Latina e, simultaneamente, a Editora Mundo Cristão traduziu a ferramenta para o português brasileiro, em parceria com a editora norte-americana Tyndale.

Funciona assim: ao adquirir a versão impressa, o usuário acessa gratuitamente o app, que expande a experiência de leitura. Com aproximadamente três milhões de exemplares da Nova Versão Transformadora (NVT) vendidos entre livros físicos, e-books e audiobooks, a Filament representa um novo marco no mercado tecnológico religioso e de materiais bíblicos.

Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão, aponta que a aceitação do mercado brasileiro por novos recursos e o crescimento do público evangélico tornam a Filament uma aposta no segmento de leitura bíblica digital. “Acreditamos que a clareza e a aceitação do texto NVT aliadas à inovação da Filament nos permitem apresentar um produto disruptivo e inédito”.

A Bíblia Filament pode ser encontrada na Amazon clicando no link abaixo.

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Fonte: Guia-me

Projeto de Lei quer proibir cultos em igrejas domésticas na Rússia

Uma mulher segura uma Bíblia em russo que lhe foi dada por missionários da IMB. (Foto ilustrativa: IMB)
Uma mulher segura uma Bíblia em russo que lhe foi dada por missionários da IMB. (Foto ilustrativa: IMB)

Em 30 de outubro de 2024, um projeto de lei foi apresentado à Duma do Estado, câmara baixa do parlamento russo, para proibir a realização de cultos religiosos em instalações não residenciais de prédios de apartamentos.

A proposta, de autoria de deputados do partido Novo Povo, conhecido por suas posições liberais e pró-reformas, provocou intensa discussão entre líderes religiosos, especialmente de comunidades protestantes, segundo Vitaly Vlasenko, secretário-Geral da Aliança Evangélica Russa.

Esses grupos, segundo a entidade cristã, frequentemente utilizam espaços em edifícios residenciais para reuniões religiosas, uma prática que, segundo eles, é motivada pela escassez de locais específicos para culto em várias regiões da Rússia.

Representantes religiosos destacaram que a medida pode prejudicar o direito à liberdade de culto e aumentar as dificuldades enfrentadas por comunidades menores e menos assistidas pelo poder público.

O projeto reacendeu o debate sobre a relação entre o Estado e as religiões na Rússia, levantando questionamentos sobre a adequação da infraestrutura religiosa disponível e a tolerância às práticas de fé em um contexto urbano.

Posições pró liberdade religiosa

Vladimir Ryakhovsky, advogado e defensor de direitos humanos, destacou que propostas como essa podem infringir a Constituição russa, violando os direitos dos cidadãos à liberdade de consciência e religião.

Com experiência em defender casos similares no Tribunal Constitucional, Ryakhovsky alerta para os riscos jurídicos da medida.

Sergey Ryakhovsky, bispo presidente da União Russa das Igrejas Cristãs de Fé Evangélica (pentecostais), também manifestou preocupação.

Ele afirmou que a proibição de cultos em espaços não residenciais de prédios de apartamentos limita gravemente a atuação de comunidades religiosas, especialmente daquelas que não possuem templos próprios.

Relação do Conselho Consultivo com o Projeto de Lei

O Conselho Consultivo dos Líderes das Igrejas Protestantes da Rússia expressou preocupação com o projeto, afirmando que ele ameaça a liberdade religiosa de várias confissões.

Ressaltaram que espaços não residenciais em prédios de apartamentos são usados há anos para cultos sem gerar queixas significativas e pediram a retirada da proposta.

A Igreja Ortodoxa Russa também pediu revisão do texto, alertando que sua aprovação poderia levar ao fechamento de capelas domiciliares e dificultar ritos religiosos para enfermos.

O bispo luterano V.A. Provorov destacou que a fé genuína não prejudica o próximo e criticou tentativas históricas de limitar a liberdade religiosa, afirmando que a Rússia já possui leis suficientes para lidar com abusos sem restringir direitos.

Justificativa do projeto

Segundo a Aliança Evangélica Russa, os autores do projeto de lei apresentado no Parlamento justificam a proposta de proibir cultos religiosos em prédios de apartamentos com base em preocupações relacionadas à segurança pública, à conformidade com normas de segurança contra incêndios e ao conforto dos moradores.

De acordo com os parlamentares, a realização de encontros religiosos em ambientes residenciais pode atrair um grande número de pessoas, incluindo, possivelmente, migrantes irregulares, o que, na visão deles, aumentaria o risco de problemas relacionados à criminalidade e afetaria a ordem pública.

Além disso, argumentam que a presença de aglomerações em espaços projetados para uso residencial frequentemente infringe normas de segurança contra incêndios, representando uma ameaça tanto para os participantes quanto para os moradores do edifício.

