Início Site Página 242

Comissão do Senado aprova projeto que exige conteúdo feminista nas escolas

Senado Federal
Senado Federal

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou, na quarta-feira (19), uma proposta que torna obrigatória a inclusão de conteúdos feministas nos currículos escolares do ensino fundamental e médio.

De autoria da deputada Tábata Amaral (PSB-SP), o projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Agora o texto segue para a Comissão de Educação onde será discutido, antes de ir ao plenário da Casa.

A discussão acontece em meio ao debate do projeto que equipara o aborto após a 22ª semana de gestação a homicídio.

O projeto sobre feminismo estabelece que o conteúdo feminista deve ser integrado a disciplinas como história, ciências, artes e cultura do Brasil e do mundo.

A proposta visa levar para as salas de aula o ponto de vista feminino, com o objetivo de “resgatar as contribuições, vivências e conquistas das mulheres nas áreas científica, social, artística, cultural, econômica e política”, conforme afirma o texto.

‘Estereótipos’

A relatora na CDH, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), destacou a importância da proposta como uma maneira de valorizar a mulher na sociedade.

“Em razão dos estereótipos existentes, há uma associação de brilhantismo e genialidade muito mais aos homens do que às mulheres”, disse.

“A existência desses estereótipos influencia a tomada de decisões de meninas a partir dos seis anos de idade, desencorajando-as de interesses em determinadas matérias, o que, como consequência, contribui para que diversas áreas e carreiras de grande reconhecimento tenham baixa representação de mulheres”, afirmou Thronicke.

A senadora também levantou o debate sobre a dificuldade de encontrar personagens femininas nos livros de história.

“Mulheres são menos de 10% dos personagens em livros de história usados em escolas públicas. Dos 859 personagens mencionados na coleção História, Sociedade & Cidadania, somente 70 são mulheres, que aparecem muito mais do que os homens em rodapés e caixas laterais, fora do eixo central da narrativa”, completou.

O projeto também institui a campanha nacional “Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História”, a ser celebrada anualmente na segunda semana de março em todas as escolas de educação básica.

“A Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História não é uma data comemorativa, mas uma verdadeira campanha que visa à implementação de ações que objetivam concretizar o princípio constitucional de igualdade entre meninas e meninos, entre mulheres e homens”, finalizou a relatora.

Questões políticas

Para a psicóloga e palestrante Magali Leoto, muitos movimentos feministas estão mais preocupados com ideologias sociais e políticas, do que com a saúde integral e bem-estar da mulher.

Colunista do Guiame, em seu artigo “Feminismo bíblico: o que é ser mulher, sua identidade e função na criação”, Magali explica que nestes tempos pós-modernos, temos vivido a relativização de alguns conceitos.

“A identidade do que é ser mulher, tem sido alvo de muitas controvérsias. A partir dos movimentos feministas dos anos 60, quando o lugar da mulher passou a ser questionado, aconteceram alguns ganhos que permanecem até hoje.”

“Não podemos negar, no entanto, que esta luta por mudanças também trouxe prejuízos. Foi um ‘grito de protesto’, fruto de anos de injustiças. Pensou-se muito na valorização da mulher, mas pouco se avaliou quanto as consequências destas mudanças, para a sociedade e principalmente para o ambiente familiar.”

De acordo com a psicóloga, que é cristã, fala-se muito sobre o “empoderamento feminino”, algo que poderia ser uma ferramenta de descobertas e habilidades pessoais, mas tornou-se motivo de disputas entre os sexos.

“Traz como argumentos a autonomia e autossuficiência da mulher, distanciando os cônjuges de uma interdependência no relacionamento e afastando-os cada vez mais, para seus mundos individualizados.”

Fonte: Guia-me com informações de G1

Preparador físico da Seleção Brasileira é demitido após post contra aborto

Preparador Físico Diego Falcão. Foto: Reprodução Instagram /diegomfalcao.
Preparador Físico Diego Falcão. Foto: Reprodução Instagram /diegomfalcao.

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) demitiu o preparador físico da seleção feminina após ele publicar posts contra o aborto nas redes sociais.

Segundo a Folha de S.Paulo, Diego Falcão fazia parte da comissão técnica e se declarou a favor do “PL Antiaborto” nos últimos dias.

Em postagem, Diego, que é cristão católico, afirmou que “qualquer país que aceite o aborto não está ensinando o seu povo a amar, mas a usar qualquer violência para conseguir o que deseja”.

