Grupo de jovens estudando a Bíblia (Foto: Reprodução)
Olaf Scholz pode estar certo quando diz que está entre os poucos na Alemanha que leram a Bíblia inteira, de Gênesis a Apocalipse.
O chanceler (chefe de governo da Alemanha) também pode dar uma imagem precisa da sociedade quando diz (ao contrário de sua antecessora, Angela Merkel) que a fé é um assunto particular que ele prefere não discutir em público.
Uma nova pesquisa realizada na Alemanha pela empresa Insa-Consulere para a agência de notícias Idea conclui que 68% da população “nunca lê a Bíblia” (78% no leste da Alemanha, 66% no oeste). Outros 15% responderam que talvez tenham lido a Bíblia em algum momento nos últimos meses.
De acordo com a pesquisa, realizada em maio de 2024, aqueles que têm uma rotina diária de leitura da Bíblia representam 5% dos alemães, enquanto outros 4% dizem que leem as Escrituras uma vez por semana ou mais.
Esses números são melhores do que os de uma pesquisa aprofundada da Universidade de Leipzig publicada em 2023, que concluiu que, embora mais da metade dos alemães possua uma Bíblia, apenas 1,6% a leem todos os dias. Esse relatório também destacou um “surpreendente baixo uso entre protestantes e católicos” no país que viu nascer a Reforma Protestante.
Os jovens são os mais interessados na Bíblia
A faixa etária da pesquisa do Insa-Consulere que respondeu mais positivamente à pergunta se lia a Bíblia todos os dias foi a dos jovens de 18 a 29 anos: 11% a liam diariamente e 8% semanalmente. Pouco mais da metade (56%) disse que nunca a lê.
Essa tendência de maior interesse na fé cristã entre as gerações mais jovens apareceu em outras estatísticas recentes na Alemanha. Além disso, pesquisas entre a geração Z (os nascidos depois de 1997) apontam para um aumento na oração e na frequência à igreja em países como França, Grã-Bretanha, Holanda e Hungria. Na Finlândia, o número de homens jovens que vão à igreja mais do que dobrou em menos de uma década.
Católicos e protestantes versus evangélicos livres
No entanto, a pesquisa Insa-Consulere sobre a Alemanha mostra que 61% dos católicos romanos que se identificam como tal confessam que nunca leem a Bíblia (muito próximo da média geral).
Aqueles que se identificam como protestantes de linha principal que dizem nunca abrir as Escrituras são 57%.
As respostas são significativamente diferentes apenas entre os entrevistados que se identificam como cristãos evangélicos livres. Entre eles, apenas 15% dizem que “nunca leem a Bíblia”, enquanto mais de um terço diz que lê a Bíblia todos os dias. Outros 20% dizem que fazem isso uma vez por semana.
A pesquisa, na qual foram entrevistados mais de 2.000 adultos, também constatou que os eleitores dos partidos tradicionais de centro-direita e centro-esquerda leem a Bíblia um pouco mais do que os eleitores de partidos mais nos extremos do espectro político.
A Marcha para Jesus 2024 no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução/Instagram/Marcha para Jesus do Rio de Janeiro)
No último sábado (25), o Centro do Rio recebeu a 17ª edição da Marcha para Jesus. O evento reuniu pastores, cantores e milhares de cristãos para profetizar bênçãos sobre a nação.
A concentração começou por volta das 14h na Avenida Presidente Vargas, onde a multidão caminhou até a Praça da Apoteose, na Marquês de Sapucaí. Esse ano, o tema foi “A Força Da União” e celebrou a união, o amor de Cristo e a família.
Seis trios elétricos com momentos de louvores, adoração e ministração da Palavra de Deus acompanharam os fiéis no megaevento.
Dentre as atrações, os cantores Thalles Roberto, Bruna Karla, Davi Sacer, o ministério Sarando a Terra Ferida, Marcus Salles, Samuel Messias e muitos outros se apresentaram levando a multidão a adorar a Deus.
Cláudio Duarte e outros pastores da COMERJ (Conselho de Ministros Evangélicos do Rio de Janeiro) também compareceram ao evento.
“É legal saber que a gente tá aqui na Marcha trabalhando em prol da sociedade, adorando a Deus também”, disse a gari Cristiane Valadares ao G1.
