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Justiça mantém demissão de militar cristão por não cultuar ídolos, na Índia

Militar e a bandeira da Índia (Foto: canva pro)
Militar e a bandeira da Índia (Foto: canva pro)

A Suprema Corte da Índia manteve a demissão de um oficial cristão do Exército após ele se recusar a participar de rituais religiosos contrários à sua fé durante desfiles militares.

O tenente Samuel Kamalesan não obedeceu a ordem de seu superior para entrar no “Sarva Dharma Sthal” – um local de culto do Exército Indiano para todas as religiões.

Samuel atuava como líder da tropa do Esquadrão B, que é composto por soldados que seguem a religião sikh.

Em sua defesa, o militar cristão afirmou que sempre acompanhava suas tropas ao local de culto em desfiles religiosos e festivais, porém não entrava na parte interna do santuário, onde ocorriam rituais.

Kamalesan explicou que se recusou a entrar no local devido à sua fé cristã protestante, que proíbe o culto a ídolos. Segundo o cristão, sua participação nas áreas externas do local já era um sinal de respeito e solidariedade com suas tropas.

Em 2021, Samuel foi dispensado do Exército sem pensão ou gratificação por se recusar a entrar no “Sarva Dharma Sthal”.

Indisciplina

O cristão contestou sua demissão na Justiça, mas o Tribunal Superior de Delhi manteve a demissão. O tribunal concluiu que a recusa de Kamalesan se tratou de indisciplina, porque ele colocou sua fé acima das ordens militares.

“Ele demonstrou a forma mais grosseira de desprezo e indisciplina. Ele deveria ter sido expulso apenas com base no comportamento que demonstrou. Atitude rabugenta não é aceitável em uma força armada”, afirmou o tribunal.

O Exército indiano argumentou que a participação dos militares em atividades religiosas é fundamental para garantir a coesão e o moral das tropas, e que a ação de Kamalesan em não se envolver nos rituais minava a unidade e disciplina nas operações militares.

O caso foi enviado para a Suprema Corte da Índia, que manteve a demissão de Samuel Kamalesan, o chamando de “desadequado para o Exército Indiano”.

Uma bancada de dois juízes da Suprema Corte condenou a recusa do oficial cristão e afirmou que seu “ego religioso” prevaleceu sobre a disciplina e a unidade.

A decisão da Suprema Corte declarou que os militares não podem priorizar a sua crença religiosa em detrimento da cultura coletiva das forças armadas.

Perseguição na Índia

A Missão Portas Abertas posicionou a Índia em 11º lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025, que destaca os países onde os cristãos enfrentam as formas mais severas de perseguição.

Organizações e líderes cristãos relataram um aumento da perseguição no país após nacionalistas hindus entrarem no governo.

“Nos últimos 10 anos, houve mais perseguição, a ponto de mudarmos a maneira como classificamos a Índia no início deste ano. Ela mudou de uma área hostil, que é um lugar onde a Constituição promete liberdade religiosa, e talvez o governo tente proteger a liberdade religiosa. Ainda assim, alguns grupos não permitem a liberdade religiosa”, explicou Todd Nettleton, da missão “A Voz dos Mártires”.

E continuou: “O status da Índia mudou para uma nação restrita, onde o governo é o principal impulsionador da perseguição. E isso é verdade na Índia sob o primeiro-ministro Modi. Essa mudança aconteceu sob seu governo nacionalista hindu; agora é o governo o principal impulsionador da perseguição”.

Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern

China ‘instrumentaliza legislação’ para intensificar repressão à religião, alerta novo relatório

Martelo da Justiça tendo ao fundo a bandeira da China (Foto: canva)
Martelo da Justiça tendo ao fundo a bandeira da China (Foto: canva)

Um novo relatório alertou que o governo da China está usando uma rede cada vez mais complexa de leis e políticas para intensificar a repressão à liberdade de religião ou crença.

O relatório da organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) afirmou que a repressão “não apenas persistiu, mas se expandiu”, passando de demolições e prisões para controles sistêmicos em áreas como educação, tecnologia, comércio e cultura.

A pesquisa revelou que a expansão dessas violações foi impulsionada pela “sinização” da religião, um esforço para remodelar as crenças a fim de adequá-las à ideologia do Partido Comunista Chinês.

