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Relatório destaca preocupações globais sobre liberdade religiosa, com foco na Índia

Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

Em 26 de junho de 2024, o governo dos Estados Unidos divulgou seu relatório anual sobre liberdade religiosa no mundo, oferecendo uma rara crítica à Índia, um parceiro próximo dos EUA, ao mesmo tempo em que destacava preocupações crescentes sobre intolerância religiosa globalmente, particularmente contra judeus e muçulmanos.

Antony Blinken, o Secretário de Estado dos EUA, apresentou o relatório, apontando que os próprios Estados Unidos estão enfrentando um aumento acentuado tanto no antissemitismo quanto na islamofobia, especialmente em conexão com o conflito em andamento em Gaza. Este reconhecimento demonstra que a intolerância religiosa é um problema que afeta até mesmo nações desenvolvidas.

Em relação à Índia, Blinken expressou preocupações específicas, afirmando: “Na Índia, vemos um aumento preocupante nas leis anticonversão, discurso de ódio, demolições de casas e locais de culto de membros de comunidades religiosas minoritárias”.

Ajai Lall, fundador da Central India Christian Mission, falando ao Christian Today, ecoou essas preocupações: “Não há lugar para uma ditadura dentro de uma democracia. Nos últimos anos, houve vários exemplos de difamação estrutural, sistêmica e aberta de minorias religiosas, especialmente aquelas em liderança.”

Rashad Hussain, o embaixador-geral dos EUA para a liberdade religiosa internacional, forneceu mais detalhes sobre a situação na Índia. Ele relatou casos em que a polícia local auxiliou multidões a interromper serviços religiosos ou ficou parada enquanto grupos minoritários eram atacados. Em alguns casos, observou Hussain, as vítimas desses ataques foram presas sob acusações de conversão.

AC Michael, Coordenador Nacional do Fórum Cristão Unido, corroborou este relato: “É um fato que nós, na Índia, estamos testemunhando uma onda de uso indevido de leis contra cidadãos inocentes, especialmente cristãos amantes da paz que estão sendo assediados com falsas alegações de conversões forçadas sem nenhuma evidência.”

O relatório não se concentra apenas na Índia. Ele também levanta preocupações sobre outros países, incluindo o Paquistão, rival histórico da Índia. No Paquistão, Blinken condenou as leis de blasfêmia, dizendo que elas “ajudam a fomentar um clima de intolerância e ódio que pode levar ao justiceiro e à violência da multidão”.

Lall elaborou ainda mais sobre a situação na Índia, afirmando que “As notícias internacionais cobriram as atrocidades que ocorreram em Manipur, Orissa, Chhattisgarh, Madhya Pradesh, Uttar Pradesh e outras partes do país. Esses não são fatos ocultos, mas todos nós fomos testemunhas.”

Na Europa, o relatório destacou problemas na Hungria, onde autoridades foram acusadas de usar retórica antissemita e antimuçulmana. Blinken também mencionou que nove nações europeias “efetivamente proíbem algumas formas de vestimenta religiosa em espaços públicos”, embora ele não tenha nomeado esses países especificamente.

Falando ao Christian Today, Michael forneceu contexto adicional aos desafios enfrentados pelas minorias religiosas na Índia. “Infelizmente, até mesmo a Suprema Corte da Índia falhou miseravelmente em fornecer proteção, apesar de uma longa petição pendente diante dela sobre os incidentes de violência contra cristãos desde 1º de setembro de 2022, liderada pelo Arcebispo de Bangalore, Peter Machado”, disse ele.

Apesar da importância estratégica do relacionamento entre EUA e Índia, especialistas esperam que o Departamento de Estado dos EUA tome medidas enérgicas contra a Índia quando divulgar sua lista negra anual de países com graves violações da liberdade religiosa no final deste ano.

Michael concluiu sua declaração descrevendo incidentes específicos: “Ataques de multidões, demolição de casas, demolição de igrejas, violência física enquanto a polícia assistia e depois prendia as vítimas sob falsas alegações de conversões forçadas.”

O relatório serve como um lembrete de que a liberdade religiosa continua sendo uma preocupação global, afetando países em todo o mundo, incluindo aqueles considerados aliados dos Estados Unidos. Ele ressalta a necessidade de vigilância contínua e esforços para proteger os direitos das minorias religiosas e promover a tolerância em todas as sociedades.

