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Renascer Praise celebra 35 anos com gravação de novo projeto musical

Renascer Praise celebra 35 anos com gravação de novo projeto musical (Foto: Reprodução/iGospel)
Renascer Praise celebra 35 anos com gravação de novo projeto musical (Foto: Reprodução/iGospel)

Milhares de pessoas lotaram a Renascer Arena, em São Paulo, nesta sexta-feira (12/12), para a gravação do 25º projeto musical do Renascer Praise. O evento marcou a celebração dos 35 anos de trajetória do grupo e foi caracterizado por momentos de intensa adoração, releituras de clássicos e a apresentação de cinco canções inéditas.

A gravação contou com uma megaestrutura de produção, incluindo orquestra, coral, grupo de dança e a participação do Praise Team e do Praise Kids, que ajudaram a resgatar músicas emblemáticas da história do ministério de louvor da Igreja Renascer em Cristo.

A abertura da noite foi conduzida com uma oração do Apóstolo Estevam Hernandes. Em seguida, a Bispa Sonia Hernandes, líder e fundadora do Renascer Praise, fez uma narração relembrando a caminhada do grupo ao longo das últimas décadas.

Participações especiais e resgate histórico

Um dos momentos de maior impacto foi a participação especial de Clóvis Pinho, que revisitou louvores marcantes de sua trajetória no grupo, acompanhado pelos solistas Elyas Vianna, Bia Novaes, Vânia Marx e Oseas Silva. A presença dos antigos integrantes reforçou o caráter comemorativo da gravação.

Logo no início do evento, a entrada do Praise Teen e do Praise Kids emocionou o público ao trazer de volta o louvor “Mil Graus”, gravado em Israel em 2013 e que atualmente soma mais de 112 milhões de visualizações no YouTube.

Canções como “Pelo Sangue” e “Livre” também integraram a noite em forma de medleys, conectando diferentes fases do Renascer Praise e levando o público a cantar em uníssono.

Mensagem, promessas e músicas inéditas

Entre as apresentações musicais, a Bispa Sonia Hernandes compartilhou reflexões espirituais e experiências pessoais que deram origem às novas composições. O louvor “Só Mais Um Pouquinho” trouxe uma mensagem voltada à perseverança e à fidelidade às promessas de Deus.

Outro momento marcante foi a execução de “Promessa”, considerada o “hino do Renascer Praise”, que uniu passado, presente e futuro do ministério em uma das canções mais emblemáticas do grupo. Também foram apresentadas as inéditas “Mais Uma Vez” e “Na Tua Presença”, estabelecendo uma ligação com projetos históricos do ministério.

Encerramento em clima de reverência

O encerramento da gravação foi marcado por um medley de clássicos como “Adoramos”, “Agnus Dei” e “Há Uma Unção”, finalizando com “Yahweh”. Em um momento de profunda reverência, todos os integrantes do Renascer Praise se ajoelharam no palco, expressando gratidão a Deus e encerrando a celebração dos 35 anos do grupo.

Fonte: Fuxico Gospel

Nigéria pode sofrer outro “massacre de Natal”, alerta especialista

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Um defensor da liberdade religiosa alerta para o potencial de outro “massacre de Natal” na Nigéria, visto que os cristãos no país continuam a sofrer ataques direcionados em um nível sem precedentes.

Na última terça-feira, foi realizada uma Cúpula de Emergência sobre Crimes contra Cristãos no Capitólio, onde líderes políticos e especialistas em perseguição discutiram estatísticas que documentam a dimensão da perseguição a cristãos em todo o mundo e os esforços para combatê-la. Entre os palestrantes estavam um acadêmico nigeriano cujos familiares foram mortos em um ataque direcionado no início deste ano e um ativista da liberdade religiosa que fez um alerta contundente sobre um iminente “massacre de Natal”.

O evento também contou com discursos de Gia Chacon, do grupo de defesa da liberdade religiosa For the Martyrs; do senador Josh Hawley, republicano do Missouri; do deputado Chris Smith, republicano de Nova Jersey; do deputado Marlin Stutzman, republicano de Indiana; e de Mark Walker, indicado pelo presidente Donald Trump para o cargo de embaixador itinerante para a liberdade religiosa internacional.

Sean Feucht, um artista de louvor que lidera o ministério Light a Candle , dedicado ao plantio de igrejas e ao combate ao tráfico sexual, foi um dos anfitriões do evento, juntamente com Chacon, Hawley e o gabinete do deputado Riley Moore, da Virgínia Ocidental.

Judd Saul, fundador do grupo de defesa Equipping the Persecuted, disse que sua organização “começou oficialmente em 2019 e, alguns anos depois, começamos a cogitar a ideia de criar um site chamado TruthNigeria.com ” para responder ao fato de que “há muitos jornalistas, muitos ataques e muitos incidentes acontecendo que não chegam ao público”.

Saul sugeriu que “todo ataque que acontece na Nigéria é filtrado pelas lentes da [Al Jazeera, uma emissora estatal do Catar] antes de chegar à nossa mídia tradicional”.

“A Truth Nigeria ganhou muita credibilidade e muita confiança entre os nigerianos”, disse ele. “Nossa organização emitiu mais de 100 alertas de terrorismo desde 2023, com 89% de precisão. Sabíamos onde os ataques iriam acontecer. Sabíamos quando iriam ocorrer e notificamos o governo nigeriano em todas as ocasiões, e todos os ataques foram ignorados, todos os alertas, todos os avisos foram ignorados.”

“Temos informações neste momento, de hoje, antes desta reunião, conversei com meus contatos. Os fulanis estão se reunindo na fronteira entre Nasarawa e Plateau. Estão se reunindo na fronteira entre Nasarawa e Benue. Estão se reunindo na fronteira entre Nasarawa e Kaduna. Eles planejam atacar essas aldeias. Planejam atacar Bokkos em Plateau. Planejam atacar Barkin Ladi. Planejam atacar Riyom em Plateau. Planejam atacar a comunidade de Agatu em Benue e planejam atacar Kafanchan em Kaduna, tudo no Natal.”

