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Corte Europeia de Direitos Humanos permite a proibição de “símbolos religiosos visíveis” nas salas de aula

Sala de aula com cruz (Foto: Reprodução)
Sala de aula com cruz (Foto: Reprodução)

As escolas têm o direito de pedir aos alunos que não usem símbolos religiosos visíveis na escola, afirmou a Corte Europeia de Direitos Humanos (ECHR).

Um centro educacional não está restringindo a liberdade religiosa dos alunos quando decide proibir todos os símbolos religiosos “sem distinção” entre as religiões. Em outras palavras, os alunos podem ser solicitados a deixar qualquer expressão visível de sua fé em casa.

Nessa “decisão final” de 16 de maio de 2024, uma câmara de sete juízes da CEDH rejeita o recurso de três estudantes muçulmanos da Bélgica que haviam perdido o processo judicial em nível nacional. Eles argumentaram que a proibição de usar “símbolos religiosos visíveis durante as atividades de ensino” introduzida em sua escola “violava seu direito ao respeito pela vida privada, seu direito à liberdade de manifestar sua religião ou crença, seu direito à liberdade de expressão e seu direito à educação”.

O fato de não poderem usar o lenço islâmico colidiu com o Artigo 9 da Convenção Europeia de Direitos Humanos, afirmaram as famílias muçulmanas.

Mas a Corte Europeia rejeitou o caso dizendo que a reclamação era “mal fundamentada”.

A única condição para a proibição de símbolos religiosos visíveis na sala de aula deve ser que eles sejam aplicados com “proporção” e deixando de fora as horas de Educação Religiosa.

Proibição para proteger a “neutralidade”

Não permitir o uso de símbolos religiosos pode ser justificado pelo princípio da “neutralidade”, diz a CEDH, especialmente em contextos em que se identifica a necessidade de “proteger os alunos de qualquer forma de pressão social e proselitismo”.

A rede de escolas públicas na região flamenga da Bélgica que implementou a proibição de símbolos religiosos na escola disse que o fez para reduzir a pressão sobre as meninas de origem árabe que não queriam usar véu.

A Corte Europeia conclui dizendo que “o conceito de neutralidade no sistema educacional da Comunidade, entendido como a proibição, de modo geral, do uso pelos alunos de símbolos visíveis de suas crenças, não contrariava, por si só, o artigo 9 da Convenção e os valores a ela subjacentes”.

A decisão poderá agora ser seguida por outros sistemas educacionais na Europa.

A CEDH é o tribunal do Conselho da Europa, uma organização internacional formada por 46 países europeus. O Conselho da Europa não deve ser confundido com a União Europeia, que tem seu próprio poder judiciário, a Corte Europeia de Justiça.

Folha Gospel como informações de Evangelical Focus

Ministério Público pede afastamento de pastor suspeito de desvio em entidade da Assembleia de Deus no MA

Pastor Cavalcante, ex-deputado e presidente da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão (Foto: Arquivo pessoal)
Pastor Cavalcante, ex-deputado e presidente da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão (Foto: Arquivo pessoal)

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) solicitou o afastamento do ex-deputado estadual, José Alves Cavalcante, conhecido como ‘Pastor Cavalcante’ e outras seis pessoas, por suspeita de desvios na gerência da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Seta no Sul do Maranhão (Comadesma).

A solicitação foi feita pela 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Ordens Tributária e Econômica e Saúde, à 1ª Vara Criminal de Açailândia. As medidas, requeridas pelo promotor Denys Lima Rêgo, são consequência da operação Damnare Aviritia, que investiga fraudes na administração de recursos da igreja e um suposto esquema de ‘rachadinha’, que é quando um parlamentar recebe parte do salário de assessores ou servidores indicados por ele próprio.

As ‘rachadinhas’ teriam acontecido quando ele era deputado estadual, entre 2019 e 2022, e ele recebia parte do salário dos assessores (familiares e funcionários de sua confiança) empregados no seu gabinete na Assembleia Legislativa, segundo o Ministério Público.

Além do ex-deputado, o Ministério Público pediu o afastamento das funções dentro da gerência de Jefte Lima Cavalcante (filho do pastor Cavalcante), José Felix Costa Junior, José Genário Pereira de Brito (pastor), Jerfson Lima Cavalcante, Idequel da Silva Sodré e José Vagnaldo Oliveira Carvalho.

