Justin Welby, arcebispo de Canterbury renuncia após escândalo de encobrimento de abuso infantil (Foto: Igreja da Inglaterra)
A principal bispa da Igreja da Inglaterra para proteção, Joanne Grenfell, disse que a Igreja da Inglaterra deve fazer “mudanças radicais” após a renúncia do Arcebispo de Canterbury.
O arcebispo Justin Welby finalmente anunciou sua renúncia após dias de crescente pressão após a publicação do Relatório Makin, que disse que ele não havia denunciado o abuso sádico do falecido advogado John Smyth à polícia, apesar de saber sobre isso desde 2013. A Igreja da Inglaterra, de forma mais ampla, foi acusada de “acobertamento”.
Ao anunciar sua renúncia, Welby disse que “deve assumir a responsabilidade pessoal e institucional” pelas falhas e que “afastar-se é do melhor interesse da Igreja da Inglaterra”.
Comentando sobre sua renúncia, a Bispa Grenfell disse que, à luz das falhas, era “necessário que outros assumissem o bastão” da proteção na Igreja da Inglaterra.
Ela acrescentou que a proteção era responsabilidade de todos na Igreja da Inglaterra e que a renúncia de Welby “não absolve” a Igreja de fazer as mudanças necessárias.
“Com tristeza, respeito e entendo totalmente a decisão do Arcebispo Justin de renunciar hoje. Embora o Arcebispo Justin tenha ajudado a Igreja da Inglaterra a alcançar muito em relação à salvaguarda durante seu mandato, por causa das falhas identificadas no Relatório Makin, agora é necessário que outros assumam o bastão”, disse ela.
“É claro que a responsabilidade pela boa salvaguarda na Igreja da Inglaterra cabe a cada um de nós. A renúncia do Arcebispo Justin não muda isso, e sua decisão de hoje não absolve nenhum de nós de promover mudanças radicais na cultura e na liderança que são essenciais em todas as partes da Igreja.”
Folha Gospel com texto original de The Christian Today
Cruzes sendo retiradas das igrejas em Mianmar (Foto: International Christian Concern)
A Junta Militar de Mianmar continua reprimindo o cristianismo no país, em meio à guerra civil entre o exército e as milícias rebeldes.
Desde quando tomaram o poder em Mianmar, em fevereiro de 2021, os militares têm governado sob um regime budista-nacionalista, prendendo pastores, destruindo igrejas e vigiando cristãos.
Recentemente, a Junta impôs novas restrições às igrejas em Sittwe, capital do estado de Rakhine.
A polícia proibiu os templos de exibirem cruzes. Além disso, as igrejas devem pedir autorização prévia das delegacias de polícia locais para realizarem cultos e enviar uma lista dos participantes.
“No mês passado, instalamos uma cruz, um símbolo de nossa fé, para identificar a igreja cristã aqui, mas a polícia veio e exigiu que ela fosse removida”, relatou um cristão, que não teve o nome revelado, em entrevista ao International Christian Concern.
“Nós oramos antes de colocá-la, então nos recusamos a retirá-la nós mesmos e, em vez disso, pedimos que a removessem”, acrescentou ele.
Mesmo possuindo uma licença das autoridades para funcionar, a partir de agora, a igreja do cristão terá que enviar às autoridades um relatório com os horários das reuniões e os nomes dos membros.
Em áreas controladas pela Junta Militar, a preocupação com a liberdade religiosa aumentou entre os cristãos.
Liberdade religiosa afetada
“Em junho, o Exército Arakan deteve cinco pastores cristãos locais em Kyauktaw”, denunciou um morador de Sittwe.
“As comunidades cristãs locais estão cada vez mais preocupadas com sua capacidade de adorar livremente”, lamentou.
Mianmar ficou em 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas de 2024 dos lugares mais difíceis para ser cristão. Conforme a missão, o país lidera o ranking com o maior número de igrejas fechadas.
Em janeiro deste ano, uma igreja foi bombardeada após um ataque aéreo em Mianmar. Conforme a Portas Abertas, o ataque ocorreu no vilarejo Kanan, nos limites da cidade de Sagaing.
Ao menos 17 pessoas foram mortas, incluindo nove crianças. De acordo com o Mission Network News, 11 das 17 vítimas eram cristãs.
