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Cristãos mortos por serem considerados apóstatas, no Irã

Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)

Mehdi Dibaj era um pastor de origem muçulmana no Irã que foi preso por sua renúncia ao islamismo. Após quase nove anos na prisão, foi sentenciado à morte em dezembro de 1993. Seu caso atraiu a atenção internacional. A Portas Abertas também lançou um apelo por oração e o regime foi finalmente forçado a libertar Mehdi em janeiro de 1994.

O principal gatilho para a pressão internacional foi o fato de o pastor armênio-iraniano Haik Hovsepian ter vazado a condenação de Mehdi para a mídia britânica. No entanto, essa não era a primeira vez que Haik fazia algo que desagradava o regime. Ele também tinha se recusado a excluir cristãos de origem muçulmana de sua congregação e a assinar uma declaração afirmando que os cristãos no Irã gozavam de liberdade religiosa.

Três dias depois da libertação de Mehdi, Haik desapareceu; onze dias depois, ele foi encontrado morto com múltiplos ferimentos a faca no peito. O Irmão André, fundador de Portas Abertas, tinha se encontrado com Haik várias vezes durante sua vida. Ele relata como Haik se despediu dele no último encontro que tiveram.

“‘Quando eles me matarem, será porque eu falei, não porque fiquei calado’. O fato de que ele não disse ‘se eles me matarem’, mas ‘quando’, me afetou profundamente”, disse o Irmão André. Haik foi assassinado pouco tempo depois do encontro com Irmão André. Após cerca de seis meses, Mehdi também foi encontrado morto a facadas. A Portas Abertas apoiou suas famílias enlutadas.

Diversos líderes das igrejas domésticas do Irã citam o assassinato dos pastores em 1994 como o começo de um despertamento espiritual entre os cristãos e o início do avivamento de hoje.

Avivamento para ser levado a sério

O avivamento no Irã tem continuado forte por anos. Um líder da igreja relata que, no tempo da Revolução Islâmica, havia um máximo de 500 cristãos de origem muçulmana. “Hoje, nós estimamos que o número seja pelo menos de 500 mil a um milhão, ou até mais“, diz Mansour Borji, da organização Article 18.

Sob o rigoroso regime islâmico, um dos maiores avivamentos para Jesus no mundo está acontecendo! O governo vê esse avivamento como uma ameaça. O sucessor de Khomeini, o atual líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, até expressou isso diretamente. Em outubro de 2010, ele fez um discurso na cidade de Ghom no qual falou sobre as maiores ameaças ao regime islâmico e mencionou o movimento de igreja doméstica. Essa é uma das coisas “que os inimigos do islamismo estão fazendo atualmente […] com o objetivo de infiltrar a religião na sociedade”.

Forças de segurança, especialmente os Guardas Revolucionários, como guardiões da Revolução Islâmica, entenderam o discurso de Khamenei como uma declaração de guerra para reprimir ainda mais as igrejas domésticas. Os cristãos de origem muçulmana tornaram-se inimigos do Estado. Isso mostra quão seriamente o governo considera o que está acontecendo espiritualmente no país e quão grande o avivamento se tornou.

Fonte: Portas Abertas

Projeto de lei promove punições mais severas a cristãos na Índia

Mulheres cristãs na Índia (Foto: Portas Abertas)
Mulheres cristãs na Índia (Foto: Portas Abertas)

No Norte da Índia, o Gabinete do estado de Uttarakhand aprovou a nova emenda à Lei de Liberdade Religiosa, semelhante à lei anticonversão de Uttar Pradesh, que foi alterada e aprovada em agosto de 2024.

Organizações e líderes cristãos expressaram forte oposição às emendas, chamando-as de discriminatórias e uma violação da liberdade religiosa. A lei anticonversão restringe ou proíbe indivíduos de mudarem de religião. Doze estados na Índia já aplicam essas leis, alegando a necessidade de prevenir conversões forçadas ou coagidas e conter esforços de grupos religiosos para converter pessoas de outras crenças.

Segundo o jornal The Hindu, em 13 de agosto de 2025, o Gabinete de Uttarakhand aprovou a segunda emenda ao Projeto de Lei para endurecer a lei anticonversão do estado. A legislação, inicialmente promulgada em 2018 e alterada em 2022, será apresentada na Assembleia Estadual a partir de hoje (19). Ela introduz penalidades mais rigorosas e definições mais amplas para conversões forçadas.

