Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)
O governo de Daniel Ortega, na Nicarágua, anunciou o fechamento de cerca de 1.500 organizações não governamentais (ONGs), nesta segunda-feira (19), sendo a maioria com vínculos religiosos. A decisão foi publicada no diário oficial e justificada pela falta de prestação de contas financeiras das ONGs, que variam de um a 35 anos.
Todos os bens das organizações serão confiscados pelo Estado. A iniciativa marca um novo episódio na crescente tensão entre o governo e as entidades religiosas no país.
Essa medida ocorre em meio a uma crescente onda de perseguições religiosas que tem causado preocupação na comunidade internacional. Desde dezembro de 2023, pelo menos 13 sacerdotes, incluindo um bispo, foram presos na Nicarágua.
A advogada Martha Molina, especialista em questões da Igreja nicaraguense, relatou que desde 2018, a Igreja Católica no país sofreu 740 ataques, com 176 sacerdotes e religiosos sendo expulsos ou impedidos de retornar. “Podemos considerar este último ano como o mais violento para a Igreja no último quinquênio”.
Desde que Ortega começou a enfrentar intensos protestos populares em 2018, mais de 5 mil organizações foram fechadas. A decisão de segunda-feira também reflete o endurecimento do governo em relação às organizações religiosas, com entidades ligadas principalmente à Igreja Católica denunciando a perseguição a párocos e líderes opositores.
Desde 2018, a relação entre a Igreja Católica e o governo de Ortega tem se deteriorado. Naquela época, o presidente acusou os líderes religiosos de apoiar os opositores durante os protestos, que resultaram em mais de 300 mortes, conforme relatado pela ONU.
Além das tensões internas, o governo da Nicarágua enfrenta também conflitos diplomáticos, incluindo a recente expulsão do embaixador brasileiro Breno Souza da Costa. Em retaliação, o governo brasileiro expulsou a chefe da embaixada nicaraguense em Brasília, Fulvia Patricia Castro Matus, exacerbando ainda mais a relação entre os dois países.
Surgiu oposição à proposta do Ministério de Assuntos Religiosos da Indonésia de acabar com o papel de um órgão dominado por muçulmanos que tem complicado os esforços de religiões minoritárias para construir locais de culto.
O vice-presidente da Indonésia alertou na semana passada contra o esforço para acabar com o papel do Fórum de Harmonia Inter-religiosa (Forum Kerukunan Umat Beragama, ou FKUB), dominado por muçulmanos. O vice-presidente Ma’ruf Amin, cujo mandato termina em outubro, disse a repórteres em 7 de agosto que o ministro de assuntos religiosos não deveria ter feito a proposta.
“A regra de estabelecer casas de culto é um acordo dos conselhos religiosos”, disse ele.
Ma’ruf Amin disse que o Ministério de Assuntos Religiosos deveria rever a base das recomendações da FKUB para estabelecer locais de culto, dizendo que as autoridades do ministério deveriam ouvir as partes envolvidas na formulação do regulamento.
“Primeiro, dê uma olhada nas razões para o que e por que a regulamentação ocorreu — há razões pelas quais a regulamentação foi feita”, ele disse. “E ouça muitas opiniões daqueles envolvidos naquela época.”
Ma’ruf Amin ajudou a estabelecer o papel do FKUB.
“O acordo foi feito depois de quatro meses e em 11 reuniões”, ele teria dito. “Lembro que fui eu quem deu à luz a ele. A partir dos resultados dessas discussões, um acordo foi feito e então declarado como uma regulamentação conjunta do ministro da religião e do ministro dos assuntos internos.”
O Ministro de Assuntos Religiosos da Indonésia, Yaqut Cholil Qoumashad, anunciou que o governo estava planejando mudar as regulamentações para a construção de locais de culto para facilitar o estabelecimento de grupos religiosos minoritários, de acordo com o detik.com.
Falando no Diálogo Nacional e Reunião Nacional de Trabalho do Movimento Cristão da Grande Indonésia (Gekira), no Hotel Bidakara, em Jacarta, em 3 de agosto, Yaqut disse que, sob os novos regulamentos, apenas recomendações para construção de prédios de culto por filiais locais do Departamento de Assuntos Religiosos seriam consideradas.
“O governo, para mostrar sua presença entre os grupos religiosos minoritários, considera que a recomendação para o estabelecimento de uma casa de culto é suficiente apenas com o ministério da religião, e a partir de agora revoga o papel do FKUB”, disse Yaqut.
