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Cristãos foram decapitados por terroristas durante culto no Congo

Cristãos durante culto no Congo. (Foto: Facebook/LOVE YOUR NEIGHBOR AFRICA).
Cristãos durante culto no Congo. (Foto: Facebook/LOVE YOUR NEIGHBOR AFRICA).

Cinco cristãos foram decapitados por terroristas islâmicos durante um culto na República Democrática do Congo, na semana passada.

Segundo Don Foster, missionário da Love Your Neighbour Africa, os muçulmanos radicais têm matado muitos cristãos na região leste do país.

“Cortaram as cabeças de cinco cristãos em plena adoração numa igreja em uma cidade perto”, relatou Don, em entrevista ao God Reports.

E explicou: “Estes muçulmanos estão numa jihad para matar cristãos, a fim de formar um estado muçulmano no leste da República Democrática do Congo”.

A insegurança crescente forçou 6,9 milhões de pessoas a se tornarem deslocados internos na República Democrática do Congo, segundo a Organização Internacional de Migração das Nações.

Recentemente, os terroristas também sequestraram 30 pessoas para converter ao islã à força ou escravizá-los.

“Meninas e mulheres são estupradas e obrigadas a cozinhar. Os meninos são obrigados a matar e se tornarem crianças-soldados ou serão mortos. Isso é o Islã”, disse Don.

O missionário comentou que os radicais recebem 250 dólares dos líderes islâmicos por cada pessoa que assassinam.

Servindo em meio a violência

Don serve no Congo junto com sua esposa Jenya. O casal mantém um orfanato para crianças do povo pigmeu Mbuti, cujos pais foram mortos pelos terroristas.

Os missionários resgatam os órfãos, que costumam sofrer maus-tratos e discriminação em suas aldeias.

Desde 2015, o casal prega o Evangelho na região e plantou uma escola de discipulado para aqueles que se convertem a Cristo.

Em um método de multiplicação, os novos convertidos também evangelizam e alcançam mais pessoas, incluindo os Karamajong, uma tribo não alcançada de ladrões de gado. Ao todo, o trabalho dos missionários resultou em 31 mil salvações e 14 mil batismos.

Mesmo em meio à pobreza, violência e agitação política, Don e Jeya continuam perseverando no campo missionário do Congo.

Cristãos sob constante ameaça

A República Democrática do Congo está na 41ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2024. O Leste do país é uma região perigosa para os cristãos.

Enquanto grupos rebeldes estão disputando o controle da região, os cristãos vivem sob constante ameaça de sequestros e ataques violentos.

Os terroristas costumam sequestrar e violentar sexualmente as mulheres, que são depois forçadas a se casarem com soldados da milícia. Dessa forma, eles mantêm as cristãs como um tipo de “troféu” que exibe o poder e a vitória do grupo.

A organização explica que as chances de encontrar justiça através do sistema legal do país são pequenas. Muitos cristãos são forçados a fugir de casa e buscar refúgio em vilarejos próximos.

Os líderes cristãos que discursam e se opõem à corrupção e violência são assediados e ameaçados pelo governo.

Fonte: Guia-me com informações de God Reports

Tati Zaqui e Marcelo Portuga se convertem e são batizados

Ex-funkeira Tati Zaqui sendo batizada (Foto: Divulgação / Instagram @tatizaqui)
Ex-funkeira Tati Zaqui sendo batizada (Foto: Divulgação / Instagram @tatizaqui)

A cantora Tati Zaqui, um dos maiores nomes do funk brasileiro, e o produtor e empresário Marcelo Portuga decidiram se dedicar a Cristo e à música gospel. Ambos se converteram e, recentemente, revelaram que foram batizados.

Tati compartilhou no Instagram no último domingo (07) um culto doméstico que culminou com o batismo dela. A cantora recebeu a visita de amigos e do pastor André Victor, e fez uma confissão pública de fé.

“As coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo! Eu vaguei o mundo por 30 anos e não encontrei o que tenho agora, Jesus! O caminho, a verdade e a vida… Hoje já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”, escreveu a ex-funkeira.

Ela anunciou a conversão em dezembro do ano passado e já lançou sua primeira música gospel, chamada “Me Guia”. Assista!

Novo nascimento

O batismo do empresário Marcelo Portuga aconteceu na Igreja Expansão da Fé, em SP, no sábado, 30 de março, e foi realizado pelos pastores Cleber Barros e Cristhiane Barros, com bênção do cantor Thalles Roberto.

Segundo ele, a cerimônia marcou o início de uma vida dedicada a Cristo.

“Hoje renasço por Cristo e dedico minha vida a Ele”, disse.

Além de se tornar evangélico, Marcelo deixou o funk para se dedicar à música cristã e criou o selo gospel Novidade Urbana. O empresário busca reunir artistas cristãos e romper barreiras na música gospel para que mais pessoas ouçam e conheçam a palavra e mensagem de Cristo em forma de música e poesia.