Pastor Cavalcante é presidente da Comadesma. De acordo com o Ministério Público, foram constatadas movimentações atípicas nas contas dos investigados, além de indícios de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e apropriação indébita de valores que pertencem às igrejas evangélicas.

As investigações apontam que, nos últimos três anos, houve uma movimentação de R$ 27 milhões nas contas do ex-deputado, do seu filho e outra pessoa envolvida no esquema. O valor é diferente dos R$ 2,85 milhões declarados pelo Pastor Cavalcante à Justiça Eleitoral, o que chamou atenção do Ministério Público.

Além disso, documentos comprovam que a família Cavalcante possui mais de 27 propriedades em seu nome, incluindo terrenos em Açailândia e fazendas compradas em 2024, no valor de R$ 8 milhões.

O Ministério Público afirma que, entre os gastos feitos pelo pastor Cavalcante, estão transferências feitas diretamente para pastores próximos, compras de propriedades, de materiais de construção vidro e combustível. Em novembro de 2022, mês posterior às eleições, foram gastos mais de R$ 328 mil.

Ainda segundo as investigações da Promotoria de Açailândia, os envolvidos recebiam grandes quantidades de dinheiro em espécie para realizar depósitos com ou sem identificação. Uma movimentação de cerca de R$ 4 milhões teria acontecido em apenas dois anos.

Com informações de Marrapá e G1

SBT é condenado por não dar prêmio a cantora gospel no programa da Eliana

Apresentadora Eliana (Imagem: Reprodução/SBT)
Apresentadora Eliana (Imagem: Reprodução/SBT)

O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) foi condenado a pagar uma indenização de R$ 342 mil à Vania de Souza, vencedora de um concurso realizado no programa Eliana em 2011. A decisão foi tomada pelo juiz Rodrigo Medina, após Vania processar a emissora por não ter recebido o prêmio prometido na atração “Tem um Cantor Gospel Lá em Casa“.

Em 2011, Vania de Souza participou e venceu o quadro “Tem um Cantor Gospel Lá em Casa” no programa da Eliana. O prêmio incluía a gravação de um CD e R$ 5 mil em dinheiro. No entanto, passados treze anos, Vania alega que nunca recebeu o prêmio, o que a levou a buscar reparação judicial. Além do SBT, a empresa Support Congressos, responsável pela organização do concurso, também foi processada.

Vania de Souza, que era vendedora à época, descreveu sua vitória no concurso como a “realização de um sonho”. Contando com a premiação, ela decidiu deixar seu emprego na esperança de iniciar uma carreira musical. No entanto, a não entrega do prêmio transformou seu sonho em uma grande frustração, o que a motivou a buscar justiça.

Decisão Judicial
Após analisar o caso, o juiz Rodrigo Medina deu ganho de causa a Vania de Souza, determinando que o SBT e a Support Congressos paguem a indenização de R$ 342 mil. A decisão judicial levou em consideração o impacto negativo que a não entrega do prêmio teve na vida de Vania, além do descumprimento das promessas feitas publicamente pela emissora e seus parceiros.

Fonte: Fuxico Gospel

Direito Nosso: Não Existe Lei do Crime de ‘Blasfêmia’ no Brasil

1º Simpósio Direito e Religião, OAB-Duque de Caxias,RJ (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)
1º Simpósio Direito e Religião, OAB-Duque de Caxias,RJ (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)

Compartilha-se que a Associação Batista Caxiense (ABC) realizou o 1º Simpósio de Direito e Religião, sob a Coordenação Executiva do Pr. Carlos Alberto dos Santos, e, Liderança do Dr. Wagner Botelho de Souza, Presidente da 2ª Subseção da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil-Duque de Caxias/RJ, Que Também Contou com a Presença do Diácono Dr. Daniel Eugênio, Presidente dos ‘Batistas Caxienses’, do Pr. Dr. Ezequiel Rodrigues, e, do Pr. Dr. Aiton Bezerra, Respectivamente, Presidente e Membro da Comissão de Direito Religioso da OAB-DC/RJ, (Click Fotográfico).

