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Quase 30.000 cristãos foram mortos na Nigéria em seis anos

Cristãos mortos durante ataques no Domingo de Ramos na Nigéria (Foto: Reprodução/ICC)
Cristãos mortos durante ataques no Domingo de Ramos na Nigéria (Foto: Reprodução/ICC)

Um novo relatório alerta que dezenas de milhares de cristãos estão perdendo a vida devido à violência na Nigéria, muitos deles pelas mãos de pastores fulani radicalizados.

Publicado pelo Observatório para a Liberdade Religiosa na África (ORFA), o estudo de 105 páginas examina assassinatos e sequestros registrados entre outubro de 2019 e setembro de 2025.

Foram registradas 28.551 mortes de cristãos, em comparação com 13.224 mortes de muçulmanos durante o período analisado.

Após ajustes considerando o tamanho das populações religiosas locais nos estados afetados, a taxa de mortalidade entre os cristãos foi cerca de 4,4 vezes maior que a dos muçulmanos.

Três quartos das mortes de civis ocorreram durante ataques a comunidades agrícolas, frequentemente envolvendo assassinatos, sequestros, violência sexual e destruição de casas e meios de subsistência.

Os sequestros são um tema central no estudo. A ORFA registrou 34.773 sequestros de civis, sendo que os “Grupos Terroristas Fulani” representaram 43% e os “grupos terroristas não identificados” outros 49%.

Com base em pesquisa de campo, o relatório alega ainda que reféns cristãos e muçulmanos frequentemente sofrem tratamentos diferentes em cativeiro, sendo os cristãos mais propensos a exigir resgates maiores para sua libertação e a correrem maior risco de violência e execução. No caso de mulheres e meninas, a conversão forçada, a violência sexual grave e o casamento forçado foram mais prevalentes entre as reféns cristãs.

O relatório baseia-se em informações coletadas por parceiros nigerianos no âmbito do projeto Armed Conflict Location & Event Data (ACLED), para analisar mais de 15.000 ataques mortais e quase 4.600 casos de sequestro em todo o país entre 2019 e 2025.

Segundo o relatório, 79.323 pessoas perderam a vida durante o período de seis anos – o equivalente a 36 por dia. O total inclui 42.033 civis.

O relatório atribui grande parte da violência a grupos terroristas Fulani, que, segundo ele, foram responsáveis ​​por 44% das mortes de civis – 18.577 pessoas. Grupos terroristas “não identificados” foram responsáveis ​​por cerca de um terço (32%). Outras mortes foram causadas pelo Boko Haram (8%) e pelo Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) (4%), enquanto 12% foram mortes de civis.

No relatório, a ORFA faz uma distinção entre grupos militantes armados e a comunidade étnica Fulani em geral, cuja maioria, segundo a organização, não participa da violência.

“A violência ligada às milícias Fulani é a principal causa do número de mortes na Nigéria”, afirmou Frans Vierhout, analista sênior de pesquisa da ORFA. “A preocupação do Ocidente com o Boko Haram é, no mínimo, enganosa. A Nigéria está incubando uma rede terrorista que o mundo exterior ainda não reconheceu.”

O relatório destaca o que descreve como uma dimensão religiosa significativa do conflito e descreve como uma coexistência outrora pacífica entre comunidades agrícolas cristãs e pastores muçulmanos Fulani no Cinturão Médio da Nigéria degenerou em derramamento de sangue regular desde o início dos anos 2000.

A mudança foi atribuída à disseminação da ideologia islâmica extremista por meio do movimento Izala, bem como à introdução da lei da Sharia em vários estados do norte e ao que é descrito como a crescente influência política do “supremacia étnica Fulani” no norte, que abriu caminho para o surgimento de milícias étnicas armadas.

