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Após chamar Bolsonaro de “maior decepção”, pastor Silas Malafaia diz que se entenderam

O pastor Silas Malafaia abraçado com o presidente Jair Bolsonaro
O pastor Silas Malafaia abraçado com o presidente Jair Bolsonaro

Nesta quarta-feira (9), o pastor Silas Malafaia disse que ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se entenderam. Ele se manifestou por meio das redes sociais.

No post, o religioso rebateu críticas e chamou apoiadores de Pablo Marçal de “viúvas”.

“Aos bolsominions viúvas de Pablo Marçal que estão me atacando, quero informar que eu e Bolsonaro nos entendemos. Quem são vocês? Só kkkkkk. Muito kkkkkk”, escreveu.

O aviso de Malafaia surge após a repercussão de comentários feitos por ele ao líder conservador em entrevistas na quais disse, por exemplo, que Bolsonaro foi “covarde” e “omisso” por não se manifestar enfaticamente a favor de candidatos apoiados pelo Partido Liberal (PL).

“Que porcaria de líder é esse?”

O pastor Silas Malafaia, um dos mais fervorosos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), fez duras críticas ao ex-presidente durante uma entrevista concedida à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Decepcionado com a postura de Bolsonaro nas recentes eleições municipais, Malafaia não poupou palavras ao descrever sua frustração, especialmente em relação à conduta do ex-presidente nas disputas eleitorais de São Paulo e Curitiba.

Segundo o pastor, Bolsonaro se mostrou “covarde e omisso” ao não tomar uma posição clara durante as eleições, especialmente na corrida para a prefeitura de São Paulo. O ex-presidente optou por apoiar o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), mas, de acordo com Malafaia, teve receio de enfrentar Pablo Marçal (PRTB) e preferiu não se expor, temendo uma derrota política. “Ele jogou para os dois lados, que líder faz isso? Não é papel de um líder agir assim”, criticou o pastor.

Malafaia afirmou que chegou a enviar mais de 30 mensagens “batendo” em Bolsonaro. Segundo ele, o silêncio de Bolsonaro é incompreensível, uma vez que o ex-presidente havia recebido seu apoio em momentos cruciais, como no dia em que chorou ao telefone com o pastor, temendo uma prisão iminente. “Ele chorou por cinco minutos comigo no telefone”, relembrou.

O pastor também destacou sua decepção com outras figuras da direita, como o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado Marco Feliciano (PL-SP), que, segundo Malafaia, não se posicionaram devidamente contra Pablo Marçal. No entanto, sua maior crítica foi direcionada a Bolsonaro: “Que porcaria de líder é esse? O que ele fez em São Paulo e no Paraná foi uma vergonha”, afirmou.

Apesar das críticas, Malafaia deixou claro que ainda considera Bolsonaro um aliado, embora tenha deixado de ser “alienado” em relação ao ex-presidente. Para ele, a falta de clareza nas alianças políticas de Bolsonaro sinaliza uma fragilidade em sua liderança, o que o leva a questionar seu futuro na política.

Por outro lado, o pastor demonstrou grande apreço por Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, a quem descreveu como um verdadeiro líder, alguém que não se guia apenas pelas redes sociais, mas toma decisões firmes. Caso Bolsonaro permaneça inelegível até 2026, Malafaia afirma que seu apoio presidencial será destinado a Tarcísio.

Malafaia encerrou suas críticas enfatizando que um líder deve guiar seu povo e não apenas seguir as multidões nas redes sociais. Para ele, Bolsonaro falhou em demonstrar essa liderança nas recentes eleições, o que o faz questionar: “Que líder é esse que se esconde atrás das redes sociais e não toma posição?”.

Fonte: Pleno.News e Fuxico Gospel

Marcelo Crivella é condenado por abuso de poder nas eleições de 2020

Marcelo Crivella
Marcelo Crivella

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu condenar o ex-prefeito da cidade, Marcelo Crivella, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2020.

A decisão foi proferida, na última terça-feira (8), e torna o político inelegível até 2028. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o TRE, a decisão é referente ao processo no qual Crivella foi acusado pelo Ministério Público de usar a máquina pública para realizar “caixa dois” para campanha à reeleição.