Foi Abordado o Tema: ‘Estatutos das Organizações Religiosas’, Tendo como Palestrante o Dr. Gilberto Garcia, Mestre em Direito, Professor Universitário, Especialista em Direito Religioso, Autor de Obras Jurídico-Eclesiásticas, Presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa do IAB/Nacional (Instituto dos Advogados Brasileiros), Membro da Comissão de Juristas Inter-religiosos pelo Diálogo e pela Paz, Membro da Comissão Especial de Advogados Cristãos-OAB/RJ, Colunista do Portal FolhaGospel.Com, e, Editor do Site: www.direitonosso.com.br

Enfocou-se os Principais Tópicos: Igreja – Pessoa Jurídica de Direito Privado. Estruturação e Formatos de Governos Eclesiásticos; Direitos e Deveres dos Membros da Igreja; Cuidados Bíblicos e Constitucionais na Exclusão de Associados-Eclesiásticos, e,Responsabilização Legal dos Diretores-Administradores, e, ainda, Colocados à Disposição dos Presentes Alguns Livros do Palestrante: ‘ONovo Código Civil e as Igrejas’, ‘O Direito Nosso de Cada Dia’, e, ‘Novo Direito Associativo’, ‘Direito e Cristianismo’ v1 e v2, Além do DVD: ‘Implicações Tributárias das Igrejas’.

Leia a íntegra do artigo do Dr. Gilberto Garcia clicando aqui.

Fernanda Brum celebra 30 anos de ministério

Cantora Fernanda Brum durante gravação de DVD dos 30 anos na África. (Foto: Divulgação)
Cantora Fernanda Brum durante gravação de DVD dos 30 anos na África. (Foto: Divulgação)

Simples, carismática e dona de uma bela voz grave que exprime um estilo próprio e muita personalidade, a cantora e compositora Fernanda Brum vendeu, ao longo de 30 anos de ministério, milhares de CDs e DVDs de adoração, pop e até rock e, dos anos 90 pra cá, transformou-se em um dos principais nomes da música gospel.

Enquanto o pai dela ensaiava o coral da igreja, a pequenina atentamente assistia a tudo e tentava fazer igual. Fernanda, criada em Irajá, um subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), batizada pelo Espírito Santo aos quatro anos de idade, aos cinco já mostrava talento com a voz.

A cantora se rendeu ao amor de Jesus ainda na adolescência, após um período afastada da igreja, antes de encontrar sua vocação. Durante um show gospel, ela voltou para Jesus e começou a colocar em prática o chamado de Deus. Então, aos 17 anos de idade, começou a realmente cantar e dar o pontapé inicial na carreira.

“Exatamente quando eu me converti, eu vi que não dava para separar as duas coisas, eu percebi que tudo o que eu fazia musicalmente e artisticamente era ministerial, e era uma missão também. Então, foi nessa hora que eu tive o estalo e uma mudança para ministrar, ser ministra do Evangelho, como eu sou hoje”, afirma.

Nesse ínterim, ela nutria o seu amor missionário pela África. “Eu não tinha a menor ideia do que Deus iria fazer comigo, mas eu tinha uma certeza: eu precisava levar o amor de Deus a todos os povos, tribos, línguas e nações, e foi através da música que Deus me fez chegar aonde eu não pude ir pessoalmente”, continua.

Em 30 anos de uma vida dedicada à evangelização pela música, Fernanda reúne momentos marcantes na carreira, traduzidos em quatro indicações ao Grammy Latino – vencendo em duas oportunidades na categoria “Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa”-, além de 17 discos de ouro, 9 de platina, 4 de platina duplo, 2 de platina triplo, 5 DVDs de ouro e 1 de platina.

“Um dos momentos mais emocionantes da minha carreira e ministério aconteceu quando eu estava lançando o CD ‘Meu Bem Maior’ e uma mulher largou as muletas e começou a dançar no meio da canção A Tua Glória”, ela lembra.

Família e missões

Fernanda é pastora ao lado do esposo, Emerson Pinheiro, no Ministério Profetizando às Nações, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Eles são pais de Isaac e Laura. Nos últimos anos, o casal tem se preocupado em despertar no Brasil o amor e o clamor pelos povos não alcançados e pelos irmãos que sofrem em locais onde a pregação do Evangelho é proibida.

Para celebrar a marca de 30 anos de ministério, Fernanda reuniu em um álbum 14 releituras musicais de sucessos que marcaram sua trajetória. O início do trabalho se deu com o lançamento da versão de Orai Por Todas As Crianças, seguida da releitura de Redenção e Eu Vou, entre outras. A canção Não É Tarde traz a participação da cantora gospel Eyshila, amiga que integrou com Fernanda o grupo Voices, nos anos 90.