Este relatório abrangente e os depoimentos de líderes religiosos na Índia fornecem um quadro claro dos desafios enfrentados pelas minorias religiosas globalmente, enfatizando a importância de abordar essas questões tanto em nível nacional quanto internacional.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Assembleia de Deus emite nota após prisão de pastor por pornografia infantil

Polícia Federal (Foto: Reprodução)
Polícia Federal (Foto: Reprodução)

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém em Campinas/SP publicou uma nota de esclarecimento (leia no final da matéria) nesta quarta-feira, 3, em resposta à prisão do pastor Agnaldo Roberto Betti, suspeito de compartilhamento de pornografia infantil.

Na nota, a igreja afirmou que “repudia, veementemente, qualquer comportamento que contrarie os princípios e regras de fé da Bíblia Sagrada e, especialmente, que implique em violação da infância.”

A igreja também esclareceu que Betti, embora ainda seja membro e Ministro do Evangelho da IEADCAMP, não atua com funções pastorais desde março de 2017. Desde então, Betti tem exercido um ministério pessoal itinerante e mantém um canal particular na internet com milhares de seguidores.

A IEADCAMP informou que, até o momento, desconhecia qualquer investigação ou indiciamento anterior aos fatos divulgados recentemente. Em vista da prisão e das notícias veiculadas, a igreja suspendeu Betti do rol de membros e do cargo eclesiástico até que os fatos sejam apurados definitivamente.

A diretoria enfatizou que aguarda a devida atuação das autoridades policiais e judiciais competentes, garantindo o direito de defesa e contraditório a Betti, inclusive em um procedimento administrativo que tramitará nos órgãos jurídico e eclesiástico da igreja, conforme seu Estatuto.

Além disso, a igreja se solidarizou com as vítimas dos fatos anunciados e com a família de Betti, que também é afetada pela situação. A IEADCAMP conclamou todos a manterem as vítimas e a família de Betti em suas orações.

Prisão do pastor

Um dia após pregar no culto de Santa Ceia e para obreiros da Igreja Assembleia de Deus em Alagoas, o pastor evangélico Agnaldo Roberto Betti foi preso em flagrante nesta quarta-feira (3), no Jardim Santo Antônio, em Valinhos (SP), suspeito de compartilhar vídeos de pornografia infantil.

“Ministramos na Reunião Geral do Presbitério na sede da AD em Maceió ALAGOAS. Julho de 2024.“ escreveu ele em suas redes sociais horas antes de ser preso.

A operação, que contou com a participação de policiais federais e militares, resultou na detenção do líder religioso de 58 anos, que acumula 457 mil seguidores nas redes sociais e oferece lições bíblicas para jovens e adultos em seu canal no YouTube.

Agnaldo Betti foi surpreendido pelas equipes policiais em sua própria casa, enquanto acessava os conteúdos ilícitos por meio de um aplicativo. Ele tentou deletar os arquivos, mas não conseguiu.

Segundo a Polícia Federal (PF), Betti já havia sido indiciado neste ano pelo mesmo delito, mas continuou a adquirir e compartilhar vídeos e imagens de violência sexual infantojuvenil. Este é o primeiro caso de flagrante de compartilhamento de pornografia infantil pela PF na cidade.

A investigação que levou à prisão do pastor faz parte da Operação Escudo da Inocência, cujo objetivo é proteger crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual. Após ser detido, Betti foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal e, após os procedimentos legais, será levado ao sistema penitenciário, onde aguardará os trâmites da 9ª Vara Federal de Campinas.

A prisão de Agnaldo Roberto Betti ocorreu um dia após ele postar fotos nas redes sociais ao lado do presidente do ministério e da COMADAL, mostrando sua participação no evento religioso em Alagoas.

Leia a íntegra da nota abaixo:

A Diretoria da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém em Campinas/SP, vem a público, em face das notícias veiculadas nesta data sobre a prisão de Agnaldo Roberto Betti, sob suspeita de compartilhamento de pornografia infantil, esclarecer que repudia, veementemente, qualquer comportamento que contrarie os princípios e regras de fé da Bíblia Sagrada e, especialmente, que implique em violação da infância.

Esclarece, ainda, que o envolvido, apesar de integrar o quadro de membros e do vínculo eclesiástico como Ministro do Evangelho da IEADCAMP, já não atua com funções pastorais, seja no templo sede ou em suas filiais, desde março de 2017, tendo optado por exercer um ministério pessoal itinerante, mantendo, ainda, um canal particular na internet, com milhares de seguidores.

Também esclarece que a IEADCAMP, por sua Diretoria, desconhecia qualquer investigação ou indiciamento anteriormente aos fatos hoje divulgados.

