O cantor, compositor e pastor Asaph Borba lançou o álbum ao vivo “50 Anos de Adoração”, um projeto especial que marca cinco décadas de trajetória ministerial e musical. Gravado em Porto Alegre (RS), diante de cerca de três mil pessoas na Igreja Encontros de Fé, o trabalho reúne alguns dos maiores sucessos do artista e conta com participações de nomes que ajudaram a construir a história da música cristã contemporânea no Brasil.
Lançado pela Onimusic nas plataformas digitais e no YouTube, o projeto apresenta 21 faixas que revisitam canções marcantes da carreira de Asaph, além de novas interpretações de clássicos que influenciaram gerações de adoradores.
Reconhecido como um dos pioneiros do movimento de louvor e adoração no Brasil, Asaph destacou sua gratidão pela jornada construída ao longo dos últimos 50 anos.
“Foram 50 anos andando por 54 países e milhares de igrejas, todas as capitais brasileiras, todos os estados brasileiros e igrejas de todas as denominações, incluindo a Igreja Católica. Deus abriu a porta de um ministério frutífero, longo e sem maiores impedimentos na minha vida pessoal, ministerial e financeira”, afirmou o pastor.
Ao longo de sua trajetória, Asaph Borba tornou-se uma das principais referências da música cristã brasileira. Fundador do Ministério Life, ele realizou conferências e ministrações em dezenas de países, ajudando a popularizar o modelo de louvor congregacional que se consolidou em igrejas evangélicas de diversas denominações.
O álbum comemorativo reúne participações especiais de artistas que marcaram diferentes fases da música gospel nacional, entre eles Adhemar de Campos, Nívea Soares, Alda Célia, Rachel Novaes, Bené Gomes, Gerson Ortega, Paulo Vicente, Daniel Souza, Rosana Borba, Donald Stoll, Paulo Figueiró, Maurício Valdívia, André Borba e Brunão Morada.
Entre as canções escolhidas para o repertório estão clássicos como “Superabundante Graça”, “Jesus Em Tua Presença”, “Povo Livre (Nós Somos o Povo)”, “Cordeiro Santo”, “Seu Nome é Maravilhoso”, “Infinitamente Mais” e “Semelhantes a Jesus”, músicas que ajudaram a moldar o repertório de adoração de milhares de igrejas no Brasil e no exterior.
Além do álbum, Asaph também lançou o videoclipe de “Semelhantes a Jesus”, gravado em parceria com Rachel Novaes. A canção foi escolhida como uma das faixas de destaque do projeto e reforça a mensagem central de seu ministério: conduzir pessoas a uma vida de intimidade com Cristo por meio da adoração.
A celebração dos 50 anos de carreira também representa um marco para a música cristã brasileira. Desde os anos 1970, Asaph Borba tem sido apontado como uma das vozes mais influentes do louvor nacional, contribuindo para a formação de ministérios, compositores e líderes de adoração em diferentes países.
Casado com Rosana Borba e pai de Aurora e André, o pastor segue ativo no ministério, realizando conferências, treinamentos e eventos voltados à formação de líderes de louvor, enquanto continua a inspirar novas gerações por meio de suas composições e ensinamentos.
Pedras atiradas contra as janelas do Stay Cafe e grafites pedindo um boicote. (Fotos: Stay Cafe)
O café ‘Stay’, inaugurado em 2024 por uma igreja evangélica na cidade de Leipzig (com 630 mil habitantes), no leste da Alemanha, fechará no final de junho. O motivo são os constantes ataques e atos de sabotagem perpetrados por grupos extremistas, explicou René Wagne, pastor da Igreja Zeal.
Até 26 ataques foram realizados contra pequenas empresas ligadas a esta igreja evangélica, conservadora em sua teologia, mas pós-moderna em suas práticas. Um relatório de 2025 já mencionava mais de uma dezena de incidentes supostamente causados por grupos de extrema esquerda que, nas redes sociais, incitaram ações contra a congregação cristã por sua suposta “homossexualidade homofóbica” na pregação da visão cristã sobre a sexualidade humana.
Os ataques incluem janelas quebradas, pichações ameaçadoras e o uso de substâncias tóxicas contra o estabelecimento. No Natal, um ataque ao café com ácido butírico causou um prejuízo de cerca de 20.000 euros em reparos.
O pastor à congregação: ‘Extremistas não podem fazer parte da nossa missão’
Durante o culto de 31 de maio , o pastor René Wagner explicou que responder a essa hostilidade constante havia representado um desafio financeiro difícil de suportar. Após conversas com a equipe, decidiu-se encerrar o projeto, apesar da “tristeza” que isso acarretaria, após um período de “noites em claro” e perda de empregos.
No entanto, ele enfatizou em diversas ocasiões que a decisão de encerrar o projeto não altera a missão da igreja. “Os extremistas de extrema esquerda em Leipzig não venceram. Quero enfatizar isso mais uma vez. Os extremistas de extrema esquerda em Leipzig não venceram”, insistiu Wagner perante a congregação.
“Eles não fecharam uma única igreja; não interromperam uma única congregação. Não impediram um único avivamento. Não desencorajaram uma única alma de encontrar Jesus. O que está chegando ao fim é uma operação comercial, nossa cafeteria. O que permanece é esta igreja.”
