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Crianças no Laos são alfabetizadas com a Bíblia

Crianças com Bíblias nas mãos (Foto: Reprodução/Canva IA)
Crianças com Bíblias nas mãos (Foto: Reprodução/Canva IA)

Noy*, de 31 anos, é pai de dois filhos e cresceu em uma comunidade animista no Laos, onde rituais e magia negra fazem parte da rotina diária. A família de Noy seguia essas tradições ancestrais, acreditando que as oferendas aos espíritos trariam proteção e bênçãos.

Tudo mudou quando o avô de Noy, um dos únicos cristãos da comunidade, lhe apresentou o evangelho. Após as pregações e as orações do avô, toda a família deixou as crenças animistas e se converteu ao cristianismo em 2003.

Depois disso, o número de cristãos na comunidade cresceu rapidamente. Cerca de metade das famílias se tornaram cristãs, mas esse crescimento chamou a atenção das autoridades locais.

Os chefes do vilarejo ordenaram que todos os cristãos renunciassem à fé. Eles se recusaram a abandonar a Cristo, mas pagaram um alto preço por isso. Um dos primeiros alvos das autoridades foi o pai de Noy, um respeitado líder cristão na comunidade.

Seus vizinhos, sob ordens dos chefes do vilarejo, marcavam reuniões com ele, sempre oferecendo-lhe alguma bebida, em um plano para envenená-lo. Até que o plano funcionou e o líder cristão morreu envenenado.

“Não tenha medo”

O luto de Noy se transformou em determinação. Seu pai o ensinou a amar ao Senhor e permanecer firme na fé a todo custo. “Não tenha medo daqueles que matam o corpo, porque eles não podem matar o espírito”, repetia ele. Essas palavras se tornaram o alicerce de Noy.

Em 2010, policiais e membros da comunidade confiscaram animais, campos de arroz e plantações dos cristãos. Depois disso, as famílias cristãs foram excluídas dos registros do vilarejo, o que invalidava seus documentos e as impedia de usar serviços públicos, como hospitais.

Nem todas as famílias resistiram às pressões e algumas acabaram abandonando o cristianismo. “Apenas 11 famílias cristãs permaneceram na fé. A perseguição nunca tinha fim”, conta Noy. Ainda em 2010, soldados armados cercaram as casas dos cristãos e os ameaçaram, dizendo que, se não abandonassem a fé, seriam expulsos. Quando as famílias se negaram a desistir do Senhor, suas casas foram destruídas, uma após a outra.

Os cristãos foram expulsos do vilarejo e, nos anos seguintes, se viram obrigados a abandonar seus abrigos mais algumas vezes. Em 2024, Noy recebeu um direcionamento do Senhor em favor das crianças. No Laos, há escolas onde as crianças cristãs são obrigadas a sentar-se no chão ou até mesmo são proibidas de frequentar as aulas.

Pensando nisso, Noy começou a dar aulas de alfabetização para crianças sem acesso à educação, usando a Bíblia como base para o ensino do idioma. Recentemente, nossos parceiros locais conheceram seu ministério e doaram mesas e cadeiras para equipar a sala de aula de Noy.

  • * Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Cristão é solto após 11 anos de prisão na Coreia do Norte

Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Folha Gospel/Canva)
Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Folha Gospel/Canva)

Jang* é um cristão que vivia em Changbai, uma cidade chinesa próxima à fronteira com a Coreia do Norte. Antes de ser preso, ele era conhecido por oferecer ajuda humanitária aos cidadãos norte-coreanos que cruzavam a fronteira com a China em busca de comida, medicamentos e abrigo temporário. Além disso, Jang compartilhava sua fé em Jesus com aqueles que o procuravam regularmente.

O cristão foi visto pela última vez em novembro de 2014. Ao receber ligações de pessoas pedindo ajuda, ele foi a um rio próximo à fronteira para encontrar os necessitados, mas não voltou. Jang foi levado até a Coreia do Norte, onde foi sentenciado a 15 anos de prisão sob acusações de “difamação do regime” e “tentativa de incitar a subversão”, ambas embasadas em seu trabalho evangelístico entre os refugiados norte-coreanos.

Esse caso atraiu atenção internacional, especialmente após a morte do pastor Han Chung-Ryeol*, colega de ministério de Jang, em 2016. Recentemente, o Prisoner Alert reportou que Jang foi solto no dia 5 de novembro de 2025. Sua soltura é emblemática, pois indivíduos detidos por motivos religiosos raramente retornam para casa ou são libertos antes do fim da pena. De acordo com fontes locais, Jang está se recuperando ao lado de sua família na China, mas está mental e fisicamente exausto.