A decisão da CBB aconteceu após um pedido das jogadoras, que ficaram incomodadas com o pocisionamento pró-vida do preparador.

As atletas, incluindo Clarrisa dos Santos e Damiris, criticaram Falcão nas redes sociais após suas postagens.

“Hoje eu ouvi comentários e depois vi as mensagens de um funcionário que trabalha com basquete feminino que respostou um post sobre o “PL do Estupro” e expressando a opinião dele sobre a vida. Mas uma coisa que fica muito difícil de engolir é que o post não tava falando sobre vida, mas sobre morte psicológica, que é o estupro. Morte psicológica pensando nas que sobrevivem, né? Porque muitas morrem. (…)”, diz Clarissa dos Santos em vídeo.

“Inacreditável que um profissional, que trabalha com o feminino, demonstre esse tipo de posicionamento nas redes sociais. O estupro é um crime grave. Que as mulheres tenham o direito de decidir e expressar sua opinião sobre isso. É essencial que nossa confederação se posicione de forma clara e adequada a esse assunto tão sério”, escreveu Damiris Dantas.

No domingo (23), Diego se pronunciou sobre o caso, agradecendo o apoio que recebeu através de mensagens.

“Quero agradecer de coração a todos que me enviaram mensagens positivas, ligaram e manifestaram publicamente seu apoio. No início, foi muito difícil assimilar tudo, mas o apoio de vocês me emocionou profundamente”, escreveu ele.

“Em breve, vou falar com vocês, como sempre fiz na minha vida, me posicionar com clareza e transparência. Obrigado por estarem ao meu lado nesse momento. Não brinquem com as coisas de Deus!”, acrescentou.

O profissional ainda citou uma frase de Billy Graham sobre a rejeição da mensagem do Evangelho:

“O mundo aceita bem todas as religiões, só não aceita o Evangelho porque o Evangelho exige mudança. É impossível viver para Deus, sem morrer para o mundo”.

Sobre o PL Antiaborto

O Projeto de Lei (PL) 1904/24, de autoria do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), pretende punir com as mesmas penas aplicáveis ao homicídio a realização de aborto após a vigésima segunda semana de gestação, direcionadas especificamente ao médico que realizar o procedimento.

A principal justificativa para a elaboração do PL, segundo seu autor, é a proteção da vida, uma vez que em uma gestação de 22 semanas (cinco meses e meio) já há a possibilidade de a criança sobreviver fora do ambiente uterino.

Após a aprovação da urgência do PL, o que significa que ele será analisado diretamente no plenário da Câmara sem discussões prévias em comissões temáticas, a proposta passou a sofrer uma intensa narrativa e desinformação para dificultar seu avanço.

De acordo com o deputado federal Nikolas Ferreira, os argumentos contrários são sustentados por narrativas que distorcem o teor do projeto, como por exemplo, alegações de que com sua aprovação haveria punição a menores e ainda que a proposta beneficia o estuprador. Os contrários batizaram a proposta pejorativamente de “Projeto do Estuprador”.

É essencial destacar que indivíduos menores de 18 anos não serão sujeitos a essa penalidade, já que o Código Penal os classifica como inimputáveis. Portanto, a ideia de que o projeto de lei puniria menores é sem base.

Quanto à preocupação de que o projeto possa elevar a vulnerabilidade de mulheres grávidas em consequência de estupro, é importante notar que a legislação proposta não modifica as circunstâncias que excluem a punibilidade do aborto em situações de estupro ou quando há risco à vida da mãe até o ponto de viabilidade do feto.

O aborto no Brasil continua permitido em três situações específicas, sem um limite de idade gestacional estipulado: quando houver estupro, quando a vida da mulher está em risco e em casos de feto anencéfalo (que não tem cérebro).

Com informações de Guia-me, Comunhão e Folha de S.Paulo

Jovem hindu aceita Jesus após família ser curada

Jovem hindu. (Foto: Ilustração/Portas Abertas)
Jovem hindu. (Foto: Ilustração/Portas Abertas)

Saleena*, de 19 anos, conheceu Jesus após testemunhar a cura de sua família em uma aldeia hindu, que não foi identificada.

“Minha mãe e meu irmão estavam gravemente doentes. Visitamos todos os templos hindus da região, mas ninguém conseguiu curá-los”, disse ela à SDOK (Stichting de Ondergrondse Kerk), uma organização que apoia cristãos perseguidos.