Principais modificações na lei*

  • Penalidades: Penas de prisão variam de 3 anos até prisão perpétua.
  • Definição de “Indução”: Inclui presentes, benefícios materiais, emprego ou invocação de desagrado divino. Criticar uma religião enquanto se exalta outra, ou divulgar propaganda de conversão em mídias sociais/digitais, também se enquadra.
  • Definição de “Vítima”: Qualquer pessoa prejudicada pela infração. Agora inclui tutores e herdeiros legais.
  • Prisões podem ser feitas sem mandado. Fiança será concedida apenas se otribunal estiver convencido de que o acusado não é culpado ou não tem probabilidade de reincidir.

Preocupações para a igreja indiana

“Desde que um partido político com inclinação hindutva assumiu o governo de Uttarakhand, as minorias religiosas estão sob ameaça. Vários governos estaduais liderados por hindutva estão alterando suas leis anticonversão. Após Uttar Pradesh, Uttarakhand revisou sua lei. Arunachal Pradesh, Maharashtra e Chhattisgarh estão na fila para introduzir leis mais rígidas e cruéis, visando cristãos e outras religiões minoritárias. Com leis tão severas, seguir a Cristo na Índia traz consequências dolorosas” afirma o parceiro local da Portas Abertas, Rahul Singh.

“As mudanças na lei pioraram a situação dos cristãos no estado. De janeiro a julho de 2025, mais de quarenta incidentes de perseguição foram relatados em Uttarakhand, onde cristãos foram atacados, cultos interrompidos, igrejas fechadas e pastores falsamente acusados de conversão forçada. Cada reunião de oração é vista como um encontro de conversão. Até atos de serviço social e bondade por parte de organizações estão sendo alegados como ‘indução’ para conversão religiosa por extremistas.” compartilha Priya Sharma, parceira local da Portas Abertas.

*Conforme reportado pelo The Indian Express

Fonte: Portas Abertas

Escola cristã é tomada pelo governo na Nicarágua

Bandeira da Nicarágua (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua (Foto: canva)

A co-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, anunciou na terça-feira que o governo expropriou uma escola da Congregação das Irmãs de São José. Ela alegou que o local foi usado para “torturar e matar” apoiadores sandinistas durante os protestos antigovernamentais que eclodiram em abril de 2018, mas não apresentou evidências ou testemunhos para sustentar suas alegações.

“Temos um novo centro educacional. Esta é uma vitória pela paz, a paz que vivemos, protegemos e merecemos”, disse a co-presidente. A Escola San José, que funcionou por mais de 40 anos sob a administração de cristãs na Nicarágua, foi “transferida para o Estado” por ser “emblemática da barbárie”, mas também da “luta digna das famílias, que derrotaram o golpe”, segundo Murillo.

O processo aconteceu de maneira apressada e arbitrária. Atualmente, estão sendo realizados trabalhos de manutenção, e o governo planeja reabrir o local com o novo nome na próxima semana, homenageando um líder político sandinista. Cerca de 600 alunos, do jardim de infância ao último ano do ensino médio, serão atendidos no local pela política de educação gratuita do Estado.

Em janeiro, duas propriedades de igrejas na Nicarágua – o Seminário San Luis Gonzaga e o centro de retiro espiritual La Cartuja – foram tomados pelo governo Ortega-Murillo, em meio às tensões entre a administração sandinista e a Santa Sé. As relações com cristãos locais se deterioraram a ponto de se tornarem hostis, marcadas por expulsão, prisão e retirada da nacionalidade de líderes cristãos e pela proibição de atividades religiosas.

Fonte: Porta Abertas

Livros cristãos que alertam sobre a adultização infantil

Crianças lendo um livro (Foto: Canva Pro)
Crianças lendo um livro (Foto: Canva Pro)

A adultização infantil, caracterizada pelo acesso precoce a conteúdos e comportamentos, tem consequências graves: baixa autoestima, pressões sociais inadequadas, sexualização precoce e perda do tempo de brincar e aprender gradualmente. Pais e líderes buscam respostas fundamentadas no amor, na Palavra e na sabedoria bíblica para reverter essa tendência.