Fonte: Comunhão

Padre e fiéis são esfaqueados durante missa transmitida ao vivo

O padre Mar Mari Emmanuel foi atacado enquanto pregava em uma missa transmitida ao vivo, na Austrália. (Foto: Reprodução/YouTube/7NEWS Australia)
O padre Mar Mari Emmanuel foi atacado enquanto pregava em uma missa transmitida ao vivo, na Austrália. (Foto: Reprodução/YouTube/7NEWS Australia)

Um padre e vários paroquianos foram esfaqueados nesta segunda-feira (15) por um homem, que foi detido, durante uma missa em uma igreja cristã em Sydney, na Austrália. A reunião estava sendo transmitida ao vivo pela internet.

De acordo com as autoridades, ninguém sofreu ferimentos com risco de morte e todos estão sendo tratados pelos serviços de emergência.

Em comunicado, a polícia do estado de Nova Gales do Sul, cuja capital é Sydney, comentou que o homem preso está cooperando com a investigação, sem dar mais detalhes sobre a causa do incidente.

O ataque, que ocorreu por volta das 19h (hora local; 6h em Brasília) na Igreja do Bom Pastor, no distrito de Wakeley, foi cometido enquanto a cerimônia religiosa era transmitida ao vivo em redes sociais.

O vídeo mostra um homem vestido de preto se aproximando do altar e esfaqueando o padre várias vezes, inclusive no chão, enquanto os paroquianos correm para ajudá-lo e conseguem parar o agressor.

Protesto

Após o incidente, centenas de pessoas se reuniram em frente à igreja para protestar contra o ataque. Manifestantes chegaram a destruir carros da polícia, conforme o The Guardian.

A polícia de choque foi ao local para retirar a multidão à força. Segundo as autoridades, os policiais levaram horas para restaurar a ordem.

Em comunicado, a Igreja Cristo Bom Pastor informou que outro líder também ficou ferido, o padre Isaac, e foi levado para o hospital.

A denominação também pediu oração. “Pedimos suas orações neste momento. Pedimos também a todos que se encontrem nas instalações da Igreja que saiam em paz”, afirmou.

O esfaqueamento aconteceu dias depois de seis pessoas terem sido assassinadas em um ataque em um shopping de Sydney. O agressor foi morto a tiros por um policial.

Fonte: Guia-me e Pleno.News com informações de BBC e The Guardian

Deputados pedem investigação do MTST por post que associa Jesus a “bandido”

Publicação do MTST (Foto: MTST)
Publicação do MTST (Foto: MTST)

Uma representação criminal movida contra o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) por conta de uma publicação feita pela entidade nas redes sociais durante a Semana Santa foi recebida pelo Ministério Público Federal (MPF). O post mostrava a foto de Jesus Cristo crucificado ao lado de três soldados romanos e a mensagem “bandido bom é bandido morto”. O conteúdo foi tirado do ar poucos dias depois em razão de protestos.

A representação foi assinada por 20 parlamentares gaúchos, iniciativa que partiu da deputada estadual Eliana Bayer (Republicanos), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade Religiosa da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

O documento teve adesão de congressistas de partidos da direita e da esquerda, como Republicanos, PSB, Novo, PP, PL, PSDB, PP e Podemos. No documento, os deputados pediram que a procuradoria acione a Polícia Federal para abrir inquérito para apurar supostos crimes de intolerância religiosa.

“É nítida a ofensa e escárnio à religião cristã professada por milhões de brasileiros. Trata-se de verdadeira demonstração de intolerância religiosa além de, em tese, da prática e incitação ao preconceito com base em religião. A triste postagem conscientemente publicada pelo movimento em sua rede social no contexto de atividade religiosa ofende, diminui e macula a fé cristã”, diz um trecho do texto, ao mencionar ainda que o post teve mais de 4 milhões de visualizações.

No dia que apagou a postagem, o MTST publicou uma nota de retratação na qual classificou o post da entidade como inapropriado. “A coordenação considera que a postagem foi inapropriada e por isso foi deletada de suas redes. Reafirmamos o respeito às religiões cristãs e o compromisso com a liberdade de manifestação religiosa”, diz o comunicado. O movimento criticou também o uso político da publicação feito pelo que chamou de “lideranças bolsonaristas”.

O texto do MTST faz referência às críticas recebidas pelo deputado federal, Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato à prefeitura de São Paulo e que foi militante do movimento por 20 anos.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB), pré-candidato à reeleição e principal rival do psolista nas eleições deste ano, se manifestou logo após a publicação: “Essa turma do Boulos só ataca a tudo e a todos. Estou indignado”. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro engrossaram o coro.

Fonte: Veja e Metrópoles

Muçulmano queima esposa e filha com água fervente após descobrir que são cristãs, em Uganda

Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)
Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)

Uma mãe e sua filha de 10 anos sofreram queimaduras graves, e um evangelista foi morto após ataques de extremistas muçulmanos devido à fé cristã, em Uganda.

Na cidade de Namutumba, Zafara Nagudi, de 33 anos, e sua filha, Sharifa Nangobi, de 10 anos, se entregaram a Cristo em um evento evangelístico ao ar livre.

