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Azerbaijão é apontado como um dos países que violam a liberdade religiosa

Cristãos no Azerbaijão
Cristãos no Azerbaijão

Um órgão independente de controle da liberdade religiosa recomendou que o Azerbaijão fosse incluído na lista de “países particularmente preocupantes” (CPC) do Departamento de Estado dos EUA que cometeram as violações mais flagrantes da liberdade religiosa.

Em seu relatório anual, a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA também pediu que o Quirguistão fosse incluído na “lista de observação especial” de segundo nível do departamento.

O relatório é apresentado meses depois que o 25º aniversário da promulgação da Lei de Liberdade Religiosa Internacional foi oficialmente marcado em outubro. A lei criou em 1998 a função de embaixador geral para a liberdade religiosa internacional e o Escritório de Liberdade Religiosa Internacional dentro do departamento e da comissão bipartidária.

“O primeiro relatório anual da USCIRF, publicado em maio de 2000, concentrou-se principalmente na China, na Rússia e no Sudão”, diz a introdução do Relatório Anual de 2024 da comissão. “Hoje, os governos da China e da Rússia continuam entre os piores violadores do mundo da liberdade religiosa de seu povo, bem como entre os mais ativos perpetradores de repressão transfronteiriça e outras atividades malignas no exterior, inclusive nos Estados Unidos.”

Os nove comissários apresentaram as conclusões do relatório em um evento virtual na quarta-feira.

O comissário Stephen Schneck disse que as condições no Azerbaijão já haviam sido observadas há muito tempo pela comissão, mas pioraram em 2023, o ano de foco do relatório.

“A USCIRF documentou um aumento significativo e alarmante no número de prisioneiros presos com base em religião ou crença no Azerbaijão durante o ano”, disse ele sobre a ex-república soviética. “Além disso, as autoridades são regularmente acusadas de torturar ou ameaçar com violência sexual para obter falsas confissões dos detidos, sem que os autores dessa violência sejam responsabilizados.”

Os comissários recomendaram que o Departamento de Estado também mantenha os doze países que atualmente são designados como “países de preocupação especial”, que o departamento determinou estarem cometendo violações “sistemáticas, flagrantes e contínuas” da liberdade religiosa: Myanmar (que o departamento chama de Birmânia), China, Cuba, Eritreia, Irã, Nicarágua, Coreia do Norte, Paquistão, Rússia, Arábia Saudita, Tajiquistão e Turcomenistão.

Eles também continuaram a buscar a inclusão do Afeganistão, Índia, Nigéria e Vietnã na lista do CPC.

Schneck disse que o Quirguistão foi indicado pela primeira vez pela USCIRF para a lista de observação especial, em parte devido ao fato de o governo ter como alvo os muçulmanos que não estão alinhados com a interpretação de sua religião preferida pelo estado e a rotulação de grupos religiosos pacíficos como “extremistas”.

“Em 2023, as autoridades quirguizes aplicaram cada vez mais a legislação restritiva de longa data que regulamenta a religião e penaliza as práticas religiosas pacíficas, como a expressão religiosa on-line e o culto coletivo e a posse de materiais religiosos não autorizados”, disse ele sobre o país da Ásia Central.

Atualmente, o Departamento de Estado designou a Argélia, o Azerbaijão, a República Centro-Africana, Comores e o Vietnã como países da lista de observação especial.

Os comissários recomendaram que a Argélia fosse mantida nessa lista de segundo nível e que, além do Quirguistão, esses outros países fossem acrescentados: Egito, Indonésia, Iraque, Cazaquistão, Malásia, Sri Lanka, Síria, Turquia e Uzbequistão.

O relatório de 102 páginas observou desenvolvimentos globais, incluindo a identificação pela USCIRF de 96 países com leis de blasfêmia, que penalizam a expressão religiosa e atos “considerados insultantes ou ofensivos” com a pena de morte, sentenças de prisão e multas. Também citou a destruição de locais religiosos em zonas de guerra e conflitos, incluindo a mesquita mais antiga e um convento em Gaza e igrejas e mosteiros na guerra entre Israel e Hamas; casas de culto na Ucrânia desde que a Rússia invadiu o país; e mesquitas e igrejas atacadas no Sudão.