Em vista da prisão e notícias veiculadas, informa que o envolvido está suspenso do rol de membros e do cargo eclesiástico, até que se apure definitivamente os fatos, aguardando-se a devida atuação das autoridades policiais e judiciais competentes, resguardado o direito de defesa e contraditório, inclusive em procedimento administrativo que deverá tramitar nos órgãos jurídico e eclesiástico da IEADCAMP, na forma do seu Estatuto.

Por fim, a Diretoria da IEADCAMP solidariza-se com as vítimas dos fatos anunciados, bem como com a família do envolvido, que também é vitimizada pela conduta ora revelada, conclamando que os mantenhamos a todos em nossas orações.

Campinas, 03 de julho de 2024.

Pr. Paulo Roberto Freire da Costa
Presidente da IEADCAMP

Voluntários de agência cristã são mortos no Congo

Cristãos na frente de uma igreja no Congo (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na frente de uma igreja no Congo (Foto: Portas Abertas)

Dois voluntários da instituição cristã de caridade para o desenvolvimento Tearfund foram mortos em um ataque na República Democrática do Congo (RDC).

Eles foram atacados e mortos quando viajavam em um comboio em Butembo, um importante centro comercial em Kivu do Norte, uma província no leste do país.

A Tearfund disse que estava “profundamente triste” com as “trágicas mortes” dos voluntários no domingo, e que estava trabalhando para garantir a segurança de sua equipe restante no país.

A organização fez um apelo aos líderes políticos da RDC para que “respeitem e protejam os voluntários, conforme determina a lei internacional, e garantam sua segurança enquanto realizam sua missão vital”.

“A Tearfund condena inequivocamente esse terrível ataque à equipe de ajuda humanitária que estava trabalhando abnegadamente para servir o povo da RDC”, disse.

“A Tearfund é uma agência de ajuda não política que presta assistência humanitária às comunidades mais vulneráveis da RDC. Nossa prioridade agora é dar apoio às famílias de nossos colegas falecidos durante esse período incrivelmente difícil.”

Kivu do Norte tem sido assolado desde 2021 por combates entre as forças armadas congolesas (FARDC) e o grupo rebelde M23, desencadeando uma grande crise humanitária.

No mês passado, o Escritório Conjunto de Direitos Humanos da ONU levantou preocupações sobre o deslocamento de civis e a suspensão das operações de algumas organizações humanitárias devido à insegurança contínua.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Cristão revela os desafios da igreja perseguida na Ásia Central

Líder cristão na Ásia Central (Foto: Portas Abertas)
Líder cristão na Ásia Central (Foto: Portas Abertas)

A Ásia Central, uma região formada pelas ex-repúblicas soviéticas, foi a base da entrevista com o cristão Nurbek (pseudônimo), que visitou a sede da Portas Abertas em São Paulo.

Nurbek é um jovem líder cristão que trabalha para fortalecer os cristãos que vivem nos países da região, como Uzbequistão (25º), Turcomenistão (29º), Tajiquistão (46º), Cazaquistão (47º) e Quirguistão (61º). Confira abaixo a entrevista completa com o cristão perseguido da Ásia Central.

Portas Abertas: Como são as igrejas na Ásia Central?

Nurbek
: As igrejas na Ásia Central diferem na quantidade de pessoas e nos locais onde se reúnem. Para nós, uma igreja normal reúne entre 15 e 20 pessoas. A maioria das igrejas são clandestinas, não têm um registro do governo para funcionar. Para ser registrada, essa igreja precisa ter prédio próprio que caiba no mínimo 200 pessoas. Todos os membros precisam informar seus nomes, endereços e locais onde trabalham para o governo. Mas isso acontece mais nas igrejas das capitais.

Culturalmente, o pastor reúne as poucas pessoas em sua própria casa. É como um grupo pequeno, em que sempre tem comida. Caso ele reúna muita gente, há o risco de alguém denunciá-lo para as autoridades. Ninguém convida uma pessoa na rua para ir à igreja. Primeiro, fazemos amizade para perceber se a pessoa é aberta ao evangelho, depois a chamamos para ir à igreja.

As igrejas clandestinas precisam tomar muito cuidado. Precisam ver se todas as janelas e portas estão fechadas, se o som não é audível fora da casa. Existem lugares em que o momento de louvor não existe para evitar que alguém de fora ouça. As igrejas não são tão abertas como as daqui no Brasil, que você acorda domingo de manhã abre o celular e pode escolher onde vai participar do culto. Na Ásia Central, isso é muito difícil, porque mesmo sabendo que em uma determinada casa é uma igreja, você precisa ganhar a confiança para ser convidado a ir àquela igreja.

