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Proposta de reforma do Código Civil é aprovada por juristas

Comissão de Juristas responsável pela revisão e atualização do Código Civil. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Comissão de Juristas responsável pela revisão e atualização do Código Civil. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A comissão de juristas responsável pela alteração do Código Civil concluiu, na sexta-feira (5), a votação das propostas, após oito meses de trabalho. Assim, nos próximos dias, o anteprojeto será entregue ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). No entanto, ele poderá acolher a proposta integralmente ou parcialmente, além de sugerir mudanças no texto. Cabe destacar que, depois, o parlamentar irá protocolar o texto para debate dos senadores.

“O Código Civil não trata de aborto, nem tampouco da relação entre humano e animal. São notícias estapafúrdias. Imaginamos que isso seja fruto desse fenômeno moderno das notícias falsas que inclusive está sendo abordado pelo texto. Estamos tratando de coibir essas noticias falsas por intermédio de plataformas digitais”, explicou o presidente da comissão, ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao repudiar os ataques nas redes sociais.

Desde o dia 1º de abril, o grupo formado por 38 juristas promoveu um esforço concentrado sobre a proposta de alteração de mais de mil artigos no atual código, que é de 2002, e entrou em vigor em 2023. “Quero esclarecer que até aqui nós não temos nenhum tratamento sobre aborto no projeto, não temos nenhum tratamento com família multiespécie no projeto, não temos nenhum tratamento sobre incesto no projeto, não temos nenhum tratamento a respeito de famílias paralelas. Não há nada no código a respeito desses assuntos, e isso vai ser percebido pela própria votação”, salientou Flávio Tartuce, um dos relatores da proposta.

Em agosto de 2023, a comissão de juristas foi criada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Desde então, o grupo realizou encontros, audiências públicas e discussões sobre as mudanças no Código Civil. O colegiado também recebeu 280 sugestões da sociedade. Foi a primeira vez que juristas mulheres participaram da elaboração do Código Civil.

Famílias e união homoafetiva
Foi aprovada a ampliação do conceito de família para incluir vínculos não conjugais, que agora passam a se chamar parentais. A proposta visa a garantir a esses grupos familiares direitos e deveres, e busca reconhecer o parentesco da socioafetividade, quando a relação é baseada no afeto e não no vínculo sanguíneo.

Não há, no texto, reconhecimento e proteção jurídica para famílias paralelas, quando uma pessoa tem duas famílias. A proposta também não reconhece famílias poliafetivas, quando há mais de dois parceiros na relação.

O anteprojeto também legitima a união homoafetiva, reconhecida em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A nova redação acaba com as menções a “homem e mulher” nas referências a casal ou família, abrindo caminho para proteger, no texto da lei, o direito de homossexuais ao casamento civil, à união estável e à formação de família.

Barriga de aluguel e solidária
Os juristas concordaram com o reconhecimento da vida intrauterina, proibiram a barriga de aluguel lucrativa e a comercialização de gametas humanos. O objetivo foi conferir segurança jurídica a essas situações cotidianas.

No entanto, regula as barrigas solidárias, que não envolvem recompensa financeira entre as partes. Atualmente, a prática é permitida por uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Segundo o texto, preferencialmente, a doação temporária do útero para gestação deverá ocorrer de alguém com parentesco com os futuros pais. A barriga solidária deverá ser formalizada em documento, que deve deixar claro quem serão os pais da criança gerada.

Reprodução assistida
O relatório preliminar deixa claro que será proibida a comercialização de óvulos e espermatozoides. Também prevê que não há vínculo de filiação entre o doador e a pessoa nascida a partir do material genético. A doação é autorizada para maiores de 18 anos.

A proposta proíbe, por exemplo, o uso das técnicas reprodutivas para: criar seres humanos geneticamente modificados, criar embriões para investigação científica e criar embriões para escolha de sexo ou cor.

A comissão de juristas propõe permitir o uso de material genético de pessoas mortas, desde que haja manifestação expressa anterior. E o texto elimina qualquer discriminação contra pessoas nascidas por técnicas de reprodução assistida e estabelece regulamentação para essa prática.

A proposta determina sigilo para todos os dados relacionados aos doadores, mas prevê que as informações devem ser repassadas ao Sistema Nacional de Produção de Embriões. A medida serve para que os cartórios verifiquem, na fase pré-nupcial, se um casal é formado, por exemplo, por pais e filhos, ou avós e netos.
O texto também estabelece que o sigilo poderá ser quebrado mediante decisão judicial, tanto do doador quanto da pessoa nascida com o material genético. Isso poderá ocorrer, por exemplo, em casos de riscos para a vida e saúde do doador e da pessoa.

Divórcio unilateral
A proposta prevê uma nova modalidade de divórcio ou dissolução de união estável, que poderá ser solicitada de forma unilateral. Ou seja, mesmo sem consenso, uma só pessoa do casal poderá requerer a separação, sem a necessidade de uma ação judicial.

Atualmente, existem três tipos de divórcio: judicial, quando há divergência; consensual; e extrajudicial, que pode ser feito em cartórios com consenso do casal e condições específicas. Pelo texto proposto, para solicitar o divórcio unilateral, bastaria a pessoa ir ao cartório no qual foi registrada a união do casal.

