Família cristã em Bangladesh (Foto representativa: Portas Abertas)
A água, recurso básico para a vida humana, é também usada para perseguir cristãos. Cortar o acesso a esse bem tão precioso é uma forma de pressionar as minorias cristãs a abandonarem a fé e voltarem à religião dos ancestrais em Bangladesh.
Recentemente, sete famílias cristãs foram proibidas de usar a única fonte de água potável do vilarejo. Sem ela, elas seriam obrigadas a tomar água de um tanque no qual os moradores do vilarejo lavam animais e objetos em geral. Não há nada que as famílias cristãs possam fazer contra a decisão, pois são os líderes hindus que controlam o poço de água potável.
A violação dos direitos humanos foi resultado insatisfação de líderes hindus com a conversão das famílias ao cristianismo. Os vizinhos também pressionam os cristãos, os isolam e insultam. Pessoas que antes eram amigas das famílias se tornaram perseguidores.
Parceiros locais pedem oração
A vida se tornou muito difícil. Essas famílias são constantemente forçadas a lidar com os desafios causados pelos vizinhos. “Quando fui buscar água no poço do vilarejo, eles tomaram meus jarros à força. Eles me empurram e disseram que nunca mais deveria voltar ali”, disse Dulali, um dos cristãos perseguidos.
“Odiamos os cristãos. Vocês são sujos. Não podem tocar em nossas coisas”, acrescenta Dulali. As famílias cristãs não tinham a quem recorrer e beberam a água insalubre do tanque, usada para os animais, como a única opção até que parceiros locais da Portas Abertas as encontraram.
Para ajudar as famílias, os parceiros ajudaram a instalar um poço artesiano próprio. “Esperamos que a fonte de água os ajude e não seja mais um fator usado para persegui-los. Eles precisam de água limpa”, conta um parceiro local.
Em um vilarejo próximo, onde parceiros locais da Portas Abertas oferecem aulas de alfabetização de adultos, radicais hindus também estão pressionando. As pessoas que vão às aulas para aprender a ler e escrever são insultadas. Parceiros locais pediram orações pelas famílias assediadas e pelos alunos do projeto de alfabetização.
A Portas Abertas atua em mais de 70 países na missão de prover as necessidades da Igreja Perseguida. Com uma doação, você mantém esse trabalho com alimento, água, Bíblia, treinamento e outras necessidades emergenciais de nossa família da fé.
Cristãos adorando a Deus na África (Foto: Reprodução/CfaN)
O ministério Cristo para todas as Nações (CfaN) liderou seis cruzadas evangelísticas na República Democrática do Congo após 30 anos.
A ação liderada pelo evangelista Daniel Kolenda faz parte da celebração do 50º aniversário da CfaN para conduzir 50 cruzadas em massa da “Cidade do Cabo ao Cairo” este ano.
Até o momento, eles completaram 32 de 50 cruzadas e testemunharam mais de 4 milhões de decisões documentadas por Jesus em 2024.
De 30 de julho a 18 de agosto, a CfaN conduziu duas campanhas simultaneamente a cada semana nas cidades de Mbuji-Mayi e Kabinda.
Nessas regiões, marcadas pela pobreza extrema e pela falta de infraestrutura básica, milhares de pessoas levantaram as mãos para entregar suas vidas a Cristo, e muitos experimentaram curas.
“Hoje à noite, junto com nossa pregação habitual do Evangelho e orações pelos doentes, também oramos para que as pessoas fossem batizadas no Espírito Santo. O derramamento e o enchimento foram extraordinários. A fome pelo Evangelho aqui é real. O clamor da multidão é tão intenso que suas vozes criam um rugido que ressoa pela cidade, atraindo mais pessoas para o campo a cada noite. É um som inspirador. O Leão de Judá está no Congo”, testemunhou a CfaN sobre uma noite em Mbuji-Mayi.
Testemunhos
Maluka, cuja visão ficou prejudicada após um acidente há dois anos, recebeu a cura instantaneamente quando itens de bruxaria foram queimados no campo.
Masanka, uma mulher de 40 anos que sofreu de dor interna e sangramento por 28 anos, foi curada após oração.
Durante dois anos, Grace sentiu dores devido a um caroço no lado esquerdo do corpo. Depois que o evangelista Daniel Kolenda orou, ela tocou a área e sentiu que o caroço havia sumido, assim como as dores.
Bety sofria de dores no lado direito do corpo e na perna há sete anos. Apesar de procurar ajuda em vários hospitais, nenhum tratamento conseguiu aliviá-la. Em uma das cruzadas, ela recebeu uma oração e testemunhou o milagre andando e correndo no altar.
