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Pastora é assassinada pelo sobrinho dentro de igreja no ES

Revólver (Imagem ilustrativa)
Revólver (Imagem ilustrativa)

Uma pastora evangélica identificada como Marta Alves de Oliveira foi assassinada a tiros pelo próprio sobrinho dentro de uma igreja no bairro Rubem Braga, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo.

De acordo com informações da Polícia Militar, o suspeito invadiu o local onde Marta estava e efetuou os disparos, na noite da última sexta-feira (13). O homem, cuja identidade não foi divulgada, foi preso horas após o crime.

A disputa por um imóvel é a principal motivação para o assassinato da pastora Marta, segundo familiares. Segundo a polícia, o sobrinho da vítima, identificado como Guilherme Alves de Oliveira Lima, de 20 anos, confessou a autoria dos disparos. Testemunhas contaram à polícia que a pastora foi morta na casa que funcionava como igreja, e seria o motivo da briga familiar.

A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de homicídio e, ao chegar na igreja, encontrou Marta caída no chão. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado e confirmou a morte da pastora no local.

Testemunhas relataram que o irmão da vítima estava próximo à igreja no momento do crime e ouviu o sobrinho ameaçar matar a tia. “O irmão da vítima disse que ficou assustado e entrou para a residência. Logo depois, ouviu dois disparos de arma de fogo e gritos”, informou a polícia em nota.

O suspeito foi localizado nas proximidades da igreja e, inicialmente, resistiu à abordagem policial, sendo necessário o uso de força e spray de pimenta para contê-lo. Aos policiais, ele confessou o homicídio e afirmou que era ameaçado de morte pela pastora.

O corpo de Marta Alves de Oliveira foi encaminhado à SML (Seção Regional de Medicina Legal) de Cachoeiro de Itapemirim, onde foi necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares.

O velório da pastora aconteceu às 15h deste sábado (14), e o sepultamento ocorreu por volta de 17h, no Cemitério do bairro Coronel Borges, em Cachoeiro.

Fonte: O Hoje e G1

As doações dos evangélicos às igrejas estão “muito baixas”, sugere uma nova pesquisa

Cristãos praticantes doam mais do que os não cristãos( Foto: Bíblia ao lado de moedas/Canva)
Cristãos praticantes doam mais do que os não cristãos( Foto: Bíblia ao lado de moedas/Canva)

A parcela de cristãos evangélicos protestantes que doam financeiramente às igrejas caiu significativamente nos últimos três anos nos EUA, segundo uma nova pesquisa.

A Infinity Concepts e a Grey Matter Research divulgaram recentemente o relatório de 41 páginas “The Giving Gap: Changes in Evangelical Generosity”, que se baseia em dados compilados por meio de pesquisas on-line com 1.039 protestantes evangélicos por meio de uma combinação de painéis de pesquisa no início de 2024.

As informações foram comparadas ao relatório de 2021 “The Generosity Factor”, que se baseou em dados compilados durante a pandemia da COVID-19.

Os pesquisadores usaram a definição de evangélico da Associação Nacional de Evangélicos para qualificar os entrevistados evangélicos. O estudo conclui que as doações dos evangélicos estão “muito baixas” em “quase todas as medidas”.

De acordo com os dados de 2024, 61% dos adultos evangélicos doaram para uma igreja local no ano anterior, metade (50%) doou para uma organização fora da igreja e 42% doou tanto para a igreja quanto para a caridade. Quase um terço (31%) disse que não doou nem para uma igreja nem para uma organização beneficente.

A parcela de evangélicos que doaram para igrejas caiu 13 pontos percentuais em relação a 2021, o que equivale a uma redução de 17% nas doações.

“A proporção de doações para uma igreja caiu de 74% para 61%, e a porcentagem que doou para uma organização sem fins lucrativos ou ministério fora da igreja caiu de 58% para 50%”, afirma o relatório. “A proporção que não apoiou nenhum dos dois aumentou de 19% para 31% nos últimos três anos.”

O doador evangélico médio doa 2,8% de sua renda familiar para igrejas, abaixo dos 3,2% em 2021. O adulto evangélico médio doa 3,3% de sua renda familiar entre igreja e caridade, em comparação com 4% em 2021.