Após o pedido, uma notificação será feita ao outro cônjuge ou convivente. Depois de cinco dias, caso não seja atendida à notificação, que pode ser feita por edital, o divórcio seria efetivado.

Fonte: Comunhão com informações de Agência Senado

Igrejas ajudam a reconstruir cidades destruídas pelas chuvas no ES

A Igreja Evangélica Batista de Vitória (IEBV) enviou o quinto caminhão com doações (Foto: Reprodução redes sociais)
A Igreja Evangélica Batista de Vitória (IEBV) enviou o quinto caminhão com doações (Foto: Reprodução redes sociais)

Duas semanas após a destruição causada pelas chuvas no Sul do Espírito Santo, a reconstrução das cidades atingidas segue sem data para terminar. Nesse processo, as igrejas têm feito um trabalho essencial. A todo momento chegam grupos de irmãos de várias denominações, que se unem em um gesto de amor ao próximo, levando donativos e trabalhando para ajudar na limpeza de casas e ruas, ações que o poder público tem encontrado enorme dificuldade para realizar sozinho.

De acordo com Wallace Rozetti, pastor da Igreja Cristã Maranata (ICM), já foram enviadas para as áreas atingidas mais de 45 toneladas de doações, das quais foram 15 toneladas de cestas básicas e outras cinco toneladas de roupas. Além disso, a Igreja arrecadou mais de 5 mil litros de água, cerca de 200 kits de material de limpeza e 200 kits de higiene pessoal, 80 colchões e 100 pares de calçados, entre outras doações.

Para levar tudo isso ao Sul do Espírito Santo, foram necessários seis caminhões, que partiram de várias áreas do Espírito Santo. “Isso foi recolhido nos anfiteatros e em nossos Maanains. Essas doações vão para Cachoeiro de Itapemirim e, de lá, seguem para Mimoso do Sul”, explica Rozetti.

O pastor da Igreja Cristã Maranata Fabio Júnior Miranda fica na outra ponta do processo, recebendo os donativos para distribuí-los. “Quando as doeações chegam, fazemos uma triagem dos itens e entregues aos irmãos da igreja e às comunidades. Distribuímos muitas cestas básicas, roupas e água e também temos ajudado na limpeza das casas”, conta o pastor.

Várias igrejas, um propósito

A tragédia também uniu irmãos de igrejas diferentes em prol dos necessitados. Só na semana passada, a Igreja Evangélica Batista de Vitória (IEBV) enviou o quinto caminhão com doações de alimentos, água, roupas, material de limpeza e higiene pessoal, fraldas geriátricas e roupas de cama e banho. Os donativos seguiram para o ponto de apoio na Primeira Igreja Presbiteriana de Mimoso do Sul, pastoreada pelo Pr. Arnon Louzada.

“Nós queremos agradecer a todos que fizeram doações. Estamos comprando comida para abastecermos os caminhões que irão para Mimoso do Sul. Continuem doando, seja por meio de mantimentos, seja com contribuições em dinheiro. Deus abençoe a sua vida”, agradeceu o pastor Deivisson Brito Nogueira, presidente da IEBV, por meio das redes sociais.

Ajuda internacional

Na última semana, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) enviou cerca de 100 voluntários para a região de Mimoso do Sul, entre os quais muitos desbravadores e jovens adventistas. Eles abriram mão de feriado para ajudar na limpeza e no auxílio nas áreas mais afetadas e de difícil acesso e preparam marmitas para a população.

A ADRA ainda tem ajudado no aluguel de ônibus para o envio dos voluntários e garantiu o seguro deles, bem como os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários para certificar que a assistência seja prestada de maneira segura e efetiva. Além disso, acionou a agência internacional.

Fonte: Comunhão

Igreja da Inglaterra tem queda drástica de fiéis, principalmente de crianças

Fiéis durante culto em igreja (Foto: canva)
Fiéis durante culto em igreja (Foto: canva)

A Igreja da Inglaterra perdeu um quinto das pessoas entre 2019 e 2022, e mais de 40% dos fiéis regulares desde o ano 2000.

As estatísticas oficiais mais recentes sobre a situação nas igrejas locais em toda a Inglaterra após as restrições da Covid-19 mostram uma queda na frequência semanal de adultos de 23% em 2022, em comparação com 2019.

O número de crianças que frequentam os cultos dominicais caiu ainda mais nestes quatro anos, em 28%. Também houve menos confirmações (-19%).

O declínio no número de jovens que iniciam a formação para o ministério é particularmente dramático, tendo os números caído quase para metade nos últimos cinco anos.

A equipe de serviços de dados da Igreja de Inglaterra, autora do relatório, fala de uma “recuperação pós-pandemia” porque a frequência e a atividade na igreja aumentaram nos últimos dois anos. Mas muitos, como Ian Paul, um teólogo influente e membro do Sínodo Geral, veem “poucos sinais de qualquer recuperação pós-Covid”. O conhecido blogueiro sobre questões anglicanas pensa que o “conflito sobre a sexualidade deprime ainda mais as vocações, por isso o declínio pode piorar em 2024”.

A queda na frequência das crianças, um sinal “assustador”

A situação da Igreja da Inglaterra também é crítica, segundo Jonathan Pryke, ministro sênior da Igreja Paroquial de Jesmond, em Newcastle. “O número médio de crianças por igreja da Igreja da Inglaterra é assustadoramente baixo e está em rápido colapso”, diz ele. Há 120 anos, metade de todas as crianças na Inglaterra frequentavam a Escola Dominical todas as semanas.

