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‘DIREITO RELIGIOSO: O Exercício da Fé sob o Crivo da Lei e da Jurisprudência’, LEX-Editora

‘DIREITO RELIGIOSO: O Exercício da Fé sob o Crivo da Lei e da Jurisprudência’, LEX-Editora (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)
‘DIREITO RELIGIOSO: O Exercício da Fé sob o Crivo da Lei e da Jurisprudência’, LEX-Editora (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)

No 12º Congresso da ADBB, em Rio Bonito/RJ, sob a Presidência do Diác. Eduardo Martins, com Oração Dedicatória do Pr. Sócrates Oliveira de Souza (Chanceler da Convenção Batista Brasileira), promoveu-se o Lançamento Nacional do Livro sobre a Temática do ‘DIREITO RELIGIOSO’, 22ª Obra do Prof. Gilberto Garcia.

Ele é fruto de profícua produção acadêmica e extensa pesquisa jurídica, direcionada para todos os Cidadãos Religiosos, numa Proposição de Respeito a Pluralidade e Diversidade Religiosa Nacional. O Livro é uma singela contribuição ao Mundo Eclesiástico, numa área altamente carente de textos jurídicos de referência, eis que, temos ousado propor teses doutrinárias em temas desafiantes para os Grupos Religiosos.

Neste afã é que temos tido a satisfação de, ao longo de alguns anos, colaborar com o Portal FolhaGospel.Com, publicizado na Rede Mundial de Computadores (Internet), com o qual mantemos uma longeva e frutífera parceria, direcionada a enriquecer com tecnologia de conhecimento jurídico-eclesiástica Líderes Religiosos.

A pesquisa é extensa e abrange variadas áreas do Direito Pátrio, Decisões Judiciais de todas as Regiões do País, bem como, de…

Leia a íntegra do artigo do Dr. Gilberto Garcia clicando aqui.

Cristãos mortos e casas queimadas na Nigéria

Funeral de cristãos mortos na Nigéria (Foto: Reprodução)
Funeral de cristãos mortos na Nigéria (Foto: Reprodução)

Sete cristãos, incluindo um menino de 12 anos, foram homenageados no sábado (8 de novembro) após serem mortos em um ataque no estado de Kaduna, na Nigéria, no mesmo dia em que extremistas islâmicos incendiaram casas e uma igreja no estado de Borno.

Em um funeral na cidade de Damakasuwa, no condado de Kauru, no estado de Kaduna, no sul da Nigéria, centenas de pessoas, incluindo muitas de fora da região, compareceram à cerimônia em memória dos cristãos assassinados em 31 de outubro por pastores fulani e outros terroristas, disseram moradores.

“Enterramos sete de nossos amados cristãos que foram mortos por terroristas e pastores fulani”, disse Daniel Dodo, morador da região, ao Christian Daily International-Morning Star News. “O funeral é uma cerimônia de lágrimas derramadas por cristãos em meio à violência deliberada contra nós por causa de nossa fé cristã.”

O funeral foi realizado para Yohanna Adamu, 46; Bala Bude Chawai, 57; Yakubu Bala, 50; Abubakar Ya’u, 30; Ishaya Dauda, ​​56; Segunda-feira Nveneh, 46; e Salvador Emmanuel, 12.

“Este funeral se tornou uma poderosa demonstração de união, fé e resiliência compartilhada entre os cristãos”, disse Dodo. “Famílias choraram, vizinhos se abraçaram e orações ecoaram no ar enquanto centenas de pessoas se reuniam para homenagear as vítimas cristãs, vidas inocentes ceifadas precocemente, mas jamais esquecidas.”

O reverendo Madaki Sarki, da Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Coisas (ECWA), disse aos presentes no funeral que eles estavam enterrando seus entes queridos, mas não sua esperança.

“Hoje choramos, mas também escolhemos a união”, disse o pastor Sarki. “O sangue dos inocentes deve nos unir, para nos protegermos uns aos outros, para defendermos a paz e para honrarmos a memória daqueles que perdemos.”