O relatório observou “um aumento global perturbador no antissemitismo e no ódio antimuçulmano durante 2023″, no início do ano e na esteira do conflito entre Israel e Hamas.

O rabino Abraham Cooper, presidente cessante da comissão, observou que o trabalho da comissão afeta seus membros pessoalmente, pois alguns deles ou suas famílias são afetados pelas questões de liberdade religiosa que estão abordando. Ele reiterou seus agradecimentos ao reverendo Fred Davie, vice-presidente da USCIRF, por ter se juntado a ele na saída de uma viagem de delegação à Arábia Saudita quando o rabino foi solicitado a remover seu kippah, ou yarmulke, durante a visita em março.

Cooper também disse que todos os comissários enfrentam perguntas em suas viagens ao exterior sobre como eles, como representantes dos EUA, podem apontar as violações da liberdade religiosa de outros quando seu próprio país também tem ódio religioso.

“É uma pergunta justa”, disse Cooper no final do evento de anúncio do relatório. “É algo com que cada um de nós terá que lidar todos os dias. Mas também podemos apontar para o fato de que, como a maior democracia do mundo, a maneira pela qual lidamos com o ódio é confrontando-o. Não o varremos para debaixo dos panos. Não o varremos para debaixo do tapete. Não acreditamos que ele não existe”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Deputado denuncia Madonna, Anitta e Pabllo Vittar por violação dos direitos da criança

Pabllo Vittar, Madonna e Anitta — Foto: Reprodução/Instagram
Pabllo Vittar, Madonna e Anitta — Foto: Reprodução/Instagram

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) entrou, nesta segunda-feira, 6, com uma representação junto ao Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CONANDA) contra as cantoras Madonna, Anitta e Pabllo Vittar por causa do show realizado no último sábado (4) na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Segundo a imprensa, pais levaram seus filhos para assistirem ao evento, sem que a organização tenha revelado que haveria cenas impróprias para menores.

– Pela simples análise do conteúdo da matéria e dos diversos vídeos que estão nas redes sociais, verifica-se que as cenas produzidas pelos artistas, ora representados, não são apropriadas para crianças e adolescentes que estavam presentes no local e nem as que possam assistir as cenas em momento posterior – escreveu.

O parlamentar citou o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) que pede ao poder público, por intermédio de órgãos competentes, que regule “as diversões e espetáculos públicos, informando sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada”.

– A ausência de divulgação da classificação indicativa resultou na exposição de menores a conteúdo sexual de forma indevida, incompatível com suas idades, protagonizada pela primeira representada e seus convidados – pontua o documento.

A representação pede ao Conselho que investigue os dados apresentados e que tome as medidas cabíveis aos artistas envolvidos, assim como aos produtores e divulgadores do espetáculo.

Deputado federal, Sóstenes Cavalcante
Deputado federal, Sóstenes Cavalcante

Moção de repúdio

Em outro documento, desta vez apresentado na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante propõe uma moção de repúdio aos “atos imorais praticados pela cantora Madonna e todos os demais artistas convidados, em show no Brasil”.

– A presente moção se faz necessária diante da preocupação crescente com os efeitos nocivos provocados por eventos que promovem a erotização explícita e a pornografia, como ocorreu no mencionado show. Este tipo de espetáculo não apenas desrespeita o Estatuto da Criança e do Adolescente, mas também compromete o desenvolvimento saudável e adequado de nossos jovens.

O deputado diz também que esse tipo de conteúdo apresentado no show de Madonna “instaura um ambiente propício para a perpetuação de comportamentos inadequados e violações dos direitos humanos”.

Fonte: Pleno News

Arqueologia na Terra Santa encontra evidências que sustentam os registros históricos da Bíblia

Arqueólogos trabalhando no local da descoberta de Sodoma e Gomorra. (Foto: Reprodução/YouTube/Joel Rosenberg on TBN)
Arqueólogos trabalhando no local da descoberta de Sodoma e Gomorra. (Foto: Reprodução/YouTube/Joel Rosenberg on TBN)

Novas pesquisas na Terra Santa sobre o crescimento e a construção de Jerusalém estão dando mais credibilidade aos registros contidos nos textos antigos da Bíblia.

