Milhares de pessoas se tornaram deslocadas internas no Norte de Moçambique depois do aumento de ataques de grupos extremistas islâmicos na região. Essa é a realidade de milhares de cristãos na África Subsaariana. Por isso, no dia 26 de maio, nos uniremos em oração por essa região. Saiba como participar do Domingo da Igreja Perseguida 2024.
Maria (pseudônimo), uma jovem de 20 anos, é uma das vítimas. Ela fugiu depois que um grupo atacou a cidade de Chai, no distrito de Macomia, em fevereiro. Ela e a família estavam em busca de abrigo da violência que os obrigou a deixar Mocímboa da Praia, na Costa Norte de Moçambique, sua cidade natal, há quatro anos. A jovem já havia perdido a mãe em um ataque e agora mais dois membros da família foram mortos.
“Estávamos abrigados na casa do irmão mais novo do meu pai em Chai”, conta a jovem. Quando os radicais chegaram à cidade, no início de fevereiro, queimaram a casa do tio de Maria. Ela conseguiu fugir com a filha de dois anos nos braços, mas, em meio à agitação, perdeu o pai e o tio de vista.
Amarrados e fuzilados
Maria estava com um grupo de desconhecidos, quando um homem a reconheceu e disse a ela: “Filha, sinto muito em dizer, mas vi os corpos do seu pai e do seu tio. Eles foram amarrados e fuzilados”. Maria começou a chorar e viajou por uma longa distância na floresta até chegar à cidade de Macomia.
Na cidade, conseguiu um carro para levá-la com o filho para Pemba, onde Maria encontrou abrigo com outra família cristã. Os irmãos dela ficaram em um acampamento de deslocados internos, para o qual ela não pôde ir, pois teria mais risco de ser vítima de abusos.
O escalonamento da violência na província de Cabo Delgado começou ainda em fevereiro deste ano, quando o Estado Islâmico atacou forças de segurança em Moçambique e causou a morte de 20 soldados. Dali, eles avançaram para outras regiões e causaram o deslocamento de milhares de vítimas.
Escolas fechadas
Nos ataques, eles destruíram igrejas, casas e lojas. Há também relatos de sequestros e decapitações. Os radicais encorajaram a população local a se converter ao islamismo e exigiram impostos em troca de proteção para casas e propriedades. Por causa da insegurança, mais de 125 escolas foram fechadas desde janeiro, assim, por isso, a educação de mais de 68 mil crianças foi prejudicada.
O aumento da violência nos últimos meses também causou uma onda com mais de 70 mil deslocados internos, sendo 35.500 crianças e 14.500 mulheres. “Acordamos com o som dos tiros. Eles começaram a perseguir as pessoas. Vimos quando eles cortaram a cabeça de um homem com um facão”, disse Josefina Gabriele, uma mulher de 40 anos, em entrevista à agência de notícias AFP.
O grupo extremista islâmico Ahlu-Sunnah wal Jama’ah tem travado uma disputa no Norte da província de Cabo Delgado desde 2017. Em 2019, o grupo se aliou ao Estado Islâmico. A luta entre as Forças Armadas de Moçambique e grupos extremistas obrigou mais de 650 mil pessoas a fugirem de casa. Ao menos dois milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária imediata. Ore pelos cristãos deslocados internos em Moçambique.
Wilson Almeida, ex-integrante do Arautos do Rei, faleceu nessa segunda-feira (22) vítima de um infarto fulminante (Foto: Reprodução)
Morreu nessa segunda-feira (22), aos 77 anos, o ex-integrante do quarteto Arautos do Rei, o barítono Wilson Almeida, vítima de um infarto fulminante.
De acordo com familiares, ele estava bem, no dia anterior. A despedida foi marcada por um cortejo fúnebre, nesta terça (23), em Sorocaba (SP), onde o cantor vivia com a família.
Wilson integrou o Arautos do Rei de 1972 até 1975. O grupo se expressou nas redes sociais, deixando um depoimento que reforçou o legado de Wilson.
Alguns cantores se manifestaram na postagem de despedida, nas redes sociais. O cantor Robson Monteiro escreveu “voz diferenciada”. A cantora Joyce Carnassale escreveu “Meus sentimentos à família! Perdemos uma das grandes vozes da música adventista”.
Wilson escreveu letras de músicas sacras e traduções como “Vou Caminhar”, do Arautos do Rei. Ele fundou e dirigiu o grupo “Novo Canto”, da Casa Publicadora Brasileira, por quase cinco anos. Além disso, era pastor, tradutor de livros de conteúdo teológico para diferentes editoras evangélicas e comentarista da Bíblia Brasileira de Estudos da Editora Hagnos.
