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Pastores são espancados por extremistas muçulmanos no leste de Uganda

Cristão durante culto em Uganda (Foto: Reprodução)
Cristão durante culto em Uganda (Foto: Reprodução)

Dois pastores receberam alta de um hospital no leste de Uganda no domingo (8 de fevereiro), depois de terem sido espancados por um grupo de extremistas muçulmanos mais de uma semana antes, disseram fontes.

O pastor John Michael Okoel e o pastor auxiliar Abraham Omoding, da Igreja Nova Vida em Pallisa, a cerca de 200 quilômetros (120 milhas) a nordeste de Kampala, estavam voltando para casa de uma vigília de oração às 4h da manhã do dia 30 de janeiro, quando cinco homens mascarados vestidos com trajes islâmicos os abordaram no pântano de Osupa, às margens da rodovia Pallisa-Mbale, disse o pastor Okoel.

Os agressores estavam armados com paus e facas quando confrontaram os pastores, acusando-os de blasfêmia e de tentar converter muçulmanos, disse ele.

“Eles começaram a nos acusar de mentir sobre Alá, de pregar que Alá tem um Filho e de converter seus irmãos e irmãs”, disse o pastor Okoel ao Morning Star News. “Antes que eu pudesse responder, um deles, Ali Kitaali, me deu um tapa, me cortou perto da boca e me atingiu no joelho e na mão. Desmaiei.”

Os agressores ameaçaram matá-los e pareciam determinados a acabar com suas vidas, disse ele.

“Em seguida, atacaram meu pastor auxiliar, fraturando seu braço, arrancando dois dentes e o espancando violentamente nas costas”, disse o pastor Okoel.

O pesadelo deles terminou quando um veículo se aproximou na direção oposta e piscou os faróis, fazendo com que os agressores fugissem, disse ele.

Os ocupantes do veículo pararam para ajudar e levaram os pastores feridos às pressas para uma clínica próxima, onde receberam os primeiros socorros. Familiares e membros da igreja chegaram mais tarde e ajudaram na transferência para o Hospital Regional de Referência de Mbale para tratamento adicional.

Ambos os pastores continuavam se recuperando em casa. Eles disseram que pretendem denunciar o ataque à polícia assim que estiverem fisicamente aptos para fazê-lo.

Líderes religiosos e membros da comunidade expressaram profunda preocupação com o ataque. Um pastor vizinho, que pediu anonimato, descreveu o ocorrido como “profundamente perturbador” e pediu às autoridades que investiguem o caso e garantam justiça.

“Nenhum líder religioso deveria temer por sua vida por causa de sua fé”, disse ele.

Moradores da região disseram que o ataque aumentou o medo e a ansiedade na área, principalmente entre os líderes cristãos.

“Este ataque chocou a comunidade”, disse um morador de Pallisa. “Se essa violência não for combatida, poderá ameaçar a coexistência pacífica.”

O ataque evidencia as tensões religiosas persistentes em partes do leste de Uganda. Até o momento da publicação desta notícia, a polícia não havia emitido um comunicado oficial e nenhuma prisão havia sido relatada.

A Constituição de Uganda e outras leis garantem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões leste do país.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Atirador matou mãe, irmão e mais 8 em escola e deixou mais de 25 feridos no Canadá

Escola Secundária Tumbler Ridge, Canadá (Foto: Reprodução)
Escola Secundária Tumbler Ridge, Canadá (Foto: Reprodução)

Um atirador abriu fogo em uma escola secundária no oeste do Canadá na terça-feira, matando pelo menos oito pessoas e ferindo dezenas antes de cometer suicídio. O incidente marca o tiroteio em escola mais mortal da história do país.

Seis corpos foram encontrados dentro da Tumbler Ridge Secondary School, na Colúmbia Britânica, e outros dois em uma residência próxima. Entre as vítimas estão cinco adolescentes, que tinham entre 12 e 13 anos.

O suspeito do tiroteio, descrito como uma mulher de vestido e cabelos castanhos, mas que se acredita ser um adolescente do sexo masculino que se identificava como transgênero, foi encontrado morto na escola com um ferimento autoinfligido, e a polícia acredita que não há outros suspeitos.

Pelo menos duas pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves ou que representavam risco de vida, e outras 25 sofreram ferimentos que não foram considerados fatais.

O tiroteio levou à emissão de uma ordem de confinamento em Tumbler Ridge, que durou várias horas. A ordem foi suspensa às 18h47, horário local, e os alunos foram liberados para suas famílias após a contagem dos presentes em um centro recreativo próximo.

As autoridades informaram que tanto as escolas primárias quanto as secundárias da cidade permanecerão fechadas pelo resto da semana. Uma faculdade local também suspendeu temporariamente suas atividades.

O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, disse que os policiais ainda estavam notificando as famílias das vítimas e confirmou que psicólogos especializados em trauma seriam enviados para auxiliar a comunidade.

Os alunos permaneceram confinados dentro das salas de aula e oficinas por horas enquanto a polícia evacuava o prédio. Os professores barricaram as portas usando bancos de metal e bloquearam as saídas para proteger os alunos.

Um professor relatou que a polícia escoltou sua turma para um local seguro mais de duas horas após o início do confinamento e disse que os alunos estavam visivelmente abalados durante a evacuação.