Justin Welby, arcebispo de Canterbury renuncia após escândalo de encobrimento de abuso infantil (Foto: Lambeth Palace/Jaqui J Sze)
O Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, anunciou sua renúncia em meio a uma forte reação diante de um escândalo de abuso infantil encoberto na Igreja da Inglaterra. Em uma declaração publicada no site oficial da Igreja, Welby afirmou que, após a publicação do relatório independente Makin Review, que revelou detalhes de abusos cometidos pelo falecido John Smyth, decidiu que deveria assumir a responsabilidade pessoal e institucional pelos eventos ocorridos entre 2013 e 2024.
Welby explicou que, ao ser informado sobre o caso em 2013, acreditou erroneamente que a polícia estava tomando as devidas providências. No entanto, o relatório mostrou uma falha grave da Igreja em proteger as vítimas e agir de forma eficaz contra Smyth, acusado de abusar de mais de 100 meninos e jovens adultos em acampamentos cristãos nas décadas de 1970 e 1980.
“Os últimos dias renovaram meu profundo sentimento de vergonha pelas falhas históricas da Igreja Anglicana em questões de salvaguarda”, disse Welby. Ele também pediu desculpas às vítimas e afirmou que sua saída visa demonstrar o comprometimento da Igreja em criar um ambiente mais seguro e responsável. A decisão de renunciar foi tomada com a permissão do Rei Charles III, e ele afirmou orar para que esse passo ajude a Igreja a se reconectar com o amor de Jesus Cristo.
A pressão pela saída de Welby aumentou após a divulgação do Makin Review e contou com apoio de figuras influentes dentro da Igreja, como a Bispa de Newcastle, Helen-Ann Hartley, e outros líderes. Além disso, uma petição online, que alcançou mais de 14 mil assinaturas, pediu sua renúncia, argumentando que a continuidade de Welby no cargo era insustentável, dadas as falhas na gestão dos casos de abuso.
Welby informou que continuará a apoiar as vítimas enquanto delega outras responsabilidades de salvaguarda até que a Igreja conclua o processo de avaliação de risco necessário. A data exata de sua saída ainda será definida.
O vício nas bets já atinge o meio cristão, uma realidade que têm preocupado lideranças que lidam diretamente com esses casos. O pastor da igreja Soul Livre, em São Paulo, Filipe Scarcella, contou que recentemente deu apoio pastoral a um casal que estava sofrendo por conta da dependência nas apostas esportivas.
Ele contou que esse fenômeno não envolve apenas aqueles que tiveram consequências danosas à vida financeira e familiar, mas também a crentes que jogaram pelo menos uma vez e ainda os cristãos que trabalham como influencers e têm parte da sua renda decorrente da divulgação dessas empresas de apostas esportivas.
“Alguns membros, quando chegaram na igreja, trabalhavam fazendo propaganda para bets. Na nossa igreja há bastante gente que vive de internet, como influenciador e cantor. E, graças a Deus, por meio de um trabalho pastoral, de conversa, de trabalhar a consciência de cada um, eles foram deixando de fazer essa divulgação”, destacou Scarcella.
Inclusive, o pastor batista disse que ele recebe, de forma recorrente, convites de empresas de apostas esportivas em sua rede social, oferecendo comissão em troca de sua divulgação para seus seguidores. Scarcella acredita que isso ocorre em função da credibilidade que ele possui no meio digital por ser pastor.
O reverendo defende que a liderança, ao tratar sobre esse assunto no seio da igreja, precisa ter sabedoria e discernimento. Embora seja importante falar sobre o assunto de uma maneira geral no púlpito, os casos precisam ser tratados pontualmente no gabinete pastoral, com muito acolhimento e amor.
Scarcella explicou que, por saber que o fenômeno das bets já era parte da realidade de muitos irmãos na igreja, ele tratou sobre o assunto de forma genérica no púlpito e deu uma atenção mais individualizada a cada caso no gabinete. Ele acredita que, caso tivesse abordado o tema de maneira muito direta durante as pregações, os membros envolvidos com as bets poderiam ter se sentido atacados.