“Faz sessenta anos que canto ‘Jesus em Breve Virá’, mas eu acho que agora já não tem mais tempo. Eu não sei quanto tempo mais nós teremos para cantar e pregar o Evangelho. Talvez, este seja o seu último festival, porque Jesus poderá voltar antes disso, antes do próximo, ou você poderá não estar vivo, eu também, nós não sabemos o dia de amanhã. Então é hoje temos que dar o nosso máximo”, expressou Wilson em um vídeo para o 7° Encontro de Quartetos Serranos de 2023.
Wilson era jornalista e integrou durante 15 anos o Departamento de Arte na Casa Publicadora Brasileira (CASA), como Editor de Arte.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) proibiu que o regimento interno da Câmara Municipal de Bauru (SP) obrigue o presidente do órgão a ler a Bíblia na abertura das sessões. Ele deveria invocar a “proteção de Deus” e deixar um exemplar do livro católico em cima da mesa durante as audiências.
A imposição estava disposta na Resolução nº 269 do órgão municipal, segundo a qual as sessões só poderiam começar depois que o presidente declarasse que “sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos” e fizesse a leitura de um versículo da Bíblia.
A ação foi ajuizada pelo Procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, em novembro de 2023. Segundo ele, o procedimento é inconstitucional, porque é uma afronta ao princípio da laicidade do Estado estabelecido pela Constituição Federal.
O procurador ressaltou que a intenção não é a proibição de qualquer manifestação religiosa, mas garantir que o Estado não se comporte como se tivesse uma religião oficial, o que seria um desrespeito a outras crenças.
Na decisão proferida na última quarta-feira (17), o Tribunal afirmou que o Estado deve se manter neutro quanto à religião, garantindo que todas as religiões recebam tratamento “isonômico e equânime”.
À CNN, a Câmara Municipal de Bauru informou que ainda não foi notificada pelo TJSP sobre a decisão, mas que irá cumprir a determinação judicial e suspenderá temporariamente a eficácia do trecho do regimento em questão.
Em publicação nas redes sociais, o vereador Junior Rodrigues (PSD), presidente do órgão municipal, manifestou “tristeza” pelo ocorrido, e afirmou que a casa, assim que notificada, irá recorrer da decisão do TJSP.
De acordo com o vereador, essa prática é “histórica”, “legítima” e não afronta ou prejudica outras religiões.
“Na Constituição Federal temos a citação do nome de Deus, logo em seu início!”, destacou.
Funkeira Ludmilla é acusada de intolerância religiosa (Foto: Reprodução)
A apresentação da funkeira Ludmilla no Coachella Valley Music and Arts Festival, nos Estados Unidos, causou uma polêmica internacional, no final de semana, ao exibir um vídeo durante a música “Rainha da Favela”.
Em determinado momento da apresentação, a artista brasileira exibiu num telão a seguinte frase: “Só Jesus expulsa o Tranca Rua das pessoas”, o que levou o público e seguidores de religiões de matriz afro a acusarem a cantora de preconceito e intolerância religiosa.
Pelas redes sociais fãs ficaram bravos e muitas pessoas a tem acusado de intolerância religiosa. “Intolerância religiosa é um pilar que afeta muita gente, principalmente nas comunidades, e você reforçar esse viés num espaço de visibilidade internacional não foi legal. Associar entidades de matriz africana ao mal foi feio e desrespeitoso”, disse um seguidor. “É tão difícil assim admitir que errou e pedir desculpas?”, indagou outra seguidora.
Deputado vai acionar Ministério Público
Segundo o site Agenda do Poder, o deputado Átila Nunes (MDB-RJ) anunciou que vai protocolar uma denúncia contra Ludmilla junto ao Ministério Público solicitando que a produção da artista retire o trecho, o qual considerou ofensivo.
“Ludmilla cometeu o crime de vilipêndio religioso ao exibir publicamente um vídeo claramente agressivo à Umbanda, bem como reforçou o sentimento preconceituoso contra as religiões de matriz africana”, justificou o deputado, que é umbandista.
Defesa da funkeira
Pelo X (antigo Twitter), Ludmilla se defendeu e negou que tenha atacado qualquer religião. “Quando eu disse que vocês teriam que se esforçar para falar mal de mim, eu não achei que iriam tão longe”, começou.
“Tiraram do contexto uma das imagens do vídeo do telão do show Rainha da Favela, que traz diversos registros de espaços e realidades que eu cresci e vivi por muitos anos, querendo reescrever o significado dele, e me colocando em uma posição que é completamente contrária à minha”, emendou.
Em outro trecho do desabafo, Ludmilla pede que parem de fazer críticas infundadas. “Não me coloquem nesse lugar, vocês sabem quem eu sou e de onde eu vim. Não tentem limitar para onde eu vou. Respeito todas as pessoas como elas são, independentemente de qualquer fé, raça, gênero, sexualidade ou qualquer particularidade que as façam únicas.”