Fiel ao discurso bíblico do cuidado e do tempo certo de cada coisa, o meio cristão tem produzido literatura que ajuda pais, educadores e comunidades a protegerem os pequenos desse processo de “adultização”.

O site cristão Comunhão reuniu cinco obas que defendem o lugar sagrado da infância com embasamento espiritual e orientações práticas. Confira:

  1. “Pare” – um jeito cristão de ensinar prevenção

    A proteção infantil é o pilar da entrevista com Vitória Reis, pedagoga, escritora e palestrante, autora do livro “Pare”. A obra, que aborda a prevenção contra a violência e o abuso infantil, oferece uma ferramenta lúdica e prática para orientar pais e educadores sobre limites e comunicação, visando formar crianças conscientes e protegidas.

    Vitória Reis revela que sua paixão pela causa da proteção infantil surgiu há quase sete anos, após uma palestra que expôs os alarmantes dados de exploração e abuso sexual de crianças no Brasil.

    Onde encontrar: Amazon (clique aqui).

    1. Educação Cristã na Infância, de Vanessa Magalhães (Editora AD Santos)

    O livro alerta para as influências seculares — pluralismo, relativismo e humanismo — que permeiam o cotidiano das crianças desde brinquedos até programas infantis, propondo práticas educativas que as imunizem com valores cristãos fundamentados na Palavra de Deus.

    Um recurso teológico-prático para pais, líderes e educadores cristãos.

    Onde encontrar: Amazon (clique aqui).

    1. Deus fez tudo em mim – Um livro para ajudar as crianças a protegerem seus corpos

    Obra ilustrada para crianças de 2 a 8 anos, com linguagem simples e respeitosa, que ensina sobre a importância do corpo, limites saudáveis e prevenção de abuso, fortalecendo a noção de cuidado corporal sob luz bíblica.

    Uma valiosa ferramenta de proteção e educação para os primeiros anos de vida.

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    4- Atenção! Tem gente influenciando seus filhos

    Já parou para pensar que, além de você, tem mais gente educando seus filhos, e que essas pessoas exercem uma tremenda influência na maneira como eles pensam, agem e falam? Seus filhos passam grande parte do tempo em contato com avós, tios, seus amigos e os coleguinhas deles, além da escola e da mídia.

    Aproveite a longa experiência e a destacada reputação de Cis Polo, uma das principais educadoras do país para aprender a ser assertiva, firme e equilibrada ao lidar com as influências externas que podem criar muitos problemas à saudável criação de seus filhos.

    Onde encontrar: Amazon (clique aqui).

    1. “Blindando a Infância” – Guia prático contra a adultização infantil

    Um guia bem estruturado que oferece estratégias práticas para proteger a infância da adultização, incluindo devocionais, manuais sobre internet segura, comunicação com pré-adolescentes e como lidar com assuntos sensíveis com amor cristão.

    Publicado em agosto de 2025, reúne materiais complementares para pais e líderes.

    Onde encontrar: Amazon (clique aqui).

    Fonte: Comunhão

    Maioria dos brasileiros valoriza fé, família e conservadorismo, revela pesquisa

    Família reunida lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
    Família reunida lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

    Um levantamento inédito realizado pela Quaest, a pedido da TV Globo, revelou que a identidade do povo brasileiro está fortemente ligada à fé em Deus, ao amor à família e a valores conservadores. O estudo Brasil no Espelho ouviu quase 10 mil pessoas em todos os estados e no Distrito Federal e mostrou que 96% dos entrevistados afirmaram que a família é a coisa mais importante da vida. O mesmo percentual declarou que Deus está no comando de sua vida e que a fé é fonte de esperança para enfrentar os desafios do dia a dia.

    Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os dados confirmam a força do conservadorismo na sociedade brasileira. Em entrevista ao Fantástico, ele destacou que a média nacional é mais tradicional tanto no campo econômico quanto nos valores. Segundo Nunes, o brasileiro tem uma visão marcada pelo fatalismo religioso, presente em expressões comuns como “graças a Deus” e “vai com Deus”.

    A diretora de Pesquisa e Conhecimento da Globo, Suzana Pamplona, ressaltou que há muito mais pontos de união do que de separação entre os brasileiros. Para ela, família e fé são pilares que definem a identidade nacional e não podem ser deixados de lado em qualquer análise sobre o país.