“Algumas pessoas querem saber por que eu escolhi certas canções para celebrar os 30 anos de ministério. Há muitas canções para serem escolhidas, elas não caberiam em um projeto único. Mas Não É Tarde é muito especial, porque foi uma canção que eu gravei assim que eu tive a Laura. Assim que eu recebi o milagre de ser mãe mais uma vez. É uma canção que fala que não é tarde para sonhar com a gestação, com o sonho de ser curado, com o sonho de ser transformado… não é tarde porque a esperança está nos nossos corações”, afirma a pastora.

O projeto comemorativo chama-se “30 anos: África” e foi gravado inteiramente na ONG Baluarte, localizada em Luanda, capital de Angola, local que tem forte relação com a história da cantora como missionária. “Minha missão com esse projeto é levar ao maior número de pessoas a palavra de Deus cantada, transformar corações, levar acalento, mostrar a África que eu conheci. É alcançar e conscientizar mais pessoas sobre a realidade e as necessidades do continente em relação aos órfãos de guerra. Escolhi, respirei fundo, sonhei e comecei um movimento para levantar fundos para a gravação. Com 30 anos de carreira, precisava significar algo que marcasse os próximos 50 anos. E a África, para mim, é um continente a ser alcançado”, revela.

A produção musical ficou a cargo do esposo, Emerson Pinheiro, e a produção audiovisual é de Alex Passos, que reuniu minidocumentários mostrando os bastidores da viagem e contando histórias de Fernanda como missionária, junto com testemunhos das pessoas envolvidas.

“Em 30 anos, eu amadureci e sobrevivi a muitos vendavais. Eu gostaria de deixar uma mensagem a quem está começando: não tem que ser uma carreira, precisa ser um ministério. Carreira passa, ministério nunca acaba”, finaliza Fernanda.

Assista Eu Vou (África) – Fernanda Brum 

Fonte: Comunhão

Igreja é destruída por multidão de extremistas na Índia

Igreja destruída na Índia
Igreja destruída na Índia

Em países onde há perseguição, como a Índia, qualquer situação pode ser usada como pretexto para atacar os cristãos. Em Telangana, um problema de alargamento de estradas gerou a destruição de uma igreja e a agressão aos seguidores de Jesus.

Em fevereiro de 2024, alguns vizinhos invadiram a igreja e provocaram uma discussão com os 30 cristãos presentes, por causa do alargamento da via pública. O desejo dos vizinhos por uma ampliação surgiu assim que começou a reconstrução da igreja. Para expandir a rua, os responsáveis invadiram quase dois metros da propriedade da igreja.

Multidão furiosa

A discussão entre os cristãos e os vizinhos ficou acalorada e uma multidão de 200 pessoas armadas de paus e pedras invadiu a igreja e destruiu tudo. Além disso, agrediram os cristãos fisicamente: até crianças e mulheres sofreram ferimentos, e alguns homens precisaram levar de dez a 18 pontos. “Foi muito doloroso ver a situação deles”, testemunha Nitish*, um cristão local.

De acordo com Nitish, os cristãos ficaram assustados porque são humildes e não esperavam um ataque dessa magnitude. Ele acredita que o ataque foi influenciado por extremistas hindus que procuravam um motivo para agir com violência contra os cristãos.

Em resposta ao ataque, a polícia prendeu cinco cristãos e alguns dos perseguidores, que acusaram os seguidores de Jesus de tentativa de homicídio. “Os cristãos presos ficaram aterrorizados e foram obrigados a assinar alguns documentos em favor dos agressores. Assim, eles obtiveram fiança e foram libertos da prisão imediatamente, enquanto os cristãos foram soltos sob fiança alguns dias depois”, explica.

A consequência do ataque

Além do prejuízo material, os cristãos ficaram amedrontados após os ataques. Alguns mudaram com suas famílias para outras comunidades e outros temem voltar à igreja. “No domingo passado, quando fui ao culto, pude ver apenas algumas mulheres na igreja. Não havia um único homem, pois estavam apavorados com a situação”, revela Nitish.

De acordo com a parceira local da Portas Abertas, Priya Sharma*, os ataques às igrejas são um problema comum e crescente na Índia. “Igrejas estão sendo atacadas, vandalizadas, destruídas e fechadas. Elas são rotuladas como locais de conversão forçada ou de construções ilegais. Em anos anteriores, centenas de igrejas foram fechadas e os cristãos têm dificuldade em reunir-se e adorar livremente”, afirma.