No início do ano, a cantora comprou a sede da igreja Casa de Oração por aproximadamente R$ 750 mil. A edificação, que era alugada, fica no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense. Ludmilla, que já teria investido na sonorização do templo, deu a igreja de presente à pastora Adriana Pereira, cujos cultos costuma frequentar em companhia de familiares.
Com informações de Santa Portal, Agenda do Poder e Veja.
Cristãos em oração durante culto em uma igreja no Sri Lanka (Foto: Portas Abertas
Cristãos em várias partes do Sri Lanka têm recebido ameaças de vizinhos desde o início de 2024. A pressão é motivada pelos cultos nas igrejas e não se limita a palavras. Em algumas igrejas, pedras foram lançadas no templo durante os cultos. Hoje, quando o maior ataque de Páscoa, que aconteceu em abril de 2019, completa cinco anos, entenda os desafios dos seguidores de Jesus no Sri Lanka.
Um exemplo dos casos de perseguição recente aconteceu no final de janeiro. Cristãos de uma igreja no Norte do Sri Lanka receberam ameaças de agressões físicas caso voltassem à igreja. O autor das afrontas foi o sobrinho da líder da igreja, que também é vizinho do templo. “Temos enfrentado problemas desde 2019. Eles jogam pedras na igreja na hora do culto”, conta Dashini, a líder cristã da igreja apedrejada. No Natal de 2023 e na celebração de Ano Novo de 2024, a igreja sofreu novos atentados.
Bondade retribuída com violência
A oposição começou quando a líder cristã deu um pequeno terreno ao lado da igreja de presente para o sobrinho. O rapaz construiu uma casa e respondeu com violência à bondade de Dashini. Ele se aproveita da proximidade com o templo para atemorizar todos que entram na igreja.
“No início, havia mais de 100 membros na igreja, mas agora fomos reduzidos a 50 por causa desses problemas”, conta a líder cristã. Parceiros locais estão em contato com Dashini e a encorajam a não perder a esperança. Eles também estão procurando formas de ajudar a congregação no Sri Lanka.
Outro exemplo aconteceu também durante um culto de Ano Novo. No dia 31 de dezembro de 2023, o pastor local de uma igreja foi ameaçado por 25 monges, no Sul do Sri Lanka. Os sacerdotes cercaram a casa do pastor e exigiram que ele não fizesse o culto naquela noite. O pastor não cedeu à pressão, explicou para os perseguidores que a igreja liderada por ele era registrada e legalizada perante o governo há mais de 20 anos e afirmou que faria o culto. “Os monges disseram que se eu mantivesse qualquer atividade religiosa no dia 31, eles me bateriam e me expulsariam do vilarejo”, contou o pastor local.
O líder cristão denunciou o caso à polícia, mas desde o fim de 2023 está sendo cauteloso. Ele agora organiza o culto em três horários diferentes, para que a igreja se reúna em grupos menores e as pessoas estejam seguras. A área onde a igreja está localizada é conhecida por ataques violentos de monges, por isso ele teme que as ameaças se tornem realidade. Parceiros locais da Portas Abertas estão procurando formas de ajudar a congregação.
Dois pastores conhecidos dizem que o recente ataque do Irã a Israel foi o cumprimento de uma profecia bíblica e que eles estão pedindo aos cristãos do mundo todo que orem pelo Estado judeu.
O Irã disparou mais de 200 drones e mísseis contra Israel, embora cerca de 99% deles tenham sido interceptados graças à defesa aérea de Israel e a uma coalizão militar liderada por Israel e por caças americanos e britânicos.
“Estamos à beira da guerra Gog-Magog que Ezequiel descreveu nos capítulos 38 e 39”, disse o pastor John Hagee no fim de semana.
O pastor Greg Laurie, da Harvest Christian Fellowship, disse em um vídeo que acredita que o ataque foi profeticamente significativo.
“Acredito que o ataque do Irã a Israel foi um cumprimento da profecia bíblica”, disse Laurie em um vídeo publicado nas mídias sociais.
Laurie então explicou seu ponto de vista.
“Um sinal do fim dos tempos, de acordo com as Escrituras, é que o povo judeu será reunido em sua terra natal. Isso já aconteceu. Em 14 de maio de 1948, Israel tornou-se oficialmente uma nação.
“Os judeus não apenas serão reunidos novamente em sua terra natal, mas também ficarão cada vez mais isolados. Isso está acontecendo. A Bíblia também previu o aumento do antissemitismo no fim dos tempos. Isso está acontecendo. A Bíblia também prevê que uma grande nação ao norte de Israel, identificada em Ezequiel como Magogue, a atacará. Isso ainda não aconteceu. Muitos estudiosos acreditam que Magogue é uma referência à Rússia dos dias atuais.”
