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Conselho Federal de Medicina proíbe bloqueadores hormonais para transição de gênero em menores

Conselho Federal de Medicina (Foto: CFM)
Conselho Federal de Medicina (Foto: CFM)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou por unanimidade a resolução 2.427/2025, que proíbe o uso de bloqueadores hormonais para a transição de gênero em crianças e adolescentes no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 16, e já tem validade legal.

Além da proibição, a nova resolução aumenta de 18 para 21 anos a idade mínima para a realização de cirurgias de transição de sexo que resultem em infertilidade. Já o início da terapia hormonal cruzada, que antes era permitido a partir dos 16 anos, passa a ser autorizado apenas a partir dos 18 anos. Procedimentos cirúrgicos que não afetam a fertilidade continuam permitidos a partir dessa mesma idade.

Segundo o CFM, os serviços médicos que realizarem essas cirurgias deverão cadastrar os pacientes e encaminhar os dados aos respectivos Conselhos Regionais de Medicina. A decisão foi baseada, em parte, na legislação aprovada pelo Congresso Nacional em 2022, que reduziu a idade mínima para laqueadura e vasectomia de 25 para 21 anos.

A nova diretriz do Conselho acompanha uma tendência internacional de maior cautela em relação à transição de gênero em menores, como já adotado no Reino Unido, Suécia, Finlândia e em alguns estados dos Estados Unidos.

Contraponto do Ministério da Saúde

A decisão do CFM contrasta com uma portaria anunciada em dezembro de 2024 pelo Ministério da Saúde. Na ocasião, o governo federal propôs a redução da idade mínima para tratamentos hormonais e cirurgias de transição em adolescentes.

Pela nova portaria — que ainda não foi oficialmente publicada — o uso de bloqueadores de puberdade poderia ser iniciado a partir dos 12 anos, e a terapia hormonal cruzada a partir dos 16, com autorização dos responsáveis legais. Cirurgias como mastectomia seriam permitidas a partir dos 18 anos, reduzindo a idade anterior, que era 21.

A iniciativa também prevê a ampliação do número de unidades especializadas no atendimento a pessoas trans, passando de 22 para 194 em todo o país. Além disso, o número de procedimentos oferecidos pelo SUS relacionados à transição de gênero aumentaria de 14 para 34.

Debate sobre saúde e riscos

Pesquisas indicam que a maioria das crianças com disforia de gênero supera essa fase na adolescência, sem necessidade de intervenção médica. Especialistas independentes também alertam para os riscos da transição precoce, tanto hormonais quanto cirúrgicos, como infertilidade, impacto no desenvolvimento neurológico e ósseo, além de danos psicológicos duradouros.

Há ainda preocupação de que os procedimentos não resolvam, e por vezes agravem, quadros de sofrimento mental, incluindo tendências à automutilação e ao suicídio. Parte da comunidade médica e científica defende maior cautela no tratamento de adolescentes, principalmente por causa da irreversibilidade de algumas intervenções.

Fonte: Guia-me com informações de Gazeta do Povo

Projeto de lei quer proibir símbolos cristãos em eventos LGBT de Curitiba

Câmara Municipal de Curitiba (Foto: CMC)
Câmara Municipal de Curitiba (Foto: CMC)

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) iniciou a análise de um projeto de lei que propõe a proibição do uso e da exibição de símbolos cristãos em eventos promovidos pela comunidade LGBT, tanto em espaços públicos quanto privados da capital paranaense.

A proposta foi protocolada pelo vereador Eder Borges (PL) e aguarda parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que avaliará sua constitucionalidade antes de seguir para demais comissões e possível votação em plenário.

Na justificativa, Borges argumenta que as manifestações da comunidade LGBT “não se conectam com a doutrina cristã”, e que o uso de símbolos religiosos por esses grupos poderia representar “vilipêndio religioso”, causando conflitos com pessoas de fé cristã.

O parlamentar ainda cita o artigo 208 do Código Penal Brasileiro, que prevê pena para atos considerados escárnio ou desrespeito público a cerimônias ou objetos de culto religioso. “Cabe a este Legislativo propor medidas que garantam a ordem e a urbanidade, protegendo os valores religiosos de nossa sociedade”, afirmou Borges.

O projeto surge em um contexto de debates mais amplos na Câmara Municipal de Curitiba. Outros vereadores, como Sidnei Toaldo (PRD) e Da Costa (União), além da ex-vereadora Noemia Rocha (MDB), também apresentaram propostas relacionadas a temas religiosos, comportamentais e morais.

