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Quase 3 mil pessoas aceitam Jesus em cruzada evangelística no Egito

Cristãos no Egito (Foto: reprodução)
Cristãos no Egito (Foto: reprodução)

O ministério Christ for all Nations (CfaN), sob a liderança do evangelista Daniel Kolenda, realizou uma cruzada evangelística em Cairo, no Egito, onde documentou que 2.962 pessoas aceitaram Jesus.

As atividades do ministério na região ocorreram de 22 a 23 de novembro de 2024. Segundo o Missions Box, eles documentaram 2.962 salvações.

Pela primeira, Daniel pregou o Evangelho próximo a um minarete — torre de uma mesquita — então, a preocupação com muçulmanos locais era iminente.

“Por toda parte havia casas e complexos de apartamentos, habitados por famílias muçulmanas, tão perto que podíamos ver por suas janelas”, disse o evangelista no site do ministério.

No entanto, enquanto o culto continuava, o Espírito Santo atraiu as pessoas. Algumas se sentaram em suas varandas, para ouvir a pregação.

Quando o Daniel fez o apelo, a resposta foi “extraordinária”: “Eu preguei sobre Apocalipse 3:20, que diz: ‘Eis que eu bato na porta e bato’. Enquanto eu falava, eu podia ver o impacto na multidão. Até mesmo homens enxugaram as lágrimas enquanto Jesus tocava corações de diferentes religiões, raças e culturas”.

Nesse momento, o evangelista também orou pelos doentes e muitos testemunharam o poder de Deus.

“Milagres aconteceram. Alguns tinham muito medo de testemunhar publicamente, mas nada poderia impedir Jesus de salvar e curar”, afirmou ele.

“Prometi à multidão que não apenas pregaria o Evangelho e oraria pelos doentes, mas também oraria para que eles recebessem o preenchimento do Espírito Santo. Depois de um momento de adoração, pedi silêncio. As pessoas oraram em silêncio, e então começou — um derramamento do Espírito Santo tão poderoso que me colocou de joelhos”, acrescentou.

‘Começou com um sonho’

A cidade de Cairo, localizada no Egito, tem um significado profético especial para o ministério.

Há anos, quando falecido evangelista e fundador do ministério, Reinhard Bonnke, visitou o Cairo, um guia turístico compartilhou com ele que o Rio Nilo é o único rio na África que flui do sul para o norte.

Então, Reinhard ouviu o Senhor falar com ele que o “rio do Espírito Santo na África fluirá na mesma direção”.

Em 1974, Reinhard teve um sonho profético no qual viu um mapa da África, lavado no sangue de Jesus. Ele ouviu uma voz declarar: “Da Cidade do Cabo ao Cairo, a África será salva”.

Assim, ele deu início a um movimento que continua a transformar vidas até hoje.

“Agora, aqui estamos — 2024 — celebrando 50 anos de Cristo para todas as Nações. Este ano, sentimos um convite divino para seguir as promessas de Deus. Pregar o Evangelho no Cairo foi ousado. O campo estava lotado, mas a atmosfera era diferente de tudo a que estamos acostumados. A multidão era reservada, quieta, respeitosa”, contou Daniel.

“Parte disso é cultural, mas parte disso é a pura novidade deste evento — algo inédito nesta parte do mundo”, acrescentou.

Pregar o Evangelho em uma nação onde mais de 90% da população é muçulmana, não é apenas raro, geralmente é proibido. E mesmo assim,

Embora muitos países do norte da África estejam fechados ao Evangelho, Reinhard sentiu que Deus abriria o caminho para que sua Palavra chegasse até mesmo nos lugares mais resistentes.

“À medida que terminamos 2024, sentimos que estávamos à beira dessa profecia sendo cumprida”, testemunhou Daniel.

Cristo para Todas as Nações

Fundada por Reinhard Bonnke em 1974 e liderada por Daniel Kolenda, Christ for All Nations é conhecida por conduzir campanhas evangelísticas em larga escala, particularmente na África.

Desde 1987, a CfaN testemunhou mais de 93 milhões de decisões documentadas para Cristo.

O ministério é líder global em evangelismo, fornecendo programas de treinamento de primeira linha para criar evangelistas e garantir o trabalho contínuo de evangelismo e discipulado dentro de suas comunidades.