Os evangélicos doaram uma média de US$ 2.503 para igrejas nos 12 meses anteriores, de acordo com as respostas. Isso representa um declínio de 15% em relação à média ajustada pela inflação de US$ 2.953 em 2021. Mesmo entre aqueles que doaram para a igreja ou caridade, o total médio doado foi de $ 3,053, uma queda de 15% em relação aos $ 3,572 em 2021.

“Os números pintam um quadro cada vez mais sombrio da generosidade evangélica”, disse o presidente da Grey Matter Research, Ron Sellers. “Quase todas as medidas de doação caíram para quase todos os tipos de evangélicos. Uma exceção são os evangélicos de cor, que permaneceram muito mais firmes em suas doações do que os outros. … Embora a generosidade americana esteja em baixa em todo o país, de acordo com a Giving USA, o comportamento dos crentes deveria ser diferente.”

Os pesquisadores descobriram uma forte correlação entre “envolvimento regular em atividades espirituais” e doações. Os evangélicos que oram regularmente, frequentam cultos, participam de pequenos grupos e leem a Bíblia têm duas vezes mais chances de doar para caridade e três vezes mais chances de doar para a igreja do que aqueles que “raramente ou nunca” fazem essas coisas.

“A Igreja americana tem ensinado sobre doação, dízimo e mordomia há séculos, e o evangélico médio está doando 2,3% da renda familiar”, disse o CEO da Infinity Concepts, Mark Dreistadt, em um comunicado.

“Se quisermos que as pessoas aumentem sua generosidade, talvez a chave não seja incentivá-las a doar mais, mas incentivá-las a se envolverem mais espiritualmente: ler mais a Bíblia, envolver-se com um pequeno grupo, participar de cultos com mais regularidade ou ouvir mais rádio cristã.”

Dreistadt enfatizou que a generosidade “é mais do que apenas dar”.

“Trata-se de entender a verdadeira fonte de nossas bênçãos e ser generoso com os outros como o Senhor tem sido generoso conosco”, disse ele. “Presumivelmente, os crentes engajados estão crescendo em sua compreensão de Sua dádiva para nós.”

Dados divulgados recentemente pelo projeto de pesquisa Exploring the Pandemic Impact on Congregations (Explorando o impacto da pandemia nas congregações) e pela iniciativa de pesquisa Faith Communities Today (Comunidades de fé hoje) constataram que, embora as igrejas tenham sofrido com a diminuição da frequência, os fiéis que têm comparecido parecem estar doando mais para cobrir as despesas operacionais, pois o aumento das doações não superou o aumento das despesas devido à inflação.

“Embora a pandemia tenha pintado um retrato distinto da doação na vida congregacional, ela não alterou drasticamente a saúde fiscal das comunidades religiosas até o momento”, observaram os pesquisadores em ”Finances and Faith: A Look at Financial Health Among Congregations in the Post-Pandemic Reality” (Finanças e fé: uma análise da saúde financeira das congregações na realidade pós-pandêmica).

“O aumento da necessidade financeira (devido ao trauma da pandemia, ao declínio de frequentadores e a outros fatores) resultou em maior doação individual, mas também em um número menor de contribuintes totais, mesmo quando os frequentadores geralmente doavam mais do que antes.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Avança Projeto de Lei que altera dia de folga conforme religião do trabalhador

Plenário do Senado Federal. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Plenário do Senado Federal. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, na última quarta-feira (4), um projeto que assegura aos trabalhadores o direito de ajustar o horário de trabalho para observância de dias sagrados de sua religião e de usar adereços religiosos no ambiente de trabalho. O projeto, originado na Câmara dos Deputados, recebeu o apoio do senador Magno Malta (PL-ES) e agora será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Malta argumentou que o projeto visa equilibrar a religiosidade e a economia, sem provocar decisões econômicas irracionais. “É importante reconhecer que o trabalhador possui direitos fundamentais, incluindo a espiritualidade, e não deve ser tratado apenas como uma peça produtiva, despersonalizada”.