Kiri Kankhwende, da CSW, disse ao Premier Christian News que os esforços da China visam “colocar o partido no centro de tudo e espalhar sua ideologia, que é uma ideologia comunista sem espaço para Deus”.

O colunista Ansel Li afirmou que esse processo ganhou maior agressividade desde 2023, “passando da retórica para a política”.

O presidente fundador da CSW, Mervyn Thomas, afirmou que a organização espera que o relatório “lance luz essencial sobre a arquitetura legal repressiva da China e como ela é rotineiramente usada como arma para violar a liberdade de religião ou crença e outros direitos humanos fundamentais”.

O relatório incluiu estudos de caso, como as detenções de três líderes da igreja não registrada Linfen Covenant Home Church.

Segundo a CSW, dois líderes, Li Jie e Han Xiaodong, cumpriam penas de prisão de três anos e oito meses por acusações de fraude, enquanto um terceiro líder, Wang Qiang, foi libertado sob fiança em março e posteriormente recebeu uma sentença de um ano e onze meses.

Thomas acrescentou: “… instamos os decisores políticos, parlamentares, meios de comunicação e membros da sociedade civil que interagem com o relatório a condenarem veementemente as violações dos direitos humanos na China e a explorarem ações concretas que possam ser tomadas para responsabilizar as autoridades chinesas.”

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Estátua controversa de Jesus sem rosto é roubada de presépio na Bélgica

Presépio de Natal na Grand-Place de Bruxelas. (Foto: Reprodução)
Presépio de Natal na Grand-Place de Bruxelas. (Foto: Reprodução)

Uma figura controversa do Menino Jesus, sem rosto, foi roubada de um presépio de Natal na Bélgica.

A estátua, que recebeu críticas generalizadas online, foi retirada de seu berço na Grand Place, em Bruxelas.

Os rostos das figuras do presépio eram cobertos com retalhos de tecido, em vez de terem olhos, bocas e narizes.

A artista Victoria-Maria Geyer disse ao The Brussels Times que as figuras foram feitas “deliberadamente sem traços faciais para que qualquer pessoa possa se ver nelas”, e para refletir a herança têxtil do país.

As figuras foram comparadas a “zumbis” e “de forma alguma representam o espírito do Natal”, segundo o presidente do partido de centro-direita da Bélgica, Georges-Louis Bouchez.

As autoridades que investigam o roubo acreditam que o objeto foi levado entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado.

A nova instalação contou com o apoio da cidade de Bruxelas e do decano de São Miguel e Santa Gudula, substituindo uma instalação anterior que estava em uso há 25 anos.

Não é a primeira vez que o presépio de Bruxelas é vandalizado. O Menino Jesus foi levado em 2017 e nunca foi encontrado, e o presépio foi destruído da noite para o dia em 2015.

De acordo com o jornal The Brussels Times, a estátua está sendo substituída. O jornal também informa que a segurança foi reforçada no local.

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Advogado de organização cristã de liberdade religiosa é agredido durante discurso

Mohaned Elnour, advogado de direitos humanos e especialista em liberdade religiosa no Sudão da organização cristã Christian Solidarity Worldwide (Foto: CSW)
Mohaned Elnour, advogado de direitos humanos e especialista em liberdade religiosa no Sudão da organização cristã Christian Solidarity Worldwide (Foto: CSW)

Um especialista da organização de monitoramento da perseguição religiosa Christian Solidarity Worldwide (CSW) foi agredido fisicamente enquanto discursava em uma manifestação.

Mohaned Elnour, advogado de direitos humanos e especialista em liberdade religiosa no Sudão, discursava para a multidão em frente à prefeitura de Newcastle, no Reino Unido, no domingo.

Elnour criticou as atrocidades cometidas pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) no Sudão, um grupo que surgiu da milícia Janjaweed, responsável pelo genocídio de Darfur entre 2003 e 2005. Ele afirmou que essas ações contavam com o apoio das Forças Armadas Sudanesas (SAF), com as quais as RSF estão atualmente em conflito. Membros da multidão gritaram slogans pró-SAF e seu microfone foi cortado.