“Eles estão planejando outro massacre de Natal”, proclamou ele. O massacre de Natal mencionado por Salul ocorreu nos dias que antecederam e incluíram o Natal de 2023 em diversas aldeias do estado de Plateau, resultando na morte de mais de 160 cristãos.

Referindo-se a um ataque ocorrido no estado de Benue em junho, Saul alertou: “Se quisermos ver um ataque como o de Yelwata multiplicado por cinco, por dez, é preciso intervir agora para evitar que isso aconteça.”

Franc Utu, pesquisador da Universidade Central de Oklahoma e ex-assistente especial do governador do estado de Benue, apresentado por Chacon como um “sobrevivente da violência Fulani”, forneceu detalhes adicionais sobre o ataque em Yelwata.

“Venho de Yelwata, o epicentro do massacre de 13 e 14 de junho deste ano, 2025. Venho do estado de Benue, que é o celeiro da Nigéria, mas infelizmente se transformou no cemitério da Nigéria”, disse Utu.

“Minha aldeia, Yelwata, foi atacada nos dias 13 e 14 de junho, das 21h do dia 13 à 1h da manhã do dia 14, por jihadistas islâmicos. Este é apenas um dos muitos ataques. Nos últimos 10 anos, vivemos como uma aldeia constantemente atacada por esses jihadistas todos os meses.”

Segundo Utu, “O que tornou os dias 13 e 14 de junho diferentes foi o grande número de pessoas mortas em uma única noite. Em quatro horas, 278 dos meus parentes foram aniquilados da maneira mais horrível. Eles não foram apenas baleados. Muitos foram brutalmente assassinados.”

Utu identificou seu sobrinho de 2 anos como uma das vítimas, observando que “os restos carbonizados deste menino de 2 anos foram encontrados abraçados à mãe pela manhã”. Ele também lembrou como sua irmã foi assassinada de uma forma tão brutal que seu “cérebro ficou exposto”.

“Eles foram mortos não por outro motivo senão por causa de sua fé”, lamentou ele. “Se eu estivesse vivo naquele dia, eu também teria sido morto, porque tenho sido o porta-voz e a voz do meu país e dos cristãos perseguidos na Nigéria por mais de 10 anos.”

Utu sugeriu que os ataques direcionados contra cristãos na Nigéria são tão severos porque os jihadistas “infiltraram o governo da Nigéria”, acrescentando que “eles se infiltraram na política, infiltraram o Exército, as Forças Armadas, em todos os segmentos”.

Ele acrescentou: “Se você vir algum cristão na Nigéria se levantando hoje para dizer que não há genocídio de cristãos, saiba que esse cristão é ou um covarde, um cúmplice, um traidor ou simplesmente insensível.”

Tanto Utu quanto Saul afirmaram que os serviços de inteligência previram com precisão que o ataque a Yelwata ocorreria. “Antes da noite de 13 de junho, recebemos informações de que esses caras estavam a caminho”, disse Utu. Ele observou como os jihadistas “rezaram para ir e executar com sucesso meus irmãos e meus parentes”.

Referindo-se ao massacre em Yelwata, Saul disse: “Sabíamos com 30 dias de antecedência; notificamos o governo” e “Notificamos o governo 24 horas antes do ataque”. Ele expressou indignação pelo fato de “nada ter sido feito”.

O ataque em Yelwata e as preocupações com outro massacre de Natal surgem num momento em que a Nigéria enfrenta escrutínio internacional devido aos ataques direcionados contra cristãos.

Trump classificou a Nigéria como um país de particular preocupação no início deste ano, em resposta ao que descreveu como a “ameaça existencial” aos cristãos naquele país. Tanto Utu quanto Chacon compartilharam estatísticas que destacam a extensão da perseguição aos cristãos na Nigéria.

“Só este ano, mais de 7.000 cristãos foram mortos. Mais de 500 igrejas foram destruídas na minha comunidade. Na minha comunidade, entre junho e dezembro deste ano, perdemos mais de 500 pessoas” em “ataques diários”, explicou Utu.

Chacon deu início ao evento de terça-feira detalhando como “desde 2009, mais de 19.000 igrejas na Nigéria foram incendiadas ou destruídas”. Ela caracterizou as estatísticas como evidência de uma “tentativa sistemática de obliterar um povo inteiro”, enquanto Utu condenou os ataques direcionados contra cristãos em seu país como um “genocídio”.

Utu concluiu seu discurso pedindo “intervenção militar direta para exterminar esses terroristas”. Ele assegurou à plateia que o governo nigeriano não tomará medidas contra os terroristas porque “as pessoas que chefiam o governo em muitas áreas são as financiadoras disso”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Visão Mundial distribui brinquedos para crianças na Jamaica afetadas pelo furacão Melissa

A World Vision (Visão Mundial), em parceria com a Operation Blessing e a WaterStep, distribuiu kits de alimentos, desinfetante e brinquedos no Castelo de Chester, na Jamaica, para ajudar crianças e famílias que se recuperam do furacão Melissa. (Foto: Visão Mundial)
A World Vision (Visão Mundial), em parceria com a Operation Blessing e a WaterStep, distribuiu kits de alimentos, desinfetante e brinquedos no Castelo de Chester, na Jamaica, para ajudar crianças e famílias que se recuperam do furacão Melissa. (Foto: Visão Mundial)

A Visão Mundial está distribuindo brinquedos para crianças na Jamaica cujas vidas foram afetadas pelo furacão Melissa, enquanto o longo caminho para a recuperação continua na ilha duramente atingida.

A organização beneficente evangélica está distribuindo brinquedos para crianças nas cinco paróquias da região oeste da Jamaica que foram severamente afetadas pelo furacão Melissa no início deste ano.

Em entrevista ao The Christian Post, realizada após uma distribuição de ajuda humanitária no Castelo de Chester, na paróquia de Hanover, na quinta-feira, onde a organização beneficente Operation Blessing também prestou auxílio, o diretor de programas da Visão Mundial nos EUA, Reed Slattery, falou sobre os esforços de socorro e discutiu a situação no terreno seis semanas após a passagem do furacão pela Jamaica.