O projeto de lei 3.346/2019 propõe alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Lei 5.452, de 1943) e na Lei 8.112, de 1990. A proposta visa garantir aos trabalhadores do setor privado e do serviço público federal o direito de ajustar seu horário de trabalho de forma razoável, em acordo com o empregador ou chefia imediata, quando o dia de guarda religioso coincidir com dias ou turnos de trabalho.

Segundo a proposta, a adaptação pode ocorrer por meio da alteração do dia de descanso semanal remunerado, aumento das horas de trabalho diárias ou troca de turno, até que as horas sejam compensadas conforme o contrato de trabalho.

O texto estabelece que o trabalhador deve informar antecipadamente sua ausência no dia de guarda e que o empregador pode rejeitar o pedido, desde que ofereça uma justificativa razoável relacionada a exigências técnicas ou impedimentos legais. Caso o pedido seja negado sem justificativa, o trabalhador do setor privado poderá solicitar a rescisão do contrato de trabalho, mantendo todos os direitos trabalhistas garantidos.

Fonte: Comunhão com informações Agência Senado

Mais de 900 pessoas aceitaram a Jesus durante campanha evangelística nas Filipinas

Campanha evangelística nas Filipinas (Foto: Reprdução/YouTube/Igreja Adventista do Sétimo Dia)
Campanha evangelística nas Filipinas (Foto: Reprdução/YouTube/Igreja Adventista do Sétimo Dia)

Mais de 900 pessoas aceitaram a Cristo após uma campanha evangelística que levou a mensagem de salvação em várias regiões das Filipinas.

A ação uniu diversas congregações da Igreja Adventista filipina, em uma campanha simultânea em 60 locais nas províncias de Masbate, Bohol e Cebu, durante todo o mês de julho.

A campanha evangelística contou com ações sociais para a comunidade, incluindo atendimento de saúde, palestras para famílias e distribuição de mantimentos.

Segundo o Adventist News, o projeto resultou em 977 conversões em áreas urbanas e rurais, de diversas classes sociais. Os novos convertidos foram batizados em praias do país.

“Organizar uma campanha massiva como essa só é possível por meio do compromisso e da paixão de indivíduos dedicados a compartilhar o Evangelho”, destacou o líder local Lelord Arranguez.

Já Maniego, diretor de Comunicação da Igreja Adventista nas Filipinas, encorajou os cristãos: “Que esse impulso prevaleça até que Ele venha. Milhões ainda estão por aí, esperando para ouvir a voz de Deus”.

Fonte: Guia-me com informações de Adventist News

Ruanda: 10 mil igrejas são fechadas pelo governo e pastores são perseguidos

Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)
Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)

O governo de Ruanda continua fechando milhares de igrejas, em uma ação de repressão à fé que iniciou no final de julho.

Segundo o Religion News Service, o número de templos fechados já chegou a quase 10.000. Só no mês de agosto foram mais de 5 mil igrejas fechadas.

As autoridades estão usando o pretexto de proteger os cidadãos de abusos pastorais e locais sem segurança para reprimir o cristianismo no país africano.

O governo alegou que os locais de culto barrados estavam fora das exigências de funcionamento, estabelecidos por leis em 2018.

A lei exige que os líderes religiosos tenham diploma de teologia, que as igrejas se registrem no governo e que tenham declarações de fé esclarecendo sua doutrina. As declarações das denominações precisam ser enviadas ao Conselho de Governança de Ruanda, a agência governamental que regula as casas de culto e outras organizações.

Igreja transformada em mesquita

Segundo o Dr. Stephen Isaac, vice-presidente de Assuntos Acadêmicos do Instituto Bíblico Totalmente Equipado, a regulamentação gerou uma crise grave para a Igreja ruandesa.

“Quase todos os pastores com quem falei estão profundamente preocupados e a maioria sofreu perseguição, incluindo um pastor cujo prédio foi apreendido e convertido em mesquita. O que os governos estão exigindo resultará no fechamento de igrejas em toda a África”, alertou ele.