Fonte: Guia-me com informações de CfAN

Cristãos saem às ruas em protesto contra a lei anticonversão, na Índia

Cristãos orando durante culto na Índia
Cristãos orando durante culto na Índia

Em meio ao assédio e prisão de centenas de cristãos, frequentemente com acusações fraudulentas, e sob as leis anticonversão implementadas em diversos estados da Índia, os cristãos de Arunachal Pradesh, no nordeste do país, organizaram um grande protesto no dia 6 de março, pedindo a revogação da Lei de Liberdade Religiosa de Arunachal Pradesh (APFRA).

“Se esta lei não for revogada até o final de março, seremos forçados a organizar um comício para um referendo sobre isso”, disse Mir Stephen Tarh, presidente do Fórum Cristão local, ao Register.

Tarh informou que mais de 200.000 cristãos se reuniram em Borum, próximo à capital do estado, Itanagar, e em outras sedes distritais afastadas, no dia do protesto.

Apesar de o governo ter negado a permissão para a organização cristã realizar a manifestação em frente à Assembleia Estadual, os protestos ocorreram de forma pacífica.

‘Respeite nossa fé’

Milhares de cristãos tribais, de diversas denominações, se reuniram vestindo trajes tradicionais coloridos e segurando cartazes com mensagens como “Proteja Nosso Direito à Liberdade Religiosa”, “Respeite Nossa Fé” e “Unidos Defendemos a Harmonia Religiosa”, marchando de Itanagar até Borum.

“Esta marcha de protesto foi uma demonstração de unidade e solidariedade contra a ameaça percebida à liberdade religiosa e à harmonia no estado”, disse o Bispo Benny Varghese de Itanagar ao Register.

Antes do protesto, algo inédito no estado, o lobby nacionalista hindu, sob a bandeira da Rede dos Povos Indígenas de Arunachal Pradesh, realizou uma manifestação no dia 1º de março, pedindo a implementação de regras mais rigorosas para a aplicação da Lei Anticonversão, que é eufemisticamente chamada de “Lei da Liberdade Religiosa” de 1978.

No entanto, apesar da presença de Mohan Bhagwat, chefe do Rashtriya Swayamsevak Sangh (Corpo Nacional de Voluntários), no comício, Tahr afirmou: “Apenas algumas centenas de pessoas compareceram ao protesto com motivação política”.

Regras legislativas

A revitalização da Lei Anticonversão, aprovada pela Assembleia Legislativa estadual, foi exigida pelo Tribunal Superior de Guwahati, que ordenou ao governo estadual, em setembro, que “elaborasse regras” dentro de seis meses para implementar a lei promulgada em 1978, em resposta a uma petição apresentada por um ativista dos direitos indígenas.

Na Índia, uma lei só pode ser implementada após a formulação e notificação das regras para sua aplicação. No entanto, como esse processo não foi seguido em Arunachal Pradesh, a Lei Anticonversão nunca foi aplicada ao longo de 46 anos.

O acontecimento ganhou destaque na mídia no final do ano passado, quando o primeiro-ministro do estado, Pema Khandu, à frente do governo nacionalista hindu do BJP (Partido Bharatiya Janata), afirmou que seu governo tomaria todas as medidas necessárias para cumprir a ordem do tribunal superior.

Consternada com o anúncio do primeiro-ministro, que havia prometido aos cristãos que a medida seria revogada, o Fórum Cristão se reuniu em meados de janeiro. Durante a reunião, seus delegados decidiram fazer lobby político e protestar contra a medida, iniciando com protestos em nível distrital, seguidos pelo protesto estadual em 6 de março.

“O Fórum Cristão de Arunachal, em colaboração com todas as igrejas irmãs de Arunachal, uniu-se em milhares no protesto, motivado pela preocupação de que a Lei de Liberdade Religiosa, que visa regular as conversões, possa ser mal interpretada e usada para atacar as comunidades minoritárias e restringir seu direito à liberdade religiosa”, disse o Bispo Varghese.

“Líderes de várias comunidades religiosas que se dirigiram ao público enfatizaram a importância da liberdade religiosa e da harmonia em Arunachal Pradesh. Eles convocaram o governo a respeitar os direitos de todos os cidadãos e a promover o entendimento mútuo e o respeito entre pessoas de diferentes crenças”, reiterou o bispo.

O Cristianismo encontra um caminho

Embora missionários cristãos tenham sido proibidos em Arunachal até a década de 1970, mais de 40% da população de 1,7 milhão do estado são cristãos, conforme o censo de 2011, que registrou mais de 30% da população professando a fé cristã.