O relatório conclui com sete recomendações políticas, incluindo maior atenção internacional à liberdade de religião ou crença, aumento da pressão sobre as autoridades nigerianas para combater a violência e acabar com a cultura de impunidade, melhoria da cooperação entre os governos federal e estaduais, expansão do policiamento comunitário responsável e maior apoio às vítimas por meio de aconselhamento para traumas e programas de reintegração.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Pastor chinês chega aos EUA após 8 meses de prisão por evangelismo online

Pastor Ezra Jin (Foto: Reprodução)
Pastor Ezra Jin (Foto: Reprodução)

O pastor Ezra Jin, da Zion Church, foi recentemente libertado pelas autoridades chinesas após oito meses de detenção no sul da China. Jin desembarcou em Los Angeles, Califórnia, no último sábado, sendo recebido pela organização ChinaAid. A prisão de Jin e de outros 17 líderes da igreja ocorreu no outono passado, sob a acusação de “uso ilegal de redes de informação”, uma alegação que parece estar ligada à utilização da internet pela igreja para disseminar a fé cristã.

A ChinaAid, por meio de seu fundador e presidente, o Reverendo Dr. Bob Fu, expressou alívio pela liberdade do pastor Jin, mas… (Continue lendo clicando aqui)

Ex-esposa de Davi Passamani contesta acusações judiciais contra diretoria da Igreja Casa

Giovanna de Almeida Lovaglio rebate as acusações feitas pelo seu ex-marido Davi Passamani. (Foto: Reprodução/redes sociais)
Giovanna de Almeida Lovaglio rebate as acusações feitas pelo seu ex-marido Davi Passamani. (Foto: Reprodução/redes sociais)

Giovanna de Almeida Lovaglio, ex-esposa do pastor Davi Passamani, rebateu as acusações judiciais movidas pelo religioso contra a atual gestão da Casa Ministério Cristão. Em vídeo, que está no final desta matéria, divulgado na noite de quinta-feira, 2, ela classificou o processo como uma “batalha imaginária”, negou irregularidades na administração da igreja e fez novas acusações contra o ex-marido, prometendo apresentar mais provas.

As declarações surgem em resposta à ação movida por Passamani, que busca o afastamento da diretoria da instituição sob alegação de desvio de recursos e esvaziamento patrimonial. Giovanna considera as acusações graves e sugeriu que a divulgação foi estrategicamente planejada para coincidir com seu aniversário e com a recuperação de seu pai, que havia deixado recentemente a UTI. Ela ressaltou que o silêncio anterior não deve ser interpretado como fraqueza, mas sim como uma priorização da dor causada por seu ex-marido a muitas pessoas.

Contestando a queda na arrecadação

Giovanna também contestou a tese de má gestão financeira como causa da queda na arrecadação da igreja. Segundo ela, a redução se deve ao afastamento de fiéis provocado pelas denúncias que envolveram o ex-pastor. “É óbvio que a arrecadação da igreja cairia, porque nos bastidores, nos corredores, as notícias sobre você não paravam de chegar”, afirmou, direcionando suas palavras a Passamani e insinuando que sua real preocupação não é com a arrecadação.

Durante a gravação, ela reiterou as acusações de que Passamani tem provocado sofrimento à família e declarou possuir mensagens e outros elementos que poderiam ser apresentados publicamente, com a intenção de responsabilizá-lo criminalmente. “Muito em breve eu vou te colocar na cadeia”, declarou.

A ex-esposa assegurou que a Casa Ministério Cristão permanece fortalecida e negou qualquer crise institucional. “A gente está vivendo um tempo maravilhoso, a nossa igreja continua linda, nós estamos como grupo mais unidos do que nunca, mais fortes do que nunca, mais convictos do que nunca”, concluiu.

O contexto da ação judicial

embate judicial se intensifica após Davi Passamani ingressar na Justiça de Goiânia. Ele pede o afastamento da atual diretoria da Casa Ministério Cristão e sua nomeação como administrador provisório da igreja por um período de 12 meses. Na ação, Passamani alega que a gestão atual promoveu um esvaziamento financeiro da instituição, desviando receitas milionárias provenientes dos royalties da banda Casa Worship para a empresa CW Produções Ltda., que seria ligada a Giovanna Lovaglio.