O caso ficou conhecido como “QG da Propina” e teria movimentado cerca de R$ 50 milhões em propina. O suposto esquema envolvia o aliciamento de empresários e fraudes em licitações, segundo a acusação.

A defesa do ex-prefeito declarou que vai recorrer da decisão.

Fonte: Pleno.News com informações da Agência Brasil

Igrejas pedem oração após a chegada do furacão Milton na Flórida

Furacão provoca ventos fortes, inundações e destruição (Foto ilustrativa)
Furacão provoca ventos fortes, inundações e destruição (Foto ilustrativa)

Igrejas em diversas cidades da Flórida, Estados Unidos, pedem oração com a chegada do furacão Milton, classificado em categoria 4, que entrou pela costa oeste do estado nesta quarta-feira (9), gerando os primeiros tornados que antecedem a chegada do poderoso fenômeno.

O pastor Daryl Black, da Grace Family Church em Tampa, uma das cidades que será impactada pelo furacão, fez uma oração nas redes sociais da igreja pedindo proteção a todos os moradores que estão sofrendo.

A igreja se engajou, nos últimos dias, para ajudar as vítimas do furacão Helena, que passou pela Flórida há duas semanas. No site da instituição, há um destaque para os canais governamentais para ajudar quem mora na rota do Milton.

– Estamos unidos em oração. Que a mão protetora de Deus cubra a Flórida, e Sua paz traga conforto para aqueles que se preparam para o furacão Milton – diz uma das publicações da igreja.

A Bayside Community Church, que tem vários templos na Flórida, também emitiu um comunicado orando pelos moradores do estado que foram impactados com a chegada do fenômeno.

– Estamos orando por você, nossa comunidade e todos aqueles no caminho do furacão Milton. Como igreja, estamos nos preparando para a tempestade, bem como nos preparando para os esforços de socorro da comunidade depois que a tempestade passar – diz o comunicado.

A igreja também criou um canal para informar seus fiéis sobre as mudanças e atualizações sobre o furacão. O pastor Randy Bezet, um dos líderes da igreja, gravou um vídeo de encorajamento para manter a esperança dos moradores da Flórida.

Além de criar notificações sobre a questão do clima, a The Crossing Church decidiu suspender todas as suas atividades até o final de semana. A denominação tem templos em Tampa, SouthShore e Plant City.

A Lagoinha Orlando Church, liderada pelo pastor André Valadão, também fez mudanças na sua programação da semana para garantir a segurança de todos, já que a cidade também está na rota do furacão Milton.

De acordo com a agência EFE, NHC informou que esses ventos com força de tempestade tropical já estão começando a se deslocar para o interior ao longo da costa oeste da Flórida, onde tornados também ocorreram momentos antes nas partes central e sul do estado.

Meteorologistas esperam que o Milton continue sendo um “furacão extremamente perigoso” quando atingir a costa da Flórida e que mantenha a força de furacão ao cruzar a península nesta quinta-feira (10).

Fonte: Pleno.news

Reino Unido está entrando em sua primeira era ateísta, dizem pesquisadores

Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)

A proporção de ateus no Reino Unido cresceu tanto que agora é possível falar da “primeira era ateísta” do país, disse um grupo de pesquisadores após publicar as descobertas de um importante estudo sobre o ateísmo.

O projeto “Explicando o Ateísmo”, liderado pela Queen’s University Belfast, entrevistou quase 25.000 pessoas no Brasil, China, Dinamarca, Japão, Reino Unido e EUA com o objetivo de descobrir por que alguns indivíduos são ateus e por que alguns países têm porcentagens maiores de ateus do que outros.

Os números deste estudo e de um projeto de pesquisa anterior, Understanding Unbelief (2017–2021), foram convergidos com dados do British Social Attitudes Survey e do World Values ​​Survey para afirmar que o Reino Unido agora tem uma maioria relativa de ateus.

De acordo com a Pesquisa Britânica de Atitudes Sociais de 2021, cujos números foram compilados no ano de 2019, mais da metade dos entrevistados (52%) disseram não pertencer a nenhuma religião, enquanto um quarto disse não acreditar em Deus.