Segundo a Câmara, todas essas proposições podem ser consultadas publicamente por meio do Sistema de Proposições Legislativas (SPL) da CMC.

Se aprovado em plenário, o projeto passará a vigorar a partir da publicação oficial no Diário Oficial do Município.

Fonte: Guia-me com informações da Câmara Municipal de Curitiba

Mais de 7 mil pessoas aceitam Jesus em cruzada evangelística na Bolívia

A cruzada da Associação Evangelística Billy Graham reuniu uma multidão em um estádio na Bolívia. (Foto: BGEA).
A cruzada da Associação Evangelística Billy Graham reuniu uma multidão em um estádio na Bolívia. (Foto: BGEA).

Mais de 7 mil pessoas aceitaram Jesus em uma cruzada evangelística na Bolívia, na semana passada.

O evento da Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) reuniu uma multidão de mais de 31 mil pessoas para ouvir o Evangelho no Estádio Félix Capriles, na cidade de Cochabamba, no dia 6 de abril.

Outras 10 mil pessoas também participaram do FestiKids, direcionado às crianças pela parte da manhã.

O evangelista Will Graham, neto de Billy Graham, anunciou a salvação em Cristo em uma pregação sobre Caim e Abel.

Will pregou que a única maneira do homem chegar a Deus é “por meio de Jesus porque Ele disse: ‘Eu sou o caminho’. Existe apenas um Deus e apenas um caminho. Você tem que passar pela cruz para chegar a Deus”.

Muitos foram tocados pelo Espírito Santo e mais de 7.900 bolivianos aceitaram Jesus durante o apelo. Como Luís, de 26 anos, que compareceu ao evento a convite de sua irmã.

“Estou muito impressionado com esta Boa Notícia. Decidi entregar tudo a Deus, e isso me leva a acreditar que Ele trará algo novo para minha vida”, testemunhou ele.

O jovem revelou que estava lutando com a culpa por pecados do passado, mas encontrou liberdade ao conhecer Cristo.

“Entendi que sou um pecador e queria me arrepender de todos os meus pecados e começar a segui-lo”, disse.

A cruzada, realizada com o apoio de mais de 800 igrejas locais, foi reposta de oração do pastor boliviano José Luis Rivera.

Em 2020, ele teve uma visão em que jovens se entregavam a Jesus em um grande evento evangelístico. Então, o pastor começou a orar para que Deus trouxesse um avivamento do seu país através de uma cruzada de grande escala.

Anos depois, José enviou uma carta ao BGEA convidando a associação para realizar uma ação em sua cidade.

“Este é um sonho concedido por Deus. Foram necessários mais de quatro anos de oração e, vendo esse evento se tornar realidade, posso ver a fidelidade de Deus”, comemorou o pastor.

“Estou cheio de alegria ao ver tantos vindo para viver a vida plena que Deus projetou para eles”, declarou.

Fonte: Guia-me com informações de Associação Evangelística Billy Graham

China: cristãos são condenados à prisão por venda de Bíblias

Bíblia sobre a bandeira da China (Foto: Reprodução)
Bíblia sobre a bandeira da China (Foto: Reprodução)

Nove cristãos de Hohhot, na Mongólia Interior, região autônoma da China, foram condenados à prisão por venderem Bíblias legalmente publicadas, mas sem autorização do governo.

Em março de 2023, o Bitter Winter informou sobre a prisão e o julgamento de dez cristãos em Hohhot.

Embora as Bíblias tenham sido publicadas legalmente na cidade de Nanquim com permissão oficial, a justiça considerou crime a venda por uma igreja doméstica não autorizada.

O promotor alegou que a comercialização por uma igreja sem vínculo com a Igreja das Três Autonomias, controlada pelo governo, constitui um crime, mesmo que os exemplares sejam legítimos.

Prisão e trabalhos forçados

Em 10 de abril de 2025, parentes e companheiros de fé da Irmã Wang Honglan fizeram um apelo. Na mesma data, foi relatada a decisão judicial que declarou culpados todos os réus restantes.

Os dez indivíduos envolvidos no caso são Wang Honglan, Ji Heying, Zhang Wang, Wang Jiale, Liu Minna, Li Chao, Yang Zhijun, Ji Guolong, Liu Wei e Ban Yanhong.