Há dois meses, eu conheci uma igreja que desejava fazer uma festa para as crianças do local. Era aniversário do filho do pastor e decidiram fazer uma festa para as crianças de toda rua. Todo mundo foi, brincou e os cristãos começaram a distribuir os presentes para os convidados e tinha uma imagem de cruz no embrulho dos presentes. Quando uma das crianças voltou para casa e mostrou para os pais, eles juntaram a vizinhança e foram confrontar a família do pastor. Queriam expulsá-los dali, chamaram a polícia, os cristãos foram levados para a delegacia, mas não tinham provas de que estavam evangelizando ou fazendo algum trabalho religioso com as crianças. Agora, eles precisam ter muito cuidado com os cultos clandestinos. Eles estão se reunindo em outros locais para não chamar a atenção. Temos muitas histórias desse tipo.

Qual a maior necessidade da igreja na Ásia Central?

Nós precisamos de uma nova geração de líderes, de pastores firmes na palavra e na perseguição, firmes no ministério e no Reino de Deus. E o Senhor está trabalhando para isso acontecer. Estamos em uma época em que a primeira geração de cristãos vai passar o bastão para a próxima geração. Vimos uma grande diferença de número de pastores da primeira geração para a nova. Temos poucos líderes de jovens. Oramos para que haja um avivamento, como estamos clamando, precisamos de uma nova geração de líderes.

Como as igrejas brasileira e latina podem contribuir para a igreja na Ásia Central?

Em primeiro lugar, precisamos de intercessão. Tudo o que a gente sonha, planeja e faz tem que ser por meio de oração. Se as igrejas brasileira e latina orarem por nós, isso nos fortalecerá. Em segundo lugar, vocês já estão fazendo, que é ajudar a Igreja Perseguida. Precisamos que vocês continuem a fazer esse trabalho lindo e precioso para a nossa região. Outro ponto é que os brasileiros e latinos podem servir em nossa região. Muitos americanos e europeus estão saindo e os brasileiros e latinos são mais bem-vindos e amados em países muçulmanos. A questão da cultura faz os povos brasileiro e latino serem mais abertos, o que dá a vocês um perfil perfeito de missionário.

Como você e sua família experimentaram a perseguição?

Quando eu tinha seis anos, meu pai conheceu a Cristo. Por causa disso, os familiares se distanciaram. Eu cresci muito isolado dos meus parentes, não tive contato com meus avós até os 18 anos. Na escola, eu tinha dificuldade em falar que eu era cristão porque seria isolado na comunidade e nos eventos sociais. Até os 15 anos, era como se eu fosse um ateu na escola, porque não falava de nenhuma religião.

Como foi para você decidir seguir a Jesus apesar da perseguição?

Houve uma época em que eu tive raiva por meus pais serem cristãos. Ficava me perguntando o motivo de sofrermos tanto e por que não tínhamos liberdade de fazer e falar nada. Entre os 16 e 17 anos, percebi que as crianças cristãs com necessidades físicas especiais seguiam a Jesus apesar das dificuldades, da discriminação e da perseguição. Nessa época, eu decidi entregar a minha vida a Jesus. Decidi servi-lo completamente por toda a minha vida.

Como é seu trabalho com os cristãos na Ásia Central?

Eu sempre trabalhei com os jovens, mas Deus foi me mostrando a área de profissões e negócios. Nossos jovens querem ir para o exterior em busca de novas oportunidades, então queremos gerar trabalho para que não precisem fugir e tenham como se sustentar na Ásia Central. Também temos uma escola bíblica presencial e online. Assim, viajamos para dar treinamentos de liderança e promovemos retiros para pastores e líderes cristãos.

Qual a sua mensagem para os jovens cristãos que oraram pela Ásia Central durante o Shockwave 2023?

No que vocês mais investem enquanto são jovens? Na história do jovem rico, Deus está falando sobre prioridade na vida. Será que seu coração está apenas atrás de sonhos materiais ou profissionais? Deus quer que nosso coração seja sempre focado nele. Investir em Deus é o melhor negócio de toda a sua vida e ninguém pode tirar isso de você. Nem a perseguição, o governo ou a família podem separar você do Senhor. Então, se você deseja fazer missões, faça isso. Ore mais pela Igreja Perseguida, por sua igreja e a sirva com amor.

Fonte: Portas Abertas

Igreja anuncia a venda de terrenos no céu

Imagem do anúncio da venda de terrenos no céu feito por uma igreja no México (Foto: reprodução)
Imagem do anúncio da venda de terrenos no céu feito por uma igreja no México (Foto: reprodução)

Uma igreja no México resolveu vender um espaço no céu com direito a publicação nas redes sociais. Segundo o anúncio da A Iglesia del Final de los Tiempos (Igreja do Fim dos Tempos), o metro quadrado de um ‘lote no paraíso’ custa U$ 100, o equivalente a R$ 543.