Yamba Yama, que não conseguia andar há 15 anos, também se levantou e andou após a oração.
“A resposta ao evangelho em ambas as cidades foi profunda. Nossos conselheiros estão trabalhando incansavelmente para conectar os muitos novos crentes com as igrejas locais. Nós quebramos maldições, queimamos fetiches de bruxaria e oramos pelos doentes. A escravidão espiritual foi simbólica e literalmente quebrada, resultando em momentos profundos de cura e liberdade”, relatou a CfaN.
A presença de governadores provinciais ressaltou a importância dos eventos na região. Em Mbuji-Mayi, líderes do governo e da igreja local se uniram em oração, abençoando a terra e marcando um novo capítulo para a cidade.
“Meu coração transborda de gratidão por toda a equipe da CfaN e nossos parceiros ao redor do mundo. É uma profunda honra fazer parte desse esforço divino. Obrigado por tornar essas cruzadas possíveis”, concluiu Daniel Kolenda.
Sobre Cristo para Todas as Nações
Fundada por Reinhard Bonnke em 1974 e liderada por Daniel Kolenda, a Christ for All Nations é renomada por conduzir campanhas evangelísticas em larga escala, particularmente na África. Desde 1987, a CfaN testemunhou mais de 93 milhões de decisões documentadas para Cristo.
O ministério é um líder global em evangelismo, fornecendo programas de treinamento de primeira linha para levantar evangelistas e garantir o trabalho contínuo de evangelismo e discipulado dentro de suas comunidades.
Jovens estão testemunhando o impacto do Evangelho em Praga, após uma campanha evangelística com parceria de igrejas evangélicas na capital da República Tcheca.
A missão de verão, que ocorreu de 25 de julho a 4 de agosto, foi iniciada por um ministério norueguês chamado “Jesus Revolution” e pela congregação pentecostal AC Heart Prague.
Cerca de 270 jovens de 30 países diferentes vieram à cidade para uma capacitação evangelística que terminou com evangelismos de rua.
Na ocasião, os jovens fizeram uma apresentação de hip-hop, cujo trecho da letra dizia: “A revolução de Jesus vai virar a cidade de cabeça para baixo”. Além disso, eles contavam testemunhos, pregavam o Evangelho e oravam pelas pessoas duas ou três vezes por noite.
A princípio, as pessoas mantiveram distância. Porém, tempo depois, muitos pararam e ouviram a Palavra.
No dia 5 de agosto, a equipe testemunhou no Instagram: “Ainda não consigo acreditar no que acabou de acontecer em Praga. Os últimos relatórios acabaram de chegar, e acontece que pregamos o Evangelho a mais de 5000 pessoas numa das praças mais icônicas do mundo. Com apenas 0,7% de cristãos evangélicos checos, isto é verdadeiramente um avanço”.
“Foi um cumprimento de palavras proféticas proferidas anos atrás. Duzentos e setenta jovens incendiados encheram as ruas e conseguiram levar 389 pessoas até Jesus”, acrescentaram.
Um dia antes, eles relataram: “Nestes últimos meses, com as nossas equipes, conseguimos ir a 103 cidades em 18 países, alcançando 33.993 pessoas com o Evangelho e vimos 2860 aceitarem Jesus. Servir ao Senhor é uma alegria e um privilégio”.
Jesus Revolution
A organização foi iniciada em 1997 por Stephan e Anne Christiansen com o objetivo de compartilhar o Evangelho para os jovens da Europa e do mundo. Desde então, eles organizaram eventos evangelísticos em mais de 900 cidades em 35 nações.
Ao longo de 20 anos de ministério na Europa, a Jesus Revolution viu milhares de jovens receberem Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.
“Deus nos chamou para doar e transferir ferramentas para igrejas em todo o mundo, a fim de enviar os crentes para alcançar os perdidos. Ansiamos ver jovens recebendo o amor, a presença de Deus, a salvação e a cura”, informou a missão.
E continuou: “Acreditamos que uma geração está se levantando com uma ousadia e fé diferentes. Acreditamos que a colheita é abundante, e que os trabalhadores precisam ser treinados e enviados para entrar nessa colheita”.
“Nos últimos anos, houve milhares de testemunhos de jovens que encontraram o amor de Cristo e buscaram a salvação nas ruas de cidades europeias. Centenas foram curadas pelo poder de Deus”, concluíram.