Já o vendedor Rodrigo Carvalho Lopes, testemunhou: “Jesus é tudo, né, cara? Tudo. Porque Ele mudou o meu coração, meu modo de agir e mudou minhas atitudes”.
O coordenador da Marcha para Jesus, Wellington Júnior, relatou: “Estamos reunidos aqui para poder adorar o nosso Senhor Jesus Cristo. Declarar que Ele é o Senhor da nossa cidade. E pedir paz para nossa cidade, paz para o Rio de Janeiro e que as bênçãos de Deus estejam sobre nós”.
‘O Brasil é do Senhor Jesus’
Em meio a chuva e o frio, os cristãos exaltaram o nome do Senhor: “Não teve chuva certa a presença do Espírito Santo foi maior que lindo Jesus”, testemunhou uma participante no Instagram.
A organização do evento compartilhou: “Vivemos a maior Marcha para Jesus de todos os tempos neste sábado. Um dia extraordinário cheio da presença soberana do nosso Deus. Juntos com os nossos irmãos louvamos ao nosso Senhor por tudo que tem feito por nós. Com a força da unidade em Cristo, a igreja sempre vencerá”.
Na ocasião, o pastor Silas Malafaia declarou: “Brasil é do Senhor Jesus”. E o perfil da marcha acrescentou:
“Nós acreditamos nessa afirmação e vivemos essa verdade. Nada, nem ninguém pode parar o agir do nosso Deus. Vivemos um verdadeiro avivamento em nosso País. O Rio de Janeiro será cheio da presença de Deus”.
A Marcha para Jesus é um evento que reúne igrejas cristãs do país e do mundo e é aberto à participação de toda a população.
“A Marcha representa a união das pessoas, a comunhão de todos que acreditam em Jesus Cristo. Ele é o nosso resgatador, pois deu sua vida por nós na cruz. Saímos às ruas marchar e honrar essa entrega, expressando nossa fé”, declarou o apóstolo Estevam Hernandes, presidente do evento no Brasil.
Ele destacou que, mesmo depois de tantos anos, a Marcha continua impactando e reunindo um grande público, o que demonstra o crescimento do Evangelho no país.
“Nosso desejo é levar uma mensagem de paz ao país. Jesus é o único caminho para a restauração”, concluiu.
O prefeito de Balneário Barra do Sul (SC), Valdemar Rocha (PP-SC) em entrevista à Rádio FM Litoral (Foto: Reprodução)
O prefeito de Balneário Barra do Sul (SC), Valdemar Rocha (PP-SC), atribuiu a tragédia climática no Rio Grande do Sul à falta de igrejas e a grande quantidade de centros de umbanda no estado. A declaração, que foi dada em entrevista à Rádio FM Litoral, gerou polêmica nas redes sociais.
“O que está acontecendo lá no Rio Grande do Sul? É aquela enchente. Mas aí nós fomos ver uma estatística aí, e é o estado que menos tem igreja. E lá é centro de [umbanda]… que não agrada aos olhos de Deus. Será que Deus não está chamando eles a uma responsabilidade?”, disse o prefeito.
Rocha também citou um Carnaval em que a imagem de Jesus foi “arrastada pelo asfalto”, o que, segundo ele, teria relação com fatos que acometem o País, como a catástrofe no Rio Grande do Sul. O prefeito se referiu à encenação da comissão de frente da Gaviões da Fiel, em 2019, em que atores representaram o diabo e Jesus, que foi derrotado.
“Se você analisar, depois daquele carnaval que pegaram Jesus, qual é a situação no nosso Brasil hoje? É para nós refletir. Será que Deus não está chamando eles de responsabilidade? Lá na frente nós vamos entender por que aconteceu”.
Críticas
O vídeo repercutiu nas redes sociais causando revolta nos internautas.
“É surreal o que estamos testemunhando. Essa insanidade e fundamentalismo religioso estão dominando. Um cara desses é prefeito eleito, não é um bebum qualquer falando besteira em um boteco”, diz um.
“Um sujeito desse que usa a fé dos outros para exalar sua ira e discriminação e ódio. LAMENTÁVEL, quanta ignorância”, escreve um segundo.
“Prefeito preso. Vice-prefeito assume e quer culpar a fé do gaúchos como causadora da tragédia. Balneário Barra do Sul merece coisa melhor”, escreveu outro.
A tragédia climática no estado gaúcho, que se estende desde o fim de abril, já deixou ao menos 169 pessoas mortas e 469 municípios afetados.