Uma pesquisa feita pela World Values ​​Survey entre 2017 e 2022 descobriu que os entrevistados do Reino Unido estavam divididos igualmente entre aqueles que acreditavam em Deus (47,7%) e aqueles que não acreditavam (48,5%). Quatro décadas atrás, em 1981, três quartos dos britânicos disseram que acreditavam em Deus, uma imagem gritante de quanto a fé no Reino Unido declinou.

O Censo da Inglaterra e do País de Gales de 2021 mostrou um declínio semelhante, com 37,2% da população agora se identificando como sem religião, um aumento em relação a um quarto em 2011, enquanto o número de pessoas se identificando como cristãs caiu para uma minoria pela primeira vez, para apenas 46,2% da população.

O projeto de pesquisa Explicando o Ateísmo envolveu várias universidades do Reino Unido, incluindo a Brunel University of London e a University of Kent.

Comentando sobre as descobertas do estudo, a Dra. Lois Lee, do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Kent, disse: “O Reino Unido está entrando em sua primeira era ateísta. Embora o ateísmo tenha sido proeminente em nossa cultura por algum tempo — seja por meio de Karl Marx, George Eliot ou Ricky Gervais — é somente agora que os ateus começaram a superar os teístas em número pela primeira vez em nossa história.”

O estudo descobriu que as influências mais fortes na crença são a educação dos pais e as expectativas sociais em relação à crença em Deus.

“Embora pais antirreligiosos não tenham impacto substancial na crença em Deus de seus filhos, eles influenciam fortemente se seus filhos são moralmente opostos à religião”, disseram os pesquisadores.

Curiosamente, descobriu-se que a maioria dos ateus e agnósticos tinham algum tipo de crença no sobrenatural.

O projeto ‘Explicando o Ateísmo’ durou três anos e foi financiado pela Fundação John Templeton.

O pesquisador principal, Professor Jonathan Lanman, da Queen’s, disse: “Nossas grandes pesquisas transculturais revelam que, embora muitos fatores possam influenciar as crenças de uma pessoa de pequenas maneiras, o fator-chave é até que ponto alguém é socializado para ser teísta.

“Muitas outras teorias populares, como inteligência, estoicismo emocional, lares desfeitos e rebeldia, não resistem ao escrutínio empírico.”

Folha Gospel com texto original de The Christian Today

Aliança Batista Mundial pede oração à Igreja global pelos cristãos no Líbano

Bombas lançadas por Israel explodem no centro de Beirute - Foto: RS/Fotos Públicas
Bombas lançadas por Israel explodem no centro de Beirute - Foto: RS/Fotos Públicas

A Aliança Batista Mundial (BWA) está convocando à Igreja global para estar em oração pelos cristãos e civis de outras religiões que enfrentam a guerra no Líbano. Além disso, a instituição ressalta a necessidade de apoio financeiro para atender às demandas da população afetada pelo conflito.

No Líbano, mais de 1 milhão de pessoas deixaram suas casas em busca de segurança devido aos ataques israelenses no sul do país e em Beirute, direcionados ao grupo terrorista Hezbollah As informações são da Organização das Nações Unidas (ONU).

Merritt Johnston, diretora-executiva da BWA Women, esteve recentemente no Líbano e compartilhou como os libaneses estão lidando com a situação de guerra. “Viver o dia a dia sem saber o que virá amanhã é desafiador, mas eles estão escolhendo viver pela fé, e não pelo medo.”

Ela acrescentou que o momento proporciona uma grande lição. “Se eles conseguem encontrar alegria e paz em meio à violência, outros também podem fazer essa escolha, onde quer que estejam.”

Johnston pediu que os cristãos ao redor do mundo estejam em orações, para que o Senhor traga “paz justa à região e fortalecimento aos fiéis que servem ao Senhor diariamente”.

Enquanto o conflito se desenrola, o número de deslocados continua a crescer. Os hospitais estão superlotados com pessoas feridas, e escolas foram convertidas em abrigos para aqueles que fugiram para o norte do Líbano. Milhares já perderam a vida.

Fonte: Comunhão com informações Baptist Stantard

Terroristas Fulani matam mais 7 cristãos na Nigéria Central

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Terroristas Fulani atacaram uma vila predominantemente cristã no centro da Nigéria, matando sete pessoas, disseram moradores da área.