Atirador matou mãe e irmão

Até a manhã de quarta-feira, a polícia não havia divulgado as identidades das vítimas nem do atirador, e não havia confirmado quantos menores estavam entre os mortos. O governo federal não se pronunciou sobre a motivação do crime nem sobre o tipo de arma de fogo utilizada. A polícia também não confirmou como o atirador teve acesso às armas.

A polícia federal canadense afirmou que a pessoa encontrada morta na escola correspondia à descrição do atirador ativo divulgada mais cedo naquele dia.

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, o subcomissário da polícia da Colúmbia Britânica, Dwayne McDonald, informou o suspeito foi identificado como Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, uma mulher trans, que era moradora de Tumbler Ridge, não frequentava a escola alvo do ataque e havia abandonado os estudos havia cerca de quatro anos. Além disso, antes de atacar a escola, Jesse matou a sua mãe, de 39 anos, e o seu irmão de 11 anos.

O primeiro-ministro Mark Carney cancelou uma viagem programada para a Conferência de Segurança de Munique após o incidente e publicou nas redes sociais que estava “devastado” pelos acontecimentos.

Ele disse a jornalistas que este é um “dia difícil” para Tumbler Ridge e para o Canadá. “Pais, avós, irmãos e irmãs em Tumbler Ridge acordarão sem alguém que amam”, disse Carney. “A nação está de luto com vocês. O Canadá está ao seu lado.”

Apenas algumas centenas de alunos frequentam a Tumbler Ridge Secondary School, localizada em uma comunidade remota de 2.400 habitantes no nordeste da Colúmbia Britânica.

Casos de tiroteio e a venda de armas no Canadá

O incidente é agora o terceiro massacre a tiros mais letal da história do Canadá e o mais letal a ocorrer em uma escola. Ele sucede um ataque em 2020 na Nova Escócia, que matou 23 pessoas, e um tiroteio em uma universidade de Montreal em 1989, que deixou 14 mulheres mortas.

No caso de 2020, um homem que se fazia passar por policial promoveu um ataque armado com armas ilegais, o que levou o governo federal a introduzir medidas rigorosas de controle de armas.

Após o tiroteio na Nova Escócia, o governo Trudeau proibiu 1.500 tipos de armas de estilo militar e, posteriormente, implementou um congelamento na venda de pistolas. A iniciativa de controle de armas também introduziu um programa nacional de recompra de fuzis de estilo militar.

O programa de recompra foi contestado por caçadores, agricultores e comunidades rurais, e diversas agências de segurança pública e funcionários dos correios se recusaram a participar devido a preocupações logísticas e de segurança.

Segundo dados da polícia, o The New York Times informou que existem cerca de 1,3 milhão de armas de fogo registradas no Canadá e que a maioria das armas ligadas a crimes em cidades canadenses tem origem nos Estados Unidos.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Ação evangelística distribui mais de 200 Bíblias em São Luiz

Projeto da Igreja Universal entrega 262 Bíblias em São Luís (MA) - Foto: Reprodução internet
Projeto da Igreja Universal entrega 262 Bíblias em São Luís (MA) - Foto: Reprodução internet

Em uma ação voltada para o fortalecimento espiritual e social, o projeto Fome da Palavra, da Igreja Universal, realizou uma significativa entrega de 262 Bíblias na comunidade do Barreto, em São Luís, Maranhão. A iniciativa contou com a participação de 140 voluntários que alcançaram 270 moradores locais, buscando levar a mensagem bíblica a uma área marcada por desafios socioeconômicos.

A comunidade do Barreto enfrenta recorrentes dificuldades em áreas como segurança, saneamento básico, saúde e educação, além de questões de planejamento familiar, conforme relatado pelo pastor Marcelo dos Santos, responsável pela Evangelização. Estes problemas impactam diretamente a qualidade de vida, o bem-estar emocional e espiritual de seus residentes.

O acesso direto às Escrituras, segundo o pastor Marcelo, representa uma ferramenta essencial para a transformação pessoal, oferecendo direção, força interior e renovação da fé. O bispo Tiago Lemos, que lidera o trabalho evangelístico da Igreja Universal no Maranhão, ressaltou a crença no poder transformador da Palavra de Deus.

“Nós cremos piamente que a Palavra de Deus pode recuperar uma pessoa, mudar o interior dela e trazer paz. A Palavra não volta vazia. Onde ela chega, traz vida. Seja para alguém com problemas, doenças ou desânimo, quando a Palavra de Deus chega, a vida muda”, declarou.

A ação evangelística sublinhou a importância de levar a mensagem divina como fonte de esperança e mudança para os que vivem em meio a adversidades diárias.

Ex-muçulmano se torna pastor após conversão ao cristianismo, no Chade

O pastor Ibrahim Hassan. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)
O pastor Ibrahim Hassan. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Um homem que cresceu em um lar muçulmano e estudava o Alcorão com a ambição de se tornar um proeminente líder islâmico compartilhou sua jornada de fé, culminando em sua conversão ao cristianismo e posterior ordenação como pastor. Ibrahim Hassan relembrou os momentos cruciais de sua transformação, que o levaram a dedicar sua vida ao ministério pastoral no Chade, uma nação que enfrenta significativa perseguição religiosa contra cristãos.

A decisão de Ibrahim de aprofundar seus estudos islâmicos o conduziu a uma nova aldeia após a separação de seus pais. Necessitando de um lugar para ficar, ele encontrou abrigo em uma organização missionária que oferecia acomodações a estudantes. A condição para essa ajuda era a participação em cultos matinais de 20 minutos, onde o Evangelho era compartilhado antes do início das aulas.