No dia 25 de março, Zafara relatou que não sabia que o seu marido muçulmano, Musobya Mujjibu, 37 anos, tinha voltado para casa quando ela e a sua filha, estavam declarando o nome de Jesus em oração.

Na ocasião, ela informou que estava preparando o jantar enquanto orava com Sharifa e a outra filha de 7 anos.

“Eu coloquei água para ferver para preparar um pão de milho. De repente, vi meu marido na porta da cozinha e imediatamente paramos de orar”, relembrou ela.

“Contei a verdade a ele, que estávamos orando a Jesus Cristo para ajudar nossa família. Ele ficou muito furioso e disse: ‘Ouvi tudo, mas estou surpreso. Você é cristã ou muçulmana?’”, acrescentou.

Então, ela contou que há seis meses havia se convertido ao cristianismo e estava congregando em uma igreja.

“A partir daí, ele me deu um tapa e me chutou. Como ele estava na porta, não podíamos fugir. Ele pegou a panela com água quente e despejou em mim e na criança”, disse ela.

Mujjibu saiu de casa pensando que havia matado sua esposa e filha. No entanto, a mulher conseguiu pegar o telefone e ligar para a irmã que logo chegou com dois motociclistas para levá-las a um hospital.

Nagudi sofreu queimaduras menores porque usava roupas mais pesadas, mas sua filha sofreu queimaduras graves.

O Morning Star News informou que elas tiveram alta do hospital no dia 3 de abril e estão hospedadas na casa de um parente.

Evangelista morto

No dia 30 de março, Ronald Twinomugisha foi ameaçado por muçulmanos antes de ser morto a facadas, na aldeia de Busei B, no distrito de Iganga.

Twinomugisha se mudou para a região em fevereiro de 2022 e, no final de 2023, levou quatro muçulmanos a Jesus.

Após a conversão, os quatro ex-muçulmanos tiveram que se mudar devido a ameaças das suas famílias.

“Em março de 2023, Twinomugisha veio ao meu escritório e relatou mensagens ameaçadoras de muçulmano. A reclamação deles era porque o evangelista havia evangelizado os muçulmanos locais”, disse o presidente da área, Gozan Waiswa, ao Morning Star News.

“Por volta das 20h ouvi um alarme e um pedido de ajuda, seguido de um forte estrondo, como o de lenha partida”, contou uma fonte que não foi identificada.

“Era um lamento alto dizendo: ‘Por favor, não me mate. Estou trabalhando para Jesus Cristo. Por favor, foi Jesus quem me enviou’. Tive medo de sair de casa, mas logo a voz parou”, acrescentou.

Os vizinhos encontraram o corpo de Twinomugisha em uma poça de sangue na manhã seguinte.

“Os agressores deixaram uma nota dizendo: ‘Vocês têm enganado os muçulmanos e os levado a uma religião errada, os afastando do curso e do caminho de Alá’”, disse a fonte.

A polícia levou o corpo para um necrotério e iniciou a busca por quatro suspeitos.

O evangelista trabalhava produzindo e vendendo sabonete líquido e ajudou muitos jovens com suas habilidades.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Igreja enfrenta sequestros e ataques na África

Cristãos na frente de uma igreja no Congo (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na frente de uma igreja no Congo (Foto: Portas Abertas)

Cristãos na República Democrática do Congo contam com nossas orações pela comunidade cristã local que está muito fragilizada. Extremistas das Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês) executaram uma nova onda de ataques, com assassinatos e sequestros no estado de Kivu do Norte. A periferia da cidade de Beni foi a região mais atingida pelos atentados. Em março deste ano, o grupo matou ao menos 50 cristãos e sequestrou muitos outros seguidores de Jesus na República Democrática do Congo.

Por exemplo, entre 29 de fevereiro e 1° de março, as ADF esfaquearam e mataram dois cristãos e feriu outros em Ngite-Mavivi. Em seguida, eles cercaram a população em um trecho da estrada em Beni-Oicha. Segundo Convenção pelos Direitos Humanos (CHDR, da sigla em inglês), uma organização civil local, a polícia dispersou o grupo. No dia 5 de março, habitantes do vilarejo de Vemba-Kinyamusehe começaram o dia com a notícia de que nove cristãos foram mortos durante a noite pelo grupo extremista ADF.

Escolas e hospitais fechados

A organização CHDR destacou que, por causa dos ataques em janeiro e fevereiro deste ano, escolas e hospitais foram fechados. No domingo, 17 de março, os extremistas mataram três cristãos, incluindo um policial, e sequestraram muitas vítimas na comunidade Mulekera, na periferia da cidade de Beni. Em 23 de março, extremistas mataram cristãos e incendiaram e saquearam muitas casas.

“Precisamos das orações de cristãos de todas as partes do mundo porque nada está surtindo efeito”, conta o pastor Kambale, parceiro local da Portas Abertas e líder da igreja CECA 20, onde 50 cristãos foram assassinados em março. O capitão Antoy, porta-voz da operação Sokola 1 Grand-Nord, que busca restringir o avanço das ADF, disse em uma entrevista à imprensa que o exército cumprirá o seu papel e que a população deve colaborar para frustrar os planos dos inimigos. A operação Sokola 1 Grand-Nord é uma unidade especial das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) designada para combater grupos armados no território de Beni.