É verdade que “os anos de pandemia foram duramente atingidos”, diz Pryke. No entanto, a crise sanitária que eclodiu em 2020 “simplesmente agravou uma tendência de declínio de décadas na Igreja da Inglaterra”.

A questão subjacente, diz ele, é “uma profunda perda de confiança na Bíblia como a palavra viva de Deus, na verdade da cosmovisão bíblica, na necessidade de expiação e redenção, e no poder do evangelho apostólico para salvar ”.

As decisões tomadas pela liderança da Igreja de Inglaterra nas últimas décadas não só não conseguiram aumentar o interesse das pessoas pela fé cristã, mas tiveram o efeito oposto, argumenta Jonathan Pryke.

“É uma terrível ironia que uma igreja que se acomoda à cultura não-cristã para poder ser ouvida não seja mais ouvida porque não tem nada diferente a dizer. Em geral, onde as igrejas estão crescendo, elas têm uma visão robusta da autoridade bíblica e ensinam em conformidade, com um sentido de urgência sobre a mensagem do evangelho”, dizem os líderes da igreja de Newcastle.

O debate interno LGBT

O debate muito difícil em torno da bênção dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e da inclusão LGBT também tem sido um fator que causa desencanto entre muitos fiéis.

“Ver a maioria da Câmara dos Bispos da Igreja de Inglaterra a liderar a Igreja nesta direção liberal revisionista é angustiante e perturbador”, diz Jonathan Pryke.

“O afastamento da doutrina bíblica e apostólica e a tentativa de abandonar a ética sexual apostólica andam de mãos dadas”, acredita Jonathan Pryke. “Os debates sobre a ética sexual e a identidade devem ser um fator importante agora no declínio contínuo da denominação e na redução do número de pessoas que se apresentam para ordenação”.

A tentativa de redefinir a compreensão cristã tradicional do casamento não causou apenas divisão com outras igrejas anglicanas a nível global. Também na Inglaterra, isto “forçou as igrejas que procuram permanecer fiéis ao evangelho apostólico a vários graus de comunhão prejudicada ou a romper a comunhão com os seus bispos”, diz o ministro da Igreja Paroquial de Jesmond, em Newcastle.

A crise da Igreja da Inglaterra coloca uma questão em cima da mesa. “Como as igrejas ortodoxas podem garantir o seu futuro numa estrutura denominacional que se está afastando delas teológica e eticamente?”. O ponto de interrogação permanece “não resolvido”, acrescenta. Dar um “lugar autorizado e legítimo a um revisionismo que rejeita a fé e a ética apostólica será inaceitável para muitos” e as consequências no futuro da instituição anglicana estão à vista.

O dinheiro investido na missão dará frutos?

A liderança da Igreja da Inglaterra está tentando responder à crise. Em março de 2024, anunciou o investimento de 8,5 milhões de libras (quase 10 milhões de euros) para construir novos polos para crianças e jovens, bem como promover projetos de revitalização de igrejas – tanto no norte como no sul de Inglaterra.

Algumas destas iniciativas podem ser uma “bênção e gerar crescimento local”, acredita Jonathan Pryke. Mas “a Palavra de Deus é a semente que Deus faz crescer pelo poder do Espírito”, conclui. “Quando essa palavra não está sendo semeada fielmente, o mero investimento financeiro é como regar um terreno que não contém sementes e esperar uma colheita. E isso não vai acontecer”.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Muçulmano aceita Jesus após ler versículo na parede de vizinho, no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)

Sabir* cresceu em uma família muçulmana no Paquistão. No entanto, ele sempre teve o desejo de descobrir a verdade sobre o mundo espiritual.

Um dia, ele leu uma placa que dizia: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Desde então, Sabir se sentiu atraído a buscar quem fez essa afirmação.

No caminho de ida e volta para o trabalho, Sabir passava por uma casa que tinha o versículo João 14:6 fixado na porta da frente.

Ele bateu na porta e conversou com o dono da casa:

“O que significam essas palavras na sua porta?”, perguntou ele. E acrescentou: “Ninguém tem o poder de dizer isso”.

O proprietário explicou o versículo a ele e se ofereceu para apresentar Sabir a um pastor local que poderia ajudá-lo a responder outras perguntas.

No dia seguinte, Sabir se encontrou com o pastor que lhe deu uma Bíblia.

“Posso encontrar a verdade neste livro?”, perguntou Sabit. E o pastor respondeu: “Sim. Leia e você encontrará a verdade”.

Depois de ler a Bíblia durante alguns dias, Sabir a levou ao líder de sua mesquita. Lá, ele o desencorajou a continuar lendo as Escrituras.

No entanto, Sabir não conseguiu abandonar a Palavra. Ele ficou impressionado com a história de Jesus e como ele nasceu do Espírito Santo. Quanto mais lia, mais verdade encontrava e mais queria continuar lendo.

Eventualmente, Sabir parou de ir à mesquita. Então, o líder percebeu sua ausência e apareceu na casa dele.

“Por que você parou de ir à mesquita?”, questionou o líder.

“Encontrei a Verdade, que a salvação veio pela morte de Cristo . Ele está vivo. A Bíblia mudou minha vida”, respondeu Sabir.

