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Novo Código Civil pode substituir expressão “marido e mulher” por “duas pessoas”

Comissão de Juristas responsável pela revisão e atualização do Código Civil. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Comissão de Juristas responsável pela revisão e atualização do Código Civil. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Uma comissão de juristas, ao longo dos meses, elaborou um projeto que propõe mudanças no Código Civil brasileiro, que é o responsável por regular a vida de um indivíduo desde o nascimento até depois da morte. Agora, o texto deve entrar em discussão no Congresso Nacional.

Dentre as alterações, os juristas responsáveis pela revisão e pela atualização do Código Civil sugeriram a substituição dos termos “homem e mulher” e “marido e mulher” do conjunto de leis relacionadas ao casamento e à união estável. Como alternativa, os especialistas desejam a adoção da expressão “duas pessoas”, o que reconheceria novos conceitos de relacionamentos afetivos. Tal sugestão está baseada em julgamentos já consagrados no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), bem como em uma resolução do Conselho Nacional de Justiça.

“É um tema que suscita debates e reflexões importantes nos âmbitos jurídico e social. Essa mudança, se implementada, representaria uma significativa transformação no conceito tradicional de casamento presente na nossa legislação”, avalia o advogado Rafael Durand, que é professor de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Segundo o especialista, é relevante destacar que a Constituição Federal, no artigo 226, artigo 3º, estabelece que a família é formada pela união entre homem e mulher, conferindo proteção especial a essa forma de entidade. “Além disso, a legislação brasileira não previa, até a decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2011, o reconhecimento do casamento e da união estável entre pessoas do mesmo sexo”.

Rafael pontua, também, que a definição de família como a união entre marido, mulher e a prole é um conceito historicamente arraigado na sociedade e no ordenamento jurídico brasileiros. “A dualidade, fecundidade e complementariedade entre os sexos opostos têm sido pilares fundamentais na concepção de família, refletindo valores e tradições culturais”.

De acordo com o advogado, a proposta de alteração para substituir a definição de casal como homem e mulher por “duas pessoas” no novo Código Civil é um tema complexo que envolve não apenas questões jurídicas, mas também sociais, culturais e religiosas, demandando uma análise cuidadosa e ponderada dos impactos e das consequências que essa mudança poderia acarretar na sociedade e no sistema jurídico como um todo.

Nesse contexto, Rafael diz que a proposta pode gerar insegurança jurídica. Isso porque confronta diretamente o texto constitucional que estabelece a união entre homem e mulher como base da família. “Essa mudança poderia impactar a liberdade religiosa, especialmente no que se refere às cerimônias de casamento realizadas por instituições religiosas”.

O advogado lembra, ainda, que muitos casamentos são celebrados em cerimônias religiosas que possuem efeitos civis, e as religiões têm suas próprias concepções e preceitos sobre o casamento baseados em seus livros sagrados e tradições. “Obrigar líderes religiosos a realizarem casamentos que vão de encontro a eles poderia configurar uma violação à liberdade religiosa e de consciência, garantidas pela Constituição”, expõe Rafael.

Família disfuncional

O pastor e teólogo Lourenço Stelio Rega afirma que, ao longo da história, ocorreram inúmeras alterações no modelo de família considerado tradicional. Agora, o objetivo é contemplar todo e qualquer casal, seja heterossexual ou não.

Por isso, a proposta, segundo ele, “visa, em grande parte, atender às demandas presentes no espírito da atual época cimentada na Pós-modernidade (Hipermodernidade), em que a pessoa como indivíduo é sua própria legisladora e juíza, estabelecendo para si o que é o certo e o que é errado e a si mesma julga se está certa, sem depender de outros e do mundo. O indivíduo conquistou o triunfo, o trono de ser o centro da sua própria vida”, diz.

Rega observa que, na narrativa da criação (Gênesis 1-2), tudo foi considerado bom pelo Criador, mas não era bom que o ser humano vivesse sozinho, nem que fosse apenas de uma só natureza. Assim, “temos o primeiro casal apontando para a dupla percepção da vida – masculina e feminina, como partícipes na ambientação da primeira célula social matriz, o lar”, cita.