Inicialmente motivado pela necessidade de moradia e pela oportunidade de estudar, Ibrahim frequentava as reuniões religiosas sem um interesse profundo. Contudo, a exposição contínua às mensagens bíblicas começou a despertar questionamentos sobre o Islã e a atrair sua atenção para a Palavra de Deus.

Um momento de epifania ocorreu quando Ibrahim sentiu sua mente ser aberta pelo Espírito Santo. Ele percebeu que a salvação e a entrada no céu não eram alcançadas por meio de boas obras ou observância rigorosa de preceitos religiosos, como preconizava o Islã, mas sim pela fé.

Ele contrastou as doutrinas islâmicas com os ensinamentos bíblicos. “No Islã, você reza, jejua, faz tudo, mas depende de Alá se ele o enviará para o paraíso ou para o inferno. É ele que decide o que fazer com você”. Em contrapartida, a mensagem cristã apresentou uma nova perspectiva: “Mas na Bíblia estava escrito que Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Vi que o problema estava resolvido”, declarou.

Aos 14 anos, durante um estudo bíblico que abordava o chamado de Deus a Samuel, Ibrahim tomou a decisão de aceitar Jesus Cristo como seu Salvador. Ele testemunhou um fervor interno, descrevendo seu coração como se estivesse em chamas, e anunciou sua rendição e compromisso de servi-Lo pelo resto de sua vida.

Após sua conversão, Ibrahim passou a enfrentar perseguições. Ele descreveu ser chamado de “cristão perverso” e ser alvo de cuspidas em sua cidade. Apesar das adversidades, ele respondeu com amor, conquistando amizades e continuando seu caminho de fé.

Hoje, aos 65 anos e pai de nove filhos, Ibrahim lidera um ministério com riscos elevados, apoiando cristãos que abandonaram o Islã no Chade. O país é reconhecido como um dos ambientes mais desafiadores para pessoas com essa origem religiosa, mas um número crescente de indivíduos tem encontrado a fé cristã, muitas vezes através de sonhos ou do testemunho de outros cristãos.

Um exemplo citado foi o de um professor islâmico que, após ter sonhos recorrentes com Jesus, viajou quilômetros para encontrar uma igreja e se converter. Ibrahim também observou que o comportamento e a vida de cristãos, em contraste com estereótipos negativos, têm levado muçulmanos a questionar suas crenças e a buscar a verdade em Cristo.

Para pastores como Ibrahim, o ministério se estende ao apoio de cristãos que sofrem rejeição familiar, perseguição comunitária e ameaças à segurança, muitas vezes perdendo bens e posição social ao se tornarem seguidores de Cristo. O acolhimento seguro e o ensinamento da Palavra são fundamentais para o crescimento espiritual e a maturidade desses novos crentes.

Ibrahim Hassan fez um apelo por orações pelos cristãos perseguidos no Chade. Ele pediu que a fé deles seja fortalecida e que o Espírito Santo realize milagres, pois os milagres demonstram a verdade e atraem os muçulmanos. Adicionalmente, solicitou orações para que a igreja receba os meios necessários para construir centros de acolhimento e oferecer formação bíblica, capacitando e sustentando crentes de origem islâmica.

Folha Gospel com informações de Global Christian Relief

Criança é agredida em escola após pais afirmarem que são cristãos

Violência contra criança (Foto: Canva Pro)
Violência contra criança (Foto: Canva Pro)

Um garoto de cinco anos, identificado apenas como Salim*, experimentou perseguições religiosas em uma creche no Norte da África, onde seus pais seguem a Jesus. Inicialmente tratado com cordialidade pelos funcionários, o ambiente escolar mudou drasticamente após os pais solicitarem a dispensa de Salim das celebrações de um feriado islâmico.

O casal explicou que, como cristãos, não desejavam que o filho participasse das festividades, pois criavam Salim para seguir os ensinamentos de Jesus. Contudo, essa revelação trouxe sérias consequências para a criança. O pai de Salim, Maarouf*, relatou que o menino chegava em casa com hematomas, marcas vermelhas e roupas rasgadas, resultado de agressões e maus-tratos frequentes.

Ao questionar os funcionários sobre os ferimentos, a justificativa apresentada era que Salim poderia ter se machucado durante brincadeiras com outras crianças. As reclamações formais à direção da creche não resultaram em mudanças, e as agressões continuaram. Diante da situação, os pais decidiram matricular Salim em uma nova instituição, na esperança de que ele fosse tratado de forma adequada, independentemente de sua religião.

Trauma se agrava em nova instituição de ensino

Na segunda escola, a diretora assegurou aos pais que todas as crianças seriam tratadas igualmente, independentemente de suas crenças religiosas. Maarouf expressou alívio com a garantia. No entanto, a tranquilidade foi efêmera. Logo, hematomas voltaram a aparecer no corpo de Salim, e duas vezes ele retornou para casa com a camisa rasgada.

A situação atingiu um ponto crítico quando Salim desenvolveu ataques de pânico diários ao ter que ir para a escola, evidenciando o trauma gerado pelas experiências. Ao apresentar fotos das roupas rasgadas e das marcas no corpo do filho à diretora, a resposta foi que tais ocorrências eram normais em brincadeiras infantis ativas. Em decorrência disso, Maarouf e sua esposa optaram por retirar Salim da segunda escola.