A internet tem se tornado um vasto campo missionário, possibilitando que muitas pessoas sejam alcançadas e edificadas pelo poder de Deus através da pregação das Escrituras. Em vista disso, as igrejas têm adotado a tecnologia para transmitir cultos, atividades e programações.
Contudo, esses conteúdos frequentemente incluem fotos e vídeos que expõem a imagem de diversas pessoas. É essencial, portanto, observar a legislação brasileira para evitar processos por uso indevido de imagem.
O direito à imagem é um direito da personalidade, que engloba a proteção de aspectos fundamentais da identidade de uma pessoa, como o corpo, a imagem e o nome. Esse direito está garantido no artigo 5º, inciso 10, da Constituição Federal de 1988, que afirma: “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação,” conforme explica o advogado Matheus Carvalho, diretor-executivo da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos).
Carvalho também cita o artigo 20 do Código Civil Brasileiro, que estabelece: “Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da Justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destinarem a fins comerciais.”
Portanto, a legislação garante que a imagem de uma pessoa não pode ser utilizada, divulgada ou explorada sem seu consentimento, exceto em situações específicas previstas por lei, como em casos de interesse público. “Fotografar ou filmar pessoas na igreja e postar essas imagens em redes sociais ou outras mídias sem consentimento pode resultar em ações judiciais, embora isso não seja comum”, ressalta Carvalho. A divulgação não autorizada pode ser considerada uma violação do direito de imagem, levando a possíveis indenizações por danos materiais ou morais, devido ao constrangimento, violação da privacidade ou prejuízo à honra da pessoa.
Caso uma igreja ou outra entidade utilize indevidamente a imagem de alguém, Matheus Carvalho destaca que pode ser condenada a indenizar por danos morais, conforme o impacto da violação sobre a pessoa; a indenizar por danos materiais, se o uso da imagem causou prejuízos financeiros; e/ou a se retratar publicamente e remover o conteúdo. Para reduzir riscos e proteger tanto a organização quanto seus membros ou visitantes, o advogado faz algumas recomendações:
1. Obter consentimento expresso: Antes de fotografar ou filmar alguém, obtenha o consentimento das pessoas envolvidas, preferencialmente por escrito. Isso pode ser feito através de autorizações assinadas ou termos de consentimento (como o Termo de Autorização de Uso de Imagem). Embora essa abordagem seja útil para obreiros e voluntários, pode ser inviável em cultos com grandes públicos.
2. Informar claramente: Em eventos com muitos participantes, comunique de forma clara que o evento será filmado ou fotografado e explique como as imagens serão utilizadas. Cartazes informativos na entrada e no interior do templo, além de avisos no telão, são boas práticas para garantir que a permanência no espaço de culto implique em um consentimento tácito.
3. Respeitar a vontade das pessoas: Mesmo com avisos gerais, se alguém expressar que não deseja ser filmado ou fotografado, essa solicitação deve ser respeitada. Informe a equipe de mídia para evitar a captura e divulgação de sua imagem e edite essas partes em eventuais gravações.
4. Atenção a menores de idade: A captura de imagens de crianças e adolescentes requer a autorização prévia dos pais ou responsáveis legais. Recomenda-se evitar a captura intencional de menores no espaço de culto.
5. Revisar o conteúdo antes de publicar: Avalie se a divulgação do conteúdo, seja em transmissão ao vivo ou gravada, pode expor alguém a situações embaraçosas ou prejudiciais. Decisões judiciais recentes têm condenado igrejas ao pagamento de indenizações por danos morais devido à gravação e divulgação de vídeos de cultos que envolvem momentos íntimos ou constrangedores, como libertação ou a leitura pública de pecados para aplicação de disciplina eclesiástica.
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
A Nicarágua ordenou nesta quinta-feira (22/08) que igrejas e entidades religiosas paguem imposto de renda e forçou o fechamento de mais de 150 organizações não governamentais, em uma nova ação contra opositores do regime de Daniel Ortega.
A resolução revoga a “Lei de Regulação Tributária” que isentava as igrejas do pagamento das taxas. Agora, qualquer entidade religiosa fica sujeita a pagar ao governo 30% de sua renda anual.
O governo também fechou 151 ONGs, a maioria delas comerciais. Entre elas estão a Câmara Espanhola de Comércio, a Câmara Americana de Comércio da Nicarágua (Amcham), a Federação das Câmaras Europeias de Comércio e Indústria da Nicarágua e a Associação Civil da Câmara Alemã de Indústria e Comércio da Nicarágua.