Um grupo subiu ao palco e supostamente derrubou Elnour no chão, agredindo-o com socos e chutes. Ele foi agredido por pelo menos cinco pessoas, incluindo uma mulher que o chamou de “Janjaweed imundo” enquanto lhe dava tapas.

A CSW afirmou que ele saiu do local com um corte profundo no polegar esquerdo, uma pequena fratura no pulso direito, lesão cervical, agravamento da dor em hérnias de disco pré-existentes na coluna e visão temporariamente turva após receber fortes golpes na cabeça.

Um membro da multidão interveio e Elnour voltou ao palco para terminar seu discurso e disse: “Sei que a maioria de vocês, de boa fé, pensa primeiro em erradicar as RSF, mas não pensem de forma oportunista, como os políticos oportunistas que concordaram com um acordo de partilha de poder com Burhan e Hemedti, que mataram civis no acampamento em frente ao quartel-general do exército em 2019.”.

Ele e sua família foram solicitados a deixar o local pela polícia, de acordo com a CSW. Os policiais teriam escoltado os agressores para longe do protesto.

Scott Bower, diretor executivo da CSW, afirmou que o grupo “condena veementemente este ataque contra nosso colega e amigo Mohaned Elnour, e nossos pensamentos e orações estão com ele e sua família”.

“Aplaudimos a coragem e a convicção do Sr. Elnour por denunciar as atrocidades que ocorrem no Sudão sem medo ou favorecimento, e por se levantar para discursar novamente para a multidão, momentos depois de ter sido atacado”, acrescentou.

A Associação da Diáspora de Darfur no Reino Unido, coorganizadora do evento, também condenou o ataque.

Pelo menos 150 mil pessoas foram mortas na guerra civil do Sudão. O bispo de Leeds, que está se aposentando, classificou o conflito como a “pior catástrofe humanitária do planeta” em seu último discurso ao parlamento na semana passada.

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Vira Brasil 2026 será gratuito, após polêmica dos ingressos de até R$ 3,5 mil

Vira Brasil 2025 no Allianz Parque (Foto: Reprodução/SBT)
Vira Brasil 2025 no Allianz Parque (Foto: Reprodução/SBT)

Depois das críticas que marcaram a edição de 2025, o Vira Brasil anunciou que a próxima edição — o Vira Brasil 2026 — será totalmente gratuita. O evento está marcado para 31 de dezembro de 2025, na Neo Química Arena, em São Paulo, e não terá nenhum tipo de cobrança de ingresso.

A edição de 2025 havia sido realizada no Allianz Parque e ficou marcada pela controvérsia dos valores cobrados, que chegavam a R$ 3.500 em áreas VIP. A repercussão negativa abriu um debate nacional sobre elitização de eventos cristãos, especialmente porque o festival tradicionalmente reúne caravanas de diversas regiões do país.

Diante das críticas, o pastor André Valadão anunciou que a edição realizada na virada 25/26 voltaria a ser gratuita. O líder explicou durante um culto na Lagoinha Alphaville que o desejo da igreja sempre foi disponibilizar o evento para todos. “É um grande desafio estruturar um evento dessa proporção, e a igreja sente isso financeiramente. Oramos muito e Deus abriu as portas”, afirmou na ocasião. Ele destacou também a expectativa para o novo formato: “Creio que será algo extraordinário. Louvamos a Deus por essa oportunidade.”

A mudança para a Neo Química Arena foi confirmada. O estádio do Corinthians tem maior capacidade e permite melhor estruturação do evento, que costuma atrair dezenas de milhares de pessoas. Segundo a organização, a diretriz deste ano é reforçar um modelo de “acesso amplo”, garantindo que famílias de diferentes regiões possam participar sem barreiras financeiras.

A parceria com o SBT também está confirmada, e Valadão celebrou o alcance nacional proporcionado pela emissora. “A família Abravanel abriu as portas para alcançarmos milhões. Acredito que teremos o primeiro lugar de audiência este ano, chegando a hospitais, presídios, hotéis e lares em todo o país”, declarou.

O prefeito Ricardo Nunes manifestou apoio da prefeitura e do governo estadual na realização da celebração. “Vai ser maravilhoso, assim como no ano passado. Peço que orem por mim e pela nossa cidade”, disse.