Estudos indicam que os cristãos são o maior grupo religioso em Arunachal Pradesh, uma região montanhosa e escassamente povoada situada no extremo leste da Índia, aos pés dos Himalaias cobertos de neve, na fronteira com o Butão, China e Mianmar.

O nome “Arunachal Pradesh” significa “Terra do Sol Nascente”. Os povos indígenas étnicos ocupam o segundo lugar, seguidos pelos budistas e outros grupos religiosos.

“O objetivo da revogação da [lei] anticonversão é apenas assediar os cristãos”, disse Likh Tabb, católico e presidente do ACF do distrito de Kei Panyo, ao Register.

“Não é para preservar as culturas indígenas, mas para promover a religião hindu em Arunachal Pradesh em nome de dony polo (‘fé indígena’)”, disse Tabb.

“Rejeitamos totalmente esta lei draconiana, pois ela será usada contra nós. Nos 11 estados onde essa lei é implementada, houve alguma prisão que não tenha sido de cristãos ou muçulmanos sob essa lei? Então, mesmo em Arunachal Pradesh, a intenção deles é muito clara”, afirmou Tabb.

‘Jesus é o Deus vivo’

Milhares de pessoas, incluindo funcionários do governo, compareceram ao comício; alguns viajaram mais de três horas, afirmou Tabb.

Nathom Lowang, uma mulher católica que trabalha como professora na histórica paróquia de Borduria, na diocese oriental de Miao, também refutou a alegação de “reviver a lei anticonversão”.

“Estamos convencidos de que nossa cultura ou nossa densidade indígena não podem ser destruídas com a aceitação de qualquer religião. A fé é pessoal, e tanto a cultura quanto a fé podem andar lado a lado”, afirmou Lowang.

“Para preservar a cultura indígena, não há necessidade de reviver a lei anticonversão. Não somos pessoas tolas. Sabemos que Jesus Cristo é o Deus vivo. Podemos orar e adorá-lo sem perder nossa cultura.”

Fonte: Guia-me com informações de Register

Depois do culto “Vem Novinha”, igreja Casa gera polêmica com “balada sunset”

Balada Sunset na Igreja Casa, em Goiás. (Foto: Reprodução/@casa.oficial)
Balada Sunset na Igreja Casa, em Goiás. (Foto: Reprodução/@casa.oficial)

Mais uma vez, a Igreja Casa de Goiânia–GO, se tornou alvo de críticas nas redes sociais. Depois do culto “Vem Novinha”, a denominação inovou com um culto-balada.

Sempre com o argumento de atrair a juventude, a primeira “balada sunset” idealizada pela igreja evangélica aconteceu há cerca de duas semanas, mas continua repercutindo na web.

Os fiéis foram ao evento com roupas típicas de festa e se divertiram em um cenário que causou polêmica. O evento, que englobou luzes de neon, música eletrônica e bebidas sem álcool, gerou controvérsias entre os usuários da internet.

A igreja fez publicação oficial nas redes sociais: “Nossa primeira SUNSET foi simplesmente inesquecível! Muita comida boa, comunhão, drinks sem álcool e um ambiente surreal! Cada detalhe fez desse dia algo único, e quem esteve aqui sabe: foi só o começo! Se essa foi a primeira, imagina as próximas?”.

Os usuários não perdoaram e criticaram veementemente a inovação que transformou a celebração religiosa em uma balada.

“Isso é uma boate, passa muito longe de um lugar para louvar e adorar a Deus”, escreveu um internauta.

“Achei que trocando a direção ia mudar”, escreveu outro. “Daí pro inferno é 5 reais de Uber”, desabafou outro usuário.

No YouTube, um outro vídeo mostra dois fiéis em cima do palco da mesma igreja fazendo coreografias de músicas de funk e virais do TikTok, o que também gerou reação nos comentários.

“Muitos acham que é fácil chegar ao reino de Deus”, escreveu uma internauta nos comentários.

Histórico de polêmicas

A Igreja Casa, que tem sede em Goiânia (GO), não é estranha a formatos inovadores em seus cultos. Antes da “balada gospel”, a instituição já havia promovido eventos como o “Vem Novinha”, outro encontro de forte apelo jovem.

A igreja é atualmente liderada por Giovanna Lovaglio, esposa de Davi Passamani, pastor que foi preso em abril do ano passado sob suspeita de crimes sexuais.