Wang Honglan, conhecida na comunidade cristã de Hohhot, já cumpriu cinco anos de prisão e um ano em um campo de trabalho forçado. Ji Heying é seu marido e Ban Yanhong foi apontado pelas autoridades como um dos membros-chave do grupo.

Condenações

Wang Honglan foi condenada a quatro anos e dez meses de prisão, com multa de um milhão de yuans. Wang Jiale e Liu Minna receberam quatro anos e seis meses, e pagamento de multas. Yang Zhijun teve pena de quatro anos e três meses, mais multa.

Ji Heying, Ji Guolong, Zhang Wang e Liu Wei foram sentenciados a três anos de prisão, cada um também com penalidades monetárias. Li Chao recebeu um ano de prisão e multa. Os cinco últimos réus já haviam cumprido suas penas durante a prisão preventiva.

Detidos em abril de 2021, os cristãos afirmaram que não buscavam lucro, mas sim evangelização. Eles compravam Bíblias a 95% do preço de capa e as revendiam a 75%, acumulando prejuízos em vez de ganhos.

Em 15 de abril de 2024, o Tribunal Distrital de Hohhot Huimin sentenciou Ban Yanhong a cinco anos de prisão por operações comerciais ilegais, enquanto o julgamento dos demais réus seguiu em andamento.

Fonte: Guia-me com informações de Bitter Winter

Cristãos comemoram decisão da Suprema Corte do Reino Unido que excluiu transgêneros da definição legal de mulher

Martelo da Justiça com a bandeira britânica (Foto: Canva Pro)
Martelo da Justiça com a bandeira britânica (Foto: Canva Pro)

A Suprema Corte do Reino Unido decidiu que homens transgêneros não podem ser considerados mulheres perante a lei, nesta quarta-feira (16).

Em unanimidade, os cinco juízes responsáveis pelo caso estabeleceram que a definição de mulher na Lei da Igualdade de 2010 se refere apenas a mulheres biológicos e ao sexo biológico.

A decisão histórica acontece após anos de batalha judicial sobre se trans poderiam ser beneficiados por leis que garantem os direitos das mulheres, como licença maternidade, igualdade salarial e uso de espaço coletivos destinados ao sexo feminino (banheiros, vestiários, abrigos para vítimas de violencia doméstica, e outros).

Tudo começou em 2018 após a aprovação de uma lei pelo Parlamento da Escócia, que aumentou para 50% a participação de mulheres em órgãos governamentais.

A legislação afirmava que os trans também poderiam ganhar essas vagas, por se identificarem como mulheres.

Em resposta, o grupo For Women Scotland – que luta para que os direitos das mulheres não sejam tomados por homens transgêneros – processou o governo escocês, afirmando que os trans não deveriam ser incluídOs nessas cotas.

Vitória para as mulheres

Após a vitória do caso, cristãos e ativistas do grupo comemoraram e se abraçaram em frente à Suprema Corte.

“Achávamos que os direitos das mulheres seriam revogados, e hoje os juízes disseram o que sempre acreditamos: as mulheres são protegidas por seu sexo biológico. As mulheres agora podem se sentir seguras sabendo que os serviços e espaços designados para mulheres são reservados para mulheres”, declarou Susan Smith, co-diretora do grupo.

A autora J.K. Rowling, defensora do direitos das mulheres e crítica da ideologia de gênero, celebrou a decisão da Suprema Corte, dizendo estar orgulhosa do For Women Scotland e comentou que a ação “protegeu os direitos de mulheres e meninas em todo o Reino Unido”, em publicação no X.

Peter Lynas, diretor da Aliança Evangélica no Reino Unido, disse que a decisão histórica foi um sinal de que “a mudança de clima é real” — uma referência à crescente sensação de que uma mudança cultural está em andamento, partindo de uma ideologia progressista estridente.

Em um vídeo compartilhado em sua conta no X, Lynas, ex-advogado, disse que a decisão trouxe “clareza” muito necessária a uma área que se tornou altamente contestada nos últimos anos. Ele afirmou que as mulheres “reconquistaram” seus direitos duramente conquistados.

“A mudança de clima é real — não acho que essa decisão teria sido tomada há dois ou três anos”, disse ele. “Acho que isso reflete a mudança contínua em nossa cultura em direção a coisas como a realidade.”

Ele espera que o julgamento tenha “grandes implicações” para as políticas em empresas e locais de trabalho, mas também encorajou os cristãos a vê-lo como um “momento missionário” para conversar com seus colegas sobre o que isso pode significar.