Afirmando que levar em consideração as recomendações do FKUB complica os esforços das comunidades religiosas minoritárias para construir locais de culto, Yaqut então prometeu que os regulamentos seriam emitidos em breve.
Há dois requisitos na lei atual que os grupos religiosos devem cumprir, disse ele.
“É claro que isso dificulta para todos vocês, especialmente quando há muitos muçulmanos e a maioria lá”, disse Yaqut. “Ontem, o ministro coordenador de assuntos políticos, legais e de segurança concordou conosco e com o ministro de assuntos internos para que isso se tornasse um regulamento presidencial. Então, em um momento, espero que o estabelecimento dessas casas de culto não seja mais difícil.”
O apelo de última hora do vice-presidente do governo de Joko Widodo, no entanto, preocupou Bonar Tigor Naipospos, vice-presidente da organização de direitos humanos Setara Institute for Democracy and Peace, que disse estar preocupado que a rejeição atrasasse a implementação do novo regulamento.
“O problema é que a declaração de Ma’ruf Amin pode representar um grande poder por trás dele — o poder dos islâmicos que nem sempre estão alinhados com os indonésios moderados”, disse Bonar ao Morning Star News.
Ma’ruf Amin é o líder do Majelis Ulama Indonesia (Conselho Ulema Indonésio, ou MUI), o principal órgão acadêmico islâmico do país, que tende a ser conservador.
Ma’ruf foi uma figura-chave em várias fatwas emitidas pelo MUI que promovem a intolerância e alimentam violações dos direitos constitucionais de minorias por grupos de vigilantes, disse Bonar. Essas fatwas incluem decisões contra o secularismo, o pluralismo e o liberalismo religioso em 2005, a heresia de Ahmadiyah em 2008 e a blasfêmia contra o Alcorão e os clérigos no discurso de Basuki Tjahaja Purnama (Ahok) em 2016.
Bonar disse que muitas das opiniões de Ma’ruf Amin e do MUI impedem o avanço e o cumprimento dos direitos constitucionais de grupos minoritários.
Apoio cristão
Duas importantes organizações indonésias que abrigam centenas de denominações cristãs responderam positivamente às novas regulamentações.
O chefe da Comunhão das Igrejas da Indonésia (Persatuan Gereja Indonesia, ou PGI), pastor Gomar Gultom, disse que a política proposta está alinhada com a proposta de longa data que a PGI apresentou ao presidente Widodo, ao ministro de Assuntos Religiosos Yaqut e ao ministro de Assuntos Internos Tito Karnavian.
“É extremamente absurdo que a autoridade do estado para conceder ou não uma licença para estabelecer uma casa de culto possa ser cancelada por recomendação da FKUB, embora não seja um aparato estatal”, disse Gomar ao CNNIndonesia.com em 4 de agosto.
Ele acrescentou, no entanto, que duvidava que a mudança tornasse mais fácil estabelecer locais de culto.
“Mas, de qualquer forma, a nova regulamentação é um esforço para cumprir o mandato do Artigo 29 da Constituição de 1945”, disse ele.
O presidente do Instituto Setara concordou.
“Vejo a medida como compatível com o sistema de diversidade da Indonésia, que consiste em várias identidades e crenças religiosas”, disse Hendardi, que atende por um único nome, na última terça-feira.
Setara há muito tempo pressiona o governo a simplificar o processo de estabelecimento de locais de culto e a tomar medidas progressivas para eliminar disposições discriminatórias no decreto conjunto que causaram dificuldades para religiões minoritárias obterem licenças de construção, de acordo com Hendardi.
A Conferência Episcopal da Indonésia (Konperensi Wali Gereja Indonesia, ou KWI) declarou que aprecia o plano, dizendo que ele simplificaria a burocracia. A KWI também pediu ao Ministério de Assuntos Religiosos para revisar outros requisitos para a construção de casas de culto, além de revogar a recomendação da FKUB.
A Indonésia ficou em 42º lugar na Lista Mundial da Perseguição, que mostra os 50 países onde é mais difícil ser cristão, da organização de apoio cristão Portas Abertas 2024. A sociedade indonésia adotou um caráter islâmico mais conservador, e as igrejas envolvidas em evangelismo correm o risco de serem alvos de grupos extremistas islâmicos, de acordo com o relatório da WWL
Folha Gospel com texto original publicado por Morning Star News
Sexta-feira marcou o aniversário de um ano de violência contra cristãos em Jaranwala, quando mais de 20 igrejas e pelo menos 85 pessoas foram saqueadas por uma multidão.