Isaac observou que os pastores não conseguem cumprir as exigências por falta de recursos financeiros para frequentar uma faculdade de teologia. Já os pastores de áreas rurais não podem deixar suas igrejas, famílias e o trabalho para estudar.

O Instituto Bíblico Totalmente Equipado, uma universidade cristã com sede nos Estados Unidos, está oferecendo bolsas acadêmicas e acesso on-line para líderes obterem diplomas de bacharel, com o objetivo de evitar o fechamento de mais igrejas.

“É difícil expressar totalmente o quão urgente é essa situação. Parece que estamos correndo à frente de um incêndio florestal. Os pedidos de bolsas de estudo estão chegando. Homens e mulheres fieis e corajosos estão desesperados para manter as portas de suas igrejas abertas e simplesmente não têm dinheiro para adquirir os diplomas de bacharel que seus governos exigem”, comentou a Dra. Victoria Isaac, presidente do Instituto Bíblico.

Exigências rigorosas

As exigências legais também incluem: as paredes da igreja devem ser equipadas com isolamento acústico; as estradas de acesso à igreja, bem como os complexos da igreja, devem ser pavimentadas e todas as igrejas devem ter pára-raios.

Além disso, o governo exige que as denominações instalem um tipo específico de teto de lona (mesmo que o material apresente risco de incêndio).

Em Ruanda, a maioria das igrejas não têm condições financeiras de fazer as mudanças exigidas.

“Descobrimos que todas as igrejas estão sofrendo o mesmo destino e que mesmo as igrejas consideradas luxuosas para os padrões locais tiveram que fechar”, afirmou um analista local, em entrevista anterior ao World Watch Monitor.

O país da África Oriental com 12 milhões de habitantes é predominantemente cristão. Conforme o censo de 2022, cerca de 48% são protestantes, entretanto, a Igreja Católica Romana é a maior denominação.

Em 2019, Ruanda possuía 15.000 igrejas, 700 delas estavam legalmente registradas.

Fonte: Guia-me com informações de Christian News Wire

Terroristas atacam igreja e matam 26 cristãos em Burkina Faso

Cristãos em uma igreja em Burkina Faso (Foto: Ilustrativa/Reprodução/Open Doors)
Cristãos em uma igreja em Burkina Faso (Foto: Ilustrativa/Reprodução/Open Doors)

Um grupo terrorista, ligado à Al Qaeda, matou brutalmente 26 cristãos durante um ataque a uma igreja, em Burkina Faso, no final de agosto.

Segundo a Christian Solidarity International (CSI), organização que monitora a perseguição no mundo, militantes do “Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM)” invadiram a igreja evangélica Aliança Cristã, na cidade de Sanaba, e assassinaram membros da igreja, em 25 de agosto.

“Vinte e seis fieis foram mortos. Suas mãos estavam amarradas e suas gargantas cortadas”, contou um pastor da capital Ouagadougou, que visitou o local após o ataque, em entrevista à CSI.

O líder disse que os sobreviventes conseguiram se refugiar em uma escola, durante o ataque terrorista.

Uma das sobreviventes é uma menina chamada Micheline, que teve três balas removidas de sua perna direita.

“Estamos fazendo o nosso melhor para garantir que ela possa voltar à escola. Ela agora está fora do hospital e está com uma família adotiva”, informou o pastor.

Junto com uma equipe, o líder ajuda vítimas da violência islâmica em Burkina Faso, doando alimentos, roupas e cobertores.

Série de ataques

O ataque à Igreja Aliança Cristã aconteceu um dia depois que os mesmos extremistas mataram cerca de 200 pessoas na cidade de Barsalogho.

O ataque coordenado do JNIM ocorreu enquanto militares e civis cavavam trincheiras para se protegerem de ataques extremistas.

Segundo a organização cristã “Ajuda à Igreja que Sofre” (ACN), 22 cristãos estão entre as vítimas. Mais de 300 pessoas ficaram feridas no ataque e foram atendidas no hospital de Kaya.

De acordo com relatos de moradores, mais de 100 terroristas chegaram em motos e abriram fogo com armas pesadas contra soldados e civis, incluindo mulheres, crianças, e idosos. O ataque brutal durou mais de horas, das 9h às 16h, conforme a rádio RFI.