    Patriotismo

    Outro dado revelado pelo estudo é o patriotismo. Quase 85% dos entrevistados disseram sentir orgulho do Brasil. Quando convidados a apontar defeitos do povo, muitos citaram corrupção e preguiça. Já entre as qualidades mais lembradas estão solidariedade, coragem, alegria, criatividade e otimismo. O esforço pessoal também foi apontado como valor central para grande parte da população.

    Pesquisas anteriores já indicavam a fé como característica fundamental dos brasileiros. Um levantamento realizado em 2022 pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, em parceria com o Observatório Febraban, mostrou que 30% da população considerava a fé o traço mais marcante do país. Os resultados do Brasil no Espelho reforçam que, apesar das diferenças regionais e culturais, o brasileiro se reconhece em três pilares: fé, família e orgulho nacional.

    Fonte: Comunhão

    ‘Não há nada na ciência biológica que entre em conflito com o cristianismo’, afirma cientista em livro

    Cientista Sy Garte (Foto: Reprodução)
    Cientista Sy Garte (Foto: Reprodução)

    As descobertas mais recentes na biologia convencional fortalecem, em vez de enfraquecer, a verdade do cristianismo, de acordo com o eminente cientista Sy Garte, que argumenta que as pesquisas mais recentes apontam diretamente para o poder criativo de Deus.

    Garte foi professor titular na Universidade de Nova York, na Universidade Rutgers e na Universidade de Pittsburgh, diretor de divisão do Centro de Revisão Científica dos Institutos Nacionais de Saúde e vice-presidente interino de pesquisa da Universidade de Serviços Uniformizados de Ciências da Saúde. Ele também é um cristão devoto e coeditor da revista God & Nature da American Scientific Affiliation.

    Seu novo livro, Beyond Evolution: How New Discoveries in the Science of Life Point to God (“Além da Evolução: Como Novas Descobertas na Ciência da Vida Apontam para Deus”), será lançado nesta terça-feira, 19 de agosto de 2025, pela Tyndale House.

    Falando ao Christian Daily International antes de sua publicação, Garte disse que seu propósito era tranquilizar os cristãos incomodados pela afirmação ateísta comum de que a evolução destrói o significado de Gênesis e força os crentes a escolher entre ciência e fé.

    “Muitos livros foram escritos sobre a interação entre fé cristã e ciência, enfatizando a compatibilidade ou harmonia entre as duas”, disse Garte.

    A premissa deste livro é que a ciência dominante da biologia não é apenas compatível com a fé cristã, mas também um forte indicador probatório da majestade de Deus. Utilizando resumos claros de pesquisas atuais, apelo à rejeição da ideologia do naturalismo reducionista que tem levado a um obstáculo ao progresso científico.

    Embora afirme modestamente que o livro não exige “nenhum conhecimento avançado de biologia além do ensino médio”, Garte apresenta a perspectiva de um bioquímico experiente, com expertise em biologia molecular e genética. Suas décadas de trabalho em laboratório e pesquisa fornecem a base para o que ele apresenta como uma narrativa acessível, porém cientificamente precisa.

    Um objetivo fundamental, disse Garte, é incentivar a unidade entre os cristãos na questão de como a ciência se relaciona com a fé, ao mesmo tempo em que torna as descobertas biológicas recentes mais amplamente conhecidas entre os fiéis leigos.

    “Essas descobertas destacam a validade de ideias anteriormente proibidas, como cognição, caos, fractais, teleologia e agência em toda a vida”, disse ele.

    “Essas ideias revolucionárias poderiam ser incorporadas à teoria biológica padrão para entender a origem da vida, o excepcionalismo da humanidade e a natureza da consciência humana.”

    Garte contesta as afirmações dos céticos que argumentam que a teoria da seleção natural de Darwin explica completamente a complexidade da vida. Embora afirme que a evolução é “inegavelmente válida”, ele argumenta que ela depende de um princípio mais profundo: a propriedade biológica universal da herança por meio de uma autorreplicação altamente precisa.

    “Argumentos entre cristãos sobre a verdade da evolução biológica têm pouco valor e servem apenas para semear divisão dentro da Igreja”, disse Garte.