“O Profeta Andrés de la Barra encontra-se com Deus no Reino dos Céus e anuncia que temos terras celestes disponíveis, se quiser informações sobre as condições baixe o aplicativo e leia as informações oficiais. Lamentamos informar que se não respondermos à sua mensagem é por este motivo, da mesma forma que Sua Santidade San Andrés de la Barra nos deu ordem de não responder mensagens referentes a essa publicação”, disse na publicação de 29 de maio.

Para ilustrar o anúncio, a igreja utilizou uma imagem em que mostra uma grande casa construída na nuvem, com raios dourados atrás da “construção”.

Para título de comparação, o valor médio do metro quadrado dos imóveis do país é de R$ 8.720, de acordo com o Índice Fipe Zap. A mesma pesquisa mostra que morar em Copacabana, no Rio de Janeiro, não sai por menos de R$ 11.508 por metro quadrado. Pinheiros, em São Paulo, o espaço vale R$ 13.446. Por fim, Lourdes, na capital mineira, custa R$ 11.706,71.

O profeta afirma que falou com Deus em 2017 durante uma reunião.

O influenciador imobiliário Armando Pantoja descreveu a notícia como “o maior negócio imobiliário do mundo”. “Opiniões? Uma igreja está oferecendo terrenos no céu por US$ 100, com parcelamento disponível. Mantenha-se informado e considere onde você investe seu dinheiro”, escreveu. No vídeo, ele acusa a igreja de já ter faturado milhões com o negócio.

Outro influenciador, Solomon Izang Ashoms, também conhecido como Tio Solomon, chamou a ideia de bizarro. “Você acredita? Você pode ser proprietário de uma propriedade no céu, esses caras estão realmente sérios sobre isso”, brincou. “Tudo o que eles estão fazendo é penetrar na mente das pessoas. Então, eles trouxeram esse negócio imobiliário”, disse aos seus seguidores.

Essa não é a primeira vez que uma igreja anuncia a venda de moradas celestiais. No ano passado, o pastor da Igreja da Justiça da Universal Apóstolo Fellowship Fred Isanga, em Uganda, vendeu diversas “propriedades no céu”, chegando a convencer seus fiéis a venderem seus bens terrestres para garantir a oportunidade.

Fonte: Tupi FM e Estado de Minas

Cristão é condenado à morte por blasfêmia no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Foto: Canva Pro)

Um tribunal paquistanês condenou Ehsaan Shan Masih, um cristão de 28 anos, à morte por supostamente ter republicado conteúdo blasfemo nas mídias sociais, o que provocou um dos mais graves ataques de multidões contra cristãos em Jaranwala, província de Punjab, em agosto passado.

Em agosto de 2023, Jaranwala testemunhou o incêndio de dezenas de casas e igrejas cristãs depois que surgiram acusações contra dois homens cristãos que teriam sido vistos desfigurando o Alcorão. Esses eventos se transformaram em graves conflitos comunitários, com mais de 100 pessoas presas, embora nenhuma tenha sido condenada até o momento.

Ehsaan Shan, que não estava diretamente envolvido na suposta profanação, compartilhou as páginas controversas em seu TikTok, uma ação que seu advogado Khurram Shahzad alega ter levado injustamente à sentença de morte proferida por um tribunal de Sahiwal no sábado, informou a The Associated Press.

O advogado de Shan anunciou planos para recorrer da decisão.

De acordo com o grupo de vigilância Center for Legal Aid Assistance & Settlement (CLAAS), com sede no Reino Unido, a decisão anunciada na segunda-feira pelo juiz especial Ziaullah Khan, do Tribunal Antiterrorismo, inclui uma sentença de 22 anos de prisão e uma multa de R$1 milhão (US$ 3.500).

“Esse é um julgamento tendencioso e com motivação religiosa”, disse Nasir Saeed, diretor do CLAAS, em um comunicado. “O jovem está sendo transformado em bode expiatório para justificar a libertação dos que foram detidos por atacar e queimar igrejas e casas de cristãos.”

“A comunidade cristã no Paquistão está enfrentando uma grave injustiça, vivendo em constante temor por suas vidas, propriedades e locais de culto”, acrescentou Saeed. “Essa sentneça simboliza a morte virtual de todos os cristãos no Paquistão atualmente. Um jovem cristão foi considerado o bode expiatório da violência e da destruição que ocorreram em Jaranwala.”