Com a gratuidade definida, um local de maior capacidade e transmissão em TV aberta, a expectativa é de que o Vira Brasil 2026 receba o maior público de sua história, marcando um reposicionamento do festival após o intenso debate sobre acessibilidade que dominou a última virada de ano.

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel e Comunhão

Venezuela: Nicolas Maduro se aproxima dos pentecostais em meio à ameaça dos EUA

Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro. (Foto: Imprensa Presidencial da Venezuela)
Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro. (Foto: Imprensa Presidencial da Venezuela)

Enquanto lideranças cristãs nos Estados Unidos têm chamado atenção para a perseguição religiosa na Nigéria, uma declaração recente de Nicolás Maduro passou praticamente despercebida por esse mesmo grupo. Na semana passada, o presidente venezuelano afirmou que Jesus é “dono e senhor” da Venezuela, além de declarar que o palácio presidencial se tornará “um altar para glorificar a Deus”.

A ausência de reação levantou questionamentos sobre o motivo de os evangélicos norte-americanos terem evitado comentar os gestos do líder socialista, que enfrenta crescente pressão internacional.

Crescimento evangélico na Venezuela

Dados recentes mostram que o crescimento das igrejas evangélicas na Venezuela foi muito mais rápido do que no Brasil. Enquanto os evangélicos brasileiros levaram cinco décadas para chegar de 6% a 26,9% da população, o país vizinho saltou de 2,1% em 2010 para 30,9% em pouco mais de uma década.

Analistas destacam que o avanço está diretamente ligado a decisões políticas. Quando Hugo Chávez assumiu o governo, em 1999, líderes pentecostais passaram a receber espaço e benefícios antes exclusivos da Igreja Católica, incluindo influência no ensino religioso das escolas públicas.

O governo adotou uma estratégia clara: aproximar-se das igrejas pentecostais e manter maior distância das denominações historicamente mais críticas, como os batistas.

Movimento aliado ao chavismo cresce e reúne 17 mil igrejas

Desde 2017, o Movimento Cristão Evangélico pela Venezuela (Mocev) atua como elo entre o chavismo e líderes pentecostais. O grupo afirma reunir atualmente 17 mil igrejas, além de cerca de 5 mil pastores associados em todos os estados venezuelanos.

Nos últimos anos, Maduro ampliou incentivos ao segmento. Entre os programas criados, estão:

  • Minha Igreja Bem Equipada, que financia reformas e estrutura para templos;
  • Bônus do Bom Pastor, que transfere recursos diretamente a líderes religiosos;
  • Redução de impostos para organizações religiosas;
  • Instituição do Dia do Pastor, celebrado em 15 de janeiro.

Denominações internacionais, como a brasileira Igreja Universal do Reino de Deus, também apoiam iniciativas ligadas ao governo venezuelano.

Acenos religiosos em meio à tensão com os EUA

Em meio à presença recente de navios americanos próximos ao território venezuelano, Maduro intensificou discursos voltados ao público cristão, inclusive nos Estados Unidos. No início do mês, pediu que “os cristãos dos Estados Unidos” o ajudassem a “carreguemos a bandeira da paz, da harmonia, do perdão e da grande misericórdia do Senhor”.

Apesar dos apelos, a relação segue tensa. No sábado (29), Donald Trump alertou companhias aéreas de que o espaço aéreo venezuelano estava fechado, indicando que a escalada diplomática continua.

Laboratório político para a esquerda latino-americana

A Venezuela tem sido observada como um caso de aproximação inédita entre um governo de esquerda e o pentecostalismo, algo que contrasta com o distanciamento tradicional desse segmento em países como Chile, Argentina e Brasil.

Especialistas avaliam que o pentecostalismo, por muito tempo considerado um “primo pobre” no campo religioso, abriu novas possibilidades para movimentos de esquerda que buscam alianças fora das estruturas tradicionais da Igreja Católica — especialmente setores que evitam debates mais acalorados sobre costumes.

O grande ponto de interrogação é o futuro: se outros governos progressistas da região buscarão estratégias semelhantes ou manterão distância das igrejas e da crescente influência evangélica.

Folha Gospel – baseado no texto “Maduro entrega Venezuela a Jesus diante de ameaça dos EUA” da coluna de Juliano Spyer, da Folha de S.Paulo.