A moradora da região, Rahila Chawaig, disse que a comunidade cristã de Damakasuwa deixou o funeral com o coração pesado, mas também com um renovado senso de união, determinada a fazer com que o amor e a paz triunfassem sobre o medo e a violência.

“Assim que as últimas orações foram feitas e os túmulos cobertos, o som do choro deu lugar a uma determinação silenciosa”, disse Chawaig ao Christian Daily International-Morning Star News.

Com milhões de habitantes espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os fulanis, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de diversas linhagens que não sustentam visões extremistas, mas alguns fulanis aderem à ideologia islâmica radical, conforme observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atacar cristãos e símbolos importantes da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria afirmaram acreditar que os ataques de pastores contra comunidades cristãs na região central do país são motivados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o islamismo, já que a desertificação tem dificultado a criação de seus rebanhos.

Na região Centro-Norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no Nordeste e Noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, sobretudo cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de ataques, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, de acordo com o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

Incêndios de Borno

Também no sábado (8 de novembro), militantes do grupo extremista islâmico Boko Haram atacaram uma comunidade cristã no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, incendiando uma igreja, casas e outras propriedades pertencentes a cristãos na área de Chibok, disseram fontes.

Moradores relataram que um prédio da Igreja dos Irmãos na Nigéria (EYN) foi completamente destruído por um incêndio.

“A comunidade de Pemi, na área de governo local de Chibok, no estado de Borno, está atualmente sob ataque de terroristas do Boko Haram”, disse o morador Andrew Yohanna ao Christian Daily International-Morning Star News no fim de semana. “Precisamos de suas orações.”

O morador Peter Maina disse que o ataque incendiário também atingiu a casa do pastor da EYN.

Josiah Ayuba Ponna, outro morador, disse que os cristãos da região ficaram chocados e indignados com o ataque do Boko Haram à vila de Pemi, na área do governo local de Chibok.

“A destruição da Igreja EYN, das lojas e dos carros é um lembrete doloroso da insegurança em nossa comunidade”, disse Ponna ao Christian Daily International-Morning Star News. “Esta não é a primeira vez que nossa igreja é atacada e estamos cansados ​​de viver com medo. Exigimos ação de nossos líderes; precisamos de proteção, segurança e justiça. Exigimos o fim dessa violência sem sentido.”

A moradora Tabitha Joel implorou por ajuda do governo nigeriano.

“Este ataque violento devastou a comunidade, deixando um rastro de destruição, deslocamento e sofrimento inimaginável”, disse Joel. “Os atacantes não só alvejaram casas, como também incendiaram carros, igrejas e lojas, deixando a comunidade em ruínas. As imagens são de partir o coração, com veículos queimados, locais de culto destruídos e comércios reduzidos a cinzas.”

A região de Chibok sofreu inúmeros ataques de extremistas islâmicos nos últimos anos, incluindo o  sequestro de 276 meninas do ensino médio pelo Boko Haram em 2014, e ela disse que os cristãos em Pemi e em outras áreas de Chibok estão clamando por ajuda.

“Estamos com medo, vulneráveis ​​e precisamos desesperadamente de ajuda. O ataque deixou muitos sem casa, sem família e sem esperança”, disse Joel. “Estamos vivendo com medo, mulheres estão de luto pela perda de entes queridos e crianças estão crescendo sem pais.”

Jacob Pindar, morador da região, disse que os cristãos ficaram com o coração partido pelo último ataque.

“A destruição da Igreja EYN, das lojas e dos veículos particulares é mais do que apenas dano à propriedade – é um lembrete doloroso de que nossa comunidade continua sitiada”, disse Pindar. “Este não é um incidente isolado, pois nossa igreja tem sido atacada repetidamente. Estamos cansados ​​de viver sob a constante sombra do medo.
Chega de promessas. Exigimos ações imediatas e concretas do nosso governo para pôr um fim decisivo a essa violência sem sentido.”

O morador Markus Njidda disse que quase todas as aldeias na região de Chibok foram atacadas no último ano, com extremistas islâmicos matando muitos cristãos.

“Na comunidade de Pemi, o Boko Haram incendiou igrejas e casas de cristãos; se isso não é genocídio, o que mais poderia ser?”, disse Njidda.