“Então, tínhamos Squish Mallows para as crianças pequenas… para que, toda vez que abrissem a caixa, pudessem dar um abraço apertado”, explicou ele. “Tínhamos alguns conjuntos de Lego para as crianças maiores. Também tínhamos tênis Puma que as crianças podiam escolher, então ganhavam um par de tênis novinho em folha, e para completar, uma mochila cheia de material escolar.”

Slattery observou como as crianças “perderam seus livros e materiais escolares” porque muitas “escolas foram danificadas” pelo furacão. Slattery disse ao CP que a Visão Mundial está a caminho de fornecer brinquedos e materiais para 2.000 crianças entre agora e 26 de dezembro, quando a última distribuição ocorrerá em Trelawny, em conjunto com a Fundação Usain Bolt, uma organização beneficente criada pelo corredor olímpico jamaicano Usain Bolt.

A distribuição de brinquedos já ocorreu nas paróquias de Westmoreland, Hanover e St. James, enquanto uma distribuição em St. Elizabeth está prevista para a próxima semana. Slattery estimou que as distribuições em Westmoreland e Hanover atenderam entre 300 e 400 crianças cada.

A distribuição de brinquedos complementa os esforços de ajuda humanitária que a Visão Mundial vem realizando nas últimas seis semanas e que continuam em andamento. A Visão Mundial também se empenhou em fornecer cestas básicas com alimentos suficientes para alimentar uma família de cinco pessoas por uma semana, incluindo enlatados como sardinhas e biscoitos.

A Visão Mundial tem colaborado com outra organização beneficente, a WaterStep, para fornecer água potável às vítimas do furacão. “Para as famílias, também temos frascos de água sanitária”, disse ele.

Ao comentar sobre os esforços de recuperação seis semanas após a tempestade ter atingido a costa, Slattery insistiu que “a situação ainda é bastante grave”.

Segundo Slattery, “Ao passar por essas comunidades, você vê os cabos de energia caídos. As pessoas estão sem luz. Levará vários meses até que o serviço seja restabelecido. Portanto, os esforços de reconstrução realmente levarão um bom tempo.”

“Além da distribuição de Natal, nossos principais focos têm sido água potável por meio de nossa parceria com a WaterStep, bem como alimentos, enlatados e itens não alimentícios, como lonas, geradores, luzes solares e coisas do tipo, para tentar ajudar as famílias neste momento tão difícil”, enfatizou Slattery. “Outra coisa que fizemos logo no início foi estabelecer igrejas como centros de comunicação.”

“Distribuímos unidades Starlink, cabos, geradores e galões de gasolina para que pudéssemos conectar as pessoas à internet e, pelo menos, iniciar a comunicação entre elas e entender suas necessidades.” Ele acrescentou que, embora “a comunicação esteja melhorando um pouco, a comida e a água continuarão sendo uma necessidade mesmo depois dos feriados.”

Até o momento, a Visão Mundial enviou mais de 12 contêineres de 40 pés, várias centenas de paletes de materiais de ajuda humanitária dos EUA e 1,5 contêineres repletos de brinquedos. Considerando a longa recuperação prevista, a Visão Mundial prevê a continuidade dos esforços de ajuda humanitária por um futuro próximo.

“Nossa equipe estará em campo durante todo o ano”, prometeu ele. “Faremos uma reavaliação no próximo ano, quando entrarmos em 2026, mas prevemos uma presença aqui pelos próximos 90 dias, continuando a atender algumas dessas necessidades básicas. E então continuaremos a avaliar, por meio de nossas parcerias, se há outras colaborações ou áreas em que possamos ajudar, como na reconstrução.”

Slattery concluiu a entrevista incentivando os americanos a doarem para os esforços de ajuda humanitária da Visão Mundial na Jamaica. Aqueles que desejam contribuir para ajudar as vítimas do desastre podem fazê-lo visitando donate.worldvision.org . Slattery descreveu o furacão Melissa como a tempestade mais devastadora que presenciou em seus 20 anos de trabalho na Visão Mundial, onde participou de ações de socorro após cerca de 15 tempestades.

Embora Slattery tenha observado que o furacão Helene causou danos severos no oeste da Carolina do Norte no ano passado e representou “uma das piores devastações” que ele já viu, ele caracterizou o furacão Melissa como “semelhante ao Helene”, mas mais severo em termos de “danos, intensidade” e “vasta e abrangência”, porque a infraestrutura na Jamaica não era tão avançada quanto a infraestrutura nos EUA.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Nicarágua proíbe turistas de entrarem no país com Bíblias

Um pessoa com uma Bíblia em um aeroporto (Imagem: Folha Gospel/Canva IA
Um pessoa com uma Bíblia em um aeroporto (Imagem: Folha Gospel/Canva IA

Turistas que entram na Nicarágua não podem mais portar Bíblias. A restrição, que também se aplica a outros materiais impressos e equipamentos eletrônicos, faz parte de uma lista crescente de itens proibidos na fronteira e ocorre em meio ao endurecimento das restrições às liberdades civis e à repressão contínua contra os cristãos.

Avisos exibidos nos terminais da Tica Bus na Costa Rica listam Bíblias, jornais, revistas, livros, drones e câmeras entre os itens proibidos, juntamente com objetos cortantes e alimentos perecíveis, de acordo com o grupo Christian Solidarity Worldwide, com sede no Reino Unido.

Um representante da empresa de transporte regional Tica Bus, em El Salvador, confirmou que os passageiros que viajam para Manágua não estão autorizados a levar “Bíblias, jornais, revistas, livros de qualquer tipo, drones e câmeras”, disse a CSW.

Um segundo representante do escritório da empresa em Honduras afirmou que as restrições estavam em vigor há mais de seis meses.

A proibição surge após anos de crescentes restrições às liberdades civis e à expressão religiosa na Nicarágua. Milhares de grupos da sociedade civil foram fechados e organizações religiosas enfrentaram vigilância, detenção e cancelamento de eventos públicos.

Desde abril de 2018, mais de 5.000 organizações independentes da sociedade civil tiveram seu status legal revogado, incluindo mais de 1.300 grupos religiosos.

Restrições à mídia, como controles alfandegários sobre tinta e papel, levaram ao fechamento, em 2019, do El Nuevo Diario, um importante jornal independente.