É sabido que três missionários sul-coreanos seguem presos na Coreia do Norte devido ao seu ministério próximo à fronteira. Eles estão na cadeia há anos, e o governo da Coreia do Norte não revelou nenhuma informação sobre o estado atual desses prisioneiros. Seus nomes nunca foram oficialmente divulgados.

A Portas Abertas estima que entre 50 mil e 70 mil cristãos norte-coreanos estejam presos em campos de trabalho forçado e prisões. A maioria foi presa apenas por possuir uma Bíblia, participar de algum culto ou entrar em contato com cristãos estrangeiros.

As condições de vida nesses campos e prisões são geralmente descritas como precárias e, geralmente, letais. Simon Lee*, da equipe da Portas Abertas na região, diz que “a liberdade de Jang deve nos incentivar a continuar orando. Não pensávamos que ele sobreviveria, mas ele voltou para casa. Vamos orar para que os muitos cristãos atualmente detidos também sejam soltos”.

Ajude os refugiados norte-coreanos 

Há outros cristãos que ainda hoje exercem ministério similar ao de Jang, de encontrar e socorrer refugiados norte-coreanos na China. Com sua doação, a Portas Abertas apoia ministérios como esse, oferecendo alimento, abrigo e cuidado pastoral para refugiados norte-coreanos. Contribua e seja parte da história de transformação dessas vidas

*Nomes alterados por segurança

Fonte: Portas Abertas

Nigéria: todos os cristãos que foram sequestrados em igrejas são libertados

Cristãos durante culto adorando a Deus em igreja queimada na Nigéria. (Foto: Imagem ilustrativa/Portas Abertas)
Cristãos durante culto adorando a Deus em igreja queimada na Nigéria. (Foto: Imagem ilustrativa/Portas Abertas)

Todos os mais de 170 cristãos sequestrados durante ataques a três igrejas em janeiro, na Nigéria, foram resgatados.

Na última quinta-feira (5), o governador do estado de Kaduna, Uba Sani, anunciou que as vítimas foram libertadas, segundo a AP News.

Ele não deu detalhes da operação. Para alguns analistas, as autoridades pagam resgates em troca da libertação em certas situações.

Os mais de 170 crentes foram raptados por homens armados em ataques simultâneos em três igrejas em Kaduna: Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA), igreja Querubins e Serafins e uma igreja católica.

O ataque em janeiro foi o mais recente sequestro em massa em meio a onda de violência de grupos extremistas na Nigéria.

Grupos armados da etnia fulani, de maioria muçulmana, atuam principalmente nas regiões norte e central do país, promovendo violência contra comunidades cristãs e realizando sequestros para exigir resgates.

Em dezembro de 2025, o governo norte-americano realizou ataques militares no estado de Sokoto, visando um grupo ligado ao Estado Islâmico na área.

A Nigéria ocupa o 5° lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, divulgada em janeiro pela Missão Portas Abertas.

A maioria dos 4.849 cristãos mortos no último ano eram nigerianos, segundo a Lista. No período analisado – entre 1 de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025 – a Nigéria permanece como o país mais letal para cristãos.

Dos 4.849 cristãos mortos no mundo por causa da fé no período analisado, 3.490 eram nigerianos — um aumento em relação aos 3.100 do ano anterior e 72% do total.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

Novo estudo esclarece por que as mulheres são mais religiosas do que os homens

Culto em uma igreja na América Latina (Foto: Pexels)
Culto em uma igreja na América Latina (Foto: Pexels)

As mulheres continuam a ser maioria em termos de crença e prática religiosa na maioria das sociedades, mesmo quando a fé promove papéis de gênero tradicionais que limitam suas liberdades sociais, econômicas e legais.

Esse paradoxo é explorado em uma nova pesquisa do professor Sascha Becker, da Universidade de Warwick, ao lado dos coautores Jeanet Sinding Bentzen, da Universidade de Copenhague, e Chun Chee Kok, da Université Catholique de Louvain.

O estudo, intitulado “Gênero e Religião: Uma Pesquisa” , foi publicado no Journal of Demographic Economics e surge em um momento de significado simbólico para o cristianismo, com a Igreja da Inglaterra nomeando sua primeira arcebispa de Canterbury.

Sintetiza décadas de pesquisa em economia, sociologia e psicologia para examinar duas questões interligadas: por que as mulheres são mais religiosas do que os homens e como a religião molda a vida das mulheres social e economicamente.

Com base em dados de pesquisas realizadas em todo o mundo, os autores confirmam um padrão consistente: as mulheres tendem mais do que os homens a se identificar com uma tradição religiosa, a orar regularmente e a descrever a fé como central em suas vidas diárias. Isso se mantém em diferentes países, culturas e na maioria das principais religiões.