De acordo com a petição judicial, a receita operacional da igreja teria sofrido uma queda acentuada, passando de R$ 5,58 milhões em 2023 para R$ 2,02 milhões em 2024 e R$ 288 mil em 2025. O processo também aponta um déficit superior a R$ 1 milhão, além de dívidas, ações de cobrança e um risco iminente de colapso financeiro. Passamani busca, além do afastamento da diretoria, a prestação de contas, a restituição de valores e informações detalhadas sobre contratos e repasses relacionados à exploração econômica da Casa Worship. Até o momento, não há uma decisão judicial sobre o pedido.

Defesa da igreja e de Giovanna Lovaglio

A defesa da Casa Ministério Cristão, em nota oficial, negou veementemente todas as acusações apresentadas, classificando-as como tendo caráter de vingança pessoal. Os advogados argumentam que a redução das receitas da igreja ocorreu devido à saída de fiéis após as denúncias envolvendo Passamani, e não por desvios de recursos. A igreja informou ainda que está realizando uma auditoria independente sobre as gestões anterior e atual, empenhada em negociar a permanência no imóvel onde opera e que apresentará à Justiça toda a documentação contábil necessária para comprovar a regularidade de sua administração.

Em relação aos royalties da banda Casa Worship, a defesa esclarece que essa questão já está sendo discutida em um processo judicial próprio e nega categoricamente qualquer desvio de recursos. A igreja busca demonstrar a sua idoneidade e a gestão transparente dos seus recursos.

Posicionamento da defesa de Davi Passamani

Por outro lado, a defesa do ex-pastor Davi Passamani declarou que a ação judicial movida contra a Igreja Casa não tem como objetivo recolocá-lo na liderança da instituição. Em nota enviada ao Jornal Opção, o advogado Diogo Procópio explicou que o processo se concentra em supostos casos de esvaziamento patrimonial, desvio de royalties da banda Casa Worship e irregularidades administrativas cometidas pela atual gestão da igreja. Segundo a defesa, a ação protocolada em 25 de junho pede o afastamento da diretoria e a apuração detalhada da destinação dos recursos financeiros.

Os advogados sustentam que a atual administração teria transferido ativos e a arrecadação de fiéis para um novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), registrado como Igreja Casa, enquanto a antiga Casa Ministério Cristão teria permanecido com as dívidas acumuladas. Passamani deixou a liderança da igreja em 2023, após denúncias de assédio sexual feitas por fiéis, o que gerou investigações e processos judiciais, culminando em sua prisão preventiva em 2024. Ele nega as acusações e responde aos processos na Justiça.

A defesa de Passamani alega que a atual administração, composta por membros do antigo núcleo familiar do pastor, como sua mãe, filha e genro, teria promovido a criação de um novo CNPJ para concentrar a arrecadação da igreja. “Eles alegam que criaram um CNPJ novo para contornar a dívida da igreja, mas, na verdade, criaram um CNPJ com o mesmo nome, Igreja Casa, e toda a arrecadação passou a ser feita nesse novo documento”, afirmou a advogada Tana Paula, integrante da defesa.

Os advogados apontam a redução da arrecadação da instituição, que teria caído de R$ 5,5 milhões em 2023 para R$ 288 mil em 2025, como um indício de suposto esvaziamento financeiro. Também citam uma ação de despejo movida contra a Casa Ministério Cristão por uma dívida de aproximadamente R$ 730 mil em aluguéis acumulados desde o início de 2024. A defesa também levanta questionamentos sobre o patrimônio e o padrão de vida dos atuais administradores da igreja. “A administração alega que o endividamento aconteceu por causa do Davi, mas não foi isso que aconteceu. A igreja tinha condições financeiras de continuar funcionando sem estar no vermelho como está hoje”, afirmou Diogo Procópio.

Outro ponto levantado pela defesa é a venda da banda Casa Worship para a Warner Music em 2025, um negócio que teria superado R$ 10 milhões e que, segundo eles, não teria sido registrado na contabilidade da igreja. Os advogados também afirmam que cerca de R$ 1,3 milhão em royalties da banda teriam permanecido na empresa CW Produções Ltda., ligada à pastora Giovanna, sem repasse à instituição. Com base nessas alegações, a defesa pede à Justiça o afastamento imediato da atual diretoria, o bloqueio de bens e ativos da CW Produções Ltda. e dos gestores, além do rastreamento dos valores pagos pela Warner Music e o encaminhamento do caso ao Ministério Público de Goiás.