Discrição se torna única alternativa para proteção

Durante todo o período de sofrimento, a família foi acompanhada por um parceiro local da Portas Abertas, que aconselhou a busca por uma nova escola, mas com a orientação de não demonstrar abertamente a fé cristã. “Por enquanto, é a única opção para proteger nosso filho”, admitiu Maarouf, reconhecendo que, embora esconder a fé seja frustrante, é uma medida necessária para garantir a segurança e uma infância normal para Salim.

O caso de Salim não é isolado. Muitas crianças no Norte da África enfrentam situações semelhantes em instituições educacionais, lidando não apenas com as demandas acadêmicas, mas também com a hostilidade ambiental e a imposição do aprendizado de crenças islâmicas, mesmo não sendo a fé de suas famílias. O incidente ressalta a necessidade de oração por crianças cristãs e suas famílias em regiões como o Norte da África e Oriente Médio.

*Nomes alterados por segurança.

Folha Gospel com informações de Portas Abertas

Estados Unidos e Hungria firmam parceria contra perseguição a cristãos

Bandeiras dos Estados Unidos e da Hungria (Foto: Reprodução/ICC)
Bandeiras dos Estados Unidos e da Hungria (Foto: Reprodução/ICC)

Em uma iniciativa conjunta para combater a perseguição religiosa, os Estados Unidos e a Hungria estabeleceram um acordo bilateral em 4 de fevereiro. A colaboração visa a intensificar o apoio a cristãos e indivíduos de fé que enfrentam opressão, com foco especial nas regiões do Oriente Médio e da África Subsaariana.

O Departamento de Estado dos EUA, em comunicado oficial, destacou que o objetivo é facilitar a cooperação em ações de suporte a comunidades que sofrem perseguições, ressaltando que os cristãos são o grupo religioso mais oprimido mundialmente e que tais atrocidades frequentemente permanecem sem resposta.

Segundo a comunicação oficial, a perseguição religiosa representa uma ameaça à segurança dos EUA e um ataque aos valores fundamentais da nação. O governo americano reiterou o apelo aos seus aliados para que se juntem no fornecimento de assistência vital aos ameaçados pela intolerância religiosa, reconhecendo a Hungria como um “líder e defensor de cristãos perseguidos”.

O governo húngaro tem atuado ativamente no auxílio a cristãos perseguidos por meio de seu escritório oficial de Ajuda aos Cristãos Perseguidos e tem promovido eventos durante as Cúpulas Internacionais de Liberdade Religiosa. Embora o acordo abranja o Oriente Médio e a África Subsaariana, detalhes adicionais sobre seu escopo não foram divulgados.

Representantes da International Christian Concern (ICC) consideraram o acordo promissor, com potencial de impacto significativo nas áreas afetadas. A organização expressou o desejo de que os governos envolvidos detalhem em breve os passos concretos que serão tomados para alcançar este objetivo humanitário, ressaltando a urgência do trabalho para as comunidades perseguidas globalmente.

Folha Gospel com informações de ICC

Anitta responde a casal cristão que evangelizou em seu show

Casal evangelizou no show de Anitta no RJ (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Casal evangelizou no show de Anitta no RJ (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A cantora Anitta gerou repercussão nas redes sociais após comentar um vídeo em que um casal cristão tentava evangelizar fãs antes de um de seus shows. Em sua resposta, a artista declarou admiração pela história de Jesus e expressou o desejo de compartilhar com o casal as crenças em orixás e deuses hindus que ela segue, propondo um diálogo inter-religioso. A interação ampliou a discussão sobre os limites da evangelização e a coexistência pacífica entre diferentes manifestações de fé em ambientes de entretenimento.

O casal de influenciadores, Matheus Dalmaso e sua esposa, divulgou a ação, informando que haviam mudado seus planos de participar de um evento cristão para comparecer ao show da artista com o objetivo de compartilhar sua fé. Nas imagens, eles aparecem conversando com fãs na fila para o evento, transmitindo mensagens religiosas. “Íamos no The Send, mas o Senhor nos direcionou a ir pro show da Anitta”, disse Matheus Dalmaso, explicando que a intenção era “lembrar as pessoas de que Jesus morreu a morte delas”.

O vídeo incluía legendas baseadas em trechos bíblicos e afirmava que “Jesus está levantando uma geração batizada por amor e compaixão pelos perdidos”. O conteúdo mostrava uma receptividade ao diálogo por parte de alguns fãs presentes.

Em sua manifestação, Anitta relembrou sua própria experiência em igrejas católicas e declarou apreço pela figura de Jesus. “Adorei! Cantei na igreja católica por anos, adoro a história de Jesus. Quando tem evento de vocês? Quero contar pra vocês as lendas dos orixás e de alguns Deuses Hindus que eu gosto bastante”, escreveu a cantora. Ela também ressaltou a importância do respeito e da abertura para ouvir as crenças alheias. “Você tem que estar disposto a ouvir sobre a religião do outro também”, comentou.

A declaração da cantora abordou a reciprocidade religiosa e a necessidade de escuta ativa entre diferentes crenças, evidenciando a complexidade do encontro entre cultura pop, espiritualidade e a diversidade religiosa em espaços públicos.