“Por isso eu tratei disso no gabinete pastoral, com mais discrição para resolver o problema de quem está viciado e também buscar, a partir da ética do Evangelho, um reposicionamento para as pessoas que viviam disso. Estas, inclusive, também são vítimas de um processo de exploração, porque alguém que vive de internet – e nem sempre a internet traz ganhos recorrentes – uma proposta de algumas centenas de reais para apenas colocar um link no seu perfil parece bastante sedutora”, salientou o pastor batista.
Vício muito mais agressivo
Jefferson Couto é ministro na Igreja Batista Parque Araruama, no Rio de Janeiro, e já trabalha há seis anos como líder de um grupo de apoio do Celebrando a Recuperação (CR), um programa cristão nacional que auxilia pessoas no tratamento de suas compulsões, dependências e mudanças de hábitos.
Couto disse que, há cerca de dois meses, a compulsão nas apostas esportivas apareceu em uma das reuniões, trazida por um membro do grupo, que estava ali para tratar de outras compulsões e acabou, voluntariamente, falando também sobre o vício em bets. Para Jefferson Couto, esse tipo de vício acaba sendo muito mais agressivo do que o vício em jogos de loteria, por exemplo, até pela facilidade que o indivíduo tem de jogar.
“Esse tipo de jogo on-line acaba sendo muito mais agressivo no sentido de aumentar a compulsividade, pois existe uma facilidade no acesso às apostas esportivas e tudo ocorre em sigilo, a pessoa não se expõe”, ressaltou Couto.
O líder do CR acredita que, exatamente por acontecerem em sigilo, existem mais casos de pessoas viciadas em bets no meio da comunidade evangélico do que se imagina. “Este é um tema muito interessante a ser mais abordado nas igrejas para que haja um esclarecimento, pois muitos acham que a bet é algo inofensivo”.
Cristãos sofrem perseguição por causa da fé em Jesus
Um grupo que apoia cristãos perseguidos está chamando a Igreja do Ocidente para acordar para a realidade dos irmãos que enfrentam perseguição ao redor do mundo.
A Global Christian Relief (GCR) leva ajuda em cinco regiões do planeta, incluindo Ásia Central e Oriental, América Latina e Sudeste Asiático. A organização também informa sobre os casos de violência e conscientiza os cristãos ocidentais a se solidarizarem com seus irmãos perseguidos.
“Houve um aumento na perseguição e opressão dos cristãos nos últimos 15 anos ou mais. E precisamos despertar para isso e fazer algumas coisas”, alertou o presidente da GCR, David Curry, em entrevista ao The Christian Post.
No primeiro domingo de novembro (3), a Global Christian Relief realizou um culto ao vivo para marcar o Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida.
Na transmissão, foram exibidos vídeos de testemunho de cristãos perseguidos, incluindo um sobrevivente dos massacres do Boko Haram na Nigéria e um defensor da igreja clandestina na Coreia do Norte.
O evento ainda destacou a perseguição enfrentada pelos seguidores de Jesus no Nepal, que não é tão conhecida.
No país, de maioria hindu, os cristãos nepaleses enfrentam o risco de serem atacados por suas famílias ou de serem expulsos de suas casas por deixarem o hinduísmo e seguirem a Cristo.
Além disso, o governo também oprime os cristãos através de leis anticonversão e do fechamento de igrejas.
“Não queremos ver as pessoas se magoarem, mas o que realmente queremos é dizer: ‘Você sabe o que está acontecendo com seus irmãos e irmãs ao redor do mundo?'”, explicou David.
“Incluindo o Nepal e as pressões que eles enfrentam apenas para fazer coisas simples como ler as Escrituras, ir à igreja pacificamente e praticar sua fé”.
Uma convocação para a oração
Para David, o primeiro passo para o cristãos do Ocidente ajudarem seus irmãos perseguidos é orarem por eles.
“Temos que reconhecer que esta é uma batalha espiritual. Primeiro, temos que começar com a oração. É vida ou morte. Portanto, temos que entender que é mais do que apenas política. É por isso que começamos com a oração e depois há a defesa”, enfatizou o líder.
