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Deive Leonardo lança livro infantil sobre parábola do Bom Samaritano

Deive Leonardo (Foto: Divulgação)
Deive Leonardo (Foto: Divulgação)

Com a missão de conscientizar as crianças sobre a importância de exercer a caridade, compaixão e solidariedade, o pastor e evangelista Deive Leonardo, ao lado da Associação Evangelística, lança o livro infantil “A Turminha do Leo”. 

Ao utilizar de forma lúdica e imaginativa os ensinamentos da parábola do Bom Samaritano, o autor exemplifica aos pequenos que é possível aplicar no cotidiano os princípios bíblicos a fim de ajudar o próximo, sejam eles amigos, vizinhos ou a própria família.

Nesta obra, o leitor vai acompanhar o jovem Leo e os amigos Tony, Paty e Sophie, que após ouvir a pregação sobre esta passagem bíblica decidem encontrar uma forma de fazer o bem às pessoas. 

Em meio a dúvidas e incertezas de que eram capazes de executar esta tarefa grandiosa, Leo pede orientação para Deus e encontra na Bíblia a luz que precisava: quando lia a história da multiplicação de comida feita por Jesus, após um menino levar a cesta com pães e peixes, ele percebe que as crianças podem ser agentes de mudança em suas comunidades e auxiliar todos que necessitam.

Em uma jornada desafiadora, os quatro amigos, encorajados pela mensagem de Leo, decidem unir forças e arrecadar doações para o orfanato da cidade, criando um bazar beneficente na igreja. 

Enquanto trabalham juntos pelo bem comum e colocam em prática os princípios cristãos que aprenderam, A Turminha do Leo ensina não apenas sobre a importância de cultivar um coração compassivo e ter benevolência com todos, mas também, evidencia a gratificação que vem ao fazer o bem sem esperar nada em troca.

– […] vocês abraçaram a Palavra de Deus e a colocaram em prática. Mesmo sendo crianças, estão fazendo algo poderoso para cuidar e abençoar o próximo! – acrescentou o pastor.

– Pois é, eu não imaginava que pudéssemos fazer algo assim. Estou me sentindo um pouco como o Bom Samaritano! É muito bom ser útil e ajudar o próximo! – respondeu Leo. (A Turminha do Leo, p. 34)

Inspirado na própria trajetória de autoconhecimento e evangelização, Deive Leonardo apresenta uma versão nova de si mesmo, quando ainda buscava descobrir sua missão de vida e como disseminar a Palavra de Deus. 

Agora, depois de impactar mais de 1 bilhão de pessoas com pregações na internet, o autor coloca em prática o objetivo de ensinar as crianças, por meio da literatura, que todos são capazes de alcançar grandes feitos e deixar um impacto positivo no mundo, desde que tenham o Criador como base de cada ação.

Publicado pela Editora Vida, A Turminha do Leo também oferece músicas autorais e divertidas para enriquecer a experiência de leitura, além de atividades complementares que permitem às crianças fixarem o aprendizado sobre a lição apresentada na história.

Sobre o autor: Deive Leonardo é formado em Direito e começou a fazer sucesso na internet por meio de pregações evangelísticas com uma linguagem simples e acessível a todos. Tem o maior canal de pregação individual do mundo, com mais de 1 bilhão de visualizações e oito milhões de inscritos, público que passa de 30 milhões, somadas todas as redes sociais. Também é autor dos livros Devocional alegria do amanhecer; O amor mais louco da história; Coragem pra recomeçar e Final da tempestade.

Sobre a editora: A Editora Vida oferece títulos nas áreas infantil, jovem, relacionamentos, espiritualidade, vida cristã, ficção, acadêmicos e bíblias. Com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas, promove o crescimento espiritual do leitor. Com mais de 60 anos de destaque na publicação e venda de literatura cristã, também se firma como relevante distribuidora de Bíblias, em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas.

  • Editora ‏ : ‎ Editora Vida; 1ª edição (8 julho 2024)
  • Idioma ‏ : ‎ Português
  • Capa dura ‏ : ‎ 60 páginas
    Idade de leitura ‏ : ‎ 1 ano e acima
    Onde comprar‏ : ‎ AMAZON (CLIQUE AQUI)

Fonte: Guia-me

Pastoras repudiam pastor que disse que autismo é “visita do diabo” ao ventre das grávidas

Pastor Washington Almeida causou polêmica ao dizer que autismo é “visita do diabo” ao ventre das grávidas. (Foto: Reprodução)
Pastor Washington Almeida causou polêmica ao dizer que autismo é “visita do diabo” ao ventre das grávidas. (Foto: Reprodução)

Viralizou nas redes sociais um vídeo em que o pastor Washington Almeida, do Pará, diz que o autismo é resultado da visita do diabo ao ventre de mulheres desprotegidas.

“As crianças hoje, de cada 100, quase 30% são autistas, em vários graus. O que está acontecendo? O diabo está visitando o ventre das desprotegidas. Daqueles que não têm a graça, a habilidade, a instrumentalidade e a mentalidade para saber lidar no mundo espiritual. E ele só procura os vulneráveis, os desassistidos”, diz.