As igrejas queriam marcar o aniversário realizando cultos, mas a instituição de caridade católica Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) disse que foram advertidas pelas autoridades a não fazê-lo.
O padre Yaqub Yousif, pároco de Jaranwala, disse que os cristãos da área se sentem “assustados”.
“As pessoas estão perturbadas com a falta de justiça”, disse ele.
“Eles se sentem muito inseguros. Se as instituições responsáveis por prover justiça não podem ajudar, o que as pessoas podem fazer como minorias fracas?”
Apesar da escala da devastação cometida em 16 de agosto de 2023, os cristãos estão chateados porque ninguém foi responsabilizado e alguns se sentem tentados a resolver o problema por conta própria.
O bispo Indrias Rehmat de Faisalabad disse: “As pessoas estão assustadas e sem esperança porque até agora não lhes foi feita justiça.
“Algumas pessoas estão com raiva e querem agitar.
“Eles exigem que ajamos por justiça, mas o que podemos fazer? A justiça só pode ser dada pelo governo. Os culpados estão, em sua maioria, soltos sob fiança e isso está perturbando a comunidade.”
Embora 305 tenham sido presos pelas atrocidades, a Comissão Nacional de Justiça e Paz (NCJP) da Igreja Católica diz que apenas cinco continuam atrás das grades.
Apenas uma pessoa foi sentenciada em conexão com a violência, e esse foi um homem cristão, Ehsan Shan. Ele foi sentenciado à prisão perpétua por blasfêmia após ser considerado culpado de compartilhar uma imagem blasfema nas redes sociais que desencadeou a violência.
O padre Yousif expressou ceticismo sobre a condenação de Shan: “Gostaria de deixar claro que os cristãos nunca pensam em desrespeitar o Alcorão ou o profeta e não veem absolutamente nenhum valor em atos de profanação.”
Cristãos que inicialmente tentaram processar os perpetradores da violência foram intimidados a desistir de suas acusações, relata a ACN.
O padre Boniface ‘Bonnie’ Mendes, um padre sênior da diocese de Faisalabad, compartilha o sentimento de pesar sobre a falta de justiça um ano depois. Visitando os escritórios da ACN no Reino Unido recentemente, ele disse que os cristãos sentem cada vez mais que querem deixar o país e que o governo paquistanês tem que compartilhar parte da culpa.
“A justiça não foi feita nos últimos 12 meses. As pessoas certas deveriam ter sido sentenciadas, mas isso não aconteceu”, disse ele.
“O governo tem sido tão fraco. Ele tem medo de agir. Sentimos cada vez mais que o governo está impotente. Isso significa que a comunidade cristã tende a ficar cada vez mais voltada para si mesma e quer deixar o país.”
O diretor executivo do NCJP, Naeem Youssif Gill, descreveu algumas medidas práticas que podem ser tomadas para proteger os cristãos.
“A justiça deve ser implementada com espírito de justiça, igualdade e baseada na lei”, disse ele.
“Medidas como acabar com a provocação por meio de alto-falantes, proibir grupos extremistas e apreender literatura que incite o ódio devem ser intensificadas e avaliadas, e seu sucesso deve ser garantido.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Na última quarta-feira (14), o instituto “M&R Consultores” apresentou os resultados da primeira pesquisa de filiação religiosa chamada “Crenças e Práticas” na América Latina. O estudo revela que a população está dividida em três grupos: católicos, evangélicos e crentes não denominacionais.
O estudo corresponde ao primeiro semestre de 2024 e foi realizado em 16 países latino-americanos, com um total de 9.993 pessoas entrevistadas.
Raúl Obregón, presidente do instituto de pesquisas, observou que esta pesquisa é realizada na Nicarágua há cinco anos e agora se expandiu para vários países da América Latina.
Obregón destacou que na Nicarágua, o catolicismo em 1950 atingia 95% da população, mas em 2024 diminuiu para 30%.
A pesquisa indica que 36,2% dos entrevistados declararam ser católicos; 31% não são afiliados; e 27,7% se identificam como evangélicos ou protestantes. Além disso, 5,1% de pessoas se autodenominam não crentes (agnósticos ou ateus).
“O país com maior população que se identifica ou adere ao protestantismo é Honduras, que tem 44,6%; seguido pela Nicarágua, com 39,7%; na Costa Rica, ainda há mais católicos, mas os protestantes estão se aproximando, e o mesmo acontece na República Dominicana”, explicou Obregón.