Um muçulmano na Somália foi gravemente ferido por ter depositado sua fé em Cristo neste mês e perdeu sua esposa e cinco filhos, segundo fontes.
Mohammad Abdul, 40 anos, sobreviveu a um ataque a faca de seus parentes muçulmanos nos arredores de Kismayo, uma cidade portuária na região de Lower Juba, no sul da Somália, em 5 de maio, depois de se converter ao cristianismo em 20 de março. Os parentes levaram sua esposa e filhos enquanto ele estava se recuperando em uma clínica médica, disse uma fonte cujo nome não foi divulgado por motivos de segurança.
“Enquanto Abdul estava se recuperando dos ferimentos, os muçulmanos voltaram para sua casa e começaram a destruí-la, e a esposa e os cinco filhos voltaram com seu povo”, disse a fonte. “Sua esposa lhe disse que os muçulmanos estão procurando por ele e que, portanto, ele não deve voltar para eles.”
Abdul sofreu um corte profundo na cabeça e uma fratura na mão durante o ataque. Temendo por sua vida, ele se mudou para outra cidade na Somália, disse a fonte.
Depois de se converter a Cristo quando um pastor somali residente fora da Somália o visitou com o evangelho em março, Abdul começou a orar e estudar a Bíblia com sua família e o líder cristão todas as noites, disse o pastor. Quando o filho mais novo de Abdul, de 5 anos, mencionou as reuniões a um vizinho, sua esposa sugeriu que o pastor visitante fosse embora para sua própria segurança.
Depois de sair em 11 de abril, o pastor ouviu de Abdul que os parentes muçulmanos estavam lhe enviando mensagens de texto ameaçadoras, disse ele.
“Estamos agora cientes de que todas as noites você está orando em nome de Issa [Jesus], bem como lendo um livro corrompido e não lendo o Alcorão, o livro sagrado enviado a Maomé por Alá”, dizia uma das mensagens de texto, de acordo com o pastor. “Se você não parar com essa maneira ruim de conduzir as atividades religiosas, então você corre risco de vida.”
Como sua esposa passou a ter mais medo dos parentes e se afastou das orações cristãs, Abdul continuou sozinho, disse ele.
“Dois dos meus filhos continuaram a compartilhar com outras crianças o tipo de oração que eu estava fazendo”, disse Abdul ao Morning Star News. “Em 2 de maio, meu filho mais novo chegou chorando dizendo que havia sido espancado por alguns meninos depois de contar a eles sobre minha leitura da Bíblia e oração.”
Na noite de 5 de maio, por volta das 19h30, os parentes muçulmanos chegaram à sua casa, disse ele.
“Eles estavam gritando e berrando que estavam procurando minha cabeça”, disse Abdul ao Morning Star News. “Os agressores entraram à força na casa e começaram a me questionar por ter abandonado o Islã e aderido a uma religião ruim. Minha esposa e meus filhos pareciam abalados.”
Um de seus parentes o golpeou com uma faca afiada, disse ele.
“As crianças começaram a se lamentar e a chorar em voz muito alta, o que confundiu os agressores”, disse Abdul. “Consegui então escapar pela porta dos fundos, sangrando, e dormi na casa de um dos meus parentes a cerca de 5 quilômetros de distância.”
Ele pediu oração para que Deus possa prover para sua família, com quem ele ainda se comunica.
A constituição da Somália estabelece o Islã como a religião do Estado e proíbe a propagação de qualquer outra religião, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. Ela também exige que as leis obedeçam aos princípios da sharia (lei islâmica), sem exceções na aplicação para não muçulmanos.
A pena de morte por apostasia faz parte da lei islâmica, de acordo com as principais escolas de jurisprudência islâmica. Um grupo extremista islâmico na Somália, o Al Shabaab, é aliado da Al Qaeda e adere ao ensinamento.
O Al Shabaab ou simpatizantes do Al Shabaab também mataram várias pessoas não locais no norte do Quênia desde 2011, quando as forças quenianas lideraram uma coalizão africana na Somália contra os rebeldes em resposta a ataques terroristas contra turistas e outras pessoas na costa do Quênia.
A Somália está em segundo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2024 do grupo de apoio cristão Portas Abertas que mostra os 50 países onde é mais difícil ser cristão.