Mesmo na perseguição, Nitish sentiu-se acolhido pelos parceiros locais e agradece: “Estou muito feliz em conhecer pessoas como vocês. Sinto-me encorajado por saber que o povo de Deus está aqui para nos apoiar nesta crise. É graças as suas orações que podemos lidar com essa situação agora. Por favor, continuem a orar por nós”.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

ONG de Franklin Graham envia 2º avião para ajudar Rio Grande do Sul

Avião de carga 757 da Samaritan's Purse (Foto: Samaritan's Purse)
Avião de carga 757 da Samaritan's Purse (Foto: Samaritan's Purse)

A organização humanitária de Franklin Graham, Samaritan’s Purse, vai enviar seu segundo avião ao Rio Grande do Sul, para ajudar as vítimas da enchente histórica que devastou o estado.

A aeronave de carga DC-8 partiu dos Estados Unidos no domingo (12) com destino ao RS, transportando lonas de abrigo e suprimentos de socorro. À bordo, também está uma Equipe de Resposta a Desastres da missão que vai atuar em campo.

“Por favor, continuem a orar por todos aqueles cujas vidas foram devastadas por estas inundações, uma vez que chuvas ainda mais fortes estão a caminho”, pediu o evangelista Franklin Graham.

No sábado (11), a Samaritan’s Purse enviou seu primeiro avião, o Boeing 757, levando sistemas de filtragem de água para uso individual, kits de higiene, luzes solares e outros itens emergenciais para socorrer os gaúchos afetados.

A missão também vai fornecer dez sistemas comunitários de filtragem de água, cada um tem a capacidade de prover água potável para até 10.000 pessoas por dia.

Uma outra Equipe de Resposta de Assistência a Desastres, especializada em servir em tragédias no mundo todo, já está em Porto Alegre, preparando uma ação humanitária, em parceria com as autoridades e uma rede de igrejas locais.

Equipe da ONG Samaritan's Purse durante momento de oração (Foto: Samaritan's Purse)
Equipe da ONG Samaritan’s Purse durante momento de oração (Foto: Samaritan’s Purse)

Tragédia no RS

Segundo o último boletim da Defesa Civil , 149 pessoas morreram, 806 ficaram feridas e 112 moradores ainda estão desaparecidos devido às inundações, conforme o G1.

Mais de 600 mil gaúchos estão desabrigados em 435 cidades atingidas. No total, mais de 1,9 milhão de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas. A população ainda enfrenta a falta de água, energia elétrica, alimentos e sinal de internet.

Igrejas de todo o Brasil estão enviando caminhões com doações para o Rio Grande do Sul. Em uma onda de generosidade e compaixão, toneladas de donativos estão chegando às cidades atingidas para socorrer os gaúchos afetados pelas enchentes.

Veja como ajudar

Em meio a um cenário de guerra, igrejas e organizações cristãs estão na linha de frente, abrigando famílias desabrigadas nos próprios templos, distribuindo refeições e realizando arrecadações.

As denominações que estão ajudando são:

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sosilhaspoa@gmail.com

𝗕𝗿𝗮𝘀𝗮 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sosrs@brasachurch.com

𝗟𝗮𝗴𝗼𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲 𝗜𝗽𝗶𝗿𝗮𝗻𝗴𝗮
PIX: tesouraria@lagoinhaipiranga.org

𝗕𝗼𝗹𝗮 𝗱𝗲 𝗡𝗲𝘃𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sos.rs@boladeneve.com

𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗠𝗼𝗻𝘁’𝘀𝗲𝗿𝗿𝗮𝘁 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: doar@institutomontserrat.org

𝗣𝗮𝘇 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: igrejapazpoa@gmail.com

𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗩𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗥𝗲𝘀𝘁𝗮𝘂𝗿𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: 384466550001-60

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗚𝘂𝗮í𝗯𝗮
PIX: adguaiba@yahoo.com

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗻𝗼𝗮𝘀
PIX para doações é: 90092305000163 (Colocar o descritivo Enchentes Doação).

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗷𝗲𝗮𝗱𝗼
PIX: ieadlajeado@hotmail.com

𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁é𝗿𝗶𝗼 𝗘𝗻𝗴𝗲𝗹 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮
PIX: 94445319000174

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹
PIX: 51 996 386 617 (Banco Sicredi)

𝗖𝗼𝗻𝘃𝗲𝗻çã𝗼 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹
PIX 92.986.256/0001-38 (Junta de Administração e Missões da Convenção Batista do Rio Grande do Sul). Acrescente 0,01 centavo para identificar o destino da doação.