Ezequiel 37-38 faz referência a um “Magogue” que se une à Pérsia para se opor a Israel.
“Pérsia era o nome do Irã. Eles mudaram seu nome em 1930”, disse Laurie. “Portanto, a Bíblia prevê a Pérsia ou o Irã atacando Israel. E adivinhe só? Isso acabou de acontecer agora. Será que estou sugerindo que o que acabou de acontecer levará ao cenário de Ezequiel 38? Não acho que seja necessariamente esse o caso. Mas certamente é um motivo para nos sentarmos e prestarmos atenção.”
Laurie pediu aos cristãos: “Vamos orar por nossos amigos em Israel. Vamos orar pelo povo judeu”.
“É do interesse dos Estados Unidos da América apoiar nosso leal aliado, a nação de Israel”, disse Laurie. “Deus fez uma promessa a Abraão anos atrás, Ele disse: ‘Abençoarei aqueles que o abençoarem. Amaldiçoarei aqueles que o amaldiçoarem’. Um dos motivos pelos quais Deus abençoou os Estados Unidos foi o fato de termos apoiado nosso amigo Israel, e espero que continuemos a fazê-lo.”
Hagee disse que está viajando para D.C. esta semana em nome da Christians United for Israel para dizer aos membros da Câmara dos Deputados “que parem de embaralhar papéis e realmente façam algo para ajudar Israel”.
“Isso deveria ter sido feito há muito tempo”, disse Hagee sobre a ajuda adicional dos EUA a Israel.
The nation Israel being attacked by Iran is unprecedented and is a real game-changer. What happens next? I look at these events unfolding before us in the light of Bible prophecy (PS- A correction- I state that Iran changed their name from Persia in 1930. it actually was 1935) pic.twitter.com/BbWyTKPX1f
A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen, durante entrevista à ADF.
A Suprema Corte da Finlândia confirmou na sexta-feira que a parlamentar finlandesa Päivi Räsänen será julgada pela terceira vez por causa de seu tweet de cinco anos sobre um versículo bíblico que criticou a Igreja Luterana Finlandesa por promover o “mês do orgulho” LGBT.
Räsänen, que liderou o Partido Democrata Cristão da Finlândia de 2004 a 2015 e atuou como ministra do Interior do país de 2011 a 2015, está sendo arrastada para o tribunal novamente, apesar de ter sido absolvida duas vezes por tribunais inferiores por acusações de crime de ódio, de acordo com uma declaração dos advogados da Alliance Defending Freedom (ADF) International.
A polícia começou a investigar a avó de 11 filhos logo após seu tweet de 2019, no qual ela publicou uma foto do livro de Romanos e questionou como a Igreja Luterana Finlandesa poderia concordar com a “vergonha e o pecado” sendo apresentados como “uma questão de orgulho”.
Os investigadores também desenterraram um panfleto que ela publicou em 2004 com o bispo Juhana Pohjola, da Diocese da Missão Evangélica Luterana da Finlândia, intitulado “Masculino e Feminino Ele os criou: as relações homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade”.
Em abril de 2021, depois de submetê-la a 13 horas de interrogatório durante vários meses, o procurador-geral da Finlândia usou o tuíte, o panfleto e uma entrevista de rádio de Räsänen para acusá-la de três acusações de “agitação contra um grupo minoritário”, que se enquadra na seção de “crimes de guerra e crimes contra a humanidade” da lei finlandesa.
Pohjola também foi acusada por ter publicado o panfleto de Räsänen há duas décadas.
O Tribunal de Apelação de Helsinque absolveu Räsänen e Pohjola por unanimidade em novembro, após uma absolvição semelhante pelo Tribunal Distrital de Helsinque, composto por três juízes, em março de 2022.
O promotor público está recorrendo da absolvição pela terceira vez em duas das acusações, exigindo que os dois enfrentem dezenas de milhares de euros em multas e que seu trabalho seja censurado. A próxima data do tribunal de Räsänen ainda não foi determinada.
A situação atraiu a atenção da mídia internacional e provocou a indignação de especialistas em direitos humanos.
“No meu caso, a investigação durou quase cinco anos, envolveu acusações falsas, vários interrogatórios policiais longos, totalizando mais de 13 horas, preparativos para audiências judiciais, a audiência no Tribunal Distrital e uma audiência no Tribunal de Apelação”, disse Räsänen em um comunicado.