Ameaça de homens-bomba

No Domingo de Ramos, gritos de angústia alarmantes foram sucedidos por assassinatos em série, também na comunidade de Mulekera. Ao menos 13 cristãos foram mortos e dúzias de casas foram incendiadas no incidente. Cristãos relataram a parceiros locais da Portas Abertas que um pastor local também está desaparecido desde o ataque.

A CRDH reportou posteriormente a descoberta de outros 22 cadáveres em arbustos relacionados a esse atentado, totalizando 36 cristãos mortos nos ataques entre 23 e 24 de março. Já no final de março, as ADF sequestraram um número indeterminado de pessoas no vilarejo de Mulwa. Segundo o pastor Kambale, esses cristãos foram levados para locais desconhecidos e o incidente causou grande perturbação na comunidade.

“As famílias estão aflitas por causa dos desaparecimentos. A insegurança aumentou e isso causa medo na população cristã. Os pais não vão mais trabalhar nas plantações por causa do medo. Com isso, muitas crianças deixam de estudar, pois não conseguem pagar as mensalidades. A situação também incitou muitos jovens a ingressarem nas milícias para se protegerem. Tudo isso resulta na palavra de Deus não sendo pregada e em limitações no avanço do Reino de Deus”, diz o pastor Kambale.

“A taxa de ataques à comunidade cristã no leste da República Democrática do Congo pelas ADF é terrível. Esses ataques continuam imbatíveis e transformam milhares de pessoas em deslocadas internas, afastadas de suas casas, suas plantações e da vida que construíram. Clamamos à comunidade Internacional para fazer tudo o que for possível para garantir que o governo da República Democrática do Congo seja transparente e se comprometa em proteger todas as comunidades afetadas, assim como oferecer apoio a todos os deslocados internos em suas necessidades”, compartilha Jo Newhouse (pseudônimo), porta-voz da Portas Abertas na África Subsaariana.

Fonte: Portas Abertas

Pastores oram por Israel após ataque de drones e mísseis do Irã

Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro - Montagem/FolhaGospel)
Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro - Montagem/FolhaGospel)

Líderes cristãos proeminentes em todo o mundo estão pedindo urgentemente orações pela paz e segurança em Israel depois que o Irã iniciou um ataque aéreo significativo contra Israel, lançando centenas de drones e mísseis no início deste domingo, 14, intensificando as tensões regionais existentes e empurrando o Oriente Médio para um conflito mais amplo.

As autoridades de segurança informaram que os lançamentos do Irã incluíram mais de 300 drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro, um ataque descrito pelas forças armadas de Israel como potencialmente escalando para níveis de conflito maiores, informou a Reuters. Apesar do grande número de lançamentos, os avançados sistemas de defesa de Israel interceptaram com sucesso a maioria dessas ameaças.

De Teerã, os Guardas Revolucionários Iranianos confirmaram os ataques, enquadrando-os como retaliação a um ataque em 1º de abril contra seu consulado em Damasco, que resultou na morte de dois oficiais de alto escalão. Embora Israel tenha mantido silêncio sobre as alegações de seu envolvimento, o incidente provocou uma resposta internacional considerável, com o presidente Joe Biden afirmando um forte apoio a Israel.

Orações por Israel

Líderes religiosos proeminentes expressaram suas preocupações e clamaram pela paz.

O pastor Greg Laurie, da Harvest Fellowship, na Califórnia e no Havaí, destacou o significado bíblico dos ataques.

“Como evangélicos americanos, queremos que nossos amigos judeus saibam que apoiamos a pátria judaica e seu povo”, escreveu Laurie no X. “Esse ataque vem na esteira do terrível ataque do Hamas, que é um representante do Irã, contra Israel em 7 de outubro.”

Ele acrescentou: “Oramos para que Deus todo-poderoso proteja Israel nesta hora e devemos ‘orar pela paz de Jerusalém’ (Salmo 122:6). Um dos sinais do fim dos tempos é o aumento do antissemitismo e o crescente isolamento do Estado de Israel.

Da mesma forma, Jack Hibbs, um pastor sênior, também relacionou os eventos atuais com as profecias bíblicas.

“Esse pode ser [o] gancho que será colocado na mandíbula de Gogue… que seria a Rússia. … E se a Rússia se envolver, poderemos ver o desenrolar de Ezequiel 38. (…) Muitos grandes estudiosos acreditam que o Arrebatamento pode acontecer antes da batalha de Ezequiel”, disse Hibbs, da Calvary Chapel Chino Hills, em um vídeo postado no X, pedindo a seus seguidores que espalhem a palavra e orem.