Segundo a investigação, ele usava versículos bíblicos para abordar mulheres emocionalmente vulneráveis. Passamani já havia renunciado ao cargo em dezembro de 2023, após ser acusado de importunação sexual por uma fiel. Na ocasião, ele passou a liderança para a esposa.

Procurada pelo Metrópoles, a Igreja Casa afirmou que não vai se manifestar sobre o evento Sunset, que gerou repercussão nas redes. Sobre o ex-líder Davi Passamani, a instituição declarou que “qualquer tentativa de vinculá-lo à igreja no presente momento é tida como desinformação, sensacionalismo e propagação de fake news”.

Fonte: Fuxico Gospel e Metrópoles

Ministério Público decide não interferir nos intervalos bíblicos nas escolas de PE

Intervalo bíblico realizado em escola estadual de Pernambuco (Foto: Reprodução/Instagram)
Intervalo bíblico realizado em escola estadual de Pernambuco (Foto: Reprodução/Instagram)

O Ministério Público de Pernambuco decidiu que não proibirá os intervalos bíblicos nas escolas do estado.

A decisão foi anunciada pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) em uma postagem no Instagram.

Na última quarta-feira (12), a vice-diretora do IBDR, a advogada Bárbara Alice Barbosa, participou de uma audiência promovida pelo MP para discutir a realização dos encontros pelos alunos da rede pública.

“O promotor, Dr. Salomão, afirmou que o Ministério Público chegou à conclusão de que não normatizará nem interferirá nessas reuniões”, informou Bárbara.

“A Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco conversou com o Ministério Público, e eles sinalizaram que não deve haver normatização dos intervalos bíblicos. Enquanto os alunos sigam o equilíbrio e a razoabilidade na realização desses intervalos, eles podem continuar acontecendo”, acrescentou.

A advogada explicou que, de agora em diante, qualquer conflito que surgir a respeito dos encontros cristãos deverão ser resolvidos com a própria direção e coordenação das escolas.

“O IBDR contribuiu trazendo fundamentos sobre laicidade colaborativa, Direito Religioso e a dimensão externa da fé, garantindo que esse direito seja respeitado”, afirmou a vice-diretora.

“Continuamos reafirmando o nosso compromisso com a liberdade religiosa dos alunos e celebramos essa vitória”, concluiu.

A ANAJURE (Associação Nacional de Juristas Evangélicos), que também participou da audiência, comemorou a decisão do MP.

“Vitória da liberdade religiosa, vitória dos estudantes das escolas públicas. Reconheceram que a liberdade religiosa é um direito consagrado dos alunos. A Anajure segue atenta e reforça o compromisso e a disponibilidade com os alunos das escolas públicas para quaisquer problemas que possam ocorrer. Podemos dar glória a Deus pela vitória que tivemos”, declarou a advogada Gabriela Moura, coordenadora da associação em Pernambuco.

Intervalos bíblicos denunciados

Os encontros, realizados voluntariamente pelos alunos para orar e estudar a Bíblia, se tornaram alvo de investigação do Ministério Público (MP), após denúncias do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Pernambuco (Sintepe), em outubro de 2024.

Na época, o Sindicato argumentou que o espaço público das escolas não devem ser usados para eventos religiosos, a fim de garantir a laicidade nas instituições de ensino. O Sintepe ainda criticou os intervalos bíblicos por não ter a participação de outras religiões e serem feitos sem a supervisão da escola.

Já a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco declarou que não orienta encontros cristãos no ambiente escolar, e quando o órgão é informado que “intervalos bíblicos” estão acontecendo em determinada escola, eles são proibidos de continuarem.

Fonte: Guia-me

Pastores enfrentam ansiedade e medo na Nicarágua

Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)

Desde os protestos contra o regime de Daniel Ortega em 2018, muitos cristãos tornaram-se alvos da perseguição por parte do governo na Nicarágua. Os seguidores de Jesus passaram a enfrentar ataques como prisão, encerramento de ONGs, desapropriação de bens, monitoramento, deportação ou exílio.

Adriana (pseudônimo) e seu marido lideram uma igreja na capital Manágua e criaram seus filhos para testemunharem o amor de Deus e trabalharem na implantação de seu reino na terra. Impelidos pelo senso de justiça, seus filhos universitários participaram do primeiro protesto contra as reformas previdenciárias, aumento de custo de vida, censura, repressão e corrupção.

Um dos jovens estava em uma atividade religiosa na Catedral Metropolitana de Manágua e foi atacado pela polícia, juntamente com outros participantes. Todos se refugiaram na igreja por cinco dias. Outro filho participou de uma manifestação e precisou ficar escondido em outra casa por dois dias após um ataque policial.