O caso aconteceu durante uma pregação na comemoração dos 90 anos da Assembleia de Deus em Tucuruí (PA). A fala do pastor ao relacionar o Transtorno do Espectro Autista (TEA) a ações demoníacas gerou uma onda de indignação. Diante da repercussão, o líder religioso pediu desculpas em rede social:

“Eu entendo que muitas vezes, no calor da mensagem, o raciocínio termina nos levando a cometer erros. E eu reconheço e estou diante de cada um de vocês para me retratar e pedir perdão, me perdoe, essa não é minha índole e meu caráter. Perdoe-me, em nome de Jesus”, disse Washington Almeida.

Diante do contexto, a pastora Aline Santos, da Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, esclarece que autismo não é demônio, não é doença nem é ação do maligno. “É genético, uma condição do ser humano, que envolve vários fatores”. Ela pondera, ainda, que cada líder, pastor, cristão, pessoa, deve pensar antes de falar sobre algo tão sério. “Estude antes o assunto. Ele diz que falou sem pensar, mas usou um percentual, que, inclusive, está errado, na colocação, de onde veio? Não pesquisou para saber”.

O último relatório do Center of Deseases Control and Prevention [Centro de Controle e Prevenção de Doenças] revela que uma em cada 44 crianças é autista. No Brasil, segundo a Organização da Saúde (ONU), existem, aproximadamente, dois milhões de pessoas autistas.

“Mesmo sem conhecer esse senhor, eu o respeito por ser um pastor, um homem consagrado por Deus para cuidar de vidas, mas a fala dele é de uma irresponsabilidade sem tamanho”, considera Aline, que diz ainda: “Não tem como trazer esse peso espiritual para uma mãe. Uma vez que essa fala chega a uma mãe, que não é esclarecida, ela acredita que fez algo errado, que o filho tem uma doença e ela é a culpada”.

A pastora observa que não está julgando o pastor, que é ungido do Senhor, mas, sim, a declaração. “Depois ele se retratou e pediu desculpas. Cabe a cada um que se sentiu ofendido desculpar, porém, aquilo que falamos não volta mais”, frisa e conclui: “Eu o desculpo por entender que, assim como ele, todos nós erramos, mas nossos erros terão consequências”.

Falta de sabedoria

Na mesma linha de raciocínio, a pastora Isabella Pinheiro, da Igreja Batista Lagoinha, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, considera que o pastor foi bem infeliz na colocação, que teve tom agressivo. Segundo ela, Satanás pode visitar qualquer um, a qualquer momento, em qualquer distração, lançando uma seta.

“Mas não quer dizer que vai causar autismo ou uma deformação. Na verdade, inclusive, as enfermidades nunca vieram do coração de Deus”, pondera a pastora.

Isabella enfatiza que é necessário ter sabedoria antes de falar. Caso contrário, a pessoa acaba promovendo uma visão de que Deus está castigando, e não é sobre isso.

Desse modo, Isabella cita Salmos 139.15,16a: “Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe”. “Então, o Senhor criou todas as pessoas, e sonhou com cada uma”, já que em Jeremias 1.5a está escrito: “Antes mesmo de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que viesses ao mundo, Eu te separei”.

Investigação MP

O Ministério Público do Estado do Pará registrou notícia de fato e apura, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tucuruí, o caso de discurso discriminatório de líder religioso em relação às pessoas com TEA. O MPPA Informa que tem um Inquérito Policial (IPL) sobre o caso do pastor, após falas capacitistas em uma pregação.

O caso já está sendo diligenciando para a reparação do dano causado pela fala discriminatória e capacitista do pastor. Assim que tomou conhecimento do fato, no dia 17 de julho, para fins de instrução da notícia de fato, foi realizada reunião na Promotoria de Justiça de Tucuruí com mães, pais e familiares de pessoas com espectro autista.

Na ocasião, foram repassados informações, esclarecimentos e sugestões ao representante do Ministério Público. Uma nova reunião foi agendada para o dia 19 de julho, às 12h, no mesmo local.

O TEA

Cabe destacar que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica que afeta a forma como as pessoas percebem e interagem com as outras. Ele gera desafios para a comunicação social e para o comportamento.

O termo “espectro” enfatiza uma grande variedade de sintomas e gravidades. Ele inclui autismo, síndrome de Asperger, transtorno desintegrativo da infância e uma forma não específica de transtorno invasivo do desenvolvimento.

Embora o autismo seja sem dúvida subdiagnosticado em meninas, a maioria dos especialistas diz que é mais prevalente em meninos. O autismo tem fortes raízes genéticas, e alguns estudos têm sugerido que as diferenças entre os sexos podem resultar, pelo menos em parte, de diferenças biológicas inatas.