O apresentador de rádio, Pe. Calvin Robinson, escreveu: “Deus Todo-Poderoso, de quem procedem todos os pensamentos de verdade e paz; Kindle, nós te pedimos, em cada coração o verdadeiro amor pela paz; e guia com tua sabedoria pura e pacífica aqueles que tomam conselho para as nações da terra; para que em tranquilidade teu reino possa avançar, até que a terra esteja cheia do conhecimento do teu amor; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.”

O reverendo Johnnie Moore, presidente do Congresso de Líderes Cristãos, escreveu que as congregações cristãs em todo o mundo estarão se dedicando à oração pela paz e segurança de Israel. “Haverá centenas de milhões de orações feitas”.

A comunidade global também reagiu rapidamente. As Nações Unidas e vários países enviaram condenações, destacando a imprudência da ação do regime iraniano e seu potencial para provocar uma escalada ainda maior.

De Paris, o governo francês enfatizou o risco do ataque para a estabilidade regional, um sentimento compartilhado pelas autoridades da Grã-Bretanha e da Alemanha.

Em uma resposta detalhada à agressão, o Contra-Almirante Daniel Hagari, de Israel, observou o sucesso estratégico de seus sistemas de defesa, que conseguiram neutralizar a maioria das ameaças fora das fronteiras de Israel, conforme relatado pela AP. “Um ataque em larga escala do Irã é uma grande escalada”, declarou Hagari durante uma coletiva de imprensa. Ele se absteve de delinear possíveis medidas de retaliação, mas confirmou as medidas defensivas em andamento.

Apoio dos EUA

Os EUA desempenharam um papel fundamental na situação atual, com Biden dirigindo o movimento de aeronaves e sistemas de defesa antimísseis para a região na semana passada. “Graças a esses deslocamentos e à extraordinária habilidade de nossos militares, ajudamos Israel a derrubar quase todos os drones e mísseis que se aproximavam”, declarou Biden.

Além disso, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, confirmou que as forças americanas interceptaram vários mísseis e UAVs em direção a Israel, lançados não apenas do Irã, mas também de locais no Iraque, Síria e Iêmen.

Apesar da alta taxa de interceptação, vários mísseis romperam as defesas israelenses, causando pequenos danos a uma base aérea e ferindo uma menina de 7 anos no sul de Israel. As forças armadas israelenses aumentaram seu estado de alerta, fechando o espaço aéreo e aconselhando os civis nas áreas ameaçadas a buscar abrigo.

Tensões no Oriente Médio

Israel e Irã têm visto uma escalada de tensões nos últimos meses, especialmente com o conflito em andamento envolvendo o Hamas em Gaza, que atraiu vários participantes regionais e estendeu o campo de batalha para o Líbano, Síria e até mesmo para o Iêmen.

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, disse que um ataque mais severo seria lançado se Israel ou seus aliados retaliassem, informou a Al Jazeera, uma agência governamental do Catar.

“Se o regime sionista [Israel] ou seus apoiadores demonstrarem comportamento imprudente, eles receberão uma resposta decisiva e muito mais forte”, disse Raisi em um comunicado no domingo.

O chefe militar do Irã, major-general Mohammad Bagheri, disse que o ataque iraniano a Israel “alcançou todos os seus objetivos e, em nossa opinião, a operação terminou e não pretendemos continuar”. Ele também alertou sobre um ataque “muito maior” se Israel contra-atacar Teerã.

Netanyahu: “Com a ajuda de Deus venceremos”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gravou um vídeo para se pronunciar sobre o ataque iraniano contra seu país. No pronunciamento, Netanyahu enviou uma mensagem aos cidadãos, confiante de que vencerão mais este inimigo.

“Estamos preparados para qualquer cenário, tanto defensivamente como ofensivamente. O Estado de Israel é forte. As Forças de Defesa de Israel são fortes. O povo é forte. Juntos resistiremos e, com a ajuda de Deus, juntos venceremos todos os nossos inimigos”, declarou.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Paquistão deve mudar leis sobre casamentos forçados e conversões de meninas, exige ONU

Rapto, conversão e casamento de menina hindu menor no Paquistão. (Foto: Reprodução / Hoaxorfact)
Rapto, conversão e casamento de menina hindu menor no Paquistão. (Foto: Reprodução / Hoaxorfact)

Especialistas em direitos humanos da ONU pediram ao Paquistão que faça mudanças na legislação, tendo em vista a contínua vulnerabilidade de mulheres e meninas de religiões minoritárias a casamentos forçados e conversões religiosas.

Os relatores especiais da ONU exigiram que o Paquistão aumentasse a idade legal para as meninas se casarem para 18 anos como um impedimento contra a exploração no país 96% muçulmano.

“A exposição de mulheres jovens e meninas, pertencentes a comunidades religiosas minoritárias, a violações hediondas dos direitos humanos e a impunidade de tais crimes não podem mais ser toleradas ou justificadas”, disseram eles em um comunicado emitido em Genebra.

Eles expressaram preocupação com o fato de que os casamentos forçados e as conversões religiosas de meninas de religiões minoritárias, incluindo o cristianismo, foram “validados pelos tribunais, muitas vezes invocando a lei religiosa para justificar a manutenção das vítimas com seus sequestradores em vez de permitir que eles as devolvam aos seus pais”.