Este foi o terceiro ataque terrorista em Burkina Faso somente no mês de agosto e um dos mais sangrentos da história. Desde 2015, o país sofre com o extremismo islâmico.

Aumento da perseguição

Em fevereiro, 15 cristãos foram mortos durante um ataque de militantes islâmicos em uma igreja no país.

Em 2023, o país sofreu com os ataques violentos e mortais. A maior parte das atividades terroristas na África Ocidental vem de grupos islâmicos radicais que lutam por um califado muçulmano.

Levando em conta a motivação, sabe-se que muitos cristãos, pastores e igrejas estão nos planos dos criminosos.

“Burkina Faso é um país onde vemos uma crescente ameaça terrorista, e muito disso tem a ver com sua fronteira”, explicou Todd Nettleton, da Voz dos Mártires nos EUA.

“O país africano compartilha uma fronteira muito longa com o Mali. Sabemos que o Mali tem estado muito instável nos últimos anos e que tem enfrentado muitas atividades terroristas. Isso passou pela fronteira com Burkina Faso”, continuou.

Além disso, Burkina Faso faz fronteira com o Níger: “Lá também vimos o aumento de ataques terroristas e, portanto, parece que muito dessa violência e muito desse terrorismo está atravessando a fronteira e chegando até aqui”, disse ainda.

O país ocupa o 20° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2024 da Missão Portas Abertas

Fonte: Guia-me com informações de Christian Solidarity International

Cristãos enfrentam perseguição no Sul de Chiapas, no México

Casal cristão preso no México (Foto: Portas Abertas)
Casal cristão preso no México (Foto: Portas Abertas)

Mauricio Vázquez, um cristão indígena do Sul de Chiapas, no México, e sua família experimentaram perseguição por serem cristãos. Desde muito novo, Mauricio trabalha no campo. Os pais o ensinaram a trabalhar com a terra, e desde então, como a maioria dos indígenas na região, ele dedica a vida ao plantio de feijão, café, vegetais e cebolinha. “Essa é a fonte de renda para alimentar minha família”, disse. Em 2022, sua fé em Jesus foi o motivo da comunidade tirar o certificado agrário dele, documento que garante a posse da terra na região e permite o trabalho como agricultor.

“A perseguição começou quando aceitei ao Senhor Jesus. Primeiro, as autoridades da comunidade tentaram tirar o título da minha terra. Depois, tiraram meu certificado para eu não trabalhar em minha terra, me prenderam junto com minha esposa por 24 horas, e finalmente, proibiram nosso acesso a água potável e aos serviços públicos. Passamos sete meses dessa forma”, disse Mauricio, relembrando os momentos em que sua vida mudou para sempre.

Em sua comunidade, o cristianismo é proibido pelos líderes tradicionais. A única religião permitida é a versão do catolicismo ensinada pelos líderes da Igreja Católica e qualquer um que acredite em algo diferente pode enfrentar consequências terríveis, incluindo prisão, linchamento, expropriação de terra, interrupção do fornecimento de serviços básicos e até mesmo exílio.

“Para acreditar em Deus, você tem que adorar imagens e participar das tradições. A comunidade acha que deve orar para os santos enviarem chuva e realizar festas tradicionais. Há um acordo de que se alguém deixar a fé católica, deve deixar o território e a comunidade. Eles pensam que nossa fé não vem de Deus e que estamos enganando as pessoas para conseguir o dinheiro delas”, explica.

Resistindo à perseguição

Renunciar ao evangelho ou deixar a comunidade foi uma ameaça contínua durante meses. Toda vez que alguém via Mauricio e sua família, zombava ou os ameaçava. Os membros da comunidade também diziam que ele deveria pagar uma multa de 1.205 dólares pela quebra do acordo de acreditar apenas na religião católica. “Eu não queria renunciar a minha fé porque, ao buscar a Deus nas tradições, não obtive resultados. Isso só aconteceu quando realmente encontrei o Deus vivo, que curou minha filha após um acidente que quase a matou”, disse Mauricio.

