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Críticas à politização da Marcha para Jesus crescem em redes sociais, aponta levantamento

Flávio Bolsonaro participa da Marcha para Jesus 2026 em São Paulo (Foto: Reprodução)
Flávio Bolsonaro participa da Marcha para Jesus 2026 em São Paulo (Foto: Reprodução)

A participação de políticos na Marcha para Jesus deste ano gerou reações majoritariamente negativas entre usuários de redes sociais, aponta levantamento da Ativaweb DataLab. A análise de mais de 17 milhões de manifestações nas primeiras 20 horas após o evento em São Paulo revelou um crescimento nas críticas à ligação entre religião e política.

Pesquisadores identificaram que a principal corrente de pensamento nas plataformas digitais foi a rejeição à mistura de fé e disputas eleitorais. Apesar de a Marcha para Jesus ser tradicionalmente uma manifestação de cunho religioso, grande parte das discussões online focou na presença de autoridades e pré-candidatos para 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concentrou o maior volume de menções negativas, atingindo 51,9% do total, segundo os dados divulgados pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

Uma das frases que sintetizou o sentimento de desaprovação foi o questionamento “Marcha para Jesus ou Marcha para Bolsonaro?”, que circulou em diversas postagens. O questionamento criticava o protagonismo político em um evento originalmente dedicado à celebração religiosa. A análise sugere que uma parcela considerável do público expressou desconforto com o uso de discursos religiosos em contexto de campanha eleitoral.

Para os responsáveis pela pesquisa, o debate evidenciou que parte do público evangélico e frequentadores de redes sociais passou a debater abertamente os limites entre crença e atuação político-partidária. Flávio Bolsonaro não apenas teve a maior exposição digital, mas também o maior índice de rejeição. Parte dessa repercussão negativa está ligada a declarações do senador no evento, como a afirmação sobre uma “guerra espiritual” e a expulsão do mal do governo.

Em contrapartida, o advogado-geral da União, Jorge Messias, obteve um desempenho positivo nas redes sociais, com 48,6% de menções favoráveis e apenas 15,6% negativas. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, registrou o melhor índice entre os monitorados, com 52,1% de referências positivas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manteve uma posição considerada estável, sem grandes picos de aprovação ou rejeição, preservando uma imagem menos polarizada.

Outro ponto destacado pela Ativaweb DataLab foi a repercussão da ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marcha para Jesus. Parte dos usuários interpretou a decisão como um sinal de respeito ao princípio do Estado laico, avaliando-a positivamente. A pesquisa conclui que o levantamento aponta para uma mudança no debate público envolvendo o segmento evangélico, indicando que a população conectada está discutindo mais ativamente os limites entre religião e política, um tema que deve seguir central nas discussões à medida que o país se aproxima do próximo ciclo eleitoral.

Com informações de Comunhão e Folha de S.Paulo

Papa Leão 14 diz que abusos sexuais na Igreja Católica são praga e pede reparação às vítimas

Papa Leão 14 (Foto: Vatican Media)
Papa Leão 14 (Foto: Vatican Media)

O papa Leão 14 declarou nesta segunda-feira (8) que os abusos sexuais perpetrados por membros do clero representam uma praga para a Igreja Católica. Durante um encontro com bispos da Espanha, o pontífice solicitou uma resposta baseada em “escuta, verdade, justiça e reparação” para os indivíduos que sofreram com tais atos. A fala ocorre em meio a críticas de ativistas que apontam uma atuação insuficiente da Igreja para lidar com o problema.

“Uma das experiências mais dolorosas é encontrar aqueles que foram feridos precisamente por quem deveria cuidar deles, incluindo membros do clero”, expressou o papa. Ele enfatizou que toda pessoa prejudicada deve encontrar na Igreja “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”. O sumo pontífice também defendeu um empenho maior em medidas preventivas e na construção de uma cultura que proteja crianças e pessoas vulneráveis.

Considerada a referência mais direta do pontífice ao escândalo de abusos clericais na Espanha, a declaração surge em um país onde denúncias de violência sexual por religiosos têm abalado a credibilidade da Igreja nas últimas décadas, segundo analistas. “Diante dessa praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”, reiterou o papa. O Vaticano confirmou que Leão 14 se reuniria reservadamente com vítimas durante a visita.