Os terroristas invadiram a vila de Egwuma, no Condado de Agatu, estado de Benue, por volta das 17h, horário local, em 1º de outubro, disse Philip Ebenyakwu, presidente do Conselho de Governo Local de Agatu, em um comunicado à imprensa.

“Eles começaram a atirar esporadicamente nos moradores quando chegaram à vila”, disse Ebenyakwu. “Eles mataram sete pessoas, além dos feridos durante o ataque. Também contatamos agências de segurança, e elas estão se mobilizando para ir atrás dos invasores.”

O morador da área, Edwin Ogbanje, disse que os agressores eram pastores da milícia Fulani que deixaram um rastro de devastação.

“É imperativo que uma investigação completa seja realizada sobre este incidente e responsabilize os responsáveis”, disse Ogbanje. “Esses ataques de terroristas Fulani têm aumentado, com relatos indicando que eles se tornaram um dos grupos terroristas mais mortais do mundo. O governo nigeriano deve tomar medidas decisivas para lidar com essa ameaça crescente e proteger seus cidadãos.”

Audu Sule, ex-legislador da Assembleia Estadual de Benue, disse que a vila de Egwuma fica a menos de um quilômetro de sua casa em Ogwule.

“Os mortos incluem o líder comunitário e seis membros de sua comunidade”, disse Sule.

Sule disse que o ataque foi o quarto na área no mês passado.

“As atividades mortais dos terroristas em nossa área não foram encerradas pelas autoridades deste país”, disse ele.

O pastor Ojotu Ojema, representante de Agatu na Assembleia Nacional da Nigéria, disse que era chocante que nada tenha sido feito para coibir ataques constantes na área. Ele pediu aos militares que se esforçassem mais para evitar novos ataques e condenou “cenários frequentes em que terroristas Fulani armados cruzariam dos estados vizinhos de Kogi e Nasarawa para as comunidades de Apa e Agatu, realizariam seus ataques mortais e sairiam impunes, apesar da presença dos militares”.

Catherine Anene, porta-voz do Comando da Polícia Estadual de Benue, confirmou o ataque à vila de Egwuma e disse que “agentes de segurança, incluindo os militares, estão naquela área para perseguir os agressores”.

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário do Reino Unido para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) em um relatório de 2020 .

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

A Nigéria continuou sendo o lugar mais mortal do mundo para seguir a Cristo, com 4.118 pessoas mortas por sua fé de 1º de outubro de 2022 a 30 de setembro de 2023, de acordo com o relatório da Lista Mundial da Perseguição, da Portas Abertas. Mais sequestros de cristãos do que em qualquer outro país também ocorreram na Nigéria, com 3.300.

Discriminação no Noroeste

Na região noroeste, líderes cristãos criticaram o presidente nigeriano por apresentar apenas candidatos muçulmanos para o conselho de um órgão encarregado de projetos de desenvolvimento.

Todos os nove candidatos que o presidente Bola Ahmed Tinubu, um muçulmano, apresentou em 28 de setembro foram nomeados para o conselho da Comissão de Desenvolvimento do Noroeste.

O Élder Sunday Oibe, presidente do Capítulo Noroeste da Nigéria da Associação Cristã da Nigéria (CAN), disse em uma declaração à imprensa em 5 de outubro que os cristãos que seriam afetados pelas políticas da comissão não deveriam ter sido excluídos.

“Os cristãos no noroeste estão profundamente preocupados com as recentes nomeações, que não refletem a diversidade na região”, disse Oibe. “Há a necessidade de o presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, tomar nota do fato de que há cristãos indígenas em todos os estados que compõem o noroeste — Kaduna, Kano, Jigawa, Katsina, Kebbi, Sokoto e Zamfara.”

Não se deve presumir que toda a população do Noroeste seja muçulmana, disse ele.

“Essas nomeações desequilibradas, para dizer o mínimo, são impróprias para a administração Tinubu, e estamos desencantados com essa ação”, disse Oibe.

Ele pediu que Tinubu revisasse as nomeações e fizesse os ajustes necessários para garantir uma representação equilibrada, “pois deixar essas nomeações inalteradas terá consequências negativas para o sucesso da comissão e encorajará divisões religiosas na região e na Nigéria como um todo”.