A Nigéria continua sendo um dos lugares mais perigosos do mundo para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2025 (LMP) da Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período analisado, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, segundo a LMP.

“O nível de violência anticristã no país já atingiu o máximo possível, segundo a metodologia da Lista Mundial da Perseguição”, afirmou o relatório.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, o Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou o LMP. O Lakurawa é afiliado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025 dos 50 piores países para os cristãos.

Cristãos protestam contra nova lei eleitoral no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)

No Paquistão, cristãos da província de Punjab intensificaram protestos contra a nova Lei de Governo Local de 2025, alegando que a legislação restringe a participação das minorias e enfraquece a representação democrática nas eleições municipais previstas para dezembro. A norma mantém o voto direto apenas para nove assentos gerais nos mais de 4 mil conselhos sindicais, enquanto quatro vagas reservadas — destinadas a minorias, mulheres, agricultores ou trabalhadores e jovens — serão preenchidas por “seleção” dos partidos, e não por voto popular.

Maior grupo minoritário de Punjab, os cristãos afirmam que o modelo perpetua a exclusão política e viola garantias constitucionais básicas. “A adoção de um sistema de seleção para vagas reservadas é antidemocrática e injusta. Eleger nossos próprios representantes é essencial para uma participação real”, afirmou Samson Salamat, presidente do movimento Rwadari Tehreek, durante assembleia pública realizada em 7 de novembro no Clube de Imprensa de Lahore. Ele alertou que a retirada dos partidos do processo eleitoral também compromete a transparência: “Sem filiação partidária, o eleitor não sabe que princípios ou políticas um candidato defende.”

Katherine Sapna, diretora da organização Christians True Spirit, destacou que o Artigo 140-A da Constituição garante autoridade política e administrativa aos representantes eleitos localmente — algo que, segundo ela, é minado pela nova lei. “A representação proporcional para minorias, adotada desde 2002, já demonstrou ser prejudicial. Em vez de corrigir isso, Punjab repete a injustiça e retira das minorias o direito ao voto direto”, disse. Três organizações — Rwadari Tehreek, Christians True Spirit e Human Friends Organization — protocolaram uma petição no Tribunal Superior de Lahore pedindo a revisão da legislação.

Religiosos, juristas e ativistas também se posicionaram contra o modelo de seleção, defendendo eleições diretas para as cadeiras reservadas. Eles afirmam que a participação democrática só será legítima se refletir “justiça, igualdade e inclusão” desde o nível local.

As últimas eleições municipais em Punjab ocorreram em 2015. O sistema de indicações partidárias tem origem no arranjo criado pelo ex-governante militar Pervez Musharraf, que instituiu o eleitorado conjunto: minorias votam junto aos muçulmanos para as vagas gerais, enquanto os assentos reservados são distribuídos proporcionalmente ao desempenho dos partidos — desde que alcancem ao menos 5% das cadeiras.

Para Ejaz Alam Augustine, ex-ministro de Direitos Humanos e Assuntos das Minorias e atual membro da assembleia provincial, sucessivos governos evitaram corrigir o problema. “O poder precisa ser descentralizado até o nível local, especialmente para minorias que lidam diariamente com questões graves. Mas reformas nunca avançam, e o direito dessas comunidades permanece limitado”, disse.

Hoje, a Constituição reserva 10 assentos para não muçulmanos na Assembleia Nacional, 24 nas assembleias provinciais e quatro no Senado. Segundo Azam Mairaj, fundador do movimento Tehreek-e-Shinakht, esses espaços têm pouco impacto quando as minorias não escolhem diretamente seus representantes. Para ele, o atual sistema cria políticos “subservientes aos grandes partidos, e não às minorias que deveriam defender”.

Mairaj propõe a adoção de um voto duplo: permitir que cidadãos não muçulmanos votem e concorram às vagas gerais, além de eleger diretamente candidatos das minorias para assentos reservados. Ele sugere ainda que distritos eleitorais específicos sejam delimitados de acordo com o tamanho das populações minoritárias, garantindo representatividade efetiva mesmo em áreas com grupos reduzidos.