Marcha para Jesus em Paris. (Foto: Instagram/Jean-Luc Trachsel ministries)
A Marcha para Jesus reuniu 20 mil pessoas em Paris, na França, no último sábado (25).
Em mais um ano, os participantes foram às ruas para declarar que em Jesus há salvação e paz. A multidão marchou com cartazes e faixas com mensagens evangelísticas, como “Crê no Senhor e será salvo tu e a tua casa”.
Parando em frente à Torre Eiffel, um dos pontos turísticos mais famosos do mundo, os cristãos louvaram a Deus com as bandas Hillsong França, Glorious Louange e Mirella.
Além disso, o Evangelho foi pregado. “É um milagre! É histórico! Ter a permissão oficial do governo em um país laico e poder pregar livremente o Evangelho aos pés da Torre Eiffel, nas principais ruas e lugares, e terminando com uma Campanha Gospel no centro de Paris com tal Grande multidão… só Deus pode fazer isso!”, declarou o evangelista Jean-Luc Trachsel, em postagem no Instagram.
E profetizou: “É tempo de colheita e o avivamento começou. Em meio ao caos, guerras, oposições e até perseguições, a glória de Deus está surgindo à medida que nos levantamos para pregar o Evangelho de Jesus Cristo com uma demonstração de poder. A Europa será salva!”.
Parede de igreja evangélica desaba no RS (Foto: Reprodução/Facebook)
Um pastor e um membro ficaram feridos após uma igreja atingida pelas enchentes desabar, no Rio Grande do Sul, no último sábado (25), segundo a Brigada Militar.
Uma parede da Assembleia de Deus caiu, enquanto membros voluntários limpavam o templo após a inundação, em Encantado, uma das cidades do Vale do Taquari mais atingidas.
Durante o acidente, as pessoas que estavam no local ficaram em choque e gritaram por socorro. No meio do caos, a esposa do pastor exclamou, aos prantos: “Nós não merecemos isso não!”.
O pastor da igreja, de 62 anos, e outro membro, de 27 anos, ficaram sob os escombros e sofreram ferimentos na cabeça.
Depois de 30 minutos, o Corpo de Bombeiros e o SAMU socorreram as vítimas, que foram levadas para o hospital local, sem risco de morte.
O líder quebrou quatro costelas e a clavícula. Já o membro quebrou dentes e teve cortes na boca e na testa.
De acordo com o jornal local Razão, o pastor e o voluntário estavam fazendo reparos em uma das paredes da igreja, quando ela veio abaixo.
Tragédia no RS
Segundo o último boletim da Defesa Civil, 169 pessoas morreram, 806 ficaram feridas e 56 moradores ainda estão desaparecidos devido às inundações.
Mais de 600 mil gaúchos estão desabrigados em 461 cidades atingidas. No total, mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas. A população ainda enfrenta a falta de água, energia elétrica e sinal de internet.
Veja como ajudar
Em meio a um cenário de guerra, igrejas e organizações cristãs estão na linha de frente, abrigando famílias desabrigadas nos próprios templos, distribuindo refeições e realizando arrecadações.
𝗖𝗼𝗻𝘃𝗲𝗻çã𝗼 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹 PIX 92.986.256/0001-38 (Junta de Administração e Missões da Convenção Batista do Rio Grande do Sul). Acrescente 0,01 centavo para identificar o destino da doação.
Operação policial na Igreja Batista Shu, 28 de abril de 2024. (Foto: Conselho Batista de Igrejas via Fórum 18)
A polícia invadiu quatro cultos em três igrejas protestantes locais no distrito de Shu, no sul do Cazaquistão, em março e abril.
“O que aconteceu no último mês em Shu despertou grande preocupação entre as comunidades evangélicas, que sofreram perseguição por sua atividade religiosa”, disse o Conselho Batista de Igrejas local em um comunicado em abril.
A polícia invadiu a igreja batista de Shu em 14 de abril, onde apenas explicou a necessidade de registrar a igreja, relatou o grupo de direitos humanos Forum 18.
Eles voltaram em 28 de abril, alegando que haviam recebido um telefonema de vizinhos, embora “nenhum deles tenha telefonado, como ficou claro depois de conversar com os vizinhos”, apontaram os batistas locais.
Os membros da igreja explicaram que dois oficiais ouviram todo o primeiro sermão, enquanto os outros pediram aos membros que escrevessem declarações sobre o motivo de estarem ali.