“Acho que uma vez que as pessoas vejam que sua voz faz a diferença, podemos começar a falar sobre isso com nossos representantes, fazendo com que nossas igrejas orem sobre isso, e podemos mover a agulha nos governos ocidentais, nos EUA, no Reino Unido, na França, falando pelos cristãos que estão sendo perseguidos por sua fé”, concluiu.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Favela Santa Marta, na zona sul do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução
As favelas e comunidades brasileiras possuem mais estabelecimentos religiosos do que instituições de ensino e saúde somadas. Essa constatação faz parte dos dados divulgados no Censo Demográfico 2022: Favelas e Comunidades Urbanas, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e publicado na última sexta-feira (8).
De acordo com o levantamento, das 958.251 unidades existentes nas favelas, 50.934 são igrejas ou templos religiosos, enquanto o número de escolas é bem menor: apenas 7.896. As unidades de saúde, como hospitais, postos e clínicas, somam 2.792.
A disparidade é ainda mais acentuada quando se analisa a proporção entre esses estabelecimentos. Para cada hospital nas favelas, há 18,2 templos ou igrejas. Já para cada escola, existem 6,5 estabelecimentos religiosos.
Esse padrão reflete uma tendência observada em todo o Brasil. Segundo os dados do Censo 2022, o número de igrejas e templos (579,7 mil) supera tanto o de instituições educacionais (264,4 mil) quanto o de unidades de saúde (247,7 mil).
O elevado número de igrejas nas favelas e comunidades urbanas evidencia o papel central das instituições religiosas em áreas carentes, muitas vezes ocupando espaços deixados em branco pelo poder público na oferta de serviços essenciais. Embora as igrejas sejam, primeiramente, centros de apoio espiritual, elas também desempenham funções de suporte social, atendendo as necessidades da população dessas regiões.
Atualmente, o Brasil conta com 12.348 favelas e comunidades urbanas, onde vivem cerca de 16,4 milhões de pessoas. Três estados abrigam quase metade das comunidades (46,1%): São Paulo (3.123), Rio de Janeiro (1.724) e Pernambuco (849).
Esse número representa um crescimento expressivo em relação a 2010, quando o país tinha 6.329 favelas e 11,4 milhões de habitantes — cerca de 6% da população na época. O IBGE atribui esse aumento à melhoria no processo de recenseamento, que permitiu uma identificação mais precisa das comunidades urbanas.
Justin Welby, arcebispo de Canterbury e líder mundial da Igreja Anglicana, está enfrentando crescentes pedidos de renúncia devido a um relatório que conclui que sua instituição encobriu inúmeros abusos de crianças e jovens. Na liderança desde 2013, Welby pediu desculpas na semana passada depois que um relatório descreveu um advogado que dirigia acampamentos de verão para jovens cristãos, John Smyth, como o maior abusador em série associado à Igreja Anglicana.
Welby disse que não tinha “nenhuma ideia ou suspeita” das alegações antes de 2013, mas o relatório independente concluiu que era improvável que ele não estivesse ciente das preocupações com Smyth na década de 1980. O advogado, que morreu em 2018, foi considerado responsável pelo abuso violento de pelo menos 115 crianças e jovens na Inglaterra, Zimbábue e África do Sul, inclusive com o uso de bengalas.
Helen-Ann Hartley, uma das 108 bispas da Igreja, tornou-se a pessoa mais importante da instituição a pedir a renúncia de Welby quando disse na segunda-feira que sua posição agora era insustentável. Uma petição pedindo sua saída – iniciada por três membros do órgão governamental da Igreja, o Sínodo Geral – recebeu mais de 2.900 assinaturas. “É muito difícil para a igreja continuar a ter uma voz moral de qualquer forma em nossa nação quando não conseguimos colocar nossa própria casa em ordem em algo que é extremamente importante”, disse Hartley.
“Eu sinto muito”
Welby pediu desculpas por “falhas e omissões” ao não investigar adequadamente as alegações, especialmente depois que um documentário do Channel 4 britânico em 2017 revelou a extensão total do abuso. “Sinto muito que, em lugares onde esses rapazes e rapazes deveriam ter se sentido seguros e onde deveriam ter experimentado o amor de Deus por eles, eles foram submetidos a abuso físico, sexual, psicológico e espiritual” ,disse ele em um comunicado na semana passada.