“No entanto, os padrões de participação variam de acordo com o contexto religioso: enquanto as mulheres frequentam os cultos religiosos com mais frequência do que os homens em sociedades predominantemente cristãs, o inverso tende a ocorrer em contextos muçulmanos e judaicos”, afirmaram. 

A maior probabilidade de mulheres cristãs se envolverem em oração pode ser atribuída à “maior expressividade emocional das mulheres e aos seus papéis de cuidadoras”. 

O estudo analisa uma ampla gama de explicações propostas ao longo do tempo, uma delas com foco nos papéis econômicos. Pesquisas da década de 1970 sugeriram que a participação religiosa estava historicamente ligada à esfera doméstica, onde as mulheres passavam mais tempo.

Evidências de dados mais recentes sobre o uso do tempo apontam para níveis mais baixos de prática religiosa entre mulheres que trabalham fora de casa, reduzindo — mas não eliminando — a diferença entre os gêneros.

Outra explicação centra-se nas atitudes em relação ao risco. Já no século XVII, o filósofo Blaise Pascal argumentava que a crença em Deus era uma escolha racional porque não acarretava desvantagens em caso de erro e oferecia recompensa infinita em caso de acerto.

Pesquisas modernas mostram que as mulheres, em média, são mais avessas ao risco do que os homens, o que pode tornar a crença religiosa mais atraente.

As comunidades religiosas também funcionam como uma rede de segurança social, protegendo os indivíduos contra choques econômicos e pessoais.

Uma terceira perspectiva destaca o que chamam de “compensação pela privação”. Em sociedades onde as mulheres enfrentam barreiras ao status, ao emprego ou à influência pública, as comunidades religiosas podem proporcionar significado, reconhecimento e oportunidades de liderança que, de outra forma, lhes seriam negadas.

Os autores apontam para casos históricos, incluindo a Coreia do início do século XX, onde o envolvimento das mulheres na liderança cristã estava ligado a uma maior participação feminina na educação e na vida pública.

Outras explicações relacionam-se com o ciclo de vida e padrões sociais como gravidez, parto e cuidados, que muitas vezes estão associados a um envolvimento religioso mais profundo, enquanto a maior expectativa de vida das mulheres significa que elas estão mais representadas em faixas etárias mais avançadas e religiosas.

Constatou-se que as disparidades de gênero diminuem em consonância com os graus de modernização, secularização e igualdade de gênero. No entanto, o estudo revela que “a disparidade não desaparece completamente – mesmo em países altamente seculares, as mulheres continuam sendo mais religiosas do que os homens”.

“Os potenciais efeitos da socialização também são evidentes na forma como a religiosidade muda com o estado civil: estudos frequentemente constatam que mulheres casadas são mais religiosas do que mulheres solteiras, possivelmente porque o casamento e a maternidade elevam a expectativa social de envolvimento religioso (ser uma ‘boa mãe’ pode ser visto como algo que se alinha com a criação religiosa dos filhos)”, afirmou o estudo.

Os autores também destacam o papel da “concorrência secular”: os homens são mais propensos a substituir a participação religiosa por atividades comunitárias não religiosas — como esportes ou clubes sociais — especialmente quando estas competem com o tempo tradicionalmente dedicado ao culto.

Além de explicar a participação religiosa, a segunda metade do artigo examina como a própria religião afeta os resultados das mulheres.

Os pesquisadores se concentram em estudos que utilizam métodos empíricos rigorosos — como experimentos naturais, mudanças de políticas e intervenções randomizadas — para isolar os efeitos da religião de fatores culturais ou econômicos mais amplos.

As evidências mostram que a religião continua a influenciar uma ampla gama de resultados para mulheres e meninas. Isso inclui o acesso à educação, o momento do casamento, a participação no mercado de trabalho, os direitos reprodutivos, a fertilidade e até mesmo o nascimento de meninas em sociedades com forte preferência por filhos homens.

As ideias religiosas também moldam as leis e as políticas públicas, seja diretamente por meio da doutrina, seja indiretamente por meio de sua influência sobre os legisladores. O impacto, no entanto, não é uniforme, o que significa que a religião pode tanto reforçar a desigualdade quanto se tornar uma força para o empoderamento das mulheres.

Eles documentam casos em que movimentos religiosos apoiaram o avanço das mulheres, como as primeiras campanhas protestantes para promover a alfabetização, para que todos os fiéis pudessem ler as escrituras. No extremo oposto, o regime talibã no Afeganistão é um exemplo de como a religião pode ser usada para justificar a exclusão total de mulheres e meninas da educação.

O estudo também aponta para uma mudança geracional. A diferença entre a religiosidade de homens e mulheres é maior entre as gerações mais velhas e parece estar diminuindo entre os adultos mais jovens na Austrália, Europa e América do Norte.