As procissões religiosas públicas foram proibidas, a menos que sejam organizadas por grupos alinhados ao governo. Em diversos casos documentados, líderes religiosos foram detidos arbitrariamente, seus movimentos restringidos e suas atividades sujeitas à aprovação do Estado.

A igreja permaneceu uma das poucas instituições abertamente críticas ao governo do presidente Daniel Ortega. Durante os protestos em massa de 2018 contra a reforma da previdência, membros do clero, incluindo Palacios Vargas, pastor protestante e fundador da Associação da Igreja La Roca de Nicaragua em Jinotepe, condenaram a violência policial contra estudantes.

Em 2019, a Associação teve seu status legal revogado, o que faz parte de uma tendência de perseguição legal e burocrática contra organizações religiosas.

O governo nicaraguense também impôs restrições financeiras e legais mais rigorosas às ONGs. Uma lei de financiamento estrangeiro de 2018 permitiu que as autoridades fechassem milhares de organizações, afetando desproporcionalmente as instituições católicas que anteriormente davam abrigo aos manifestantes.

Em março, a Nicarágua retirou-se do Conselho de Direitos Humanos da ONU em resposta a um relatório crítico divulgado dois dias antes. O relatório da ONU acusava o governo Ortega de desmantelar sistematicamente a democracia, violar os direitos humanos e atacar a liberdade religiosa.

Uma das investigadoras da ONU, Ariela Peralta, afirmou que o governo parecia estar “em guerra com o seu próprio povo”. A vice-presidente Rosario Murillo, que também é esposa do presidente, rejeitou o relatório, classificando-o como “calúnia” e parte de uma campanha difamatória coordenada.

Um relatório de 2024 da CSW, intitulado “Controle Total: A Erradicação de Vozes Independentes na Nicarágua”, documentou 222 casos de perseguição religiosa, incluindo cancelamentos de eventos, monitoramento policial e comparecimentos semanais obrigatórios para líderes religiosos.

O mesmo relatório constatou que 46 líderes religiosos foram detidos durante o ano de 2024. Alguns foram libertados rapidamente, enquanto outros permaneceram sob custódia por longos períodos.

Anna Lee Stangl, diretora de defesa e líder da equipe das Américas da CSW, afirmou que a proibição de material religioso e impresso era “altamente preocupante, dado o atual contexto de repressão”, acrescentando que deveria ser revogada e as liberdades restauradas.

As restrições mais recentes demonstram os esforços da Nicarágua para controlar o fluxo de vozes e informações independentes para o país.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Líderes religiosos manifestam solidariedade à comunidade judaica após ataque terrorista na Austrália

Flores colocadas em homenagem às vítimas do ataque terrorista na praia de Bondi, em Sydney, Austrália (Foto: Reprodução)
Flores colocadas em homenagem às vítimas do ataque terrorista na praia de Bondi, em Sydney, Austrália (Foto: Reprodução)

Líderes cristãos na Austrália expressaram sua solidariedade à comunidade judaica do país, devastada pela dor após o ataque terrorista mortal ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, na noite de domingo.

Dois homens armados abriram fogo contra um grupo de judeus que celebravam o primeiro dia de Chanucá, o tradicional festival judaico das luzes, também conhecido como Hanukkah.

Os atiradores foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos, e seu filho, Naveed, de 24 anos. Sajid Akram morreu no local, enquanto seu filho permanece hospitalizado.

Entre as 16 vítimas, está uma menina de 10 anos identificada apenas como Matilda, que estava aproveitando as festividades com sua família, e Peter “Marzo” Meagher, um ex-detetive aposentado da Polícia de Nova Gales do Sul que estava na celebração de Chanucá como fotógrafo do evento. Outra vítima foi Alexander Kleytman, um sobrevivente do Holocausto que veio da Ucrânia para a Austrália.

O rabino Leibel Lazaroff, que ajudava a organizar o evento, foi ferido no tiroteio, segundo seu pai, Yossi Lazaroff, rabino do campus da Universidade Texas A&M. Em uma publicação nas redes sociais, ele pediu que as pessoas orassem por seu filho.

“Por favor, recitem os Salmos 20 e 21 pelo meu filho, o rabino Leibel Lazaroff, que foi baleado em um ataque terrorista durante um evento de Chanucá que ele estava organizando para o Chabad de Bondi em Sydney, Austrália. O rabino do Chabad com quem ele estava trabalhando, o rabino Eli Schlanger, também foi morto. Estou orando por todas as vítimas e suas famílias”, compartilhou ele no X.

O arcebispo anglicano de Sydney, Kanishka Raffel, disse estar “chocado e enojado” com o ataque terrorista “horrível”.

Em comunicado, ele rejeitou o antissemitismo e a violência, e fez um apelo à paz.

“Acolhemos nossos vizinhos e concidadãos judeus com amor, amizade e apoio. Rejeitamos o antissemitismo, a violência e o ódio”, disse ele.

“Oramos ao Deus de toda consolação e Pai da compaixão, pela segurança e proteção da comunidade judaica.”

“Oramos por aqueles que sofrem com a trágica perda de entes queridos, pelos feridos ou traumatizados, pela polícia e pelos profissionais da saúde, e pelo nosso governo e agências de segurança enquanto atuam em resposta à situação.”

“Oramos pela paz, segurança e recuperação da comunidade em Bondi e em toda Sydney.”

Ele prosseguiu agradecendo ao transeunte Ahmed Al Ahmed, que foi elogiado como um herói e creditado por salvar mais vidas após imobilizar um dos homens armados e conseguir desarmá-lo.

O arcebispo católico de Sydney, Anthony Fisher, atribuiu o problema ao crescente “antissemitismo público”. Ele assegurou aos judeus suas orações e sua “proximidade”, e afirmou que os cristãos “devem fazer tudo o que puderem para mantê-los em segurança”.

“Há mais de dois anos, um clima de antissemitismo público se alastra, levando à intimidação, à divisão e à normalização de uma linguagem incendiária”, disse ele ao The Catholic Weekly.

“Em frente à minha própria catedral em Hyde Park, têm ocorrido manifestações semanais onde mensagens inflamatórias têm sido regularmente articuladas, o que só poderia ter ‘aumentado a temperatura’ e talvez contribuído para a radicalização. Isto tem de parar.”