Outros dados
Dentre os entrevistados, 64% afirmam ter crescido no catolicismo. No entanto, hoje, 27,8% desses 64% emigraram do catolicismo, com 14,1% se tornando protestantes, 12,7% crentes não denominacionais e 1% para os não-crentes, em toda a região latino-americana.
“26,6% dos entrevistados dizem que nasceram evangélicos ou protestantes, mas houve uma imigração de 1,1%, então cresceram; e isso vem do catolicismo, 0,9% e 0,2% de crentes não denominacionais”, afirmou Obregón.
O gerente geral da M&R Consultores explicou que, em termos de participação religiosa, “categorizamos como devotos, aquelas pessoas que são assíduos nos seus cultos religiosos, que frequentam a igreja três ou mais vezes por semana e que também participam no movimento da sua igreja”.
E continuou: “No caso dos católicos, 17,2% deles se consideram devotos; no caso dos evangélicos, 57,8%, quase 6 em cada 10 têm mais participação”.
Sobre a leitura da Bíblia, 26,6% dos latino-americanos entrevistados afirmam ter lido a Bíblia: entre os católicos, 23,2%; Protestantes, 54,2%; crentes não denominacionais, 10,2%. Segundo o estudo, no catolicismo a menor porcentagem de leitura da Palavra de Deus.
Fonte: Guia-me com informações de Evangelico Digital
Os evangélicos representam uma parcela muito menor da população dos Estados Unidos do que o esperado devido a um mal-entendido do termo, afirma um novo relatório de pesquisa, descobrindo que a falta de uma cosmovisão bíblica uniforme entre os evangélicos tem implicações negativas.
O Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, liderado pelo veterano pesquisador evangélico George Barna, divulgou a quarta edição do seu Inventário de Visão de Mundo Americana 2024 na semana passada.
O relatório, com foco em “As limitações do evangelicalismo cristão na sociedade americana”, concluiu que “os evangélicos são muito menos numerosos do que normalmente é relatado, muitas vezes são muito menos bíblicos em seu pensamento do que se poderia supor e tendem a votar em números muito menores do que o esperado”.
Os dados do relatório são baseados no American Worldview Inventory, uma pesquisa com 2.000 adultos conduzida pela Arizona Christian University em janeiro de 2024. O Cultural Research Center (CRC) estima que os evangélicos constituem 10% dos adultos nos EUA, entre 25 e 30 milhões de pessoas.
O relatório usa a definição de evangélicos da Associação Nacional de Evangélicos como “pessoas que reconhecem sua vida pecaminosa, confiam em Jesus Cristo para sua redenção e recebem orientação prática de vida e sabedoria da Bíblia em sua busca para viver sob o senhorio de Jesus” e vincula dados do Inventário de Visão de Mundo Americana.
O relatório contrastou suas descobertas com estimativas frequentemente citadas que colocam a parcela evangélica da população dos EUA em 25% a 40% e sugeriu que outros relatórios dependem fortemente de autorrelatos, o que resulta na contagem de pessoas que apenas se descrevem como evangélicas, mesmo que não atendam aos critérios.
“Os relatos da mídia geralmente enganam os leitores ao divulgar dados que representam evangélicos autodeclarados, a maioria dos quais não atende ao tipo de critério teológico usado em nossa pesquisa”, disse o diretor do CRC, Barna, em um comunicado.
Barna disse que eles também podem “denunciar pessoas que frequentam o que o indivíduo considera ser uma igreja evangélica”.
“Esta pesquisa, no entanto, aponta que a maioria das pessoas que se qualificam teologicamente como evangélicas não frequentam o que poderia ser considerado uma igreja evangélica”, ele acrescentou. O relatório focou especificamente nas visões dos evangélicos teológicos.
O Cultural Research Center observou que há um acordo quase unânime entre os evangélicos de que “Deus é o onisciente, todo-poderoso, justo e perfeito Criador do universo que ainda governa o mundo hoje” (97%) e “é a base de toda a verdade” (96%). Mais de 90% dos evangélicos também acreditam que “o propósito da vida é conhecer, amar e servir a Deus completamente com todo o seu coração e alma, mente e força” (92%) e que Deus criou o universo (97%).
A crença em Satanás, Jesus Cristo como “um guia importante” na vida e a ideia de que “todos os humanos nascem em pecado e só podem escapar das consequências do pecado por meio de Jesus Cristo” também são compartilhadas por mais de 90% dos evangélicos. Grandes parcelas de evangélicos também veem o casamento entre pessoas do mesmo sexo (86%), a fornicação (84%), o aborto (82%) e a mentira (81%) como “não moralmente aceitáveis”.