Welby, líder espiritual de 85 milhões de cristãos em todo o mundo, governou a Igreja durante um período conturbado. Ele estava à frente da instituição quando o debate sobre os direitos da comunidade LGBTQIA+ e das mulheres do clero nas igrejas liberais da América do Norte, Grã-Bretanha e suas contrapartes conservadoras, especialmente na África, começou a vir à tona.
No ano passado, um grupo conservador de líderes da Igreja Anglicana declarou que não tinha mais confiança em Welby, alegando que ele havia traído sua ordenação, depois que a Igreja apresentou planos para permitir que os padres abençoassem casais do mesmo sexo na igreja, enquanto continuava a não permitir que eles se casassem na igreja.
O clérigo de 68 anos também foi criticado por comentar publicamente as políticas do governo, incluindo o plano do antigo governo conservador de deportar os requerentes de asilo para Ruanda.
Welby disse ao Channel 4 na quinta-feira, 7 de novembro, que havia considerado a possibilidade de renunciar, mas reiterou que não tinha conhecimento do abuso. Em seu pedido de desculpas, ele disse que o relatório em questão era claro e que ele, pessoalmente, não havia conseguido garantir investigações adequadas na Igreja que lidera.
A Igreja Episcopal nos EUA viu um declínio de cerca de 40.000 membros no ano passado, mas também viu um aumento na frequência média aos cultos de domingo, de acordo com estatísticas divulgadas recentemente.
De acordo com números divulgados na sexta-feira passada, a principal denominação protestante tinha aproximadamente 1,547 milhão de membros e 6.754 congregações em 2023.
Isso marca um declínio em relação a 2022, quando a denominação relatou ter 1,584 milhão de membros e uma ligeira diminuição no número de congregações, que era de 6.789.
Também representa uma queda acentuada em comparação a 2010, quando a denominação relatou que seu número de membros era de 1,96 milhão , ou quase meio milhão de pessoas a mais que no ano passado.
No entanto, pelo segundo ano consecutivo, a denominação viu um aumento na média de comparecimento aos cultos dominicais, com 2023 registrando uma média de comparecimento de quase 411.000, enquanto 2022 teve 373.000 e 2021 teve 312.000.
O Rt. Rev. Sean Rowe fala no serviço realizado para instalá-lo formalmente como bispo presidente da Igreja Episcopal no sábado, 2 de novembro de 2024, na Capela de Cristo Senhor em Nova York, Nova York. | Captura de tela/YouTube/Igreja Episcopal
De acordo com o Relatório Paroquial de 2023, o aumento reflete uma recuperação gradual da pandemia de COVID-19, quando, devido a bloqueios e preocupações com a saúde pública, a frequência aos cultos despencou.
“É importante notar que [a frequência média de domingo] relatada aqui reflete apenas a frequência presencial”, explicou o relatório. “Cerca de três quartos das congregações episcopais ofereceram culto online ou híbrido em algum momento durante 2023.”
“Embora cerca de dois terços dessas congregações monitorem a participação virtual, não há uma maneira padronizada de medi-la — seja contando pessoas, contando dispositivos conectados, usando uma fórmula para estimar com base em outras métricas, etc. — portanto, os números de participação online não estão incluídos neste relatório.”
No entanto, a frequência média aos domingos permanece bem abaixo dos 600.000 registrados em 2014 e dos 547.000 registrados em 2019.
Os números de 2023 também mostram que quase um terço (32,9%) das congregações episcopais têm uma frequência média de 25 ou menos aos domingos, enquanto 26,8% têm entre 26 e 50, quase um terço (32,1%) tem entre 51 e 150, enquanto 8,3% têm uma frequência média de 151 ou mais.
Nas últimas décadas, a Igreja Episcopal tem experimentado um declínio considerável em seu número de membros e na frequência média aos cultos, motivado por vários fatores, incluindo sua direção teológica cada vez mais progressista.
Em 2003, por exemplo, quando a denominação ordenou seu primeiro bispo assumidamente gay, dezenas de congregações teologicamente conservadoras e algumas dioceses optaram por sair em protesto.
Essas saídas levaram a anos de litígio sobre inúmeras propriedades e bens da igreja, já que a denominação nacional se recusou a reconhecer a desfiliação de congregações e órgãos regionais.