Nesses países, os jovens estão se tornando mais religiosos, enquanto as jovens estão se afastando da religião organizada.

Parte dessa mudança tem sido associada ao crescimento de congregações que promovem ideias altamente patriarcais de masculinidade e formas de nacionalismo cristão.

O professor Becker afirmou: “Uma questão importante, sobre a qual as evidências estão apenas começando a surgir, é se a disparidade de gênero diminuirá à medida que as sociedades se modernizam e se secularizam, ou se fatores mais profundos continuarão a atrair as mulheres para a fé.”

Ele prosseguiu: “A participação das mulheres no mercado de trabalho formal, seus direitos reprodutivos e seus direitos e responsabilidades legais ainda são moldados abertamente por ensinamentos religiosos e indiretamente pela influência da fé sobre os legisladores.

“Nesse contexto, é claramente um enigma que as mulheres sejam, em média, mais religiosas do que os homens, apesar da maioria das religiões promover e consolidar normas patriarcais que lhes impõem custos e fardos significativos.”

Ele acrescentou: “Embora a pesquisa que analisamos ofereça explicações parciais, nenhuma teoria ou estudo isolado explica esse paradoxo.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Tribunal vai analisar processos contra a Turquia por classificar cristãos como ‘ameaça à segurança’

Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos abriu processos em 20 casos envolvendo cristãos impedidos de retornar à Turquia após serem considerados ameaças à segurança nacional. Os indivíduos, em sua maioria residentes estrangeiros, afirmam que tiveram a entrada ou residência negada unicamente por praticarem pacificamente sua fé.

Segundo o grupo de defesa jurídica ADF International, o governo turco tem usado códigos internos como “N-82” e “G-87” para emitir proibições de entrada ou negar a renovação de vistos a pelo menos 160 cristãos estrangeiros desde 2019.

A maioria das pessoas afetadas não tinha antecedentes criminais nem histórico de atividades ilícitas. Em vários casos, o único elo comum era o envolvimento público em cultos ou ministérios cristãos, incluindo pastores, professores e missionários.

O tribunal europeu comunicou formalmente os casos em uma ação conjunta, sinalizando que os casos são suficientemente semelhantes para serem examinados em conjunto. A Turquia foi solicitada a apresentar suas observações em resposta.

“O culto pacífico e a participação na vida da igreja não representam ameaças à segurança nacional”, afirmou Lidia Rider, assessora jurídica da ADF International.

David Byle, um pastor cristão que viveu na Turquia por 19 anos, estava entre os que foram forçados a deixar o país após serem marcados com um código. Outros incluem Pam e Dave Wilson, que serviram no país por quase quatro décadas, e um casal identificado como Rachel e Mario Zalma, que receberam a designação N-82 após participarem de uma conferência da igreja.

A ADF International afirmou que representa diretamente quatro requerentes nos processos e apoia quase todos os demais. O grupo também realizou oficinas com advogados turcos e apresentou artigos acadêmicos alegando violações sistêmicas dos direitos religiosos.

“Esses não são erros isolados ou decisões pontuais”, disse Kelsey Zorzi, diretora de Liberdade Religiosa Global da ADF International.

Cristãos estrangeiros de países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Coreia do Sul, América Latina e outras partes da Europa tiveram seus vistos negados ou foram deportados nos últimos anos. Muitos haviam vivido na Turquia com suas famílias por longos períodos e não possuíam antecedentes criminais ou processos judiciais pendentes.

O Relatório de Violações dos Direitos Humanos de 2024, da Associação das Igrejas Protestantes, documentou 132 pessoas arbitrariamente rotuladas com códigos de proibição de entrada, unicamente por causa de sua fé cristã. O relatório estimou o número total de afetados em 303.

O relatório também documentou múltiplos incidentes de violência, intimidação e discriminação contra cristãos em toda a Turquia.

Em dezembro, um indivíduo disparou tiros de um carro em movimento contra o prédio da associação da Igreja da Salvação em Çekmeköy e tentou remover a sinalização da igreja.

Também em dezembro, uma professora cristã de inglês em Malatya foi demitida do emprego sem explicações, depois que um funcionário da escola a advertiu sobre suas atividades religiosas e seus amigos estrangeiros. Sua queixa às autoridades locais foi rejeitada.

Em 2024, igrejas em Kayseri, Bahçelievler e Izmir sofreram incidentes de vandalismo, ameaças ou danos físicos. Outros casos incluíram a recusa de autorizações para distribuição de folhetos e o cancelamento de convites para eventos de Páscoa e Natal.

O relatório da associação protestante acrescentou que o abuso nas redes sociais contra líderes religiosos e membros das congregações também aumentou ao longo do ano.