Segundo o pastor, essa associação, com os dois sendo uma só célula, vivendo colegiadamente (Gênesis 2.18-26), foi modelada para dar condições funcionais equilibradas ao prosseguimento da vida. “Com a rebelião (Gênesis 3), o ser humano se distanciou do plano matriz da criação e passou a desenhar a vida por seu próprio modo, como resultado da dureza de seu coração (Mateus 19.3-12)”, prega Lourenço.

Como consequência, diz ele, o matrimônio, a família e a dinâmica social ficaram disfuncionais. Cada pessoa, em sua individualidade, deixa de lado a alteridade, para impor os próprios desejos e paixões.

“Isso significa que o indivíduo não segue quaisquer padrões ou referenciais, não existe mais estabilidade no que seja certo e errado”, analisa e acrescenta: ”A verdade passou a ser individual e, ao mesmo tempo, plural, para que todos possam fazer o que bem quiserem, o que seus sentimentos, intuições e paixões desejam. Vive-se uma liberdade ampla, total e irrestrita, sem reservas, sem limites”, conclui Lourenço Stelio Rega.

Fonte: Comunhão

Igrejas ficam isentas de ICMS sobre bens importados, em SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Foto: Divulgação/Governo de SP)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Foto: Divulgação/Governo de SP)

Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, autorizou que entidades religiosas em todo o Estado deixem de pagar ICMS sobre bens importados. A isenção consta em decreto publicado na segunda-feira, 3, no Diário Oficial .

Tarcísio tem no eleitorado evangélico parte importante de sua base de apoio. Na semana passada, o governador foi figura de destaque na Marcha para Jesus, realizada na capital. Ele discursou ao lado de organizadores do evento e do presidente do seu partido, deputado Marcos Pereira (SP), da Igreja Universal do Reino de Deus.

O ICMS é um imposto de competência estadual e representa parcela relevante na arrecadação dos governos estaduais. A cobrança é estabelecida pela Constituição Federal, mas cada Estado pode propor regras próprias por meio de leis.

O texto assinado por Tarcísio estabelece que a “Administração Tributária se abstenha de exigir o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação de bens por quaisquer entidades religiosas, desde que referidos bens se destinem à finalidade essencial dessas entidades e sem prejuízo da fiscalização”.

A Secretaria da Fazenda de São Paulo foi questionada sobre qual a justificativa para a concessão do benefício, e também sobre quanto o governo arrecada com a cobrança atualmente – ou quanto deixará de arrecadar com a isenção. A pasta não se manifestou até a publicação desta nota.

O novo decreto é publicado duas semanas depois de Tarcísio apresentar um plano para rever medidas de incentivos fiscais concedidas a empresas. Segundo estimativas do governo, até dezembro serão avaliados cerca de R$ 56 bilhões em isenções.

Fonte: O Globo

Igreja ainda continua cheia dois anos após massacre na Nigéria

Cristãos na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Um ataque terrorista a uma igreja no sudoeste da Nigéria não abalou a fé de sua congregação, pois os fiéis continuam a encher os bancos dois anos depois.

Quarenta e um fiéis foram mortos e mais de 70 ficaram feridos no ataque à Igreja Católica de São Francisco Xavier, em Owo, durante uma missa de domingo de Pentecostes em 5 de junho de 2022.

O aniversário foi marcado com uma missa especial e uma palestra sobre martírio. Apesar do trauma do ataque, a frequência à igreja não foi afetada.

Margaret Attah, uma enfermeira que se tornou cadeirante depois de perder as duas pernas e um olho no ataque, disse à Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) que havia muito medo na comunidade por causa da ameaça contínua de ataques e sequestros, e que muitos cristãos estão “com medo de deixar suas casas”.

“Não há paz de espírito. Não podemos dormir com nossos dois olhos fechados. Não podemos nem mesmo percorrer pequenas distâncias sem medo”, disse ela.