O governo acusa as ONGs de não cumprirem as leis que as regulamentam, pois não informaram, por períodos de 1 a 35 anos, seus demonstrativos financeiros. Deputados governistas alegam que as associações usaram recursos de doações para tentar derrubar Ortega nas manifestações contra o regime, em 2018.
A ofensiva jurídica contra as ONGs é similar à estratégia encampada pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro.
As medidas foram tomadas depois de a Assembleia Nacional do país reformar leis que alteram o funcionamento das ONGs, que agora terão de formar “alianças” com instituições estatais para implementar seus projetos.
Repercussão internacional
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou a decisão nesta quinta-feira (22/08). “Esta ação intensifica a repressão na Nicarágua, demonstrando o ataque contínuo contra o pluralismo e o fechamento deliberado do espaço cívico e democrático no país”, denunciou a CIDH em nota.
“A decisão das autoridades nicaraguenses de proibir mais 1.500 organizações da sociedade civil, cerca de metade delas associações religiosas, é profundamente alarmante, ainda mais em um país que viu o espaço cívico ser erodido nos últimos anos”, concordou a porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Elizabeth Throssell, em um comunicado.
Ofensiva contra igrejas
O governo já prendeu centenas de opositores desde os protestos contra o regime de Ortega em 2018 que, segundo as Nações Unidas, deixou mais de 300 pessoas mortas. A nova ofensiva aumenta para 5.200 o número de organizações civis dissolvidas no país em seis anos.
Desde 2022, Ortega intensificou uma ofensiva contra as igrejas católica e evangélica no país, confiscando propriedades e prendendo padres e bispos que denunciaram a guinada autoritária do regime.
No começo de agosto deste ano, ogoverno Lula expulsou a embaixadora da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matus. A decisão veio como resposta à expulsão, um dia antes, do embaixador brasileiro na Nicarágua, Breno de Souza da Costa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantinha proximidade com Ortega desde 1980, mas a relação passou a ficar estremecida desde o ano passado.
Ortega tornou-se líder da Nicarágua como chefe de uma junta, em 1979, depois de lutar no movimento sandinista que derrubou a ditadura da família Somoza, apoiada pelos EUA. Mais tarde, foi eleito presidente do país, em 1985. Derrotado nas eleições de 1990, ele retornou ao poder em 2007 e, desde então, anulou os limites do mandato presidencial e assumiu o controle de todos os ramos do Estado.
A atriz Heloísa Périssé, conhecida por seus papéis cômicos na televisão e no teatro, passou por uma profunda transformação pessoal após enfrentar um câncer nas glândulas salivares, diagnosticado em 2019. Durante uma recente entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido em 21 de agosto de 2024, Heloísa revelou que essa experiência a levou a ressignificar sua vida, incluindo sua relação com a religião.
Heloísa, que anteriormente se identificava como evangélica, declarou que não se considera mais ligada a uma religião específica. “Eu sempre fui uma pessoa muito religiosa, tenho uma igreja lá em casa. Mas não sou religiosa pelo lado do dogma, sou pelo lado do religar. Hoje, aos 58 anos de idade, eu não tenho mais religião. Eu tenho fé”, afirmou a atriz, destacando que a fé, e não uma religião organizada, é agora o centro de sua espiritualidade.
A atriz compartilhou ainda que, durante o tratamento do câncer, vivenciou momentos de profunda reflexão e de confronto com a própria mortalidade. Essa jornada a levou a reavaliar suas crenças e a desenvolver uma visão mais pessoal e madura sobre a fé, enfatizando que “a fé realmente move montanhas, seja física ou espiritual”.
Essa mudança de perspectiva reflete não apenas a superação do câncer, mas também um processo de amadurecimento espiritual que, segundo Heloísa, a colocou em um “lugar muito especial” na vida. A transição da religião institucional para uma espiritualidade baseada na fé pessoal marca um novo capítulo na vida da atriz, que continua a ser uma figura inspiradora para muitos, tanto por sua carreira artística quanto pela sua resiliência em momentos difíceis.
A legislação, que deve ser sancionada em breve pelo presidente Volodymyr Zelenskyy, proíbe explicitamente instituições religiosas subordinadas a líderes baseados na Rússia e é vista até mesmo por alguns apoiadores da Ucrânia como um exagero em nome da segurança nacional, uma violação da liberdade religiosa e um risco potencial à continuação da ajuda militar estrangeira.