As reações ao episódio foram diversas. Nas redes sociais, alguns internautas apoiaram a iniciativa do casal cristão, vendo a evangelização como um chamado religioso. “Sair da zona de conforto não é fácil. Mas poder fazer parte daquilo que Jesus nos chamou a fazer, é exatamente gratificante”, comentou um usuário. Outro internauta adicionou “O mundo crucificou Jesus, é natural que eles tbm não gostem dos cristãos! Mas nós devemos fazer nossa parte e levar Jesus para os que estão com o coração aberto para recebê-lo”.

Por outro lado, críticas surgiram, inclusive de seguidores que se identificam como cristãos. Uma seguidora questionou a abordagem: “Como cristã, não concordo com essa postura, que só mancha a imagem de Cristo. Isso não reflete a forma como Jesus anunciava o Evangelho. Jesus nunca abordou pessoas em ambientes inadequados para impor uma pregação; quando falava com prostitutas, o fazia no contexto adequado, com abertura e dignidade, não por invasão”. Ela argumentou que a pregação exige discernimento e o momento e local apropriados, para não gerar constrangimento.

Diante da repercussão negativa em algumas plataformas, Matheus Dalmaso publicou um novo vídeo esclarecendo a intenção do casal. Ele afirmou que o objetivo não era gerar confronto, mas compartilhar o amor de Deus. “Nós fomos ao show da Anitta não para despejar ódio, mas para compartilhar amor e aquilo que cremos. Nossa intenção era mostrar para aquelas pessoas que existe um Deus que as ama e que as quer”, declarou.

Dalmaso também refletiu sobre a percepção pública dos cristãos, lamentando que a comunidade seja muitas vezes associada a ódio e intolerância. “É triste que muitas pessoas conheçam os cristãos apenas como pessoas que odeiam ou são intolerantes. O Senhor não nos chamou para dizer quem vai para o inferno, mas para amar, servir e demonstrar o evangelho de Jesus”, pontuou.

O influenciador incentivou os seguidores a não desistirem de compartilhar sua fé, mesmo diante de perseguições. “Quem convence não somos nós, mas o Espírito de Deus. Então, irmão, pregue, mesmo que haja perseguição, mesmo que as pessoas não aceitem. Continue pregando o evangelho, mesmo quando você não vê resultados”, concluiu.

Fala de Lula sobre evangélicos gera reação de líderes religiosos e da oposição

Lula gritando (Foto Reprodução Montagem/FolhaGospel)
Lula gritando (Foto Reprodução Montagem/FolhaGospel)

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada no último sábado (7), em Salvador, provocou forte repercussão política e reações imediatas de líderes religiosos e parlamentares da oposição.

Durante o discurso, que circulou amplamente nas redes sociais, Lula afirmou que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo” e defendeu que militantes e lideranças de esquerda passem a dialogar diretamente com esse segmento da população. Segundo o presidente, o partido não deve esperar apoio espontâneo de pastores ou lideranças religiosas. “Nós não podemos esperar que um pastor fale bem de nós. Temos que ir lá e conversar”, declarou.

A fala ocorreu no Trapiche Barnabé, no bairro do Comércio, durante o encerramento de um encontro partidário que reuniu ministros, parlamentares e militantes ao longo de três dias. Parte da programação aconteceu no Hotel Fiesta, no bairro de Itaigara. No mesmo discurso, Lula afirmou ainda que derrotas eleitorais do PT são resultado de erros internos e defendeu a construção de um novo projeto nacional.

As declarações foram duramente criticadas por integrantes da oposição. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que a fala revela uma visão instrumental da fé cristã. Em publicação nas redes sociais, ele acusou o governo de tratar evangélicos como uma base eleitoral dependente do Estado e de utilizar políticas públicas como forma de influência política.

Segundo Cavalcante, associar religião a benefícios sociais e voto a uma lógica de barganha demonstra desprezo pela autonomia dos cidadãos e pela liberdade de consciência religiosa.

Líderes religiosos também reagiram. O pastor Silas Malafaia classificou o presidente como “Pinóquio” e acusou Lula de manipular dados. De acordo com ele, a afirmação de que 90% dos evangélicos recebem benefícios do governo não corresponde à realidade e representaria uma tentativa de inflar números para enganar a população.

O deputado estadual Delegado Zucco (Republicanos-RS) afirmou que a fala busca desqualificar um grupo que, segundo ele, historicamente mantém posição crítica ao projeto político do PT. Para o parlamentar, a declaração reforça a tentativa de estigmatizar evangélicos como eleitores movidos exclusivamente por interesses econômicos.

Já o pastor e teólogo Franklin Ferreira classificou a declaração como “profundamente cínica”. Em manifestação pública, ele afirmou que o cristianismo não se fundamenta em benefícios estatais, mas em valores como trabalho, família e responsabilidade moral. “Cristãos não são massa de manobra. Quando o Estado passa a tratar a fé como curral, ainda existem ovelhas que reconhecem outro Pastor”, declarou em suas redes sociais.

A polêmica ocorre em meio a recentes gestos do governo federal em direção ao segmento evangélico, como o decreto assinado em dezembro que reconhece a cultura gospel como manifestação cultural nacional. Ainda assim, as reações ao discurso do presidente indicam que a relação entre o PT e a comunidade evangélica permanece marcada por desconfiança e tensão política.

Abertura dos Jogos de Inverno 2026 gera polêmica por supostos símbolos satânicos

Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. (Foto: Reprodução/YouTube/Cazé TV).
Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. (Foto: Reprodução/YouTube/Cazé TV).