No entanto, o relatório destacou uma série de crenças adotadas pelos evangélicos que estão em desacordo com os ensinamentos bíblicos.
A maioria dos evangélicos acredita que casais “podem ficar unidos um ao outro por toda a eternidade” (76%), “é sempre do seu interesse seguir seus instintos naturais” (71%), o tratamento com gentileza e respeito não deve ser automático, mas merecido (65%), os humanos “devem viver em harmonia” com os animais, as plantas e a natureza, em vez de dominá-los (54%) e “as pessoas são basicamente boas” (54%).
Apenas 35% dos evangélicos subscrevem o que a CRC considera uma cosmovisão bíblica. Em contraste, a maioria dos evangélicos (64%) abraça o sincretismo como sua cosmovisão.
O relatório definiu o sincretismo como “uma visão de mundo que combina crenças e comportamentos fundamentais de uma variedade de visões de mundo bem definidas, como o marxismo, o humanismo secular, o misticismo oriental e o pós-modernismo, em uma mistura individualizada e personalizada”.
Enquanto isso, menos da metade dos evangélicos leem ou estudam a Bíblia diariamente “exceto em cultos/eventos da igreja” (41%), descrevem-se como “muito ativos em sua fé cristã” (42%), “prestam ‘muita’ ou ‘bastante’ atenção” às notícias sobre política e governo (42%) e atendem às qualificações para um cristão conservador espiritualmente ativo e engajado na governança (44%).
Enquanto dois terços dos evangélicos (67%) “votam em todas as eleições gerais e em todas/na maioria das primárias”, o relatório considera o nível de participação dos evangélicos nas eleições como inadequado. Outras “crenças/comportamentos biblicamente corretos adotados por muito poucos evangélicos” incluem a recusa em “comprar produtos ou serviços específicos por causa da posição da empresa sobre uma questão que importa para você” (52%) e a visão de que “animais, plantas, vento e água têm um espírito único, assim como os seres humanos” (60%).
O relatório atribuiu a falha dos evangélicos em adotar uma cosmovisão bíblica como uma das principais razões por trás “da decadência da sociedade americana e do fim dos Estados Unidos”.
Também descobriu que “a maioria dos evangélicos definidos teologicamente nem sequer frequentam o que são consideradas igrejas evangélicas”.
Barna expressou preocupação sobre “a influência de perspectivas não bíblicas — ou, no mínimo, não evangélicas — ensinadas aos evangélicos em igrejas não evangélicas que alteram as crenças teológicas e as escolhas de estilo de vida dos evangélicos”.
Estatísticas incluídas no relatório demonstraram que apenas 35% daqueles que se enquadram na definição de evangélico frequentam igrejas evangélicas, enquanto 21% vão a igrejas independentes ou não denominacionais, 15% frequentam igrejas tradicionais, 14% frequentam igrejas pentecostais e parcelas significativamente menores frequentam igrejas católicas (3%) e tradicionalmente negras (2%).
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Em 19 de fevereiro de 2023, o pastor norte-americano David Eldridge ministrou no congresso da União das Mocidades das Assembleias de Deus de Brasília (Umadeb). Em seu sermão, Eldridge afirmou que “todo homossexual, lésbica, transgênero, bissexual, drag queen e prostituta tem uma reserva no inferno”.
A pregação, gravada em vídeo, foi publicada no Youtube e instantaneamente despertou a reação da comunidade LGBTQIAPN+, que entrou com ação civil pública contra a instituição religiosa alegando que o pastor e a denominação incitaram a violência e desrespeitaram a dignidade da comunidade, pedindo a imediata retirada do vídeo de todas as redes sociais e uma indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, que seriam destinados à estruturação de centros de cidadania ou a entidades de acolhimento LGBTIA+.
A juíza Lívia Lourenço Gonçalves, da 4ª Vara Cível de Taguatinga, deu sentença favorável ao pedido da Aliança Nacional LGBTI+ e da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas e mandou remover o sermão das redes sociais. Inconformada, a Umadeb recorreu da decisão judicial e a 22ª Vara Cível de Brasília acatou o recurso, publicando neste mês de agosto uma sentença que revoga a determinação da juíza.
Ao reconhecer explicitamente que “a afirmação de que pessoas não heterossexuais e transgêneros possuem ‘uma reserva no inferno’, constitui exercício legítimo do proselitismo religioso”, a nova decisão judicial configura-se como uma importante vitória para todas as igrejas e lideranças protestantes, que neste caso viram assegurado o seu direito de expressão nos templos e púlpitos.