“Os criminosos muitas vezes escapam da responsabilização, com a polícia descartando os crimes sob o pretexto de ‘casamentos por amor'”, disseram eles.

Os especialistas enfatizaram que os casamentos infantis, precoces e forçados não podem ser justificados por motivos religiosos ou culturais. Eles ressaltaram que, de acordo com a lei internacional, o consentimento é irrelevante quando a vítima é uma criança com menos de 18 anos de idade. Atualmente, Sindh é a única província do Paquistão onde a idade legal para o casamento de meninas e meninos é 18 anos, enquanto em Punjab, Khyber Pakhtunkhwa e Balochistan, a idade mínima para meninas ainda é 16 anos.

“O direito da mulher de escolher um cônjuge e de se casar livremente é fundamental para sua vida, dignidade e igualdade como ser humano e deve ser protegido e mantido por lei”, disseram os especialistas.

Eles enfatizaram a necessidade de disposições que invalidem, anulem ou dissolvam casamentos contraídos sob coação, com a devida consideração pelas mulheres e meninas envolvidas, e que garantam o acesso à justiça, a recursos, à proteção e à assistência adequada às vítimas.

Não obstante o direito das crianças à liberdade de pensamento, consciência e religião, de acordo com o Artigo 14 da Convenção sobre os Direitos da Criança, a mudança de religião ou crença em todas as circunstâncias deve ser livre, sem coerção e incentivos indevidos, disseram eles.

“As autoridades paquistanesas devem promulgar e aplicar rigorosamente as leis para garantir que os casamentos sejam celebrados somente com o consentimento livre e pleno dos cônjuges pretendidos e que a idade mínima para o casamento seja aumentada para 18 anos, inclusive para as meninas”, afirmaram os especialistas. “As mulheres e meninas devem ser tratadas sem discriminação, incluindo aquelas que pertencem às comunidades cristã e hindu.”

Eles destacaram casos de conversões religiosas forçadas, incluindo o de Mishal Rasheed, que foi sequestrada sob a mira de uma arma em sua casa na província de Punjab enquanto se preparava para a escola em 2022. Mishal foi agredida sexualmente, convertida à força ao Islã e forçada a se casar com seu sequestrador. Eles também observaram que no mês passado, em 13 de março, uma menina cristã de 13 anos foi supostamente sequestrada, convertida à força ao islamismo e casada com seu sequestrador depois que sua idade foi registrada como 18 anos em uma certidão de casamento.

Os especialistas da ONU disseram que as meninas cristãs e hindus continuam particularmente vulneráveis à conversão religiosa forçada, ao sequestro, ao tráfico, ao casamento infantil, precoce e forçado, à servidão doméstica e à violência sexual.

O grupo incluiu a Relatora Especial sobre Liberdade de Religião ou Crença, Nazila Ghanea; o Relator Especial sobre Questões de Minorias, Nicolas Levrat; a Relatora Especial sobre Tráfico Humano, Siobhan Mullally, e o Relator Especial sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Tomoya Obokata. A presidente do grupo de trabalho sobre discriminação contra mulheres e meninas, Dorothy Estrada Tanck, e os membros do grupo de trabalho – Claudia Flores, Ivana Krstic, Haina Lu e Laura Nyirinkindi – também se juntaram aos especialistas.

Os relatores especiais fazem parte dos Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Procedimentos especiais, o maior corpo de especialistas independentes no sistema de direitos humanos da ONU, é o nome geral dos mecanismos independentes de apuração de fatos e monitoramento do conselho que abordam situações específicas de países ou questões temáticas em todas as partes do mundo.

Os especialistas da ONU insistem para que o Paquistão leve os criminosos à justiça, a aplicar as proteções legais existentes contra o casamento infantil, precoce e forçado, o sequestro e o tráfico de meninas de minorias e a cumprir as obrigações internacionais de direitos humanos do país.

Um relatório publicado em novembro de 2021 pelo All Party Parliamentary Group on Freedom of Religion and Belief afirmou que aproximadamente 1.000 meninas de outros grupos religiosos no Paquistão haviam sido sequestradas e convertidas à força.

Tehmina Arora, diretora de defesa na Ásia da Alliace Defending Freedom International, disse que uma idade uniforme para o casamento em todo o Paquistão, juntamente com um judiciário atento, protegerá os direitos e as liberdades das meninas em todo o país, especialmente as pertencentes à vulnerável comunidade cristã.

“Todos os anos, no Paquistão, milhares de meninas menores de idade são convertidas à força e casadas com seus sequestradores”, disse Arora. “Ninguém deveria sofrer os horrores do sequestro, do casamento forçado e da conversão forçada.”

O Paquistão tem enfrentado degradação social global por seus compromissos instáveis com a proteção das minorias religiosas e pela falta de disposição do governo paquistanês em denunciar o extremismo sem equívocos. Mas isso não diminuiu o ímpeto da opressão contra cristãos, hindus e ahmadis, que estão entre os grupos mais marginalizados e perseguidos do país.