Igrejas vandalizadas com declaração de fé islâmica escrita nas paredes, no Sudão

Prédio da Igreja Presbiteriana no Sudão (Foto: Reprodução/Instagram)
Prédio da Igreja Presbiteriana no Sudão (Foto: Reprodução/Instagram)

Duas igrejas em Porto Sudão foram alvo de vandalismo coordenado, com declarações islâmicas pintadas em grafite vermelho em suas paredes externas. Os incidentes ocorreram na semana passada no centro da área do mercado da cidade.

Na Igreja Presbiteriana Evangélica do Sudão, a Shahada islâmica, que diz “Não há outro Deus além de Alá, e Maomé é o Seu mensageiro”, foi rabiscada ao lado de um versículo do Alcorão: “Não há outro Deus além d’Ele, o Senhor do Trono Honrado”, informou o grupo Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido.

Nas paredes da igreja ortodoxa próxima, vândalos picharam a frase “Alá é eterno”.

Ambas as igrejas estão localizadas em frente a uma delegacia de polícia e perto de repartições públicas em Porto Sudão, que funciona como a capital de facto do país.

Imagens de câmeras de segurança registraram o incidente na Igreja Ortodoxa, quando um grupo chegou em um carro e uma pessoa saiu com uma lata de spray vermelha antes de se aproximar do muro da igreja.

Os ataques ocorrem em meio ao agravamento da guerra civil no Sudão entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), que começou em abril de 2023. Com Cartum mergulhada na violência, Porto Sudão tornou-se um refúgio para centenas de milhares de civis deslocados e a base administrativa da liderança das SAF. A cidade era considerada uma zona segura, embora o vandalismo recente tenha gerado preocupação entre as minorias religiosas.

Apesar da localização privilegiada das igrejas em uma área pública movimentada, as autoridades locais supostamente não tomaram nenhuma providência em resposta às pichações.

Os líderes da igreja evangélica decidiram não apresentar queixa para evitar agravar as tensões na comunidade. Em vez disso, os membros da congregação pintaram por cima da pichação, tentando fazê-la parecer uma obra de arte abstrata.

Um membro da igreja descreveu a situação como “alarmante”, dizendo: “Só Deus sabe o que acontecerá se um crime de ódio como esse for tolerado.”

O CEO da CSW, Scot Bower, instou as autoridades em Porto Sudão a investigarem os incidentes, alertando que a intolerância religiosa aumentou durante o conflito. Ele afirmou que as comunidades cristãs devem poder praticar sua fé sem medo.

Os cristãos nos estados do norte do Sudão, particularmente aqueles das Montanhas Nuba, há muito enfrentam diversas formas de discriminação. Nessas áreas, os residentes de ascendência árabe de Darfur são frequentemente acusados ​​de ligações com as Forças de Apoio Rápido (RSF), e as restrições à liberdade de movimento são impostas por meio de uma política conhecida como “Rostos Estranhos”. Essa política tem como alvo pessoas do oeste do Sudão, que são submetidas a detenções arbitrárias e a procedimentos judiciais de emergência que já resultaram em condenações à morte.

Em um desses incidentes, em setembro, a polícia armada destruiu abrigos temporários em Atbara, no estado do Nilo, visando civis que haviam fugido dos combates e não receberam ajuda. As autoridades ordenaram que o grupo retornasse a Cartum, mesmo com a cidade ainda considerada insegura.

O Sudão atravessa atualmente a maior crise humanitária do mundo. Cerca de 12 milhões de pessoas foram deslocadas e 30 milhões necessitam de assistência humanitária.

Em outubro, o evangelista Franklin Graham condenou os combatentes das Forças de Apoio Rápido (RSF) por realizarem execuções após a tomada da cidade de el-Fasher, em Darfur. Graham afirmou ter recebido vídeos que mostravam civis sendo baleados na cabeça, com “pilhas de corpos” deixadas para trás.

A BBC verificou alguns desses vídeos, incluindo um em que um combatente das Forças de Apoio Rápido (RSF), conhecido como Abu Lulu, atira em nove prisioneiros desarmados enquanto outros comemoravam. Um vídeo, geolocalizado em um prédio universitário, mostrava um homem armado executando um indivíduo desarmado sentado entre cadáveres. A equipe de verificação da BBC constatou que outros assassinatos ocorreram em áreas rurais próximas à cidade.