A decisão de não divulgar detalhes da reunião com vítimas gerou críticas de associações de ativistas, que alegam não terem sido convidadas. Grupos de ativistas realizaram protestos em frente à Nunciatura Apostólica em Madri, denunciando o que chamam de falta de transparência e exigindo ações concretas, como atendimento psicológico contínuo, indenizações justas e apoio educacional e profissional às vítimas.

A extensão do problema na Espanha foi destacada em um relatório de 2023 do Defensor do Povo, que estima que mais de 200 mil menores podem ter sido vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero católico desde 1940. Em resposta à pressão, o governo espanhol e a Igreja firmaram um acordo em março deste ano para indenizar vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e acusações de pouca transparência por parte da hierarquia eclesiástica.

Em outra frente, o papa Leão 14 abordou a crise global em seu discurso ao Congresso espanhol, alertando sobre uma “profunda crise espiritual e cultural” marcada pelo aumento da violência, polarização e desconfiança. “O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança mútua”, afirmou.

A questão migratória também foi central em sua fala, com o pontífice defendendo uma resposta internacional coordenada, baseada em acolhimento, proteção e integração, argumentando que nenhum país pode lidar sozinho com os desafios. Ele alertou que a falha da comunidade internacional em gerenciar adequadamente o fenômeno migratório ameaça os alicerces éticos da ordem global e pediu o combate às causas que levam à migração em massa, como guerras e pobreza. O tema ganha relevância na Espanha, onde a rota das Ilhas Canárias se tornou uma entrada principal para migrantes na Europa, com milhares de mortes registradas em 2025 ao tentar cruzar o Atlântico.

Reforçando a posição tradicional da Igreja, Leão 14 reafirmou a defesa da vida desde a concepção, em um momento em que o governo espanhol discute a inclusão do direito ao aborto na Constituição. “Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida, desde a concepção até seu fim natural”, declarou. A Espanha permite a eutanásia.

O papa tem agenda prevista para visitar Barcelona, onde abençoará a torre da Sagrada Família, tornando-a a igreja mais alta do mundo. A viagem concluirá com foco na migração nas Ilhas Canárias, com um encontro previsto com migrantes que arriscaram a vida em travessias marítimas vindos da África Ocidental.

Fonte: Folha de S. Paulo

Arqueólogos encontram uma das mais antigas e preservadas pinturas de Jesus na Turquia

m afresco no interior de um túmulo do século III em Niceia, onde foi descoberta uma rara representação cristã primitiva de Jesus como o "Bom Pastor", em Iznik, Turquia. | Ministério da Cultura e Turismo da Turquia
m afresco no interior de um túmulo do século III em Niceia, onde foi descoberta uma rara representação cristã primitiva de Jesus como o "Bom Pastor", em Iznik, Turquia. | Ministério da Cultura e Turismo da Turquia

Uma descoberta arqueológica na Turquia está chamando a atenção de historiadores e estudiosos do cristianismo primitivo. Pesquisadores anunciaram a identificação de um afresco do século III que retrata Jesus Cristo como o “Bom Pastor”, considerado por especialistas uma das imagens mais antigas e mais bem preservadas de Cristo já encontradas.

A pintura foi localizada em uma câmara funerária subterrânea na necrópole de Hisardere, próxima à cidade de Iznik, na região noroeste da Turquia. A localidade é conhecida pelos cristãos por seu nome antigo, Niceia, onde foi realizado o Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C., um dos eventos mais importantes da história da Igreja.

Segundo os arqueólogos, o afresco permaneceu em estado excepcional de conservação graças às condições do túmulo, que ficou selado por séculos em um ambiente com pouco oxigênio. Isso permitiu que as cores e detalhes da pintura sobrevivessem de forma incomum para uma obra com cerca de 1.800 anos.

Jesus aparece sem barba e com vestes romanas

Um dos aspectos que mais despertaram interesse entre os pesquisadores é a forma como Jesus é retratado. Diferentemente da imagem tradicional difundida ao longo dos séculos, o afresco mostra Cristo jovem, sem barba, com cabelos curtos e vestido com roupas típicas da elite romana da época. Sobre os ombros, ele carrega um animal, representando a figura bíblica do Bom Pastor.