𝗔𝗗𝗥𝗔 – 𝗔𝗴ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗔𝗱𝘃𝗲𝗻𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘀𝗲𝗻𝘃𝗼𝗹𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲 𝗥𝗲𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼𝘀 𝗔𝘀𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀
PIX: sos@adra.org.br

𝗭𝗶𝗼𝗻 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵
PIX: zionemacao@zionchurch.org.br

𝗩𝗶𝘀ã𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹
PIX: sos@visaomundial.org

Fonte: Guia-me com informações de Samaritan’s Purse

Igrejas de todo Brasil enviam caminhões com toneladas de doações ao RS

Caminhões com toneladas de roupas, alimentos e água foram doados às vítimas das enchentes no RS. (Foto: Instagram/Carreta Missionária/Instagram/Família JesusCopy).
Caminhões com toneladas de roupas, alimentos e água foram doados às vítimas das enchentes no RS. (Foto: Instagram/Carreta Missionária/Instagram/Família JesusCopy).

Igrejas de todo o Brasil estão enviando caminhões com doações para o Rio Grande do Sul. Em uma onda de generosidade e compaixão, toneladas de donativos estão chegando às cidades atingidas para socorrer os gaúchos afetados pelas enchentes.

A igreja Família JesusCopy, em Bragança Paulista (SP), já enviou quatro carretas para o RS, nos últimos dias. No total, foram mais de 200 toneladas de roupas, alimentos, água, remédios e material médico para ajudar seis cidades: Igrejinha, Alvorada, Lageado, Viamão, Guaíba e Três Coroas.

A primeira fase de auxílio vai ocorrer até esta terça-feira (14) e o ministério vai continuar atuando na ajuda humanitária ao Rio Grande do Sul, de acordo com o pastor Douglas Gonçalves.

“Alcançamos a marca de 200 toneladas de envio para o Rio Grande do Sul, além dos aviões com medicamentos. Queremos agradecer a todos os envolvidos, a nossa cidade, diversas igrejas em Bragança se envolveram nesta causa tão importante”, afirmou Douglas, em vídeo no Instagram.

A Convenção Batista Brasileira (CBB) enviou seu caminhão missionário ao RS para auxiliar em meio a tragédia. O veículo chegou em Canoas, uma das cidades mais atingidas, na última sexta-feira (10).

“Deus nos deu o privilégio de servir, entregando alimentos, realizando atendimentos na área da saúde, pregando o Evangelho e orando com muitas pessoas que perderam tudo com as fortes chuvas que atingiram o estado”, relatou a missão, em postagem no Instagram.

Além de distribuir doações de itens emergenciais, a equipe do veículo missionário oferece atendimento psicológico, cuidados médicos e apoio espiritual.

A Convenção Geral da Assembleia de Deus do Brasil (CGADB) enviou caminhões repletos de recursos para o estado gaúcho. Foram doadas cestas básicas, roupas e água mineral para os moradores desabrigados.

A Igreja Adventista de Santa Catarina (SC) também se engajou na campanha de ajuda e enviou nove caminhões e uma carreta com doações.

Os veículos pertencem a voluntários que se ofereceram para ajudar e levaram cerca de 150 toneladas de donativos, incluindo materiais de higiene e limpeza, alimentos e roupa de frio.

“Em alguns pontos as águas já baixaram e a limpeza começou. É muita lama e sujeira. Um trabalho cansativo e que precisa de produtos de limpeza pesada. Além disso, essa semana tem previsão de temperaturas baixas, por isso, é necessário roupas de frio”, explicou o pastor João Nicolau, líder da Ação Solidária Adventista na região central e sul de Santa Catarina.

O pastor Paulo Lopes, presidente da Igreja Adventista na Associação Catarinense, afirmou que os membros estão mobilizados para levar auxílio ao estado devastado pelas cheias.

“Estamos correndo aqui para ajudar o nosso próximo. Esse fim de semana fizemos plantão no sábado e domingo para receber donativos e as doações não pararam de chegar. Essa semana mais caminhões irão para o Rio Grande do Sul”, disse o pastor.

Tragédia no RS

Segundo o último boletim da Defesa Civil divulgado no domingo (12), 145 pessoas morreram, 806 ficaram feridas e 132 moradores ainda estão desaparecidos devido às inundações, conforme o G1.

Mais de 600 mil gaúchos estão desabrigados em 435 cidades atingidas. No total, mais de 1,9 milhão de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas. A população ainda enfrenta a falta de água, energia elétrica, alimentos e sinal de internet.