As Forças de Apoio Rápido (RSF), lideradas pelo General Mohammed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, surgiram da milícia Janjaweed, responsável por massacres em Darfur no início dos anos 2000. Dagalo, que vem de uma família árabe de comerciantes de camelos em Darfur, expandiu a força por meio de redes de milícias e receitas provenientes da venda de ouro. Estima-se que o grupo tenha 100.000 combatentes e recebeu apoio de países como os Emirados Árabes Unidos, a Turquia e a Rússia.

O exército sudanês apresentou recentemente uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça acusando os Emirados Árabes Unidos de violarem a Convenção sobre o Genocídio ao apoiarem as Forças de Apoio Rápido (RSF). Os Emirados Árabes Unidos rejeitaram a queixa, classificando-a como uma manobra publicitária.

Desde a queda do ex-presidente Omar al-Bashir em 2019, Dagalo tem sido uma figura central no cenário político, liderando um golpe que desestabilizou o governo de transição do Sudão. A guerra atual teve início após um rompimento nas relações entre Dagalo e o chefe do Exército, general Abdel-Fattah Burhan.

As Forças de Apoio Rápido (RSF) controlam grandes extensões de Darfur e partes de Kordofan e anunciaram planos para estabelecer um governo paralelo nas áreas sob seu controle.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Apologista cristão Maurilo Borges rebate vídeo de Lanna Holder sobre inclusão LGBT

Maurilo Borges e Lana Holder (Foto Montagem: Folha Gospel/Instagram)
Maurilo Borges e Lana Holder (Foto Montagem: Folha Gospel/Instagram)

Lanna Holder, que se autointitula pastora, voltou a mobilizar o debate religioso nas redes sociais ao publicar um vídeo no qual apresenta o que considera fundamentos bíblicos para a aceitação de fiéis LGBTQIA+. A líder da Cidade de Refúgio, igreja inclusiva que reúne membros da comunidade LGBT, abordou a questão ao responder a uma pergunta direta sobre a base bíblica para a aceitação de pessoas dessa comunidade.

No conteúdo divulgado, Lanna afirma que parte dos cristãos interpreta trechos da Bíblia de modo isolado, sem análise aprofundada do contexto histórico e linguístico. Ela menciona passagens sobre misericórdia e acolhimento e reforça que Deus “não faz acepção de pessoas”.

A pastora diz, na sua argumentação, que a promessa feita a Abraão de que “todas as famílias da terra seriam benditas” inclui sua própria família: “Eu e minha mulher também estamos incluídas porque cremos em Cristo Jesus”, disse no vídeo. Em seguida, citou João 3:16 e textos do livro de Atos para sustentar que, a seu ver, Deus recebe todo aquele que entrega sua vida a Cristo, independentemente de orientação sexual.

As reações foram imediatas. Lideranças e seguidores que defendem a leitura tradicional bíblica se posicionaram contra a interpretação de Holder.

Comentários apontaram que ela teria desconsiderado textos historicamente usados no ensino sobre sexualidade. Confira alguns abaixo:

“Absurdo! Ele amou o mundo, mas chama o mundo para conversão de seus pecados.”
“Deus ama o pecador, não o pecado.”
“O evangelho não é aceitação mais sim renúncia”
“Ela distorcendo a palavra do Senhor”

Entre as reações, destaca-se o vídeo do evangelista e apologista cristão Maurílo Borges. Em seu vídeo, que rebateu todos os argumentos de Lana Holder, ele inicia citando vários textos bíblicos sobre homossexualidade e em seguida rebate a explicação de Holder sobre a diferença entre eisegese e exegese e também cada um dos seus argumentos.

Ainda em seu post, Maurilo Borges escreve:

Se formos seguir a lógica desta moça (a eisegese dela), então podemos facilmente concluir o seguinte:
Deus abençoa a família de assassinos porque Deus abençoou todas as famílias da terra.
Deus ama o estuprad0r porque Deus amou o mundo e o estuprad0r está no mundo, não está em marte.
Deus aceita os ped0fil0s porque Deus não faz acepção de pessoas.

Eu duvido que ela concorde com isso.