A líder conservadora Kemi Badenoch disse: “Dizer que ‘mulheres trans são mulheres’ nunca foi verdade na prática e agora também não é verdade na lei. Uma vitória para todas as mulheres que sofreram abusos pessoais ou perderam seus empregos por afirmarem o óbvio.”

O primeiro-ministro escocês, John Swinney, disse que o governo escocês “aceita a decisão de hoje da Suprema Corte”.

“A decisão esclarece a diferença entre duas peças relevantes da legislação aprovadas em Westminster”, disse ele.

Agora, vamos analisar as implicações da decisão. A proteção dos direitos de todos sustentará nossas ações.

Um porta-voz do governo do Reino Unido disse: “Sempre apoiamos a proteção de espaços exclusivos para homens e mulheres com base no sexo biológico.

“Esta decisão traz clareza e confiança para mulheres e prestadores de serviços, como hospitais, abrigos e clubes esportivos.

“Espaços exclusivos para homens e mulheres são protegidos por lei e sempre serão protegidos por este governo.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today, Guia-me e O Globo

Assembleia de Deus alcança mais de 14 mil pessoas a partir do projeto “Pernambuco Para Cristo”

Culto em uma praça durante o projeto "PE para Cristo" (Foto: Reprodução/Instagram)
Culto em uma praça durante o projeto "PE para Cristo" (Foto: Reprodução/Instagram)

A Assembleia de Deus em Pernambuco anunciou que mais de 14 mil pessoas se converteram ao Evangelho desde janeiro de 2025, como resultado de ações evangelísticas promovidas em diversas regiões do estado. A igreja vem intensificando os esforços por meio do projeto “Pernambuco Para Cristo”, que inclui uma série de atividades como evangelismo de rua, passeatas com bandas, cruzadas evangelísticas, cultos em praças e visitas domiciliares.

Em publicação nas redes sociais, a igreja ressaltou que o objetivo vai além de alcançar números. “Não se trata de números, nem de estatísticas. É sobre vidas: aquelas que clamam por liberdade, que precisam de alento para a alma e buscam conforto em meio às frustrações”, destacou a mensagem no Instagram.

Com o slogan “O Reino de Deus em ação”, o projeto tem como missão, segundo a igreja, “restaurar a dignidade humana e conduzir corações ao Salvador”. A igreja reforçou que chegou o momento de ampliar a visão. “Pernambuco é terra de promessas, e somos parte do plano de Deus para transformar vidas e obedecer ao Ide do Mestre. Vamos juntos proclamar nos quatro cantos do nosso estado: Pernambuco para Cristo!”

Para ampliar o alcance da mensagem, uma nova estratégia será implementada nos próximos meses: cartas evangelísticas. Jovens da igreja irão redigir mensagens com reflexões sobre o plano divino de salvação e as distribuirão de casa em casa, numa tentativa de alcançar aqueles que ainda não foram impactados pelas ações presenciais.

Fonte: Comunhão e Redes Sociais da IEADPE

Lagoinha Global lança banco digital voltado para igrejas e pastores

Pastor André Valadão (Foto: Redes Sociais)
Pastor André Valadão (Foto: Redes Sociais)

Fornecer soluções financeiras adaptadas às instituições cristãs, reconhecendo suas necessidades específicas e os desafios que enfrentam no mercado financeiro tradicional. Essa é a proposta do Clava Forte Bank S/A, novo banco em modelo fintech (digital) lançado pela Lagoinha Global. A presidência do negócio é do pastor André Valadão, e a gestão executiva está a cargo de sua esposa, Cassiane Montosa Pitelli Valadão.

Segundo o próprio site da instituição, o objetivo é atender a dois mercados específicos: instituições religiosas e pastores. “O Clava Forte Bank é uma fintech dedicada a oferecer soluções financeiras seguras e inovadoras para instituições cristãs, igrejas e pastores. Planejamos expandir nossos serviços para membros das igrejas e outros setores que necessitam de soluções financeiras personalizadas e eficientes”, diz o comunicado da plataforma financeira.

Pelo menos por enquanto, a fintech oferece serviços como: contas digitais; cartões (pré-pago, crédito e débito); financiamentos (com linhas de crédito para apoiar projetos de instituições religiosas); seguros e benefícios (com proteção financeira para líderes religiosos, obreiros e suas famílias); cashback; e marketplace (recompensando compras e transações dentro do Clava Forte).