“Não se tratava apenas de minhas opiniões, mas da liberdade de expressão de todos. Espero que, com a decisão da Suprema Corte, outros não tenham que passar pela mesma provação. Considero um privilégio e uma honra defender a liberdade de expressão, que é um direito fundamental em um estado democrático”, acrescentou.
Paul Coleman, diretor executivo da ADF International, comparou o caso de Räsänen a algo da Idade Média e alertou sobre a “censura crescente” que aflige as nações historicamente livres da Europa.
“Em uma nação ocidental democrática em 2024, ninguém deveria estar sendo julgado por sua fé – no entanto, ao longo da acusação de Päivi Räsänen e do Bispo Pohjola, vimos algo semelhante a um julgamento de ‘heresia’, em que os cristãos são arrastados pelo tribunal por terem crenças que diferem da ortodoxia aprovada da época”, disse Coleman.
A persistência do Estado em perseguir Räsänen e Pohjola por quase meia década, apesar das várias absolvições, é “alarmante”, disse Coleman, temendo que “o processo seja a punição em tais casos, resultando em um esfriamento da liberdade de expressão para todos os cidadãos que observam”.
“O direito deles de falar livremente é o direito de todos de falar livremente”, acrescentou.
Nos últimos anos, os governos europeus têm se restringido cada vez mais a discursos que criticam a homossexualidade.
No início deste mês, a ministra da igualdade de gênero da França, Aurore Bergé, pediu a acusação do padre Matthieu Raffray, um padre católico romano que atraiu a ira do Estado por descrever as inclinações homossexuais como “uma fraqueza” que deve ser combatida como qualquer outro pecado.
Em Malta, Matthew Grech enfrentou acusações criminais de acordo com a proibição da terapia de conversão do país no ano passado por dar seu testemunho cristão sobre deixar um estilo de vida homossexual em um programa de rádio. Os apresentadores de rádio que lhe deram uma plataforma também foram acusados.
Falando sobre a proposta de legislação contra o discurso de ódio na Irlanda que se aplicaria à orientação sexual, a CEO da ADF, Kristen Waggoner, disse ao The Christian Post em dezembro que sua organização percebe “uma tendência global à censura”.
“E não se trata apenas de um desrespeito à liberdade de expressão; é um alvo ativo para silenciar o discurso do governo”, disse ela, acrescentando que os Estados Unidos não estão imunes a essas tendências, apesar da Constituição dos EUA.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Bandeira da Índia nas mãos de uma mulher (Foto: Reprodução/Portas Abertas)
A Release International, um ministério cristão com sede no Reino Unido, usou as eleições nacionais da Índia para renovar os apelos pelo fim das leis anticonversão, dizendo que elas levaram a um aumento nas prisões de cristãos e na violência contra eles.
Quase um bilhão de pessoas votarão durante as eleições de seis semanas na Índia, que vão de 19 de abril até o início de junho. Além de ser a segunda nação mais populosa do mundo, a Índia é a maior democracia do mundo, mas muitos estão preocupados com o aumento dos sentimentos nacionalistas, que muitas vezes são expressos por meio da violência contra minorias religiosas.
“Temos visto um aumento dramático na intolerância contra os cristãos desde que o BJP chegou ao poder em 2014”, disse Paul Robinson, CEO da Release International.
“Nossos parceiros na Índia relatam pastores espancados, igrejas atacadas e reuniões de oração interrompidas pelas mãos de militantes hindus de ultradireita. Ao mesmo tempo, os estados da Índia estão aprovando leis anticonversão que impedem os cristãos de compartilhar sua fé com os hindus.”
Um novo relatório da Religious Liberty Commission (Comissão de Liberdade Religiosa) da Evangelical Fellowship of India (EFI) capturou o aumento dramático dos atos de violência contra os cristãos, registrando um número “sem precedentes” de 601 casos de perseguição contra cristãos na Índia em 2023 e alertando que os números “apenas arranham a superfície”.
Essas descobertas foram reforçadas pelo United Christian Forum, que disse que a violência continuou apenas no primeiro trimestre de 2024. Seu último relatório documentou mais de 160 ataques até meados de março.
“Nossa mensagem para a Índia é que aja imediatamente para deter a disseminação da intolerância e revogue essas leis anticonversão. Essas leis vão contra a constituição da Índia, que garante a liberdade de religião, incluindo a liberdade de propagar a própria fé”, disse Robinson.
“A Índia é a maior democracia do mundo, mas está caminhando em uma direção divisiva e autoritária. E quando se permite que a intolerância aumente, a violência inevitavelmente a seguirá.”
O crescente movimento Hindutva, que vê o hinduísmo como fundamental para a identidade indiana e tem fortes vínculos com o atual governo, muitas vezes encontrou expressão em atos de violência realizados por grupos de direita de estilo paramilitar.