Fonte: Comunhão

Igreja Universal e Record perdem ação movida por ex-deputada Manuela D’Ávila

Martelo da justiça
Martelo da justiça

A Record e a Igreja Universal do Reino de Deus perderam uma ação movida pela ex-deputada federal, a jornalista Manuela D’Ávila, por causa de uma notícia falsa sobre ela divulgada no programa Entrelinhas, produzido pela congregação religiosa e que foi exibida pela emissora de Edir Macedo em 2022.

Manuela ganhou uma indenização de R$ 12,7 mil por danos morais. A Record e a IURD também vão precisar se retratar com a candidata a vice-presidente da República em 2018.

Manuela alegou que em 31 de maio de 2022, Renato Cardoso, genro de Edir Macedo e apresentador de programas religiosos na Record, convidou outros pastores para comentar a estratégia de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro —que, oficialmente, ainda nem havia começado.

Além de afirmar que Lula teria contratado pastores evangélicos para cuidar de sua comunicação, o programa disse que a esquerda e o PT apoiavam um projeto de lei chamado “legalização do incesto”, supostamente liberando pais e filhos a terem um relacionamento afetivo.

Além de ter sido citada, Manuela D’Ávila apareceu na foto usada para ilustrar a suposta notícia.

A juíza concordou que Manuela teve sua imagem afetada com a informação, exibida na emissora com a segunda maior audiência de televisão do Brasil, e que o seu pedido caberia em um caso de dano moral.

A magistrada determinou também que a Record e a IURD se retratem publicamente no mesmo programa ou no mesmo horário em que a informação foi passada, por volta de 1h.

As empresas já recorreram da decisão no TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul), onde o caso corre.

Fonte: Folha de S. Paulo

Igrejas na Inglaterra distribuem Bíblias a refugiados iranianos

Bíblia sendo doada durante evangelização (Foto representativa)
Bíblia sendo doada durante evangelização (Foto representativa)

Após períodos de conflito no Irã, muitas igrejas na Inglaterra estão abrindo as portas para refugiados iranianos. Para os cristãos locais, essa é uma oportunidade para alcançar mais pessoas.

Em uma pequena igreja no sudoeste da Inglaterra, os cristãos encontraram iranianos recém-chegados muito receptivos ao seu alcance. Agora, mais de dois terços das pessoas nos cultos são iranianas.

Um jovem que chegou recentemente do Irã recebeu sua primeira Bíblia. Na ocasião, ele quase não consegue acreditar no que está tocando.

“Se eles virem você segurando uma Bíblia como essa no Irã, eles te matam”, disse o jovem à Sociedade Bíblica.

“Os hotéis por aqui ficaram cheios de refugiados. Correu o boato de que este era um lugar acolhedor em um ambiente hostil. E passamos de uma congregação de 30 pessoas para 100. Triplicamos nossos números em três anos”, contou o ministro da igreja.

A instituição de caridade Welcome Churches conta com mais de 1.300 congregações associadas, e trabalha desde 2018, para garantir que todos os refugiados sejam acolhidos por uma igreja.

Chantelle Baker, gerente de engajamento comunitário da Sociedade Bíblica, explicou:

“Acreditamos que a Igreja oferece um refúgio inestimável de comunidade e apoio para refugiados e requerentes de asilo. Trabalhamos com igrejas e centros de detenção para garantir que Bíblias sejam fornecidas, gratuitamente, para aqueles que precisam delas”.

Sobre a Palavra de Deus, um membro destacou: “Queremos discipular essas pessoas, e você precisa de uma Bíblia para isso. Poderíamos ser apenas uma comunidade adorável e acolhedora para elas, mas temos algo mais a oferecer; as Boas Novas de Jesus, expressas na Palavra de Deus. Se não podemos dar às pessoas uma Bíblia, estamos oferecendo a elas apenas metade do pacote. A Bíblia o completa”.

O Evangelho no Irã

“É tão maravilhoso ler e orar na minha própria língua”, disse um iraniano na igreja. Ele estava curioso sobre a Bíblia e leu trechos online, recentemente, ele recebendo uma Bíblia em persa.

O governo iraniano proíbe a impressão e distribuição de recursos cristãos em persa, a língua nativa e oficial do Irã. No país, a democracia é permitida apenas numa pré-estrutura religiosa, o islamismo e algumas minorias étnico-religiosas.

Segundo a Sociedade Bíblica, uma pesquisa publicada em 2020 pelo Grupo para Análise e Medição de Atitudes no Irã (GAAMAN) mostra que apenas um terço dos iranianos se identificam com o islamismo.

Os cidadãos do Irã estão deprimidos, até mesmo números do governo mostram que 6 em cada 10 pessoas estão infelizes. Por isso, muitos saem do país em busca de esperança.

A GAAMAN observou que o número de cristãos do Irã está “crescendo além de um milhão”, o que seria cerca de 10 vezes os números oficiais do governo para as igrejas toleradas.