Tempo depois, uma cristã, que vivia numa aldeia próxima, ouviu falar sobre a enfermidade da família. Então, ela os visitou e perguntou se poderia orar por cura.

“Após sua oração, Deus curou os dois. Daquele momento em diante eu soube: ‘Esse Deus é real. Eu quero segui-lo”, testemunhou Saleena.

Além da jovem, sua família também se rendeu a Cristo. Depois que souberam do ocorrido, os moradores da aldeia invadiram a casa dos recém convertidos enquanto eles oravam. No entanto, eles permaneceram firmes na fé em meio a perseguição.

“Eles nos puxaram para fora e nos jogaram em um poço, na periferia da aldeia e gritaram: ‘Não queremos cristãos aqui. Retornem ao Hinduísmo’”, contou a jovem.

A família foi mantida no poço a noite toda e só foi autorizada a voltar para casa na manhã seguinte. Apesar da situação ameaçadora, Saleena sentiu a presença de Deus.

Atualmente, ela frequenta uma escola bíblica dirigida por voluntários da missão e pretende voltar para a aldeia para compartilhar o Evangelho.

SDOK

A SDOK, que foi fundada a partir do testemunho de um cristão perseguido pelo comunismo, é uma organização interdenominacional que trabalha para ajudar milhares de cristãos que sofrem com a perseguição ao redor do mundo.

“Trabalhamos a partir da nossa fé em Jesus Cristo e somos guiados pela Palavra de Deus, a Bíblia”, informou o site da instituição.

Fonte: Guia-me com informações de SDOK

Pastores fazem oração na abertura da Copa América 2024

Emilio Agüero e Caleb Mooney anunciaram o Evangelho na cerimônia de abertura. (Foto: Instagram/Bryan Albariño/Reprodução/SNT).
Emilio Agüero e Caleb Mooney anunciaram o Evangelho na cerimônia de abertura. (Foto: Instagram/Bryan Albariño/Reprodução/SNT).

Dois pastores oraram em nome de Jesus na cerimônia de abertura da Copa América 2024, em Atlanta, nos Estados Unidos, na última quinta-feira (20).

Um deles foi o paraguaio Emilio Agüero Esgaib, pastor da igreja Más Que Vencedores. O líder evangélico fez uma oração e anunciou Jesus em espanhol, antes do primeiro jogo Argentina X Canadá.

“Deus abençoe a América. A mensagem de Cristo ainda é válida hoje e Ele nos chamou à paz, à compreensão e ao perdão. Creia, porque para quem crê, tudo é possível. Essas palavras nos incentivam a não desanimar, a acreditar grande e acreditar que tudo pode ser feito”, declarou o pastor.

O outro pastor, Caleb Mooney, dos Estados Unidos, pregou o Evangelho em sua oração.

“Jesus disse: Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. Uma vida abundante consiste em amor pelos outros, perdão pelos outros, unidade uns com os outros. Isso é possível quando nos focamos em Deus, a fonte da vida. Deus, nós pedimos por sua bênção por esse torneio, pelas nações representadas, as seleções, os jogadores e famílias”, orou.

O vídeo dos pastores orando no gramado viralizou nas redes sociais. O líder Emilio Agüero é um ex-campeão de kick boxing.

Apelidado de “O Destruidor”, o lutador conquistou seis títulos nacionais e dois internacionais e foi eleito o Melhor Jogador do Ano por quatro anos consecutivos, entre 1994 e 1997.

Aos 27 anos, Emilio usou um manto com a frase “Lutador de Cristo” durante uma luta. A ação repercutiu e ele foi convidado para pregar em uma escola.

Foi assim que seu ministério como evangelista começou. Mais tarde, ele deixou a carreira no esporte para se dedicar integralmente a sua chamada.

Fonte: Guia-me com informações de ABC

Cerca de 19 pessoas morrem após ataques a igrejas e sinagoga na Rússia

Bandeira da Rússia (Foto: Canva Pro)
Bandeira da Rússia (Foto: Canva Pro)

Ataques a duas igrejas e uma sinagoga, além de postos policiais, na república russa do Daguestão, no norte do Cáucaso, neste domingo (23), mataram pelo menos 19 pessoas, incluindo 15 policiais. Dois militantes foram mortos.

O Comitê Nacional Antiterrorismo da Rússia afirmou que um padre da Igreja Ortodoxa Russa e agentes da polícia foram mortos nos ataques, considerados terroristas pela instituição. Outros oficiais da polícia foram feridos.