Tinubu nomeou Haruna Ginsau (Jigawa) como presidente do conselho e Abdullahi Shehu Ma’aji (Kano) como diretor administrativo/diretor executivo. Outros membros nomeados foram Yahaya Namahe (Sokoto), Aminu Suleiman (Kebbi), Tijani Kaura (Zamfara), Abdulkadir Usman (Kaduna), Muhammad Wudil (Kano), Shamsu Sule (Katsina) e Nasidi Ali (Jigawa).

Na Lista Mundial da Perseguição de 2024 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria foi classificada em 6º lugar, assim como no ano anterior. A Nigéria foi o terceiro país com maior número de ataques a igrejas e outros edifícios cristãos, como hospitais, escolas e cemitérios, com 750, de acordo com o relatório.

Folha Gospel com texto original publicado no Christian Daily International – Morning Star News

Igrejas domésticas crescem, apesar da perseguição no Irã

Cristãos durante culto em uma igreja no Irã. (Foto: Reprodução/CBN News)
Cristãos durante culto em uma igreja no Irã. (Foto: Reprodução/CBN News)

Shima é uma mulher com pouco mais de quarenta anos que vive uma vida que muitos considerariam comum no Irã. Mas por trás do sorriso leve, a realidade de Shima está longe de ser comum. Como cristã no 9º país da Lista Mundial da Perseguição 2024, cada dia traz novos desafios, perigos e momentos de grande medo.

O colar de prata simples com um crucifixo que brilha ao sol enquanto ela caminha pela rua ao meio-dia é suficiente para despertar suspeitas entre as pessoas. No Irã, seguir a Cristo significa viver sob ameaça constante, não apenas de funcionários do governo e líderes religiosos, mas também de familiares, vizinhos e da sociedade em geral.

A dor de ser desprezada pela própria família é profunda. “Meus parentes foram todos proibidos de falar comigo. Sinto-me isolada em minha própria comunidade e não tenho garantia de que eu possa voltar para casa e dormir na minha cama”, conta Shima. A cristã vive sob a constante ciência de que a qualquer momento pode ser presa, interrogada, falsamente acusada ou até mesmo torturada.

Prontos para ouvir o evangelho

O medo de ser presa paira sobre cada decisão dela, às vezes diariamente. Em seu país, converter-se do islã ao cristianismo é visto como uma traição, e as consequências são severas. Até atos simples, como renovar a carteira de identidade nacional ou abrir uma conta no banco, exigem que ela esconda sua fé, fingindo ser alguém que não é.

Shima conhece outras pessoas cujas vidas foram abaladas por causa da perseguição extrema. “Quando o primo da minha amiga descobriu que ela é uma cristã secreta, ele a agrediu e ameaçou expô-la ao resto da família, forçando-a a viver em silêncio e medo por anos. Se outros parentes descobrissem que ela era cristã, ela perderia tudo, até mesmo a própria vida. Somos obrigados a viver sempre nas sombras”, a cristã compartilha enquanto seus olhos refletem os fardos que carrega.

A pressão é implacável, especialmente durante o Natal ou cerimônias religiosas islâmicas, mas a fé de cristãos como Shima só cresce e floresce. Apesar de tudo isso, Shima e outros cristãos locais se agarram à fé em Jesus e têm as forças renovadas em Deus. “Não há atividades cristãs legalizadas no meu país. Nenhuma, mas ainda assim fazemos os cultos”, ela explica.

Diante da perseguição, as igrejas domésticas continuam a crescer. “Os cristãos se tornaram mais sábios e ousados por meio da proteção e da provisão de Deus. Muitas pessoas estão cansadas do islã e prontas para ouvir o evangelho”, afirma Shima. “Eu espero que o mundo exterior esteja ciente de todas as prisões e aja”, diz ela.

Essa não é apenas a súplica de Shima, mas de todos os cristãos perseguidos que vivem no Irã. Eles anseiam por um dia em que possam viver sua fé abertamente e louvar a Deus em alta voz. Um dia em que as crianças possam dizer com orgulho que são cristãs em suas escolas e que um enterro cristão não precise ser escondido, nem um casamento realizado em segredo. Um dia em que Shima possa sair sem pensar em seu colar de prata brilhando sob os raios do sol. “Quanto tempo esperaremos, oh, Senhor. Mas que a sua vontade seja feita, no seu tempo”, conclui Shima em oração.