Iranianos alcançados

O convertido iraniano citado acima, agora adorando livremente em uma igreja na Inglaterra, contou como foi sua primeira experiência com Jesus:

“Meu pai teve um derrame e um dos meus melhores amigos foi ao hospital. Ele orou e meu pai melhorou. Eu disse: ‘Você é cristão?’. Ele disse: ‘Sim’. É perigoso apresentar alguém ao cristianismo no Irã. Ele só mencionou isso porque é um amigo de longa data. Ele me convidou para uma aula em sua casa, mas teve que me avaliar porque os serviços de segurança tentam se infiltrar nessas reuniões”.

E continuou: “Não apenas o cristianismo é restrito no Irã com base na língua e na denominação, como pessoas foram condenadas à morte por se converterem. Mas esse iraniano foi julgado por seu amigo como seguro. Havia uma pessoa lá para nos ensinar. Eu tinha começado a questionar as coisas com as quais fui criado, mas não aceitava coisas novas facilmente. Eu só ia para assistir. Mas eles diziam que Deus é amor. Eu achava que na religião havia muita guerra, mas Jesus diz que quando alguém te bate, dê a outra face. Para mim isso é realmente incrível. Em vez de se vingar, você perdoa”.

“’Ame seu Deus; ame seu próximo. Isso realmente tocou meu coração. Comecei a assistir vídeos, ler um livro, buscar e seguir Jesus. Um dia, na aula, eu disse a eles que queria ser cristão. Eles disseram: ‘Nós não batizamos neste país, mas leia esta oração’. Eu orei e me tornei cristão. Eu havia pesquisado muitas religiões; minha vida parecia sem sentido. Agora eu me sentia calmo, e em paz”, acrescentou.

Tempo depois, extremistas encontraram conteúdos cristãos em sua casa. E desde então, ele não pode mais voltar à região.

“Eu seria preso, e eles me usariam para rastrear a aula da Bíblia”, disse ele.

“Igrejas em todo o país estão envolvidas no cuidado de pessoas vulneráveis ​​de todas as origens. Para refugiados e aqueles que buscam asilo, simplesmente seguimos o ensinamento da Bíblia que é cuidar do estrangeiro. Isso, e não um abuso do sistema de asilo, é o que está acontecendo quando as igrejas acolhem os mais necessitados e compartilham a Bíblia”, contou o Arcebispo de Canterbury.

“A Bíblia é tão preciosa para eles. Muitos deles nunca tinham segurado uma Bíblia antes. É maravilhoso dar uma a eles. Você pode ver a alegria em seus olhos. Uma mulher iraniana recentemente trouxe para a igreja uma mulher marroquina que ela conheceu no hotel. Tínhamos uma Bíblia em árabe para ela. Agora ela quer ser batizada. Esses iranianos estão alcançando outros além de seu próprio grupo imediato”, relatou um membro da igreja sobre os iranianos em sua congregação.

Fonte: Guia-me com informações de Bible Society

Mulheres negras são maioria nas igrejas de São Paulo, revela pesquisa

Mulheres negras são maioria nas igrejas de São Paulo (Foto: Canva Pro)
Mulheres negras são maioria nas igrejas de São Paulo (Foto: Canva Pro)

As igrejas evangélicas da capital paulista são predominantemente compostas por mulheres negras de famílias com renda de até três salários mínimos.

Esse é o perfil do crente médio na cidade de SP, onde 71% frequentam pequenos templos, com até 200 pessoas, que se espalham pelas periferias.

Os dados são de uma pesquisa Datafolha realizada entre 24 e 28 de junho com 613 moradores da capital que se declaram evangélicos.

O levantamento, com margem de erro de quatro pontos percentuais, foi elaborado com a colaboração dos antropólogos Juliano Spyer e Rodrigo Toniol, da socióloga Christina Vital e do cientista político Vinicius do Valle, todos pesquisadores na área.

Em São Paulo, onde uma em cada quatro pessoas é evangélica, a pesquisa revela que 58% é mulher e, segundo o Censo 2022, 53% da população local.

Evangélicos negros

Os evangélicos negros na cidade de São Paulo, incluindo pardos e pretos, representam 67% do total. Em média, segundo o Censo, esse grupo equivale a 43,5% da população paulistana.

Quatro em cada dez entrevistados pelo Datafolha afirmaram frequentar uma igreja evangélica desde o nascimento ou antes dos 12 anos. Esses são os chamados “evangélicos de berço”, uma geração que cresceu imersa na fé cristã evangélica.

Em 55% dos casos, nem o pai nem a mãe frequentavam a igreja quando o fiel era criança, diz a pesquisa.

Os números indicam que a maioria se converte à fé evangélica depois dos 18 anos, com 46% relatando que começaram a frequentar cultos nessa idade. Esse processo geralmente inclui o batismo, onde se declara publicamente a fé em Jesus como salvador.

Troca de religião

O fenômeno de trocar uma religião por outra diminuiu. Cinquenta e oito por cento dos evangélicos afirmam nunca ter pertencido a outra religião. Quando ocorre uma troca, a Igreja Católica é a principal perdedora, com 38% dos convertidos oriundos dessa tradição. O restante se divide entre religiões como umbanda, candomblé, espiritismo e budismo.