O alvo claro da lei é a Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC, sigla em inglês) com seus laços históricos com Moscou. A igreja se declarou independente do Patriarcado de Moscou três meses após a invasão russa em larga escala em 2022, mas muitos ainda suspeitam que pelo menos parte da liderança da igreja tenha lealdade à Rússia.
“O governo de Kiev quer ver os canais de influência russa na sociedade ucraniana totalmente minimizados”, disse Andreja Bogdanovski, autora, acadêmica e analista do cristianismo ortodoxo.
Antes da votação, Zelenskyy disse que a lei “garantiria que não haveria manipulação da Igreja Ucraniana por parte de Moscou”.
“Este projeto de lei deve funcionar e deve acrescentar à Ucrânia a unidade da catedral, nossa verdadeira unidade espiritual”, acrescentou.
Historicamente, a Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC, sigla em inglês) tem sido o maior grupo religioso na Ucrânia, mas os cristãos ortodoxos do país se viram divididos em 2019, quando um novo corpo religioso, a Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OCU, sigla em inglês), foi reconhecido como canônico e totalmente independente de Moscou sob a bênção do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.
A OCU, que agora representa a maioria dos cristãos ortodoxos na Ucrânia, foi formada em parte por paróquias que resistiram ao controle russo durante os movimentos de independência da Ucrânia no início e no final do século XX. Na esteira da anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e do apoio às milícias separatistas na região de Donbas, a OCU foi reforçada por clérigos ucranianos que sentiam que os cristãos ortodoxos ucranianos precisavam de um corpo religioso divorciado do Patriarca Kirill de Moscou, que há muito tempo é um aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin e justificou a agressão da Rússia em termos espirituais.
A lei, uma vez assinada, equiparia o governo ucraniano para criar uma comissão para investigar instituições religiosas em todo o país. A comissão teria então nove meses para fornecer uma lista daqueles considerados subordinados às instituições russas.
A maior organização de entidades religiosas da Ucrânia, o Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas, que representa grupos cristãos, judeus e muçulmanos, endossou o projeto de lei em uma declaração de 17 de agosto , elogiando o esforço “para tornar impossível que tais organizações operem em nosso país”.
Aqueles que cortarem seus laços com a Rússia durante esse período poderão continuar a funcionar. O que constitui um laço e um nível apropriado de separação ainda não foi especificado. Esses detalhes são o que em parte atrasou a aprovação da legislação por mais de um ano e meio depois que Zelenskyy endossou seu rascunho pela primeira vez.
Iryna Herashchenko, primeira vice-presidente do Parlamento ucraniano, saudou a aprovação do projeto de lei como uma “votação histórica”.
O Parlamento “aprovou um projeto de lei proibindo a filial do país agressor na Ucrânia. 265 parlamentares votaram A FAVOR! Esta é uma questão de segurança nacional, não de religião”, ela anunciou no X.
Apesar do amplo apoio dentro da Ucrânia, o projeto de lei foi fortemente criticado por alguns líderes ortodoxos, incluindo aqueles da população que apoia a Ucrânia contra a agressão russa.
O recém-eleito Patriarca da Bulgária, Daniil, enviou uma carta de apoio ao Metropolita Onufriy, o primaz da UOC. A igreja búlgara não reconhece a OCU como canônica, mas a igreja e o governo expressaram apoio à Ucrânia na guerra.
“Vocês resistiram e continuam, com a ajuda de Deus, a resistir a todas as tentativas de criar desunião, preservando a unidade, a integridade e a canonicidade da Igreja Ortodoxa Ucraniana”, escreveu o Patriarca Daniill.
Onufriy também recebeu cartas de apoio dos chefes das igrejas ortodoxas de Antioquia e da Geórgia. Ambas as jurisdições emitiram declarações tímidas de condenar o papel do Patriarca Kirill na agressão russa.
Mas o projeto de lei também foi criticado por muitos observadores por questões de liberdade religiosa e deve ser contestado à medida que a Ucrânia se aproxima de ingressar na União Europeia.
“É muito difícil, diplomaticamente, conciliar essa lei com as ambições europeias da Ucrânia”, disse Samuel Noble, um estudioso do cristianismo ortodoxo na Universidade Aga Khan em Londres. “Esse é o tipo de coisa que acabará sendo levada a Estrasburgo, ou seja, ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
“Não é normalmente o tipo de coisa que se faz em um país que aspira a se juntar à União Europeia. Por outro lado, a Ucrânia não está em uma situação normal”, ele acrescentou.
Smilen Markov, um estudioso búlgaro do cristianismo ortodoxo, foi mais direto: “O estado ucraniano está violando a liberdade religiosa. Ele declara uma comunidade religiosa pró-Rússia, o que é legalmente problemático, divisivo e ruinoso.”