Apesar disso, ela continua a agradecer a Deus e diz que “a igreja está sempre cheia aos domingos – a Deus seja a glória”.

O padre Michael Abugan, pároco de São Francisco Xavier, elogiou os sobreviventes do ataque por serem “muito resolutos, muito comprometidos, muito resistentes em sua prática de fé”.

A ACN está apoiando financeiramente os sobreviventes, incluindo o financiamento de próteses nas pernas para a Sra. Attah.

Apesar dos ferimentos que mudaram sua vida, a Sra. Attah disse que perdoou seus agressores: “Oro a Deus para que perdoe meus próprios pecados, assim também tenho que perdoar os outros.”

Ela disse que a única esperança para a Nigéria era a oração e que estava confiando a Deus o futuro do país.

“Temos que continuar a orar a Deus para que Seu Reino venha”, disse ela.

“É somente o Reino de Deus que pode reinar na Nigéria – essa é a única maneira de termos paz.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Mais de 350 cristãos são forçados a fugir no Níger

Deslocados internos no Níger (Foto: Portas Abertas)
Deslocados internos no Níger (Foto: Portas Abertas)

Há pouco mais de um mês, grupos jihadistas começaram a impor uma nova lei em vilarejos nas fronteiras de Níger e Burkina Faso na região de Tillabéri. Eles intimidaram pessoas no vilarejo de La Tapoa e anunciaram que a partir de 16 abril, todos os rapazes a partir de 15 anos que se recusassem a se converter ao islamismo seriam obrigadas a pagar a jizya, uma multa, baseada na sharia, sobre minorias religiosas em territórios controlados por radicais muçulmanos, para os radicais.

A lei foi apenas uma das medidas desde que os extremistas dominaram o vilarejo. De acordo com contatos locais da Portas Abertas, todos os vilarejos próximos foram notificados de que devem se converter ao islã se quiserem continuar morando na região e qualquer um que não obedecer a essa regra, terá que pagar 50 mil francos (aproximadamente 80 dólares) de multa.

Mas, mesmo que a multa seja paga, os que permaneceram nos vilarejos serão obrigados a viver como escravos. Os jihadistas também se tornarão automaticamente os proprietários de todas as terras na região. Aqueles que não quiserem permanecer no vilarejo poderão partir, mas apenas com a roupa que estiverem no corpo, sem autorização para levar coisa alguma do que possuem.

Obrigados a sair do vilarejo

“Os jihadistas nos levaram para fora do vilarejo e ordenaram que seguíssemos a religião deles, mas dissemos que isso nunca aconteceria. Eles então exigiram que pagássemos 50 mil francos ou deveríamos deixar o vilarejo”, disse o pastor Yalitchoi, uma testemunha local.

Parceiros locais da Portas Abertas confirmaram que até agora os extremistas estiveram em outros seis vilarejos na região de Tillabéri para impor a nova lei. No dia 2 de maio, aproximadamente 357 cristãos começaram a fugir dos vilarejos e agora vivem como deslocados internos na cidade de Makalondi e outras partes do interior do Níger. O número de fugitivos continua crescendo a cada dia.

“Como fomos obrigados a partir, chegamos aqui sem nada, não temos nem mesmo comida. Está difícil encontrar um lugar para nos abrigar”, afirmou o pastor Yalitchoi. Muitos cristãos estão morando embaixo de árvores para se protegerem do sol ardente. No entanto, nossos parceiros locais relataram que o período de chuvas está se aproximando, o que tornará a vida ainda mais difícil para os deslocados internos no Níger.

As condições de segurança no Níger têm se tornado precárias nos últimos anos. A violência extrema atinge cristãos nos países vizinhos como Nigéria, Burkina Faso e Mali na África Subsaariana. Os grupos armados continuam a estabelecer bases na região e organizam ataques recorrentes. Desde 2017, o governo do Níger declarou estado de emergência em parte do país por causa do avanço dos extremistas. Parceiros locais tentam ao máximo acompanhar e socorrer os cristãos locais, mas o acesso às áreas rurais tem se tornado cada vez mais difícil.