Veja como ajudar

Em meio a um cenário de guerra, igrejas e organizações cristãs estão na linha de frente, abrigando famílias desabrigadas nos próprios templos, distribuindo refeições e realizando arrecadações.

As denominações que estão ajudando são:

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sosilhaspoa@gmail.com

𝗕𝗿𝗮𝘀𝗮 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sosrs@brasachurch.com

𝗟𝗮𝗴𝗼𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲 𝗜𝗽𝗶𝗿𝗮𝗻𝗴𝗮
PIX: tesouraria@lagoinhaipiranga.org

𝗕𝗼𝗹𝗮 𝗱𝗲 𝗡𝗲𝘃𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sos.rs@boladeneve.com

𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗠𝗼𝗻𝘁’𝘀𝗲𝗿𝗿𝗮𝘁 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: doar@institutomontserrat.org

𝗣𝗮𝘇 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: igrejapazpoa@gmail.com

𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗩𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗥𝗲𝘀𝘁𝗮𝘂𝗿𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: 384466550001-60

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗚𝘂𝗮í𝗯𝗮
PIX: adguaiba@yahoo.com

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗻𝗼𝗮𝘀
PIX para doações é: 90092305000163 (Colocar o descritivo Enchentes Doação).

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗷𝗲𝗮𝗱𝗼
PIX: ieadlajeado@hotmail.com

𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁é𝗿𝗶𝗼 𝗘𝗻𝗴𝗲𝗹 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮
PIX: 94445319000174

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹
PIX: 51 996 386 617 (Banco Sicredi)

𝗖𝗼𝗻𝘃𝗲𝗻çã𝗼 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹
PIX 92.986.256/0001-38 (Junta de Administração e Missões da Convenção Batista do Rio Grande do Sul). Acrescente 0,01 centavo para identificar o destino da doação.

𝗔𝗗𝗥𝗔 – 𝗔𝗴ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗔𝗱𝘃𝗲𝗻𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘀𝗲𝗻𝘃𝗼𝗹𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲 𝗥𝗲𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼𝘀 𝗔𝘀𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀
PIX: sos@adra.org.br

𝗭𝗶𝗼𝗻 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵
PIX: zionemacao@zionchurch.org.br

𝗩𝗶𝘀ã𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹
PIX: sos@visaomundial.org

Fonte: Guia-me com informações de Notícias Adventistas e CPAD News

Visão Mundial vai investir US$ 8 milhões para ajudar as vítimas das enchentes no RS

Kit da Visão Mundial para as crianças no Rio Grande do Sul (Foto: Visão Mundial)
Kit da Visão Mundial para as crianças no Rio Grande do Sul (Foto: Visão Mundial)

A organização humanitária ONG Visão Mundial, que atua no Brasil há 48 anos e está presente em cerca de 100 países, atualizou o cenário de Resposta Nacional a Emergências para CAT II, devido à crise emergencial no Rio Grande do Sul. A ONG está se mobilizando junto a doações e setores privados para investir US$ 8 milhões a resposta de socorro, a fim de apoiar 70 mil famílias e 200 mil crianças com apoio psicossocial além de cestas básicas, água potável, colchões, kits de ternura – voltados exclusivamente para crianças, artigos de cama, kits de higiene e limpeza pessoal e familiar, entre outros itens para reconstruir e reabilitar suas vidas, como mobiliário doméstico, eletrodomésticos e auxílio de renda para satisfazer necessidades urgentes, como a compra de medicamentos para os próximos meses.

De acordo com a Defesa Civil, da população de 10,8 milhões de habitantes do Rio Grande do Sul, 1.443.950 pessoas estão sendo impactadas pelas fortes chuvas e suas consequências — 13% da população do Estado —, incluindo pessoas que estão abrigadas fora de casa e desalojadas. Nesse cenário, a ONG também estará presente, com a implementação de dois Espaços Seguros para as crianças e adolescentes que estão sofrendo na região, a fim de apoiar-lhes com proteção e salvaguarda.

Segundo o Conselho Tutelar, apenas no município de Canoas, 104 crianças estão separadas de suas famílias. “As crianças, um dos grupos mais vulneráveis em meio a crises, muitas vezes não têm a menor noção da magnitude dos eventos que estão vivenciando. Elas se encontram desprovidas de suas bases mais fundamentais – casa, família, amigos – e estão sob um impacto psicológico devastador que, sem a intervenção adequada, pode deixar cicatrizes duradouras”, afirma Thiago Crucciti, Diretor da ONG Visão Mundial Brasil. 