Cristãos assírios “não têm chance de sobreviver”, afirma ativista

Cristãos no Sudão (foto representativa)
Cristãos no Sudão (foto representativa)

Um ativista da liberdade religiosa alerta que a comunidade cristã assíria no Oriente Médio “não tem chance de sobreviver” e fez duras críticas na sexta edição da Cúpula Internacional sobre Liberdade Religiosa, afirmando que “o Ocidente falhou repetidamente com os cristãos assírios”.

Durante um painel de discussão realizado na segunda-feira, intitulado “Vozes de comunidades religiosas subnotificadas em meio a conflitos”, especialistas debateram a situação crítica da liberdade religiosa em diversos países e fizeram um apelo por ajuda dos Estados Unidos, de países ocidentais e de organizações supranacionais como as Nações Unidas.

Karmella Borashan, do Conselho Internacional Assírio, falou sobre a situação difícil dos cristãos assírios, que, segundo ela, remonta à queda de Saddam Hussein em 2003 e à subsequente Guerra Civil Síria.

“Desde então, os assírios enfrentam perseguição sistemática e sutil tanto dos jihadistas quanto das forças curdas, cada um usando táticas diferentes, e na Síria, a falta de segurança e o colapso econômico afetam especificamente todos os sírios, especialmente os cristãos assírios, que são minoria”, disse Borashan. “Muitas aldeias que antes eram prósperas, agora permanecem praticamente desertas.”

“No Iraque, eles enfrentam ataques violentos de extremistas islâmicos”, acrescentou ela. “Sítios arqueológicos assírios com mais de 3.000 anos estão sendo vandalizados.”

Borashan lamentou a existência de “leis contra minorias” que “convertem crianças ao islamismo à força”. Ela insiste que os cristãos assírios “não têm chance de sobreviver”.

“O cristianismo está desaparecendo do Oriente Médio e os cristãos estão à mercê dos perpetradores”, detalhou Borashan. “Antes tínhamos 1,5 milhão de cristãos, agora temos menos de 300 mil.”

O ativista proclamou que o que o Oriente Médio precisa “é de pluralismo para estabelecer as bases da democracia”.

“Os cristãos assírios já foram uma parte próspera e integral do Iraque, Irã, Síria e Turquia, membros respeitados da sociedade com uma fé cristã de mais de 2.000 anos quando Jesus veio”, disse ela. “Eles têm uma história de mais de 6.000 anos. O Ocidente falhou repetidamente com os cristãos assírios no Oriente Médio, abandonando-os às potências dominantes que os perseguiram e massacraram por gerações.”

Sudão

Kamal Fahmi, do grupo de defesa Set My People Free, detalhou os desafios enfrentados pelas minorias religiosas no Sudão, um país assolado por uma guerra civil desde 2003. O Sudão ocupa o quarto lugar no ranking dos países com pior perseguição a cristãos na Lista Mundial de Vigilância 2026 da Portas Abertas, onde os convertidos do islamismo frequentemente enfrentam rejeição de suas famílias, ameaças e violência.

“Temos um número considerável de vítimas que foram executadas ou mortas por suas comunidades por terem abandonado o Islã”, disse Fahmi. “Na maioria das vezes, elas precisam deixar o país para ir para outro lugar. E mesmo quando saem do país, infelizmente, mesmo dentro do sistema da ONU, não conseguem realocação facilmente.”

“Agora, com a insegurança, com o golpe militar, com os conflitos entre as duas facções, os ex-muçulmanos estão muito vulneráveis”, alertou ele. “E, infelizmente, isso não é percebido internacionalmente, e ninguém está trabalhando para realmente impedir isso. Eles encaram isso como uma lei intransponível, que não pode ser mudada. E temos muitas pessoas sofrendo.”

Embora um governo civil tenha se consolidado em 2019, Fahmi lamentou que um golpe militar “tenha retirado essas liberdades novamente”. A guerra resultou em “14 milhões de deslocados”, disse ele, incluindo 10 milhões que foram deslocados dentro do país e 4 milhões que foram deslocados para fora do país.

“Nem mesmo a ONU consegue ajudar os deslocados em outros países e dentro do próprio país porque não tem recursos financeiros. Muitas pessoas estão passando fome, mas ninguém fala sobre isso”, explicou. “Hoje, o Sudão está sofrendo e o mundo está em silêncio. Fala-se muito sobre outros países, mas o Sudão não é mencionado, e até mesmo a realocação de pessoas é muito difícil.”

Iémen

Keyvan Ghaderi, da fé bahá’í do Iêmen, descreveu como foi preso por suas crenças no Iêmen em 2008 e libertado após quatro meses.