As consequências da pressão

Nesse período, o estresse e a ansiedade enfrentados por Adriana desencadearam um problema cardíaco, mas ela continuou liderando a igreja com seu marido. A perseguição à família cristã piorou quando seu esposo se recusou a participar das eleições.

O pastor queria protestar contra a falta de transparência e justiça no processo eleitoral mas, consequentemente, a igreja perdeu o registro de funcionamento. Além disso, toda a família passou a ser monitorada por policiais e agentes do governo e teve dificuldades para acessar documentos necessários para a educação dos filhos.

Confiança na incerteza

A situação de Adriana e seu esposo é comum a diversos líderes cristãos na Nicarágua. “Muitos pastores estão sofrendo; alguns não conseguem dormir, cheios de ansiedade e medo. Eles não sabem se amanhã serão eles que perderão o que têm: igrejas, terras ou até mesmo contas bancárias”, afirma a cristã.

Apesar das perdas, Adriana sabe que a perseguição faz parte da vida cristã genuína. “Nossa esperança é permanecermos firmes até o fim, não nos curvarmos ou nos ajoelharmos diante de qualquer sistema governamental que vá contra as leis e os princípios do Reino de Deus”, conclui.

Fortaleça líderes cristãos na América Latina

Para resistir a pressão e violência, líderes de igrejas na América Latina precisam estar aptos a responder à perseguição biblicamente. Faça uma doação e permita que pastores e líderes cristãos na América Latina recebam treinamento.

Fonte: Portas Abertas

Arqueólogos descobrem evidências do dilúvio bíblico no Monte Ararate

A formação Durupinar no Monte Ararate. (Foto: Reprodução/YouTube/Discovered Media).
A formação Durupinar no Monte Ararate. (Foto: Reprodução/YouTube/Discovered Media).

Novas descobertas no Monte Ararate que apontam para o dilúvio descrito na Bíblia geraram empolgação na comunidade arqueológica.

As descobertas foram divulgadas durante o 7º Simpósio Internacional sobre o Monte Ararate e a Arca de Noé, na Turquia, e reacenderam a discussão sobre as evidências do evento climático.

Desde 2021, a “Equipe de Pesquisa do Monte Ararate e da Arca de Noé”, formada por pesquisadores da Universidade Técnica de Istambul, da Universidade Agri Ibrahim Cecen e da Universidade Andrews, tem estudado a formação Durupinar – uma estrutura geológica localizada no cume do Monte Ararate, próximo à fronteira da Turquia e do Irã.

Formação Durupinar

Há muito tempo, a formação tem atraído pesquisadores e exploradores devido sua semelhança com a estrutura de navios antigos, que se assemelha a Arca de Noé descrita na Bíblia.

Conforme as Escrituras, a Arca tinha “um comprimento de trezentos côvados, sua largura de cinquenta côvados e sua altura de trinta côvados”. As medidas da formação Durupinar – de cerca de 150 metros de comprimento – correspondem com o relato bíblico.

Durante uma fase da pesquisa, a equipe coletou quase 30 amostras de rocha e solo do local. Após serem analisadas na Universidade Técnica de Istambul, foi descoberto fósseis de frutos do mar, incluindo moluscos, vestígios de materiais semelhantes a argila e depósitos marinhos nas amostras.

Os materiais foram datados entre 3500 e 5000 anos a.C, do período Calcolítico, a mesma era do dilúvio bíblico.

“De acordo com os resultados iniciais, se acredita que houve atividades humanas nesta região desde o período Calcolítico”, explicou o Dr. Faruk Kaya, vice-reitor da Universidade Agri Ibrahim Cecen e pesquisador principal da equipe.

“Um resultado essencial do simpósio é a decisão de realizar mais pesquisas em Cudi e Ararate, conhecida como região da Mesopotâmia”, acrescentou.

Monte já esteve submerso na água

A descoberta de substâncias marinhas e fósseis no Monte Ararate mostra que a área já esteve submersa na água. Os achados reforçam as teorias de que uma inundação catastrófica atingiu a área, confirmando a narrativa bíblica de uma inundação global.

“Nossos estudos mostram que essa região abrigou vida naquele período e que, em algum momento, foi coberta por água, o que reforça a possibilidade de que tenha ocorrido um evento catastrófico de grande magnitude”, afirmaram os pesquisadores.