Também destacam o impacto no cotidiano dos vizinhos, que podem se sentir incomodados pelo barulho e pelo fluxo elevado de pessoas, o que, segundo os autores, contribui para conflitos domésticos e afeta a harmonia nos condomínios.

Contexto Histórico

Iniciativas semelhantes, segundo a Aliança Evangélica Russa, já ocorreram no passado.

Em novembro de 2019, houve tentativas de proibir cultos em residências particulares, mas, graças à atuação de juristas e defensores de direitos liderados por Vladimir Ryakhovsky, o Tribunal Constitucional da Rússia declarou tais propostas inconstitucionais.

O tribunal destacou que os ritos religiosos atendem às necessidades espirituais dos cidadãos e são essenciais para pequenas comunidades religiosas sem propriedades destinadas ao culto.

Assim, o novo projeto de lei pode novamente violar os direitos constitucionais à liberdade de consciência e religião.

Opinião dos líderes religiosos

Líderes protestantes criticaram o projeto, destacando a falta de espaços próprios para muitas comunidades religiosas se reunirem.

O pastor Alexander Fedichkin, de uma igreja batista em Moscou, afirmou que a proibição viola o direito à liberdade de reunião e vai contra o interesse do Estado em apoiar organizações que contribuem para o bem comum.

O pastor Sergey Filinov alertou que a medida dificultaria o trabalho de diversas entidades religiosas, que utilizam legalmente espaços não residenciais em prédios de apartamentos. Ele ressaltou que leis já existentes são suficientes para lidar com eventuais problemas de ordem pública.

O pastor Oleg Goncharov, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, declarou que a proposta fere princípios constitucionais de liberdade de consciência e poderia intensificar conflitos sociais e inter-religiosos.

Para ele, a fé está intrinsecamente ligada à vida cotidiana: “A religião não pode ser separada da vida das pessoas, pois a fé está onde as pessoas vivem.”

Fonte: Guia-me com informações de Protestant TV

Ministros do STF, Zanin e Dino, votam pela manutenção de símbolos religiosos em órgãos públicos

Ministros do STF, Cristiano Zanin e Flávio Dino. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Ministros do STF, Cristiano Zanin e Flávio Dino. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Ministério Público Federal (MPF) está movendo uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir pela manutenção ou não dos símbolos religiosos em prédios públicos. O MPF alega que esses itens violam a laicidade do Estado nas repartições estatais. O julgamento começou na última sexta-feira (15), em plenário virtual, e já teve dois votos contrários, dos ministros Cristiano Zanin, relator do caso, e Flávio Dino.

Zanin rejeitou o recurso com a justificativa de que a presença de símbolos, como crucifixos, em repartições públicas não viola a Constituição quando a finalidade é servir de manifestação da tradição cultural da sociedade brasileira. 

“A presença de símbolos religiosos em prédios públicos, pertencentes a qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, desde que tenha o objetivo de manifestar a tradição cultural da sociedade brasileira, não viola os princípios da não discriminação, da laicidade estatal e da impessoalidade.”

O ministro Flávio Dino acompanhou o relator afirmando que “proibir a exposição de crucifixos em repartições públicas seria instituir um Estado que não apenas ignora, mas se opõe a suas próprias raízes culturais e à liberdade de crença, transformando o princípio de laicidade em um instrumento de repressão religiosa, em desacordo com os valores constitucionais brasileiros”.

A ação do MPF está sendo julgada em sessão virtual e o julgamento está previsto para ser concluído no dia 26 deste mês. No formato, os ministros apresentam seus votos em um sistema eletrônico.

História cultural de um povo

No entendimento do relator, muitas expressões religiosas, devido ao lugar que elas ocupam na sociedade, acabam transcendendo o espaço do sagrado e se transformam em “exteriorização da história cultural de um povo”.

Ainda de acordo com Zanin, “não há como desconsiderar as dezenas de dias consagrados — diversos deles com decretação de feriado —, a nomenclatura de ruas, praças, avenidas e outros logradouros públicos, escolas públicas, estados brasileiros, que revelam a força de uma tradição que, antes de segregar, compõe a rica história brasileira”, consta no voto do relator.

Zanin concluiu seu voto afirmando que:

“A presença de símbolos religiosos nos espaços públicos, ao contrário do que sustenta o recorrente, não deslegitima a ação do administrador ou a convicção imparcial do julgador – mesmo porque a fundamentação jurídica não se assenta em elementos divinos, ou seja, não impõe ‘[…] concepções filosóficas aos cidadãos’; não constrange o crente a renunciar à sua fé; não retira a sua faculdade de autodeterminação e percepção mítico-simbólica; nem fere a sua liberdade de ter, não ter ou deixar de ter uma religião.”