O fato de o café ser alvo constante de mensagens de ódio nas redes sociais e de ataques físicos faz parte de um contexto mais amplo de maior visibilidade das igrejas evangélicas na Alemanha. A Igreja Zeal acredita que isso não é uma má notícia.
“As igrejas na Alemanha estão de volta aos holofotes. Durante décadas, ninguém falava sobre os cristãos conservadores na Alemanha; éramos irrelevantes. Não representávamos nenhuma ameaça para certos grupos”, disse o pastor da igreja. “No ano passado, foram exibidos mais de seis documentários em diversos canais de TV sobre cristãos conservadores. E eu poderia ficar absolutamente furioso por algo assim ser financiado com a minha taxa de licença de TV. Mas posso dizer uma coisa? Estamos de volta aos olhos do público. Agora, somos notados, somos ouvidos, somos vistos”.
“Não olhamos para trás com amargura ou ódio”
Em sua reflexão de sete minutos, o líder da igreja local — que, como muitas outras, realiza cultos dominicais, grupos de estudo bíblico durante a semana, programas de discipulado e outros ministérios — enfatizou a necessidade de responder aos ataques com uma atitude que reflita o evangelho.
“Nosso futuro está nas mãos de Deus, nas mãos do Espírito Santo. E é por isso que não olhamos para trás com amargura, ressentimento ou ódio. Não respondemos com ódio; não revidamos”, disse o Pastor René.
“Sim, insistimos em nossos direitos, direitos que o Estado também nos garante”, continuou ele. “E fazemos tudo o que podemos para garantir que as pessoas que cometem tais atos em nosso país sejam responsabilizadas. Porque coisas assim não podem ser toleradas. E a boa notícia é que os políticos estão atentos a isso”.
Má publicidade? “Jesus está construindo a sua casa”
Mas os cristãos em Leipzig “não devem revidar”, enfatizou ele.
“Em vez disso, aguardamos com fé e esperança, porque nosso Senhor Jesus voltará e julgará os vivos e os mortos. E um dos maiores pregadores de todos os tempos, Billy Graham, disse que não existe publicidade ruim para o Evangelho.”
“Se vocês se chocaram com as notícias negativas sobre nós nos jornais, preparem-se. Estas não serão as últimas.”
O pastor afirmou que conversões à fé cristã, como as que estão acontecendo na Igreja Zeal e em outras igrejas livres, “abalam o mundo espiritual”, e que ataques não devem ser inesperados.
Ele concluiu: “Jesus está construindo sua casa, sua igreja, e isso não vai mudar”.
Nos últimos meses, dezenas de pessoas apoiaram uma campanha de arrecadação de fundos para o café ‘Stay’ , angariando mais de 31.000 euros.
Autoridades locais: Não se trata de um ataque à liberdade religiosa.
Em janeiro de 2026, o governo local da cidade de Leipzig recebeu questionamentos sobre o ataque ocorrido no Natal contra o café administrado pela Igreja Zeal, instando as autoridades a protegerem os direitos e liberdades constitucionais.
Em sua resposta , o governo local afirmou: “O ataque – pelo menos de acordo com a reivindicação de responsabilidade – não constitui um ataque à liberdade religiosa. O alvo era um café comercial usado para financiar uma comunidade religiosa. O ataque é ainda motivado pela postura da associação responsável em relação à homossexualidade”.
A posição oficial da cidade de Leipzig é que “independentemente do raciocínio apresentado na declaração de responsabilidade, o ataque constitui um crime que deve ser devidamente condenado e para o qual não pode haver justificativa. A cidade de Leipzig condena a violência e os danos à propriedade em todas as suas formas, particularmente contra estabelecimentos que oferecem às pessoas um espaço para encontro, troca de experiências e convívio. Tais ataques são dirigidos contra a segurança e a convivência pacífica de todas as pessoas que trabalham ou frequentam esses locais. Consequentemente, a cidade tem interesse preventivo em condenar veementemente tais incidentes, garantindo que sejam investigados pela polícia e reforçando a proteção de todas as comunidades religiosas”.
Folha Gospel com informações de Christian Daily e Evangelical Focus
Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh. (Foto: Article 18)
Dois cristãos iranianos, membros de igrejas domésticas, foram libertados da prisão em maio de 2026, após cumprirem suas sentenças. Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh, detidos em setembro de 2021, foram soltos após um período que incluiu prisão e trabalho forçado. A organização Article 18 monitorou o caso e relatou os detalhes da libertação e das condições impostas aos detentos.
Eles foram acusados de “envolvimento em propaganda desviante contrária à sagrada religião do Islã” e “conexões com líderes estrangeiros”. Inicialmente condenados a cinco anos de prisão em 2022, a sentença de Morteza Mashoodkari, detido junto com eles, foi reduzida, resultando em sua libertação em dezembro de 2024. Ahmad e Ayoob, por sua vez, foram transferidos para o “regime aberto”, uma modalidade que permite que cumpram o restante de suas penas fora dos muros da prisão, mas sob imposição de trabalho forçado.
Trabalho forçado e liberdade condicional
Pelos dois anos e meio seguintes à sua detenção, Ahmad e Ayoob foram obrigados a trabalhar em fábricas locais sem receber qualquer remuneração. Somente em maio de 2026 as autoridades informaram que suas sentenças haviam sido concluídas, permitindo sua libertação total. No total, eles enfrentaram mais de um ano e meio de reclusão e suportaram dois anos e meio de trabalho forçado não remunerado.