“Minha bisavó era judia, então tenho herança judaica na minha família. Jesus era judeu, filho de mãe judia, nascido sob a lei judaica. Maria e José eram judeus. Assim como nosso pai Abraão e todos os profetas, bem como todos os doze apóstolos. Os cristãos são filhos dos judeus. Portanto, um ataque aos judeus é um ataque a todos nós.”

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o ocorrido como “um ato de antissemitismo maligno” e afirmou que “atingiu o coração da nossa nação”, em um comunicado oficial divulgado na internet.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, condenou a violência , dizendo, entre outras coisas: “O antissemitismo não tem lugar neste mundo. Nossas orações estão com as vítimas deste ataque horrível, com a comunidade judaica e com o povo da Austrália.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today e The Christian Post

Dia da Bíblia: a influência histórica e cultural do livro sagrado

Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)
Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)

O Dia da Bíblia é celebrado anualmente no segundo domingo de dezembro e marca a relevância histórica, espiritual e cultural das Escrituras Sagradas. A data teve origem na Inglaterra, em 1549, como uma forma de chamar a atenção de autoridades e da sociedade para a centralidade da Palavra de Deus na vida cristã e na formação de valores sociais.

A celebração está ligada à convicção bíblica expressa em Romanos 10:17, que ensina que a fé nasce do ouvir a Palavra de Deus. Ao longo dos séculos, essa compreensão impulsionou movimentos de tradução, difusão e acesso às Escrituras em diferentes línguas e culturas.

Da imprensa de Gutenberg à expansão global da Bíblia

Um dos marcos decisivos para a disseminação da Bíblia ocorreu por volta de 1450, quando o alemão Johannes Gutenberg imprimiu a primeira Bíblia em latim utilizando a prensa tipográfica. A inovação revolucionou o acesso aos livros e é considerada um dos fatores que contribuíram para a transição da Idade Média para a Idade Moderna.

Antes mesmo desse avanço tecnológico, já existiam iniciativas voltadas à tradução da Bíblia para línguas locais, permitindo que pessoas comuns tivessem contato direto com o texto sagrado, antes restrito ao latim, ao grego e ao hebraico. Esse movimento foi determinante para o surgimento da Reforma Protestante no século XVI.

A Reforma Protestante e o acesso às Escrituras

A Reforma Protestante, iniciada em 1517, teve papel central na valorização da Bíblia como autoridade máxima da fé cristã. Reformadores como Martinho Lutero e João Calvino defenderam o princípio do Sola Scriptura, enfatizando que as Escrituras deveriam orientar a fé e a prática cristã.

Entre as principais contribuições desse período estão a tradução da Bíblia para línguas vernáculas, o incentivo à leitura pessoal do texto bíblico e a ênfase na justificação pela fé. Essas mudanças ampliaram o acesso às Escrituras e transformaram a relação dos fiéis com a Palavra de Deus.

O Dia da Bíblia no Brasil

No Brasil, o Dia da Bíblia passou a integrar o calendário cristão a partir do século XIX, com a chegada de missionários vindos da Europa e dos Estados Unidos. A data também remete à conclusão da tradução da Bíblia para o português por João Ferreira de Almeida, finalizada em 1753.

A consolidação da celebração no país ganhou força com a atuação da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), fundada em 1948. A entidade teve papel decisivo na popularização da data e na mobilização de igrejas, líderes religiosos e autoridades civis em torno da importância das Escrituras. Entre os nomes ligados a esse movimento está o pastor Enéas Tognini, fundador da Igreja Batista do Povo e presidente de honra vitalício da SBB.

Um livro que atravessa séculos

A Bíblia é composta por 66 livros escritos por cerca de 40 autores ao longo de muitos séculos. Divide-se em Antigo e Novo Testamento, reunindo relatos que vão desde a criação do mundo até a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, além da expansão da igreja primitiva.

Entre seus conteúdos estão a narrativa do Êxodo e dos Dez Mandamentos, os reinados de Davi e Salomão, as mensagens dos profetas, os Evangelhos, as cartas apostólicas e o livro do Apocalipse, que apresenta visões proféticas sobre o fim dos tempos.

A Era Digital: A Bíblia ao Alcance de Todos

Com o advento da tecnologia, a Bíblia deu mais um salto. Hoje, ela está disponível em aplicativos, sites e formatos de áudio, podendo ser acessada em smartphones, tablets e computadores. Plataformas como YouVersion, Glorify Bíblia Online têm levado as Escrituras a bilhões de pessoas em centenas de idiomas.

Além disso, a tecnologia permite que cristãos personalizem suas leituras, compartilhem versículos nas redes sociais e até estudem a Bíblia em profundidade com recursos interativos. A Bíblia digital representa um cumprimento moderno do mandamento de Jesus: levar o Evangelho “até os confins da terra” (Atos 1:8).

Bíblia é o livro mais marcante para brasileiros

A 6º edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” foi divulgada em novembro de 2024 e mostrou que a Bíblia Sagrada alcançou o primeiro lugar entre os livros mais marcantes para os brasileiros. O relatório foi coordenado pelo Instituto Pró-Livro e realizado pelo Instituto IPEC que apresentou livros que exercem influência na cultura literária brasileira.

O relatório constatou a importância de contextos culturais e literários brasileiros que estimulam o interesse dos leitores. Um exemplo é o recorde mundial alcançado pela Sociedade Bíblica do Brasil, que no início de novembro comemorou a impressão de 200 milhões de exemplares bíblicos em um período de 29 anos.

Relevância além do ambiente religioso

A celebração do Dia da Bíblia vai além do âmbito estritamente religioso. A data também destaca a influência das Escrituras na formação cultural, ética e educacional de diferentes povos. A Bíblia é frequentemente apontada como um dos livros mais importantes da história da humanidade e um fator relevante para a democratização da leitura em diversas sociedades.

Eventos comemorativos costumam incluir leituras públicas, ações educativas, distribuição de exemplares e iniciativas que promovem o diálogo interconfessional, reforçando valores como tolerância religiosa, inclusão social e respeito à diversidade.