IBDR fez pedido de Amicus Curae

O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) protocolou um pedido de Amicus Curiae no Agravo em Recurso Extraordinário (ARE) nº 1249095, movido pelo MPF e que pede a retirada de todos os símbolos religiosos em prédios e repartições públicas da União. A expressão significa “Amigo da Corte” e significa a solicitação de um terceiro (que pode ser pessoa física ou jurídica) como interveniente para fornecer esclarecimentos técnicos e contribuir para o debate e a decisão judicial.

No documento, o Instituto esclarece a importância dos símbolos religiosos no contexto social, assim como a liberdade religiosa, que é um direito constitucional. O IBDR argumenta ainda sobre o modelo da laicidade brasileira, que é colaborativa, de modo que a esfera religiosa coopera com a secular. Por outro lado, o texto afirma que o país tem sido acometido pelo laicismo, que é o movimento contrário à influência da religião na esfera pública.

Nesse sentido, o IBDR entende que

[…] a religião, além de convicção individual por meio da fé, é também a manifestação de um povo, cujos objetos refletem os aspectos históricos-culturais de uma nação. Afirmar o que sustenta o promovente é negar o natural desenvolvimento históricosocial do povo brasileiro.

Fonte: Comunhão e STF

André e Felippe Valadão pedem segredo de justiça em processo que envolve a marca “Lagoinha”

Pastor Felippe Valadão e sua esposa, Mariana Valadão e o pastor André Valadão (Foto: Reprodução)
Pastor Felippe Valadão e sua esposa, Mariana Valadão e o pastor André Valadão (Foto: Reprodução)

A disputa judicial entre a Igreja Batista da Lagoinha e a Lagoinha Niterói, liderada pelo pastor Felippe Valadão, ganhou um novo capítulo. Após a repercussão do caso na mídia, ambas as partes solicitaram à Justiça que o processo seja colocado sob segredo de justiça. A justificativa apresentada é a necessidade de evitar especulações e repercussões negativas que possam prejudicar a imagem das igrejas envolvidas.

No documento apresentado ao Tribunal, as instituições argumentam: “Ante o exposto, requer urgente restabelecimento do segredo de justiça aos autos, tendo em vista a especulação pejorativa/negativa realizada pela mídia, nos termos do art. 189, inc. III, do CPC.” Além disso, as partes solicitaram que a Justiça determine a exclusão de todas as matérias publicadas sobre o caso pelo portal O Fuxico Gospel.

A disputa judicial, que trata do uso do nome “Lagoinha” pela igreja de Niterói, tem gerado grande interesse entre os fiéis e discussões nas redes sociais. A decisão de buscar segredo de justiça e a retirada de conteúdo jornalístico foi interpretada por muitos como uma tentativa de impedir que os membros saibam do que está ocorrendo nos bastidores, informa o site Fuxico Gospel.

Entenda o caso

De acordo com o site Fuxico Gospel, a Igreja Batista da Lagoinha, sediada em Belo Horizonte e liderada pelo pastor Márcio Valadão, acusa a Igreja Lagoinha Niterói, chefiada por Felippe e Mariana Valadão, filha de Márcio, de utilizar indevidamente o nome “Lagoinha” que alega ser de sua propriedade.

A Igreja Batista da Lagoinha afirma que a marca “Lagoinha” é registrada e amplamente reconhecida nacionalmente, destacando que o uso do nome pela igreja de Niterói estaria gerando confusão entre os fiéis e prejudicando a identidade construída ao longo de décadas. Em documento apresentado à Justiça, a instituição mineira pede a proibição do uso da marca pela Lagoinha Niterói, além de indenizações por danos materiais e morais.

Já a Igreja Lagoinha Niterói, fundada em 2014, argumenta que o nome foi adotado com o aval de Márcio Valadão como parte de uma estratégia de expansão do ministério. A defesa alega que nunca houve objeções prévias ao uso da marca, que a igreja opera de forma autônoma, com identidade visual distinta e atuação concentrada no Rio de Janeiro. “As marcas convivem de forma pacífica, sem risco de confusão”, defende a instituição.

Entre os pedidos judiciais, feitos pela Igreja Batista da Lagoinha, estão a cessação, ou seja, que tire o nome “Lagoinha” da instituição religiosa de Niterói, além de indenização no valor de 50 mil reais por danos morais e materiais, e cancelamento imediato do domínio lagoinhaniteroi.com.br na internet.

Fonte: Fuxico Gospel e O Dia

Cristãos alertam pais sobre “Arca de Nóe”, animação brasileira com tema LGBT

Animação brasileira "Arca de Noé" (Foto: Divulgacão)
Animação brasileira "Arca de Noé" (Foto: Divulgacão)

O novo filme de animação “Arca de Noé” entrou em cartaz nos cinemas de todo Brasil. Nas redes sociais, diversos cristãos estão alertando os pais que a produção não é bíblica, contém apologia LGBT e não é indicada para o público infantil.