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, realizada na sexta-feira (6), gerou intensa repercussão nas redes sociais após internautas associarem elementos do espetáculo a supostos símbolos satânicos.

O evento principal aconteceu no Estádio San Siro, em Milão, com apresentações simultâneas em Livigno, Predazzo e Cortina d’Ampezzo, regiões que também sediam as competições. A polêmica ganhou força no momento final da cerimônia, quando a campeã olímpica italiana Sofia Goggia, última portadora da tocha, acendeu a Pira Olímpica em Milão.

A estrutura, em formato de globo dourado, chamou atenção por conter um pentagrama invertido em seu desenho. Usuários nas redes sociais afirmaram ainda que, à medida que o globo se expandia e se contraía, outras formas semelhantes a pentagramas surgiam durante a movimentação da peça.

Além disso, parte do público interpretou a aparência da pira como semelhante a uma custódia católica — objeto litúrgico utilizado na Igreja Católica para expor a hóstia consagrada — e considerou o acendimento da chama um gesto simbólico de sacrilégio.

Após o acendimento da pira, o cenário foi transformado com efeitos visuais que incluíram fogo, iluminação vermelha intensa e fogos de artifício, o que reforçou, segundo críticos, a associação com imagens do inferno. Também houve questionamentos sobre a decisão de acender duas piras olímpicas simultaneamente, uma em Milão e outra em Cortina d’Ampezzo, interpretação que alguns internautas classificaram como ritualística.

Referências artísticas e explicação oficial

A Pira Olímpica foi projetada pelo diretor criativo italiano Marco Balich, em colaboração com a empresa Fincantieri. Construída com alumínio aeronáutico leve, a estrutura possui 4,5 metros de altura e é composta por 1.440 componentes.

De acordo com documentos oficiais do projeto, o design foi inspirado na geometria renascentista e nos chamados “nós” entrelaçados presentes nos cadernos de Leonardo da Vinci. O movimento da esfera teria como objetivo simbolizar unidade e transformação, enquanto a coloração dourada foi concebida como uma homenagem ao sol, tradicionalmente associado à vida e à renovação.

A cerimônia também apresentou referências visuais à obra Divina Comédia, de Dante Alighieri, especialmente aos cantos que descrevem o inferno, elemento que já havia sido antecipado pelos organizadores como parte do conceito artístico do espetáculo.

Segundo o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, a decisão de acender dois caldeirões simultaneamente teve motivações artísticas e logísticas, sem qualquer conotação religiosa ou ritualística.

Hindus atacam igreja, espancam pastor e o obrigam a andar sobre espinhos, na Índia

Pastor Bipin Bihari Naik na rua sendo agredido pelos hindus, na Índia (Foto: Morning Star News)
Pastor Bipin Bihari Naik na rua sendo agredido pelos hindus, na Índia (Foto: Morning Star News)

Sob o olhar atento da polícia, uma multidão de nacionalistas hindus na Índia submeteu um pastor a uma brutalidade desumanizante, danificando sua audição no processo, enquanto tentavam forçá-lo a adorar uma divindade hindu.

Em 4 de janeiro, uma multidão de 150 moradores da vila conduziu o pastor Bipin Bihari Naik, de 35 anos, que estava enfeitado com guirlandas, como se fosse uma vaca, amarrando suas sandálias em volta do pescoço e obrigando-o a caminhar sobre espinhos enquanto o agrediam e o desfilavam pelas ruas da vila de Parjang, distrito de Dhenkanal, estado de Odisha.

Além de o amarrarem a um templo hindu e o obrigarem a entoar cânticos hindus, tentaram fazê-lo beber água misturada com esterco de vaca, disseram as fontes.

O pastor Naik, que sofreu uma lesão que afetou sua audição em um dos ouvidos, disse que sobreviver ao incidente foi um milagre, pois tinha certeza de que seria morto.

“Quando meu sofrimento não parou e a polícia não demonstrou nenhuma intenção de me resgatar, entreguei meu espírito a Jesus, sabendo que eles me matariam”, disse o pastor Naik ao Morning Star News.

A multidão disse estar indignada porque o pastor estava convertendo hindus ao cristianismo, o que não é crime na Índia.

O pastor Naik lidera uma igreja doméstica na vila de Parjang há quase dois anos, desde que se mudou para lá há oito anos.

Cerca de 15 minutos após o início do culto de 4 de janeiro, aproximadamente 40 pessoas, lideradas por membros do Bajrang Dal, o braço jovem do grupo extremista hindu Vishwa Hindu Parishad (VHP), juntamente com vigilantes de vacas, invadiram a casa. Os autoproclamados vigilantes de vacas, que se intitulam Gau Rakshaks (protetores de vacas), frequentemente fazem justiça com as próprias mãos para proteger as vacas, consideradas sagradas pelos hindus.

A multidão chamou o pastor Naik para fora de casa, mas como ele não saiu imediatamente, invadiram a casa, “me agarraram pela gola, me arrastaram para fora e começaram a me bater”, disse ele.

Segundo ele, a multidão não fez acusações nem exigências, mas começou a agredi-lo imediatamente. Quando o pastor Naik tentou tirar o celular do bolso para entregá-lo à esposa para que ela pudesse chamar a polícia, um dos agressores o atingiu na perna com uma vara de bambu, quebrando o aparelho que estava em seu bolso.