Deus chama a todos os pecadores, em todo o lugar para se arrependerem. Sejam homossexuais, sejam heterossexuais. Sejam ladrões, assassinos, caluniadores. Após os versículos 9 e 10 do capítulo 6 de 1 Coríntios, que deixam bem claro que homossexualismo é pecado, entre outros, Paulo diz o seguinte no versículo 11: Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.

Não use a bíblia para legitimar o seu pecado. Assim como todos nós precisamos fazer, arrependa-se dos seus pecados, coloque sua fé em Jesus Cristo e busque viver uma vida longe daquilo que desagrada a Deus.

Confira o vídeo abaixo:

Fonte: Fuxico Gospel

Sudão: perseguição religiosa e guerra civil afligem 2 milhões de cristãos

Cristãos em uma igreja no Sudão (Foto: Portas Abertas)
Cristãos em uma igreja no Sudão (Foto: Portas Abertas)

A guerra civil no Sudão já tirou a vida de cerca de 150 mil pessoas e forçou metade da população a deixar suas casas, mas continua praticamente ignorada pela mídia internacional.

A face mais brutal da violência ficou evidente nas últimas semanas, quando El Fasher foi tomada por uma das facções após 18 meses de cerco.

Imagens de satélite revelaram pilhas de corpos espalhados pela cidade e os restos de prédios incendiados.

Rafat Samir, presidente do Conselho da Comunidade Evangélica Sudanesa, detalha o impacto sobre os 2 milhões de cristãos do país e indica como os crentes ao redor do mundo podem interceder em oração.

Samir descreveu o Sudão como um país que já foi reconhecido como o maior da África, caracterizado por uma rica diversidade cultural e étnica, com múltiplas línguas, tradições e tons de pele.

No entanto, destacou que décadas de rígido domínio islâmico acabaram por sufocar essa diversidade e impor severas restrições à liberdade religiosa, especialmente para os cristãos.

Silêncio da mídia internacional

Enquanto outros conflitos dominam os holofotes da mídia internacional, a devastadora guerra civil no Sudão segue quase esquecida.

Em meio a uma crise que ameaça milhões de vidas, surge um apelo urgente à comunidade internacional e aos cristãos: levantar oração, demonstrar solidariedade e exercer pressão por paz.

Desde abril de 2023, o confronto entre as Forças Armadas do Sudão (SAF) e a milícia paramilitar Rapid Support Forces (RSF mergulhou o país em uma crise humanitária sem precedentes.

A RSF integra a força de segurança criada pelo ex-presidente Omar al-Bashir, deposto em 2019. Ela é remanescente da milícia Janjaweed, um grupo paramilitar que atuou em Darfur e foi acusado de cometer genocídio.

Agora, os dois grupos armados e seus respectivos generais travam uma disputa pelo poder. Ambos são fortemente islâmicos e almejam governar o país para controlar sua riqueza mineral.

O líder de um grupo disse que poderia apertar a mão do diabo. Em outras palavras, qualquer um dos lados fará qualquer coisa para promover o Islã e a lei islâmica Sharia. Isso explica em parte por que a luta tem sido tão brutal.

Maior deslocamento global

Os combatentes de ambos os lados avançam pelo país como gafanhotos, deixando destruição por onde passam.

“A morte está em toda parte. Enterrei corpos diante da minha porta, e há sangue espalhado por todos os cantos”, diz um sobrevivente.

Mais de 15 milhões de pessoas já foram obrigadas a abandonar seus lares, produzindo o maior deslocamento interno do mundo atualmente.

Cerca de 6 milhões fugiram do país. A maioria agora vive com ajuda. Não têm onde viver e não têm emprego. Os combates destruíram o país.

Um depoimento diz: “A vida tem sido indescritível para civis como eu. Levaram-me a casa, o meu carro, o meu trabalho, o meu dinheiro. Agora não tenho nada.”

O impacto vai muito além da perda de moradia: o conflito interrompeu a produção agrícola pelo segundo ciclo consecutivo, desencadeando uma fome generalizada.

Especialistas alertam que centenas de milhares de pessoas podem morrer de inanição se a ajuda urgente não chegar a tempo.

Comunidades cristãs sob fogo cruzado

Os cristãos representam cerca de seis por cento da população do Sudão, mas é difícil saber o número exato.