Segundo os líderes que participaram dos protestos, apenas mudanças estruturais que garantam voto direto poderão assegurar que as minorias de Punjab deixem de ser “objetos de decisão alheia” e passem a exercer, de fato, cidadania plena.

Fonte: Comunhão com informações de Christian Daily International

Igrejas batistas enfrentam repressão do governo da Rússia

Culto diante de uma igreja batista fechada na Rússia em agosto de 2025 (Foto: Conselho Batista de Igrejas.)
Culto diante de uma igreja batista fechada na Rússia em agosto de 2025 (Foto: Conselho Batista de Igrejas.)

Segundo o grupo de direitos humanos Forum 18, os tribunais russos intensificaram as proibições civis contra igrejas batistas que se reuniam sem autorização do Estado no último ano.

A vigilância, as batidas policiais e os processos judiciais por supostas atividades missionárias ilegais afetam agora pelo menos 10 comunidades batistas do Conselho de Igrejas que se recusam a se registrar no estado. As proibições aumentaram desde 2024.

Os tribunais emitiram as três últimas proibições na região de Krasnodar, suspendendo as atividades religiosas em Timashyovsk em 13 de outubro, Armavir em 30 de setembro e Tuapse em 22 de setembro, informou o Forum 18.

“Essa prática só está crescendo”, escreveu o advogado e defensor dos direitos religiosos Sergey Chugunov no Telegram em 23 de outubro, acrescentando que as autoridades devem revogar as proibições.

Quatro meses depois de funcionários do Ministério Público terem realizado uma inspeção durante um culto em junho, um tribunal distrital proibiu as atividades da igreja batista em Timashyovsk. Em 10 de julho, os promotores entraram com uma ação civil para proibir as atividades da igreja.

O Departamento de Intercessão do Conselho Batista de Igrejas emitiu posteriormente uma declaração contestando a legalidade da operação, afirmando que “os promotores não apresentam indícios de violações que sejam significativas, graves, repetidas ou socialmente relevantes, conforme exige a Resolução nº 64 do Plenário da Suprema Corte de 27 de dezembro de 2016”.

Em Tuapse, os promotores mencionaram multas administrativas anteriores impostas ao Reverendo Anatoly Mukhi e a outros membros da igreja por “atividade missionária ilegal”, ao buscarem com sucesso a proibição da igreja batista local.

Em Armavir, o tribunal municipal acatou o pedido do Ministério Público e proibiu a igreja. O reverendo Vladimir Popov, pastor da igreja batista, já havia recebido diversas multas, incluindo uma de 5.000 rublos (US$ 62) em 2021 por realizar cultos em sua residência. Ele perdeu o recurso referente a uma multa de 10.000 rublos (US$ 124) em 15 de outubro.

O Forum 18 relatou que os grupos cristãos ainda se reuniam “independentemente de quaisquer decisões judiciais que proibissem suas atividades”.

“Na Rússia, a ‘caça às bruxas’ continua”, escreveu o advogado Anatoly Pchelintsev em seu canal no Telegram em 23 de outubro, mesmo dia em que um tribunal de apelações confirmou uma proibição anterior a uma igreja na República de Mari El, na Rússia.

O Conselho de Igrejas Batistas reivindica um direito constitucional, enquanto cidadãos russos, de se reunirem para cultos religiosos sem registro formal junto ao Estado. Eles se baseiam nos direitos previstos na Lei da Religião de 1997 e na Constituição Russa, além das obrigações internacionais do país em matéria de direitos humanos.

Em contrapartida, os procuradores russos argumentam que o facto de se reunirem religiosamente e partilharem a sua fé com outros define-os como um grupo religioso, o que exige o registo. Os advogados disseram ao Forum 18 que isto significa que outros grupos protestantes correm o risco de sofrer repressão por não se registarem.

“A impossibilidade de remediar a violação é um pré-requisito para a proibição de suas atividades”, disse o advogado Chugunov. “No entanto, nesses casos, os próprios tribunais declaram em suas decisões que as atividades são proibidas até que a notificação seja apresentada. Consequentemente, a violação (mesmo que a consideremos como tal) é remediável, o que significa que a proibição é ilegal.”