A detenção e condenação de Ahmad, Ayoob e Morteza representaram um marco, pois foram alguns dos primeiros membros de igrejas domésticas a serem sentenciados sob as emendas de 2021 ao Artigo 500 do código penal islâmico iraniano. Durante o processo judicial, os acusados defenderam-se afirmando que eram “apenas cristãos adorando segundo a Bíblia” e que não haviam se envolvido em nenhuma atividade contrária ao regime ou à segurança nacional.
Perseguição religiosa no Irã
O Irã é um país predominantemente muçulmano, onde o governo islâmico impõe restrições severas à prática cristã, proibindo igrejas, a distribuição de Bíblias e o evangelismo. Cristãos, especialmente aqueles que renunciaram ao Islã para seguir Cristo, enfrentam prisão e tortura, visto que a apostasia é proibida pela lei islâmica (Sharia). Apesar desse cenário, a igreja secreta no país demonstra crescimento, conforme indicado em relatórios. O Irã figura na 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas, evidenciando o contínuo desafio enfrentado pelos cristãos na região.
O filme “Dia D” narra a divulgação de segredos do governo sobre a existência de aliens. (Foto: Wikimedia Commons/Gage Skidmore/Divulgação/ Universal Studios)
O cineasta Steven Spielberg especula que seu próximo lançamento, intitulado “Dia D” (Disclosure Day), tem potencial para levar fiéis cristãos a questionarem seus alicerces de fé. O longa-metragem, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (11), narra a história de uma meteorologista e um especialista em cibersegurança que desvendam um esquema governamental de ocultação de evidências sobre a existência de vida fora da Terra.
Durante sua participação no programa “CBS News Sunday Morning”, Spielberg detalhou a hipótese de que a descoberta de vida extraterrestre poderia gerar um choque profundo na sociedade. “Tem um grupo no filme que defende que as pessoas ficariam em choque se essa verdade viesse à tona da noite para o dia. Se o governo simplesmente anunciasse: ‘Sim, nós estamos escondendo isso de vocês desde 1947’, isso afetaria muita gente”, observou o diretor.
Spielberg destacou ainda que uma das personagens centrais do filme é uma ex-freira católica, o que levanta questões teológicas sobre a natureza da divindade e sua relação com o universo. “O que isso faz com as crenças fundamentais que muitos de nós temos? Deus está apenas neste planeta, ou Deus é um Deus para todo sistema onde há civilização, vida inteligente e até vida em desenvolvimento?”, questionou o cineasta.
Esta não é a primeira incursão de Spielberg no universo de OVNIs e alienígenas; filmes como “E.T.”, “Guerra dos Mundos” e “Indiana Jones” já exploraram o tema. O diretor reiterou em entrevistas recentes sua convicção de que extraterrestres já visitaram o planeta. “Com base nas provas circunstanciais de tudo o que recolhi ao longo da vida, em todas as pessoas que ouvi, em todos os documentários que vi e em todos os testemunhos no Congresso a que prestei atenção, acho absolutamente que já estiveram aqui e que continuam aqui”, declarou.
O debate sobre fenômenos anômalos e vida extraterrestre ganhou força recentemente com a divulgação de arquivos sobre Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), agora oficialmente chamados de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs), pelo governo dos Estados Unidos. Esses documentos incluem vídeos, fotografias e relatórios militares, mas autoridades americanas afirmam que nenhum deles comprova oficialmente a existência de civilizações alienígenas.
Em contrapartida, algumas lideranças cristãs têm interpretado esses fenômenos como manifestações demoníacas. O pastor Josh Howerton, da Lakepointe Church, no Texas, sugere que muitos avistamentos de OVNIs são, na verdade, demônios, citando passagens bíblicas que descrevem Satanás como “o príncipe das potestades do ar”. Ele mencionou relatos de pessoas que afirmam ter encerrado supostos contatos alienígenas ao invocarem o nome de Jesus.
O ex-astronauta da NASA, Charlie Duke, também expressou ceticismo em relação à vida extraterrestre, argumentando que tais aparições são enganos. “Eu não acredito. Deus me mostrou uma resposta científica durante duas orações de que [os aliens] são demônios que farão uma aparição. Eles são reais, a Bíblia diz que Satanás pode aparecer como um anjo de luz”, comentou. Para Duke, o objetivo dessas aparições seria desviar a humanidade da fé em Deus, promovendo uma distração com supostas capacidades sobre-humanas de seres alienígenas.
Folha Gospel com informações de Guia-me, The Christian Post e Euronews
Um pregador cristão da província de Yunnan, no sudoeste da China, foi notificado pelas autoridades locais para interromper reuniões de oração online realizadas através da plataforma Zoom. A ação foi motivada pela acusação de que o pregador estaria conduzindo atividades religiosas consideradas ilegais pelas regulamentações vigentes no país. A notificação foi entregue na residência de Chang Hao por sete representantes do Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos e outras autoridades na última quarta-feira (3).
Segundo o comunicado oficial, as atividades de Chang foram classificadas como ilegais por envolverem o ensino da doutrina cristã e a organização de encontros de oração, configurando uma violação dos Regulamentos da China sobre Assuntos Religiosos. A organização China Aid reportou que o documento entregue ao pregador exigia a cessação imediata das reuniões online e alertava para possíveis punições administrativas ou até mesmo investigações criminais em caso de descumprimento.