De acordo com Amir Farooq, o policial que prendeu Shan, o acusado compartilhou “o conteúdo odioso em um momento delicado”, piorando a situação já volátil. A violência não causou vítimas, mas forçou muitos cristãos a fugirem de suas casas.

Um padre local da área de Sahiwal, Naveed Kashif, expressou sua consternação com a severidade da sentença, especialmente devido à aparente falta de ação contra os envolvidos diretamente nos ataques da multidão.

A resposta imediata das autoridades locais evitou uma crise maior, conforme articulado anteriormente pelo Bispo Abraham Daniel, da Igreja Batista de Sahiwal. Ele destacou o medo generalizado dentro da comunidade cristã e enfatizou a natureza inadvertida da ação de Shan, observando seu analfabetismo e a falta de consciência sobre a gravidade de suas ações.

As repercussões da violência em Jaranwala foram profundas. Casas e igrejas foram significativamente danificadas, e as promessas do governo de reconstrução e indenização se concretizaram lentamente. O ministro-chefe interino de Punjab anunciou uma indenização monetária para as famílias afetadas, mas a recuperação total continua sendo uma realidade distante para muitos.

Protestos

Após a condenação do cristão à pena de morte por compartilhar conteúdo considerado ofensivo contra muçulmanos nas redes sociais, dezenas de pessoas foram às ruas protestar com a decisão.

Nesta terça-feira (02), os paquistaneses se reuniram na cidade portuária de Karachi, no sul do país, para protestar com placas onde pediam paz.

Membros da comunidade minoritária e da sociedade civil do Paquistão saíram às ruas entoando slogans contra a condenação de Ehsan Shan à pena capital por acusações de blasfêmia.

Vários cristãos também se juntaram à manifestação, que ocorreu um dia após a decisão do tribunal em Sahiwal, na província de Punjab.

Leis de blasfêmia

As leis de blasfêmia no Paquistão são rigorosas, com a pena de morte sendo um resultado legal, embora nenhuma execução por blasfêmia tenha sido relatada até o momento.

A condenação ocorre semanas depois que a Assembleia Nacional do Paquistão aprovou uma resolução para garantir a segurança de todos os cidadãos, inclusive das minorias religiosas, após um incidente horrível em que um turista local foi torturado e morto no Vale do Swat, na província de Khyber Pakhtunkhwa, após ser acusado de profanar uma cópia do Alcorão.

A vítima do último incidente de linchamento no mês passado, identificada apenas como um turista da província de Punjab, foi espancada por uma multidão enfurecida que invadiu uma delegacia de polícia no Vale do Swat, onde ele estava detido, arrastou-o para fora e ateou fogo em seu corpo.

Semanas antes, na cidade de Sargodha, uma comunidade cristã foi atacada por uma violenta multidão muçulmana na província de Punjab, no leste do Paquistão, instigada por um clérigo local por alegações de blasfêmia, o que levou a uma violência significativa e a danos materiais.

Em 3 de junho, Nazir Masih, de 72 anos, faleceu após ser atacado por uma multidão enfurecida em maio, em consequência de acusações de blasfêmia.

Paralelamente às ações da Assembleia Nacional, a Assembleia de Punjab também aprovou uma resolução semelhante.

Os processos legais sobre blasfêmia no Paquistão geralmente precedem ações de multidões com base em rumores ou reclamações, sendo que muitos desses casos não resultam em consequências sérias para os agressores. Esse fato foi observado em relatórios da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional, criticando a frequente impunidade em tais casos.

De acordo com as leis de blasfêmia do Paquistão, a pena de morte pode ser aplicada por insultar o Islã. Não há nenhuma disposição para punir um falso acusador ou uma falsa testemunha.

Em 2011, o governador de Punjab, Salman Taseer, foi assassinado por seu guarda-costas por se manifestar contra as leis de blasfêmia.

No mesmo ano, Asia Bibi, uma cristã mãe de cinco filhos, foi condenada à morte por suposta blasfêmia, provocando indignação internacional, o que levou à sua absolvição em 2018, depois de passar oito anos no corredor da morte.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Guia-me

Conselho Mundial de Igrejas critica nova medida israelense contra igrejas cristãs

Cúpula da Igreja do Santo Sepulcro, Cidade Velha de Jerusalém, Israel (Foto: Canva)
Cúpula da Igreja do Santo Sepulcro, Cidade Velha de Jerusalém, Israel (Foto: Canva)

O coordenador do escritório do Conselho Mundial de Igrejas em Jerusalém, Youssef Daher, condenou a decisão de Israel de impor processos judiciais contra diversas denominações cristãs com base no suposto não pagamento de impostos.