Assista o vídeo:

Folha Gospel com informações de Jornal Opção

Cristão etíope perde tudo após conversão e encontra força na fé

Cristão durante culto na Etiópia (foto ilustrativa: Portas Abertas)
Cristão durante culto na Etiópia (foto ilustrativa: Portas Abertas)

Taha Abduraman Dinka, que cresceu em Gawo Kebe, Etiópia, seguindo estritamente as crenças islâmicas e frequentando a mesquita, teve sua vida transformada em 2019 ao ouvir o evangelho e decidir seguir Jesus. A decisão, segundo ele, trouxe uma sensação de liberdade espiritual e paz.

“Quando aceitei Cristo, senti paz na minha vida. Acreditei que Deus me resgatou da escuridão”, relatou Dinka a um membro da International Christian Concern (ICC). No entanto, essa escolha desencadeou um… (Continue lendo clicando aqui)

Evangélicos espanhóis enviam ajuda emergencial e fundos para Venezuela

Escombros de prédios que desabaram após terromotos são retirados na Venezuela. (Foto: Reprodução)
Escombros de prédios que desabaram após terromotos são retirados na Venezuela. (Foto: Reprodução)

Diversas organizações evangélicas com raízes na Espanha estão ativamente engajadas no envio de fundos e suprimentos emergenciais para a Venezuela, em resposta ao recente desastre que deixou milhares de mortos, feridos e um rastro de destruição em hospitais e infraestrutura.

A World Vision, organização humanitária cristã com presença no país desde 2019, concentrou seus esforços iniciais na… (Continue lendo clicando aqui)

Muçulmanos protestam contra a presença de igreja na Indonésia

Cristãos na Indonésia. (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na Indonésia. (Foto: Portas Abertas)

Em junho, islamitas protestaram contra a presença de uma igreja em uma cidade da província de Java Ocidental, na Indonésia, e impediram a realização de uma missa fúnebre em outra, segundo relatos de fontes locais.

Dezenas de muçulmanos protestaram contra a igreja no conjunto habitacional Hegarmanah Indah, distrito de Cikancung, região de Bandung, em 24 de junho, conforme mostram vídeos que circulam online. Mulheres cristãs filmaram e responderam aos manifestantes.

Em determinado momento, o grupo entoou o slogan jihadista “ Allahu Akbar [Deus é maior]” e anunciou que faria orações islâmicas. Os manifestantes não eram moradores locais e eram desconhecidos dos habitantes do bairro, de acordo com depoimentos de testemunhas oculares documentados pela Comunidade Vera Sihombing e publicados no Facebook pela conta Keke M.

Os manifestantes alegaram que a igreja colocava em risco a fé muçulmana dos jovens. Eles ameaçaram usar violência contra mulheres cristãs e avisaram que iriam incendiar o templo, como mostra o vídeo.

O vídeo observa que o local de culto tinha uma licença oficial para realizar cultos uma vez por semana, às quartas-feiras. Outras fontes no vídeo afirmam que o local tem sido usado para cultos há três anos, às quartas-feiras, e que a congregação pretendia começar a usá-lo também para cultos dominicais.

O complexo Hegarmanah Indah foi desenvolvido por um pastor identificado apenas como Marudut, que iniciou o projeto na década de 1990, mas interrompeu a construção de 2020 a 2023 devido à pandemia de COVID-19.

Um vídeo do Instagram publicado pela conta @SahabatTapanuli registra uma conversa entre o pastor Marudut e Hasan Nasbi, assessor especial do presidente para assuntos de comunicação. No vídeo, Marudut afirma ter autorizado a construção de uma mesquita no conjunto habitacional e doado um terreno particular adicional para a construção de outra mesquita no local.