Sua esposa, Bandana Naik, e suas filhas, de 13 e 10 anos, testemunharam a multidão que cercou o pastor Naik e o agrediu.

“Quando vi que os agressores não estavam dispostos a conversar e estavam determinados a atacar meu marido sem motivo, peguei meus filhos e fugi por uma porta dos fundos”, disse Bandana Naik ao Morning Star News . “Corri direto para a delegacia mais próxima e cheguei lá em cerca de 15 minutos.”

Dois homens da congregação tentaram intervir, e a multidão também os atacou. O pastor Naik pediu à congregação — sete famílias e seus filhos — que fugisse, e eles conseguiram escapar.

Na delegacia, os policiais disseram à esposa do pastor Naik que primeiro apresentasse um boletim de ocorrência por escrito sobre a agressão, algo que ela indicou ser incapaz de fazer.

“Implorei para que agissem rapidamente e salvassem meu marido, mas eles insistiram que eu deveria escrever primeiro”, disse Bandana Naik.

Ela não teve outra escolha senão procurar alguém que redigisse o boletim de ocorrência por ela, e encontrou alguém a quem relatou o ataque. Após entregar a queixa por escrito, Bandana Naik implorou novamente à polícia que resgatasse seu marido, mas eles disseram que a viatura estava em patrulha e que teriam que esperar.

“Eu estava muito ansiosa, esperando que a polícia fizesse alguma coisa, mas eles esperaram”, disse ela.

Entretanto, a multidão que agredia o Pastor Naik o arrastou para o centro da aldeia e informou a todos os presentes que ele havia estado “envolvido na conversão de todos os aldeões inocentes ao cristianismo”, disse ele.

Em seguida, levaram-no a um templo próximo dedicado a Hanuman, uma divindade meio macaco, meio humana da mitologia hindu, e amarraram suas mãos atrás das costas a um poste no recinto do templo.

O grupo, agora com 150 membros, chutou, deu tapas, empurrou e puxou o pastor Naik, incluindo um jornalista de um jornal de língua odia que o insultou com linguagem vulgar e incitou a multidão a continuar a agredi-lo, disse o pastor.

Os tapas repetidos fizeram seu rosto inchar enquanto outros o chutavam nas costas. A cada chute que recebia, ele caía no chão e as mãos do Pastor Naik começavam a sangrar devido à tensão das ligaduras que o prendiam ao poste.

“Eles me bateram 40 vezes com varas de bambu, e minha audição ficou afetada por causa das centenas de tapas”, disse o pastor Naik, cujo ouvido começou a drenar pus nos dias seguintes.

“Alguém da multidão misturou água com esterco de vaca e tentou me obrigar a beber, mas eu fechei os lábios e não deixei entrar na minha boca”, disse ele.

Os policiais que patrulhavam a área voltaram à delegacia para relatar o ataque, mas dois policiais que foram resgatar o Pastor Naik retornaram dizendo que ele não estava em lugar nenhum. O Pastor Naik disse que ficou aliviado ao ver a polícia se aproximando, mas eles deram meia-volta e foram embora.

Ele desistiu de toda a esperança e se preparou para entregar seu espírito a Deus, disse ele.

Os agressores então o desamarraram e o levaram para perto da efígie da divindade Hanuman.

“Eles sujaram meu rosto com vermelhão de açafrão e forçaram meu rosto e corpo diante da divindade, fazendo-me curvar como se estivesse em adoração”, disse ele.

O açafrão é considerado um pó sagrado associado ao culto de Hanuman.

Os agressores exigiram que o Pastor Naik entoasse os slogans hindus “Jai Shri Ram [Salve o Senhor Ram]”, mas o Pastor Naik disse “Jai Yeshu [Salve Jesus]”, e eles o agrediram ainda mais, segundo ele. A multidão então fez uma guirlanda de chinelos, colocou-a em volta do pescoço dele e o desfilou descalço pela aldeia.

“Um deles disse: ‘Jesus foi feito para andar sobre espinhos, então vamos tratá-lo da mesma forma’, e eles foram, pegaram galhos de arbusto com espinhos longos e afiados, espalharam-nos pela estrada e me obrigaram a andar sobre eles”, disse o pastor Naik.

Enquanto o arrastavam pela rua, a multidão passou pela mesma delegacia onde sua esposa ainda aguardava ansiosamente que os policiais resgatassem o marido. Sem demonstrar qualquer medo da polícia, os nacionalistas hindus continuaram a desfilá-lo impunemente, disse ele.

Após percorrerem toda a aldeia, a multidão trouxe o pastor Naik de volta e o amarrou no templo hindu.

“Insisti em acompanhar a polícia e mostrar-lhes onde meu marido estava”, disse Bandana Naik.

Ela entrou na viatura policial e o encontraram amarrado a um poste no templo hindu. Já passava das 14h quando a polícia resgatou o pastor.

“Esperei duas horas e meia pelo resgate na delegacia enquanto meu marido sofria o ataque horrível”, disse Bandana Naik.

Falhas policiais

Ao deterem o pastor Naik sob custódia protetiva, os policiais expressaram surpresa com seu estado, dizendo: “Pensávamos que a multidão já teria quebrado suas mãos e pernas. Esperávamos ter que carregá-lo em uma maca, mas você parece bem”, segundo o pastor.