“Na prisão, nossa fé foi testada como… nunca antes”, afirmou ele. “A maioria dos detentos nunca tinha ouvido falar da fé Bahá’í.”

“No início, nos chamavam de infiéis e nos tratavam com suspeita e desprezo. Recusavam-se a falar conosco ou a compartilhar comida. Com o tempo, porém, alguns deles insistiram em comer e… conversar conosco para quebrar as regras da prisão”, acrescentou. “Liberdade religiosa e igualdade de direitos não são ideias abstratas. São os alicerces de uma sociedade justa e harmoniosa. Para o Iêmen, esses princípios não são apenas urgentes, mas essenciais para a cura e a reconstrução de uma nação dilacerada por conflitos e divisões.”

A organização Portas Abertas, que classifica o Iêmen como o terceiro pior país em termos de perseguição a cristãos, afirma que os perigos enfrentados pelas minorias religiosas no Iêmen “continuam a aumentar em meio a uma onda implacável de conflitos, extremismo e colapso econômico”. O Iêmen não permite que grupos não islâmicos se registrem formalmente, e locais de culto não muçulmanos não são autorizados há anos, observa a organização.

“A descoberta da fé cristã pode ser fatal, pois no Iêmen a apostasia é legalmente punível com a morte”, explica a organização Portas Abertas. “Os fiéis também podem sofrer de outras maneiras, incluindo divórcio e separação dos filhos. O Estado de Direito fragmentado e frágil do Iêmen só aumenta os perigos enfrentados pelos cristãos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Perseguição aos cristãos aumenta perto das eleições em Bangladesh 

Igreja doméstica em Bangladesh (Foto representativa: Portas Abertas)
Igreja doméstica em Bangladesh (Foto representativa: Portas Abertas)

A perseguição aos cristãos em Bangladesh tem aumentado significativamente à medida que o país se aproxima das eleições, previstas para 12 de fevereiro de 2026. No Norte do país, uma série de ameaças, falsas acusações e intimidações contra evangelistas e famílias cristãs afetam os seguidores de Jesus, especialmente os cristãos de origem muçulmana.

Mamun*, um evangelista local e parceiro local da Portas Abertas foi ameaçado em meados de janeiro deste ano. Líderes islâmicos que administram um dos maiores grupos de mídia social em sua região divulgaram acusações falsas de que pessoas estão sendo convertidas ao cristianismo em troca de dinheiro.

Um dos líderes desse grupo visitou a casa de Mamun, o ameaçou e exigiu que ele interrompesse imediatamente seu trabalho evangelístico e encerrasse a igreja doméstica que lidera.

Em busca de proteção, Mamun procurou a delegacia local para registrar uma queixa. Porém, antes mesmo que pudesse falar, o policial informou que já havia uma denúncia do líder contra o cristão e advertiu Mamun a “ser mais cuidadoso do que nunca”, em vez de oferecer proteção.

Cristãos assustados deixam de ir à igreja

“Os membros de nossa igreja estão vivendo com medo. Muitos só saem de casa quando é absolutamente necessário, e a frequência na nossa igreja doméstica diminuiu. Por favor, orem por nossa segurança.”, disse o Evangelista Mamun

Mamun lembrou que, em novembro de 2025, autoridades locais já haviam alertado evangelistas e pastores sobre a atuação de um grupo fundamentalista armado, uma ameaça que nunca foi neutralizada. Agora, com as novas intimidações, o medo entre os cristãos da região aumentou ainda mais.

Quinze famílias cristãs são pressionadas a renunciar à fé

Em um vilarejo próximo, integrantes de um partido político islâmico visitaram casas de cristãos durante o dia, quando a maioria dos homens estava trabalhando, e ameaçaram pelo menos 15 famílias, exigindo que renunciassem à fé se quisessem permanecer na comunidade.

“Eu tinha apenas 4 kg de arroz em casa, e separei 1,5 kg para uma família de cristãos que não tinha nada para comer. Deus vê nossa luta. Já disse à minha esposa e filhos que não registrem queixa alguma, mesmo que eu seja morto. Orem por nós, para que permaneçamos fiéis a Cristo até o fim”, relatou o pastor local Saiful*.

Parceiros locais da Portas Abertas oferecem apoio emergencial

O parceiro local da Portas Abertas permanece ao lado de Mamun, Saiful e das famílias afetadas orando com elas, compartilhando suas dores e fornecendo auxílio emergencial com alimentos. Em meio ao medo e à instabilidade, irmãos e irmãs em Cristo buscam refúgio na fidelidade de Deus.

Clique aqui e saiba mais sobre os projetos da Portas Abertas e como apoiar cristãos perseguidos com ajuda para os que mais precisam.

  • * Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Pastor, filha e genro assassinados no estado de Plateau, Nigéria

Cristãos orando na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Cristãos orando na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

No mês passado, terroristas fulani assassinaram um pastor, sua filha e o marido dela, deixando o bebê de três meses do casal com um ferimento de facão, no estado de Plateau, na Nigéria.

A família cristã foi emboscada enquanto viajava pela rodovia Jos-Barkin Ladi em direção a uma vila no condado de Barkin Ladi, em 16 de janeiro, informou a Sociedade Missionária Evangélica (EMS) da Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Nações (ECWA) em um comunicado.

O reverendo Bulus Madaki, um paramédico, sua filha e seu genro foram mortos no ataque, enquanto a neta sofreu um corte de facão na cabeça e foi dada como morta, mas sobreviveu.

“Na Nigéria, o evangelho é frequentemente pregado ao custo de sangue e lágrimas, o sangue e as lágrimas de missionários que escolhem seguir a Cristo, não importa o preço”, declararam os líderes da EMS.

O pastor Madaki havia servido na Missão Janta 2, no Conselho Distrital de Igrejas (DCC) de Zagun, e recentemente foi transferido para o DCC de Gwol; ele foi morto na ponte Kassa-Nding, no condado de Barkin Ladi, disseram as autoridades.

“Ele foi morto junto com sua filha casada e seu genro por terroristas fulani assassinos. Eles estavam a caminho de sua nova missão. Nunca chegaram ao destino”, declararam os líderes. “Sua neta, uma bebê de 3 meses, sobreviveu ao ataque com um grave traumatismo craniano. Ela agora vive como órfã, tendo perdido o pai, a mãe e o avô em um único e violento momento.”

O ataque evidencia a dura realidade das missões na Nigéria, afirmaram.

“As missões na Nigéria estão crescendo, mas o perigo que as acompanha é real, brutal e persistente”, afirmaram. “Apesar deste ataque, ele é uma prova concreta de que estamos vencendo e que almas estão sendo ganhas para Cristo em meio a um período turbulento.”

Membros da ECWA disseram ao Christian Daily International-Morning Star News que a perseguição aos cristãos continuará servindo como catalisador para a propagação do evangelho.

“Oramos para que possamos fazer mais, a perseguição nunca terminará e, portanto, a evangelização também nunca terminará”, disse Cletus Ali, membro da ECWA. “Oramos por eles [os terroristas] e acreditamos que um dia receberão a salvação e se tornarão parte de nós.”

Ayoola Abejide, outro membro da ECWA, pediu a Deus que lhe desse graça para proclamar o evangelho apesar da perseguição e da morte.

“Que Deus intervenha e traga vingança sobre os inimigos do evangelho e nos dê descanso”, disse Abejide. “Nenhum recuo, nenhuma rendição. Nada nos separará do amor de Cristo. Que Deus console a igreja e toda a família.”

Lydia Mark, membro da ECWA, disse que Deus fala em todas as situações.

“Ele está falando neste exato momento sobre esta situação atual”, disse Mark. “Que Deus nos conceda a graça necessária para crer, mesmo quando não o ouvimos claramente enquanto fala em nome de Jesus. Pedimos consolo divino.”

De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026 (LMP) da Portas Abertas, mais cristãos foram mortos na Nigéria do que em qualquer outro país entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025. Dos 4.849 cristãos mortos em todo o mundo por causa de sua fé durante esse período, 3.490 – 72% – eram nigerianos, um aumento em relação aos 3.100 do ano anterior. A Nigéria ocupa o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Com milhões de habitantes espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os fulanis, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de diversas linhagens que não sustentam visões extremistas, mas alguns fulanis aderem à ideologia islâmica radical, conforme observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020 .

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atacar cristãos e símbolos importantes da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria afirmaram acreditar que os ataques de terroristas pastores Fulani contra comunidades cristãs na região central do país são motivados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o islamismo, já que a desertificação tem dificultado a criação de seus rebanhos.

Na região Centro-Norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no Nordeste e Noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, sobretudo cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de ataques, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, de acordo com o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, o Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou o LMP. O Lakurawa é afiliado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na lista LMP de 2026 dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Um cristão é morto a cada duas horas na África Subsaariana

Igreja incendiada na Nigéria (Foto: Reprodução)
Igreja incendiada na Nigéria (Foto: Reprodução)

A África Subsaariana continua sendo a região mais violenta do mundo para cristãos, segundo a Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026, divulgada pela Portas Abertas.

Entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, 93% das mortes relacionadas à fé cristã no mundo registradas pela LMP 2026 ocorreram ali.

Das 4.849 mortes registradas globalmente no período, 4.491 aconteceram em países da África Subsaariana, o que resulta em um cristão morto a cada 1,95h.