Regina Elsner, presidente de igrejas orientais e ecumenismo no Instituto Ecumênico da Universidade de Muenster, postou no Twitter que a aprovação da legislação é “profundamente perturbadora”.
“Esta lei abre uma porta para violações sérias da liberdade religiosa e nova fragmentação dentro da Ucrânia”, ela disse. “As emendas dos últimos meses não melhoraram nada. Ódio e violência contra fiéis da UOC recebem aprovação pública. Triste.”
Desde o início da guerra em larga escala, a Ucrânia prendeu mais de 100 padres da UOC sob acusações de espionagem e discurso anti-ucraniano, incluindo publicação de opiniões nas redes sociais e discursos no púlpito.
A Igreja Ortodoxa Russa, em particular, tentou usar essas preocupações com a liberdade religiosa para angariar simpatia pela UOC e lançar dúvidas sobre a ajuda ocidental à Ucrânia, que tem sido crucial para a defesa ucraniana.
“A Igreja Ortodoxa Ucraniana está sendo submetida a represálias por sua recusa em se juntar à organização de cismáticos e povos autoordenados, criada como um projeto político que visa destruir a herança espiritual comum dos povos russo e ucraniano”, disse Vladimir Lagoida, um porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa, no Telegram. “Não há dúvida de que a perseguição à Igreja Ortodoxa Ucraniana receberá, mais cedo ou mais tarde, uma avaliação justa, assim como os regimes ímpios do passado a receberam, destruindo o direito humano à fé e a pertencer à sua Igreja.”
A UOC deixou de homenagear o Patriarca Kirill em orações e disse que não está vinculada às decisões do Santo Sínodo do Patriarcado de Moscou.
“Na lógica da Igreja Ortodoxa, isso é efetivamente uma declaração de independência”, disse Noble. “Mesmo da perspectiva dos russos, oficialmente no papel, a UOC é autônoma em todas as coisas, exceto pelo assento de Onufriy no Sínodo do Patriarcado de Moscou, que ele mais ou menos renegou.”
Ainda assim, muitos ucranianos continuam profundamente desconfiados da UOC. Em 2021, 18% dos ucranianos religiosos se identificaram como membros da UOC, mas meses após a invasão em larga escala da Rússia, esse número caiu para apenas 4%, de acordo com o Instituto Internacional de Sociologia de Kiev . A mesma pesquisa descobriu que a filiação à OCU aumentou de 34% para 54%. Além disso, centenas de congregações ortodoxas mudaram de lealdade da UOC para a OCU, de acordo com registros da igreja, mas poucos monges, tradicionalmente vistos como fontes de autoridade na igreja, seguiram.
“É claro que é verdade que a hierarquia da UOC é parcialmente pró-Rússia”, observou Markov. “As alegações sobre laços com Moscou são frequentemente factualmente corretas.
“No entanto, essas perpetrações são pessoais e devem ser provadas caso a caso”, ele acrescentou. “Elas não podem ser atribuídas a uma comunidade religiosa de milhões de ucranianos.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto representativa: Portas Abertas)
Nos últimos meses, parceiros locais da Portas Abertas receberam relatos de cristãos de três igrejas no Vietnã, país que ocupa o 35º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024. que têm sido assediadas pelas autoridades locais. Além das ameaças, a comunidade cristã está sendo privada de benefícios do governo.
Um dos incidentes começou em março. Autoridades locais passaram a interferir frequentemente nos cultos dominicais. Membros da igreja, composta por aproximadamente 30 pessoas, também relataram ameaças de pessoas de fora do vilarejo e tentativas de furar os pneus das motocicletas que usam para visitar os cristãos locais.
Ameaça às crianças e aos mais pobres
“Os cristãos estão tentando se encontrar durante a semana, não mais no domingo, e em pequenos grupos em vários locais para evitar retaliações das autoridades. A congregação também está se esforçando para registrar a igreja oficialmente e, para isso, precisa diminuir as atividades para que as autoridades aceitem o pedido de documentação”, conta Vinh (pseudônimo), um parceiro local.
Outra igreja na planície Centro-Norte do Vietnã tem recebido visitas e assédios frequentes das autoridades locais. “Apesar de o governo ter reconhecido a denominação da igreja no ano passado e o pastor ter se encontrado com as autoridades locais, a igreja continua sendo vigiada todos os domingos”, diz o parceiro local.