O Monte Ararate é o pico mais alto da Turquia, com 5.137 metros. Ele foi citado como o lugar em que a Arca de Noé parou em terra firme após o fim do dilúvio, no capítulo 8 de Gênesis:

“E a arca descansou no sétimo mês, no décimo sétimo dia do mês, sobre os montes de Ararate”.

Os pesquisadores concluíram: “As evidências sugerem que a história pode ter uma base na realidade”.

O Ararate, uma montanha de um vulcão inativo com um cume coberto de neve, é um local que gerou especulação e peregrinação durante séculos.

A formação Durupinar, descoberta por um fazendeiro curdo em 1948, foi trazida ao conhecimento público internacional em 1951, pelo capitão do exército turco Ilhan Durupinar, durante uma missão de mapeamento da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Fonte: Guia-me como informações de Jerusalém Post

Justiça condena Igreja Universal por vasectomia forçada em pastor

Martelo da Justiça (Foto: Canva Pro)
Martelo da Justiça (Foto: Canva Pro)

A Justiça condenou a Igreja Universal do Reino de Deus, no Ceará, a indenizar em R$ 100 mil um pastor de sua denominação que alegou ter sido forçado a fazer vasectomia para poder atuar no ministério pastoral. Segundo testemunhas ouvidas no processo, pelo menos 30 pastores já foram submetidos à cirurgia, realizada em uma clínica clandestina. A sentença da 11ª Vara do Trabalho de Fortaleza foi confirmada pela Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE).

“A exigência da submissão ao procedimento de vasectomia, conforme evidenciado pelos depoimentos, viola de forma flagrante diversos dispositivos normativos. Ademais, tal conduta viola os princípios fundamentais da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho”, afirmou a juíza do trabalho Christianne Fernandes Diógenes Ribeiro.

De acordo com a magistrada, essa prática representa um flagrante abuso do poder diretivo do empregador, ultrapassando todos os limites razoáveis, além de violar de forma grave os direitos da personalidade dos trabalhadores, sendo considerada uma lesão de natureza gravíssima.

“Diante da gravidade dos fatos comprovados, da extensão do dano, que afeta de forma permanente e irreversível a vida dos trabalhadores, do caráter reiterado e institucional da prática, bem como da capacidade econômica da reclamada, entendo que se configura uma lesão de natureza gravíssima. Pelo exposto, condeno a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil, em razão da submissão forçada do trabalhador a procedimento de vasectomia”, sentenciou.

Segundo o relator do processo na Terceira Turma do TRT-CE, desembargador Carlos Alberto Rebonatto, a indenização visa não apenas compensar o sofrimento do trabalhador, mas também desencorajar a Igreja a persistir em tais práticas abusivas, visto que ficou devidamente comprovado o dano moral sofrido pelo pastor.

“Não merece reparo a sentença que condenou a reclamada ao pagamento da indenização, a qual observou os princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da extensão do dano”, afirma.

Por meio de nota, a Igreja Universal negou ter imposto ou sugerido tal procedimento ao pastor. Argumentou que a decisão de realizar a vasectomia “é de foro íntimo e pessoal, não tendo qualquer relação com as atividades desempenhadas na Igreja”. Sustentou que as alegações do trabalhador são infundadas e visam apenas ao enriquecimento em causa própria.

Entenda o caso

O pastor que moveu a ação trabalhista contra a Igreja Universal alegou que foi levado a uma clínica clandestina para fazer a vasectomia e que isso foi colocado como requisito pela Igreja para que ele exercesse o cargo de pastor.

No processo, ele afirmou que não houve esclarecimento técnico sobre os riscos da cirurgia nem assinatura de termo de consentimento para a realização da vasectomia, e que todos os preparativos para o procedimento, incluindo o custeio, foram de responsabilidade da Igreja.

Testemunhas ouvidas pela magistrada de primeiro grau confirmaram as alegações do pastor. A primeira afirmou que foi “intimidada” a fazer a vasectomia com apenas 20 dias de casada. Relatou que o procedimento não foi realizado em clínica ou hospital, mas em uma “sucursal da empresa”.

Afirmou também que mais de 30 pastores foram submetidos à cirurgia. A segunda testemunha declarou que o procedimento é imposto a todos como condição para crescer profissionalmente.