    “A teoria da evolução está em rápida transformação e o antigo paradigma neodarwiniano, que tantos leigos defendem e rejeitam, não é mais relevante. A teoria evolucionista moderna é consistente com uma cosmovisão bíblica e pode ser usada como argumento apologético em prol de um Deus Criador”, acrescentou.

    “Descrevo como essa abordagem emergente à ciência da vida estará em perfeita harmonia com a teologia cristã e apontará para o criador divino de tudo o que conhecemos.”

    Garte espera que seu livro alcance não apenas cristãos preocupados com a relação entre fé e ciência, mas também aqueles com um interesse mais amplo em biologia e na origem da vida.

    “Os leitores entenderão que não há nada na ciência biológica que entre em conflito com o cristianismo, mas, ao contrário, o que sabemos sobre a vida apoia totalmente a fé biblicamente sólida em Deus”, disse ele.

    Escrevendo em uma atualização do Substack, Garte enfatizou que a evolução em si não é nem ateísta nem antibíblica.

    “Na realidade, a teoria da evolução não é ateísta nem antibíblica — ela é totalmente consistente com a existência e onipotência de um criador divino”, escreveu ele.

    Além disso, ao contrário da crença comum, a evolução por seleção natural não é o princípio mais importante das ciências da vida, mas o resultado de processos mais fundamentais e exclusivamente biológicos. Vou mostrar por que chegou a hora de parar de brigar entre os cristãos sobre a realidade da evolução.

    Mais informações sobre Além da Evolução: Como Novas Descobertas na Ciência da Vida Apontam para Deus estão disponíveis no site pessoal de Sy Garte.

    Folha Gospel com informações de The Christian Today

    Pastores estão desistindo por causa de esgotamento e conflitos na igreja, revela estudo

    Pastor pregando (Foto: Reprodução)
    Pastor pregando (Foto: Reprodução)

    Cerca de um terço dos pastores que deixam o ministério citam esgotamento ou conflito com a igreja como motivos, de acordo com um estudo da Lifeway Research.

    A Lifeway divulgou um relatório nesta terça-feira com base nas descobertas de um estudo com ex-pastores de quatro denominações protestantes diferentes, examinando por que eles abandonaram sua vocação.

    De acordo com a Lifeway, 18% dos entrevistados citaram conflitos na igreja como o motivo para desistir, enquanto outros 16% citaram “esgotamento” como o motivo.

    O motivo mais comum foi uma “mudança de vocação”, com 40% dos entrevistados citando isso como o motivo da saída. Outros motivos citados incluíram problemas familiares (10%), finanças pessoais (10%), doença (6%), incompatibilidade com a igreja (6%), questões denominacionais (4%) e o fechamento da igreja devido aos lockdowns da COVID-19 (3%).  

    Em relação àqueles que saíram devido a um conflito, 45% dos entrevistados relataram ter vivenciado conflitos significativos durante o último ano em que serviram como pastores.

    Entre os ex-pastores, 87% enfrentaram “conflitos em algum momento em sua última congregação”, com 56% vivenciando isso por causa de mudanças propostas e quase metade (49%) dizendo que sofreram um “ataque pessoal significativo” como resultado.

    Além disso, 43% relataram ter deixado seus cargos de pastor após servir apenas uma congregação, enquanto outros 43% relataram ter servido como pastor sênior por 10 anos ou menos antes de sair.

    A Lifeway também relatou que, apesar de deixarem o cargo de pastor, 53% dos entrevistados disseram que continuam trabalhando no ministério, embora em uma função diferente.

    Os dados para o estudo foram coletados por meio de uma pesquisa online com 730 ex-pastores, realizada de 6 de maio a 6 de julho. As denominações representadas pela amostra incluíam as Assembleias de Deus, a Igreja do Nazareno, a Igreja Wesleyana e a Convenção Batista do Sul.

    A Lifeway Research lançou um estudo semelhante em 2021, que descobriu que 32% dos ex-pastores citaram uma “mudança de chamado” como motivo para sair, enquanto 18% dos entrevistados citaram conflitos em sua igreja e 13% citaram esgotamento.

    Embora a maioria dos clérigos não decida parar antes da idade de aposentadoria, muitos pastores têm considerado seriamente fazê-lo devido a vários fatores, incluindo desafios recentes, como pastorear uma igreja durante a pandemia da COVID-19 e lockdowns persistentes.