“Então vocês doaram um terreno para construir uma mesquita e também um terreno para construir um local de culto [cristão], porque há cristãos e eles também teriam um lugar para orar?”, pergunta Nasbi. “Não deveria haver problema. Por que alguns partidos estão rejeitando isso?”

Nasbi afirma então que ele e a equipe especial do Ministro de Assuntos Religiosos, Gugun Gumilar, irão analisar a questão.

O pastor Marudut disse ao Nasbi que a oposição ao local de culto cristão começou após uma mudança na liderança da associação de bairro.

Missa fúnebre bloqueada

Não houve relatos de prisões em Bandung após o caso, e na noite de domingo (28 de junho), outro incidente ocorreu na vila de Bulak Timur, bairro de Jembatan Serong, distrito de Cipayung, cidade de Depok, Java Ocidental.

Um vídeo mostra dezenas de pessoas sentadas no chão aguardando uma missa em memória de um católico falecido, identificado apenas como Sihotang. Autoridades locais impediram a missa, mesmo com a chegada do padre ao local, segundo o vídeo.

O chefe da associação de moradores (RT) proibiu qualquer culto organizado, dizendo que apenas a oração privada seria permitida, informou o Liputan6.com.

O chefe da aldeia de Cipayung, Husni Mubarok, disse ao Liputan6 que o incidente foi um mal-entendido entre a família enlutada e as autoridades locais. Ele afirmou que o chefe da RT local estava fora da cidade quando a família solicitou autorização para a missa de funeral.

Segundo Husni, orações já foram realizadas na casa da família enlutada e continuarão na funerária. Ele disse que vizinhos, autoridades locais e líderes comunitários auxiliaram a família e contribuíram financeiramente para o luto.

A mediação pelas autoridades transcorreu bem e, posteriormente, a família enlutada foi autorizada a realizar uma missa fúnebre em casa, acompanhada por um órgão solo, de acordo com a conta do Instagram @Depok24Jam.

O corpo seria transportado para a Funerária Kamboja, atrás do Hospital Hermina, na segunda-feira (29 de junho), com o sepultamento previsto para o dia seguinte.

Um cidadão incentivou o público a marcar a conta do Instagram do governador de Java Ocidental, Dedi Mulyadi, para chamar a atenção para o incidente.

“Por favor, marquem a conta de Kang Dedi Mulyadi o máximo possível”, disse David Herson Tonius via Instagram. “Há poucos dias, isso aconteceu em Bandung, e agora está acontecendo novamente em Depok. Missas e cerimônias fúnebres estão proibidas para os falecidos.”

O presidente do Instituto SETARA, conhecido apenas como Hendardi, classificou a perseguição repetida, as proibições de culto, os fechamentos e a rejeição de locais de culto como um problema grave na Indonésia. Ele afirmou que a pressão popular e as regulamentações discriminatórias estão violando os direitos constitucionais.

“O Estado não cumpre sua obrigação constitucional de proteger todos os cidadãos sem discriminação”, disse Hendardi ao Morning Star News.

A SETARA é um grupo de defesa dos direitos humanos e da democracia.

Hendardi alertou que a intolerância social persistente na Indonésia é agravada por políticas públicas que criam espaço para a discriminação. Ele citou o Regulamento Conjunto do Ministro de Assuntos Religiosos e do Ministro do Interior ( nº 9/2006 e nº 8/2006) sobre o estabelecimento de locais de culto, que exige o apoio de 90 residentes muçulmanos e 60 membros da igreja como parte do processo de aprovação.

“Esses requisitos de apoio aos residentes e outros mecanismos administrativos são frequentemente usados ​​por grupos intolerantes para vetar os direitos constitucionais dos cidadãos”, disse ele, acrescentando que tais práticas são inaceitáveis ​​em um Estado democrático de direito.

Hendardi instou o governo a aplicar as leis de forma decisiva para garantir os direitos de todos os cidadãos.

No dia 11 de junho, uma manifestação semelhante foi realizada contra os planos de construção da Igreja Cristã de Java em Banyuanyar, distrito de Banjarsari, município de Solo, província de Java Central. Os manifestantes alegaram que a construção era um plano maligno em uma área predominantemente muçulmana e que temiam a conversão de pessoas ao Islã.