Publicado no mês passado na prestigiosa revista PNAS, um relatório da Autoridade de Antiguidades de Israel, da Universidade de Tel Aviv e do Instituto Weizmann de Ciências reúne as descobertas de quase uma década de escavações no Parque Nacional da Cidade de Davi.

A pesquisa inclui mais de cem datas de radiocarbono obtidas em quatro áreas diferentes de escavação nas encostas leste e oeste da cidade antiga, com amostras de fontes orgânicas, como sementes de uva, poços de tâmaras e esqueletos de morcegos.

As descobertas desafiam a sabedoria atual sobre a idade das estruturas descobertas pelos arqueólogos e permitiram que os pesquisadores correlacionassem os eventos descritos na Bíblia com o registro arqueológico.

“A nova pesquisa nos permite estudar o desenvolvimento da cidade: até agora, a maioria dos pesquisadores associava o crescimento de Jerusalém para o oeste ao período do rei Ezequias, há pouco mais de 2.700 anos. A suposição convencional até o momento é que a cidade se expandiu devido à chegada de refugiados do Reino de Israel no norte, após o exílio assírio”, disse o professor Yuval Gadot, da Universidade de Tel Aviv.

“No entanto, as novas descobertas reforçam a ideia de que Jerusalém cresceu em tamanho e se espalhou em direção ao Monte Sião já no século IX a.C., durante o reinado do rei Jeoás, cem anos antes do exílio assírio.”

Essas descobertas se devem a um avanço nas técnicas de datação por carbono que usa anéis de árvores antigas para criar uma linha do tempo precisa de datas, preenchendo o que foi considerado um “buraco negro” no uso da datação por carbono-14. Isso permitiu que os pesquisadores mostrassem a extensão dos magníficos edifícios e residências construídos pela primeira vez nos séculos IX a VIII a.C. e usados continuamente até 586 a.C., quando a cidade sofreu uma violenta destruição que resultou no fim do Reino de Judá.

“Durante décadas, presumiu-se que essa muralha havia sido construída por Ezequias, rei de Judá, mas agora está ficando claro que ela remonta aos dias do rei Uzias, conforme sugerido na Bíblia: ‘E Uzias construiu torres em Jerusalém… e as fortaleceu’ (2 Crônicas 26:9)”, disse o doutor Joe Uziel, da Autoridade de Antiguidades de Israel.

“Até agora, muitos pesquisadores presumiram que o muro foi construído por Ezequias durante sua rebelião contra Senaqueribe, rei da Assíria, para defender Jerusalém durante o cerco assírio. Agora é evidente que o muro em sua parte oriental, na área da Cidade de Davi, foi construído antes, logo após o grande terremoto de Jerusalém, e como parte da construção da cidade durante o reinado do rei Uzias.”

Essa pesquisa, e outras semelhantes que são realizadas todos os dias na Terra Santa, está ajudando a preencher as lacunas no registro histórico dos primeiros quatro milênios de existência de Jerusalém. Graças a esses estudos científicos, está começando a surgir uma compreensão mais clara do reino de Judá e dos períodos que o precederam e, com isso, a prova de seu lugar no registro bíblico.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Grupo internacional de direitos humanos repreende a Nicarágua pelo tratamento dado a pastores presos injustamente

Pastores condenados na Nicarágua (Foto: Ministérios Mountain Gateway/ADF Internacional)
Pastores condenados na Nicarágua (Foto: Ministérios Mountain Gateway/ADF Internacional)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos exigiu urgentemente que o governo da Nicarágua salvaguardasse a vida e a saúde de 11 pastores e líderes de ministérios que foram presos por motivos legais questionáveis. A decisão foi tomada após uma petição apresentada pelo grupo de defesa legal ADF International, que chamou a atenção internacional para a situação desses líderes.

Esses líderes religiosos foram condenados a longas penas de prisão, que variam de 12 a 15 anos, e multados em mais de US$ 80 milhões cada um, sob a acusação de lavagem de dinheiro, disse o grupo em um comunicado.