Fonte: Portas Abertas

Cantora gospel Cissy Houston, mãe de Whitney Houston, morre aos 91 anos

Cantora gospel Cissy Houston, mãe de Whitney Houston (Foto: Reprodução)
Cantora gospel Cissy Houston, mãe de Whitney Houston (Foto: Reprodução)

Cissy Houston, a cantora gospel e diretora de coral da igreja, ganhadora de dois prêmios Grammy, mãe da falecida cantora pop e atriz icônica Whitney Houston, morreu. Ela tinha 91 anos.

Nascida Emily Drinkard em 30 de setembro de 1933, Cissy Houston morreu em sua casa em Newark, Nova Jersey, às 10h30 da manhã desta segunda-feira, 7 de outubro, cercada pela família.

Ela estava sob cuidados paliativos para a doença de Alzheimer, disse sua família em uma declaração compartilhada nas redes sociais. Eles chamaram a morte da cantora de um momento de “profunda tristeza”.

“Nossos corações estão cheios de dor e tristeza. Perdemos a matriarca da nossa família”, disse a nora Pat Houston.

“Mãe Cissy tem sido uma figura forte e imponente em nossas vidas. Uma mulher de profunda fé e convicção, que se importava muito com a família, o ministério e a comunidade. Sua carreira de mais de sete décadas na música e no entretenimento permanecerá na vanguarda de nossos corações. Suas contribuições para a música popular e a cultura são inigualáveis”, acrescentou Pat Houston. “Somos abençoados e gratos por Deus ter permitido que ela passasse tantos anos conosco e somos gratos por todas as muitas lições de vida valiosas que ela nos ensinou. Que ela descanse em paz, ao lado de sua filha, Whitney, e da neta Bobbi Kristina e outros queridos membros da família.”

A família agradeceu ao público pelo “generoso apoio”, mas pediu privacidade durante o luto.

A New Hope Baptist Church em Newark, onde Cissy Houston serviu como diretora de coral por mais de 50 anos, também anunciou sua morte. A congregação está se preparando para “celebrar sua vida”.

“O pastor Joe A. Carter e os membros da The New Hope Baptist Church anunciam tristemente o falecimento de nossa querida Dra. Emily Cissy Houston”, disse a igreja em uma declaração na segunda-feira à noite. “A Dra. Houston serviu a The New Hope Baptist Church por mais de 50 anos, e somos muito gratos por sua vida e legado. Por favor, mantenham sua família e amigos em oração, enquanto nos preparamos para celebrar sua vida.”

Houston, que passou décadas como uma figura influente na música gospel americana, ganhou prêmios Grammy na categoria soul gospel tradicional por seus álbuns “Face to Face” em 1997 e “He Leadeth Me” em 1999.

Ela também foi uma cantora de soul reconhecida que forneceu vocais de apoio para estrelas como Aretha Franklin e Elvis Presley. Além de sua filha icônica Whitney Houston, que morreu em 2012, Cissy Houston fazia parte de uma família de cantores de sucesso que inclui suas sobrinhas Dee Dee Warwick e Dionne Warwick e a renomada soprano Leontyne Price.

Quando a notícia de sua morte se espalhou na segunda-feira à noite, muitos na indústria do gospel e do entretenimento fizeram declarações públicas lamentando sua morte.

“Minhas mais profundas condolências a toda a família de Mama Cissy Houston. Depois que Whitney faleceu, a Sra. H e eu conversamos pelo menos uma vez por mês até que ela ficou muito doente”, escreveu o cantor gospel Kurt Carr em uma declaração no Facebook . “Que bênção e privilégio foi conhecê-la e receber toda a sua sabedoria sobre a vida, a igreja, o mundo da música, Elvis lol, e sua fenomenal garotinha Whitney. Descanse bem, Mama Cissy… Grande é sua recompensa.”

Outros, como o magnata da mídia Tyler Perry, lamentaram a morte de três gerações de mulheres na família de Houston, citando Whitney Houston e a filha de Whitney, Bobbi Kristina Brown, que morreu em 2015, aproximadamente três anos após a morte de sua mãe.