Aparentemente coordenados, os ataques atingiram as cidades de Derbent e Makhachkala, a maior cidade do Daguestão, durante o festival ortodoxo de Pentecostes.

Os agressores não foram oficialmente identificados, mas o Daguestão já foi palco de ataques por militantes islâmicos no passado.

Sergei Melikov, chefe da república, afirmou que se sabe quem está por trás da organização dos ataques, mas não revelou detalhes.

Melikov disse que vários civis morreram, incluindo o padre Nikolai Kotelnikov, que, segundo ele, serviu em Derbent durante mais de 40 anos.

Melikov anunciou três dias de luto a partir desta segunda-feira (24).

‘Organização terrorista’

Os homens armados ainda não foram oficialmente identificados, mas em um vídeo no Telegram, Melikov afirmou que o ataque foi planejado no exterior e que o Daguestão está agora diretamente envolvido na guerra da Rússia contra a Ucrânia.

“Entendemos quem está por trás da organização dos ataques terroristas e qual objetivo eles perseguiam”, ele disse.

Um importante nacionalista russo na Ucrânia ocupada, Dmitry Rogozin, alertou que atribuir todos os ataques “às maquinações da Ucrânia e da OTAN” seria um erro, afirmando que essa “névoa cor-de-rosa” nos levaria a grandes problemas.

Imagens exibidas nas redes sociais mostram pessoas vestindo roupas escuras atirando contra carros da polícia, antes da chegada de um comboio de veículos de emergência ao local.

Na cidade de Derbent, localizada no Mar Cáspio e onde vive uma antiga comunidade judaica, homens armados atacaram uma sinagoga e uma igreja, em seguida eles incendiaram os prédios.

Uma viatura policial também teria sido atacada na aldeia de Sergokal. A polícia prendeu Magomed Omarov, chefe do distrito de Sergokalinsky, próximo a Makhachkala, após relatos de que dois de seus filhos estavam entre os responsáveis pelos ataques de domingo.

Segundo informou agências de notícias russas na manhã desta segunda-feira, a operação antiterrorista iniciada após os ataques havia chegado ao fim.

‘República muçulmana’

O Daguestão, uma das regiões mais pobres da Rússia, é uma república predominantemente muçulmana.

Entre 2007 e 2017, a organização jihadista Emirado do Cáucaso, posteriormente conhecida como Emirado Islâmico do Cáucaso, realizou ataques no Daguestão e nas repúblicas russas vizinhas da Chechênia, Inguchétia e Kabardino-Balkária.

Após um ataque à Câmara Municipal de Crocus, próximo a Moscou, em março, as autoridades culparam a Ucrânia e o Ocidente, apesar de o grupo Estado Islâmico ter assumido a responsabilidade.

Na época, o residente russo Vladimir Putin insistiu que “a Rússia não pode ser alvo de ataques terroristas perpetrados por fundamentalistas islâmicos” porque “demonstra um exemplo único de harmonia e unidade inter-religiosa e inter-étnica”.

No entanto, há três meses, o serviço de segurança interna da Rússia, o FSB, informou que havia frustrado uma conspiração do Estado Islâmico para atacar uma sinagoga em Moscou.

Desde a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, os russos foram levados a acreditar que seus principais adversários são a Ucrânia e o “Ocidente coletivo”. As autoridades russas relutam em mudar essa mensagem para evitar suscitar dúvidas públicas sobre a narrativa oficial.

Fonte: Guia-me com informações da BBC

Quais os motivos para o enfraquecimento das igrejas?

Bíblia aberta em púlpito de uma igreja vazia (foto: Reprodução - Comunhão)
Bíblia aberta em púlpito de uma igreja vazia (foto: Reprodução - Comunhão)

Se, por um lado, a estimativa aponta que o número de evangélicos passará o de católicos no país nos próximos 10 anos, por outro, fica a pergunta: que tipo de igreja teremos no futuro? Relativismo, cultos focados no entretenimento, falta de compromisso com a Bíblia, mornidão espiritual e normalização de práticas mundanas entre alguns crentes devem ligar o alerta sobre os riscos de se comprometer a nova geração de cristãos e transformar a casa de Deus em um lugar comum.