    De acordo com um relatório do Instituto Hartford de Pesquisa Religiosa, baseado em dados coletados no outono de 2023, 53% do clero considerou seriamente deixar seu ministério pastoral pelo menos uma vez desde 2020.

    Folha Gospel com informações de The Christian Today

    Aliança Evangélica Mundial nomeia primeiro secretário-geral árabe cristão

    Botrus Mansour tomará posse durante a próxima Assembleia Geral da WEA, marcada para 27 a 31 de outubro de 2025, em Seul, Coreia do Sul (Foto: Reprodução)
    Botrus Mansour tomará posse durante a próxima Assembleia Geral da WEA, marcada para 27 a 31 de outubro de 2025, em Seul, Coreia do Sul (Foto: Reprodução)

    A Aliança Evangélica Mundial (WEA, sigla em inglês) nomeou o advogado Botrus Mansour como seu novo secretário-geral e diretor executivo, marcando a primeira vez que um líder cristão árabe chefiará o organismo global que representa mais de 600 milhões de evangélicos em mais de 148 países.

    Mansour, um árabe-israelense de ascendência palestina de Nazaré, assumirá formalmente o cargo na próxima Assembleia Geral da WEA em Seul, Coreia do Sul, programada para 27 a 31 de outubro de 2025. O encontro, realizado sob o tema “O Evangelho para Todos até 2033”, será a primeira assembleia global desde 2019, quando a WEA se reuniu pela última vez na Indonésia.

    A nomeação conclui um processo de busca internacional de seis meses , que começou com 25 candidatos e se reduziu a três finalistas, antes de Mansour ser selecionado por maioria de votos do Conselho Internacional da WEA. A WEA está sem um Secretário-Geral permanente desde 31 de março de 2023, quando o ex-líder Thomas Schirrmacher renunciou por motivos de saúde . Desde abril de 2023, o Presidente do Conselho, Dr. Goodwill Shana, atua interinamente.

    Shana descreveu o processo como “uma jornada marcada pela diligência, transparência e oração” e disse que Mansour traria “liderança servidora e fortaleceria os esforços colaborativos” em todo o movimento evangélico.

    Mansour, cujo primeiro nome é Peter em árabe, disse que estava “profundamente honrado” com a nomeação e comprometido em promover a visão da WEA.

    “Estou profundamente honrado com a escolha e a confiança do CI em mim, e tenho plena consciência da imensa responsabilidade que isso acarreta. Tenho plena consciência de que isso exigirá corações, mentes e mãos para unir toda a família global da WEA”, disse ele.

    Com a graça de Deus, trabalharei incansavelmente com outros para remover quaisquer obstáculos que possam tentar impedir nossa unidade. Estarei em contato com meus irmãos e irmãs ao redor do mundo para que juntos possamos nos unir em torno da visão: “O Evangelho para Todos até 2033″. Suas orações e apoio contribuirão muito para tornar essa visão uma realidade. Nosso amado Salvador, Jesus Cristo, é digno de ser glorificado por nós. Seu Evangelho de paz, justiça e retidão é a verdadeira solução para o nosso mundo sofrido. Que nada nos impeça de proclamar esta mensagem transformadora.”

    Nascido em Nazaré em 1965, Mansour viveu a infância em Jerusalém, Oxford, no Reino Unido, e, mais tarde, novamente em Nazaré. Converteu-se ao cristianismo durante o ensino médio. Após se formar na Escola Batista de Nazaré, estudou Direito na Universidade Hebraica de Jerusalém, graduando-se em 1991. Foi admitido na Ordem dos Advogados de Israel em 1993 e exerceu a advocacia em Haifa e Nazaré. Em 2009, concluiu um MBA em gestão de organizações sem fins lucrativos na Universidade de Haifa.

    Desde 2004, Mansour atua como diretor operacional da Escola Batista de Nazaré , cargo que ocupa até o presente. Ele foi cofundador da Igreja Batista Local em Nazaré em 1996 e foi ordenado presbítero em 2001.