Para os estudiosos, a obra oferece uma rara oportunidade de compreender como os primeiros cristãos representavam Jesus antes que modelos iconográficos mais conhecidos se tornassem predominantes na arte cristã.

Símbolo importante da fé cristã primitiva

Nos primeiros séculos do cristianismo, antes que a cruz se tornasse o principal símbolo da fé cristã, a figura do Bom Pastor ocupava papel central na arte religiosa. A imagem representava proteção, cuidado, salvação e orientação divina para os fiéis.

Especialistas observam que exemplos desse tipo de representação são raros na Anatólia, região que corresponde à maior parte do território turco atual. Por isso, a descoberta é considerada um dos achados mais importantes da arqueologia cristã recente.

Túmulo revela detalhes da vida cristã antiga

Além da imagem de Jesus, o local abriga outros afrescos com representações de pássaros, plantas, membros de uma família nobre e seus servos. Os pesquisadores afirmam que o conjunto artístico evidencia um período de transição entre elementos da cultura pagã romana e o surgimento da identidade cristã.

Durante as escavações também foram encontrados restos mortais de cinco indivíduos, incluindo um bebê e jovens adultos, fornecendo novas pistas sobre os costumes funerários das primeiras comunidades cristãs da região.

Descoberta reforça importância da Turquia para a história do cristianismo

Pesquisadores destacam que a descoberta faz parte de uma série de achados arqueológicos recentes que reforçam o papel central da atual Turquia na expansão do cristianismo durante seus primeiros séculos. Igrejas antigas, inscrições, sepulturas e artefatos encontrados nos últimos anos têm ajudado a reconstruir a trajetória da fé cristã após a morte e ressurreição de Jesus.

A professora Candida Moss, especialista em cristianismo primitivo da Universidade de Birmingham, afirmou que o grande número de descobertas recentes demonstra a enorme relevância histórica da região, chegando a descrevê-la como um dos berços do cristianismo.

Para os arqueólogos, o afresco de Iznik representa não apenas uma importante obra de arte, mas também uma valiosa janela para a forma como os primeiros cristãos compreendiam e expressavam sua fé em um período em que ainda enfrentavam perseguições dentro do Império Romano.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Governo dos EUA altera classificação das religiões após controvérsia

Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revisou recentemente sua lista de religiões reconhecidas para fins administrativos e de capelania militar, após críticas de membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons). A atualização também removeu a Wicca da categoria de credos oficialmente listados, decisão que gerou repercussão entre grupos religiosos e observadores do tema.

A controvérsia começou quando um documento do Pentágono passou a classificar os mórmons dentro de uma categoria mais ampla de “tradições cristãs”, em vez de mantê-los como um grupo separado. Representantes da comunidade mórmon reclamaram da mudança, argumentando que a denominação possui identidade própria e não deveria ser reorganizada sem consulta prévia.

Mórmons reclamam da reclassificação

Após as reclamações, o Pentágono alterou novamente a lista, restaurando a identificação distinta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A decisão foi interpretada como uma tentativa de evitar conflitos desnecessários com comunidades religiosas representadas nas Forças Armadas.

Em nota citada pela imprensa americana, o Departamento de Defesa afirmou que o sistema de classificação é utilizado principalmente para fins administrativos e de apoio religioso aos militares, e que ajustes podem ocorrer para refletir melhor a forma como os próprios grupos se identificam.

Wicca deixa de aparecer na lista

Outra mudança que chamou atenção foi a retirada da Wicca da lista de religiões reconhecidas. O documento revisado deixou de incluir a tradição neopagã entre os credos oficialmente listados para fins administrativos.

A medida foi comemorada por setores conservadores e criticada por defensores da liberdade religiosa. A Wicca havia sido reconhecida anteriormente em diferentes contextos governamentais e militares nos Estados Unidos, inclusive em questões relacionadas a capelania e identificação religiosa.

Debate sobre reconhecimento religioso

A revisão reacendeu discussões sobre os critérios usados pelo governo americano para reconhecer grupos religiosos. Especialistas apontam que o reconhecimento administrativo não determina a legitimidade de uma fé, mas pode influenciar políticas internas, registros oficiais e acesso a determinados serviços.

O episódio também evidenciou a sensibilidade do tema dentro das Forças Armadas, onde militares de diversas crenças — cristãos, judeus, muçulmanos, mórmons, budistas, neopagãos e outros — buscam representação adequada em sistemas de apoio religioso.