A esposa do policial disse que ele não foi levado imediatamente ao hospital para receber tratamento. Os agentes se recusaram a registrar seu Boletim de Ocorrência (BO), obrigando-o a redigir uma petição afirmando que “a multidão interpretou mal minhas atividades e me confundiu com alguém que realizava conversões ilegais na aldeia, e por isso me atacou”, relatou ele.

“A polícia ameaçou abrir um processo contra mim e me prender se eu me recusasse a obedecer”, acrescentou o pastor Naik.

Segundo ele, os policiais exigiram que ele assinasse documentos, incluindo algumas folhas em branco.

Quando um líder cristão chegou para ajudar, encontrou “o rosto de Naik inchado, manchado com tinta açafrão, sem calçados nos pés e com as duas mãos sangrando”.

“Ele não conseguia enxugar o rosto nem fechar os botões da camisa, pois suas mãos estavam cobertas de sangue e ele sentia muita dor”, disse a fonte sob condição de anonimato. “A polícia não se importou e não lhe prestou os primeiros socorros, nem lhe ofereceu um copo d’água.”

Quando o líder cristão perguntou à polícia o motivo da demora no resgate do pastor Naik, um policial respondeu: “Somos apenas quatro policiais, e havia uma multidão enorme; como poderíamos resgatá-lo? Além disso, Naik está envolvido em conversões religiosas, como vocês esperam que o protejamos?”, disse a fonte.

Um policial então começou a contar ao líder cristão sobre o tratamento que os hindus estão recebendo em Bangladesh, como serem queimados vivos.

“Fiquei chocado com o ódio que se instalou nos corações das forças de segurança, que deveriam proteger as pessoas de forma imparcial”, disse o líder cristão. “Queria questioná-lo sobre o motivo de estar acertando contas com um cristão aqui na Índia, referentes ao tratamento dado aos hindus em Bangladesh.”

A polícia não forneceu nenhum boletim de ocorrência para o pastor levar ao hospital para receber tratamento, disse a fonte.

“Na verdade, a polícia recebeu por escrito de líderes cristãos que o pastor Bipin seria retirado da delegacia em boas condições de saúde”, disse ele.

Temendo serem seguidos, os líderes cristãos levaram ele e sua família de carro por 25 quilômetros (16 milhas) da aldeia até a casa de seu irmão, por uma rota diferente. Depois que o pastor Naik se lavou e se recompôs, eles o levaram a um hospital, onde não contaram ao médico que ele havia sido agredido por uma multidão, “caso contrário, o médico teria pedido um boletim de ocorrência, que não nos foi fornecido”, disse o líder.

O pastor Naik sentia fortes dores nas costas e nas pernas.

“O médico aplicou algumas injeções em Naik para aliviar suas dores no corpo, fez curativos em seus ferimentos abertos e receitou antibióticos para as feridas”, disse a fonte.

Só mais tarde o Pastor Naik percebeu que sua audição havia sido afetada pelos golpes em seu rosto, e “havia secreção purulenta constante em um dos meus ouvidos”, disse ele. Ele estava medicado e talvez precisasse fazer uma tomografia computadorizada do ouvido, acrescentou.

Cerca de 30 líderes cristãos compareceram ao gabinete do Superintendente de Polícia em 12 de janeiro e apresentaram uma solicitação para registrar uma queixa formal. O superintendente encaminhou a solicitação à delegacia de polícia de Parjang, o que levou ao registro do Boletim de Ocorrência nº 0041, datado de 13 de janeiro, contra Nigamananda Dalbehera e 20 pessoas não identificadas, com base na Lei Bharatiya Nyaya Sanhita (BNS), de 2023, pelos crimes de “lesão corporal”, “restrição ilegal”, “reunião ilegal”, “tumulto”, “porte de arma letal” e “intimidação criminosa”.

O pastor e sua família se mudaram para um local não divulgado a 71 quilômetros da vila e planejam nunca mais voltar.

“Foi uma decisão difícil para nós, como família, deixar nossa casa lá, mas estamos tristes porque os moradores da vila conspiraram e a polícia estava em conluio com eles, daí a decisão”, disse o pastor Naik ao Morning Star News.

Os agressores abordaram o proprietário do imóvel e o ameaçaram com graves consequências caso ele permitisse o retorno da família.

“Minhas duas filhas viram quando me bateram”, disse o pastor Naik. “Elas ficaram traumatizadas, não conseguiram dormir por quatro noites e ficaram três dias sem comer. Minha filha mais nova repetia sem parar: ‘Eles bateram no meu papai’”.

Ele já havia sofrido agressões três vezes, mas nenhuma tão grave quanto neste caso, afirmou.

“Os moradores locais diziam: ‘Como um menino pode viver entre nós, ficar na aldeia e ensinar o cristianismo?’”, disse ele. “Mas a verdade é que eu só discipulei aqueles que acreditavam em Jesus; eu não forcei ninguém.”

O pastor disse estar grato a Deus por tê-lo salvado.

“Jesus suportou tanto sofrimento por nós; meu sofrimento não é nada comparado ao sofrimento do meu Senhor”, disse Naik.

O tom hostil do governo da Aliança Democrática Nacional, liderado pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party, contra os não-hindus encorajou extremistas hindus em várias partes do país a atacar cristãos desde que o primeiro-ministro Narendra Modi assumiu o poder em maio de 2014, afirmam defensores dos direitos religiosos.

A Índia ficou em 12º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da organização de apoio cristão Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil ser cristão, subindo da 31ª posição em 2013, antes de Modi chegar ao poder.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Morning Star News

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