A palestrante e educadora cristã, Karina Lit, explicou em uma publicação no Instagram que o filme não se trata da história de Noé da Bíblia, mas é baseado nas músicas de Vinícius de Moraes.

“Não é um filme cristão. Precisamos estar atentos, pois nem tudo que tem nome bíblico realmente é. Queridas, não se deixem enganar! Quando você vê um filme/desenho com nome cristão, aí mesmo que você precisa pesquisar sobre”, ensinou Karina às mães cristãs.

A animação brasileira, produzida pela Globo Filmes, foi dirigida por Sérgio Machado e Alois di Leo. O roteiro contou com a colaboração de Heloisa Périssé e Ingrid Guimarães.

Uma mensagem, que está sendo amplamente compartilhada entre os pais no WhatsApp, cita os trechos do filme com ideologias não cristãs e que deturpam o relato bíblico do dilúvio:

“Noé comunica sua esposa e neta que Deus mandou levar na arca um casal de cada espécie. Sua neta questiona a Deus, dizendo: ‘Deus não deve estar bem da cabeça; isso é um absurdo. E as famílias LGBTQIA+?”.

“Noé é retratado como um bobalhão; eu diria até lunático. Ele usa uma roupa parecida com a de um mago. Os animais fazem chacota de Noé, chamando-o de velho incompetente. O leão diz que a única lei Divina é a ‘do mais forte’”.

“Um animal, que não me lembro agora, fala amigues e incentiva nudes. Os animais falam para cantarem uma música para animar os espíritos. Outra fala faz um incentivo à insensatez: ‘Um pouco de loucura não faz mal a ninguém’”.

Críticas

Nas avaliações do Google, a animação recebeu muitas críticas de pais que levaram seus filhos ao cinema, achando que a trama era inocente e bíblica.

“Achei que seria algo que teria ligação com a Bíblia. O que vimos, eu e o meu filho de 8 anos, foi palavreado impróprio, com duplos sentidos eróticos e muita agressividade e confusão. Pelo jeito é a ideia que a Globo quer implantar. Confundir as crianças e deturpar a Palavra de Deus”, escreveu um pai.

Uma mãe também afirmou: “Assisti aos 10 primeiros minutos e saí do cinema com meu filho. Uma blasfêmia, total distorção de valores, manipulação. Na cabeça do meu filho não entra esse tipo de filme. Para quem é cristão e pensa em ir por ser uma história bíblica, nem perca seu tempo. Esse filme não tem nada de Deus”.

Fonte: Guia-me

Líderes evangélicos lamentam a morte do apóstolo Rina

Apóstolo Rina, fundador da Igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução/Instagram)
Apóstolo Rina, fundador da Igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução/Instagram)

Após o anúncio da morte do apóstolo Rina, fundador da Igreja Bola de Neve, neste domingo (17), diversas lideranças evangélicas usaram suas redes sociais para prestar solidariedade aos familiares, lamentando o ocorrido.

O pastor Josué Gonçalves, em seu Instagram, publicou uma foto do apóstolo e escreveu:

– Hoje recebemos a notícia da partida para eternidade de um grande líder, apóstolo Rina, que fez um lindo trabalho em nossa nação através da Igreja Bola de Neve. A causa morte foi um acidente de moto . Que o Espírito Santo console a família, irmãos e amigos.

O apóstolo Estevam Hernandes, fundador da Igreja Renascer em Cristo, manifestou “profundos sentimentos à toda a família do Apóstolo Rina. Que o Espírito Santo possa consolar a todos!”. Estevam, no altar, gravou um vídeo orando pela família enlutada.

O pastor Edésio de Oliveira, pai do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) escreveu:

– Que tristeza! Deus conforte o coração de toda família e amigos. Estamos em luto. A terra perde um servo de Jesus. Os céus ganham um destemido servo.

Pastor Lucas, no Instagram, disse estar em choque e enalteceu o legado deixado pelo apóstolo Rina.

– Estou em choque. Uma notícia que entristeceu muito meu coração. Que Deus conforte os familiares, a Igreja e todos nós que conhecemos seu legado. Estou estarrecido, profundamente triste!

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, escreveu:

– O Senhor levou meu amigo Apóstolo Rina. Que Deus console a família e a igreja.

O deputado federal e pastor presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento, Marco Feliciano, escreveu:

– Faleceu o líder fundador da Igreja Bola de Neve, apóstolo Rina, um homem visionário e apaixonado pelo Cristo a quem representava. Que Deus conforte a família e todos os membros da Igreja.

O Apóstolo Rina, fundador da Bola de Neve, sofreu um acidente de moto, quando retornava para São Paulo pela Rodovia dos Bandeirantes, por volta das 18h30. Ele tinha 52 anos.

Folha Gospel com informações de Pleno News

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