A assessora jurídica da ADF International, Kristina Hjelkrem, expressou gratidão pela ação rápida da Comissão, que reflete a gravidade da situação. “Nenhuma pessoa deveria ser presa ou punida por sua fé, mas foi exatamente isso que aconteceu com esses líderes religiosos. Nossa oração é que as autoridades nicaraguenses defendam os direitos humanos e a dignidade desses pastores e que os libertem de sua prisão injusta.”

As prisões se originaram de uma repressão em dezembro de 2023, quando a polícia nicaraguense acusou esses indivíduos de usar sua organização religiosa, Puerta de la Montaña, como fachada para lavagem de dinheiro. Essa filial do ministério Mountain Gateway, sediado nos Estados Unidos, havia se envolvido ativamente em grandes campanhas evangélicas em toda a Nicarágua, supostamente atraindo mais de um milhão de pessoas.

O julgamento, que levou às duras sentenças em março, foi conduzido a portas fechadas e prejudicado por uma notável falta de provas confiáveis, de acordo com observadores. O ministério e seus apoiadores negaram veementemente as acusações, afirmando que suas operações eram legais e transparentes.

Em janeiro, Mountain Gateway disse que os promotores acreditavam que os pastores nicaraguenses estavam sob a direção do grupo missionário Jon Britton Hancock, Jacob Britton Hancock e Cassandra Mae Hancock, todos cidadãos americanos, e dos nicaraguenses Walner Omier Blandón Ochoa e Maricela de Fátima Mejía Ruiz.

“Embora o governo nicaraguense diga que os pastores são inocentes, eles estão presos há mais de um mês sem representação legal ou contato com suas famílias”, declarou Mountain Gateway na época. O ministério acrescentou que, desde então, o governo “permitiu que um advogado fosse nomeado para representar os pastores nicaraguenses da Mountain Gateway, mas não forneceu ao seu advogado os documentos de acusação ou quaisquer arquivos para preparar uma defesa”.

A Mountain Gateway declarou que seguiu diligentemente todos os requisitos legais nos EUA e na Nicarágua e que tinha documentação que mostrava que o governo nicaraguense aprovava todos os fundos que entravam no país e assegurava que eram usados adequadamente.

As prisões fazem parte de um padrão preocupante de perseguição religiosa na Nicarágua.

Em um caso separado, o bispo Rolando Álvarez também foi vítima dessa repressão. Condenado a 26 anos e agora no exílio, seu caso é visto como parte de uma estratégia governamental mais ampla para suprimir vozes religiosas dissidentes.

A Portas Abertas também destacou a escalada da perseguição aos cristãos na Nicarágua, especialmente desde os protestos contra o regime em 2018. A repressão do governo incluiu prisões de líderes cristãos, apreensão de propriedades cristãs e fechamento de escolas cristãs, estações de TV e instituições de caridade. Emendas legais rotularam os líderes da igreja como terroristas, com o objetivo do governo de controlar as finanças da igreja.

A resposta internacional à prisão dos pastores tem sido de alarme e condenação.

Os senadores dos EUA. Rick Scott (R-Fla), Ted Cruz (R-Texas) e os republicanos do Alabama Katie Britt e Tommy Tuberville têm apoiado abertamente os pastores presos, pedindo ao governo Biden que implemente sanções fortes e direcionadas contra o governo nicaraguense.

Da mesma forma, o deputado Robert Aderholt, R-Ala, liderou um grupo bipartidário de 58 membros do Congresso em uma carta ao embaixador da Nicarágua, expressando profunda preocupação com essas violações da liberdade religiosa.

Evangélicos crescem mais na Venezuela do que em qualquer outro país latino-americano

Bandeira da Venezuela estendida durante a Marcha Para Jesus. (Foto: Reprodução/Instagram @oficialmpj)
Bandeira da Venezuela estendida durante a Marcha Para Jesus. (Foto: Reprodução/Instagram @oficialmpj)

A população evangélica na Venezuela cresceu rapidamente em 2023 em comparação com outros países da América Latina, revelou uma pesquisa do Latinobarómetro.