Apesar das tentativas de fazê-lo, especialmente nas assembleias provinciais, os legisladores liberais paquistaneses não conseguiram aprovar uma legislação contra as conversões forçadas e a alteração das leis de casamento infantil do Paquistão. Essas duas questões têm uma profunda correlação e complicam ainda mais as tentativas de promulgar tais leis.

O Paquistão ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2024, da Portas Abertas, que mostra os lugares mais difíceis para ser cristão.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

As jovens da Geração Z abandonam a fé mais do que os jovens, revela estudo

Jovens adorando a Deus (Foto: Reprodução)
Jovens adorando a Deus (Foto: Reprodução)

Levantamento da Survey Center on American Life revela que, pela primeira vez em anos, as jovens da Geração Z estão abandonando a igreja mais do que os jovens. Segundo os números, 57% deixaram a fé cristã, enquanto 37% dos meninos abandonaram a igreja e se identificaram como não religiosos.

A Geração Z [nascidos de 1995 a 2010] é a primeira em que a porcentagem de mulheres que abandonaram a fé cristã é maior do que o número de homens que deixaram a igreja. A pesquisa, divulgada na semana passada, investigou também as opiniões sobre religião das gerações baby boomers [1945 a 1964], X [1965 a 1980] e millennials [1982 a 1994]. Nessas, os que mais abandonaram a fé foram baby boomers (57%), X (55%) e millennials (53%).

Um dos motivos de as jovens rejeitarem o cristianismo, conforme o estudo, é a crença de que a maioria das igrejas não trata mulheres e homens de forma igualitária. Assim, 65% das meninas da Geração Z pensam que as igrejas tratam homens e mulheres de forma desigual. Nas gerações mais antigas, o percentual de mulheres que têm o mesmo pensamento é menor.

De acordo com os pesquisadores, as ideologias não cristãs são um outro fator para o declínio da religiosidade entre as jovens da nova geração. Desse modo, “61% das mulheres da Geração Z se identificam como feministas, muito mais do que as mulheres das gerações anteriores”. Quanto ao aborto, a maioria das mulheres jovens (54%) acredita que não deveria estar disponível sem qualquer restrição.

Alerta às igrejas

O relatório da Survey Center destacou que a diminuição da fé entre as meninas da nova geração deve ser encarado como preocupante para as igrejas. O argumento é que as mulheres desempenham um papel importante no serviço e no discipulado.

“A diminuição do envolvimento religioso entre as jovens representa um desafio único para as igrejas e congregações”, destacou a pesquisa, advertindo que “estudos mostram que as mulheres tendem a contribuir com muito mais tempo e energia para a construção de comunidades e esforços voluntários em locais de culto. Sem essa fonte dedicada de trabalho, muitas congregações não serão capazes de servir os seus membros e as suas comunidades”.

Os pesquisadores pontuaram também que as mulheres exercem um papel fundamental na transmissão das Sagradas Escrituras e dos valores cristãos aos filhos. “Os americanos que foram criados em lares religiosos dão mais crédito às mães do que aos pais por liderarem a educação religiosa deles, e as crianças que são criadas em lares de religiões mistas têm maior probabilidade de adotar a fé da mãe na idade adulta”.

Fonte: Comunhão com informações The Christian Post

Cristão que escapou da perseguição diz que o “Evangelho é imparável na Coreia do Norte”

Coreia do Norte: Praça Kim Il Sung em Pyongyang (Fotos: Canva Pro / Montagem: FolhaGospel)
Coreia do Norte: Praça Kim Il Sung em Pyongyang (Fotos: Canva Pro / Montagem: FolhaGospel)

Illyong Ju, um cristão fugitivo da Coreia do Norte, mantém a esperança viva para sua nação, apesar de ter vários familiares aprisionados em campos políticos.

Há dois anos, ele contou em um vídeo, que toda a família de sua tia teve de ser levada para um campo de prisioneiros políticos só porque o avô dela era cristão.

Na ocasião, ele também testemunhou em primeira mão como, apesar dos esforços incansáveis do partido no poder para suprimir a disseminação do Cristianismo, o “Evangelho é imparável”.

A International Christian Concern divulgou o testemunho em vídeo de Illyong durante a edição de 2022 da Cúpula da Liberdade Religiosa em Washington (IRF, sigla em inglês) e, recentemente, a ICC fez uma entrevista com ele, enquanto persiste em sua defesa pelos cristãos na Coreia do Norte.

Perseguição religiosa e esperança

Sobre a divulgação de sua história, Illyong agradeceu o compartilhamento de seu testemunho sobre a perseguição religiosa que sofre de seu país.

Ele disse que se sente na obrigação de contar sua história esperando que ela contribua para informar o mundo sobre a opressão que o povo norte-coreano sofre, que até agora não era bem conhecida.

“Espero também que a minha história e a da minha família se torne uma oportunidade para as pessoas se interessarem pelo povo da Coreia do Norte”, declarou, dizendo que com ela também espera que os norte-coreanos que a ouvirem tenham esperança.