Eles foram alertados que caso a igreja continue a fazer os cultos, os membros mais pobres que contam com benefícios do governo perderiam a assistência social e de saúde”, acrescenta Vinh. Mesmo sob monitoração intensa, os cristãos locais continuam a praticar a fé e a se reunir no domingo.
Na terceira igreja assediada, as crianças cristãs são o alvo da vigilância. “Os policiais as observam na escola porque fazem parte de famílias cristãs. Ainda assim, nessa igreja, os cristãos também continuam a fazer os cultos e atividades da igreja. Peça a Deus que os próximos meses sejam menos tensos e para que as crianças não tenham a fé abalada. Elas estão muito assustadas”, diz o parceiro local.
Mais de 10% dos cristãos protestantes mencionaram uma história do Novo Testamento ao serem questionados sobre sua passagem favorita do Antigo Testamento, conforme revelou um novo estudo.
A Lifeway Research divulgou na semana passada um relatório intitulado “Visões de Frequentadores de Igrejas Protestantes sobre Histórias Bíblicas”, baseado em respostas de 1.008 frequentadores de igrejas protestantes americanas coletadas em setembro de 2023.
A pesquisa questionou os entrevistados: “De todas as histórias encontradas no Antigo Testamento da Bíblia, qual é a sua favorita?”
Moisés e arca de Noé
Treze por cento dos entrevistados destacou o livro do Êxodo e o foco em Moisés como sua parte favorita do Antigo Testamento. A história de Noé e a Arca ocupou o segundo lugar, com 11% dos frequentadores de igrejas protestantes citando-a como sua favorita.
No entanto, a porcentagem de entrevistados que mais apreciaram a história de Noé e a Arca foi equivalente àquela que mencionou uma história ou livro do Novo Testamento como sua parte favorita do Antigo Testamento.
Além disso, 7% dos entrevistados responderam “nenhum” quando questionados sobre sua parte favorita do Antigo Testamento, enquanto 3% disseram que não sabiam.
Isso indica que apenas 79% dos participantes realmente identificaram uma história ou livro do Antigo Testamento como sua parte favorita, quando questionados sobre o Antigo Testamento.
“Embora os frequentadores da igreja possam abrir uma Bíblia na igreja, pelo menos 1 em cada 5 pode não estar familiarizado com a forma como ela é organizada e o que distingue o Novo Testamento do Antigo Testamento”, disse Scott McConnell, CEO da Lifeway Research, ao The Christian Post.
“Alguns desses frequentadores podem ter passado menos tempo na Bíblia, enquanto outros podem não conhecer a Bíblia por si mesmos porque outra pessoa sempre foi seu GPS para navegar nela.”
Outras histórias e livros amplamente adotados pelos cristãos como suas partes favoritas do Antigo Testamento incluem o livro de Gênesis (10%), a história de Davi e Golias (8%), a história de Adão e Eva (5%), a história de Jó (4%), a história de Rute (4%), a história de José (3%), a história de Jonas (3%), a história de Daniel (3%), a história de Ester (2%), a história de Davi (2%), o livro dos Salmos (2%), a história de Caim e Abel (2%), a história de Abraão (1%), a história de Elias (1%) e a história de Sansão (1%).
Resumir ou recitar passagem
Menos de 1% dos entrevistados selecionaram todas as opções restantes como suas histórias ou livros favoritos do Antigo Testamento. A pesquisa também avaliou a capacidade dos frequentadores de igrejas de recitar ou resumir algumas das histórias bíblicas mais notáveis de memória.
Em relação à história de Davi e Golias, 34% dos entrevistados afirmaram que “podem contar tudo com precisão”, enquanto 39% disseram que “podem contar, mas alguns detalhes podem estar faltando ou errados”.
Vinte e três por cento expressaram confiança de que “poderiam apenas dar uma rápida visão geral” da história, e 3% acreditavam que “não poderiam contar nada dela”. Menos de 1% afirmou que não se tratava de uma história bíblica.
Uma parcela ligeiramente maior de entrevistados acreditava que poderia contar toda (39%) ou a maior parte (43%) da história da Arca de Noé. A porcentagem daqueles que se sentiam confiantes o suficiente para “apenas dar uma rápida visão geral” caiu para 17%. Apenas 1% afirmou que “não conseguia contar nada disso”, enquanto menos de 1% não a reconheceu como uma história bíblica.