Em 16 de junho, deputados da Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento russo, apresentaram um projeto de lei que proibiria completamente cultos públicos, ritos e cerimônias religiosas em residências e dependências não residenciais de prédios de apartamentos.

Intitulado “Sobre as alterações aos artigos 12 e 16 da Lei Federal ‘Sobre a Liberdade de Consciência e Associações Religiosas'”, o projeto de lei também proibiria o Ministério da Justiça de registrar organizações religiosas que realizam cultos religiosos em instalações residenciais ou não residenciais.

Os deputados argumentaram que os grupos que se reuniam para cultos religiosos públicos causavam incômodo aos moradores.

“Aglomerações de grandes grupos de estranhos que não residem em prédios de apartamentos, incluindo imigrantes ilegais, aumentam o risco de agravamento da criminalidade na área, provocam conflitos domésticos e violam as normas de segurança contra incêndio e de segurança pública”, afirma a nota explicativa do projeto de lei, traduzida do russo.

O jornal Novaya Gazeta Europe noticiou em 12 de agosto que as alterações afetariam a maioria das salas de oração do Conselho de Igrejas Batistas.

Em 1º de outubro, o Governo Federal questionou a proposta, afirmando que ela precisava de “revisões significativas”, visto que o Artigo 16, Parte 2, da Lei da Religião permite que “cultos, ritos e cerimônias religiosas sejam realizados sem impedimentos… em residências”. Permanecia incerto se a Duma Estatal aprovaria o projeto de lei em sua forma atual.

“Tenho uma pergunta para os deputados que parecem tão rápidos em aprovar leis proibitivas e punitivas”, escreveu o advogado Pchelintsev no Telegram. “O que os impede de introduzir clareza e certeza na legislação sobre este assunto, para não perseguir os fiéis?”

Outras proibições relatadas pelo Forum 18 incluem a Igreja de Kurganinsk, na região de Krasnodar. Oficiais de justiça lacraram fisicamente o prédio, forçando os membros da igreja a se reunirem do lado de fora. Uma proibição imposta em 6 de setembro de 2024 levou a uma ação judicial movida pelo Reverendo Aleksandr Chmykh. Ele perdeu os recursos em 26 de novembro de 2024 e em 7 de maio. A Suprema Corte da Rússia rejeitou seu recurso sem análise em 29 de agosto.

A Igreja Rodniki, também na região de Krasnodar, enfrentou uma proibição em 24 de dezembro. A proibição entrou em vigor em 3 de abril, após um recurso malsucedido do Reverendo Vladimir Gordiyenko. O 4º Tribunal de Cassação confirmou a proibição em 29 de outubro.

Um tribunal municipal proibiu as atividades da Igreja Yoshkar-Ola na República de Mari El em 24 de julho e manteve a proibição em 23 de outubro, após o Supremo Tribunal da República de Mari El rejeitar um recurso.

O Tribunal Municipal de Blagoveshchensk, no Extremo Oriente Russo, tinha agendado para hoje (13 de novembro) o julgamento de uma ação civil movida por promotores contra a igreja Batista do Conselho de Igrejas local.

Folha Gospel com informações de Christian Daily International

Lei que autoriza o uso da Bíblia como recurso paradidático em escolas é sancionada em Salvador

Bíblias nas bancadas de uma sala de aula (Foto: Canva IA)
Bíblias nas bancadas de uma sala de aula (Foto: Canva IA)

Nesta quarta-feira (12), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil-BA), sancionou uma lei que autoriza o uso da Bíblia Sagrada como recurso paradidático em escolas públicas e particulares da capital baiana.

Conforme o texto publicado no Diário Oficial do Município, o objetivo da lei é promover o estudo do conteúdo bíblico sob os pontos de vista cultural, histórico, geográfico e arqueológico, podendo ser utilizado também como material de apoio em atividades pedagógicas.

A Lei nº 9.893/2025 estabelece ainda que “as histórias bíblicas utilizadas deverão auxiliar os projetos escolares correlatos nas áreas de História, Literatura, Ensino Religioso, Artes e Filosofia, bem como outras atividades pedagógicas complementares pertinentes”.