No início deste mês, o Rev. Sean Rowe foi empossado como o novo bispo presidente da Igreja Episcopal, sucedendo o Rev. Michael Curry, que se tornou o primeiro líder afro-americano da denominação em 2015.
Durante o culto de instalação, Rowe pregou que igrejas e dioceses não podem “seguir sozinhas”, mas sim, elas “devem reconhecer nossa interdependência mútua, nossa necessidade de fazer o ministério juntos, de compartilhar o que temos e de sustentar uns aos outros”.
“Neste mundo tão ferido, precisamos nos tornar uma igreja”, disse Rowe. “Não somos uma coleção de dioceses e instituições, uma coleção de maneiras de fazer as coisas. Somos uma igreja, uma igreja em Jesus Cristo.”
“Esta obra, a obra de proclamar em palavras e ações a ressurreição e a vida de Jesus é a obra para a qual Deus chamou a Igreja Episcopal, agora e sempre, como uma só igreja, unida.”
Folha Gospel com informações de The Christian Post
A escavação de uma cidade antiga realizada por uma equipe arqueológica fez revelações “surpreendentes” sobre uma igreja cristã primitiva no Egito, especificamente, a descoberta de 17 restos mortais humanos e a história que os corpos contam.
Especialistas descobriram as ruínas de uma igreja, datadas de meados do século IV, durante uma escavação arqueológica em andamento em Trimithis (também conhecida como Amheida), uma cidade antiga perto da extremidade oeste do Oásis de Dakhla, no deserto ocidental.
A cidade já foi um assentamento durante o período romano do Egito , que começou em 30 a.C. e durou até a conquista muçulmana em 641 d.C. O Instituto de Estudos do Mundo Antigo da Universidade de Nova York lidera a equipe de pesquisa internacional.
De acordo com uma atualização recente da NYU, o trabalho de escavação em Trimithis foi retomado em 2023 após um hiato de sete anos, uma pausa agravada pela pandemia de COVID-19.
Especialistas continuaram estudando vários edifícios, inscrições e instalações de banho.
Para o diretor do projeto David Ratzan, que também atua como chefe da biblioteca do ISAW, a igreja é uma das descobertas mais “emocionantes”.
Enquanto os fiéis se reuniam e adoravam antes que o imperador romano Constantino tornasse ilegal a perseguição aos cristãos, Ratzan observou que o design desta igreja em particular se destaca.
“De qualquer forma, igrejas neste estilo, baseadas na basílica romana, um tipo de edifício público dedicado à administração e à lei, datam apenas de uma ou duas gerações antes da igreja de Trimitis, pois somente então os cristãos se sentiram suficientemente confiantes para construir orgulhosamente espaços públicos de adoração”, afirmou Ratzan na atualização.
Ainda mais surpreendente para os especialistas do que o design foi a descoberta de 17 corpos enterrados na igreja. Doze deles foram enterrados em criptas sob o que teria sido o altar e a pastophoria ou salas de serviço.
Os cientistas não esperavam saber que sete dos corpos enterrados na cripta eram do sexo feminino, e oito eram crianças ou adolescentes, incluindo bebês. É possível que haja mais mulheres entre os restos mortais, mas é difícil determinar o sexo de uma pessoa a partir de esqueletos em uma certa idade.
“Embora haja boas evidências de que as mulheres eram importantes no cristianismo primitivo, ainda foi surpreendente encontrar tamanha concentração de mulheres e crianças enterradas nesta igreja, já que o Egito romano era uma sociedade patriarcal”, afirmou Ratzan.
Embora a escavação da igreja tenha sido concluída, o diretor do projeto disse que a equipe ainda tem dúvidas, como os relacionamentos dos indivíduos enterrados e se eles representavam a maioria ou diferentes tipos da comunidade cristã em Trimithis.
“Essas pessoas eram relacionadas ao clero ou a patronos proeminentes que ajudaram a construir e manter a igreja?”, perguntou Ratzan. “Criptas como essa são típicas de igrejas desse período ou idiossincráticas dos oásis?”
Ratzan confirmou que a equipe ainda está estudando os 17 restos humanos descobertos em uma declaração publicada pela Newsweek na semana passada. Especialistas não podem conduzir testes de DNA no momento. Eles têm que esperar até a escavação de outras igrejas, com Ratzan especulando que há de fato mais igrejas em Trimithis.