As grandes igrejas são exceções na cena religiosa, com apenas 12% dos evangélicos frequentando templos com mais de 500 pessoas. A maioria dos espaços evangélicos em São Paulo atende até 200 pessoas e está concentrada nas periferias, onde pequenas igrejas de bairro predominam.

Muitas dessas igrejas são informais, operando em galpões improvisados com cadeiras de plástico e um púlpito básico, sem formalização ou registro oficial.

A frequência aos cultos destaca o alto engajamento dos fiéis: 54% participam dos cultos mais de uma vez por semana, enquanto 26% vão pelo menos uma vez por semana.

Pesquisa também mostra que 43% dos evangélicos dizem pertencer a uma igreja pentecostal, como Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil e Deus É Amor. Outros 22% são membros de igrejas neopentecostais, como Universal e Renascer.

As igrejas históricas, como batistas e presbiterianas, representam 10% dos evangélicos. Já os “desigrejados” – aqueles que se identificam como evangélicos, mas não frequentam uma igreja – são 5% da amostra.

Identidade religiosa

Rodrigo Toniol, professor de antropologia na UFRJ, destaca uma sólida transferência da identidade religiosa dos pais para os filhos evangélicos, um fenômeno que já foi mais prevalente no catolicismo.

Hoje, o Brasil tem muitos “católicos de IBGE” – aqueles que se identificam como católicos, mas não praticam a religião. Em contraste, pesquisas mostram que os evangélicos tendem a permanecer na mesma esfera religiosa, mesmo que mudem de igreja ao longo do tempo. “Ele pode ir para outras, tem uma circulação”, explica Toniol.

O estudioso também considera essencial destacar que o perfil predominante nos templos evangélicos é negro, pobre e feminino. “Acho que vale insistir para a gente chamar atenção de que essa também é a cara do brasileiro médio”, afirma.

Fonte: Guia-me com informações de Folha de S. Paulo

Suíça: imagem da igreja evangélica melhora, mas maioria a considera “irrelevante” e “retrógrada”

Vista da Igreja Protestante Grossmünster em Zurique, Suíça.(Foto: Unspash)
Vista da Igreja Protestante Grossmünster em Zurique, Suíça.(Foto: Unspash)

Um estudo realizado pelo instituto de pesquisa GFS-Zurich mostra que a imagem das igrejas evangélicas livres na Suíça melhorou desde 2016, quando foi realizada a primeira edição.

De acordo com o estudo, 32% da população suíça teve experiências positivas de contato com igrejas evangélicas, enquanto em 2016 eram 27%.

Esse número é maior na Suíça de língua alemã (35%) do que na Suíça de língua francesa (24%). Entretanto, nas áreas de língua francesa, não é mais comum ter experiências negativas (10%), mas não ter nenhuma (66%).

A imagem melhorou especialmente entre os jovens de 18 a 39 anos (31% em 2024 vs. 18% em 2016).

Contribuição positiva, mas “menos relevante”

Um em cada cinco entrevistados (20%) disse que as igrejas evangélicas dão uma contribuição positiva para “o bom funcionamento da sociedade”. Essa opinião permaneceu estável em comparação com a pesquisa de 2016 (19%).

Em 2024, essa percepção positiva é significativamente maior no campo (24%) do que nas cidades (13%), e ligeiramente maior na Suíça de língua francesa (22%) do que na Suíça de língua alemã (19%).

Ao mesmo tempo, os cidadãos com um nível de educação mais baixo (24%) sentem essa contribuição positiva mais do que as pessoas com um nível de educação mais alto (19%).

A maioria dos entrevistados nessa pesquisa (73%) considera que as igrejas evangélicas “não são relevantes para a sociedade” e são “retrógradas”.

Por outro lado, “o atributo ‘comprometido com a comunidade’ permaneceu estável, embora em um nível bastante baixo”, dizem os autores. Os cristãos evangélicos são “menos descritos como intolerantes, sectários ou fundamentalistas do que em 2016”.

“Menos moralista”

Em 2024, as igrejas evangélicas pareciam ser “menos moralistas” do que em 2016.

Quando perguntados: “Com quais causas as igrejas evangélicas estão particularmente comprometidas?”, as questões morais como ‘contra o aborto’ (2024: 33%; 2016: 35%), ‘contra a homossexualidade’ (2024; 25%; 2016: 32%) e, acima de tudo, ‘contra o sexo antes do casamento’ (2024: 21%; 2016: 39%) foram fortemente enfatizadas.

Este ano, “os resultados são mistos”, com respostas como “contra a pobreza e a fome neste mundo” (2024: 31%; 2016: 26%), “pelo bem comum” (2024: 31%; 2016: 27%) e “pela justiça social” (2024: 23%; 2016: 20%) aparecendo mais. A questão do aborto continua no topo da lista.