Sentença bem embasada
Em sua decisão, o juiz afirma que “a pregação do pastor estadunidense baseia-se em uma interpretação da Bíblia de que todas as pessoas irão para o Céu/Paraíso ou para o Inferno” e acrescenta que a condenação também se refere a vários comportamentos que a Bíblia considera pecaminosos, como fraude, imoralidade etc.
A sentença favorável à Umadeb baseou-se em normas constitucionais e internacionais, bem como em precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que definem critérios específicos para identificar os crimes que se enquadrariam nesses casos, e cita os requisitos que configuram o discurso de ódio: 1) a constatação da desigualdade entre as pessoas/grupos, 2) a hierarquização entre grupos, sendo um considerado bom/ superior e outro mau/inferior; e 3) defesa do dever de escravizar, explorar ou, em casos extremos, eliminar o grupo tido por inferior.
Na avaliação do juiz, o pastor não promoveu a conversão forçada, extermínio ou retirada de direitos da comunidade supostamente ofendida, não se enquadrando, portanto, como discurso de ódio. Ao contrário: na visão do juiz, a fala do pastor tem o objetivo de ajudar as pessoas de sua comunidade de fé a alcançar a salvação pelo arrependimento de atos que a Bíblia condena.
Por fim, o magistrado reforça que o proselitismo constitui o núcleo essencial da liberdade de expressão religiosa, e que “o seu afastamento, no caso concreto, acarretaria o sacrifício completo do referido direito fundamental”.
O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e a União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) publicaram nota conjunta celebrando o resultado do julgamento e destacando que ele preserva a liberdade religiosa no país. Leia a nota clicando aqui.
Hassan, ex-muçulmano, pregando na igreja. (Foto: Reprodução/YouTube/Christ is Enough Ministries)
Hassan se considerava um perseguidor dos cristãos, pois desde criança estudava filosofias islâmicas para ser aceito pelo padrasto, um muçulmano radical.
“Às vezes falávamos sobre cristianismo na rua quando eu conhecia evangelistas. Mas, eu dizia: ‘Deus não tem filho, é impossível, é blasfêmia’. Eu era um pouco como o apóstolo Paulo, o perseguidor dos cristãos. Eu os insultei’”, relembrou ele, em um vídeo do Christ is Enough Ministries.
Hassan nasceu no Líbano e sofreu violência doméstica por parte do pai alcoólatra, que traía e agredia sua mãe. Quando eles tiveram a chance de imigrar do país devastado pela guerra para o Canadá, a mãe esperava que o pai mudasse, porém, ele não mudou.
“Meu pai tentou matar minha mãe jogando-a do quarto andar. Ela sobreviveu porque se agarrou à janela. Mas houve muitos abusos”, disse Hassan.
A mãe ensinou Hassan sobre o islamismo, ela o levava à mesquita e lhe ensinava orações e o Alcorão.
Tempo depois, ela se envolveu com outro homem muçulmano radical: “Era outro nível, ele era muito radical e começou a maltratar meus irmãos e a mim também. Nós passamos por muitos danos emocionais, muitos traumas”.
Por isso, quando recebia dinheiro da mãe, Hassan comprava livros islâmicos para receber a aprovação do padrasto. Apesar de não ter funcionado, ele aprendeu muito sobre o Islã e se tornou um radical também.
‘O Messias’
No entanto, essa perspectiva mudou depois que ele presenciou um ataque extremista de um muçulmano que esfaqueou até a morte um homem em um restaurante, onde trabalhava: “Isso me fez questionar o islamismo”.
Uma noite, Hassan teve um sonho onde se via com as pernas paralisadas: “Eu me senti como se estivesse morto. Eu gritei. Eu implorei por ajuda. O desespero tomou conta de mim por dentro, porque eu sabia que estava indo para o inferno”.
Segundo ele, sua alma saiu do corpo. Então, uma voz anunciou: “O Messias está chegando”.
Nesse momento, ele relatou que ficou apavorado, porque conforme aprendeu no islamismo, o Messias vem apenas para executar os ímpios.
“Eu não sabia nada sobre o cristianismo”, disse ele. De repente, ele ouviu passos se aproximando do corredor e uma luz iluminou seu quarto: “Senti um amor imensurável. Então, Ele [Jesus] me disse: ‘Levante e ande’”.
Até o momento, Hassan não sabia que era Jesus. Mas, Cristo colocou a mão em sua cabeça e declarou: “Filho, se você busca paz, encontrará paz em mim”.