Durante a abordagem, os agentes apresentaram evidências, incluindo capturas de tela de uma das reuniões virtuais. O encontro em questão integrava a iniciativa “17h na China – Reunião de Oração do Reino”, um projeto que congrega cristãos de diversas partes do país diariamente para interceder por crentes que estão presos ou detidos. Chang relatou que cinco viaturas policiais compareceram à sua casa e que tanto ele quanto os agentes registraram a interação, ele com fotos e vídeos, e os agentes gravando a conversa.
A repercussão do caso se estendeu para a esfera digital, com a conta do pregador no WeChat sendo restringida no dia seguinte à notificação. Em resposta à medida, Chang contestou publicamente a decisão, declarando que sua fé não constitui crime e não viola a Constituição da República Popular da China nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ele também defendeu o direito dos cidadãos de recusar o cumprimento de leis consideradas injustas por entrarem em conflito com a constituição e o direito internacional.
Chang Hao possui um histórico de ativismo em defesa da liberdade religiosa e dos direitos de grupos vulneráveis, o que já o colocou em confronto com as autoridades chinesas anteriormente. Com deficiências física e psicológica, ele já foi objeto de investigações e pressões por sua atuação religiosa. Em abril de 2023, chegou a ser detido após publicar comentários sobre liberdade religiosa e assuntos públicos na internet, sendo posteriormente condenado a um ano e dois meses de prisão, período em que sua saúde se deteriorou consideravelmente. Após sua libertação em junho de 2024, Chang retomou suas atividades ministeriais, incluindo iniciativas evangelísticas presenciais e online.
O recente aviso sobre as reuniões de pregação e oração no Zoom indicam que as autoridades continuaram a monitorar suas atividades, conforme informado pela China Aid. O caso tem gerado preocupação entre organizações cristãs e grupos de direitos humanos, tanto na China quanto internacionalmente, que temem novas restrições ou ações legais contra os participantes da rede de oração.
Folha Gospel com informações de Guia-me e China Aid
Igrejas destruídos durante a guerra no Sudão. (Foto: Reprodução/CBN News)
A guerra civil em curso no Sudão, travada entre o exército e forças rebeldes, já resultou na destruição ou transformação em quartéis de mais de 160 igrejas, agravando a pior crise humanitária da região nos últimos anos. O conflito, que se intensificou desde 2023 após um golpe militar em 2021, causou entre 60 mil e 400 mil mortes, forçando de 12 a 14 milhões de pessoas a deixarem suas casas. A situação é marcada pela fome severa, que afeta cerca de 20 milhões de sudaneses, e pelo colapso econômico.
A população civil tem sido a principal vítima da violência. Cristãos, mulheres e crianças figuram entre os grupos mais vulneráveis, expostos a ataques sexuais e ao recrutamento forçado como crianças-soldado. Ryan Brown, CEO da Portas Abertas dos Estados Unidos, destacou que “cristãos no meio dessa volatilidade costumam ser os últimos na fila” para receber ajuda ou encontrar refúgio seguro.
O Sudão figura na 4ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, indicando ser um dos países mais desafiadores para cristãos. Segundo a organização, os ataques a fiéis aumentaram durante o conflito, expandindo-se para áreas urbanas antes consideradas refúgios seguros.
Igrejas Saqueadas e Transformadas em Bases Militares
O Departamento de Estado dos EUA reportou que mais de 160 templos foram danificados ou destruídos. Congregações foram saqueadas, confiscadas e até utilizadas como quartéis militares ou depósitos de armas por grupos armados. Em Cartum, combatentes das Forças de Apoio Rápido (RSF) invadiram a Igreja dos Mártires durante um culto, agredindo fiéis e roubando objetos de valor. Relatos indicam que o grupo cavou túmulos em busca de ouro e tentou sequestrar meninas de um orfanato, algumas com apenas 11 anos.
Um diácono da Igreja dos Mártires, Safein Nazer, relatou à CBN News ter confrontado os agressores, sofrendo um disparo na perna. Ele também descreveu a exigência de um veículo para transportar as órfãs. Apesar do sofrimento, Nazer afirmou que sua fé foi fortalecida, sentindo a “presença de Deus em meio à guerra e ao sofrimento”.
Perseguição Intensificada no Contexto de Vazio de Poder
Tanto o exército sudanês quanto as RSF são acusados de atacar igrejas e apreender propriedades religiosas. A crise humanitária é agravada pela instabilidade pós-golpe militar de 2021 e guerra civil de 2023. A Portas Abertas aponta que o restabelecimento de políticas cruéis e o uso de leis islâmicas para justificar conversões forçadas anularam os avanços em liberdade religiosa conquistados após a queda do regime de al-Bashir.
O vazio de poder tem permitido que milícias de ambos os lados persigam cristãos impunemente, resultando em bombardeios, invasões e uso de igrejas como bases. Cristãos enfrentam discriminação em diversas esferas, e convertidos do islamismo vivem sob constante medo, isolamento e rejeição familiar. Líderes religiosos e cristãos estrangeiros têm sido alvo de prisões injustas com frequência crescente.
Um amplo estudo científico compilado pelo Wheatley Institute da Brigham Young University, intitulado “A Conexão entre Religião e Saúde Física: O Que Revela a Melhor Ciência?”, demonstrou que o envolvimento em comunidades religiosas e a presença de fé contribuem para um aumento significativo na longevidade. A pesquisa, que revisou mil estudos sobre fé e saúde, apontou que a frequência em cultos religiosos pode adicionar em média 7,6 anos à expectativa de vida.