Nigéria: epicentro da violência

A Nigéria se destaca como o principal foco da violência contra cristãos, sendo responsável por aproximadamente 70% de todas as mortes registradas no último ano. No entanto, a crise é mais ampla, afetando 14 dos 50 países que compõem a LMP 2026, sinalizando um cenário de insegurança generalizada.

Jo Newhouse, porta-voz da Portas Abertas para a África Subsaariana, descreveu o cenário como “profundamente preocupante”, afirmando que “cristãos vivem sem estabilidade, carregando cicatrizes físicas, econômicas e emocionais por causa do perigo constante, das mortes, da destruição e dos deslocamentos”.

Um panorama da violência contra cristãos

Os assassinatos, embora chocantes, são apenas uma faceta da intensa perseguição:

Oito dos dez países com maior número de igrejas e propriedades cristãs destruídas ou confiscadas estão na África Subsaariana.
Quase 90% dos 3.302 cristãos sequestrados no período são originários da região.
Nigéria e República Democrática do Congo concentram quase metade dos casos de violência sexual contra cristãos.
Mais de 165 mil cristãos foram forçados a abandonar seus lares na África Subsaariana.
Esses números pintam um quadro sombrio da realidade enfrentada pelos cristãos na região.

A fé que resiste à adversidade

Apesar da brutalidade e das perdas, os dados da LMP 2026 também revelam a resiliência e a força da fé que persiste diante da dor e da violência extrema. A igreja na África Subsaariana, embora ferida, permanece ativa e vibrante.

Testemunhos notáveis emergem em meio ao sofrimento. O pastor Zachariah, da Nigéria, que perdeu sua esposa e filho em um ataque, expressa um desejo de perdão: “Estou pedindo a Deus que os perdoe, e que eles entrem no Reino de Deus”. Sua declaração reflete um espírito de reconciliação em meio à tragédia.

Em Burkina Faso, Martine*, outra cristã que perdeu o pai e familiares, afirma sua confiança inabalável: “A partir de agora, o Senhor cuidará da minha vida de dia e de noite. Não tenho mais ninguém a quem levar meus problemas”. Essas histórias ressoam com o encorajamento bíblico de 1 Pedro 4:14, demonstrando que a igreja na África Subsaariana, mesmo ferida, não está silenciada, mas continua a professar sua fé com notável profundidade.

*Nomes alterados por segurança.

Folha Gospel com informações de Portas Abertas

Igrejas pedem proteção contra prisões de imigrantes em locais de culto

Policial do ICE perto de uma igreja nos EUA (Foto: Folha Gospel/Canva IA)
Policial do ICE perto de uma igreja nos EUA (Foto: Folha Gospel/Canva IA)

Uma coalizão de igrejas americanas, incluindo congregações episcopais, presbiterianas e menonitas, tomou medidas legais numa tentativa de manter os locais de culto sagrados contra detenções relacionadas com a imigração

Os 26 demandantes compareceram ao Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito de D.C. em 5 de fevereiro, argumentando que a remoção das proteções para “locais sensíveis” pelo governo Trump tem dissuadido os fiéis. As proteções, que anteriormente protegiam igrejas, escolas e hospitais de operações de fiscalização de imigração, foram revogadas no ano passado, levando a uma ação judicial contra o Departamento de Segurança Interna.

O recurso não pode contestar o mérito da política em si, mas se concentra em determinar se as igrejas enfrentam uma ameaça credível e têm direito a proteção preliminar enquanto o processo é julgado. Um juiz distrital decidiu anteriormente que os demandantes não haviam demonstrado uma “ameaça credível” que justificasse uma liminar.

Kelsi Corkran, advogada dos demandantes, disse ao tribunal: “No momento, os fiéis ausentes estão perdendo uma das coisas mais importantes de sua prática religiosa, que é poder participar de orações em grupo, cultos em grupo e comunhão”.

Michael Talent, representando o Departamento de Segurança Interna, argumentou que as preocupações deles eram meramente “abstratas” e antecipavam apenas “danos futuros prováveis”, portanto não justificavam uma ação judicial.

No entanto, a Igreja Episcopal deu exemplos de como suas congregações foram afetadas pela repressão do ICE. Entre eles, estavam autoridades locais estacionando do lado de fora dos cultos e tentando prender fiéis sem documentos que saíam da igreja. Em outra congregação, agentes federais apareceram do lado de fora do banco de alimentos, fotografando as pessoas na fila. De acordo com o Episcopal News Service, várias congregações recorreram a colocar membros nas portas de suas igrejas para vigiar os agentes de imigração.

Se o tribunal de apelação decidir que as igrejas têm legitimidade, o caso retornará ao tribunal distrital para novas alegações.

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

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