Sediado em Belo Horizonte, berço da Igreja Batista da Lagoinha, o banco atua com o slogan “Investindo no futuro, fortalecendo o Reino”. A fintech já possui aplicativo disponível para Android e iPhone. Vale lembrar que André Valadão, presidente do banco, também é líder da Lagoinha nos Estados Unidos.

Fonte: Comunhão

Projeto quer incluir a violência espiritual na Lei Maria da Penha

Bíblia com uma arma em cima (Foto: Canva Pro)
Bíblia com uma arma em cima (Foto: Canva Pro)

O Projeto de Lei 4591/24 altera a Lei Maria da Penha para incluir a violência espiritual como uma das formas de violência psicológica contra a mulher. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

O texto conceitua violência psicológica como qualquer conduta que:

  • cause dano emocional e diminuição da autoestima da mulher;
  • prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento dela; ou
  • vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, inclusive religiosas. 

Isso poderá ocorrer mediante:

  • ameaça;
  • constrangimento;
  • humilhação;
  • manipulação;
  • isolamento;
  • vigilância constante;
  • perseguição contumaz;
  • insulto;
  • chantagem;
  • violação de sua intimidade;
  • ridicularização;
  • exploração;
  • limitação do direito de ir e vir; ou
  • qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. 

“A menção à crença religiosa no texto da Lei Maria da Penha poderá ajudar a mulher a processar judicialmente o infrator, sempre que ficar configurada qualquer tipo de conduta que impeça a vítima de participar de práticas religiosas, force a mulher a abandonar uma religião ou desvalorize a fé praticada por ela”, afirma o deputado Beto Richa (PSDB-PR), autor da proposta.

“Uma simples testemunha poderá confirmar a veracidade da acusação”, acrescenta.  

Em entrevista exclusiva ao site cristão Comunhão, o deputado Beto Richa detalhou que a violência espiritual, conforme definida na proposta, consiste em toda situação que desrespeite, degrade ou abale a fé e as crenças da vítima, com a intenção de controlar, humilhar, punir ou submeter a pessoa. “Qualquer ato que manipule, ameace ou constranja a vítima devido à sua religião deve ser combatido”, afirmou, reforçando que a liberdade religiosa é um direito fundamental que deve ser garantido a todos.

O deputado detalhou que o artigo quinto, inciso sexto, da Constituição assegura a liberdade de crença, de consciência e de culto. Então, “a violação desse direito no ambiente doméstico, onde a mulher é vulnerável a diversas formas de opressão, justifica essa proteção adicional na Lei Maria da Penha”, observou.

Richa também explicou que a iniciativa para a criação do PL surgiu após diversos relatos de mulheres que o procuraram, denunciando pressões e constrangimentos, especialmente no ambiente doméstico, em razão de sua fé, religião e práticas espirituais. “Além disso, conversamos com profissionais como advogados, psicólogos e assistentes sociais, que nos apresentaram a mesma realidade”, relatou.

O deputado observou ainda que o projeto foi enviado para a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres e, agora, aguarda a designação do relator, que dará o parecer sobre a proposta. “O próximo passo é o encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça, que analisará se a proposta é constitucional”, enfatizou Richa, complementando que, após a aprovação nas duas comissões, não havendo nenhum recurso, o projeto seguirá para o Senado.

Próximos passos

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, tem que ser aprovada pela Câmara e pelo Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara de Notícias e Comunhão

EUA são criticados por não abordarem a liberdade religiosa nas negociações com o Irã

Bandeiras do Irã e dos Estados Unidos (Foto: Reprodução)
Bandeiras do Irã e dos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

As negociações iniciais entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear deste último foram criticadas por não levantarem a questão dos direitos humanos, particularmente a liberdade religiosa.

O Irã assinou tratados internacionais que exigem que o país respeite a liberdade religiosa, e sua própria constituição também prevê direitos para minorias religiosas.

Na prática, porém, cristãos, muçulmanos sunitas e outras minorias religiosas vivem sob constante ameaça de violações, que vão desde assédio e apreensão de bens até prisão, tortura e execução extrajudicial.

A Christian Solidarity Worldwide (CSW) destacou o caso recente do pastor Joseph Shahbazian, a quem foi negada a permissão para comparecer ao funeral de sua mãe, apesar da conclusão da investigação oficial. Há relatos não confirmados de que a esposa do pastor Shahbazian também foi presa, pois também não compareceu ao funeral.