A análise abrangeu 876 pesquisas que concluíram pela existência de benefícios da religião para a saúde, enquanto apenas… (Continue lendo clicando aqui)
Uma troca de declarações entre a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o pastor Silas Malafaia elevou a temperatura do debate entre governo e lideranças evangélicas. O episódio começou durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, em Brasília, e teve continuidade nas redes sociais e na imprensa, após respostas contundentes de ambos os lados.
Durante o evento promovido pelo partido, Janja reagiu a críticas feitas anteriormente por Malafaia sobre os encontros que ela realiza com mulheres evangélicas desde 2025. Segundo a primeira-dama, o pastor teria desqualificado as participantes dessas reuniões. Ao responder, afirmou: “Ele teve a cara de pau de ir em uma rede social e falar que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher, para mim, é importante.”
A primeira-dama também defendeu uma presença maior de lideranças religiosas alinhadas ao campo progressista dentro das igrejas. Em seu discurso, argumentou que esse grupo precisa ampliar sua atuação para disputar espaço de influência e diálogo com os fiéis. Janja afirmou que pastores e pastoras progressistas deveriam se manifestar mais publicamente e relatou o caso de uma líder religiosa que, segundo ela, teria sido expulsa de sua congregação após participar de um de seus encontros.
Outro trecho que chamou atenção foi quando Janja declarou que a disputa de narrativas precisa ocorrer também no ambiente religioso. Segundo ela, setores progressistas não podem abandonar esse espaço. “Se a gente não usar [as igrejas] dessa forma, eles usam”, afirmou durante o encontro partidário.
Malafaia reage e acusa PT de distorcer suas declarações
A resposta de Malafaia veio poucas horas depois. O pastor afirmou que Janja distorceu suas palavras e negou ter chamado as mulheres evangélicas que participam dos encontros da primeira-dama de “insignificantes”. Segundo ele, suas críticas eram direcionadas à relevância política dos eventos, e não às participantes.
Em tom duro, o líder evangélico acusou integrantes do PT de propagarem informações falsas. “Essa gente do PT tem o demônio da mentira”, declarou ao comentar as falas da primeira-dama.
Malafaia também ironizou o fato de Janja classificá-lo como “insignificante” enquanto o mencionava em um evento nacional do partido. Em entrevista, afirmou: “Se eu sou insignificante, não era para falar de mim. [Se estão falando, significa que eu estou incomodando]”.
Disputa pelo eleitorado evangélico
O episódio ocorre em um contexto de crescente disputa pelo eleitorado evangélico, considerado estratégico para as eleições de 2026. Nos últimos anos, o governo Lula e integrantes do PT têm intensificado iniciativas de aproximação com lideranças e comunidades evangélicas, buscando reduzir a resistência que o partido enfrenta em parte desse segmento religioso.
Ao mesmo tempo, lideranças conservadoras como Malafaia continuam exercendo forte influência política e religiosa, especialmente entre setores alinhados à direita. O embate entre a primeira-dama e o pastor acabou refletindo essa disputa mais ampla por espaço, narrativa e representatividade dentro do universo evangélico brasileiro.
Embora as declarações tenham provocado repercussão nas redes sociais e no meio político, o episódio também evidenciou o papel cada vez mais central que a pauta religiosa ocupa no debate público nacional, especialmente às vésperas de mais um ciclo eleitoral.
Folha Gospel com informações de Gazeta do Povo, CNN e Folha de S. Paulo
Equipes de futebol e torcedores de todo o mundo estão chegando a 16 cidades nos Estados Unidos, Canadá e México, já que a Copa do Mundo masculina da FIFA, ampliada para 48 seleções, está programada para começar amanhã, 11 de junho.
Enquanto milhões acompanham de perto o jogo, uma grande coalizão de igrejas e organizações evangélicas vê o torneio como uma oportunidade histórica para compartilhar o evangelho. Operando sob a bandeira da Nations United, uma iniciativa lançada pelo North American Sport Movement em 2020, a coalizão está mobilizando congregações locais para usar o torneio como uma oportunidade de evangelização.
O site da organização oferece recursos personalizados para ajudar as igrejas locais a lançarem projetos comunitários com foco em esportes, iniciativas de acolhimento e eventos para assistir a jogos.
Dan Williams, líder e mentor da Nations United, prevê uma estratégia evangelística altamente coordenada, com igrejas e organizações missionárias unindo-se para o evento que durará um mês.
“Estamos colaborando com diversas cidades da América do Norte que estão lançando suas iniciativas”, disse Williams, observando que as próximas duas semanas serão cruciais, pois as equipes locais estão colocando seus planos em prática.
Na Geórgia, uma equipe de assistência social viajará em breve por todo o estado para auxiliar as congregações locais. A Junta de Missões Batistas da Geórgia, que representa 5.000 igrejas batistas do sul, adaptou os materiais da coalizão para lançar sua própria “Missão Geórgia para a Copa do Mundo”, com total apoio da Nations United.
“A Nations United existe para unir e capacitar a Igreja em toda a América do Norte a fazer discípulos entre as nações por meio do esporte, do lazer, da hospitalidade e do trabalho comunitário”, disse Williams.