Stéphane Klopfenstein, vice-diretor da Aliança Evangélica Suíça de Língua Francesa (RES), apontou que “as igrejas evangélicas são vistas como menos fortemente opostas a questões de moralidade, mas ainda há trabalho a ser feito para conscientizar as pessoas de seu compromisso positivo com a sociedade”.

Desconhecido do público em geral

Apesar de todos esses dados, ainda há 38% da população de língua alemã e 55% da população de língua francesa que não conhecem nenhuma igreja evangélica, e um grande número de pessoas “nem sempre é capaz de distinguir claramente entre igrejas nacionais [como a Igreja Evangélica Protestante da Suíça], igrejas evangélicas livres e cultos”, diz o estudo.

“É verdade que não somos muito conhecidos pelo público”, admitiu Christian Kuhn, diretor do RES. “A mídia raramente fala sobre nós”.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

72 cristãos presos ou desaparecidos em 4 países comunistas

Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: canva)
Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: canva)

De acordo com uma análise da International Christian Concern (ICC), pelo menos 72 cristãos estão presos ou desaparecidos em quatro dos cinco países comunistas do mundo. Essa constatação destaca ainda mais o escopo da perseguição que os cristãos enfrentam quando vivem sob regimes comunistas.

Usando dados da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF), a ICC descobriu que 52 cristãos estão atualmente presos na China, Cuba, Coreia do Norte e Vietnã. Outros 20 prisioneiros cristãos estão desaparecidos nesses países.

“Esses números são assustadores, mas não surpreendentes”, disse um funcionário da ICC na Ásia, que acrescentou que os números reais provavelmente são muito maiores. “O comunismo é tão perigoso e destrutivo para os cristãos hoje quanto foi nas gerações anteriores.”

Os 72 crentes perseguidos documentados foram presos por uma série de ofensas percebidas relacionadas à sua fé cristã, incluindo “minar a política de unidade nacional” e “incitar a subversão do poder do Estado”.

Yang Jianxin, da China, por exemplo, foi preso em 2021. Mais tarde, ele foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão por “realizar operações comerciais ilegais” e “imprimir e comprar publicações ilegais” depois de pedir a “uma gráfica local para imprimir Bíblias”.

Em outro caso que remonta a 2001, Chung Yong Cheol, um cristão coreano, foi preso “supostamente por estudar a Bíblia” na China e deportado para a Coreia do Norte e condenado a 10 anos em “um campo de prisioneiros políticos”. O status de Cheol é desconhecido.

Y Min Ksor, do Vietnã, foi preso em 2018 depois que as autoridades vietnamitas o acusaram de “espalhar informações falsas” sobre a liberdade religiosa vietnamita e abusos de direitos humanos para persuadir outras pessoas a “estabelecer um estado independente”. As autoridades vietnamitas supostamente torturaram Ksor durante sua detenção inicial e o forçaram a concordar em não mais participar de “cultos com sua igreja”. Ele recebeu uma sentença de 14 anos de prisão por “minar a política de unidade nacional”.

Em Cuba, o pastor Lorenzo Rosales Fajardo foi supostamente “severamente espancado” e urinado pelas autoridades cubanas em 2021, depois que elas o detiveram por participar de um protesto que denunciava os abusos do governo cubano contra as liberdades civis e a escassez de alimentos e suprimentos médicos. Rosales Fajardo teria sido “acusado de desrespeito, desordem pública, incitação e agressão” e, como resultado, recebeu uma sentença de 7 anos de prisão. Recentemente, em junho de 2024, surgiram relatos alegando que o pastor foi novamente vítima de um espancamento cruel “enquanto estava detido”.

Além da China, Cuba, Coreia do Norte e Vietnã, o Laos, a quinta nação comunista, também persegue os cristãos. De acordo com um relatório do Departamento de Estado dos EUA de 2023, as autoridades do Laos supostamente se envolveram em discriminação contra cristãos por se recusarem a denunciar Jesus. A declaração também alega que “em outubro, as autoridades do distrito de Sa Mouay forçaram oito ou mais famílias de três aldeias e destruíram suas casas após sua conversão ao cristianismo”.

O comunismo é conhecido há muito tempo por suas raízes ateístas, e a reverberação dessas raízes ainda é sentida hoje pelos cristãos perseguidos que vivem sob o regime comunista. Karl Marx, que co-escreveu o “Manifesto Comunista”, declarou: “O comunismo começa onde o ateísmo começa”.

Alexsandr Solzhenitsyn, ganhador do prêmio Nobel e defensor da opressão da União Soviética, falou em 1983 sobre o comunismo e seu ódio à religião.

“Dentro do sistema filosófico de Marx e Lênin, e no coração de sua psicologia, o ódio a Deus é a principal força motriz, mais fundamental do que todas as suas pretensões políticas e econômicas”, disse Solzhenitsyn. “O ateísmo militante não é meramente incidental ou marginal à política comunista; não é um efeito colateral, mas o pivô central. Para atingir seus fins diabólicos, o comunismo precisa controlar uma população desprovida de sentimentos religiosos e nacionais, e isso implica a destruição da fé e da nacionalidade. Os comunistas proclamam esses dois objetivos abertamente e, com a mesma franqueza, se dedicam a realizá-los.”