O líder saiu e reuniu a comunidade, descrevendo como Sabir se tornou um “infiel”. Ele tentou convencer uma multidão a matar Sabir, mas ele era muito respeitado na região e a comunidade o protegeu.

Após o incidente, Sabir aceitou Jesus e foi batizado. Agora, ele ensina a Bíblia em sua comunidade e tem visto muitos virem a Cristo.

“Nossa igreja não é apenas um prédio, mas um lugar para as crianças virem e receberem educação. E eu vou ensiná-los”, afirmou Sabir.

Ele concluiu citando o texto bíblico em Filipenses 3:14, que diz:

“Prossigo em direção ao alvo, para ganhar o prêmio para o qual Deus me chamou nos céus em Cristo Jesus”.

O Paquistão ficou em 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição da missão Portas Abertas de 2024 dos lugares mais difíceis para ser cristão.

  • *Nome alterado por motivo de segurança

Fonte: Guia-me com informações de Global Christian Relief

Pastor é preso na Bielorrússia por mobilizar orações pelo fim da guerra na Ucrânia

Vista aérea de Misk, capital da Bielorrússia
Vista aérea de Misk, capital da Bielorrússia

O pastor Alyaksandar Zaretsky foi detido na Bielorrússia por mobilizar orações pelo fim da guerra na Ucrânia. Ele lidera uma igreja no Nordeste de Vitsebsk, Bielorrússia, e ficou preso por mais de 15 dias. O líder cristão foi acusado inicialmente de violar o Código Administrativo quanto a “distribuição de materiais extremistas” em fevereiro deste ano.

Porém, quando foi levado perante a Corte do distrito, em Chashniki, o pastor foi acusado de outro “crime”: incentivar membros da igreja a orarem por paz para a Ucrânia. Segundo o relatório da Corte, o pastor também orientou os cristãos locais a “orarem pelos que estão presos sob falsas acusações” e teria dito frases como “olhem como as autoridades dizem uma coisa, mas o que as pessoas veem nas ruas é diferente”.

Repressão intensa

O pastor negou ter feito qualquer ato ilícito e que as suas palavras foram tiradas do contexto em que foram ditas. No mesmo período, outro líder cristão, Vladislav Beladzed, foi sentenciado a três anos de prisão em Minsk, capital da Bielorrússia, sob acusação de “incitar o ódio, insultar o presidente Alexander Lukashenko, insultar um policial e distribuir pornografia”.

O presidente da nação que ocupa a 75ª posição na Lista de Países em Observação (LPO) 2024 foi reeleito pela 6ª vez em 2020, em um processo eleitoral que não foi “democrático nem justo”, segundo organizações internacionais, como o Conselho da União Europeia. Em resposta aos protestos em massa por todo o país, autoridades locais reprimem qualquer forma de oposição com rigidez.

“Centenas de cidadãos na Bielorrússia foram submetidos a tratamento cruel, desumano ou degradante em centros de detenção por todo o país”, disse Salazar Volkmann, diretor de operações do Alto Comissariado de Direitos Humanos que apresentou um relatório à ONU há poucas semanas.

“Considerando-se a proporção de violações dos direitos humanos e atos discriminatórios cometidos contra membros da população que sejam vistos como opositores políticos, as autoridades consideram plausível acreditar que crimes contra a humanidade foram cometidos”, diz Salazar.

Segundo pesquisadores da Portas Abertas Internacional, a situação “é um sinal de que o governo está deliberadamente tornando mais difícil a vida dos cristãos que não pertençam à igreja ortodoxa na Bielorrússia”. Entre 2002 e 2012, a nação fazia parte do top 50 da Lista Mundial da Perseguição e só passou para a LPO 2024 porque a pressão em outros países está maior.

Fonte: Portas Abertas

Novo devocional ajuda leitores a fortalecer a fé priorizando Deus

Mulher lendo o livro devocional “Priorize Deus” (Foto: Reprodução/Instagram/Priorize Deus)
Mulher lendo o livro devocional “Priorize Deus” (Foto: Reprodução/Instagram/Priorize Deus)

Pastor Michel Simplício lança devocional interativo para ajudar os cristãos a estreitar o relacionamento com Deus, exercitar a fé e aliviar o estresse diário.

“Em nossos dias cheios de afazeres, a maioria das pessoas não costuma investir tempo a sós com o Senhor. Isso acontece devido à falta de ensino, conhecimento, estímulo e, até mesmo, por negligência. ‘Priorize Deus’ é uma ferramenta poderosa que o ajudará a manter constância em uma rotina de intimidade com o Senhor”.

(Priorize Deus, p. 7)

Priorize Deus” é um devocional anual com o objetivo de fortalecer a fé, aproximar as pessoas do Criador e ajudar na redução da ansiedade e de outros problemas mentais causados pelo ritmo acelerado do dia a dia.

Publicada pela Editora Vida, a obra conta com 366 devocionais, sugestões para orações diárias, um plano de leitura bíblica orientado, espaço para anotações, uma seleção de versículos e atividades interativas. 

A publicação é acompanhada por 1200 ministrações em áudio, todas gravadas pelo próprio autor. Simplicio também compartilha três cursos inéditos — em formato de vídeos que podem ser acessados por QR Code — sobre como enfrentar a depressão, ansiedade e o estresse comentado por um médico especialista em saúde mental.