O objetivo final é confiscar imóveis cristãos naquela cidade, denunciou Daher em entrevista à agência de notícias oficial Wafa.

Na semana passada, as autoridades israelitas informaram as igrejas nas cidades de Jerusalém, Jaffa, Ramla e Nazaré que iriam iniciar processos judiciais contra elas por alegado não pagamento de impostos sobre a propriedade.

O responsável considerou que esta ação constitui um novo ataque à presença cristã na Palestina histórica.

“A imposição de processos judiciais contra igrejas nos tribunais de ocupação é uma mudança no status quo, indicando que Israel já não respeita o acordo de status quo e as leis internacionais relevantes”, disse ele.

A este respeito, recordou que após a ocupação da parte oriental de Jerusalém em Junho de 1967, aquele país aceitou um acordo para evitar uma escalada de violência e críticas internacionais,

Daher enfatizou que tributar as igrejas afetará a sua situação financeira e os serviços que prestam através das suas instituições médicas, educacionais e outras.

Em 2018, a Igreja do Santo Sepulcro na Cidade Velha de Jerusalém Oriental fechou as suas portas em protesto contra o anúncio de Israel de impor impostos, mas o Governo retirou a iniciativa no meio de uma onda de questões globais.

Atacar a presença palestina cristã e islâmica em Jerusalém visa esvaziar a cidade e judaizá-la, denunciou Daher.

O Padre Abdullah July, da Igreja Greco-Católica Melquita em Jerusalém, falou de forma semelhante.

Devemos unir as nossas fileiras como povo árabe palestino para defender as nossas igrejas e mesquitas contra a judaização e a ocupação, disse ele.

Entretanto, Wadih Abu Nassar, coordenador do Fórum Cristão da Terra Santa, descreveu como imorais estas ações unilaterais que violam os acordos assinados entre Israel e o Vaticano em 1993.

Dias atrás, o Ministério Palestino de Relações Exteriores e Expatriados também condenou o plano israelense.

O Itamaraty considerou tal medida ilegal, após estimar que faz parte da campanha de genocídio e limpeza étnica contra o povo palestino, que inclui a luta contra a presença cristã na área.

Segundo dados oficiais, cerca de 50 mil palestinos cristãos vivem na Cisjordânia, incluindo 10 mil em Jerusalém Oriental, enquanto há cerca de 850 na Faixa de Gaza.

Fonte: Prensa Latina

André Valadão aciona a polícia contra sites por difamação

André Valadão é cantor, empresário e pastor da Igreja Lagoinha em Orlando, nos EUA
André Valadão é cantor, empresário e pastor da Igreja Lagoinha em Orlando, nos EUA

Nesta segunda-feira (1º), o pastor André Valadão, líder da Igreja Lagoinha Global, divulgou um boletim de ocorrência que ele registrou contra sites que estão distorcendo suas falas. Sites de notícias com relevância nacional deturparam as falas de André Valadão dizendo que ele havia afirmado que Deus mataria os homossexuais se pudesse, mas perdoaria os estupradores.

Valadão fez publicações expondo os canais e contas no Instagram que divulgaram essas mentiras, mas apenas alguns deles já apagaram as publicações. Outros veículos não apenas mantiveram no ar, como publicaram novas notas com o mesmo teor quando a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a concessão do Título de Cidadão Paulistano ao pastor.

– Diante de tantos absurdos ocorridos nas últimas semanas, contatei meu departamento jurídico, que solicitou a instauração de inquérito policial contra alguns jornalistas e outros que abusam do direito de informar, cometendo difamação e calúnia (deturpando falas e temas pregados na igreja) e intolerância religiosa, unindo grupos inteiros para realizar ataques coordenados – escreveu o líder evangélico.

E continuou:

– Fui o principal alvo durante esses dias, recebendo diversos comentários de ódio direcionados a mim, à minha família e à minha igreja, incentivados por irresponsáveis que não podemos deixar impunes. É inacreditável que falas em temas tão sensíveis tenham sido deturpadas para influenciar grupos inteiros e a opinião pública contra mim, por algo que nunca foi dito ou que foi tirado totalmente de contexto.

André Valadão disse ainda que é preciso “lutar contra o jornalismo irresponsável, que visa influenciar milhares de pessoas a acreditar em títulos de matérias sensacionalistas” e pede aos seus seguidores que não se deixem enganar.

Fonte: Pleno News

Alemanha: Igrejas Protestante e Católica registram queda no número de fiéis em 2023

Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)
Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)

Em 2023, um número substancial de indivíduos, totalizando 402.694, decidiu se dissociar formalmente da Igreja Católica na Alemanha, um número significativo, embora um pouco menor do que o recorde estabelecido em 2022.