Repercussão política e cultural

A decisão ocorre em um momento de intenso debate nos Estados Unidos sobre identidade religiosa, pluralismo e papel do Estado na gestão de questões de fé. Enquanto críticos da presença da Wicca em listas oficiais argumentam que o governo deve limitar o reconhecimento a religiões historicamente estabelecidas, defensores da diversidade religiosa afirmam que o Estado não deve privilegiar determinadas tradições em detrimento de outras.

Até o momento, o Pentágono não indicou novas mudanças adicionais na lista de credos reconhecidos, mas o caso continua sendo acompanhado por organizações religiosas e grupos de defesa da liberdade de crença.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Evangelico Digital

Rayssa Leal, skatista que sempre se declarou cristã, assume namoro com influenciadora

Rayssa Leal. (Foto: Reprodução/YouTube/Olympics)
Rayssa Leal. (Foto: Reprodução/YouTube/Olympics)

A skatista brasileira Rayssa Leal, um dos maiores nomes do esporte nacional e medalhista olímpica, que sempre manifestava sua fé cristã na suas apresentações, confirmou publicamente sua bissexualidade e também assumiu o relacionamento com a influenciadora digital Duda Wilken. A revelação aconteceu de forma espontânea nas redes sociais e rapidamente repercutiu entre fãs, seguidores e veículos de entretenimento.

A confirmação ocorreu durante uma interação da atleta com seguidores no TikTok. Ao responder a uma mensagem que fazia referência à bandeira bissexual, Rayssa utilizou uma expressão interpretada como confirmação de sua orientação sexual. A manifestação foi vista como a primeira vez em que a skatista falou publicamente sobre o assunto.

A revelação também colocou fim às especulações sobre seu relacionamento. Nos últimos meses, fãs já apontavam indícios de um romance entre Rayssa e Duda Wilken após as duas aparecerem juntas em diversas ocasiões e compartilharem registros semelhantes nas redes sociais. Fotos de encontros, vídeos publicados no TikTok e interações frequentes alimentaram os rumores que circulavam desde o início do ano.

Em maio, a atleta chegou a se pronunciar após surgirem boatos de que o relacionamento teria terminado. Na ocasião, Rayssa afirmou que estava tudo bem entre as duas e explicou que havia apenas reorganizado conteúdos em suas redes sociais, descartando qualquer crise no namoro.

Duda Wilken é influenciadora digital e produz conteúdos voltados para moda, beleza e estilo de vida. Com centenas de milhares de seguidores nas redes sociais, ela já era conhecida do público jovem antes mesmo de ter seu nome associado ao da skatista. Duda também é prima da cantora Vivi Wanderley e ganhou ainda mais visibilidade após os rumores de relacionamento com Rayssa.

Aos 18 anos, Rayssa Leal é considerada um dos maiores fenômenos do esporte brasileiro. Conhecida mundialmente como “Fadinha”, ela se tornou a mais jovem medalhista olímpica da história do Brasil ao conquistar a prata nos Jogos de Tóquio e posteriormente ganhou o bronze em Paris, consolidando-se entre as principais atletas do skate mundial.

Em diversas apresentações, Rayssa Leal sempre deixava uma mensagem bíblica. Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, a skatista quase levou uma advertência do Comitê Olímpico Internacional (COI) por fazer, na câmera de transmissão oficial, uma mensagem religiosa em língua de sinais em que dizia: “Jesus é o caminho, a verdade e a vida”.

A revelação da bissexualidade e do relacionamento acontece em um momento de grande destaque profissional para a atleta. Embora tenha optado por não fazer um anúncio formal, a forma espontânea como tratou o assunto foi suficiente para transformar a declaração em um dos temas mais comentados nas redes sociais nos últimos dias.

Folha Gospel com informações de Marie Claire, Fuxico Gospel e UOL

YouTuber é criticado após defender aborto de bebê diagnosticado com síndrome de Down

Casal de influenciadores digital Jesse Ridgway (à direita) e sua esposa, Ashley Ridgway (à esquerda). | YouTube/Jesse Ridgway
Casal de influenciadores digital Jesse Ridgway (à direita) e sua esposa, Ashley Ridgway (à esquerda). | YouTube/Jesse Ridgway

O influenciador digital e youtuber Jesse Ridgway voltou ao centro de uma intensa controvérsia após defender publicamente a decisão dele e de sua esposa, Ashley Ridgway, de interromper uma gravidez depois que exames indicaram uma alta probabilidade de que o bebê nascesse com síndrome de Down. A declaração provocou forte reação de líderes cristãos, ativistas pró-vida e organizações ligadas à defesa de pessoas com deficiência.