“É difícil acreditar que todas as três gerações dessas mulheres já faleceram. Hoje, com o coração humilde e muita tristeza, digo adeus à incrível Cissy Houston. Que voz, que risada, que coração. Descanse bem nos braços do Jesus sobre o qual você nos falou”, escreveu Perry no Facebook.

Em uma declaração à People, Bobby Brown, ex-genro de Cissy Houston, também prestou homenagem.

“Enviando amor e bênçãos à família Houston por essa grande perda”, disse Brown. “Que ela descanse em Paz e Poder. Os Browns.”

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

Professor cristão demitido por não usar pronomes trans obtém vitória judicial nos EUA

Professor Peter Vlaming foi demitido por não concordar em chamar aluna pelo pronome transgênero que ela escolheu. (Foto: CBN News)
Professor Peter Vlaming foi demitido por não concordar em chamar aluna pelo pronome transgênero que ela escolheu. (Foto: CBN News)

O professor de francês Peter Vlaming, que foi demitido por se recusar a usar o pronome masculino preferido de uma estudante transgênero, nos Estados Unidos, obteve um novo desfecho judicial.

O Conselho Escolar de West Point, na Virgínia, concordou em pagar US$ 575.000 para encerrar um processo movido pelo cristão, que foi demitido em dezembro de 2018.

As autoridades concordaram em indenizar o professor com essa quantia, que abrange danos, prejuízos e honorários advocatícios, além de eliminar a demissão de seu registro.

O professor contou com a representação da Alliance Defending Freedom (ADF), uma organização jurídica sem fins lucrativos conhecida por vencer casos de liberdade religiosa na Suprema Corte dos Estados Unidos.

“Como professor, Peter era apaixonado pelo assunto que ensinava, seus alunos o apreciavam e faziam de tudo para atender aos seus pedidos. Mas ele não podia, em consciência, dizer coisas que sabia que não eram verdadeiras”, relatou o principal consultor jurídico da ADF, Tyson Langhofer.

E continuou: “Temos o prazer de resolver este caso favoravelmente em nome de Peter e esperamos que outros funcionários do governo e da escola tomem nota do alto custo envolvido em não respeitar as liberdades constitucionalmente protegidas dos americanos”.

Após a decisão das autoridades do estado, Peter disse: “Eu tento agradar todos os alunos da minha classe, mas não poderia dizer algo que violasse diretamente minha consciência”.

“Estou muito grato pelo trabalho dos meus advogados da Alliance Defending Freedom que levaram meu caso à vitória, e espero que isso ajude a proteger os direitos fundamentais da Primeira Emenda de todos os outros professores”, acrescentou.

Sobre o caso, o superintendente das escolas públicas de West Point, Larry L. Frazier Jr., informou à imprensa americana que estava satisfeito em ter chegado a um acordo que, segundo ele, “não afetará negativamente os alunos, funcionários ou a comunidade escolar de West Point”.

Processo jurídico

Em 2018, Peter foi demitido após se recusar a se referir a uma estudante usando pronomes masculinos. Então, o distrito escolar o acusou de discriminação com base na identidade de gênero.

Na época, um grupo de estudantes saiu em protesto contra a demissão do professor e um deles afirmou: “Ele não foi demitido por algo que ele disse. Ele foi demitido pelo que não disse”.

Vlaming processou funcionários da escola em 2019, mas o Tribunal de Circuito de King William rejeitou sua ação, levando-o a recorrer à Suprema Corte do estado em 2021.

Em dezembro de 2023, a Suprema Corte da Virgínia decidiu a favor do professor, anulando uma decisão anterior contra ele e enviando o caso de volta ao tribunal inferior para novos procedimentos.

O juiz da Suprema Corte da Virgínia, D. Arthur Kelsey, responsável pela opinião majoritária, afirmou que Peter tinha “uma reivindicação legalmente viável” de que o conselho escolar infringiu sua liberdade religiosa.

“O tribunal de primeira instância cometeu um erro ao rejeitar esta ação. Entendemos, como todo mundo, que deve ser reconhecido algum princípio limitante a este direito não condicionado pelo texto”, declarou o juiz.