Illyong contou que quando partilha o seu testemunho e a sua história com cristãos nos EUA e em todo o mundo, sua intenção é que “olhem para a Coreia do Norte e sintam o potencial do seu povo, as mudanças que fizeram e o Deus que vive e trabalha dentro deles”.

Ele diz que seria extraordinário se aqueles que oram pela Coreia do Norte e pelo seu povo se conscientizassem das mudanças surpreendentes que o povo norte-coreano fez, que existem em seu país pessoas que realmente adoram, e que Deus está com eles. “Porque acredito que isso pode te dar força”, justificou.

Cristãos são alvo

Sobre a igreja clandestina e a perseguição cristã na Coreia do Norte, Illyong disse que ainda é muito grave o que o regime faz.

“A maior prioridade para a perseguição na Coreia do Norte são os cristãos e, em segundo lugar, as pessoas que comunicam com a República da Coreia”, disse.

E continuou: “Isto porque, no momento em que os residentes norte-coreanos leem a Bíblia, percebem que a ideologia Juche é uma ideologia falsa.

A ideologia Juche, que serve como fundamento para o governo da Coreia do Norte, foi desenvolvida por Kim Il-sung, fundador do país. A palavra “Juche” significa autossuficiência ou autodeterminação, portanto, o povo deve ser o dono de seu próprio destino e que todas as políticas devem ser orientadas para promover os interesses do Estado e da nação.

O regime norte-coreano, disse o cristão, é um pseudogrupo criado pela imitação da Bíblia.

“É por isso que o regime norte-coreano dá prioridade à perseguição dos cristãos e não hesita em executá-los”, disse Illyong.

Ordem para matar

Recentemente, a opressão não só dos cristãos, mas de toda a população tornou-se mais severa, contou Illyong, explicando que uma cerca dupla de arame farpado foi erguida na fronteira entre a Coreia do Norte e a China, e uma ordem para matar qualquer pessoa que tentasse cruzar a fronteira foi emitida e ainda está em vigor até hoje.

No entanto, ele diz que Deus está realizando “coisas incríveis com Seus filhos na Coreia do Norte.”

“Em primeiro lugar, recebi um relatório de que a Bíblia se tornou mais popular nos mercados da Coreia do Norte há alguns anos, sendo chamada de livro de bênçãos”, disse.

Ele explicou que Deus o tem ajudado nesses últimos dois anos, sobre o trabalho que realiza para socorrer o povo norte-coreano e asiático.

“Acreditamos que Deus está satisfeito por trabalharmos com e para os cristãos na Coreia do Norte. Recentemente, fiz uma viagem missionária de curta duração ao Sul da Ásia para espalhar o amor de Deus. Deus está conosco e continua caminhando conosco”.

Torturas e assassinatos

Illyong falou ainda sobre refugiados cristãos na China que foram enviados de volta à Coreia do Norte no ano passado para repatriação.

Segundo disse, cerca de 600 norte-coreanos que moravam na China foram repatriados à força para a Coreia do Norte, numa medida surpresa do governo chinês no final do ano passado.

“Consideramos lamentável que a China, membro do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, simpatizasse com as ações assassinas do regime norte-coreano”, declarou, dizendo ainda que ouviu que eles serão interrogados para contar, à força, sobre as 1.000 pessoas restantes que ainda não foram repatriadas para a Coreia do Norte.

“Sem dúvida que serão torturados nos campos e alguns serão executados. Nunca devemos considerar este fato levianamente. O regime norte-coreano continua cometendo atos equivalentes ao genocídio contra o seu próprio povo, e o governo chinês está fechando os olhos a isto e apoiando isso tacitamente”.

Ele diz que sente muito pelos norte-coreanos que foram repatriados à força para a Coreia do Norte, mas que, acredita que Deus está fazendo Sua obra por meio desse incidente.

“Entre as 600 pessoas que foram repatriadas à força para a Coreia do Norte, deve haver pessoas que acreditam em Jesus. Eles espalharão o Evangelho onde quer que vão. Assim como a irmã Kim, que trabalha comigo, evangelizou oito pessoas enquanto estava numa prisão norte-coreana devido à repatriação forçada”.

Trabalho missionário

Illyong fala sobre sua vida atual, dizendo que seu plano original era estudar no exterior, nos EUA, para obter o título de doutor no primeiro semestre deste ano. No entanto, neste momento seu desejo maior é trabalhar para o povo norte-coreano.

“Por isso decidi suspender o meu doutorado e trabalhar para missões norte-coreanas. Atualmente, estamos trabalhando para formar uma organização para conduzir o trabalho missionário na Coreia do Norte de forma mais sistemática na Coreia do Sul.”

Ele falou ainda que desertores norte-coreanos, como ele, são os que desempenham o papel de comunicação entre eles.

“Agora podemos espalhar o Evangelho na Coreia do Norte através dos desertores norte-coreanos. … Sonhamos com uma península coreana onde Jesus seja o único rei. Então, o que fazemos é chamado de movimento ‘Um rei, uma Coreia’”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Christian Concern

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