Foi um tempo difícil devido às constantes ondas de ameaça e assédio da comunidade. “Nós todos sofremos muito. Eles nos ameaçaram e, depois disso, meus filhos ficaram com muito medo de sair de casa e minha esposa muito estressada quando precisava buscar água potável. Nós fomos completamente ignorados. Ninguém na comunidade tinha permissão para conversar conosco”, acrescentou.

Em 2022, durante um culto de ação de graças na casa do Mauricio, um irmão, sabendo da situação dele, sugeriu que ele procurasse a Portas Abertas. “Quando a organização soube sobre nossa situação, começou a nos ajudar. Eles nos deram comida enquanto tudo era resolvido e nos apresentaram um advogado que pegou nosso caso e lutou pelo restabelecimento do certificado da minha terra”, disse Mauricio.

Graças aos esforços do advogado, Mauricio e sua família foram capazes de permanecer na comunidade e, depois de alguns meses de aconselhamento legal, conseguiram a reintegração do certificado agrário. Apesar da comunidade se recusar a devolvê-lo a menos que Mauricio renunciasse a sua fé, o advogado fez um novo pedido ao prefeito e à delegação do governo que ele recebesse um novo certificado e com a mesma validade. Além disso, a Portas Abertas ajudou a iniciar um diálogo entre Mauricio e sua comunidade para chegarem a um acordo.

Fonte: Portas Abertas

Cristã e mãe idosa são forçadas a fugir para floresta em Bangladesh

Mulher cristã orando (foto ilustrativa)
Mulher cristã orando (foto ilustrativa)

No dia 5 de agosto, há pouco mais de um mês, a ex primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, renunciou ao cargo depois de protestos estudantis que se tornaram violentos. A ausência da primeira-ministra causou uma grande instabilidade no país.

Foram dias sem lei, cheios de incertezas e pânico para a população. Muitos grupos radicais islâmicos também aproveitaram a falta de segurança para atacar, saquear e perseguir minorias, como cristãos. Salma e sua família foram vítimas da violência extrema.

Um testemunho da provisão de Deus

Salma, uma cristã de origem muçulmana em Bangladesh, vive com a mãe, de 75 anos, e a filha, de 14 anos. Ela foi abandonada pelo marido, que tem vício em drogas, e enfrentou incontáveis dificuldades, mas a fé dela em Cristo permanece inabalável.

Ela conheceu a Jesus há 19 anos por meio do testemunho do irmão. Mas, depois que aceitou a Jesus, ela e a família foram obrigadas a fugir do vilarejo onde moravam por causa da insegurança. E, assim que descobriam que ela era cristã, os vilarejos onde ela buscava refúgio se tornavam locais de agressão verbal, especialmente de grupos radicais.

Na noite do dia 5 de agosto, pouco depois da renúncia da primeira-ministra, os extremistas começaram a atacar. O irmão de Salma a orientou a fugir do vilarejo para sua segurança. Apesar do conselho, Salma hesitou e o medo de perder a casa que ela construiu com tanto amor, com a graça de Deus, foi maior do que o medo da perseguição.

O lar era um testemunho do trabalho duro e da provisão na vida dela e da família. Ela disse ao irmão: “Não fiz mal algum a essas pessoas, por que elas me atacariam?”.

Mas, prestes à meia noite, o som do caos encheu Salma de terror. Um grupo de extremistas, pessoas que ela nunca tinha visto antes, estava se aproximando se sua casa. Ao perceber o perigo inevitável, ela correu com a mãe para fugir de casa, em busca de um abrigo.

Em busca de refúgio

A esperança delas era que um vizinho, que tinha um triciclo, as ajudasse. Mas as expectativas foram frustradas. Ele se recusou a levá-las. Sem opções, Salma e a mãe se esconderam na floresta mais próxima. A cristã deixou a filha com seu irmão e se encontraram no esconderijo. Ali, eles conseguiam ver seus piores medos se tornando realidade.

Os extremistas invadiram a casa e destruíram tudo, até mesmo os livros escolares da filha de Salma. Durante duas longas horas, Salma e a mãe ficaram com medo, sem esperança, clamando a Deus por proteção. Quando os radicais finalmente partiram, não restou nada na casa. A cristã foi com a mãe para a casa de uma tia. Apesar de fisicamente bem, as duas estavam traumatizadas pela noite aterrorizante.