No dia seguinte, a polícia multou três membros da igreja, incluindo dois filhos do pastor, em 184.600 tenge (385 euros) cada um, acusados de “participação em uma comunidade religiosa ou organização social não registrada, suspensa ou proibida”.
As autoridades também interrogaram o pastor principal da igreja, Andrei Boiprav, de 77 anos, e o acusaram de “atividade missionária ilegal”. Ele se recusou a assinar o registro de uma ofensa. Agora seu caso está pendente no Tribunal Distrital de Shu, sem data marcada.
A polícia também invadiu outra reunião da igreja protestante no vilarejo, chamada The Children of God. Mais detalhes sobre essa batida não foram divulgados.
A polícia também invadiu a igreja batista no vilarejo vizinho de Konayeva, em 3 de março, pouco antes do início do culto.
De acordo com os registros do tribunal, eles filmaram a reunião e “ignoraram os pedidos para parar de filmar e explicar suas ações”.
As autoridades alegaram mais uma vez que haviam recebido “uma ligação anônima com um pedido para verificar que tipo de reunião era aquela”. O pastor principal, Valter Mirau, escreveu uma declaração explicando que os membros da igreja se reúnem voluntariamente.
Mirau e dois outros membros da igreja foram intimados e multados em 369.200 Tenge (770 euros) e 184.600 Tenge (385 euros), por “participarem de uma comunidade religiosa ou organização social não registrada, interrompida ou proibida” e por “liderá-la”.
Todos eles pagaram as multas e recorreram em três audiências judiciais em abril e maio, mas os juízes rejeitaram os casos.
Mirau também foi acusado de atividade missionária ilegal, bem como de “uso de materiais religiosos sem uma avaliação positiva de um especialista religioso e de divulgar os ensinamentos de um grupo religioso não registrado”.
O pastor pediu uma “decisão justa”, mas o juiz o considerou culpado e o multou em 369.200 tenge (770 euros). Ele perdeu uma apelação subsequente em 30 de abril.
Processado por pregar
Sergei Orlov também foi acusado de atividade missionária ilegal após falar sobre mulheres na Bíblia a um grupo de membros da igreja que se reunia em uma casa particular.
Uma mulher filmou a reunião e relatou o fato à polícia, pedindo que a igreja fosse investigada.
Orlov entrou com recurso, mas o juiz o negou em 19 de abril, e o processo judicial contra Orlov ainda está pendente.
De acordo com o Fórum 18, houve 203 processos administrativos contra indivíduos e organizações que exercem a liberdade de religião em 2023. Cerca de 172 deles foram punidos, em sua maioria com grandes multas e condenações.
“A culpa é da polícia”
Para Saule Baibatshayeva, funcionário encarregado de supervisionar as comunidades não muçulmanas no Departamento de Assuntos Religiosos da administração regional de Zhambyl, “a culpa é da polícia, que toma suas próprias medidas de acordo com o Código Administrativo, não houve nenhuma ordem nossa”.
Baibatshayeva disse ao Fórum 18 que seu departamento sempre defendeu os crentes, embora ela não tenha revelado como a administração local contestaria as batidas policiais e as multas.
Multidão ataca casas de cristãos e igrejas no Paquistão. (Foto: Reprodução)
Uma comunidade cristã foi atacada por uma violenta multidão muçulmana no sábado, na província de Punjab, no leste do Paquistão. A violência foi instigada por um clérigo local por causa de alegações de blasfêmia, levando a uma violência significativa e danos à propriedade. Imagens de mídia social mostraram cenas de caos, incluindo uma multidão cercando um homem ensanguentado e adolescentes destruindo móveis.
A multidão na Colônia Mujahid da cidade de Sargodha alegou que um homem cristão de 70 anos havia profanado uma cópia do Alcorão, informou o jornal Dawn do Paquistão, acrescentando que o ataque ocorreu “por instigação de um clérigo local”.
A fúria da multidão resultou no incêndio da pequena fábrica de calçados do homem, conforme relatado pela DW.
Faraz Pervaiz compartilhou no X imagens do tumulto, dizendo: “A turba extremista muçulmana Tehreek-e-Labbaik atacou os cristãos em Majaheed Colony Sargodha, vandalizando várias igrejas e incendiando dezenas de casas depois de acusar um cristão de profanar um Alcorão”.