A Conferência Episcopal Alemã, que divulgou essas estatísticas, disse que, embora esses números sejam altos, eles refletem uma ligeira diminuição em relação às 522.821 saídas registradas no ano anterior, indicando que essa foi a segunda maior taxa de saída até hoje, de acordo com o National Catholic Reporter.

Na Alemanha, o fato de ser membro de uma igreja tem implicações financeiras devido ao sistema tributário da igreja, que faz parte da estrutura tributária mais ampla. Os membros que saem formalmente da igreja não precisam mais pagar esse imposto, proporcionando um incentivo financeiro para o cancelamento do registro. As exceções a essa exigência incluem pessoas de baixa renda, desempregados, aposentados, estudantes e outros.

Apesar da ligeira diminuição nas saídas, o número total de membros da Igreja Católica do país era de aproximadamente 20,35 milhões até o final de 2023, de acordo com a Conferência dos Bispos Alemães.

O pano de fundo dessas saídas inclui uma crise de longa data decorrente de escândalos relacionados a abusos cometidos por membros do clero, observou o NCR. Nos últimos anos, muitos se afastaram da Igreja Católica devido à persistência desses problemas.

Em um esforço para abordar essas preocupações, os bispos e uma proeminente organização leiga lançaram uma iniciativa de reforma de três anos conhecida como “Caminho Sinodal”. O processo, marcado por profundas divisões entre elementos progressistas e conservadores dentro da Igreja Católica, culminou no ano passado com apelos para que a Igreja sancionasse bênçãos para uniões entre pessoas do mesmo sexo, apesar da oposição evidente do Vaticano.

Outras tensões surgiram em um processo de reforma subsequente iniciado este ano, após pressões do Vaticano para interromper as votações de reformas anteriores.

“Os números são alarmantes. Eles mostram que a igreja está em uma ampla crise”, disse o bispo de Limburg, Georg Bätzing, chefe da Conferência dos Bispos. “As reformas por si só não resolverão a crise da igreja, mas a crise se agravará sem reformas. Portanto, mudanças são necessárias.”

A questão do declínio do número de membros da igreja não está isolada na Igreja Católica da Alemanha.

A Igreja Protestante também relatou saídas substanciais, com cerca de 380.000 membros saindo no ano passado, espelhando os níveis observados em 2022 e refletindo os desafios enfrentados pelas instituições religiosas na Alemanha.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, a situação da Igreja Católica apresenta um contraste em certas áreas. Enquanto o nordeste vê declínios contínuos na matrícula de igrejas, áreas como o sul da Flórida estão testemunhando um crescimento, em grande parte impulsionado por uma população hispânica crescente, de acordo com um artigo de outubro de 2023 publicado no Substack pelo pastor Ryan Burge.

A pesquisa de Burge observou que, de 2008 a 2022, apenas seis estados – Vermont, Idaho, Oklahoma, Carolina do Norte, Arizona e Tennessee – registraram aumentos na proporção de residentes que se identificam como católicos romanos. Em contraste, estados como Havaí e Connecticut sofreram declínios significativos na identificação católica.

Além disso, a participação na missa semanal apresentou tendências variadas nos EUA, com estados como Alasca e Havaí apresentando aumentos, enquanto outros, como Wyoming e Rhode Island, tiveram declínios acentuados.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Jogador Roberto Firmino e esposa são consagrados como pastores

Jogador Roberto Firmino e esposa são consagrados como pastores (Foto: Instagram @roberto_firmino)
Jogador Roberto Firmino e esposa são consagrados como pastores (Foto: Instagram @roberto_firmino)

Neste sábado (29), o jogador Roberto Firmino e sua esposa, Larissa Firmino, foram consagrados como pastores na Manah Church, localizada em Maceió, Alagoas. O atacante de 32 anos compartilhou fotos no Instagram e descreveu a noite como “memorável e inesquecível”.

– Que noite memorável e inesquecível. Essa igreja NASCEU no coração de Deus e somos extremamente gratos pelo privilégio de testemunhar de perto tudo o que o Senhor tem feito – escreveu Firmino na legenda das fotos.

E continuou:

– Desde nosso encontro com Cristo um anseio queima em nossos corações… que as pessoas conheçam esse amor que nos alcançou. Agora temos outro anseio e responsabilidade… Ser pastores segundo o coração de Deus e que cooperam com o Reino.

Em 2012 o casal foi consagrado a evangelistas durante a oficialização da inauguração da Manah Church em Maceió.

Fonte: Pleno News

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