“Estamos perdendo os valores que norteiam a igreja e diluindo nossa responsabilidade frente aos desafios de sermos uma liderança comprometida. Essa diluição vem por meio de uma teologia descomprometida com os ensinos dos apóstolos. Estamos inventando uma religião que agrade ao povo, com um sermão que não ofenda o pecador, e exigindo um sacrifício sem qualquer custo pessoal”, alerta o pastor José Ernesto Conti, da Igreja Presbiteriana Água Viva, em Vitória (ES).

O pastor acredita que um dos grandes problemas que têm enfraquecido algumas igrejas atualmente é a baixa qualidade dos cultos. “Em lugar de pregar o que Deus quer, estamos cada dia mais pregando para agradar a uma plateia ávida por ouvir uma boa notícia e uma esperança agradável, mesmo que isso não signifique absolutamente nada!”, ressalta Conti.

Para ele, a responsabilidade para que a situação não piore deve partir da liderança da igreja. “A liderança precisa entender que viver para a glória de Deus é mais importante do que 10 mil membros. O problema é que hoje, para manter 10 mil membros ligados a uma igreja, só ‘barateando’ o evangelho, abrindo mão da Verdade por um sofisma, apresentando semanalmente uma ilusão de um Deus que está ‘louco’ para te abençoar”.

Para o pastor e professor acadêmico Geraldo Moyses Gazolli Junior, mestre em Ciências da Religião e doutorando em Teologia, existem vários fatores a serem considerados, quando o assunto é o enfraquecimento da igreja, entre eles, os motivos equivocados quando se passa a fazer parte de uma denominação religiosa.

“Quando escolho onde irei congregar apenas pensando em como me sinto, e não por causa da doutrina, posso entrar em um campo perigoso. O sentimentalismo exacerbado pode me levar a pensar que hoje estou em um bom lugar, mas mês que vem já não me serve. Se nós não submetermos os nossos sentimentos a Deus, estamos fadados a sermos carregados por todo vento de animosidade, inclusive o de não querer mais ir à Casa de Deus e me tornar um desses ‘cristãos de podcast’, que veem vídeos de 15 segundos e acham ser isso o equivalente à comunhão com o Corpo de Cristo”, ressalta Gazolli Jr.

Quando o mundo passa a fazer parte da igreja

Outro grave problema apontado pelo pastor e que deve ligar o alerta da liderança é a ‘mundanização’ da igreja. “John Piper pontuou certa vez que ‘uma igreja que usa métodos mundanos atrairá pessoas mundanas e não convertidas’. A igreja precisa ser o caminho da salvação e alternativa a um mundo decadente. Algumas igrejas se seduzem pelos números e fazem atualizações litúrgicas que desestimulam aqueles que querem escapar do mundo e percebem que, lá dentro, não há muita diferença do restante”, alerta.

Para acabar com a mornidão e o esfriamento espiritual, o pastor Geraldo acredita que a igreja precisa voltar ao ‘primeiro amor’, focado nas Escrituras e em Cristo Jesus. “Precisamos focar em nossas fileiras e buscar novamente o prolegômeno da nossa doutrina. Salvar do pecado, apresentar nosso Salvador crucificado, ressurreto e prestes a vir. Oferecer libertação. A fórmula não mudou, mas nós precisamos nos unir em nossas igrejas para que venha esse despertamento”, enfatiza.

Atual modelo de gestão mais atrapalha do que ajuda

Para o empresário cristão e teólogo Fábio Hertel, que é articulista de Comunhão, o problema não é apenas de cunho espiritual. Ele acredita que o fator social e a forma como as novas igrejas têm surgido no país acabam por criar doutrinas rasas e superficiais e, consequentemente, membros de igrejas rasos e superficiais.

“As igrejas ‘tradicionais’ perderem espaço para igrejas estilo ‘comunidade’, que não foram aperfeiçoadas com o objetivo de manter a mesma questão da administração, da condução dos irmãos, das relações entre líderes e liderados, ou seja, todas essas questões das instituições mais consolidadas, milenares, as de estilo ‘comunidade’, perderam”, justifica Hertel.

Segundo o teólogo, entre as características desse modelo atual de “igreja comunitária” está a forma como a liderança age. “Há alguns líderes que se autointitulam pastores, quase intocáveis, como um papa que assumiu a ‘infalibilidade papal’, e há membros de igrejas que concordam com essa situação. Então, há de se ter aí uma assembleia, um conselho que vai deliberar sobre esses assuntos, colocar isso tudo em pauta e apontar a solução, com maturidade e sabedoria”, enfatiza.