Outra realidade preocupante do comunismo é sua capacidade de ir além das fronteiras nacionais. Por exemplo, vários cristãos vietnamitas que fugiram para a Tailândia para evitar a dura perseguição religiosa estão sendo assediados e pressionados por autoridades comunistas vietnamitas que viajaram para Bangkok para levar esses refugiados de volta para serem julgados.

“O atual julgamento de extradição em Bangkok do ativista cristão montagnard Y Quynh Bdap, que está na Tailândia desde 2018, é apenas um exemplo dos tentáculos dos governos comunistas que estendem seu alcance além de suas fronteiras nacionais”, disse o funcionário da ICC.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern

Vladimir Putin visita Igreja Ortodoxa Russa na Coreia do Norte

Vladimir Putin (Foto: Reprodução/kremlin)
Vladimir Putin (Foto: Reprodução/kremlin)

Pouco depois de partir de Pyongyang, capital da Coreia do Norte, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou a igreja Church of Life-Giving Trinity. A congregação é uma Igreja Ortodoxa Russa representativa e foi um dos locais pelo qual Putin passou na primeira visita à Coreia do Norte em 24 anos.

Desde que começou a “operação especial” na Ucrânia, a Rússia, sob administração de Putin, tem ficado cada vez mais isolada da comunidade internacional. O regime russo precisa de aliados e os encontrou em um pequeno círculo de Estados dispostos a apoiá-lo. A Coreia do Norte é uma dessas nações e compartilha um pequeno trecho de fronteira com a Rússia.

Como uma potência na produção de armas, artilharia e mísseis, a Rússia é uma aliada de grande interesse para a Coreia do Norte que procura desesperadamente tecnologia e recursos financeiros. Em 2023, Putin prometeu ajudar o programa espacial norte-coreano, e as autoridades da Coreia do Norte enviaram milhares de trabalhadores para a Rússia.

Pacto de mútua defesa

Na visita recente e breve, o presidente russo participou de paradas, shows e assinou um pacto de mútua defesa com Kim Jong-un, atual líder da Coreia do Norte. O tratado estipula que as duas nações ajudem uma à outra em caso de agressão. Pouco antes de entrar no avião para o Vietnã, Putin visitou a Igreja Ortodoxa Russa, onde falou com o arcebispo, participou de um breve culto e acendeu uma vela.

A visita de Putin à Coreia do Norte e à igreja em Pyongyang tem propósitos claros. O primeiro deles é enfatizar a forte conexão com o país. A Igreja Ortodoxa Russa foi construída na capital norte-coreana depois que o pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, visitou uma igreja na cidade de Irkustk, na Rússia, em 2002.

Outro motivo para a visita é a publicidade que Putin promove de si mesmo como um devoto cristão e defensor da Igreja Ortodoxa Russa. Em sua perspectiva, um verdadeiro russo é um russo ortodoxo. Por fim, o líder russo busca defender a aparência de liberdade de religião na Coreia do Norte, o que não é a realidade.

Perseguição extrema aos cristãos

Desde 1950, cristãos são ferozmente perseguidos pelas autoridades norte-coreanas, e os que não presos mantêm a fé em Jesus em segredo. Por causa da preocupação com sua reputação internacional, a Coreia do Norte estabeleceu a Federação Cristã Coreana e fundou quatro igrejas oficiais norte-coreanas, todas representativas e localizadas na capital, Pyongyang, – uma Igreja Ortodoxa Russa, uma Igreja Católica Romana e duas igrejas protestantes.

As igrejas simbólicas só permitem cultos quando estrangeiros as visitam. Como na Rússia, as igrejas oficiais servem para apoiar as ações e ideologias dos governantes. A verdadeira igreja de Cristo, com 300 a 500 mil cristãos aproximadamente, é forçada a viver a fé em segredo.

Tanto Putin quanto Kim se sustentam no poder por meio da opressão e do grande investimento em propaganda. A visita à igreja foi mais uma estratégia de publicidade e não trouxe nenhuma diferença positiva para os cristãos perseguidos na Coreia do Norte. A Bíblia continua sendo um livro proibido, muitos cristãos continuam presos, torturados e outros são mortos por causa da fé em Jesus.

Fonte: Portas Abertas

Eli Soares recebe gramofone de melhor álbum cristão de 2023

Cantor Eli Soares. Foto: Reprodução Instagram @umusicchristian.
Cantor Eli Soares. Foto: Reprodução Instagram @umusicchristian.

O cantor e compositor Eli Soares recebeu a estatueta do segundo Grammy de sua carreira nessa quinta (18) na sede da gravadora Universal Music Christian Group, no Rio de Janeiro. O cantor venceu o Grammy Latino 2023 na categoria de “Melhor Álbum de Música Cristã em Português” com o projeto “Nós”. Foi a sexta vez consecutiva que Eli Soares foi indicado ao prêmio na carreira.