Quando pararam para pensar em tudo que aconteceu, a mãe de Salma encontrou consolo na história de Jó. Ela disse: “Conheci a história de Jó, que passou por um imenso sofrimento e perdas, mas permaneceu firme, confiando em Deus. Talvez também estejamos sendo testadas. Orem por nós para que permaneçamos firmes como Jó nesse momento difícil de nossa vida”.

Salma e outros cristãos perseguidos em Bangladesh estão sendo assistidos com alimentos e outros itens de ajuda emergencial. Isso é possível graças à generosidade dos parceiros brasileiros que fazem a diferença nesse momento desafiador. Contamos com suas orações por Salma e todos os nossos irmãos na fé afetados pela crise em Bangladesh há pouco mais de um mês.

Fonte: Portas Abertas

Justiça condena igreja por expor e constranger fiel que denunciou crimes sexuais que teriam sido cometidos por pastor

Igreja Tabernáculo da Fé em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Igreja Tabernáculo da Fé em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Igreja Tabernáculo da Fé, em Goiânia, Goiás, foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais depois que um fiel teve o nome e imagens expostas em um culto por ter testemunhado contra o pastor Joaquim Gonçalves Silva em uma investigação por crimes sexuais, em 2021. Joaquim morreu em agosto do mesmo ano por Covid-19.

Além da Igreja, a decisão de 6 de setembro deste ano também condenou dois advogados que atuavam no caso, Leandro Silva e Ozemar Nazareno, bem como outro pastor da Tabernáculo, Clayton da Silva. Ao porta G1, os advogados disseram que vão recorrer.

O culto em questão aconteceu em 11 de julho de 2021, na sede da Tabernáculo da Fé, e foi transmitido ao vivo pela internet. No vídeo, de mais de duas horas, existem três momentos em que advogados afirmaram que o fiel fazia parte de uma conspiração para destruir a imagem de Joaquim Gonçalves com depoimentos e provas manipuladas das vítimas dos supostos crimes sexuais.

Na filmagem, a partir de 43 minutos e 12 segundos, o advogado Leandro Silva cita o nome completo do fiel para toda a igreja e para os telespectadores da transmissão, expondo-o publicamente como participante das investigações.

A partir de 1 hora 6 minutos, um vídeo é exibido com áudios cortados e manipulados, sugerindo que o fiel teria procurado mais de 80 pessoas para coagi-las a agir contra o pastor Joaquim Gonçalves. Cinco minutos depois, o advogado faz novas declarações que atacam o fiel, envolvendo-o em uma suposta conspiração contra o pastor.

Como o pastor Joaquim morreu, o Ministério Público de Goiás informou que o processo foi arquivado.

Relembre o caso

Pelo menos quatro casos de abusos por parte do líder Joaquim foram registrados até 2021 na Polícia Civil. Em um dos casos, uma adolescente que tinha 17 anos relatou em um vídeo publicado nas redes sociais que, em de janeiro de 2021, o pastor chegou a beijá-la quando ela esteve em seu escritório pedindo ajuda sobre o seu casamento, que estava em crise.

“Fui pedir conselhos depois de ter problemas no meu relacionamento. Foi quando ele colocou a mão no meu corpo e me deu um beijo. Passou a mão pelos meus seios e desceu até embaixo, quando eu o interrompi. Eu fiquei em choque, nunca na vida eu esperei isso dele”, contou.

Com medo dos julgamentos que poderia receber de membros da igreja, a adolescente disse que só teve coragem de denunciar os abusos que sofreu três meses depois do ocorrido, quando ficou sabendo que outras mulheres tinham passado pelo mesmo.

“Não é uma coisa que eu me orgulho de falar, porque é horrível você considerar a pessoa como um pai, que era como eu o considerava, e a pessoa aproveitar de você em um momento de fragilidade para fazer uma coisa dessa”, afirmou.

Após ser encorajada a denunciar, a adolescente registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia, em 26 de março daquele ano.