O articulista ressalta, ainda, a importância de a igreja se modernizar, desde que isso não crie fracos modelos mirabolantes de gestão eclesiástica. “Não precisamos voltar àquela coisa engessada e que, às vezes, era até escravizante. Os líderes do passado se submetiam às diretorias, aos presbitérios, à equipe diaconal, e a pessoa não podia fazer nada. Mas é voltar um pouco para trás, olhar para o cenário atual e criar estruturas alternativas de gestão, de forma mais compartilhada, onde não fique 100% em cima da liderança”, finaliza.

Fonte: Comunhão

Cresce o interesse dos judeus pela Bíblia em meio à guerra de Israel

Bandeira de Israel (Foto: Canva)
Bandeira de Israel (Foto: Canva)

Uma organização cristã confirmou que o número de encomendas do Novo Testamento entre israelitas aumentou desde que a guerra contra o grupo terrorista Hamas começou.

A “Judeus por Jesus”, afiliado ao movimento judaico messiânico, é uma organização dedicada a ajudar o povo judeu a continuar vivendo sua fé enquanto acredita em Cristo, o Filho de Deus.

A organização permite que os judeus acessem o Novo Testamento gratuitamente através de seu site e dos sites de seus parceiros ministeriais, “One for Israel” ou “Tree of Life Ministries”.

Segundo o The Christian Post, eles receberam 1.230 encomendas do Novo Testamento desde o início da guerra, em outubro de 2023.

O diretor executivo do Judeus por Jesus, Aaron Abramson, informou que uma possível razão para o aumento de pedidos é que os israelenses parecem ter muitos questionamentos, inclusive espirituais:

“Mas também há uma espécie de desesperança. Israel se orgulha de sua capacidade de se defender, então o dia 7 de outubro foi um verdadeiro golpe para as pessoas: ‘Bem, para onde vamos a partir daqui?'”.

E continuou: “Então, se você não pode confiar em talvez, digamos, uma solução política, você não pode confiar em uma solução militar, ou se você não pode confiar em uma solução econômica, então onde você coloca sua confiança?”.

“E acho que é por isso que muitas pessoas estão começando a se aprofundar nessas questões espirituais”, acrescentou.

Ação social

Abramson contou que muitos funcionários da organização em Israel têm esposas, maridos ou filhos nas forças armadas israelenses. Depois da guerra, a organização, em parceria com grupos como a Samaritan’s Purse, decidiu apoiar as vítimas.

Além de ajudar os residentes a se mudarem depois que o Hamas devastou comunidades, o Judeus por Jesus transformou seu Centro Moishe Roshen, em Tel Aviv, em um local que forneceu recursos às pessoas afetadas como alimentos, produtos de higiene pessoal, medicamentos e salas de aula improvisadas para que as crianças das comunidades pudessem continuar a frequentar a escola.

Abramson destacou que o grupo também montou uma galeria de arte para ajudar as pessoas a se expressarem e organizou churrascos para unidades militares.

“Então, para nós, a questão era realmente como podemos criar espaço para as pessoas enfrentarem questões mais profundas e como podemos atender a essas necessidades espirituais, bem como atender a algumas dessas necessidades emocionais e físicas?” disse Abramson.

Oposição

No entanto, apesar dos resultados positivos, uma organização sem fins lucrativos dedicada a ensinar os judeus sobre Jesus gera controvérsias.

O CEO da organização relatou que o grupo notou a resistência de algumas comunidades ortodoxas que se opõem aos judeus pelo trabalho missionário em nome de Jesus.

No passado, ele disse que a organização tentou realizar ações sociais em Jerusalém, e uma yeshiva — instituição educacional judaica tradicional que geralmente inclui o estudo de escritos como o Talmud (coletânea de livros sagrados dos judeus) — com cerca de 20 ou 30 rapazes, apareceu para detê-los.

“Não estou tentando afirmar que o Judaísmo consiste em seguir Jesus. Eu percebo que a maioria dos diferentes ramos do Judaísmo discordaria de que Jesus é o Messias”, contou Abramson.

“Mas isso não muda o fato de que há uma quantidade significativa de judeus em Israel, nos Estados Unidos e em outros lugares, que encontraram significado, vida e esperança em Jesus como o seu Messias judeu”, acrescentou.

Sobre compartilhar o Evangelho com os judeus, Abramson explicou que não existe uma “abordagem única para todos”. Por exemplo, “um judeu secular pode ter dúvidas sobre a existência de Deus e a conversa pode tomar um rumo diferente em comparação com uma discussão com um judeu ortodoxo”.