O escritor incentiva o leitor a vivenciar melhorias, a fim de tranquilizar a mente e tornar a vida repleta de significados. Abrangendo também a oportunidade da cura interior.

“A ansiedade para muitas pessoas está além da dificuldade de lidar com o futuro, em muitos casos passa a ser um estilo de vida. Pensando nisso, preparamos esses cursos, com uma abordagem prática embasada em evidências, fé e ciência”, explicou o autor.

Priorize Deus” é um convite aos leitores para embarcar em uma jornada profunda de comunhão com o Senhor, não apenas para desenvolver uma rotina de conexão espiritual sólida, mas também para auxiliar no fortalecimento do corpo e mente. 

Livro "Priorize Deus"
Livro “Priorize Deus”

Com reflexões embasadas na Bíblia, Michel Simplicio guia o público a conhecer os planos e a vontade de Deus para a vida de cada um, e como alcançar esse propósito em 366 dias.

Onde Comprar: Amazon (clique aqui)

Sobre o autor: Michel Simplicio é pastor da Igreja Mais de Cristo, em Biguaçu, na região da grande Florianópolis (SC). Casado com Letícia Rossetto e pai de Mateus e Débora, assumiu o compromisso de impulsionar pessoas ao desenvolvimento de um relacionamento íntimo, pessoal e diário com o Senhor. Bacharel em Teologia Eclesiástica, conferencista e escritor, também possui uma bela história como atleta profissional de futebol, área na qual alcançou muitas pessoas para Jesus Cristo no Brasil, na Europa e na Ásia. Atualmente, dedica-se com zelo, intensidade e paixão ao cuidado direto e indireto de milhares de vidas.

Sobre a editora: A Editora Vida oferece títulos nas áreas infantil, jovem, relacionamentos, espiritualidade, vida cristã, ficção, acadêmicos e bíblias. Com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas, promove o crescimento espiritual do leitor. Com mais de 60 anos de destaque na publicação e venda de literatura cristã, também se firma como relevante distribuidora de Bíblias, em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas.

Fonte: Guia-me

Guerra na Ucrânia: evangélicos enfrentam tortura e destruição de igrejas em áreas ocupadas pela Rússia

Bandeira da Ucrânia em frente a um prédio residencial destruído pela guerra da Rússia (Fotos: Canva com montagem de Folha Gospel)
Bandeira da Ucrânia em frente a um prédio residencial destruído pela guerra da Rússia (Fotos: Canva com montagem de Folha Gospel)

Os cristãos na Ucrânia enfrentaram tortura, destruição das suas igrejas e outros horrores nas mãos das forças russas, de acordo com vários defensores da liberdade religiosa que apelaram aos líderes republicanos para tomarem conhecimento da sua situação.

Numa carta ao presidente da Câmara dos Representantes nos EUA, Mike Johnson, o Dr. Richard Land, antigo presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, juntou-se a vários defensores para pedir a Johnson que se lembrasse dos cristãos perseguidos ao considerar os esforços para apoiar a Ucrânia.

De acordo com a carta, o governo russo prejudicou os cristãos ao torturá-los e remover à força pastores dos seus cargos. Acrescentam que os soldados russos têm como alvo pastores batistas reformados que acreditam não serem “pró-Rússia” e que suspeitam apoiarem o Ocidente. Land e os outros defensores da liberdade religiosa observaram na carta que não sobrou nenhuma igreja batista na cidade ucraniana de Melitopol.

“Desejamos a paz. Mas mais do que isso, desejamos uma paz baseada nos princípios da justiça”, afirma em parte a carta. “Nosso Deus é perfeitamente justo e autor da paz perfeita.”

“Apreciamos a sua liderança e oramos pela sua sabedoria e coragem ao considerar o apoio à Ucrânia”, concluiu o documento.

Steven Moore, que está na Ucrânia desde o início da guerra para entregar ajuda, alertou que o tratamento dado aos cristãos pelas mãos das forças russas é uma ameaça subnotificada.

Moore é o ex-chefe de gabinete do ex-deputado republicano Pete Roskam de Illinois e fundador do Ukraine Freedom Project, uma organização sem fins lucrativos que ele fundou depois que o presidente russo Vladimir Putin declarou guerra à Ucrânia em 2022. A organização forneceu mais de US$ 1 milhão em ajuda para as linhas de frente, incluindo suprimentos médicos, alimentos, geradores, bancos de energia e drones.

Durante uma entrevista, Moore disse que encontrou repetidamente cristãos ucranianos que lhe contaram histórias da sua perseguição nas mãos das forças russas. No processo de prestação de ajuda humanitária na Ucrânia, Moore acabou conhecendo um homem chamado Victor, um cristão que já serviu como pastor evangélico.

“Se você sabe alguma coisa sobre os cristãos evangélicos na Ucrânia, é que eles são muito abertos sobre a sua fé”, disse Moore.

Victor disse ao fundador da organização sem fins lucrativos que foi mantido em cativeiro por mais de 20 dias e torturado com tasers, que são armas de choque elétrico, durante um conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia em 2014. Ele disse a Moore que durante sua tortura, um padre ortodoxo russo tentou expulsar os demônios que supostamente residia nele por ser evangélico.