A confiança na capacidade de recitar toda a história de Daniel e a Cova dos Leões foi significativamente menor, com apenas 24% dos entrevistados se sentindo capazes de contar a história com precisão. No entanto, a mesma porcentagem (39%) que acreditava poder resumir a história de Davi e Golias com precisão também se sentiu capaz de fazer o mesmo com a história de Daniel e a Cova dos Leões. Um por cento dos entrevistados alegou que não se tratava de uma história bíblica.
Vinte e nove por cento dos entrevistados se sentiram confiantes em sua capacidade de contar toda a história de Deus pedindo a Abraão que sacrificasse Isaque, enquanto 35% acreditavam que poderiam descrever a maior parte dela. Vinte e seis por cento caracterizaram seu conhecimento da história como suficiente para dar apenas uma visão geral, e menos de 1% não a reconheceu como uma história bíblica.
Jonas e o peixe grande
Quanto à história de Jonas e o peixe grande, uma pluralidade de 35% dos entrevistados afirmou que poderia contar a maior parte dela de memória, enquanto 28% sustentaram que poderiam contar toda a história. Vinte e seis por cento consideraram seu conhecimento suficiente para dar uma “visão geral rápida”, e 8% disseram que não poderiam contar nada da história. Dois por cento dos entrevistados não conseguiram identificá-la como uma história bíblica.
Embora a maior parte da pesquisa tenha se concentrado nas opiniões dos entrevistados sobre histórias bíblicas reais, uma pergunta abordou uma história bíblica inexistente: a de Rômulo e Remo. Apenas uma pluralidade dos entrevistados (39%) reconheceu que essa passagem fictícia não fazia parte da Bíblia.
Rômulo e Remo
Em contraste, a maioria dos entrevistados pareceu acreditar que a Bíblia contém o livro fictício mencionado. Trinta e três por cento disseram que “não conseguiam contar nada” sobre a passagem inexistente, enquanto 16% destacaram sua capacidade de “dar uma visão geral rápida”. Seis por cento demonstraram um grau ainda maior de confiança, afirmando que poderiam se lembrar da maior parte da história. Apenas 1% respondeu que conseguia recitar a história de Rômulo e Remo de memória.
“O grande número de frequentadores de igrejas que admite prontamente não ter clareza sobre alguns dos detalhes das interações de Deus com os patriarcas ajuda a explicar a necessidade de ensino bíblico regular nas igrejas,” observou McConnell.
“Embora reconhecer os nomes de cada pessoa mencionada na Bíblia possa ter pouco valor, a fé cristã atribui grande importância ao reconhecimento do ensino bíblico por outras vozes, pois Jesus disse que Ele é o único caminho.”
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Isabel Vaughan-Spruce foi acusada por orar em pensamento - Foto: ADF UK)
Após ser detida por orar silenciosamente em frente a uma clínica de aborto no Reino Unido, uma voluntária de uma instituição cristã recebeu uma indenização de £13.000 (aproximadamente R$78 mil) e um pedido de desculpas. Isabel Vaughan-Spruce foi inicialmente presa pela Polícia de West Midlands em novembro de 2022.
Em fevereiro de 2023, Vaughan-Spruce foi absolvida de todas as acusações pelo Tribunal de Magistrados de Birmingham, mas foi novamente detida semanas depois pela mesma acusação. “Embora eu esteja muito grata pela absolvição, nunca deveria ter sido necessário chegar a esse ponto para resolver a situação”, afirmou Vaughan-Spruce.
Ela observou: “Não deveríamos ter que processar a polícia. Muitas pessoas não suportariam passar pelo que eu passei e poderiam desistir ou renunciar aos seus direitos. Isso é algo que não deveríamos enfrentar como cristãos e defensores da vida.”
Isabel foi presa enquanto orava silenciosamente em uma “zona de proteção”, uma área onde comportamentos que possam intimidar mulheres que vão a clínicas de abortosão proibidos. Contudo, a promotoria não conseguiu apresentar provas suficientes contra ela.
Com o apoio da ADF International, Vaughan-Spruce entrou com uma ação legal contra a polícia, alegando prisão injusta, detenção indevida e violação de direitos humanos. Agora, os ministros estão considerando revisar as diretrizes policiais, que determinam que a “oração silenciosa” a menos de 150 metros de uma clínica de aborto ou hospital não deve ser considerada uma ofensa em toda a Inglaterra e no País de Gales.
Vaughan-Spruce comentou: “É uma vergonha absoluta que essas zonas de proteção tenham sido estabelecidas nacionalmente. Defensores da vida são pacíficos e estão lá para ajudar realmente as mulheres. Muitas mulheres que ajudamos não nos procurariam se estivéssemos fazendo o que alegam.”