Propósito da celebração

O objetivo central do Dia da Bíblia é incentivar não apenas a leitura das Escrituras, mas também a vivência prática de seus ensinamentos no cotidiano. Para cristãos de diferentes tradições, a data funciona como um convite à reflexão, ao fortalecimento da fé e ao reconhecimento do impacto duradouro da Palavra de Deus na história e na sociedade contemporânea.

Dia da Bíblia é comemorado hoje no Brasil

Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)
Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)

O Dia da Bíblia foi instituído em 1549, na Grã-Bretanha. A data foi criada para encorajar cristãos a ler as Escrituras e estimular outras pessoas a fazerem o mesmo. A primeira vez que o Dia da Bíblia foi celebrado no Brasil foi em 1850, quando os primeiros missionários protestantes chegaram da Europa e dos Estados Unidos. Desde então, o Dia da Bíblia é comemorado no segundo domingo de dezembro.

No Brasil, como em diversos outros países, a Bíblia é um livro tão relevante que as igrejas têm um projeto específico só para estudá-la, a Escola Bíblica Dominical. Muitos cristãos são beneficiados por meio de estudos que, além do conhecimento da palavra de Deus, promovem edificação e transformação de vida.

Qual é o Dia da Bíblia para os evangélicos?

As igrejas protestantes comemoram o Dia da Bíblia no segundo domingo de dezembro. A data também foi integrada ao calendário oficial do Brasil, de acordo com a Lei Federal 10.335, tornando esse dia conhecido em todo o território nacional. Entre cristãos católicos, a data é celebrada em 30 de setembro.

Atualmente, além das comemorações convencionais nas igrejas, com aulas temáticas, gincanas e exposições teológicas, são realizados shows, maratonas de leitura bíblica, construção de monumentos e distribuição de Bíblias de maneiras variadas. Essas ações, no entanto, são privilégios da igreja livre que os cristãos perseguidos não podem usufruir.

Cristãos podem ler a Bíblia em todos os lugares?

Não. Possuir a Bíblia ou reunir-se com outros cristãos para estudar as Escrituras é visto como um crime ou ameaça ao Estado na Coreia do Norte, no Afeganistão, no Irã e em muitas partes da China. Nesses locais, o estudo da Bíblia é feito em segredo. Em outros países, como Malásia e Quênia, comunidades não conseguem ler as Escrituras pela falta de Bíblias traduzidas em sua língua materna.

Para a Igreja Perseguida, grupos de estudo da Bíblia significam grande risco e vigilância extrema. Celebrações de datas cristãs frequentemente precisam ser muito discretas ou canceladas, então o Dia da Bíblia é algo inviável em muitos países da Lista Mundial da Perseguição. A leitura bíblica não pode ser feita em público e, muitas vezes, nem dentro de casa nesses países. No Irã, por exemplo, dois cristãos de origem muçulmana foram condenados a 12 anos de prisão por possuir e distribuir Bíblias e literatura cristã.

Mas então, como cristãos conseguem Bíblias no Irã? De que forma vidas são transformadas pelas Escrituras em comunidades indígenas na Malásia, especialmente aqueles que não sabem ler? Como cristãos recém-convertidos e novos líderes podem aprender as lições da Bíblia com cristãos maduros?

A Portas Abertas envia Bíblias e oferece discipulado e treinamentos para cristãos perseguidos. Conforme o cristão aprende e coloca os ensinamentos da Bíblia em prática, ele compreende mais o que acontece ao seu redor. Ainda mais em contextos em que é comum enfrentar pressão e violência por seguir a Jesus. Veja como é a jornada de um contrabandista de Bíblias do século 21.

A Portas Abertas envia Bíblias para cristãos perseguidos?

Sim. O início da história da Portas Abertas está totalmente relacionado com a Bíblia. Na época da Guerra Fria, o Irmão André, fundador da missão, sentiu um chamado para levar Bíblias aos então países comunistas, atrás da Cortina de Ferro. Até hoje, uma das principais atividades realizadas pela missão é a distribuição de Bíblias. Veja no Relatório de Impacto

O Projeto Pérola foi a maior operação de distribuição de Bíblias da Portas Abertas. Em 1981, um navio carregado com um milhão de Bíblias foi enviado para a China.

A missão de distribuição de Bíblias continua na China com cristãos como Ming e já beneficiou milhares de irmãos e irmãs perseguidos ao longo dos anos. A Bíblia é tão relevante para a Portas Abertas que um dos valores centrais é “a Bíblia dirige nossa vida”.

Atualmente, a Bíblia é distribuída em diferentes formatos e para públicos variados. Em locais onde um exemplar impresso da palavra de Deus é expressamente proibido, os irmãos podem receber Bíblias digitais em dispositivos eletrônicos, como na China. Em comunidades onde os cristãos são idosos ou não sabem ler, a palavra de Deus é compartilhada em áudio, como Romi na Malásia, e há casos em que os cristãos são alfabetizados a partir da Bíblia.

Envie Bíblias para cristãos perseguidos 

Muitos cristãos perseguidos não possuem a palavra de Deus, mas sonham em ter um exemplar no qual possam conhecer melhor quem Deus é e seu grande plano de amor e salvação. Doe uma Bíblia e fortaleça a fé de um cristão perseguido. 

Fonte: Portas Abertas

Cresce número dos que creem em Deus sem frequentar a igreja na América Latina, mostra estudo

Igreja vazia (Foto: Canva Pro)
Igreja vazia (Foto: Canva Pro)

Um levantamento conduzido pelo pesquisador Matthew Blanton, da Universidade do Texas, revelou uma mudança significativa no comportamento religioso da América Latina. O estudo indica que cresce o número de pessoas que afirmam acreditar em Deus, mas que não participam regularmente de cultos ou não mantêm vínculo com uma igreja.

O relatório, publicado em setembro, analisou duas décadas de dados coletados em 17 países latino-americanos, com base em entrevistas realizadas com 220 mil pessoas. A pesquisa mostra que, apesar do histórico predomínio católico na região, o cenário está se transformando. O número de protestantes e pentecostais, por exemplo, saltou de 4% da população em 1970 para quase 20% em 2014.