Através de sua amizade com Victor, Moore começou a conhecer outros cristãos que enfrentavam perseguição. Outro amigo de Moore, Mark Sergeyev, é o pastor de jovens da Igreja Cristã Melitopol, que as forças russas fecharam em 2022. Na mesma cidade, os participantes da Igreja Batista Grace foram submetidos a impressões digitais depois que soldados russos com equipamento de combate completo interromperam um culto de adoração.

No verão passado, Moore disse que se concentrou em contar histórias de cristãos perseguidos em territórios ocupados pela Rússia a membros do Congresso e líderes de opinião republicanos. De setembro de 2023 a janeiro, Moore disse que visitou cerca de 100 escritórios do Congresso em Washington, DC, para discutir o tratamento dado pela Rússia aos cristãos.

“Os republicanos deveriam saber disso. Os republicanos evangélicos deveriam saber disso”, disse Moore. “Pessoas que adoram a Deus da maneira que o fazem estão sendo torturadas e assassinadas por causa de sua fé.”

De acordo com o antigo chefe de gabinete, muitas das pessoas com quem se encontrou disseram que os relatos pessoais eram “informações reveladoras” para eles, e muitos funcionários do Congresso chegaram mesmo a chorar. Moore disse que a perseguição aos cristãos na Rússia não está sendo suficientemente divulgada.

Uma das razões pelas quais Moore disse que muitos não ouviram essas histórias é o rígido controle de informações na Ucrânia. O fundador da organização sem fins lucrativos também culpou especialistas e comentaristas sociais como Tucker Carlson como outro fator que impede as pessoas de aprenderem sobre a situação dos cristãos nos territórios ocupados pela Rússia.

O ex-apresentador da Fox News enfrentou críticas e acusações de espalhar “propaganda russa” ao sugerir que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também está perseguindo cristãos na Ucrânia. Zelensky também recusou o pedido de entrevista de Carlson.

Moore afirma que a Ucrânia não está perseguindo os cristãos.

“Não é verdade”, disse Moore. “É uma narrativa russa, e o que essas pessoas estão fazendo é encobrir a verdade real de que os russos estão a reprimir centenas de milhares de cristãos evangélicos nos territórios ocupados.”

Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, o governo de Zelensky intensificou as suas ações contra as igrejas e líderes da Igreja ortodoxa Ucraniana (UOC), incluindo a prisão de 68 padres e do Metropolita Pavel.

Num artigo de opinião publicado na National Review em janeiro, Nina Shea, advogada de direitos humanos e diretora do Centro para a Liberdade Religiosa do grupo de reflexão conservador, com sede em Washington, o Instituto Hudson, afirmou que a estratégia da Ucrânia para reprimir o que considera que as instituições religiosas “armadas” podem ser extremas, mas são justificadas.

De acordo com Moore, muitos cristãos evangélicos dizem que a ocupação russa em curso é pior para eles agora do que quando viviam sob a União Soviética.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Bíblias em áudio carregadas por energia solar são enviadas para aldeia isolada no Himalaia

Bandeira de Nepal (Foto: Canva)
Bandeira de Nepal (Foto: Canva)

Uma missão está alcançando crianças e adolescentes em uma pequena aldeia isolada nas montanhas do Himalaia, no Nepal.

Recentemente, a missão “Keys for Kids”, que atua evangelizando as novas gerações, em parceria com o ministério “A Good News Nepal”, enviou Bíblias em áudios para a aldeia Mugu.

As Escrituras estão em dispositivos MP3, que são carregados por energia solar. Essa versão da Palavra de Deus é pensada para pessoas que não sabem ler e moram em locais sem energia elétrica.

Os aldeões que vivem em Mugu são considerados um povo não alcançado pelo Evangelho.

“Se você perguntasse a essas pessoas quem é Jesus, muitas delas diriam: ‘Não sei. Quem é o pai dele ou onde Ele mora?’”, contou Greg Yoder, trabalhador do Keys for Kids, em entrevista à Mission Network News.

Chegar até a região só é possível por via aérea. Por isso, a aldeia receber visitantes é algo muito raro.

“Fica no centro noroeste do Nepal, é muito difícil de alcançar. Há apenas uma pequena pista de pouso para onde eles (Good News Nepal) voam e depois caminham até a pequena vila”, explicou Greg.

Segundo o líder, já há uma igreja em Mugu, porém, não tinham recursos bíblicos para ensinar os cristãos locais.

As Bíblias em áudios doadas a crianças e adolescentes da aldeia possuem horas de histórias bíblicas narradas em nepalês.

“Agora, as crianças têm algo que podem não apenas saber quem é Jesus, mas também podem crescer em sua fé”, comemorou Greg.

O líder pediu que cristãos de todo mundo orem pela obra missionária no Nepal. “Não podemos fazer nada sem parceiros de oração”, observou ele.

“Ore para que Deus forneça os recursos de que precisamos e segurança para nossos parceiros no terreno”, acrescentou.

Missões no Nepal

Segundo o último censo no Nepal, até 1951 não havia cristãos no país. Em 2011, eles eram quase 376 mil e hoje os seguidores de Cristo já são cerca de 545 mil.

O número de cristãos representa 2% da população. Cerca de 80% são hindus e 9% seguem o budismo. Hoje, já existem 7.758 igrejas na nação.

Os missionários no país correm risco de prisão e processo judicial por pregarem a Palavra de Deus aos nepaleses.