Das 1.200 pessoas por país pesquisadas entre fevereiro e março, 31% dos venezuelanos são evangélicos.

O estudo mostra que os católicos têm a maior população, com 48%. Por outro lado, 14% responderam que não têm religião e 7% outra ou nenhuma religião.

Em segundo lugar na lista está o Brasil com 23% de evangélicos, 53% são católicos, 12% não têm nenhuma e os outros 12% têm uma que não foi revelada na pesquisa.

O Chile está em terceiro lugar, com 9% de evangélicos, o segundo menor número da América Latina, depois da Argentina, com 6%; 56% são católicos, 29% de sua população não se inclina para nenhuma religião e 6% têm outra religião.

A Colômbia está em quarto lugar, com 16% de evangélicos, mas mais da metade são católicos, com 64%, 14% não têm religião e 7% têm outra.

Quatro igrejas foram reabertas no Oriente Médio

Igreja no Iraque vazia (Foto: reprodução
Igreja no Iraque vazia (Foto: reprodução

Três igrejas que estavam sob o domínio do Estado Islâmico, quando os radicais tomaram a capital da Síria em 2013, foram devolvidas para os cristãos este ano. No dia 16 de abril, os sinos voltaram a soar nas igrejas de Raqqa, que há pouco tempo era considerada a capital do Estado Islâmico.

Quando a cidade de Raqqa foi retomada pelas autoridades sírias, o controle das igrejas foi entregue para outras organizações e não para os cristãos locais. Anos se passaram, e a maioria da comunidade cristã, que antes de 2011 era composta por aproximadamente cinco mil cristãos, deixou a cidade.

Restavam apenas 26 seguidores de Jesus em Raqqa no período entre a dominação do Estado Islâmico e a retomada da cidade. Mas, em um vídeo divulgado pelo noticiário The North Press, o cristão local Armen Mardo declarou como a devolução recente das igrejas aos cristãos se tornou “um dia inesquecível”. Armen afirmou que esse é o primeiro passo para o retorno dos cristãos à “bela cidade de Raqqa”.

Sinos da igreja voltam a tocar

“Raqqa é cheia de beleza graças a sua variedade cultural, étnica e social”, acrescentou o cristão. Armen está alegre e afirmou que agora os sinos voltarão a tocar, as pessoas poderão voltar a orar e cultuar a Deus no templo em comunhão.

A cidade de Mosul, no Iraque, também foi abençoada recentemente com uma fagulha de esperança. Uma igreja histórica local foi reaberta no dia 5 de abril deste ano. Um culto de grande celebração reuniu os cristãos locais para cantarem hinos e orarem juntos.

O líder cristão Lois Raphael Sako, que foi alvo de perseguição das autoridades iraquianas em 2023, foi quem conduziu a celebração. A igreja reaberta havia sido ocupada pelo Estado Islâmico em 2014 e foi usada como centro de ações extremistas. Todas as cruzes e símbolos cristãos foram destruídos durante a ocupação.

Culto com mais de 300 pessoas

Mais de 300 pessoas participaram do culto de reabertura do culto, incluindo cristãos, muçulmanos e iazidis (um grupo minoritário que vive em partes do Iraque e da Síria). “Segundo a vontade de Deus, a vida está voltando ao que era em Mosul e as famílias cristãs estão retornando”, disse um dos participantes do culto de celebração.

Louvamos a Deus pelos nossos parceiros no Brasil que oraram e contribuíram para a reconstrução de Mosul e para a cura de nossos nossos irmãos na fé abalados pela invasão do Estado Islâmico. Esses motivos de gratidão são frutos do trabalho de Deus por meio da fidelidade e do amor pela Igreja Perseguida de cada cristão brasileiro.

Celebre e ore para que, em breve, outras famílias cristãs que ainda aguardam o dia em que poderão voltar a suas casas na Síria e no Iraque sejam abençoadas com o retorno ao lar e testemunhas do poder e do amor de Deus no Oriente Médio.