A autenticidade da filmagem compartilhada nas mídias sociais não pôde ser verificada.
O chefe de polícia de Sargodha, Sariq Khan, foi citado como tendo dito que pelo menos cinco pessoas foram resgatadas da violência e levadas para um hospital, observando que os desordeiros também atiraram pedras e tijolos na polícia.
Tehreek-e-Labbaik Extremists are vandalizing Nazir Masih's house, setting his shoe factory on fire, His factory goods have also been looted by Muslims and attempting to break into his home. The situation is extremely tense. #blasphemy#Sargodha#Pakistan#TLPpic.twitter.com/RwibjlIPWj
O chefe de polícia do distrito, Ijaz Malhi, disse que a situação acabou ficando sob controle. Ele acrescentou que o indivíduo acusado de blasfêmia estava sob custódia e que uma investigação estava em andamento. Ele acrescentou que a polícia havia sido posicionada em Sargodha para ajudar a proteger a comunidade cristã.
“Graças à ação oportuna da polícia. Sargodha foi poupada de uma grande tragédia”, disse a declaração da polícia, acrescentando que mais de 2.000 policiais estavam em serviço de segurança, garantindo que não ocorresse mais violência.
No entanto, imagens do incidente compartilhadas nas mídias sociais mostraram um grande incêndio do lado de fora de uma casa. O chefe de polícia refutou a autenticidade desses vídeos e afirmou que eram “vídeos falsos”, insistindo que ninguém ficou ferido, uma declaração contradita por um parente de uma pessoa ferida que afirmou que seu tio estava em estado crítico em um hospital e que a família não tinha permissão para vê-lo.
Uma declaração da Minority Rights March se referiu a vídeos que mostravam uma multidão atacando um homem de 70 anos por instigação de um clérigo local, enquanto a casa e a fábrica do homem eram incendiadas. Eles acusaram a polícia de Punjab de ser uma observadora passiva durante o ataque, indicando uma aprovação tácita da violência.
Um funcionário do Ministério do Interior de Punjab, Noor-ul-Amin Mengal, foi citado como tendo dito: “O Paquistão pertence a todos nós; nenhuma injustiça será tolerada sob o pretexto de religião. Serão tomadas medidas de acordo com a lei após uma investigação completa”.
Um comitê distrital de paz, composto por autoridades e estudiosos religiosos de comunidades muçulmanas e minoritárias, foi anunciado para avaliar a situação.
As leis de blasfêmia no Paquistão, sob as quais a pena de morte pode ser aplicada por insultar o Islã, muitas vezes levaram à violência de multidões.
Em agosto de 2023, ocorreram ataques contra cristãos na cidade de Jaranwala, onde igrejas e casas foram incendiadas após acusações de blasfêmia contra dois cristãos locais.
Em dezembro de 2021, uma multidão matou um homem do Sri Lanka por causa de alegações de blasfêmia. Embora tenham sido feitas prisões, não houve mudanças legislativas para coibir acusações falsas.
Os cristãos representam cerca de 1,6% da população de 241 milhões de habitantes do Paquistão.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Igrejas participam do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2024. (Foto: Portas Abertas)
Ontem foi o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2024 e mais de 16 mil igrejas no Brasil e de 1.200 na América Latina estiveram unidas em oração pelos cristãos perseguidos na África Subsaariana. Esses números indicam que mais de 1,6 milhão de irmãos na fé se comprometeram a interceder sob o tema “Desperta África”.
O tempo frio e nublado em São Paulo/SP não foi capaz de desanimar os membros da Comunidade Cristã da Zona Sul. Pela quinta vez, o pastor Marcos Alves organiza o DIP e convoca a todos para orar pela Igreja Perseguida. “Percebi que a igreja está mais engajada no tema há alguns meses e hoje foi como uma entrega do que temos visto ao longo desses dias. Há envolvimento dos irmãos na intercessão, nas ofertas e até nos testemunhos, além da cooperação dos pastores”, explica o líder cristão.
Weber Vieira frequenta a Comunidade Cristã e participou de todos os DIPs em sua igreja. Ele carrega na capa do celular um papel com o nome Laos, país que intercede junto com a família desde o DIP 2023. Quando ele esquecia de orar, seus filhos Lorenzo de 8 anos e Laura de 13 lembravam seus pais de interceder pela nação. “O que mais me chamou a atenção foi o ataque do inimigo aos líderes das famílias. A perseguição está direcionada a cada um desses homens, deixando a família desprotegida”, testemunha.