O texto também garante a liberdade religiosa, ressaltando que nenhum aluno será obrigado a participar das atividades, conforme previsto na Constituição Federal. Além disso, a norma determina que caberá ao Poder Executivo estabelecer os critérios, diretrizes e estratégias para viabilizar a leitura da Bíblia nas instituições de ensino.

A implementação da lei será custeada com recursos próprios do município, podendo receber suplementação orçamentária se necessário.

O texto foi assinado por Bruno Reis em conjunto com o secretário municipal de Educação, Thiago Martins, e o secretário de Governo, Carlos Felipe Vazquez.

Fonte: Pleno News com nformações de Agência Estado

Eli Soares conquista Grammy Latino com “Memóri4s (Ao Vivo)”

Eli Soares Foto: Divulgação
Eli Soares Foto: Divulgação

O cantor Eli Soares venceu, nesta quinta-feira (13), o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa, em Las Vegas, pelo disco Memóri4s (Ao Vivo). Ele disputou a categoria com Ton Carfi, Paloma Possi, Resgate e Julliany Souza.

A categoria reuniu trabalhos lançados por artistas de diferentes estilos. O álbum Ton Carfi 20 Anos (Ao Vivo) estava entre os indicados, assim como Razão da Esperança, de Paloma Possi. O grupo Resgate concorreu com Onde Guardamos as Flores?, e Julliany Souza entrou na disputa com A Maior Honra.

Esta é a oitava indicação consecutiva de Eli Soares à premiação e seu terceiro troféu. O artista já tinha vencido em 2022 e 2023, sempre na mesma categoria. Antes disso, acumulou cinco indicações por álbuns lançados entre 2016 e 2024.

Com carreira iniciada em Belo Horizonte (MG), Eli Soares se consolidou na música cristã com discos que alcançam grande público. Hoje, soma 11 álbuns, mais de 1,6 milhão de ouvintes mensais no Spotify e mais de 728 milhões de visualizações no YouTube.

PREMIAÇÃO EM ESPANHOL

Na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Espanhola, o prêmio ficou com Marcos Witt, que venceu com o disco Legado. Ele superou Marco Barrientos, Christine D’Clario, Israel & New Breed e Marcos Vidal, que também estavam na disputa.

Fonte: Pleno News

Pastores brasileiros treinam líderes e doam alimentos no Quênia

Cristãos em frente a uma igreja no Quênia (Foto: Reprodução)
Cristãos em frente a uma igreja no Quênia (Foto: Reprodução)

Em uma das regiões mais desafiadoras da África, onde mais de 90% dos pastores fora da capital jamais tiveram acesso a qualquer tipo de treinamento ministerial, um grupo de pastores brasileiros embarcou para o Quênia com um propósito: capacitar, inspirar e servir. A missão reuniu representantes da Igreja Relevans, Igreja da Cidade e Rede Inspire em uma jornada de impacto espiritual e social.

Durante vários dias, o grupo promoveu treinamentos voltados à formação ministerial, encontros com lideranças locais e ações sociais que incluíram a entrega de alimentos e cestas básicas em comunidades da capital e também em aldeias do interior de Nairóbi. Em locais onde a carência de estrutura e recursos é ainda mais acentuada, os missionários brasileiros buscaram oferecer ferramentas práticas e sustentáveis para o fortalecimento das igrejas locais, ajudando pastores a desenvolverem seus ministérios com excelência e visão de longo prazo.

Entre os participantes estiveram o Pr. Tiago Suguihara, da Igreja Relevans, e o Pr. Marcos Madaleno, da Igreja da Cidade, além de outros líderes comprometidos com o fortalecimento da igreja africana.

“Em cada rosto vimos uma fé viva e uma sede genuína por aprender. Essa viagem não foi sobre o que levamos, mas sobre o quanto recebemos em troca — a simplicidade, a força e a esperança de um povo que serve com o que tem. Nosso propósito é somar forças com o que Deus já está fazendo neste continente e deixar mais do que palavras: queremos deixar estrutura, conhecimento e fé prática”, destaca o Pr. Tiago Suguihara.