“No entanto, sabemos com a mesma certeza que a limitação não pode ser simplesmente ‘guardar a própria religião para si mesmo’. Seria alarmante pensar que na Comunidade da Virgínia, uma pessoa religiosa precisa de um direito constitucional simplesmente para manter uma crença ou opinião silenciosa que não muda nada do que faz ou deixa de fazer”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Evangélico Digital

Cristãos são presos por compartilhar testemunhos de fé em aplicativo na China

Mulher chinesa com um smartphone (Foto ilustração)
Mulher chinesa com um smartphone (Foto ilustração)

Dois cristãos foram presos e acusados de violar a aplicação da lei comunista na China após compartilharem testemunhos de fé no aplicativo de mensagens “WeChat” — uma plataforma semelhante ao WhatsApp no Brasil.

O caso ocorreu em agosto de 2023, e mais tarde, eles foram detidos criminalmente pela polícia local sob acusações de “utilizar seitas supersticiosas, sociedades secretas ou cultos para comprometer a aplicação da lei”. Então, foram processados ​​pela procuradoria local.

O Tribunal Popular da Cidade de Aksu havia programado inicialmente a audiência do caso para 29 de agosto de 2024. Contudo, em razão de objeções apresentadas pelos advogados quanto a determinadas condutas da equipe do tribunal, a audiência pública foi substituída por uma conferência pré-julgamento na data prevista para o julgamento.

Antes da conferência pré-julgamento, os advogados de defesa solicitaram formalmente uma cópia dos dados eletrônicos do juiz, mas o pedido foi negado. Em resposta, o juiz orientou-os a visualizar e ouvir os dados eletrônicos diretamente no tribunal.

Yuan, um dos advogados dos cristãos, considera que os dados eletrônicos são evidências fundamentais para a resolução do caso. Segundo a legislação, os advogados precisam estar plenamente familiarizados e entender esses dados antecipadamente para realizar seu trabalho de forma eficaz.

Portanto, se os advogados não tiverem acesso aos materiais do caso, ele não cumpre os requisitos necessários para a audiência. No entanto, o juiz organizou uma conferência para esse propósito.

Após a decisão do juiz, os advogados se opuseram, mas para avançar no caso, concordaram com o horário da conferência pré-julgamento, esperando solicitar a cópia das evidências novamente durante a reunião. Porém, o pedido foi negado.

Censura de dados cruciais

A China Aid informou que alguns problemas do caso foram expostos durante a conferência pré-julgamento. Entre eles:

  1. O tribunal não notificou os cristãos sobre o julgamento com três dias de antecedência, conforme exigido por lei;
  2. Os cristãos demoraram a serem retirados do centro de detenção, o que também deixou o juiz impotente;
  3. Os crentes chegaram do centro de detenção no tribunal usando algemas nas pernas e a polícia não tinha chaves para removê-las;
  4. O promotor reconheceu no tribunal que assinaturas em evidências complementares da investigação foram adicionadas e retrodatadas posteriormente, o que, segundo os advogados, pode indicar uma possível fabricação de provas;
  5. Embora o painel colegiado normalmente não tenha interrompido os discursos dos advogados durante a reunião, eles negaram o pedido para que os advogados pudessem fazer cópias legais das evidências de dados eletrônicos no local.

Em resposta a algumas das irregularidades do tribunal, o advogado Yuan apresentou uma queixa e compartilhou o assunto no Weibo (Twitter na China):

“Se o direito dos advogados de acessar os arquivos do caso não pode ser garantido, como o caso pode ser julgado de forma justa? No início do ano, relatei problemas à Procuradoria Popular da Região Autônoma de Xinjiang e recebi uma recepção muito calorosa, atenciosa e profissional”.

E continuou: “Então, acredito que o que encontramos em Aksu é apenas um caso isolado. Por favor, Tribunal da Cidade de Aksu, proteja os direitos de prática dos advogados de acordo com a lei”.

A data oficial do julgamento ainda não foi definida. O tribunal de Aksu notificou os advogados sobre a intenção de realizar o julgamento em 17 de outubro.

No entanto, o advogado Yuan acredita que as condições necessárias para o julgamento não foram atendidas, uma vez que os advogados ainda não foram autorizados a copiar dados eletrônicos cruciais do caso.

Fonte: Guia-me com informações de China Aid

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