Apesar da nova constituição de 2015 declarar o país como secular e garantir a liberdade religiosa, é ilegal encorajar conversões religiosas desde 2018, quando uma lei anti-conversão foi promulgada.

O Nepal ocupa a 53° posição na Lista Mundial da Perseguição 2024 da Missão Portas Abertas.

Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News

Cristãos de origem muçulmana enfrentam pressão no Egito

Igreja copta incendiada no Egito (Foto: Portas Abertas)
Igreja copta incendiada no Egito (Foto: Portas Abertas)

Há algumas semanas celebramos a Páscoa, uma das datas mais importantes para a comunidade cristã. Há nove anos, irmãos na fé no Egito pagaram o preço de celebrar a ressurreição de Jesus, quando num culto de Domingo de Ramos, militantes invadiram e mataram 49 pessoas e deixaram 110 feridos.

Esse não foi o único ataque de Páscoa que o país enfrentou. Em 2018, sete meninas e mulheres cristãs foram raptadas para serem forçadas a voltar ao islã. E desde então a data se tornou um período de tensão. Apesar da pressão no 38° país da Lista Mundial da Perseguição 2024, a coragem de seguir a Cristo e cumprir a grande comissão são evidentes.

“Minha esposa e eu, assim como nossas três filhas, aceitamos Jesus como nosso Senhor e Salvador há muitos anos”, conta um cristão de origem muçulmana que faz parte de uma igreja doméstica no Egito. Ele afirma que o ministério tem sido uma fonte de suporte e orientação para os cristãos locais na jornada de crescimento espiritual e transformação.

Igreja preparada para resistir

O cristão tem como propósito se preparar para ter condições de liderar a igreja doméstica a qual pertence. “O medo de falhar me afligia. Não via em mim as habilidades necessárias para liderar um grupo e efetivamente anunciar a mensagem da salvação para outras pessoas”, relata o cristão.

Apesar dos receios, ele ingressou recentemente em um dos treinamentos de líderes organizados por parceiros locais da Portas Abertas. Depois de completar o curso, o líder da igreja doméstica o convidou para liderar um grupo e, pela primeira vez, o sentimento no coração do cristão era de coragem. “Sou grato a Deus por ser capaz de liderar uma igreja doméstica e compartilhar com clareza a mensagem da salvação a outros cristãos de origem muçulmana”, ele acrescenta.

Essa é a realidade de muitas igrejas domésticas e de cristãos de origem muçulmana, ou seja, que deixam o islã para seguir a Jesus no Egito. Por isso, o apoio em oração e a capacitação de líderes para que consigam liderar as igrejas e encorajar cristãos recém-convertidos a permanecerem na fé em Jesus em meio à perseguição.

Fonte: Portas Abertas

Estudantes cristãos falam sobre os desafios de serem abertos sobre a sua fé

Estudantes em sala de aula
Estudantes em sala de aula

Um estudo publicado recentemente pelo Observatório sobre Intolerância e Discriminação Contra os Cristãos na Europa (OIDAC) em 2022 revelou a realidade da autocensura, mais prevalente entre estudantes universitários. Um documentário baseado neste estudo foi lançado em janeiro de 2024. Nele, os alunos, identificados apenas pelo primeiro nome, admitem ficar calados quando acreditam que deveriam ter falado em nome da sua fé.

Estudantes da Bélgica, Inglaterra, França, Viena, Espanha, Hungria, Alemanha, Irlanda e Peru foram entrevistados sobre até que ponto a autocensura os afeta. Eles vieram de diferentes origens denominacionais e encontraram pontos em comum em suas experiências de autocensura. Juntos, eles exploraram o que podem fazer para promover “uma atmosfera que permita a liberdade de expressão”.

Por que as pessoas se autocensuram?

Muitos dos estudantes entrevistados disseram que se autocensuravam para ter aceitação social. Mary, da Irlanda do Norte, encontrou-se numa sala de aula com um professor ateu que fazia “afirmações horrendas” sobre o Deus da Bíblia.

“Eu não queria ficar em pé em um auditório com outras 300 pessoas rindo e achando isso engraçado”, disse Mary. “Parecia que eu estava contra o mundo e senti que não conseguia falar abertamente.”

Valeria, do Peru, começou a se autocensurar quando começou a universidade. “Lembro-me de não ter escondido isso, mas definitivamente não fui… aberta sobre isso”, disse ela. “Eu já estava pensando: ‘Simplesmente não vou dizer nada’”.

Yusuf mora na Hungria, mas nasceu na Nigéria. Ele explicou que a sua educação na Nigéria desempenha um papel na sua autocensura.

“A situação na parte norte da Nigéria está ficando um pouco ruim”, disse Yusuf. “Se há um evento que pode provocar alguma indignação, então é quando os cristãos geralmente têm que temer pelas suas vidas”.

Markus, de Viena, disse: “Tenho a sensação de que [o cristianismo é] um grande tema na sociedade. É um grande tema na universidade, mas é muito difícil falar sobre ele”.

Ameaças e intimidação

Na Espanha, Mafe foi a única estudante que expressou opiniões contra o aborto quando um dos seus professores abordou o assunto numa das suas aulas.

“[O professor] estava tentando criar uma conversa… mas acabou se transformando em um ataque”, disse ela. “Depois daquela conversa, por ser o único, recebi uma ameaça de morte. [Meu colega] me disse: ‘Eu conheço o metrô que você pega todos os dias, então tome cuidado’.”