Um dos aspectos mais marcantes observados pela equipe foi a cultura de serviço comunitário que acompanha a expansão das igrejas locais: antes mesmo da construção do templo, o primeiro passo é perfurar um poço de água potável para atender à comunidade. O gesto simboliza o princípio de que o evangelho começa pelo cuidado com as pessoas, uma fé que se manifesta em ações concretas.

Cerca de 85,5% da população queniana se identifica como cristã, segundo o censo mais recente. O país está fotografado como vulnerável a perseguição de cristãos em certas regiões. Por exemplo, o relatório da Portas Abertas indica que o Quênia ficou na posição nº 51 na Lista Mundial da Perseguição de 2025, que relaciona os países onde é difícil ser cristão, e que “embora se reconheça que a maioria da população é cristã, os convertidos do Islã e comunidades minoritárias enfrentam riscos”.

A iniciativa reforça o compromisso da Igreja com a formação de líderes e o impacto social global, mostrando que o evangelho continua cruzando fronteiras não apenas para pregar, mas para transformar realidades com compaixão, propósito e fé em ação.

Fonte: Guia-me

‘Intervalo Bíblico’ é aprovado nas escolas públicas e privadas de Porto Alegre

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou na segunda-feira (10) um projeto de lei que permite a realização do “Intervalo Bíblico” em escolas públicas e privadas da capital gaúcha.

A proposta, de autoria do vereador Hamilton Sossmeier (Podemos), autoriza estudantes a realizarem encontros voluntários para leitura da Bíblia, momentos de oração e compartilhamento de experiências religiosas.

O projeto prevê que o Intervalo Bíblico ocorra sem censura ou interferência da administração escolar, em horários definidos com a direção para não comprometer as atividades pedagógicas.

Segundo o autor da proposta, ela não fere a laicidade do Estado, por se tratar de uma manifestação de fé livre, pacífica e voluntária, sem caráter de imposição religiosa.

O vereador afirma que a aprovação do “Intervalo Bíblico” garante aos estudantes o direito à liberdade religiosa no ambiente escolar, sem configurar doutrinação ou violar a laicidade do Estado.

Ele acrescenta que a laicidade não significa hostilidade à religião, mas sim que o Estado assegure o direito de fé e de expressão religiosa de todas as pessoas.

“A proposta respeita integralmente o princípio da laicidade do estado, uma vez que laicidade não significa hostilidade à religião, mas sim a garantia de que todos possam expressar sua fé livremente no espaço público, desde que de forma pacífica, voluntária e respeitosa”, explica o aturo.

“Situações recentes, contra estudantes que realizavam encontros religiosos espontâneos, mostram a necessidade de assegurar esse direito de forma explícita”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Câmara Municipal de Porto Alegre

Conflitos e ameaças de extremistas fazem cristãos fugirem na Síria

Centro de aconselhamento ajuda cristãos a superarem traumas da violência na Síria (Foto representativa: Portas Abertas)
Centro de aconselhamento ajuda cristãos a superarem traumas da violência na Síria (Foto representativa: Portas Abertas)

Homens cristãos que pedem para a esposa e os filhos fugirem da cidade. Essa é uma das consequências da violência na região de Suwayda, na Síria. Rama (pseudônimo) é uma das mulheres cristãs que se viram nessa situação, obrigadas a fugir com seus filhos.

Por conta de tudo que passou durante os ataques, ela participa de um projeto de aconselhamento pós-trauma de um parceiro de campo da Portas Abertas em Damasco. Em uma das sessões, Rama contou o que aconteceu em Suwayda, uma cidade de maioria drusa. Os drusos são membros de uma religião esotérica com raízes no islamismo.

No dia 13 de julho, conflitos iniciaram na cidade. Tudo começou com um assalto a um comerciante druso na estrada entre Suwayda e Damasco. Os criminosos eram beduínos, o que fez com que os drusos retaliassem sequestrando diversas pessoas entre os beduínos, causando uma luta armada entre os dois grupos.

O governo sírio tentou intervir, mas a situação só piorou. Houve relatos de assassinatos e abusos cometidos por todas as partes envolvidas, tanto drusos, quanto beduínos e membros das forças sírias. Cerca de mil pessoas foram mortas durante as semanas em que o conflito aconteceu.