Ao mesmo tempo, há uma queda no engajamento institucional. Entre 2008 e 2023, a frequência a cultos pelo menos uma vez ao mês recuou de 67% para 60%. Já o percentual dos que nunca vão à igreja passou de 18% para 25%. O grupo sem filiação religiosa também teve crescimento expressivo: de 7% em 2004 para mais de 18% em 2023. Uruguai, Chile e Argentina aparecem entre os países menos religiosos, enquanto Guatemala, Peru e Paraguai lideram o índice oposto.

Mesmo com o afastamento das instituições, a fé individual permanece elevada. De acordo com o estudo, 64% dos entrevistados afirmam que a religião tem grande importância em sua vida — um aumento em relação aos 60% registrados em 2010. Entre os que não frequentam igrejas, 86% ainda dizem crer em Deus ou em uma força superior, além de manifestarem crença em milagres, anjos e na segunda vinda de Jesus.

Para Blanton, essa desconexão entre prática institucional e espiritualidade pessoal é uma característica particular do continente. “A autoridade das instituições religiosas está enfraquecendo, mas a fé permanece. A religiosidade pessoal se mantém estável, em alguns casos até cresce”, afirma. O pesquisador observa que o fenômeno contrasta com Europa e Estados Unidos, onde queda na participação religiosa costuma acompanhar o declínio da crença.

O estudo atribui o fenômeno, em parte, ao sincretismo presente na cultura latino-americana, que mescla elementos indígenas, tradições católicas e práticas protestantes. Segundo Blanton, essa combinação resulta em expressões de fé mais individuais, nem sempre vinculadas a uma denominação. “Para muitos latino-americanos, deixar a igreja não significa abandonar a crença”, conclui.

Fonte: Comunhão

Projeto de lei quer proibir práticas religiosas em locais públicos em Quebec, no Canadá

Bandeira do Canadá (Foto: canva)
Bandeira do Canadá (Foto: canva)

Uma proposta de proibição de toda prática religiosa em certos locais e instituições públicas na província de Quebec, no Canadá, reflete uma crescente repressão à religião, segundo um grupo de defesa dos direitos cristãos.

A Christian Legal Fellowship (CLF) classificou o Projeto de Lei 9 como uma “crescente supressão legislativa da religião na cidade em nome da laicidade (secularismo)”, afirmou o grupo em um comunicado à imprensa de 2 de dezembro.

O projeto de lei, apresentado no parlamento provincial em 27 de novembro e intitulado “Lei relativa ao reforço do laicismo no Quebec “, deixou a CLF “profundamente preocupada”, afirmou o grupo, acrescentando que as proibições à atividade religiosa incluiriam faculdades e universidades.

O projeto de lei define prática religiosa de forma ampla como qualquer ação “que possa razoavelmente constituir, de fato ou na aparência, a manifestação de uma convicção ou crença religiosa”, o que incluiria a oração. A única exceção permitida é o uso de um símbolo religioso, embora isso já seja proibido por outras leis.

A proposta de lei ampliaria a proibição de símbolos religiosos na província, estabelecida pelo Projeto de Lei 21 em 2019 e promulgada pelo Projeto de Lei 94 em 30 de outubro. A CLF afirmou que a lei proibiria a “prática religiosa coletiva” em parques públicos, calçadas e caminhos públicos sem autorização prévia do município.

A proibição pode afetar as salas de oração das universidades, afirmou a CLF, acrescentando que a proibição “parece ir muito além”. O grupo disse que o projeto de lei parece proibir reuniões de estudantes em qualquer lugar nos campi universitários para orar, adorar ou mesmo estudar a Bíblia, sujeitas a algumas exceções limitadas.

Jean-François Roberge, Ministro Responsável pela Laicidade do Quebec, apresentou o projeto de lei, tendo afirmado, em conferência de imprensa no dia 27 de novembro, que os cidadãos do Quebec desejavam a alteração da lei para que as salas de oração fossem fechadas nas universidades.

“O CEGEP [ Collége d’enseignement général et professionnel ] e as universidades não são templos, ou igrejas, ou esse tipo de lugar”, disse Roberge. 

O projeto de lei prevê uma exceção em algumas situações para espaços alugados, de acordo com as normas governamentais, mas o governo ainda não anunciou isso. A CLF destacou que o projeto de lei permite essa exceção apenas se a entidade “não financiar, direta ou indiretamente, a prática religiosa”.

“A CLF está preocupada com o fato de essa regra visar injustamente os estudantes religiosos e restringir suas atividades no campus unicamente por causa de sua afiliação religiosa”, afirmou a CLF.

A proibição total da Lei 9 a todas as práticas religiosas coletivas em parques públicos, calçadas e caminhos é uma “medida drástica”, afirmou a CLF. A única exceção é a obtenção de autorização prévia do conselho municipal, analisada caso a caso. Mesmo assim, a CLF destacou que certas restrições se aplicariam, incluindo a exigência de que a prática religiosa seja “de curta duração”.

“Parece que esta disposição poderia proibir dois ou mais correligionários de se envolverem em qualquer tipo de atividade religiosa em conjunto, incluindo potencialmente evangelização, culto ou oração ao ar livre, ou distribuição de literatura religiosa, em calçadas ou parques públicos, sem autorização prévia do município”, afirmou o CLC.

O projeto de lei também estende a proibição de símbolos religiosos na província aos funcionários de creches e escolas particulares subsidiadas. Os centros de serviços escolares não podem ser usados ​​para atividades religiosas, como “orações ostensivas”, de acordo com o projeto de lei, o que aparentemente tornaria ilegal para as igrejas alugar prédios escolares para cultos.

Outra preocupação em relação ao Projeto de Lei 9 é a revogação da antiga Lei de Liberdade de Culto do Quebec. Essa lei garante proteção legal aos fiéis para que possam praticar seus cultos sem sofrer discriminação.

A CLF afirmou que o projeto de lei 9 revogaria a acreditação de escolas particulares cristãs.

“Isso parece abranger todas as escolas religiosas”, afirmou a CLF. “Embora o Projeto de Lei 9 não negue a existência dessas escolas religiosas, a falta de credenciamento e financiamento corre o risco de prejudicar essas instituições e sua capacidade de operar, especialmente se elas já receberam esse financiamento no passado.”