O casal revelou que recebeu o diagnóstico de trissomia do cromossomo 21 durante a gestação e, após consultas médicas e pesquisas sobre a condição, optou por interromper a gravidez. Em publicações nas redes sociais, Ridgway afirmou que a decisão foi uma das mais difíceis de suas vidas e disse que o casal considerou questões relacionadas à saúde da criança, à qualidade de vida e aos desafios que poderiam enfrentar no futuro.

Ao justificar sua escolha, o influenciador declarou que inicialmente acreditava que conseguiria lidar com a situação, mas mudou de posição após aprofundar seu conhecimento sobre a síndrome de Down e suas possíveis complicações. Em entrevistas posteriores, afirmou que não queria enfrentar a possibilidade de perder um filho precocemente nem expor a família a sofrimentos que considerava evitáveis.

As declarações geraram forte reação de grupos cristãos e defensores da vida. Diversos líderes pró-vida acusaram o casal de praticar uma forma de discriminação contra pessoas com deficiência, argumentando que a decisão atribui menor valor à vida de indivíduos com síndrome de Down. Entre os críticos estão influenciadores cristãos e ativistas que classificaram a escolha como moralmente inaceitável.

A repercussão também mobilizou organizações dedicadas ao apoio de pessoas com síndrome de Down. National Down Syndrome Society, por meio de sua presidente-executiva, Kandi Pickard, contestou a ideia de que a condição seja incompatível com uma vida plena. Ela destacou pesquisas que apontam altos índices de satisfação e bem-estar entre pessoas com síndrome de Down e suas famílias, defendendo que os pais recebam informações equilibradas ao enfrentar esse tipo de diagnóstico.

Ao mesmo tempo, Ridgway afirmou que ele e sua esposa passaram a receber ameaças de morte e mensagens ofensivas após tornarem pública a decisão. O youtuber relatou ter sido chamado de “assassino” e comparado a figuras históricas associadas a atrocidades, além de criticar pessoas que utilizaram argumentos religiosos para atacá-los nas redes sociais.

O caso reacendeu um debate que divide a sociedade há décadas: os limites éticos do aborto em casos de diagnóstico pré-natal de deficiência. Enquanto defensores da escolha argumentam que a decisão cabe exclusivamente aos pais, grupos pró-vida sustentam que a interrupção da gravidez em razão de uma condição genética representa uma forma de exclusão de pessoas com deficiência antes mesmo do nascimento.

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão porque o casal decidiu compartilhar publicamente sua experiência, transformando uma decisão pessoal em um tema de debate nacional. Nas redes sociais, milhares de usuários manifestaram opiniões divergentes, evidenciando a profunda divisão existente em torno de questões relacionadas ao aborto, deficiência e bioética.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastor é classificado como terrorista na Rússia

Yuri Sipko, é pastor batista na Rússia (Foto: Reprodução)
Yuri Sipko, é pastor batista na Rússia (Foto: Reprodução)

O pastor batista Yuri Sipko, de 74 anos, está sendo considerado terrorista e extremista pelo Rosfinmonitoring, o Serviço Federal de Monitoramento Financeiro da Rússia.

No site está escrito: “SIPKO, Yury Kirillovich, nascido em 28 de fevereiro de 1952, Tara, Omsk Oblast, Rússia”.

Sipko, ex-líder da União dos Cristãos Batistas Evangélicos da Rússia, é conhecido por se manifestar contra a guerra na Ucrânia nas redes sociais. O Comitê de Investigação da Federação Russa abriu um processo criminal contra ele em agosto de 2023, alegando que ele estava disseminando informações falsas sobre ações militares.

Durante a investigação, a casa de Sipko foi alvo de buscas, mas ele conseguiu escapar.