Ainda em 2021, uma mulher de 40 anos denunciou um abuso que teria ocorrido em 2018 e outra vítima, de 37 anos, denunciou ter sido assediada em 2015. Ela contou que o abuso aconteceu quando, assim como a adolescente, foi pedir ajuda ao religioso.

“Foi quando meu irmão morreu e eu terminei um relacionamento. Eu via nele a figura de um pai e, então, decidi pedir ajuda. Fui no escritório dele, estávamos só nós dois e, depois da conversa, ele me deu um abraço, me apertou muito, começou a beijar meu rosto e veio para beijar minha boca, quando eu virei”, afirmou.

Antes delas, a primeira denúncia na Polícia Civil foi registrada por uma mulher de 46 anos. Ela relatou ter sido abusada por diversas vezes entre os anos de 2002 e 2006. Ao g1, ela contou que permaneceu em silêncio por todo esse tempo porque tinha medo de que ela ou sua família fossem prejudicadas.

“Eu fazia trabalhos voluntários na igreja e amava, porque aquela era minha missão. No começo, ele dizia que, se eu contasse para alguém, iria me tirar da igreja, do trabalho. Depois, quando contei para minha família, ele mandou um aviso, pelo meu irmão, que alguém iria machucar eu, meu marido e meu filho, caso eu o denunciasse”, contou.

Sobre a investigação de crimes sexuais contra o pastor Joaquim Gonçalves Silva, na época, a defesa do pastor negou as acusações e afirmou que elas faziam parte de uma tentativa de retirar o religioso do comando da igreja.

Fonte: G1

Deputada renuncia após publicação em rede social de menino Jesus com marcas de bala

Sanija Ameti é deputada na Suíça (Foto: Keystone-SDA)
Sanija Ameti é deputada na Suíça (Foto: Keystone-SDA)

A política suíça Sanija Ameti renunciou ao seu cargo de liderança no Partido Liberal Verde em Zurique, na Suíça, após a indignação pública com as fotos que ela postou no fim de semana disparando uma pistola esportiva contra uma imagem de Maria e do menino Jesus.

As imagens, que foram compartilhadas no Instagram, mostravam os rostos de Maria e Jesus crivados de marcas de bala, gerando uma onda de críticas e reclamações formais.

Ameti, 32, que foi copresidente do movimento progressista Operação Líbero desde 2021, apagou as imagens e emitiu um pedido de desculpas logo após perceber a natureza religiosa da obra de arte.

“Peço desculpas às pessoas que foram prejudicadas pela minha postagem. Eu a apaguei imediatamente quando percebi seu conteúdo religioso. Não pensei nisso”, escreveu Ameti no X, anteriormente conhecido como Twitter. “Sinto muito.”

As imagens foram tiradas durante uma sessão de prática de tiro, onde Ameti explicou que havia escolhido a imagem porque era “grande o suficiente” para um alvo adequado, mas não havia notado o significado religioso da imagem. O incidente rapidamente atraiu condenação, particularmente de grupos conservadores e organizações cristãs.

A ala jovem do Partido Popular Suíço de direita entrou com uma queixa criminal contra Ameti, citando uma violação da liberdade de religião e culto. Nicolas Rimoldi, fundador do Mass-Voll, também anunciou sua intenção de prestar queixa, afirmando que as ações de Ameti eram profundamente ofensivas à fé cristã.

Em resposta à reação, Ameti renunciou à sua posição de liderança dentro do Partido Liberal Verde. O partido agora está considerando procedimentos de expulsão. Em uma declaração, o capítulo de Zurique dos Liberais Verdes disse: “Na visão da liderança do partido, a filiação de Sanija Ameti aos Liberais Verdes prejudicaria a reputação dos Liberais Verdes.”

Em meio às críticas públicas, Ameti teria buscado proteção policial devido às ameaças feitas contra ela, destacando ainda mais a intensidade da reação.

A vida profissional de Ameti também foi afetada pela controvérsia. Farner Group, a empresa de consultoria onde ela trabalhava, confirmou que seu emprego havia sido encerrado após o incidente.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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