Fonte: Portas Abertas

Justiça torna ré influenciadora acusada de intolerância religiosa após associar tragédia no RS a religiões de matriz africana

Empresária e influenciadora Michele Mendonça Dias Abreu (Foto: Reprodução/redes sociais)
Empresária e influenciadora Michele Mendonça Dias Abreu (Foto: Reprodução/redes sociais)

A empresária e influenciadora Michele Mendonça Dias Abreu, acusada de intolerância religiosa após associar a tragédia climática no Rio Grande do Sul a religiões de matriz africana, virou ré.

A Justiça recebeu, nesta terça-feira (4), a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra a mulher pelo crime de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Na decisão, o juiz Paulo Victor de Franca Albuquerque Paes, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Governador Valadares, considerou que as provas apresentadas justificam a instauração da ação penal.

Em vídeo publicado nas redes sociais, no dia 5 de maio, Michele Mendonça disse que os temporais que afetaram 2,3 milhões de pessoas e deixaram mais de 170 mortos no Rio Grande do Sul foram motivados pela “ira de Deus”.

“O estado do Rio Grande do Sul é o estado com maior número de terreiros de macumba. Alguns profetas já estavam anunciando algo que iria acontecer devido à ira de Deus. As pessoas estão brincando, […] misturando aquilo que é santo, e Deus não divide sua honra com ninguém”, disse Michele Dias na publicação.

As falas foram compartilhadas com quase 32 mil seguidores, e o vídeo chegou a 3 milhões de visualizações, segundo o Ministério Público.

Pedidos negados

O MPMG também tinha solicitado à Justiça à fixação de medidas cautelares contra Michele Mendonça, como a proibição de novas postagens relacionadas a religiões de matriz africana e de deixar o país sem autorização judicial.

No entanto, o juiz indeferiu os pedidos. Ele considerou que a proibição de postar conteúdos criminosos é “desnecessária”, uma vez que isso já é previsto na legislação.

Em relação ao impedimento de saída do país, o magistrado concluiu ser “desproporcional ao caso”.

Fonte: G1 e O Sul

Congo: 14 cristãos foram assassinados por não se converterem ao Islã

Os esforços de grupos terroristas para islamizar a República Democrática do Congo têm levado cristãos à morte no país. (Foto: World Watch Monitor)
Os esforços de grupos terroristas para islamizar a República Democrática do Congo têm levado cristãos à morte no país. (Foto: World Watch Monitor)

Na província de Nord Kivu, no Congo, quatorze cristãos, muitos deles jovens, foram brutalmente assassinados com facões e fuzis Kalashnikov por rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo terrorista afiliado ao Daesh (ISIS, Estado Islâmico).

Os fatos ocorreram perto do centro de Eringeti há cerca de dez dias e foram conhecidos e documentados em um vídeo arrepiante que os jihadistas divulgaram e que chegou à Europa por meio de fontes civis (não divulgamos essas imagens por causa de seu conteúdo e porque elas são publicidade para os terroristas).

O massacre ocorreu porque as vítimas se recusaram a se converter ao Islã.

A intensificação das ações do ADF nos últimos meses forçou a fuga de grande parte da população local.

O vídeo, anotado em kiswahili, é acompanhado pela voz de um jovem congolês que, depois de ser tomado como refém pelos terroristas, renunciou à sua fé cristã para evitar a execução.

Ataques semelhantes ocorrem semanalmente, com os rebeldes invadindo vilarejos, queimando propriedades e sequestrando jovens cristãos, submetendo-os à doutrinação e ao uso de drogas para transformá-los em soldados ou matando-os caso se recusem.

Essa estratégia, juntamente com motivos religiosos, busca despovoar áreas ricas em recursos para exploração e estabelecimento de campos de treinamento jihadista.

A mídia e a comunidade internacional são indiferentes a essa escalada de violência, observando à distância sem intervir.