Depois disso, Mafe teve que ser escoltado para casa por policiais durante um mês. “Eles sempre me fizeram sentir mal por compartilhar minhas crenças ou minha maneira de viver”, disse ela. “Aprendi com o tempo a ter muito cuidado com o que ia dizer.”

Mary gerenciava as redes sociais da sociedade pró-vida em sua universidade. Ela recebia constantemente ameaças de morte e comentários maliciosos de usuários com descrições gráficas de como eles a prejudicariam. “Estou mais do que feliz em compartilhar minhas crenças, mas se isso resultar em ataques pessoais como esse… É muito difícil enfrentar andar pelo campus [com] pessoas sabendo quem você é”, disse ela.

Valéria acredita que esses comportamentos foram normalizados até certo ponto. “Acho que [essas coisas] não são vistas como uma agressão.”

Desafiando estereótipos

Sixtine, da França, disse que certa vez teve uma colega de quarto que era ateia. No final do ano juntos, sua colega de quarto disse que os cristãos não eram nada como ela pensava inicialmente.

“Acho que [meu colega de quarto] achava que éramos realmente radicais em nossas ideias, [e] em ideias políticas, em qualquer coisa”, disse Sixtine. “Enquanto morava comigo… ela descobriu que não era esse o caso.”

Sara, da Alemanha, achava que os cristãos seriam chatos. “Nunca pensei que iria colidir com ele e adorar!” ela disse. Agora uma seguidora de Jesus, ela ama sua fé e a compartilha com outras pessoas. “Tive experiências muito boas quando você teve a coragem de simplesmente falar”, disse ela, “o que é uma perspectiva completamente diferente. do que o mundo tem agora em algumas áreas.”

No entanto, os estudantes também reconheceram que os cristãos também podem condenar e julgar injustamente os outros.

“Precisamos ser capazes de denunciar situações ou chamar a atenção de pessoas que achamos que às vezes se aproveitam do cristianismo para conseguir votos”, afirmou Yusuf. “Eles podem não representar adequadamente o que defendemos.”

Mary explicou: “No Reino Unido, você pode ver pessoas segurando cartazes nas ruas que dizem: ‘Se você não nos seguir, você vai para o inferno’, o que não acho que seja útil para ninguém.”

“Que seja entre você e seu Deus.”

Muitos estudantes explicaram que sentiam que sua fé deveria ser algo discutido apenas nas esferas privadas.

Nos primeiros anos depois de chegar à Hungria, Yusuf teve dificuldades. “…Achei que houvesse uma lei não escrita em algum lugar que as pessoas simplesmente pensassem: ‘Se você acredita, então deixe isso ficar entre você e seu Deus e nos deixe fora disso'”, disse ele. “Senti que na Europa todos pregam a mensagem de que a religião é uma coisa individual”, afirmou Yusuf.

Markus explicou que é mais fácil compartilhar convicções cristãs em conversas individuais, mas “se você fala em um grande salão ou em um grupo de discussão, fica muito difícil”.

“Estou no mesmo local de trabalho há 16 meses e não creio que eles saibam que sou cristão”, disse Wouter, da Bélgica. “Eu não escondo isso, apenas não falo sobre isso.”

Valéria discordou dessa abordagem. Ela acredita que é inaceitável para a identidade cristã.

“Hoje as pessoas [podem dizer], ‘Sim, acredite no que quiser, mas guarde para si mesmo’… ‘Sua arte e sua fé estão separadas. Você faz isso, e sua fé está do lado’ e eu acho que isso é um não-ir.”

Estes estudantes vêem a sua fé cristã como parte integrante de quem são como pessoas, em vez de algo a manter privado.

“É a melhor maneira de ser quem eu sou”, disse Sixtine.

O que pode ser feito?

Os alunos do estudo também foram questionados sobre o que mudariam para criar uma atmosfera onde as crenças cristãs não precisassem ser postas de lado.

“Vivemos num mundo cheio de pessoas diferentes, religiões diferentes, culturas diferentes”, disse Sixtine. “O importante é saber quem você é. Assim que você sabe quem você é, é muito importante poder discutir [isso] com outras pessoas.”

“Às vezes falamos sobre o que acreditamos ser verdade, mas não entendemos realmente por que acreditamos nisso”, disse Wouter.

No geral, esses estudantes compreenderam que, independentemente das circunstâncias, seguir a Cristo ainda poderia trazer situações negativas.

Daniel, da Inglaterra, citou George Orwell, que disse: “Se liberdade significa alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas coisas que elas não querem ouvir”. Ele acredita que “uma das melhores coisas que os estudantes podem fazer é ser mais corajosos sobre o que querem e falar abertamente sobre o que querem na sua universidade”.

No entanto, ele também explicou que viver plenamente como cristão, ou fazer essa conversão, poderia ter consequências negativas, mesmo que não seja completamente rejeitado. “Potencialmente você pode perder alguns amigos que pensam que você de repente se tornou intolerante ou algo assim.”

Outros estudantes concordaram, apontando que a atmosfera social polarizada classifica alguns pontos de vista e crenças como ofensivos, o que diminui a liberdade de expressão. Isto torna menos provável que ocorram debates sobre temas controversos e aumenta a autocensura.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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