“Nós dormimos nas cadeiras da igreja nos primeiros dias”

Os cristãos ficaram vulneráveis entre os diversos ataques. Igrejas foram danificadas e as casas de pelo menos 30 famílias cristãs foram atingidas, o que as fez fugir. Essas pessoas ficaram cerca de duas semanas refugiadas em uma igreja.

“Havia cerca de 400 pessoas na igreja. Comida e água eram escassas e geralmente tínhamos apenas uma refeição por dia. Nós dormimos nas cadeiras da igreja nos primeiros dias. Quando a violência começou, ouvimos histórias sobre mulheres e meninas sendo atacadas, e eu não podia deixar minha filha vivendo nessa situação. Meu marido disse: ‘Fuja com nossos filhos e tome conta deles’. Depois de 26 dias, um corredor humanitário foi aberto e nós pudemos fugir para Damasco”, conta Rama.

O marido de Rama continuou em Suwayda para proteger a casa da família e continuar seu trabalho. A situação na cidade permanece instável. A mesma estrada onde o comerciante druso foi atacado é alvo de constantes tiroteios e assaltos. Nas últimas semanas, um ônibus foi atacado por agressores desconhecidos, deixando duas pessoas mortas e 11 feridas.

Ameaças contra os cristãos na região

Além dos conflitos armados que estão matando e deslocando a população, os cristãos da região também enfrentam, ao mesmo tempo, a perseguição dos extremistas, o que complica ainda mais a situação da igreja local. Ameaças contra os cristãos foram escritas em um muro de uma igreja na cidade de Maarat Saidnaya.

“Cristãos infiéis, não há outro deus além de Alá. Depois de Dweila, será a vez de Maarat”, dizia a mensagem.

A ameaça se refere ao ataque contra a igreja em Dweila, na região de Damasco, no dia 22 de junho de 2025. No ataque, 22 cristãos foram mortos, além de duas vítimas não identificadas e um dos terroristas. Outra mensagem parecida foi escrita na entrada de uma igreja em Damasco, o que deixou as famílias cristãs em alerta.

Fonte: Portas Abertas

Mais líderes cristãos são presos na China

Cristãos sofrem perseguição religiosa na China (foto representativa: Portas Abertas)
Cristãos sofrem perseguição religiosa na China (foto representativa: Portas Abertas)

Há uma semana, a igreja chinesa Xi’an Church of Abundance fez um apelo de oração aos cristãos do mundo todo. Eles relataram que o pastor Lian Changnian, o pastor Lian Xuliang e a pregadora Fu Juan, da comunidade cristã local, foram presos no dia 2 de novembro.

Os três líderes da igreja, que haviam sido detidos em julho deste ano, foram novamente levados de suas casas pelas autoridades. Eles foram alvo de novas acusações de “fraude”, apesar de o caso com a mesma justificativa, julgado há quatro meses, em 9 de julho, não ter um veredito até agora.

O pastor Lian Changnian, agora com 71 anos, está com a saúde debilitada e inspira preocupação sobre sua resistência a esse período de prisão. A primeira vez em que os cristãos foram presos ocorreu em 17 de agosto de 2022 e a detenção durou mais de dois anos. Em 12 de abril de 2025, o status deles foi alterado para “vigilância residencial em local designado”, permitindo que voltassem para suas famílias em prisão domiciliar.

A suposta “vítima” do caso, a cristã Qin Wen, negou publicamente ter sido enganada e testemunhou corajosamente em tribunal. Como resultado, ela também foi presa por 12 dias sob a acusação de “pregar para menores de idade” e foi demitida de seu trabalho em uma escola infantil. Na China, é proibido compartilhar o evangelho com menores de 18 anos.

Xi’an Church of Abundance é uma igreja doméstica que serve a Deus há 30 anos na China. Em 19 de agosto de 2022, a igreja foi oficialmente proibida pelas autoridades por operar sem registro governamental e agora enfrenta novas restrições por anunciar as boas-novas de Cristo aos chineses.

Fonte: Portas Abertas

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