Na última década, houve a presença de mercenários líbios, sudaneses e chadianos lutando ao lado da ADF.

Esse grupo, originário de Uganda e anteriormente financiado pelo governo de Cartum, estabeleceu suas bases operacionais no antigo Zaire, próximo à fronteira com Uganda.

Os rebeldes financiam suas operações por meio do comércio ilegal de cacau, madeira preciosa e ouro, além de receberem apoio financeiro do exterior.

Além disso, a região enfrenta a atividade de outras milícias armadas, como a Mayi-Mayi, conhecida por seu banditismo.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Perseguição da China aos cristãos está se espalhando para Hong Kong

Bandeira da China (Foto: Canva pro)
Bandeira da China (Foto: Canva pro)

A perseguição aos cristãos na China continental está se espalhando para Hong Kong, alertou a Release International no 35º aniversário do massacre da Praça Tiananmen.

O massacre na Praça Tiananmen, em Pequim, em 4 de junho de 1989, pôs um fim brutal aos protestos pró-democracia e marcou um aumento na perseguição aos cristãos.

A Release International declarou em um relatório na segunda-feira que, 35 anos depois, os cristãos na China estão enfrentando os piores níveis de perseguição desde a Revolução Cultural e que a ameaça está se espalhando para Hong Kong, onde as leis de segurança nacional tiveram um efeito assustador sobre a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.

A organização, que apóia cristãos perseguidos em todo o mundo, disse que uma nova lei poderia forçar os padres católicos em Hong Kong a revelar os segredos do confessionário.

De acordo com o Artigo 23, aprovado em março, os padres podem ser presos por até 14 meses se se recusarem a revelar os chamados crimes de traição compartilhados durante a confissão.

Bob Fu, parceiro da Release International, disse que se os padres forem forçados a violar a confiança dos católicos que se confessam, “a China seguirá um caminho muito perigoso em direção à perseguição”.

Fu, que passou anos fazendo campanha pela liberdade religiosa na China, disse que muitos cristãos já haviam deixado Hong Kong e que “seu destino preferido é o Reino Unido”.

Ele disse que a Grã-Bretanha tem a obrigação moral de defender a liberdade religiosa em sua antiga colônia.

“Os habitantes de Hong Kong esperam que o Reino Unido defenda firmemente sua liberdade religiosa e fale por eles, e tome todas as medidas necessárias para proteger aqueles que fogem da perseguição”, disse ele.

Um relatório recente da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional afirma que a China está apertando o cerco aos cristãos praticantes e que os fiéis em Hong Kong e além das fronteiras nacionais da China estão sendo afetados.

O CEO da Release International, Paul Robinson, disse: “A repressão de longa data na China continental agora parece estar se estendendo a Hong Kong”.

“A liberdade religiosa é a pedra angular de todas as liberdades. Nossos parceiros descrevem a atual repressão aos cristãos como a mais severa desde a Revolução Cultural de Mao Tsé Tung.”

“Juntos, pedimos ao mundo que acorde e reconheça a gravidade da perseguição na China que está se acelerando. Essa ameaça contra os cristãos vai além de suas fronteiras nacionais.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Tribunal impõe a designação “Islã” na carteira de identidade de cristãos, no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Foto: Canva Pro)

Um tribunal do Paquistão negou a um cristão vítima de falsa conversão a alteração da designação religiosa do Islã e do nome muçulmano que seus empregadores muçulmanos registraram fraudulentamente em sua Carteira de Identidade Nacional, informaram fontes.

“O Islã ensina que todos são muçulmanos ao nascer, mas os pais e a sociedade fazem com que a pessoa se desvie do caminho reto”, declarou o juiz civil de Pattoki, Mian Usman Tariq, em seu julgamento de 18 de maio sobre uma petição apresentada pelo trabalhador cristão de forno de tijolos Sufyan Masih, 24 anos. “Portanto, quando alguém aceita o Islã, considera-se que ele volta à sua condição original. No entanto, o Islã proíbe o uso da força contra qualquer pessoa para que ela se converta.”