Fonte: Comunhão com informações da Assessoria do TRT da 7ª Região

Bíblias em áudio distribuídas para quilombolas que nunca ouviram o Evangelho

A JOCUM deu Bíblias em áudio a uma comunidade quilombola em Minas Gerais. (Foto: JOCUM).
A JOCUM deu Bíblias em áudio a uma comunidade quilombola em Minas Gerais. (Foto: JOCUM).

Um grupo de quilombolas ouviu o Evangelho pela primeira vez após receberem Bíblias em áudio da JOCUM (Jovens com uma Missão), em Minas Gerais, no final de fevereiro.

Missionários do ministério “Jocum no Quilombo” distribuíram diversos “Proclaimers” – um dispositivo com as Escrituras narradas – em uma comunidade quilombola, onde muitos nunca tiveram acesso à Bíblia.

“Foi emocionante ver a alegria das pessoas ao poderem agora, pela primeira vez, ter a sua própria Bíblia em áudio!”, contou a missão, em postagem no Instagram.

Segundo o movimento Missões Nacionais da CBB (Convenção Batista Brasileira), os quilombolas são considerados povos não-alcançados no Brasil.

Grande parte das comunidades não têm contato com missionários e o acesso ao Evangelho é limitado, principalmente os quilombos mais isolados.

Além disso, a taxa de analfabetismo é alta entre os quilombolas, dificultando o acesso à Bíblia.

“Um dos grandes obstáculos para que o Evangelho chegue a eles é a educação: 32,6% da população quilombola com 15 anos ou mais é analfabeta, o que dificulta o acesso à Bíblia e ao discipulado”, explicou a JOCUM.

“Sem saber ler, muitos nunca tiveram acesso à Bíblia. Mas quando a Palavra de Deus chega em áudio, mesmo aqueles que não podem ler podem ouvir e serem transformados”, acrescentou.

De acordo com o Censo Demográfico de 2022 do IBGE, existem 7.666 comunidades quilombolas no Brasil.

Conforme a missão WEC Brasil, além dos quilombolas, os povos menos evangelizados do Brasil também incluem ribeirinhos, indígenas, ciganos, sertanejos, imigrantes, surdos, e até os mais ricos e os mais pobres da sociedade. Há 49 grupos não alcançados no país, segundo o Joshua Project.

A “Jocum no Quilombo” é uma frente missionária da base JOCUM Pitangui (MG), que tem servido comunidades quilombolas em vulnerabilidade social.

A frente foi fundada em 2021, pelos missionários Ivo e Rita da Silva, para ajudar famílias isoladas sem acesso a recursos básicos, durante a pandemia.

Desde lá, a missão já realizou mais de dez projetos de ação social, como melhorias habitacionais, evangelização e discipulado.

Fonte: Guia-me com informações de JOCUM

Pastor e missionário são assassinados por bandidos no Rio de Janeiro

O missionário Saulo Farias e o pastor Luiz Kamp. (Foto: Reprodução/Instagram).
O missionário Saulo Farias e o pastor Luiz Kamp. (Foto: Reprodução/Instagram).

Um pastor e um missionário foram assassinados por criminosos fortemente armados, enquanto voltavam de um evento de liderança, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na segunda-feira (10).

O pastor Luiz Carlos de Figueiredo Kamp, de 63 anos, voltava de carro de um curso de formação de pastores em Duque de Caxias, junto com o missionário Saulo Farias, de 33 anos, e o diácono William Melo do Nascimento, que estava no banco de trás do veículo.

Segundo testemunhas, eles foram surpreendidos por bandidos com fuzis e pistolas na BR-101, no bairro Boa Vista.

Luiz chegou a se identificar, dizendo que era da igreja. Mesmo assim, os criminosos dispararam diversas vezes.

O pastor e o missionário Saulo morreram, ambos eram da Igreja Nova Vida em Nova Cidade. William levou três tiros nas costas, mas sobreviveu. O diácono passou por cirurgia e está internado no Hospital estadual Azevedo Lima, em Niterói.

“Ele [Luiz] deveria ter entrado no Shopping São Gonçalo, no Porto da Pedra. Ele foi levar eles em casa. Passou direto e foi abordado no bairro Boa Vista, onde tem muito arrastão. Mas a população do local disse que não entendeu o que aconteceu ali. Eles roubam os pertences, mas não houve isso”, relatou o bispo Robson Pereira, líder da Igreja Nova Vida, em entrevista ao G1.

William contou à polícia que os criminosos queriam o carro onde eles estavam, um Fiat Toro.