“Eles estão me procurando para me prender porque eu disse a verdade: a Rússia declarou guerra à Ucrânia”, disse Sipko na época. “Pessoas estão morrendo e tudo está sendo destruído. É criminoso, e eles não deveriam estar fazendo isso.”

O analista da World Watch Research, Rolf Zeeger, comentou sobre a situação em 2023, observando a crescente pressão que o governo da Rússia está exercendo sobre os cristãos.

“Embora, segundo relatos não confirmados, Sipko já tenha deixado a Rússia, seu caso continua a indicar o quão cuidadosos os cristãos na Rússia precisam ser com o que dizem e fazem”, disse Zeeger. “Fazer declarações críticas ou questionar a ‘campanha especial’ (ou seja, a guerra na Ucrânia) pode levar a consequências graves.”

A Rosfinmonitoring supervisiona a regulação financeira na Rússia e é “responsável pelo combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo”. Devido ao seu status de terrorista, Sipko está proibido de realizar transações financeiras e de deixar o país.

Em entrevista, Sipko afirmou acreditar que as acusações contra ele têm motivação política e expressou sua gratidão a todos que o apoiaram em sua luta por justiça.

Um seguidor declarou no Facebook: “Yuri Kirillovich, estamos orgulhosos de você, que Deus te abençoe! Mateus 5:10-12: ‘Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos perseguirem e vos caluniarem, e em tudo falarem mal de mim; alegrai-vos e regozijai-vos, porque é grande a vossa recompensa nos céus; assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.’”

Folha Gospel com informações de ICC

Obra de A. W. Tozer, “A Vida Crucificada” chega em nova edição com coleção de clássicos

Livro A Vida Crucificada (Foto: reprodução)
Livro A Vida Crucificada (Foto: reprodução)

Em um momento em que leitores cristãos buscam aprofundamento espiritual e experiências de fé mais autênticas, a Editora Vida apresenta uma nova edição de A Vida Crucificada, um dos títulos mais conhecidos do escritor A. W. Tozer. O lançamento faz parte da nova coleção com 14 clássicos do autor em acabamento premium.

A partir da passagem bíblica em que o apóstolo Paulo afirma ter sido “crucificado com Cristo”, Tozer desenvolve uma análise profunda sobre o verdadeiro significado de seguir a Jesus até a cruz para ser ressuscitado em uma nova vida. Resultado de anos de pregações em seminários, igrejas e conferências, a obra reúne alguns dos principais ensinamentos do pastor sobre fé na prática e rendição.

Estar morto, mas ainda vivo, é uma das estranhas inconsistências da vida estabelecida para nós pela morte de Jesus na cruz. Mas ah, como são benditas essas aparentes inconsistências!
(A vida crucificada, p. 27)

A Coleção A. W. Tozer da Editora Vida chega ao mercado com proposta editorial que une tradição teológica e projeto gráfico sofisticado. Os 14 volumes contam com capa dura, hot stamping e miolo colorido, valorizando a experiência de leitura e o apelo colecionável. Entre os outros títulos estão sucessos como Em Busca de Deus, Os Atributos de Deus (vol. 1 e 2), O Tamanho da Alma, Maturidade Espiritual e Ausência de Dons.

Sobre o autor: A. W. Tozer (1897–1963) foi pastor, escritor e profeta moderno, reconhecido como uma das vozes mais influentes do cristianismo do século 20. Autodidata, escreveu mais de 40 livros e pregou com ousadia sobre santidade, adoração, presença de Deus e vida profunda no Espírito. Foi editor da Christian and Missionary Alliance e permanece como referência em espiritualidade cristã, impacto profético e devoção radical a Deus. Suas obras continuam moldando gerações, atravessando décadas com vigor e relevância. 

Ficha técnica 
Título: A vida crucificada (Coleção A. W. Tozer) 
Autor: A. W. Tozer 
Editora: Editora Vida 
Gênero: Vida cristã 
Onde encontrar: Amazon (clique aqui)

Jogador Estevão Willian testemunha cura surpreendente de grave lesão muscular

Estevão Willian. (Foto: Reprodução/Instagram/Igreja Visão Do Evangelho)
Estevão Willian. (Foto: Reprodução/Instagram/Igreja Visão Do Evangelho)

O jogador cristão Estevão Willian, do Chelsea, testemunhou ter sido curado de uma grave lesão muscular sem necessidade de cirurgia, um feito que deixou os médicos perplexos. Durante um culto na Igreja Visão do Evangelho, em Franca (SP), o atleta relatou que um novo exame não revelou mais sinais da contusão que afetava 80% de seu bíceps femoral. A recomendação médica, inclusive por parte de dirigentes do Chelsea, era pela realização do procedimento cirúrgico.