A advogada Sumera Shafique apresentou a petição de Masih em setembro de 2022 depois que funcionários da Autoridade Nacional de Banco de Dados e Registro (NADRA) em Pattoki Tehsil do distrito de Kasur, província de Punjab, se recusaram a aceitar seus pedidos para corrigir sua designação religiosa para o cristianismo em sua carteira de identidade nacional e para mudar seu nome de Muhammad Sufyan para Sufyan Masih.

Shafique disse que quando Masih e sua família trabalhavam em um forno de tijolos de propriedade de Asif Ali, um muçulmano, os parentes do cristão a abordaram em 2020 pedindo sua ajuda para recuperar Masih da custódia ilegal de Ali.

“Ali se recusou a devolver Masih à sua família, dizendo que o menino havia se convertido ao islamismo e que ele o havia adotado como filho”, disse Shafique ao Christian Daily International-Morning Star News. “Entrei com uma petição para sua recuperação e consegui reuni-lo com seus pais.”

Quando a família cristã solicitou a carteira de identidade nacional de Masih, os funcionários da NADRA lhes disseram que o nome dele já estava registrado no banco de dados nacional como Muhammad Sufyan, disse ela.

“Quando investigamos, descobrimos que o proprietário do forno havia feito a carteira de identidade de Sufyan em 2018, mostrando-o como muçulmano, aparentemente para evitar qualquer movimento de seus pais para recuperá-lo”, disse Shafique. “Sufyan nos disse que veículo da NADRA havia visitado o forno durante uma campanha para fazer carteiras de identidade computadorizadas de trabalhadores do forno, onde seu empregador havia obtido fraudulentamente suas impressões digitais no formulário de registro, bem como sua fotografia.”

Ela disse que Masih e todos os membros de sua família, incluindo seus pais e irmãos, eram analfabetos e não conseguiam ler ou entender o formulário.

“Quando os funcionários da NADRA disseram aos pais de Sufyan que o nome e a religião dele não poderiam ser alterados, Sufyan declarou categoricamente que era cristão, e o conteúdo do formulário foi inserido sem seu conhecimento”, disse ela. “Os funcionários da NADRA se recusaram a aceitar sua alegação e os mandaram embora.”

A advogada disse que durante o curso do processo, ela apresentou provas documentais, incluindo sua certidão de batismo, e também apresentou os pais cristãos de Masih no tribunal como prova de sua educação cristã.

“O mais importante é que o próprio Masih disse ao tribunal que continuava a praticar sua fé cristã e que não era muçulmano”, acrescentou.

O clérigo muçulmano que supostamente emitiu o certificado de conversão de Masih não compareceu ao tribunal apesar de várias notificações, disse Shafique.

“O oficial de justiça disse ao tribunal que o clérigo não podia ser localizado e que o seminário mencionado no certificado de conversão também havia desaparecido”, disse ela. “Essa era uma prova clara o suficiente da mala fide por trás da suposta conversão religiosa, mas o tribunal a ignorou.”

A advogada informou ao tribunal que a NADRA também havia violado sua própria política ao não solicitar um compromisso obrigatório do requerente no momento do registro de sua suposta nova religião. Os pais de Masih são cristãos, e o registro oficial deles afirma claramente esse fato, disse ela.

“Quando a NIC [Carteira de Identidade Nacional] de Masih estava sendo confeccionada por seus empregadores muçulmanos, os funcionários da NADRA deveriam ter solicitado o compromisso obrigatório relacionado à conversão religiosa em vez de confiar apenas no certificado falso”, disse ela. “Masih mal era adulto naquela época e, além disso, não tinha ideia do que estava sendo feito com ele, mas os funcionários da NADRA deveriam ter sido mais vigilantes.”