Mudança de mente
Cristina Goes começou a participar da organização do DIP na Igreja Vida com Cristo há 1 ano, desde que foi ao Acampamento Underground. “ Muitas vezes nos perdemos na liberdade que temos de louvar e orar. Toda a igreja precisa ter esse contato com a Igreja Perseguida porque a nossa fé e visão em relação a Deus e ao mundo é transformada”, afirma.
Em Jaguariúna/SP, a pastora Samara Ferreira organizou o DIP 2024 na Igreja Batista Ágape. “Temos em nosso DNA a oração pela Igreja Perseguida. Precisamos ajudar nossos irmãos a perseverar até o fim e orar para que o Espírito Santo guarde a mente deles, para que nenhuma mentira do inimigo desvie eles desse caminho eterno. Temos muitos confortos no Brasil e continente, precisamos dessa lucidez de saber que o evangelho não é conforto, mas é sofrimento e perseverança”, diz.
Priscila Simões participou do DIP em Jaguariúna e compartilha: “Participar do DIP é uma experiência maravilhosa porque nos colocamos no lugar de nossos irmãos e sabemos que eles estão sofrendo e precisam de nossas orações.”
A Assembleia de Deus presidente Kennedy em Fortaleza/CE também participou do maior movimento de oração pela Igreja Perseguida. Eveline Ferreira organiza o DIP há três anos. “O DIP nos uniu em um propósito comum de oração e damos o nosso melhor para o Senhor e pela causa da Igreja Perseguida. Essa é uma oportunidade de conscientizar a igreja a interceder e estimular a curiosidade por meio de informações da cultura do país.
Desperta África
A situação dos cristãos perseguidos na África Subsaariana está cada vez mais grave, pois o extremismo islâmico avança no continente com o objetivo de eliminar por completo a presença cristã. Nada menos que 95% das mortes de cristãos aconteceram na África Subsaariana, o equivalente a 5.340 casos, entre outubro de 2021 e setembro de 2022. É necessário reconhecer e agir pelo fim da violência extrema contra nossos irmãos na fé.
Missionários americanos Davy e Natalie Lloyd (Foto: Facebook/Ben Baker)
Um jovem casal missionário e um diretor haitiano associado a um grupo com sede em Oklahoma, Missions in Haiti, foram mortos por gangues no Haiti, na noite de quinta-feira (23). Davy Lloyd, 23 anos, e Natalie Lloyd, 21, dos Estados Unidos, e o diretor haitiano Jude Montis, de 45 anos, trabalhavam no campo missionário em tempo integral, empenhados em organizar educação e serviços religiosos para crianças.
Segundo a TV KOAM News, a notícia da tragédia foi dada pelo pai de Natalie, o deputado americano Ben Baker. Em postagem no Facebook, ele informou que o casal foi atacado por gangues.
“Meu coração está partido em mil pedaços. Nunca senti este tipo de dor”, declarou Ben. E continuou: “A maioria de vocês sabe que minha filha Natalie Lloyd e o meu genro Davy são missionários a tempo integral no Haiti. Eles foram atacados por gangues esta noite e ambos foram mortos. Eles foram para o Céu juntos”.
O deputado pediu orações enquanto a família dos missionários enfrentam o luto. “Por favor, orem pela minha família, precisamos desesperadamente de força. Não tenho mais palavras por enquanto”, concluiu ele.
Corpos queimados
Um vídeo analisado pelo The Wall Street Journal mostra três vítimas esparramadas no chão, sendo que dois dos corpos parecem ter sido incendiados.
O casal, que se mudou para o Haiti logo após seu casamento em junho de 2022, trabalhou com a Missions in Haiti, um grupo fundado pelos pais de Davy Lloyd em 2000. O orfanato da missão está localizado em Lizon, ao norte de Porto Príncipe, uma área assolada por gangues violentas.
David Lloyd, pai de Davy, disse à CNN que estava ao telefone com seu filho durante o ataque. Ele contou como Davy foi arrastado para a casa, amarrado e saqueado pela gangue, enquanto as crianças estavam no recinto no momento. A ligação terminou quando mais homens armados chegaram, levando a uma reação violenta depois que um dos membros recém-chegados da gangue foi baleado.