Uma equipe da Release International realizou recentemente uma visita de averiguação à Índia e conversou com pastores que foram atacados fisicamente ou presos, ou ambos, por divulgarem a mensagem do Evangelho.
Um pastor, que foi brutalmente atacado junto com sua esposa em sua casa antes de ser preso e multado pela polícia de acordo com as leis anticonversão, disse à Release International: “Mesmo que eu morra, não deixarei de servir ao Senhor e de fazer o ministério que Ele me deu nesta aldeia”.
Em Tamil Nadu, um pastor foi duramente espancado por uma multidão hindu enquanto distribuía Bíblias na rua. Outro, de Uttar Pradesh, foi repetidamente assediado e interrogado e, por fim, preso depois que uma menina hindu foi curada após uma oração cristã e sua família parou de frequentar o templo hindu.
Os parceiros da Release International na Índia prestam assistência jurídica aos líderes da igreja que foram acusados e presos, além de oferecer ajuda emergencial e atendimento médico às pessoas envolvidas na violência. Eles também fornecem Bíblias para permitir que os pastores continuem divulgando o Evangelho em meio à perseguição.
“O nível de violência e destruição é um aviso para a Índia de que essa cultura de intolerância contra as religiões minoritárias por parte da esmagadora maioria hindu deve acabar”, disse Robinson.
“Nossa mensagem para a Índia e seu povo, ao irem às urnas, é que, para que a violência acabe, é preciso revogar essas leis anticonversão, que incentivam os extremistas e estão alimentando a violência.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Desde o início da guerra no Sudão, em abril passado, mais de 150 igrejas foram danificadas ou destruídas, de acordo com um relatório da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF, sigla em inglês).
O conflito entre as Forças Armadas do Sudão e as Forças de Apoio Rápido paramilitares já ceifou milhares de vidas e devastou comunidades religiosas, com os órgãos de vigilância dos EUA alertando que os locais religiosos estão sendo alvo de ataques, deixando um rastro de destruição.
O conflito em andamento resultou em mais de 13.000 mortes estimadas, com combatentes armados atacando casas de culto e outros locais religiosos, de acordo com a USCIRF.
Em uma declaração, o Comissário Mohamed Magid disse: “O direito humanitário internacional considera as casas de culto e os locais religiosos como sacrossantos, mesmo durante o conflito armado. Apesar das proteções do Artigo 53, as casas de culto e os locais religiosos continuam a ser danificados e destruídos de forma inadmissível no Sudão”.
O comissário também levantou preocupações sobre os ataques a líderes religiosos e o impacto do conflito sobre as minorias religiosas.
Um evento significativo ocorreu em janeiro, quando militantes da RSF incendiaram uma igreja evangélica em Wad Madani, de acordo com o Morning Star News. A igreja, construída em 1939, era a maior estrutura religiosa do Estado de Gezira. A RSF também atacou um monastério cristão copta em Wad Madani, convertendo-o em uma base militar.
A violência não se limita às estruturas. Em maio de 2023, assaltantes armados entraram em uma igreja e atiraram em quatro pessoas, incluindo um padre e seu filho, e esfaquearam o guarda da igreja antes de saquear o prédio. Os militantes da RSF também mataram Hidar Al Amin, membro da Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão, durante um ataque em Omdurman. O parente de Al Amin relatou que ele foi morto depois que os militantes da RSF saquearam sua propriedade.
Em outro incidente, o pastor evangélico Kowa Shamal escapou por pouco da morte depois que os militantes da RSF ordenaram que ele renunciasse à sua fé, informou o La Croix International no início deste mês. O pastor Shamal se recusou, resultando em um confronto físico que terminou com o assassinato de seu sobrinho de 23 anos. A RSF matou o sobrinho porque ele se recusou a remover a cruz que usava no pescoço.
O enviado especial dos EUA para o Sudão, Tom Perriello, e a administradora adjunta da USAID, Isobel Coleman, participaram da Conferência Humanitária Internacional sobre o Sudão no início deste mês, marcando o aniversário de um ano da guerra. A administradora adjunta Coleman anunciou US$ 100 milhões em assistência humanitária adicional para o povo do Sudão, elevando a assistência humanitária do governo dos EUA ao povo sudanês para mais de US$ 1 bilhão desde outubro de 2023.
Nos últimos meses, houve um aumento notável na destruição de locais religiosos durante o conflito armado. A USCIRF pediu que os governos e os atores não estatais aderissem à lei internacional para proteger esses locais, citando publicações sobre liberdade religiosa na região do Sahel e a proteção de locais religiosos pela lei internacional.
O conflito afetou profundamente a minoria cristã do Sudão, estimada em cerca de 2 milhões ou 4,5% da população do país de mais de 43 milhões.