“Primeiro, não tenha medo. O povo judeu é como todo mundo no sentido de que você pode conversar e trazer coisas à tona. Tente ter uma ideia, eles querem interagir sobre isso? Você sempre pode jogar uma semente”, afirmou ele.

“Há momentos em que Deus pode inspirar você a ser ousado e dizer: ‘Ei, só quero lhe dizer, não sei se você já considerou isso’ e as pessoas virão à fé dessa maneira”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

André Valadão se pronuncia após críticas por falar sobre filhos na faculdade

Pastor André Valadão (Foto: Instagram/lagoinhaorlandochurch)
Pastor André Valadão (Foto: Instagram/lagoinhaorlandochurch)

O pastor André Valadão pronunciou-se após receber críticas por aconselhar pais a não enviarem seus filhos para a faculdade se eles não estiverem espiritualmente fortes. Segundo o pastor, suas declarações sobre o assunto estão sendo distorcidas e usadas por “aproveitadores”.

– Tudo que falo em púlpito é com compromisso com a Palavra (Bíblia). E mesmo não estando isento de errar, há uma distorção sobre o que foi dito por aproveitadores que discordam de qualquer coisa que for dita por mim. Não sou contra faculdade, e nem contra cristãos na ciência. Mas acredito que o ambiente de faculdade, tanto aqui nos Estados Unidos quanto no Brasil, ainda não é totalmente seguro para jovens imaturos – afirmou o líder cristão.

Na sequência, Valadão reiterou que, “quando se trata da fé cristã”, ele não indica jovens e adolescentes imaturos na fé a entrarem no ambiente acadêmico. Por outro lado, reconhece a importância de cristãos maduros ocuparem diversos setores da sociedade.

– Somente os pais conhecem seus filhos para saber se serão influenciados ou influenciadores. É papel do cristão entrar em diversas áreas da sociedade e mostrar a transformação do Evangelho; não temos medo de lugares que não partilham da nossa fé. Pelo contrário, somos uma religião perseguida em muitos lugares e estamos lá. Que cada família cuide dos seus, permanecendo na fé cristã, amando seu próximo e a Deus sobre todas as coisas – completou.

Entenda

Proferidas durante uma de suas pregações, as falas de Valadão viralizaram nesta quinta-feira (20). Durante o sermão, o pastor orienta que “se a faculdade vai acabar com a vida do teu filho, não manda ele para a faculdade”.

– Não manda, vai vender picolé na garagem. “Ah, mas eu não criei meu filho pra isso”, você criou pra quê? Pra ele ir pro inferno? Criou sua filha pra que, pra virar uma v*******? Você criou pra ela ser uma mulher santa, uma mulher digna, de família, cheia de Deus! Aí ela tem um diploma e é rodada, é doida. Você sabe o filho que você tem, a filha que você tem. “Ah, mas ela tem um sonho”, “ah, eu tenho o sonho de ter um doutor na minha família”. Aí seu filho está lá, doutor, mestrado, doutorado. Você vai falar de Jesus, e ele fala assim “não fala de Deus pra mim não” – disse o líder evangélico.

Veja o vídeo abaixo:

Fonte: Pleno News

STF tem nova corrente em julgamento sobre porte de drogas e decisão é adiada

Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF
Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, apresentou nesta quinta-feira (20) seu voto na retomada do julgamento sobre porte de drogas para uso pessoal. Ele abriu uma nova corrente na votação e considerou que a Lei de Drogas já descriminalizou o porte para consumo próprio. Por isso, para ele, usuários de quaisquer drogas não podem ser punidos criminalmente.

Toffoli votou pela constitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas e entende que a lei, desde o início da vigência, não apresenta natureza penal para porte, mas sim de sanção para finalidade educativa, tratamento do usuário e prestação de serviços à sociedade. Por sugestão do ministro Flávio Dino, Dias Toffoli também incluiu em seu voto proposta para que seja impedido o contingenciamento (retenção de repasses) do fundo de políticas antidrogas. Sugeriu ainda uma campanha, como a que foi feita no Brasil no caso do cigarro de modo eficiente, para reduzir o consumo de drogas. Os demais ministros vão analisar as sugestões.

Em relação à fixação de quantidade para diferenciar usuário de traficante, o ministro votou para que o Congresso Nacional e o Executivo, com participação de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), definam os parâmetros.