De acordo com a política de registro CNIC (Computerised National Identify Card) da NADRA, qualquer erro cometido pelos solicitantes ao declarar sua religião corretamente devido ao analfabetismo “pode ser tratado na categoria de falha de escritório”. No caso de Masih, no entanto, a NADRA alegou que seu nome e religião não poderiam ser alterados porque, no momento do registro, ele supostamente havia verificado sua religião como islâmica no formulário oficial. A NADRA afirmou que, de acordo com a política oficial, um muçulmano não pode mudar sua designação religiosa no CNIC para qualquer outra religião, ao passo que as pessoas que se convertem ao islamismo de outras religiões podem ter seus CNICs alterados.

A apostasia é considerada um pecado punível com a morte pela maioria das escolas de jurisprudência islâmica. Embora não haja nenhuma lei específica no Paquistão que negue aos muçulmanos o direito de mudar de religião, a apostasia pode ser punida de acordo com a Seção 295-A dos estatutos de blasfêmia do país, que impõe até dois anos de prisão por “ultrajar os sentimentos religiosos de qualquer classe de cidadãos”.

‘Direito de praticar qualquer religião’

Shafique disse que a liberdade de religião ou crença é reconhecida por vários instrumentos de direitos humanos dos quais o Paquistão é signatário.

O artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos declara a liberdade de religião para todos, incluindo a liberdade de mudá-la, juntamente com o direito de praticá-la pública ou privadamente, disse ela, acrescentando que o Paquistão também ratificou a Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, segundo a qual nenhum indivíduo pode ser impedido de aderir à religião ou fé de sua escolha.

Shafique enfatizou que o artigo 20 da constituição do Paquistão também permitia aos cidadãos o direito de professar, praticar e propagar sua religião, mas “o caso de Masih mostra como esse direito fundamental está sendo negado aos não muçulmanos”.

A advogada disse que contestaria a decisão do juiz civil no tribunal de apelação.

“Nosso caso é muito forte, e eu estava muito esperançosa de uma decisão positiva”, disse ela. “Mas parece que o juiz não estava disposto a enfrentar a pressão dos grupos religiosos e jogou a bola no tribunal de seus superiores.”

O Paquistão ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas de 2024, que mostra os lugares mais difíceis para ser cristão.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

‘The Chosen’ ganha prêmio de Filme Impacto 2024

A série "The Chosen", baseada na Bíblia, acompanha a história de Jesus e seus discípulos (Foto: Reprodução)
A série "The Chosen", baseada na Bíblia, acompanha a história de Jesus e seus discípulos (Foto: Reprodução)

A quarta temporada de “The Chosen”, a série cristã baseada na vida de Jesus Cristo, ganhou o prêmio “Film Impact de 2024” no 11º K-LOVE Fan Awards anual.

Os atores Jonathan Roumie (Jesus), Elizabeth Tabish (Maria Madalena) e o criador e diretor da série Dallas Jenkins receberam os prêmios em nome do elenco e da equipe técnica durante a cerimônia no último sábado (1).

Além do prêmio de impacto do fenômeno cristão, a série documental “Jonathan & Jesus”, transmitida na Amazon Prime, ganhou um “K de ouro” na primeira categoria de “TV/Streaming Impact”.

Nesta produção, o ator explora o impacto de Jesus no mundo, visita locais históricos e conversa com convidados cristãos sobre como Cristo mudou suas vidas.

The Chosen acumulou mais de 520 milhões de visualizações de episódios em todo o mundo.

Humildade

Em uma coletiva de imprensa, Jonathan — que continua recebendo elogios da crítica por sua interpretação — afirmou que nunca esquecerá seu começo humilde e a superação de suas dificuldades.

“Jesus é o máximo. Estou tentando modelar minha vida segundo Ele. Ele foi o exemplo supremo de humildade. Tenho que lembrar que tudo o que tenho é por causa Dele, tudo que passei foi para chegar a este ponto onde me rendi a Ele e, como resultado, Ele me tirou do poço e me colocou aqui com vocês, com o Dallas e a Liz”, disse o ator.

“Eu me belisco todos os dias. As palavras não podem descrever adequadamente como me sinto, mas tudo isso remonta a Ele. E sem Ele, não sou nada”, acrescentou.