    Seus cargos de liderança incluem presidir a Convenção das Igrejas Evangélicas em Israel, servir como secretário e presidente da Aliança das Convenções Evangélicas na Jordânia e na Terra Santa e atuar como vice-presidente do conselho da Vila de Nazaré. Ele também foi membro do Conselho Global de Advogados Internacionais e copresidente da Iniciativa de Lausanne para a Reconciliação entre Israel e Palestina.

    A Convenção das Igrejas Evangélicas em Israel, que Mansour presidiu, é um dos três órgãos nacionais membros da WEA na Terra Santa, juntamente com a Aliança Evangélica de Israel e o Conselho de Igrejas Evangélicas Locais na Terra Santa, que representa os territórios palestinos.

    Além da administração e da advocacia, Mansour proferiu inúmeras palestras em igrejas, universidades e conferências em todo o mundo sobre fé e questões do Oriente Médio. Publicou artigos em árabe, hebraico e inglês em veículos como Christianity Today e Haaretz, e é autor de vários livros, incluindo ” When Your Neighbor is the Savior” (2011) e ” Looking from the Precipice ” (2021), além de títulos em árabe.

    Ele e sua esposa, A’bir, têm três filhos adultos e moram em Nazaré.

    Fundada há quase 180 anos, a WEA serve como uma plataforma para a unidade, missão e defesa evangélica, unindo alianças nacionais e regionais e organizações parceiras ao redor do mundo.

    Folha Gospel – artigo foi publicado originalmente pelo Christian Daily International.

    Ex-muçulmano é espancado e perde família após visão de Cristo dentro de mesquita, em Uganda

    Cristãos durante culto em Uganda.
    Cristãos durante culto em Uganda.

    Um muçulmano que depositou sua fé em Cristo após receber uma visão em uma mesquita em Uganda foi hospitalizado depois que parentes o espancaram, demoliram sua casa e acolheram sua esposa e seis filhos, disseram fontes.

    Wambuzi Maka Uthman, um ex-xeque (professor islâmico) de 39 anos, foi às orações de sexta-feira no conselho municipal de Mayuge, distrito de Mayuge, no leste de Uganda, em 1º de agosto, como de costume, e depois foi dormir em um canto da mesquita, disse ele.

    “Lá, vi um homem vestido de branco, com vestes compridas, cercado por quatro anjos — o homem me chamou pelo nome, ‘Uthman, Uthman, Uthman’, três vezes”, contou Uthman ao Morning Star News. “Fiquei com tanto medo que me aproximei dele, ajoelhei-me e O adorei. Depois disso, Ele me disse para ir ao meu povo e dizer-lhes que se arrependessem e se voltassem para o Deus vivo.”

    Ao voltar para casa por volta das 17h, ele conheceu um pastor da Igreja Elim, ele disse.

    “Compartilhei com ele a estranha mensagem de arrependimento que recebi”, disse Uthman. “Ele me levou à sua igreja e compartilhou profundamente sobre a visão que tive. Então entendi que foi Issa [Jesus] quem me enviou aos meus companheiros muçulmanos para me arrepender.”

    Em 4 de agosto, ele disse que começou a contar à esposa, aos seis filhos e aos vizinhos sobre Cristo.

    “Eu estava tão feliz além das expectativas, à medida que desenvolvia um amor mais profundo por Jesus – minha esposa não conseguia acreditar nas Boas Novas que eu estava compartilhando com ela”, disse Uthman. “Ela achou que eu estava louco. Ela foi e contou aos meus irmãos sobre o estranho ensinamento sobre Jesus que eu havia compartilhado com ela.”

    Achando que ele havia perdido o juízo, seus irmãos e esposa providenciaram uma van para levá-lo ao centro médico de Butabika, ele disse.

    “Quando estávamos prestes a ir embora, eu disse a eles que não estava louco e comecei a compartilhar com eles a visão dramática de Issa aparecendo para mim”, disse Uthman. “Imediatamente após perceber que eu não estava louco, meu irmão mais velho me deu chutes e socos na boca, nariz e olhos, e comecei a sangrar, enquanto outros começaram a me bater com paus. Desenvolvi uma energia extra e consegui escapar misteriosamente por um arbusto denso, chegando então à casa de um vizinho próximo que, por acaso, era cristão.”

    O vizinho levou Uthman às pressas para o hospital na cidade de Mayuge, onde ele foi tratado por uma semana. Uma foto de Uthman com o olho e os lábios inchados devido à agressão é muito forte para ser publicada.