“Por enquanto, porém, esta é uma descoberta emocionante e que esperamos que tenha um impacto significativo na discussão da história do cristianismo primitivo”, acrescentou.
“E ainda temos um volume para publicar sobre a igreja em que estamos trabalhando agora: os pequenos achados e a antropologia forense dos esqueletos.”
Folha Gospel com texto original de The Christian Post
Marcha para Jesus aconteceu pela primeira vez na Irlanda - Foto: Reprodução/YouTube
Pela primeira vez, a Irlanda sediou um dos maiores eventos cristãos do mundo: a Marcha para Jesus. Aproximadamente 12 mil pessoas, de diferentes idades e etnias, participaram do evento em Dublin, no dia 26 de outubro.
O objetivo da marcha foi reafirmar a identidade cristã que tem marcado a história do país desde a chegada de São Patrício, missionário que evangelizou a Irlanda no século 5 d.C., segundo os organizadores. A iniciativa foi promovida pela All Nations Church e pela Betania Church, ambas localizadas na capital irlandesa, com o apoio de diversas outras igrejas da Irlanda e da Irlanda do Norte.
A marcha teve início no Jardim da Memória, onde os participantes cantaram e oraram durante o trajeto, carregando cruzes de madeira, bandeiras e cartazes com mensagens como: “Marche para Jesus”, “Jesus é o Caminho”, “Jesus é Senhor”, “Jesus é Rei”, “Jesus pode mudar sua vida”, “Jesus ama Dublin” e “Jesus ama a Irlanda”.
Uma equipe de adoração, posicionada em uma plataforma elevada, conduziu os presentes em cânticos de louvor, interpretando hinos populares como “Louvado seja o Senhor, ó minha alma” e “Quão Grande És Tu”.
“Nós exaltamos esse nome”, declarou Andy Campbell, da organização Healing the Land, diante da multidão. Ele acrescentou: “Que Jesus seja Rei sobre a Irlanda e, Deus, nós Te agradecemos hoje por ainda seres Rei sobre a Irlanda.”
O pastor John Ahern, da All Nations Church, fez uma pergunta à multidão: “Quantos de vocês acreditam que Jesus está vivo?”, sendo respondido com grande entusiasmo. Ahern então leu em voz alta a passagem bíblica de Jeremias 1:10: “Vê, hoje te constituo sobre as nações e reinos, para arrancares e derribares, para destruir e exterminar, para edificar e plantar.”
Aern aproveitou para comentar sobre as decisões políticas e escolhas sociais na Irlanda, tanto no norte quanto no sul, que ele considerava em desacordo com os valores do Evangelho. “Quero orar pela família, quero orar pelos nossos filhos. Acho que é significativo que, na providência de Deus, Ele nos tenha reunido aqui neste dia. Foi planejado meses atrás, mas Deus diz: ‘Antes de você nascer, eu te conhecia’”, declarou.
O pastor ressaltou que o propósito da Marcha era também abençoar a cidade e a ilha, tanto no norte quanto no sul. Contudo, ele deixou claro que não se tratava apenas de bênçãos. “Deus não abençoará tudo”, afirmou, mencionando temas como o derramamento de sangue inocente, a eutanásia, a sexualização de crianças, o apagamento das mulheres e a covardia de algumas igrejas em não chamarem o mal pelo nome.
Ahern então fez uma oração, pedindo a Deus que abençoasse a Irlanda, a Irlanda do Norte, a Grã-Bretanha, a Europa e o mundo. Ele se referiu a Jesus como a luz do mundo, orando para que o povo irlandês retornasse à fé: “Que o povo irlandês volte para Ti, para a fé em Ti, para Te honrar, para Te adorar, para declarar que Tu és o Senhor.”
Nick Park, diretor-executivo da Evangelical Alliance Ireland, expressou sua esperança de que o futuro governo irlandês volte a adotar valores mais alinhados com os princípios bíblicos. “Oro para que o próximo governo desta nação seja um que o Senhor possa usar para reverter as marés de escuridão e trazer a restauração da verdade e da piedade nesta nação.”
Fonte: Comunhão com informações de Christian Daily