Além da nova vertente aberta por Toffoli, até o momento, cinco ministros consideram inconstitucional enquadrar como crime o porte de maconha unicamente para uso pessoal, e três entendem que as sanções previstas na Lei de Drogas (Lei 11.343/2006) são válidas. Faltam votar o ministro Luiz Fux e a ministra Cármen Lúcia. Ao final da análise, será definida uma tese de repercussão geral a ser adotada na resolução de casos semelhantes em todas instâncias do Judiciário.

Controvérsia

A discussão no Recurso Extraordinário (RE) 635659 é sobre a aplicação do artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que estabelece sanções alternativas – como medidas educativas, advertência e prestação de serviços – para quem compra, porta, transporta ou guarda drogas para consumo pessoal. As mesmas penas são previstas para quem semear, cultivar ou colher plantas para preparação de pequena quantidade de produtos ou substâncias que causem dependência física ou psíquica.

O Tribunal também discute a fixação de um critério objetivo para diferenciar o tráfico do porte e da produção para consumo próprio. Atualmente, essa definição fica a cargo da polícia, do Ministério Público e do Judiciário, mas a norma é interpretada de formas diversas dependendo da pessoa e do local em que ocorrer o flagrante. Para sete ministros, deve ser definido um limite de posse, entre 10g a 60g de maconha, e até seis plantas fêmeas, para diferenciar traficantes de usuários.

Fonte: STF

Servidoras do Judiciário são suspeitas de racismo religioso contra mãe de santo, na Paraíba

Ministério Público da Paraíba
Ministério Público da Paraíba

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um inquérito para apurar a prática de racismo religioso contra uma mãe de santo. De acordo com as informações divulgadas nesta quinta-feira (20), o suposto crime aconteceu nas dependências do poder Judiciário e foi cometido por três funcionárias do órgão.

Segundo a vítima, as práticas racistas foram cometidas por servidoras do Fórum de Mangabeira. A mãe de santo disse que as mulheres chegaram a sugerir que ela poderia perder a guarda dos filhos caso não abandonasse sua religião, o candomblé.

O inquérito foi instaurado pela promotora de Justiça, Fabiana Maria Lobo da Silva, que atua na defesa da cidadania em João Pessoa. De acordo com informações do Ministério Público, a vítima era parte de um processo que tramitava na 2ª Vara de Família de Mangabeira.

O caso aconteceu entre 2015 e 2018, quando a vítima entrou com uma ação de regulamentação das visitas de seus dois filhos para seu ex-marido, mas só chegou ao conhecimento do Ministério Público da Paraíba (MPPB) recentemente, por meio de ofício encaminhado pelo próprio Tribunal de Justiça da Paraíba, através da Coordenação do Núcleo de Apoio das Equipes Multidisciplinares.

Ao tomar conhecimento do fato, a Promotoria realizou uma audiência, no dia 11 de junho, para ouvir a vítima. A mulher relatou ter sido alvo de racismo religioso durante três anos por parte de três servidoras do Núcleo de Apoio das Equipes Multidisciplinares. As servidoras diziam frases como “chegou a macumbeira” e insinuavam que ela perderia a guarda de seus filhos se não abrisse mão de sua religião. Ela contou também que ouviu que não deveria levar as crianças para o terreiro, pois não era ‘ambiente familiar’.

De acordo com o MPPB, a vítima denunciou outras situações de racismo, como ter sido barrada no Setor Psicossocial por estar com vestido branco e cabeça raspada com torço (composição da indumentária religiosa).

“A mãe de santo também contou que chegou a mentir para as servidoras dizendo que não frequentava mais o candomblé e passou a ir ao setor sem seus adereços sagrados com medo de perder a guarda dos filhos e que tinha medo de se encontrar com as servidoras na rua. Ela, inclusive, relatou esses fatos nas audiências da Vara de Família em Mangabeira, na qual tramitava o processo”, afirmou a promotora Liana Carvalho, coordenadora do Núcleo de Gênero, Diversidade e Igualdade Racial (Gedir), que também atua no caso.

O Ministério Público solicitou abertura de inquérito policial e vai encaminhar os autos para a Corregedoria e a presidência do Tribunal de Justiça, solicitando que medidas disciplinares sejam aplicadas e que haja a realização de capacitação dos servidores contra a intolerância religiosa e de letramento racial.

O Tribunal de Justiça da Paraíba disse que ainda não tinha conhecimento da abertura do inquérito.

Fonte: G1 PB

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-