Na ocasião, Dallas destacou que estava passando por um período difícil antes do lançamento de “The Chosen”. A série foi lançada logo após o filme “A Ressurreição de Gavin Stone”, fracassar nas bilheterias.

“Nós três, genuinamente, nos meses que antecederam a primeira temporada da série, provavelmente estivemos em alguns dos lugares mais sombrios de nossas vidas, e isso tem sido verdade para grande parte do elenco que veio para a série”, contou o diretor.

E continuou: “Muitos de nós aceitamos que não somos dignos e estamos rendidos e humilhados — e que isso nunca mude”.

Dallas também falou brevemente sobre o atual conflito em Israel: “Somos um espectáculo judaico”. Ao povo de Israel, ele disse: “Estamos com vocês e oramos por vocês”.

A quarta temporada de “The Chosen” estreou nos cinemas dos Estados Unidos em fevereiro e foi lançada no streaming no último fim de semana.

No Brasil, os últimos episódios da 4ª temporada estão sendo exibidos e permanece válida a promoção de desconto para a compra de ingressos em grupo — onde todos pagam meia-entrada — até o final das exibições.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Morre cristão idoso que foi atacado por multidão muçulmana no Paquistão

Nazir Masih, cristão idoso de 74 anos morto por multidão de muçulmanos. (Foto: Asia News).
Nazir Masih, cristão idoso de 74 anos morto por multidão de muçulmanos. (Foto: Asia News).

O cristão de 72 anos, que foi atacado por uma multidão de muçulmanos, não resistiu aos ferimentos e morreu na segunda-feira (3), no Paquistão.

De acordo com a AP News, Nazir Masih ficou gravemente ferido na cabeça após o ataque no dia 25 de maio e estava internado em um hospital em Rawalpindi.

O idoso passou por duas cirurgias, mas não resistiu. Ele foi enterrado na cidade de Sargodha sob forte segurança, segundo a polícia local.

Vídeos mostram um grupo de cristãos levando o caixão de Nazir pela rua. Eles gritaram: “Louvado seja Jesus! Jesus é grande”.

A polícia da província de Punjab prendeu mais de 100 homens muçulmanos, acusados de atacarem Nazir e seu filho, também cristão.

Relembre o caso

No dia 25 de maio, muçulmanos na cidade de Sargodha, na província de Punjab, acusaram Nazir de profanar o Alcorão.

Nazeer Gill havia queimado alguns resíduos de papel na rua do lado de fora de sua casa na Mujahid Colony, distrito de Sargodha, província de Punjab, na manhã de sábado, quando alguém jogou uma cópia do Alcorão no fogo, queimando o livro sagrado muçulmano e um vizinho muçulmano o acusou de profanar o Alcorão e instigou os muçulmanos locais a atacá-lo.

A polícia resgatou cerca de 10 cristãos, incluindo o pai e o filho, que foram levados para o hospital. Durante a operação de resgate, vários policiais ficaram feridos após a multidão atirar pedras e tijolos contra eles.

Perseguição no Paquistão 

De acordo com o Morning Star News, os suspeitos de blasfêmia no Paquistão são geralmente mantidos sob custódia até que o julgamento e os recursos se esgotem. Além disso, a blasfêmia contra Maomé, o profeta do Islã, é punível com a morte e a condenação normalmente ocorre com poucas evidências legais.

Com isso, as leis de blasfêmia são frequentemente utilizadas como vingança para acertar contas pessoais ou para resolver disputas sobre dinheiro, propriedade ou negócios. No país, uma única alegação é suficiente para provocar uma multidão que se revolta e lincha os acusados.

O The Christian Post informou que, em agosto de 2023, ocorreram ataques contra cristãos na cidade de Jaranwala, onde igrejas e casas foram incendiadas na sequência de acusações de blasfêmia contra dois cristãos locais.

O Paquistão ficou em 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas de 2024 dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Folha Gospel com informações de The Christian Today e Guia-me

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