Estevão optou por não passar pela cirurgia, declarando à congregação que acreditava no controle divino sobre o processo. A decisão foi tomada com o forte apoio familiar. “Sempre falo que o mais importante é ter as pessoas que você ama ao seu lado, porque numa decisão dessa, é muito difícil você tomar sozinho. Porque você está cercado de muitas pressões, de muitas coisas”, compartilhou o jogador.

Confiante em sua fé, Estevão viu sua recuperação progredir de forma mais rápida do que o esperado. Duas semanas após o diagnóstico inicial, uma nova ressonância magnética apresentou resultados surpreendentes. Ao ser questionado pelo médico sobre dores ou desconforto, o atleta respondeu que se sentia “super tranquilo, acho que dá até para jogar já”.

O médico, ao analisar as novas imagens, expressou seu espanto. “Ele me mostrou a imagem do exame e falou que não via mais nenhuma lesão. Ele falou que não sabe o que aconteceu, porque no prazo que está, não deveria estar daquele jeito, tão bem estruturado. Ele falou que nem sabia por que os médicos queriam que eu fizesse a cirurgia”, relatou Estevão.

Posteriormente, no centro de treinamento do Chelsea, o atleta recebeu uma nova avaliação positiva. Um médico o parabenizou pela decisão, afirmando que ele estava “caminhando bem” e que voltaria aos gramados mais rápido do que o previsto. O pastor presente na ocasião exibiu as imagens dos exames que confirmavam a cura, emocionando a igreja.

A lesão ocorreu em 18 de abril, durante uma partida contra o Manchester United pela Premier League, afastando Estevão dos gramados e, consequentemente, da Copa do Mundo de 2026 pela Seleção Brasileira. No entanto, seu testemunho de fé e recuperação tem impactado positivamente milhares de pessoas nas redes sociais.

A página da igreja destacou nas redes sociais que, apesar da perda da Copa, o propósito de Deus permaneceu na vida do jogador. “Quando tudo parecia perdido, Deus mostrou que o fim de um sonho não significa o fim da promessa. A dor, o processo e a espera fizeram parte da caminhada, mas o propósito permaneceu de pé. Deus transforma perdas em testemunhos. O que parecia o fim, era só o começo de algo maior”, publicaram.

Fonte: Guia-me

Nova Comunhão Anglicana Global rompe com Canterbury para retornar à fidelidade bíblica

A Comunidade Global de Anglicanos Confessantes reuniu-se em Abuja (Nigéria) em março de 2026. (Foto: GAFCON)
A Comunidade Global de Anglicanos Confessantes reuniu-se em Abuja (Nigéria) em março de 2026. (Foto: GAFCON)

O anglicanismo está passando por profundas mudanças ao longo das décadas, que levaram à formação da Global Fellowship of Confessing Anglicans (Fraternidade Global de Anglicanos Confessantes – Gafcon).

A nova rede anglicana tem como objetivo restaurar os fundamentos do anglicanismo e permanecer firme nos ensinamentos bíblicos.

De acordo com a liderança da organização, ela surgiu em resposta à perda de confiança na Comunhão Anglicana sob a liderança de Canterbury e na orientação da Igreja da Inglaterra.

Entre 3 e 6 de março, 347 bispos anglicanos de 27 províncias, juntamente com 127 líderes leigos e clérigos, deram um passo significativo em Abuja, na Nigéria. Eles adotaram uma declaração conhecida como a “Afirmação de Abuja” nesta conferência de fundação realizada na capital nigeriana.

Este é um dos passos mais significativos na crescente divisão interna do anglicanismo mundial , particularmente no que diz respeito a questões doutrinárias, à autoridade das escrituras e à posição sobre a sexualidade humana.

Rejeição explícita de Canterbury

O texto afirma que as estruturas históricas da Comunhão Anglicana “falharam” em defender a doutrina bíblica e a disciplina da igreja nas últimas décadas.