“Com a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028 chegando à nossa região, acreditamos que Deus colocou uma oportunidade histórica à nossa porta. As nações não estão mais apenas do outro lado do mundo; elas estão do outro lado da rua.”
Williams explicou que a visão de longo prazo exige que igrejas, ministérios e líderes locais construam “equipes de discipulado” sustentáveis nos três países anfitriões.
“Essas equipes usarão grandes eventos esportivos como uma ponte para construir relacionamentos, proclamar o Evangelho, servir às comunidades e criar caminhos contínuos para que as pessoas sigam a Jesus”, disse Williams. “A Copa do Mundo é um momento. Fazer discípulos é a missão.”
Os primeiros resultados já começam a aparecer. No último fim de semana, uma iniciativa municipal chamada Winning Houston lançou um torneio “Copa das Nações”, um evento de divulgação inspirado no Nations United, que contou com o que os organizadores descreveram como o maior gol de futebol do mundo.
O alcance do movimento vai muito além da América do Norte. Williams também está apoiando duas estações de rádio cristãs na África do Sul, desenvolvendo um plano de conteúdo para a Copa do Mundo com duração de 39 dias, incluindo testemunhos de atletas, histórias de ministério e recursos para divulgação.
Outras organizações, como o ministério Victory: Beyond the Cup, inspiraram-se na estrutura da Nations United, mas optaram por operar de forma independente em vez de se alinharem formalmente à coalizão. Williams acolhe com satisfação a adoção ampla e orgânica da estratégia.
“Consideramos um privilégio tê-los ajudado a avançar”, disse Williams. “Não buscamos reconhecimento; buscamos a multiplicação por meio da formação de discípulos. Acreditamos que todas essas experiências em 2026 estão nos preparando para 2028, enquanto buscamos concretizar nossa visão como Nações Unidas.”
Presidente Lula recebe oração de grupo de evangélicos (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou nesta segunda-feira (9) uma carta direcionada aos evangélicos brasileiros na qual busca fortalecer o diálogo com o segmento religioso, rejeita acusações de que seus governos tenham atuado contra as igrejas e faz críticas ao uso eleitoral da fé. O documento foi divulgado em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026 e representa uma nova tentativa da legenda de reduzir a resistência que ainda enfrenta entre parte do eleitorado evangélico.
Leia a íntegra da carta no final da matéria.
No texto, o partido afirma que os governos petistas jamais adotaram medidas para restringir a atuação das igrejas ou limitar a liberdade religiosa. A carta sustenta que, durante as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, foram preservidos os direitos constitucionais relacionados à liberdade de culto e de crença, além da autonomia das instituições religiosas.
“O Estado brasileiro é laico, mas não é antirreligioso”, afirma o documento, ao defender a convivência harmoniosa entre diferentes expressões de fé e a atuação das igrejas na sociedade.
Críticas ao uso eleitoral da religião
Um dos principais pontos da carta é a crítica à utilização da fé como instrumento de disputa política. Sem citar diretamente adversários, o PT afirma que símbolos religiosos, púlpitos e lideranças têm sido usados para promover interesses eleitorais e partidários.
Segundo o texto, a instrumentalização da religião para fins políticos acaba prejudicando tanto o debate democrático quanto o papel espiritual das igrejas.
A legenda afirma que a fé não deve ser transformada em ferramenta de manipulação eleitoral nem utilizada para disseminar medo, desinformação ou divisões dentro das comunidades religiosas.
Em um dos trechos mais destacados, o partido condena o que chama de “manipulação política da fé” e afirma que valores religiosos não podem ser apropriados por grupos políticos específicos.
Defesa da liberdade religiosa
A carta também enfatiza que o PT reconhece a importância das igrejas evangélicas na vida social brasileira. O documento destaca o trabalho realizado por comunidades religiosas em áreas como assistência social, recuperação de dependentes químicos, apoio a famílias vulneráveis e promoção de ações comunitárias.
Além disso, o partido afirma defender a liberdade religiosa para todas as crenças e reforça que a Constituição garante a livre manifestação da fé.
Segundo o texto, governos petistas mantiveram diálogo institucional com diferentes segmentos religiosos, incluindo evangélicos, católicos, judeus, espíritas e representantes de religiões de matriz africana.
Aproximação com o eleitorado evangélico
A divulgação da carta ocorre em um momento em que partidos e lideranças políticas buscam ampliar sua presença junto ao eleitorado evangélico, considerado um dos grupos mais influentes do cenário político nacional.
Pesquisas eleitorais dos últimos anos têm mostrado que o PT enfrenta dificuldades históricas nesse segmento, especialmente após a consolidação de lideranças conservadoras e de direita entre parte significativa das igrejas evangélicas.
Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que existe uma percepção negativa construída ao longo dos anos sobre a relação entre o PT e os evangélicos. A carta procura justamente responder a essas críticas e apresentar uma versão diferente da narrativa frequentemente difundida em campanhas eleitorais.
Reação ao discurso de perseguição às igrejas
Outro objetivo do documento é combater a ideia de que governos petistas teriam promovido perseguição religiosa ou ameaçado a liberdade das igrejas.
A carta afirma que “os governos do PT nunca se opuseram às igrejas” e argumenta que diversas acusações feitas ao longo dos anos foram construídas a partir de desinformação e discursos políticos.
O texto também destaca que a legenda respeita a autonomia das instituições religiosas e reconhece o papel desempenhado por igrejas evangélicas em comunidades de todo o país.