A Lista Mundial da Perseguição de 2024 da Portas Abertas classificou o Sudão em 8º lugar entre os lugares mais desafiadores para ser cristão, com reformas da liberdade religiosa em nível nacional que não foram promulgadas localmente. Os ataques de agentes não estatais continuaram a aumentar, contribuindo para essa alta classificação.
A violência no Sudão deixou milhões de deslocados, com os civis suportando o peso da luta pelo poder entre a SAF e a RSF. Como os combates continuam, as minorias religiosas temem que a situação possa piorar mesmo quando o conflito terminar, o que gera preocupações sobre futuras perseguições. O conflito em andamento reacendeu os temores dos aspectos severos da lei islâmica, especialmente após o golpe militar de 2021.
O estado profundo que alimentou o golpe de 25 de outubro de 2021, que levou ao conflito, é visto como uma ameaça às minorias religiosas. O governo de transição, estabelecido após a destituição do ex-ditador Omar al-Bashir em 2019, fez progressos na redução da discriminação religiosa, incluindo a proibição das leis de apostasia. No entanto, desde então, o golpe militar reverteu esses avanços, deixando as comunidades religiosas do Sudão em um estado precário.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Entrada da Columbine High School (Foto: Arquivo/Reprodução)
Um sobrevivente do massacre na Columbine High School, cuja irmã foi assassinada no tiroteio na escola do Colorado, contou como uma viagem missionária à África o ajudou a entender a importância de realmente deixar a raiva de lado em uma atitude de perdão.
Durante entrevista falando sobre o que ele tem feito esta semana para marcar o 25º aniversário da tragédia, Craig Scott, de 41 anos, compartilhou como sua terrível experiência em 20 de abril de 1999 o equipou para falar sobre algumas das dores mais profundas dos jovens de hoje.
‘Saia daí’
Scott tinha apenas 16 anos de idade quando ouviu sons altos de estalos enquanto estudava para uma prova de biologia em uma mesa na biblioteca da escola com seu amigo Matt Kechter. Os sons foram os primeiros tiros disparados pelos veteranos Eric Harris e Dylan Klebold, o que levou Scott a se esconder embaixo de uma mesa com seu amigo.
A maioria das vítimas dos atiradores foi morta na biblioteca naquele dia, e Scott foi tomado pelo terror depois de testemunhar o assassinato de Kechter e de seu outro amigo Isaiah Shoels. Enquanto se encolhia sob a mesa coberta de sangue, Scott orou para que Deus removesse seu medo.
Dias depois do tiroteio, ele afirmou em uma entrevista no programa “Today” que, depois de clamar a Deus, ouviu uma voz em sua mente instruindo-o a fugir da biblioteca, uma história que ele mantém um quarto de século depois.
“Acabei deitando no chão”, disse Scott em 1999. “Eu estava orando a Deus para que me desse coragem e nos protegesse. Ele me disse para sair dali. Deus me disse para sair dali.” Ele ajudaria outros estudantes a escapar da biblioteca, onde os atiradores mataram a maioria de suas vítimas.
A polícia informou Scott e sua família no dia seguinte que sua irmã, Rachel Joy Scott, de 17 anos, foi a primeira estudante que Harris e Klebold mataram. Eles teriam zombado dela por sua fé cristã, que era declarada, antes de tirarem sua vida.
Depois de assassinar 12 alunos e um professor, Harris e Klebold tiraram suas próprias vidas na biblioteca. Vinte e uma pessoas sofreram ferimentos a bala e outras três ficaram feridas em meio ao caos.
‘Eu estava me tornando mais parecido com os atiradores’
A história de Rachel Scott inspirou a Rachel’s Challenge, uma organização sem fins lucrativos de prevenção de bullying e violência escolar, e levou Craig a falar sobre a dor que havia sentido.
Durante uma entrevista à CNN em 2012, Scott contou como a raiva que ele nutria pelos assassinos de sua irmã ameaçava arrastá-lo para a mesma escuridão espiritual que os havia consumido. Ele se lembrou de um momento em que explodiu em fúria contra seu irmão mais novo e próximo, aterrorizando-o ao puxar uma faca para ele.
“Eu estava fora de mim mesmo e percebi que estava me tornando mais parecido com os atiradores quando me concentrei neles e mantive minha raiva e ódio por eles”, disse Scott na época.
Scott disse que começou a aprender a deixar a raiva de lado depois de ser convidado a tomar o lugar de sua irmã em sua viagem missionária planejada para a África com uma organização evangélica de jovens. Enquanto ministrava a pessoas feridas que viviam em campos de refugiados, ele disse que conheceu pessoas que haviam sofrido perdas ainda piores do que as dele, o que lhe ensinou o poder de cura da gratidão e do perdão.