    Enquanto ele recebia tratamento no hospital, sua esposa levou seus seis filhos para morar com parentes.

    Membros da família foram até a casa dele e a demoliram, onde o irmão de Uthman, Said Isabirye Muhammad, disse ao Morning Star News: “Não podemos continuar com esse infiel que está nos dizendo coisas sobre Jesus como o Filho de Deus, mas nós o conhecemos apenas como um mensageiro de Alá.”

    Uthman deixou o hospital em 11 de agosto e está internado em um local não revelado por questões de segurança.

    A Constituição de Uganda e outras leis preveem liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter-se de uma fé para outra. Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões orientais do país.

    Folha Gospel com informações de Christian Daily

    Pastor é espancado após culto de ceia interrompido por extremistas, na Índia

    Cristãos enfrentam perseguição religiosa na Índia (Foto: Portas Abertas)
    Cristãos enfrentam perseguição religiosa na Índia (Foto: Portas Abertas)

    Um pastor cristão em Maharashtra, Índia, foi agredido no início de julho depois que uma multidão de extremistas nacionalistas hindus invadiu uma igreja em Solapur, acusando-o de “distribuir sangue” durante um culto de comunhão da Santa Ceia.

    O incidente, que ocorreu em 6 de julho, foi capturado em vídeo por membros da multidão e desde então se espalhou amplamente pelas redes sociais.

    O grupo, entoando slogans hindus – “Jai Shri Ram”, que significa “Salve Senhor Ram” – confrontou o pastor sobre a ceia.

    Apesar de sua explicação de que a bebida compartilhada era suco de uva, não álcool ou sangue, os agressores insistiram em ver a permissão oficial para servi-la antes de confiscar o restante e atacá-lo fisicamente, relata o Portas Abertas.

    Após a agressão, mais vídeos e postagens do YouTube apareceram online acusando o pastor de forçar de 20 a 25 mulheres a beber vinho tinto “viciante” para intoxicá-las e violá-las.

    Os radicais também alegaram que ele ofereceu incentivos para conversões religiosas.

    Cristãos locais dizem que as alegações são falsas e fazem parte de uma campanha mais ampla para desacreditar igrejas na região.

    Um parceiro local do grupo de defesa cristão Portas Abertas declarou: “Extremistas hindus distorcem e fabricam alegações para se adequar à sua agenda e incitam medo e hostilidade contra os cristãos.

    “Recentemente, incidentes de perturbações em igrejas têm se tornado cada vez mais comuns em Maharashtra.

    “Há uma pressão imensa do governo estadual liderado pelo Hindutva e de grupos extremistas Hindutva para aplicar uma nova lei anticonversão no estado.”

    Maharashtra é um dos vários estados indianos sob pressão para adotar leis anticonversão mais rígidas — medidas que já existem em 11 estados.

    Os defensores argumentam que as leis impedem conversões forçadas ou induzidas, mas os críticos alertam que elas costumam ser usadas como armas contra minorias religiosas, dando cobertura ao assédio e à violência.

    As tensões aumentaram ainda mais em julho, quando uma figura política do Hindutva no estado ofereceu publicamente recompensas financeiras pela violência contra cristãos.

    De acordo com o The India Times , ele prometeu 11 lakhs (cerca de US$ 12.000) para qualquer um que matasse um pastor, além de incentivos adicionais para ataques a cristãos acusados de conversões.

    Em seu discurso, ele até fez referência a “Sairat”, um tipo de crime de honra, como justificativa para a violência.

    A Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas classifica a Índia como o 11º país mais perigoso do mundo para os cristãos.

    Seu último relatório alerta que grupos hindus radicais estão cada vez mais atacando cristãos e muçulmanos, vendo-os como estranhos à nação e usando a violência para “limpar” comunidades.

    O parceiro da Portas Abertas acrescentou: “O estado de Maharashtra está passando por uma transição crítica em seu papel religioso.

    “Vários líderes políticos do Hindutva são conhecidos por disseminar discurso de ódio e acusar a comunidade cristã de conversão coercitiva.

    “Os extremistas continuam a atacar as igrejas e os pastores.”

    Folha Gospel com informações de The Christian Today

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