Em 2022, ele venceu pelo seu álbum “Laboratório do Groove”. Por meio do Instagram, a Universal Music Christian Group destacou a importância de receber o cantor para celebrar essa conquista especial. “Um dia memorável! Hoje tivemos o imenso prazer de receber Eli Soares, para celebrar uma conquista mais do que especial. Estamos extremamente felizes e orgulhosos por mais esse sonho realizado! Parabéns, Eli!”, escreveu nas redes.

Eli Soares também deixou depoimento relatando a alegria que é receber o gramofone por meio da gravadora, que é símbolo desse momento de conquista e vitória.

“Gratidão demais a Deus e como eu já disse ninguém faz nada sozinho, existe um time por trás, e eu sou grato a cada um de vocês, cada um na sua área, o seu ecossistema está cooperando para que isso aconteça”, destacou o cantor.

Fonte: Comunhão

Maioria dos evangélicos de SP é contra pastor indicar voto, diz Datafolha

Urna eletrônica
Urna eletrônica

A maioria dos evangélicos em São Paulo não aprova a interferência política de pastores, segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha entre 24 e 28 de junho de 2024.

O estudo entrevistou 613 moradores da capital paulista que professam a fé evangélica e revelou uma tendência clara contra o envolvimento direto dos líderes religiosos em assuntos eleitorais.

A pesquisa, que possui uma margem de erro de quatro pontos percentuais, mostrou que 56% dos entrevistados preferem que os pastores não apoiem candidatos durante o período eleitoral.

Uma oposição ainda maior, de 70%, é contra a prática de pastores indicarem diretamente em quem votar. Além disso, 76% dos evangélicos são contra recomendações pastorais para não votar em determinado candidato.

Oito em cada dez evangélicos da cidade afirmam nunca ter escolhido um candidato sugerido pelo cabeça da igreja, e 90% respondeu que tampouco se sentiram pressionados a fazê-lo.

A pesquisa revela que 11% dizem confiar muito mais, e 20% um pouco mais, se o político em questão também for evangélico, enquanto a crença faz com que 13% confiem nele um pouco menos, e 14%, muito menos. Ser um par de fé não faz diferença para 37%.

A liderança não deve falar no culto sobre assuntos que aparecem no ciclo eleitoral, apontam 76%.

O levantamento mostrou que 55% dos evangélicos discordam da premissa de que política e valores religiosos devem andar juntos.

Só 30% dos crentes sondados pelo Datafolha citaram um nome quando questionados qual o político que mais representa o segmento no Brasil. Bolsonaro lidera as menções, com 10% da amostra total, seguido pelos deputados Nikolas Ferreira (4%) e Marco Feliciano (3%). Todos são do PL.

O pastor Silas Malafaia, que nunca concorreu a um posto público, e Lula pontuaram 1% cada um.

A presença de evangélicos em cargos políticos é mais do que suficiente para 6%, na medida certa para 29% e insuficiente para 26%. Já 33% acham que eles sequer deveriam ocupar esses espaços de poder.

Para a eleição municipal que se aproxima, 87% julgam essencial que o postulante à cadeira de prefeito acredite em Deus. O grupo racha sobre a relevância desse candidato ter a mesma fé: 53% acham nada importante que isso ocorra, e 50%, um pouco ou muito importante.

Disputa eleitoral

Nenhum nome competitivo é evangélico. Pablo Marçal (PRTB) por vezes é tomado por evangélico, mas ele já declarou que prefere apenas o rótulo de cristão, e que para ele “cristianismo não é religião, é lifestyle”.

Metade dos evangélicos afirma que o respaldo do pastor faria com que não optasse por aquele político de jeito nenhum, e só 14% diz que aí, sim, é que votaria nele com certeza. Para um terço, o apoio do líder religioso talvez mereça crédito.

A indicação de Lula ou Bolsonaro a um candidato também pesa mais contra do que a favor: 60% rejeitam alguém chancelado pelo atual presidente, enquanto 54% descartam a sugestão bolsonarista.

No segundo turno de 2022, 38% preferiram o presidenciável do PL, e 30%, o petista. Bem mais evangélicos, 17%, disseram ter ouvido um pastor recomendar voto em Bolsonaro. A orientação pró-Lula foi de 1%.

A fatia de fiéis que se enxergam na direita/centro-direita é três vezes maior do que os 15% na esquerda/centro-esquerda. A porção que coube ao centro foi de 11%.

Os dados refletem uma resistência entre os evangélicos paulistanos em relação à politização dos púlpitos e a influência de seus líderes nas eleições. Esse cenário aponta para uma preferência por uma separação mais clara entre as atividades religiosas e as campanhas políticas.

A pesquisa Datafolha foi feita entre 24 e 28 de junho com 613 moradores da capital paulista que professam a fé evangélica.

Com informações de Folha de S.Paulo, Fuxico Gospel e Folha da Região

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