“Eu nasci em uma família cristã, mas em meus documentos oficiais, fui registrado como muçulmano. O governo quer tornar toda a população muçulmana”, diz o entrevistado

Para ele, se os islâmicos tiverem sucesso, a vida dos cristãos será pior do que nunca.

“Mas ainda acreditamos que Deus nos colocou aqui por uma razão. Temos algo para fazer. Sabemos que Deus transformará essa maldição em uma bênção final para a nossa nação.”

Para a Igreja sudanesa, historicamente fragilizada, o cenário é ainda mais dramático. A milícia RSF tem ocupado templos, transformando igrejas em quartéis improvisados e expondo cristãos ao risco de bombardeios das forças da SAF.

Organizações como a Christian Solidarity Worldwide (CSW) e a Portas Abertas alertam que as comunidades cristãs enfrentam perseguição sistemática, incluindo violência, prisões arbitrárias, restrições ao culto e às conversões, além de discriminação no acesso à ajuda humanitária.

Em um incidente recente, um pastor presbiteriano e quatro membros foram detidos em Cartum Norte durante um funeral, sob acusação de “ilegalidade”. Muitos temem que isso sinalize uma onda mais ampla de perseguição religiosa.

Apesar da dimensão da tragédia, que inclui deslocamento em massa, fome, destruição de igrejas e violações de direitos humanos, a guerra no Sudão segue fora dos holofotes da mídia global e das prioridades diplomáticas. Para muitos, o país tornou-se “a crise esquecida”.

Fonte: Guia-me com informações de Premier

Igreja recebe ordem de demolição após Justiça anular doação de terreno em GO

A Igreja Templo da Glória de Deus. (Foto: Reprodução/Instagram/João Campos).
A Igreja Templo da Glória de Deus. (Foto: Reprodução/Instagram/João Campos).

Uma decisão da Justiça que determinou a demolição de uma igreja evangélica em Aparecida de Goiânia, Goiás, gerou comoção entre os membros e os moradores da região.

A decisão, publicada no dia 16 de outubro deste ano, ordenou que a Igreja Templo da Glória de Deus destrua seu templo e desocupe o terreno até o prazo de 60 dias, segundo uma reportagem do telejornal Serra Dourada, da TV Serra Dourada/SBT.

A ação acontece após uma ação civil pública apresentada há anos por um ex-vereador do PT, que contestou a doação do terreno feita pela prefeitura. Na sentença, foram anuladas três leis e um decreto municipal para retirar a igreja do lugar.

Conforme a Justiça, o terreno voltará para o poder público e o local será transformado em uma praça. Entretanto, já existem várias praças na região da igreja.

Nas redes sociais, o vice-prefeito de Aparecida de Goiânia, João Campos, condenou a decisão judicial, ressaltando que a doação do terreno à igreja foi realizada conforme a lei.

“A Igreja Templo da Glória de Deus, por meio de seu advogado, protocolou recurso no Tribunal de Justiça contra a decisão judicial que determina a demolição e desocupação do templo no Parque Trindade. O prefeito Leandro Vilela determinou que a procuradoria municipal também ingresse com recurso em apoio à causa, visando defender os interesses da comunidade religiosa”, informou Campos.

Chamando a decisão de “injustiça”, o vice-prefeito declarou: “Confiamos plenamente de que o tribunal reverterá essa decisão, preservando o espaço de fé e agregação social”.

O político ainda enfatizou o impacto social da igreja na comunidade local. “A igreja realiza um trabalho excepcional, de evangelização e de ação social. É uma forma da igreja colaborar com o poder público. A igreja é reconhecida pela comunidade, ninguém aqui tem interesse na remoção”, afirmou.

A congregação ajuda moradores em vulnerabilidade social através de distribuição gratuita de verduras, doação de roupas, auxílio pedagógico e distribuição de cestas básicas.

“A igreja virou uma família porque toda vez que precisa de uma roupa para vestir, eles doam. Tem gente que vem do Maranhão, do Pará, chega aqui, tem uma casa de apoio abençoada que aceita as pessoas”, contou Mateus, um dos beneficiados pelas ações sociais.

Fonte: Guia-me com informações de Jornal Serra Dourada

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