A princípio, Hassan não entendeu o sonho. Seus amigos muçulmanos alegaram que se tratava de um “teste de Alá”. Ele até chegou a pensar que Deus queria que ele se tornasse judeu.
Dez anos depois, uma amiga o convidou para ir ao batismo dela em uma igreja. Ele não quis ir e discutiu com ela sobre isso, mas cedeu e, quando chegou na congregação, seus olhos espirituais foram abertos.
“Eu vi o amor Dele nas pessoas e eu não entendia. As pessoas me abraçaram e demonstraram amor. Havia até alguns ex-muçulmanos lá”, contou Hassan.
Visão
Enquanto dirigia, ele teve uma visão de uma cruz: “Comecei a chorar. Pela primeira vez, senti esse amor de um pai que não estava presente na minha vida, esse Deus que me ama. Pela primeira vez, posso oferecer perdão para as pessoas e para mim mesmo”.
Na igreja, o pastor pregou sobre Mateus 11:28, que diz: “Vinde a mim, todos os que estais perdidos e cansados, e Eu vos aliviarei”.
Em seguida, o pastor perguntou: “Há alguém aqui que foi abusado, que passou por dor, que teve tendências suicidas, que passou por coisas extremamente aterrorizantes?”.
Naquele momento, Hassan saiu de seu lugar e foi até o altar, onde caiu de joelhos e gritou: “Jesus! Jesus! Jesus”.
Os cristãos se aproximaram, impuseram as mãos sobre ele e oraram. Ali, ele foi preenchido de paz e amor e recebeu o Senhor Jesus como seu Salvador.
Hoje, o pastor Hassan lidera a “Christ is Enough Ministries Church” em Montreal, no Canadá, com sua esposa. Nas ruas, ele realiza evangelismos, onde cita o Alcorão e os hadiz (registo escrito de comunicações orais do profeta do islã, Maomé), expondo os equivocos do islamismo.
Silvio Santos com André Valadão na Lagoinha Orlando, nos EUA
O pastor André Valadão usou as redes sociais neste sábado (17) para relembrar uma visita que o apresentador Silvio Santos fez à sua igreja, a Lagoinha Orlando Church, em fevereiro de 2022.
O dono do SBT esteve na igreja acompanhado de sua filha, Patrícia Abravanel, que deu uma palavra durante o culto, e também de sua esposa, Irís Abravanel. Na ocasião, o comunicador fez questão de falar com os membros da igreja.
– Eu não poderia deixar de abraçar todos vocês que estão nessa reunião. Há muito tempo eu ouço falar no culto do André. Quando eu estou em casa, minha mulher liga a televisão e assiste lá de São Paulo – declarou Silvio Santos.
Ao lembrar desses momentos, André Valadão enviou uma mensagem de pesar pela morte do apresentador que faleceu neste sábado vítima de broncopneumonia, aos 93 anos.
– Dois anos atrás tivemos a honra que vai ficar pra sempre na lembrança de ter recebido na @lagoinhaorlandochurch um dos maiores comunicadores do Brasil! Silvio Santos trouxe um legado incrível e sempre entendeu a força e o papel da televisão no lar de cada brasileiro, abriu portas para a música cristã ser tocada e a fé conhecida em diversos lugares através de programas de calouros, que revelou tantos artistas que hoje servem o Senhor com seus talentos! O espaço livre para expressão da fé no SBT com toda certeza será lembrado como honra, além de tantos feitos, de um dos maiores brasileiros! – escreveu Valadão.
Morreu hoje, sábado (17), o apresentador Silvio Santos aos 93 anos em decorrência de broncopneumonia após infecção por Influenza (H1N1).
O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde Silvio estava internado desde o início do mês, confirmou que o apresentador faleceu às 4h50, deixando a esposa Íris Abravanel, seis filhas e netos.
Os médicos acreditam que a infecção inicial que evoluiu para uma broncopneumonia e causou a morte de Silvio foi agravada, possivelmente, pela idade avançada.
“Extremos de idade (neonatos, lactentes e idosos longevos) são caracterizados por uma condição de relativa imunodeficiência (imaturidade do sistema imunológico nos muito novos e a senescência dele nos idosos), o que os predispõem ao maior risco de infecções e da manifestação mais grave delas”, afirmou o médico Gustavo Prado, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz à CNN Brasil.