Portanto, rejeita abertamente os chamados “Instrumentos de Comunhão” ligados a Canterbury, nomeadamente o Arcebispo de Canterbury , a Conferência de Lambeth, o Conselho Consultivo Anglicano (ACC) e a Reunião dos Primazes.

Segundo a Gafcon, esses órgãos têm promovido a coexistência institucional com províncias e líderes que “estão se afastando da verdade do Evangelho e dos ensinamentos de Jesus”.

“É agora necessário reorganizar a Comunhão Anglicana”, dizia o documento, porque “um número significativo de províncias que se dizem anglicanas abandonaram a autoridade das Escrituras”.

Embora a controvérsia sobre a bênção de casais do mesmo sexo pareça ser uma das questões centrais, a declaração insiste que o problema é mais amplo, afetando a própria compreensão da autoridade bíblica e da doutrina cristã.

Ensinamentos errados

A declaração critica explicitamente a recente liderança da Igreja da Inglaterra, liderada por Justin Welby até outubro de 2025 e, posteriormente, pela Arcebispa Sarah Mullally .

Os signatários consideram que Canterbury legitimou posições contrárias ao ensinamento bíblico histórico ao acolher o fornecimento de recursos litúrgicos para abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo e ao apresentar essas diferenças doutrinárias como “boa discordância” dentro da comunhão anglicana, e “não o que realmente são: falso ensinamento”.

“A autoridade moral e espiritual da Sé de Agostinho foi gravemente comprometida”, acrescentam.

Gafcon também acusa as estruturas oficiais anglicanas de “normalizarem o pluralismo hermenêutico”, o que compromete a autoridade das Escrituras.

Uma “comunhão confessional”

Em contraste com o modelo institucional atual, esta nova Comunhão Anglicana Global se define como uma comunidade “confessional”, baseada na fé compartilhada em vez de estruturas históricas ou administrativas.

A Declaração de Jerusalém, adotada pela Gafcon em 2008, será sua principal referência doutrinária, juntamente com as formas clássicas da Reforma Anglicana, como os Trinta e Nove Artigos e o Livro de Oração Comum de 1662.

“Não existem duas comunhões, mas sim duas definições incompatíveis de comunhão: uma confessional e outra institucional”, afirma o documento.

Os participantes afirmam que a nova Comunhão Anglicana Global não é uma “comunhão alternativa”, mas sim “a Comunhão Anglicana histórica reorganizada internamente”.

Liderança do Sul Global

O encontro em Abuja também confirmou a crescente influência do Sul Global .

Laurent Mbanda, de Ruanda, foi confirmado como presidente do novo Conselho Anglicano Global, Miguel Uchôa, do Brasil, como vice-presidente, e Paul Donison, do Canadá, como secretário-geral.

A Gafcon afirma representar uma parte significativa do anglicanismo ortodoxo global, particularmente na África, Ásia e América Latina, regiões onde as igrejas anglicanas geralmente mantêm posições doutrinárias conservadoras.

Desvinculação progressiva de Canterbury

Os bispos em Abuja pediram uma “separação baseada em princípios” de Canterbury.

A nova comunhão não deve participar de futuras reuniões convocadas por Canterbury , nem colaborar dentro das estruturas oficiais da atual Comunhão Anglicana.

Além disso, as províncias e dioceses são encorajadas a emendar suas constituições para remover qualquer referência à comunhão com a Sé de Cantuária, embora reconheçam que esses processos podem levar anos e envolver mudanças canônicas complexas.

A Gafcon reafirma também o seu apoio tanto aos anglicanos que permanecem em províncias consideradas “revisionistas” como àqueles que estabeleceram “jurisdições autenticadas pela Gafcon”, incluindo a Rede Anglicana na Europa , presente no Reino Unido e na Europa .

Um cisma de longa data

As tensões dentro do anglicanismo global remontam a mais de duas décadas, especialmente após a consagração de Gene Robinson como o primeiro bispo abertamente gay da Comunhão Anglicana nos Estados Unidos, em 2003.

A criação da Gafcon em Jerusalém, em 2008, consolidou a coordenação internacional dentro do setor anglicano, em consonância com as visões tradicionais sobre sexualidade, o que desde então tem desafiado a autoridade do Arcebispo de Canterbury.

Você pode ler a afirmação completa de Abjuja aqui.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

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