Representantes do Irã estão se reunindo com diplomatas americanos em Omã para discutir o programa nuclear iraniano.

Khataza Gondwe, diretor de advocacia da CSW, disse: “A aparente omissão de preocupações urgentes de direitos humanos nessas discussões iniciais com o governo iraniano segue um padrão preocupante da comunidade internacional negligenciando a utilização de oportunidades adequadas para pressionar o regime a cumprir as obrigações internacionais de direitos humanos que concordou em cumprir voluntariamente.

“Instamos o governo dos EUA a garantir que questões urgentes de direitos humanos não sejam mais ignoradas em diálogos subsequentes e a apelar ao governo do Irã para que respeite, proteja e cumpra os direitos e liberdades articulados no PIDCP para todos os cidadãos, incluindo o direito à liberdade de religião ou crença.”

Além de desrespeitar a liberdade religiosa, o Irã também tem sido criticado por uma série de outras violações de direitos humanos. A ONU estendeu o mandato do seu Relator Especial para os direitos humanos no Irã, devido às constantes violações de direitos humanos no país.

No ano passado, um dissidente político foi executado após ser sequestrado de um país vizinho e, de acordo com a CSW, nove prisioneiros políticos curdos também foram executados.

Folha Gospel com texto original de The Christian Today

Pastor sequestrado durante culto é resgatado após intenso tiroteio, na África do Sul

O pastor Josh Sullivan. (Foto: Reprodução/Facebook/Fellowship Baptist Church)
O pastor Josh Sullivan. (Foto: Reprodução/Facebook/Fellowship Baptist Church)

O missionário e pastor norte-americano Josh Sullivan, de 34 anos, foi resgatado pela polícia sul-africana cinco dias após ter sido sequestrado durante um culto em sua igreja, no bairro de Motherwell, em Gqeberha, África do Sul. A operação de resgate, realizada em KwaMagxaki, terminou em confronto armado com os sequestradores e resultou na morte de três suspeitos.

Segundo o Serviço Policial Sul-Africano (SAPS), o pastor foi encontrado dentro de um veículo no local onde ocorria a ação policial. Os suspeitos abriram fogo ao perceberem a aproximação dos agentes, o que desencadeou um tiroteio. Três homens, ainda não identificados, foram mortos. Sullivan foi resgatado sem ferimentos e submetido a avaliação médica, sendo considerado em boas condições de saúde.

O sequestro ocorreu no dia 10 de abril, enquanto Sullivan ministrava a Palavra na Igreja Batista Fellowship, em Motherwell, comunidade que liderava desde 2018. Os criminosos exigiram um resgate, cujo valor não foi divulgado pelas autoridades. A motivação do crime e o envolvimento de outros suspeitos ainda estão sob investigação.

O caso mobilizou atenção internacional e uma ampla corrente de orações iniciada pela Igreja Batista Fellowship em Maryville, no Tennessee (EUA), onde Sullivan iniciou seu ministério. Em postagem nas redes sociais, o pastor Tom Hatley, líder da igreja americana, comemorou o resgate. “Josh foi liberado. Acabei de receber autorização para divulgar. Obrigado pelo apoio e orações. Por favor, continuem orando pelos Sullivans. Louvado seja o Senhor Jesus Cristo”, escreveu.

A secretária da igreja, Heather Shirley, destacou em entrevista ao Christian Post que a congregação aguarda o relato pessoal de Sullivan sobre os dias em cativeiro. “Orávamos para que Deus o protegesse e o trouxesse de volta. E foi exatamente isso que aconteceu”, disse e acrescentou: “Queremos ouvir diretamente dele como tudo aconteceu. Só ele pode expressar o que viveu.”

Dedicação ministerial

Josh Sullivan e sua esposa, Meagan, chegaram à África do Sul pela primeira vez em 2015, para um estágio missionário de seis meses. Três anos depois, retornaram como missionários em tempo integral, com o objetivo de plantar igrejas e evangelizar a população local, especialmente entre o povo xhosa. O casal fundou a Igreja Batista Fellowship em Motherwell e adotou duas crianças sul-africanas durante sua permanência no país.

Além do trabalho pastoral, Sullivan dedicou dois anos ao aprendizado da língua xhosa, a fim de ministrar de forma mais eficaz. “Essa dedicação resultou no surgimento de uma comunidade fiel e acolhedora, que se tornou o lar espiritual e afetivo da família Sullivan”, afirmou a igreja americana em nota oficial.

Fonte: Comunhão

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