Estratégia para 2026
Analistas políticos veem a iniciativa como parte da estratégia do partido para ampliar o diálogo com setores religiosos antes das eleições presidenciais de 2026. O crescimento da população evangélica nas últimas décadas transformou esse grupo em um dos principais alvos das campanhas eleitorais.
Ao divulgar a carta, o PT busca demonstrar abertura ao diálogo com os evangélicos, ao mesmo tempo em que tenta se diferenciar de discursos que associam religião a projetos políticos específicos.
A repercussão do documento deverá ser acompanhada de perto por lideranças religiosas e partidos políticos, especialmente diante da importância do voto evangélico nas próximas disputas eleitorais.
Leia a íntegra da carta:
‘Acreditamos em um Brasil onde a política esteja a serviço da vida’
Carta do IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do Partido dos Trabalhadores
Este é o tipo de jejum que desejo: Soltem os que foram presos injustamente, aliviem as cargas de seus empregados. Libertem os oprimidos, removam as correntes que prendem as pessoas. Repartam seu alimento com os famintos, ofereçam abrigo aos que não têm casa. Deem roupas aos que precisam, não se escondam dos que carecem de ajuda.
Isaías 58:6-7
Graça e paz!
Nós, evangélicas e evangélicos de todos os Estados e do Distrito Federal, reunidos em Brasília no IV Encontro Nacional de Evangélicos do Partido dos Trabalhadores, nos dirigimos ao povo brasileiro movidos pela fé, pela esperança e pelo compromisso com a construção de um Brasil mais justo, democrático, solidário e fraterno.
Reconhecemos que os evangélicos brasileiros são diversos, pensam de formas diferentes e exercem sua cidadania com liberdade de consciência. Refutando a imagem de que formamos um bloco político único, este encontro não pretende falar em nome de todas as denominações, mas expressar a reflexão de um segmento que, a partir de sua fé, defende a democracia, a justiça social e o bem comum. Por isso, rejeitamos toda tentativa de transformar a religião em instrumento de manipulação política, e denunciamos aqueles que usam do Evangelho como negócio.
A religião pura e imaculada para com Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. (Tiago 1:27)
Somos parte da vida cotidiana do nosso país. Estamos presentes nas periferias, nos campos, nas cidades, nas escolas, universidades, locais de trabalho, movimentos sociais e igrejas espalhadas por todo o Brasil. Compartilhamos as mesmas alegrias, preocupações e esperanças do povo brasileiro. E, por isso, defendemos a ampliação e aprofundamento de políticas públicas que tem feito diferença na vida do povo brasileiro, como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Brasil Sorridente, as Cozinhas Solidárias, a Nova Indústria Brasil, o Pé de Meia, o Gás do Povo, a Farmácia Popular, o Agora Tem Especialistas, o Sistema Único de Saúde (SUS), a Reforma do Imposto de Renda – isentando quem ganha até R$5 mil -, a Política Nacional de Cuidados, o Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, entre muitas outras medidas.
Entendemos que a fé cristã nos chama à oração e ao compromisso concreto com a vida, a justiça, a reconciliação, a paz e o cuidado da criação. A defesa da democracia, da justiça social, da Reforma Agrária; o enfrentamento à fome, a valorização do trabalho, a proteção dos mais vulneráveis fazem parte da mensagem de Jesus e da melhor tradição evangélica. Defendemos o fim da escala 6×1, o que representa qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras, além da defesa de um maior tempo de convivência familiar, essencial para a saúde mental e a organização do lar.
Reconhecemos também o papel das igrejas, das organizações comunitárias e das iniciativas de solidariedade que atuam diariamente nos territórios, periferias, campos e comunidades de todo o Brasil. São ações que promovem acolhimento, cuidado, esperança e fortalecimento dos vínculos sociais.
Nossa fé nos ensina que não podemos ser indiferentes ao sofrimento humano. Seguir Jesus Cristo significa cuidar da vida, promover a justiça, praticar a solidariedade e defender a dignidade de todas as pessoas.
Acreditamos que desenvolvimento econômico e justiça social devem caminhar juntos. Também entendemos que o desenvolvimento do Brasil precisa estar comprometido com a proteção do meio ambiente, o cuidado com a criação e a preservação das águas, das florestas e da biodiversidade. Cuidar da Casa Comum é cuidar do presente e das futuras gerações.
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. (Mateus 5:9)
Reconhecemos que a violência é uma das maiores preocupações do povo brasileiro. Defendemos políticas de segurança pública capazes de enfrentar o crime organizado, proteger as famílias, apoiar as vítimas da violência, fortalecer as instituições de segurança pública e promover uma cultura de paz, sempre com respeito à vida, aos direitos humanos e à dignidade da pessoa humana.
Defendemos de forma especial o enfrentamento de toda violência contra as mulheres e a promoção de relações baseadas no respeito, na igualdade e na dignidade.
Defendemos uma sociedade que proteja crianças, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, povos indígenas, comunidades tradicionais e todos os grupos historicamente vulneráveis ou excluídos. Acreditamos que uma nação mais justa é aquela que cuida especialmente daqueles que mais precisam de proteção e oportunidades e se opões a toda forma de discriminação, intolerância e racismo.