“Conheci uma pessoa que perdeu 17 membros de sua família porque toda a tribo foi morta, mas ainda assim levava uma vida de perdão”, disse ele, acrescentando que voltou da viagem de dois meses percebendo que nunca tinha motivos para reclamar de nada.
“Lembro-me de que, na África, comecei a realmente me libertar”, disse ele. “E como eu fazia isso, eu literalmente pegava minha emoção de raiva em minhas mãos como se fosse algo físico, e simplesmente a liberava para o céu. Eu a entregava a Deus. E não era algo que acontecia uma única vez. Eu teria que fazer isso várias vezes, especialmente quando via os rostos [dos atiradores] nos noticiários.”
‘É uma questão espiritual’
Um aspecto do que irritava Scott quando ele era jovem eram as notícias que apresentavam Harris e Klebold como vítimas, sugerindo que o bullying implacável os havia levado ao limite.
“Esse não foi um fator importante para a ocorrência de Columbine”, disse ele.
Scott, que havia interagido com os dois atiradores antes do massacre, afirmou que ambos tinham amigos na escola e que Harris mentia com frequência e “provavelmente era mais um valentão do que um intimidado”.
Klebold, por outro lado, era propenso a ataques de fúria, tinha depressão suicida e “achava que não tinha importância”, disse Scott.
Citando seus diários, Scott observou que os dois meninos se concentravam no negativo da vida, com Harris vendo o pior nas outras pessoas e Klebold vendo o pior em si mesmo.
“Para mim, é uma questão mais profunda; é uma questão espiritual e uma questão que trata também da saúde mental”, disse ele com relação a Harris, Klebold e outros atiradores de escola. “Mas os problemas estão no coração dos jovens, e é aí também que estão as soluções.”
Scott, que começou a falar publicamente sobre sua experiência quando tinha 18 anos e, desde então, já discursou em centenas de escolas e milhões de pessoas, disse que sempre enfatiza a importância de se concentrar nas coisas boas da vida quando fala.
Observando como a sociedade se tornou muito mais impiedosa e implacável do que quando ele estava crescendo, ele observou como um número cada vez maior de jovens que ele conhece está lutando contra a solidão, depressão e pensamentos suicidas, que, segundo ele, estatisticamente representam uma ameaça maior para os jovens do que um tiroteio na escola.
“O problema maior é a solidão e a depressão”, disse ele. “O suicídio é a segunda principal causa de morte entre adolescentes em nosso país, portanto, é um problema muito maior. Mas não se combate os problemas concentrando-se apenas no problema, mas sim na solução.”
Ele também observou que essas emoções negativas só pioraram nos últimos 25 anos com o advento da mídia social.
“Você já ficou tão irritado que guardou essa raiva por muito tempo? Imagine que você nunca a deixou ir embora e depois a alimentou”, disse Scott em resposta àqueles que questionam como um atirador de escola poderia cometer atos tão hediondos.
“E imagine que você começou a ver o pior em tudo e em todos, a se desconectar das outras pessoas e a escolher influências muito negativas e odiosas por meio da mídia, que qualquer criança pode encontrar”, acrescentou.
“Agora, você consegue ver como isso poderia acontecer?”
Scott, que lutou contra a depressão, disse que passou a acreditar que a solução para a depressão e outras emoções negativas, como solidão, raiva e ódio, é “gratidão e reconhecimento”.
‘O perdão liberta você’
O perdão é um passo importante no caminho da cura, disse Scott.
“Há um tempo para a emoção depois que algo injusto acontece em sua vida, mas se você se apega a isso por anos e anos, então você se torna um prisioneiro da falta de perdão”, disse Scott.
“O que as pessoas não entendem é que o perdão é para você”, disse ele. “O perdão liberta você. Nem sempre é para a outra pessoa. Às vezes, perdoamos e essa pessoa nem sequer está em nossa vida. É abrir mão do nosso direito de ficar com raiva.”
Como o fato de nos apegarmos ao direito de ficar com raiva é muitas vezes justificado logicamente, Scott reconheceu que o perdão é muitas vezes difícil, mas observou que os seguidores de Cristo são chamados a isso.
“Espiritualmente, você deve escolher o caminho do perdão”, disse ele. “O perdão é uma atitude. Não é apenas um evento único. É uma atitude que adotamos: sou uma pessoa que perdoa, deixo de lado as ofensas que os outros fazem contra mim e fico livre disso.”
“E essa é uma ótima maneira de viver”, acrescentou.
Scott, que administra um site, está lançando um novo podcast no sábado chamado “Pain into Purpose” (Dor em Propósito), que apresenta as histórias de outras pessoas que encontraram significado em seu sofrimento.
Folha Gospel com informações de The Christian Post