Nos últimos anos, a sociedade indonésia adotou um caráter islâmico mais conservador, e as igrejas envolvidas em atividades evangelísticas correm o risco de serem alvo de grupos extremistas islâmicos, de acordo com a organização Portas Abertas.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Bíblia achada em escombros salva mãe e bebê após terremotos na Venezuela

Mãe e bebê recém-nascido sobrevivem a terremotos na Venezuela após acharem Bíblia nos escombros. (Foto: Reprodução)
Mãe e bebê recém-nascido sobrevivem a terremotos na Venezuela após acharem Bíblia nos escombros. (Foto: Reprodução)

Uma mulher e seu filho de apenas 18 dias foram resgatados com vida dos escombros após sobreviverem a um desabamento provocado pelos terremotos que atingiram a Venezuela. Dayana, a mãe, relatou que a descoberta de uma Bíblia em meio à tragédia lhe proporcionou calma e esperança até o momento do resgate.

Em entrevista à emissora venezuelana Globovisión, Dayana descreveu o desespero inicial e os questionamentos a Deus após… (Continue lendo clicando aqui)

Missão humanitária abre cozinha na Venezuela para distribuir refeições a vítimas de terremotos

A equipe da Operation Blessing distribuindo refeições quentes na Venezuela. (Foto: Reprodução/.CBN News)
A equipe da Operation Blessing distribuindo refeições quentes na Venezuela. (Foto: Reprodução/.CBN News)

Uma missão humanitária dos Estados Unidos iniciou operações na Venezuela com a instalação de uma cozinha para distribuir refeições a famílias desabrigadas e afetadas pelos recentes terremotos. A agência Operation Blessing, ligada ao canal cristão CBN News, está mobilizando uma força de trabalho intensa, atuando 24 horas por dia para oferecer suporte em meio à devastação.

Mais de 100 voluntários locais, oriundos de igrejas da região, dedicam-se à preparação e distribuição de alimentos quentes. Muitos desses voluntários mantêm a esperança de encontrar entes queridos desaparecidos sob os escombros, mesmo com a passagem dos dias. Reishell Casanova, uma das voluntárias, compartilhou seu drama pessoal: “Tenho vários amigos e colegas em La Guaira que infelizmente perderam a vida, alguns ainda estão sendo procurados. Mesmo que vários dias tenham se passado, continuamos esperançosos – em nome de Deus – de que os encontraremos”.

Até o momento, cerca de 3.300 refeições foram entregues a residentes de algumas das áreas mais severamente atingidas. Além da alimentação, a missão também provê lâmpadas solares para famílias necessitadas, especialmente durante a noite, quando o fornecimento de eletricidade é interrompido em partes de Caracas. Marcos Vinicius, da Operation Blessing, ressaltou a importância dessa ação: “Esse pequeno gesto é para mostrar a essas famílias e a esses resgatadores que ainda há esperança. Queremos ser uma luz em suas vidas, queremos mostrar que não estão sozinhos”.

A organização planeja expandir suas operações com a abertura de uma segunda cozinha nos próximos dias, visando atender a milhares de pessoas. A solidariedade tem sido um ponto forte, com pessoas que passaram pela mesma tragédia se sentindo compelidas a ajudar. “Ver a vontade humana, o desejo de ajudar os outros, testemunhar a solidariedade é muito comovente, porque não são apenas aqueles que vivenciaram o terremoto em primeira mão, mas também pessoas que passaram pelo mesmo evento e agora se sentem compelidas a ajudar os outros”, declarou Manuel Sangrón, pastor venezuelano envolvido com a Operation Blessing.

As operações de busca por sobreviventes continuam com o auxílio de equipes especializadas de 31 países. Os tremores, com magnitudes de 7,5 e 7,2, atingiram a Venezuela na noite de 24 de junho, causando ampla destruição. O balanço oficial do governo venezuelano indicava 2.595 mortos na quinta-feira (2), com 774 edifícios danificados em Caracas e outras cidades, sendo que 189 estruturas desabaram completamente.