Fonte: Portas Abertas

Igrejas cristãs oferecem ajuda humanitária para desabrigados no RS; veja como ajudar

Enchente em Rio Grande do Sul (foto: Marinha do Brasil)
Enchente em Rio Grande do Sul (foto: Marinha do Brasil)

Igrejas cristãs do Rio Grande do Sul estão se movimentando para levar ajuda humanitária e espiritual para as vítimas das enchentes que atingem 265 cidades. Nesta sexta-feira (3), a Defesa Civil gaúcha anunciou que já são 24 mil pessoas desalojadas, 8,1 mil enviadas para abrigos, mais de 351 mil afetados, 74 feridos, 68 desaparecidos e 39 óbitos confirmados.

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) iniciou um trabalho para auxiliar a população sofrida, entregando alimentos, oferecendo a lavagem de roupas e prestando atendimento psicossocial.

Com o nome de Carreta Solidária, a ação da ADRA conta com um veículo que ficará estacionado em Novo Hamburgo para atender a região. O automóvel pode ser deslocado para onde for necessário, com capacidade para fazer 1,5 mil refeições por dia, além de lavar e secar 105 quilos de roupa por turno.

A Igreja Assembleia de Deus de Canoas também se organizou em uma campanha solidária, abrindo suas portas para receber famílias que foram estão desalojadas ou desabrigadas.

A Assembleia de Porto Alegre disponibilizou uma lista de doações urgentes que podem ser entregues tanto na capital, como nas igrejas sedes de Viamão e Cachoeirinha. A igreja busca doadores de alimentos não perecíveis, de água, colchões, roupas de cama, produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza.

Já a Igreja Brasa está apoiando abrigos emergenciais em Porto Alegre, levando lanches para os moradores que aguardam as águas abaixarem para que possam retornar para suas casas.

Como ajudar

Igrejas estão se mobilizando para ajudar as famílias afetadas e realizando arrecadações de itens emergenciais.

O Conselho de Ação Social da Assembleia de Deus do RS está recebendo doações de alimentos, água, roupas, colchões, toalhas, travesseiros e produtos de higiene pessoal em suas igrejas nas cidades de: Santa Rosa, Passo Fundo, Rosário do Sul, Itaara e Sapucaia do Sul.

Doações em dinheiro podem ser feitas através do PIX 51 996 386 617 (Banco Sicredi).

Na região metropolitana de Porto Alegre, a Igreja Lagoinha em Canoas está recebendo arrecadações de: pão de sanduíche, pão francês, presunto, queijo, água mineral, maionese, margarina, pasta de dente, escova de dente, sabonete, shampoo, condicionador, papel higiênico, lenço umedecido, fraldas P ao XG, toalha de banho, lençol, cobertor e colchão.

As doações devem ser entregues no templo, na rua Bartolomeu de Gusmão 93, das 9h às 16h30.

Fonte: Pleno News e Guia-me

Estudo aponta como serão a Igreja e o mundo em 2050

Pessoas caminhando na cidade (Foto: Canva Pro)
Pessoas caminhando na cidade (Foto: Canva Pro)

Um novo relatório detalhado que analisa a situação do mundo e as oportunidades para a missão cristã foi lançado cinco meses antes do 4º Congresso do Movimento Lausanne (L4), planejado para setembro em Seul, na Coreia do Sul.

“O cristianismo é uma fé dinâmica e viva que passou por mudanças globais notáveis nos últimos 100 anos”, diz o relatório, apontando para a realidade de que cerca de 70% de todos os cristãos estarão, até 2050, no chamado Sul Global, que inclui regiões populosas como Ásia, África e América Latina. Essa realidade torna indispensável a compreensão da natureza “policêntrica” da missão para o Congresso da L4, que vai reunir mais de 10 mil participantes de todo mundo, diz o movimento interdenominacional evangélico.

O relatório “State of the Great Commission” (Estado da Grande Comissão) procura responder a 10 perguntas para entender o futuro da missão. Algumas delas são: “Qual é o fundamento da confiança?”, “O que significa ser humano?” ou “O que é ministério em uma era digital?”

O documento analisa a ascensão social e religiosa da Ásia e da África e aborda a influência da política radical, do secularismo ou do Islã. Ele analisa como a propaganda e a mídia social afetam a compreensão da verdade e dos direitos humanos.