Defendemos a democracia e a soberania nacional como valores fundamentais da vida brasileira. A democracia garante direitos, protege liberdades, assegura a participação popular e permite a convivência respeitosa entre diferentes opiniões, crenças e visões de mundo. A soberania fortalece a capacidade do povo brasileiro de decidir seu próprio destino, proteger seus recursos estratégicos e construir um projeto de desenvolvimento comprometido com a justiça social e o bem comum. Defendemos igualmente a liberdade religiosa, princípio essencial para que todas as pessoas possam viver sua fé ou suas convicções com dignidade, respeito e liberdade.
Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. (Efésios 4:25)
Manifestamos preocupação com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos. O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade. A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum.
Nossa comunicação se fundamenta no respeito, no amor ao próximo e no compromisso com a verdade. Em nossas Igrejas, nossos irmãos e irmãs, precisam ter um amplo acesso às informações para que, como os cristãos de Bereia, possam examinar e verificar onde está a verdade. Como evangélicos afirmamos o nosso compromisso em compartilhar essas informações, utilizando as redes sociais de forma responsável, educativa e em diálogo com as particularidades denominacionais, geracionais e regionais.
Os governos do PT atuaram sempre de forma respeitosa e laica, defendendo o respeito a diversidade e a liberdade religiosa. Foi com o presidente Lula que foram sancionadas leis que garantem o direito de livre culto e a criação de igrejas. Ele também assinou decretos para o reconhecimento da música gospel como cultura e patrimônio nacional, além de instituir o Dia Nacional da Música Gospel, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica.
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1 Pedro 1:3)
Como evangélicas e evangélicos comprometidos com esses valores, reconhecemos os avanços alcançados pelo Brasil na reconstrução de políticas públicas, na geração de empregos, na redução da fome, na valorização da educação e da saúde e na ampliação das oportunidades para a população. Ao mesmo tempo, sabemos que ainda há muito a fazer para garantir plenamente os direitos sociais e elevar a qualidade de vida do povo brasileiro.
Como participantes de um encontro que refletiu sobre os desafios do Brasil e das eleições de 2026, entendemos que a participação política responsável faz parte do exercício da cidadania e do compromisso democrático. Por isso, estimulamos a presença ativa das evangélicas e dos evangélicos nos debates públicos, na formulação de propostas e na construção dos caminhos que definirão o futuro do país.
Nesse primeiro momento salientamos os seguintes tópicos para o plano de governo:
– Ampliação das políticas públicas voltadas a saúde integral da mulher, enfrentamento à violência e que tenha como foco em seu cuidado e acolhimento em relação à sua saúde física e mental.
– A questão das terras raras precisa ter como norte o desenvolvimento local e regional, a partir dos conhecimentos e estratégias existentes nas Universidades, Institutos e no território, visando o desenvolvimento social e a nossa soberania nacional.
– Em relação ao campo, defende-se o fortalecimento de políticas voltadas à agricultura familiar, como a política de Reforma Agrária, o PAA e o Plano Safra. Também salientamos a necessidade de ampliação dos quintais produtivos, com prioridade para as camponesas. Além de políticas voltadas para a irrigação de pequenas propriedades e fortalecimento da educação no campo, com creches e escolas de educação de tempo integral na zona rural.
– Criação de políticas voltadas para a juventude, com foco no primeiro emprego.
– Fortalecimento das políticas para pessoas com deficiência, com foco em ações de cuidado integral e de geração de renda.
– Garantia do acesso da população negra ao sistema de justiça.
Ao avaliarmos os desafios que permanecem e os avanços já conquistados, entendemos que o Brasil precisa continuar avançando. A redução das desigualdades, a valorização do trabalho, o fortalecimento dos serviços públicos, a proteção ambiental, a promoção da cultura de paz e a ampliação das oportunidades para o povo brasileiro exigem continuidade, compromisso democrático e participação popular.
Acreditamos que a esperança não é apenas um sentimento individual. A esperança popular se constrói coletivamente quando o povo participa da vida pública, amplia direitos, fortalece a democracia e trabalha para que ninguém seja deixado para trás.
Inspirados por esses valores, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um Brasil mais justo, solidário e inclusivo. A partir de uma avaliação cidadã, democrática e programática dos desafios do país, dos avanços alcançados e das tarefas ainda necessárias para garantir direitos, reduzir desigualdades e ampliar oportunidades, manifestamos nosso apoio à continuidade do projeto democrático e popular liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este compromisso não nasce do uso eleitoral da fé, pois compartilhamos do entendimento do próprio presidente de que não se deve “tirar proveito político de uma coisa sagrada”.
À medida que nos aproximamos das eleições de 2026, convidamos as igrejas, lideranças religiosas, movimentos populares, organizações da sociedade civil e toda a população brasileira a participar do debate público com liberdade, responsabilidade, respeito e esperança.
Seguimos acreditando em um Brasil onde a fé caminhe ao lado da justiça, a política esteja a serviço da vida, a democracia seja fortalecida, a soberania nacional seja respeitada, a criação seja cuidada, a verdade prevaleça sobre a mentira e a esperança seja mais forte do que o medo.
Que Deus abençoe o povo brasileiro, fortaleça nossa democracia, nossa soberania, inspire nossas orações e ações em favor do próximo e nos conduza pelos caminhos da fé, da justiça, da paz, da esperança e do bem comum.
Brasília, 08 de junho de 2026.
IV Encontro Nacional de Evangélicos do Partido dos Trabalhadores
Folha Gospel com informações de UOL, CNN, Globo, Carta Capital e PT