O SBT compartilhou uma nota nas redes sociais informando a morte de Silvio, onde destacaram:
“Hoje o céu está alegre com a chegada do nosso amado Silvio Santos. Ele viveu 93 anos para levar felicidade e amor a todos os brasileiros. A família é muito grata ao Brasil pelos mais de 65 anos de convivência com muita alegria. Para nós, o Senor Abravanel é ainda mais especial e somos muito felizes pelo presente que Deus nos deu e por todos os momentos maravilhosos que tivemos juntos. Aquele sorriso largo e voz tão familiar será para sempre lembrada com muita gratidão. Descansa em Paz que você sempre será eterno em nossos corações. Silvio Santos (1930 – 2024)”.
Logo depois, a família informou por meio de um comunicado que não haverá velório e explicou:
“Ele pediu para que assim que ele partisse, que o levássemos direto para o cemitério e fizéssemos uma cerimônia judaica. Ele pediu para que não explorássemos a sua passagem. Ele gostava de ser celebrado em vida e gostaria de ser lembrado com a alegria que viveu. Ele nos pediu para que respeitássemos o desejo dele. E assim vamos fazer. Por este motivo, pedimos a compreensão de todos vocês. De guardar na memória tudo de bom que ele fez e de tantas alegrias que ele nos trouxe ao longo dos anos. Ele foi muito feliz com tudo que fez. E sempre fez tudo do fundo do seu coração. Ele amou o Brasil e os brasileiros”.
Silvio Santos era o único judeu em sua família. A filha, também apresentadora Patrícia Abravanel, assim como a mãe e as cinco irmãs, são evangélicas.
No Instagram, muitos prestaram homenagens ao apresentador. Dentre eles, o pastor Márcio Valadão comentou:
“O Brasil se despede hoje de um grande homem. Um amigo de toda a nação, uma presença em cada casa, uma memória viva em tantos corações. Com Silvio Santos se vai muito, mas fica uma marca eterna de alguém que com coragem e ousadia revolucionou a história. Cremos que a semente plantada o faz hoje florescer ao lado de Jesus, a quem confessou como Senhor e Salvador. Ele é bondoso e misericordioso para fazer infinitamente mais do que pensamos”.
E concluiu: “Nossas orações, da família Valadão e de toda a Lagoinha, para que o Espírito Santo de Deus console a esposa, as filhas, os genros e netos. Um homem com tamanho legado jamais parte em definitivo”.
Nascido no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1930, Silvio Santos, era filho de pais imigrantes (um grego e uma judia) e tinha cinco irmãos.
Presente nos domingos dos brasileiros por mais de 65 anos, Silvio era conhecido como o apresentador que jogava aviõezinhos de dinheiro para a plateia.
Um camelô que se tornou um dos maiores empresários de comunicação do país. Ele se consolidou como empresário e dono de um conglomerado que, além da rede de emissoras de televisão do SBT, inclui uma empresa de capitalização, uma rede de hotéis e uma marca de cosméticos.
Com a morte do apresentador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou neste sábado (17) luto oficial de três dias em todo o país. O decreto saiu em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.
Após a 4° Temporada de “The Chosen” ser um sucesso de bilheteria nos cinemas do Brasil, a série que conta com o método de financiamento coletivo Crowdfunding, anunciou nessa terça (13) que o valor para a 5° temporada da série foi arrecadado. A notícia foi divulgada pela organização sem fins lucrativos Come and See Foundation, que revelou que mais de 104 mil apoiadores de 151 países fizeram as doações.
A 5° temporada contará a história da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém nos dias anteriores à sua morte e ressurreição.
“A 5ª temporada está totalmente financiada porque mais de cem mil pessoas de todo o mundo doaram para tornar a 5ª temporada desta série inovadora possível”, diz Stan Jantz, CEO da Come and See, fundação que arrecada dinheiro para a produção da série.
O criador e diretor Dallas Jenkins agradeceu aos fãs pelo apoio. “A razão pela qual consigo me concentrar em executar o show The Chosen é porque os espectadores continuam a doar para Come and See”, disse Jenkins.
“E ainda mais bonito é o impacto que o show está tendo em todo o mundo por causa do trabalho de Come and See em manter o show gratuito e traduzi-lo para tantos idiomas”, completou o diretor.
Jenkins disse anteriormente que a quinta temporada incluirá a entrada triunfal [em Jerusalém], a virada das mesas por Jesus e as interações de Jesus com os fariseus no templo. “E, claro, também estamos explorando o que a Semana Santa significou para os discípulos, seguidores e inimigos de Jesus em tempo real “, finalizou.
As quatro primeiras temporadas de The Chosen estão disponíveis no aplicativo oficial da série, que está disponível em mais de 50 idiomas. Confira neste link!