O relatório também examina as tendências globais em áreas como migração, pobreza, saúde mental, igualdade entre homens e mulheres e cuidado com a criação.

Igrejas, organizações missionárias e cristãos individuais precisam ser capazes de apresentar uma visão de mundo bíblica convincente em debates controversos sobre identidade (transgênero, transumanismo) e os limites da tecnologia (Inteligência Artificial, entre outros), diz o relatório.

Para estarmos equipados para o mundo que virá, argumenta o Movimento Lausanne, reflexões missionárias profundas precisam ser feitas por aqueles envolvidos em iniciativas cristãs como tradução da Bíblia, movimentos de discipulado, educação teológica e apoio financeiro para missões.

“Embaixadores saudáveis de Cristo se dispersando globalmente”

“Com raízes bíblicas, estruturas historicamente adaptáveis, apoio pesquisado e excelente treinamento, embaixadores saudáveis de Cristo podem e irão se dispersar globalmente”, dizem os autores. “Há maneiras eficazes de identificá-los, equipá-los e implantá-los, e há recursos para apoiá-los a obedecer ao chamado de Cristo”.

Mais de 150 especialistas em missões globais de vários cantos do mundo contribuíram para esse documento final, “sendo que 40% representam o sul global, 35% o norte global e 25% o leste global”, diz um comunicado.

Publicado pela primeira vez em inglês, o documento será traduzido para outros seis idiomas: Espanhol, português, francês, coreano, chinês e russo.

Leia o “Relatório sobre o Estado da Grande Missão” publicado pelo Movimento de Lausanne em 23 de abril de 2024 clicando aqui.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Pastor Lucinho Barreto se defende após dizer que beijou a boca da filha; polícia vai apurar

Pastor Lucinho Barreto (Foto: Reprodução/YouTube prlucinho)
Pastor Lucinho Barreto (Foto: Reprodução/YouTube prlucinho)

O pastor Lucinho Barreto se manifestou um dia após viralizar o trecho de uma pregação em que ele diz que beijou na boca da filha para que, quando ela tivesse o primeiro namorado, ele pudesse dizer: “Você é o segundo, eu fui o primeiro”.

Ele também disse no vídeo que dava cantadas na filha, do tipo: “Ai, se eu te pego”. O vídeo viralizou e foi pauta em diversos portais de notícias.

Ao tentar justificar a fala, Lucinho disse que o que ele falou foi tirado do contexto, e que estava pregando para mil homens:

“Aquele vídeo era uma reunião de homens e eu estava falando para eles sobre a necessidade de levantar a autoestima dos filhos. Quem me conhece, sabe como eu sou. Eu dei um beijo inocente, um beijo puro na minha filha. Eu odeio tudo que tem a ver com pedofilia,” disse.

Em outro ponto, ele chega a pedir perdão a quem ficou entristecido com o vídeo.

“Se você ficou entristecido com o que eu falei, eu te peço perdão, mas estão tirando do contexto,” disse.

O vídeo de Lucinho recebeu milhares de comentários, entre eles, o do jornalista e teólogo Gutierres Fernandes, que criticou a postura de Lucinho: Cara, você podia ter gravado um vídeo dizendo: “Falei bobagem. Errei profundamente. A minha fala é repugnante porque sexualiza minha própria filha”. Mas, não, jogou a carta “tiraram do contexto”. Que contexto justifica aquela barbaridade? Assume que errou, e siga em frente.

O pastor Josué Gonçalves também foi muito criticado após comentar na publicação de Lucinho Barreto o apoiando. “Você é um cristão de caráter íntegro. A sua vida fala mais alto do que a sua voz! Tamujunto irmão !”, disse Josué Gonçalves.

André Valadão também foi criticado por apoiar Lucinho ao dizer em seu comentário: “Deus te abençoe irmão. Tenha paz.”

Entenda a polêmica

O pastor Lucinho Barreto, da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), afirmou em um culto que beijou a boca da própria filha quando ela era menor de idade.

Em um trecho da fala ele diz; “Eu peguei minha filha um dia, dei beijo nela, ela passava e eu falava; nossa que mulherão, ai se eu te pego! Ai ela ficava assim; credo pai! você já é da mamãe.”, disse ele durante culto com público exclusivamente masculino.