“Foi basicamente nossa última chamada”, disse David Lloyd, lembrando como os três se barricaram em uma casa que acabou sendo invadida pela gangue. “A gangue atirou naquele lugar até conseguir arrombar a porta e atirar neles, além de atear fogo em Davy e Jude.”
O HERO, um serviço de atendimento de emergência local, confirmou à CNN que o corpo de Davy Lloyd foi encontrado queimado no local.
De acordo com a Missions in Haiti, o casal foi atacado por três caminhões carregados de homens armados. O incidente se transformou em uma cena caótica quando Davy Lloyd foi amarrado e espancado por membros da gangue que roubaram caminhões e outros pertences da missão. Posteriormente, outro grupo armado chegou, levando a um tiroteio no qual os Lloyds e os Montis foram mortos.
O grupo missionário enfrentou inúmeros desafios, inclusive o sequestro de Davy Lloyd e seus irmãos em 2005, do qual foram resgatados após 21 horas, disse o pai de Lloyd.
A polícia haitiana, em colaboração com a polícia internacional, está investigando os assassinatos.
A Casa Branca expressou suas condolências às famílias em uma declaração à CNN e reconheceu a urgência de enviar a força policial internacional aprovada pelas Nações Unidas para reforçar a Polícia Nacional do Haiti.
O governador do Missouri, Mike Parson, também lamentou a perda, chamando-a de “notícia absolutamente desoladora”.
Franklin Graham, filho do lendário evangelista Billy Graham e diretor da Associação Evangelística Billy Graham e da organização humanitária evangélica Samaritan’s Purse, pediu a seus seguidores que orassem pelo casal e sua família.
“Como pai, não consigo imaginar a dor que essa família está sentindo neste momento”, escreveu Graham no Facebook na sexta-feira. “Ore para que Deus os conforte e fortaleça nos dias difíceis que estão por vir. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. (Salmo 46:1)”
Kay Warren, que co-fundou a Igreja Saddleback na Califórnia com seu marido, Rick, disse que os Lloyds serviram como “mãos e pés de Jesus” em um dos lugares mais difíceis do mundo.
“Nós os entregamos aos cuidados de seu Pai e nos juntamos às suas famílias na espera por aquele glorioso dia de reunião”, escreveu Warren no Facebook.
Haiti tomado por gangues
Nos últimos meses, os haitianos têm enfrentado uma agitação civil e uma onda de violência, após gangues armadas invadirem duas prisões e libertarem quase 4 mil presos no início de março.
Estima-se que os criminosos já controlam 80% da capital e o governo decretou estado de emergência na cidade, conforme o PBS News Hour.
De acordo com um relatório da Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional, divulgado em fevereiro, as gangues haitianas são abastecidas com armamento estilo militar e ganham 25 milhões de dólares ao ano através de resgate de sequestros.
O controle de grupos armados também têm dificultado o trabalho diário da igreja e de missões no país. Nos últimos anos, missionários estrangeiros e líderes locais se tornaram alvos de sequestros.
A violência contra os missionários faz parte de um padrão mais amplo de agravamento da atividade das gangues no Haiti. Gangues armadas com armas traficadas principalmente dos EUA têm se espalhado pela capital e outras cidades, atacando delegacias de polícia e hospitais e libertando detentos das prisões.
Quase metade da população do Haiti enfrenta escassez de alimentos, e as mortes e ferimentos causados pela violência das gangues aumentaram 53% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o trimestre anterior, de acordo com a ONU.
Os assassinatos ocorreram no momento em que um novo conselho governamental no Haiti aguarda o envio de policiais do Quênia, apoiados pelos EUA, para ajudar a restaurar a segurança. No entanto, o envio foi adiado devido a problemas de financiamento.
Após o assassinato dos missionários, os EUA solicitaram o envio rápido da polícia do Quênia.
“A situação de segurança no Haiti não pode esperar”, disse um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional na sexta-feira, de acordo com a AFP, acrescentando que o presidente Joe Biden se comprometeu a apoiar o “envio rápido” da força.
“Nossos corações estão com as famílias dos mortos, que estão passando por uma dor inimaginável”, disse o porta-voz.
Em uma entrevista à BBC, o presidente do Quênia, William Ruto, disse que a força policial de manutenção da paz deve chegar ao Haiti em cerca de três semanas.
Folha Gospel com informações de Guia-me e The Christian Post