A Polícia está investigando se o pastor e o missionário foram vítimas de uma tentativa de assalto, apesar dos bandidos não terem levado nada. O Disque Denúncia está pedindo informações sobre os envolvidos no crime.

Despedida e comoção

O enterro das vítimas aconteceu na tarde de terça-feira (11), no Cemitério Parque da Paz. A despedida foi marcada por comoção e depoimentos de pessoas que tiveram a vida abençoada por Luiz e Saulo.

“Meu filho estava vivendo o melhor momento da vida dele, ele morreu fazendo o que mais amava. Pregava, respirava a Palavra, meu filho era um príncipe”, declarou a mãe de Saulo, Denise Coelho, ao G1.

Sobre o pastor, Thais Abreu, membro da igreja, disse: “Ele é amado, querido, ele não olha cor, raça, posição, nos acompanhou desde pequena, um homem exemplo. Muito triste, não merecia”.

“Ele era muito bom, só mensagem positiva, era um pastor, uma presença muito carismática”, comentou Eliana Jacob, também frequentadora da igreja.

Em comunicado no Instagram, a Igreja Nova Vida de Nova Cidade lamentou a morte dos líderes. “Eles agora estão nos braços do pai”, afirmou.

Fonte: Guia-me com informações de G1

Terroristas atacam cristãos e queimam pessoas vivas no Congo

Bandeira do Congo fixada em um mapa (Foto: Folha Gospel via Canva)
Bandeira do Congo fixada em um mapa (Foto: Folha Gospel via Canva)

No último sábado (8), a vila de Ngite, no leste da República Democrática do Congo (RDC), foi atacada por terroristas das Forças Democráticas Aliadas (ADF), resultando na morte de quatro pessoas. De acordo com o International Christian Concern (ICC), entre as vítimas estava uma mulher que foi queimada viva dentro de sua casa. Além disso, três residências foram incendiadas, animais foram levados e várias pessoas foram sequestradas.

Jean, uma testemunha do ataque, relatou que os agressores chegaram por volta das 2h da manhã e começaram a assassinar moradores com facões. Ele afirmou que os gritos das vítimas ecoaram até as 5h da manhã. Outro sobrevivente, Osée Kambale, contou que os terroristas cercaram as propriedades antes de matar as vítimas. Ele passou a noite em uma casa queimada e lembrou que a vila já havia sido atacada diversas vezes. Em fevereiro de 2024, um ataque semelhante deixou muitas crianças órfãs.

A violência contínua na região tem provocado medo e luto entre os moradores. Katembo Kisaki Louis, presidente do grupo da sociedade civil Batangi-Mbau, visitou o local do massacre e descreveu a destruição como devastadora. Ele destacou que os ataques recorrentes aumentam a vulnerabilidade da população, já assustada com a falta de segurança.

O bispo anglicano da Diocese de Beni condenou o ataque e fez um apelo pelo fim da violência. Ele lamentou que a cidade de Beni esteja se tornando “um oceano de lágrimas”, com pessoas inocentes sendo mortas diariamente. O líder religioso pediu que os membros da ADF abandonem a violência e se voltem para Deus, enfatizando o cansaço da população diante dessa brutalidade sem fim e a urgência por paz.

Em fevereiro deste ano, após o encontro de 70 cristãos decapitados dentro de uma igreja protestante na RDC, a missão Portas Abertas condenou o massacre e instou as autoridades a protegerem a comunidade cristã no país. John Samuel, especialista jurídico da missão na África Subsaariana, ressaltou que a impunidade prevalece na região, permitindo que grupos como a ADF continuem cometendo atrocidades sem serem responsabilizados. Ele classificou o massacre como um claro indicador das graves violações de direitos humanos contra civis e comunidades vulneráveis, especialmente cristãos.

A região nordeste do Congo tem sido palco de conflitos constantes entre os grupos terroristas ADF e M23 e as forças do governo. Desde 2014, a ADF intensificou os ataques na área, e somente no último mês, mais de 200 pessoas foram assassinadas em Baswagha.

A violência já forçou o deslocamento de 10.000 pessoas somente em 2024, deixando muitas vilas cristãs completamente desertas. Segundo a missão Portas Abertas, 355 cristãos foram mortos por sua fé este ano. Diante dessa realidade, John Samuel pediu à comunidade cristã internacional que continue em oração pelos cristãos e comunidades vulneráveis do leste da RDC.

A República Democrática do Congo ocupa a 35ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas.

Folha Gospel com informações de Guia-me e ICC

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