Em outro trecho ele fala que deu um beijo na filha enquanto ela estava distraída;

“Um dia ela estava distraída, eu peguei e dei um beijo nela. Aí ela disse assim, que isso pai? Eu disse assim: por que, quando eu encontrar seu namorado eu vou falar assim; você é o segundo, eu já beijei,” disse ele, enquanto era aplaudido pelos fiéis presentes, que davam gargalhadas.

Filha de Lucinho se pronunciou

Emily Barreto, filha do pastor Lucinho Barreto, gravou um vídeo onde diz que retiraram a fala de contexto. Ela diz que “seu pai nunca fez nada com ela”, que “sempre foi um exemplo de uma figura paterna maravilhosa” e que considera perfis que viram pedofilia nos casos como “maldosos”. “Meu pai nunca me beijou de língua, nunca fez nada comigo”, garante Emily.

Polícia apura fala de pastor

A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta sexta-feira, 3, que vai apurar as falas do pastor Lucinho Barreto, que é um dos líderes da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG).

A Polícia Civil declarou que o caso está sendo apurado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente em Belo Horizonte.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Combate a Crimes contra Crianças e Adolescentes, disse que tomou conhecimento do vídeo, mas não tem mais competência para tratar dele. Hoje, a filha do pastor já é maior de idade. O MP informou que aguarda a conclusão da investigação da polícia.

Fonte: Fuxico Gospel, Poder 360 e UOL

Sudão é um “conflito esquecido sem vencedores”, dizem as Igrejas

Igreja evangélica bombardeada no Sudão. (Foto: CSW)
Igreja evangélica bombardeada no Sudão. (Foto: CSW)

A Igreja da Inglaterra e a Igreja Católica emitiram uma declaração conjunta lamentando o conflito em curso no Sudão e pedindo ação da comunidade internacional para restaurar a paz.

A declaração coincide com o primeiro aniversário do início dos combates entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) – uma força paramilitar sudanesa – e as Forças Armadas Sudanesas (SAF).

A ONU afirma que cerca de 15.000 pessoas foram mortas e que 25 milhões de pessoas estão em situação de “extrema” necessidade humanitária no país. De acordo com o Programa Mundial de Alimentos, 10,5 milhões de pessoas foram deslocadas.

O Bispo Nick Baines, Bispo Líder da Igreja da Inglaterra para Assuntos Estrangeiros, e o Bispo Paul Swarbrick, Bispo Líder para a África da Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e País de Gales, chamaram a guerra civil de “um conflito esquecido sem vencedores” e “uma das maiores catástrofes humanitárias de nosso tempo”.

Eles disseram que com “a atenção voltada para outro lugar” – uma referência às guerras na Ucrânia e em Gaza – o conflito no Sudão permanece “amplamente ignorado”, e mulheres e crianças estão “suportando o peso de uma violência indescritível”.

“O Papa Francisco, em sua Mensagem de Páscoa de 2020, nos lembrou que ‘este não é o momento para o esquecimento’, alinhando-se com o apelo do Arcebispo de Canterbury ‘para ficar ao lado daqueles que sofrem por causa da guerra'”, disseram eles.

“É nesse espírito que devemos, por mais difícil que seja, não mudar simplesmente nossa atenção de uma crise para outra. Em vez disso, devemos reconhecer, orar e agir em solidariedade a todos os que sofrem em todo o mundo. Pois cada crise é semelhante a uma criança doente em nossa família universal, merecendo o mesmo amor, cuidado e atenção.

“O Sudão, um lugar com o qual temos fortes conexões e com cujo povo estamos profundamente engajados, exige nossa atenção e foco coletivos.”

A declaração termina com um apelo ao governo do Reino Unido e à comunidade internacional para que façam tudo o que estiver ao seu alcance para conseguir um cessar-fogo imediato e garantir o acesso humanitário “sem obstáculos”.

“Isso é desesperadamente necessário para evitar uma nova e catastrófica crise humanitária de fome”, concluíram os bispos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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