De acordo com a CLF, a proposta de proibição de atividades religiosas públicas gerou críticas generalizadas.

“A CLF está profundamente preocupada com o fato de que este projeto de lei censuraria injustamente certos tipos de expressão pública e reuniões ao ar livre sem outro motivo além do fato de serem religiosas”, declarou a CLF. “Esse tipo de lei remonta a meados do século XX, quando certas províncias e municípios tentaram limitar as atividades evangelísticas. Naquela época, a Suprema Corte do Canadá decidiu que tais limitações eram ultra vires [além da autoridade] dos municípios e províncias.”

A CLF expressou preocupação com o fato de outras leis refletirem a degradação dos direitos religiosos na província para estabelecer a “ laicidade ”, o conceito de laicidade na província. Tudo começou com o Projeto de Lei 21, a Lei da Laicidade de 2019 , que “consagra” a “supremacia da laicidade estatal na ordem jurídica do Quebec”.

“Desde que o Projeto de Lei 21 foi promulgado em 2019, a província continuou a expandir seu escopo”, afirmou o CLC. “O Projeto de Lei 94 agora obriga ‘qualquer pessoa’ que preste ‘serviços’ a estudantes em instalações educacionais a se abster de usar símbolos religiosos.”

A Lei Constitucional do Quebec de 2025, de 9 de outubro, reforçou essa pressão pelo laicismo em detrimento dos direitos religiosos. A lei se declara “a lei das leis”, tendo “precedência sobre qualquer norma jurídica inconsistente”. Ela também consagra a laicidade como um “princípio fundador” e uma “característica fundamental” do Quebec , afirmou a CLF.

O diretor executivo e conselheiro geral da CLF, Derek Ross, afirmou que o conceito de laicidade “pretende promover a neutralidade religiosa, mas está promovendo exatamente o oposto: uma esfera pública fechada, não neutra, em relação à religião – e, por extensão, em relação às pessoas abertamente religiosas”.

Outra preocupação é o Projeto de Lei 94, que foi sancionado em 30 de outubro e proíbe estudantes e outras pessoas de se envolverem em “práticas religiosas, como orações em público ou outras práticas semelhantes” em propriedades de escolas públicas de ensino fundamental e médio. A CLF entrou com uma ação judicial, mas a nova legislação suspendeu essa ação.

A CLF prometeu continuar defendendo o direito legal dos indivíduos à liberdade religiosa na vida pública.

“Estas leis propostas representam um afastamento notável do quadro constitucional de Estado-religião articulado pelo Supremo Tribunal do Canadá – que proíbe categoricamente a exclusão ou a desvantagem da religião – e a adoção de um laicismo fechado que efetivamente promove as atividades e a expressão de não crentes em espaços e instituições públicas, excluindo indivíduos abertamente religiosos”, afirmou o CLC.

Folha Gospel com informações de Christian daily

Médico é preso por autoridades muçulmanas do Sudão apenas por ser cristão

O médico Yagoub Jibril Glademea. (Foto: Reprodução/Facebook/Yagoub Jibril Glademea)
O médico Yagoub Jibril Glademea. (Foto: Reprodução/Facebook/Yagoub Jibril Glademea)

No último domingo (7), um médico foi detido no Sudão após autoridades descobrirem que ele era cristão. O homem só foi solto no dia 10 de dezembro, após três dias de interrogatórios, isolamento e pressão de familiares.

A prisão ocorreu quando Yagoub Jibril Glademeahavia ido ao cartório de registro civil estadual, em Ad-Damazin, para solicitar um número de identificação nacional para sua sobrinha.

Durante o atendimento, um agente muçulmano das chamadas Células de Segurança do Estado — unidades compostas por militares, policiais e agentes de inteligência acusados ​​de prisões arbitrárias, tortura e desaparecimentos forçados — percebeu a indicação religiosa em seus documentos e o questionou sobre sua fé.

Ao afirmar que sempre foi cristão, Glademea foi levado para interrogatório. A Célula de Segurança manteve o médico detido por três dias, sem permitir visitas da família.

“O irmão dele foi lá na quarta-feira (10), mas não o deixaram vê-lo”, disse um amigo que não quis ser identificado ao Morningstar News.

‘Obrigado pelas orações’

As Células de Segurança do Estado foram criadas em vários estados e têm amplos poderes de prisão em meio ao conflito entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF). Elas são frequentemente acusadas de visar pessoas consideradas suspeitas de colaborar com a RSF.

Segundo a organização Advogados de Emergência, essas unidades se tornaram instrumentos de “repressão e intimidação”, com relatos de presos libertados em condições de saúde debilitadas, julgados sem garantias legais ou encontrados mortos.

Glademea contou às autoridades que havia trabalhado anteriormente no estado do Nilo Azul, antes de se mudar para a Arábia Saudita. Após atuar como médico no país árabe, retornou ao Sudão no mês passado para passar o Natal com a família.

No Facebook, ele confirmou sua detenção e libertação. Além disso, explicou que, ao retornar do cartório de registro civil, foi questionado sobre sua identidade e histórico.

“Meus queridos irmãos e irmãs, obrigado pelo apoio e orações por mim. Graças a Deus fui liberado pela administração da célula. Tenho a certeza de que estou seguro em corpo, mente e espírito. Deus abençoe seu trabalho de amor”, compartilhou ele.

Aumento da perseguição no Sudão

A situação para cristãos no Sudão piorou desde o início da guerra civil entre a RSF e as Forças Armadas Sudanesas em abril de 2023.

O país registrou aumento de assassinatos, violência sexual e ataques a residências e comércios cristãos, segundo o relatório Lista Mundial da Perseguição 2025, da missão Portas Abertas, no qual o Sudão aparece em 5º lugar entre as nações mais perigosas para os cristãos no mundo.

“Cristãos de todas as origens estão presos no caos, sem poder fugir. Igrejas são bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelos grupos em guerra”, informou o relatório.

Ambas as forças — RSF e SAF — têm raízes islamistas e já atacaram cristãos deslocados, acusando-os de apoiar o lado rival.

O Sudão é majoritariamente muçulmano (93%). Apenas 2,3% da população é cristã, de acordo com dados do Projeto Joshua.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

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