Folha Gospel com informações de CBN News

Terroristas invadem escola e sequestram estudantes durante ataque na Nigéria

Sala de aula na Nigéria. (Foto: Reprodução)
Sala de aula na Nigéria. (Foto: Reprodução)

Homens armados invadiram a Escola Secundária Estadual de Lassa, no nordeste da Nigéria, na última segunda-feira (29), sequestrando dezenas de estudantes que realizavam provas do Conselho Nacional de Exames. A ação criminosa, caracterizada como um “ataque terrorista” pelas autoridades nigerianas, resultou também na morte de pelo menos um professor.

Segundo a Polícia do Estado de Borno, os criminosos…(Continue lendo clicando aqui)

‘Evangélico’ tem a ver com fé, não com política de direita, afirma Aliança Evangélica Europeia

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

A Aliança Evangélica Europeia (AEE) emitiu uma declaração com o intuito de dissipar a crença de que o evangelicalismo é um sinônimo de política de direita e potencialmente nacionalista.

A Agência Europeia do Ambiente (AEA) afirmou que o termo “evangélico” está sendo “incorretamente associado a movimentos políticos e narrativas que não refletem a realidade das comunidades evangélicas na Europa”.

Isso decorre em grande parte da influência americana, onde, durante décadas, os evangélicos e a “direita cristã” foram vistos como uma base eleitoral significativa para o Partido Republicano, afirma o texto.

As pesquisas indicam que pelo menos três quartos dos evangélicos brancos votam no Partido Republicano nas eleições presidenciais. Embora os protestantes negros tendam a votar no Partido Democrata, há pelo menos o dobro de evangélicos brancos em comparação com os negros.

Em sua declaração, a AEE afirmou: “Recentemente, o termo ‘evangélico’ tem sido cada vez mais associado, no discurso público, à política da extrema-direita, incluindo dinâmicas que se originam fora do nosso continente.

“Diversos fatores contribuem para a confusão, incluindo a cobertura da mídia nos Estados Unidos, o uso de ‘evangélico’ como um rótulo político e o nacionalismo excludente, que por vezes se funde com a identidade cristã.”

Essa confusão, argumentou a AEE, levou políticos e meios de comunicação na Europa a presumirem que os evangélicos no continente são “extremistas perigosos”.

A AEE enfatizou que ser evangélico é, antes de tudo, uma questão de fé, e não de política.

“Os evangélicos europeus estão unidos pelo Evangelho de Jesus Cristo e pelo chamado a amar a Deus e ao próximo. É nossa honra, paixão e dever cristão compartilhar as Boas Novas de Jesus com os outros.”

“Estamos enraizados em fundamentos bíblicos e especialmente comprometidos com a vida, o exemplo e os ensinamentos de Jesus.”

“Nosso movimento é diverso, multiétnico e faz parte de uma comunidade que abrange o mundo todo. Celebramos a riqueza de culturas e origens dentro da família da Igreja Evangélica.”

A AEE afirmou ser “estritamente apartidária em relação à política partidária”.

Sobre a questão do “nacionalismo cristão”, a AEE mostrou-se cautelosa, afirmando que sua posição dependia muito do que se entendia pelo termo.

“O termo ‘nacionalismo cristão’ é usado de diversas maneiras. O amor à nação é algo precioso quando esse amor não leva ao ódio ou à violência contra outros. Trazer ideias cristãs para debate também é bom, assim como outros trazem as suas. O cristianismo teve um impacto profundo e positivo no desenvolvimento de todas as nações europeias”, afirmou.

“No entanto, quando o termo ‘nacionalismo cristão’ se refere à dominação, coerção, imposição, intolerância e exclusão, ao alinhamento do cristianismo a uma única ideologia política ou à ideia de que ‘os fins justificam os meios’, a grande maioria dos evangélicos na Europa o rejeita.”

A declaração concluiu com um apelo para que os evangélicos na Europa continuem orando e servindo suas comunidades.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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