A ONG também está atuando com foco em auxiliar o psicológico das crianças. “Nossa missão prioritária é atender a essas necessidades urgentes, focando especialmente nas crianças cuja saúde mental está profundamente comprometida. Por isso, estamos mobilizados na distribuição de mais de 15 mil kits de ternura, que são projetados para oferecer atividades que ajudam a ocupar suas mentes e corações durante estes tempos turbulentos. Cada kit representa um passo em direção à recuperação e à normalidade, algo essencial para que essas crianças possam começar a curar as feridas invisíveis que carregam”, conclui Crucciti.

A Visão Mundial está recebendo doações do setor privado por meio do e-mail parcerias@wvi.org e de pessoas físicas via pix: sos@visaomundial.org. 

Sobre a Visão Mundial

A Visão Mundial é uma organização humanitária que atua no Brasil há 48 anos. Presente em mais de 100 países, a organização trabalha para promover o desenvolvimento sustentável das comunidades, com foco na proteção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes. A Visão Mundial atua em parceria com famílias, comunidades, governos e outras organizações para criar um ambiente seguro e saudável para que as crianças possam crescer, aprender e se desenvolver.

Mais de 6.000 refugiados são deslocado e 65 igrejas destruídas em Gana

Casas e igrejas foram demolidas num campo de refugiados em Gana. (Sociedade Internacional para os Direitos Humanos)
Casas e igrejas foram demolidas num campo de refugiados em Gana. (Sociedade Internacional para os Direitos Humanos)

Centenas de pessoas que fugiram da Libéria e vivem no Gana, país na África, ficaram na miséria após a demolição de uma parte de um campo de refugiados a 45 quilômetros da capital do país, Acra.

Há 35 anos, o campo de refugiados de Buduburam é o lar de milhares de liberianos que saíram do país para escapar de duas guerras civis entre 1989 e 2003.

Em 2006, a ONU decidiu que os refugiados poderiam voltar para suas casas em segurança. No entanto, muitos liberianos que vivem no Gana dizem que não têm qualquer ligação ou relações com o seu país de origem e preferem continuar no local.

O presidente da Liderança Comunitária da Libéria, Dennis Yoko Gwion, relatou que em 2010, a recomendação da ONU para uma opção de integração de refugiados na sociedade ganense não funcionou como planejado devido ao que ele chamou como restrições do governo.

“O Conselho de Refugiados do Gana nos deu passaportes liberianos com autorizações de residência que nos impediram de trabalhar e fazer negócios. Nos foi prometido que seria fornecido alojamento e que seríamos transferidos de Buduburam, mas o Conselho de Refugiados nos manteve aqui durante todo este tempo”, disse Gwion ao Christian Daily International.

Gwion informou que 6.168 indivíduos registados foram deslocados em consequência das demolições, que também incluíram a destruição e saque de 65 igrejas.

“A maioria das pessoas opta involuntariamente por voltar para casa porque não têm onde ficar. As pessoas vivem em edifícios escolares congestionados, sem comida, água e saneamento precário”, contou ele.

Os refugiados, que têm acampado em escolas próximas após a demolição, correm o risco de serem obrigados a morar nas ruas, pois as autoridades informaram que eles devem desocupar as escolas.

‘Situação terrível’

De acordo com o Christian Daily International, a demolição aconteceu apesar da garantia do presidente do Conselho de Refugiados do Gana, professor Kenneth Agyemang Attafuah, que disse em comentários no ACNUR em Genebra em 2022 que o desmantelamento do campo de refugiados será conduzido “de forma segura, humana e eficiente, consistente com o direito nacional e internacional e com as obrigações de direitos humanos do Gana”.

Tetteh Padie, secretária executiva do Conselho para os Refugiados do Gana, foi citada no mês passado como tendo dito que cerca de 600 pessoas foram afetadas pelas demolições, incluindo liberianos e ganenses.

“Buduburam não é mais um campo de refugiados. Temos várias pessoas morando lá que não são refugiados. Na verdade, a maioria das pessoas que lá vivem não são refugiados, incluindo os liberianos. Desde a demolição, fizemos algumas contagens e até agora 268 pessoas refugiadas se declararam afetadas”, disse Padie.

“O conselho está tomando providências para que 231 refugiados documentados sejam transferidos para outro campo na Região Oeste com a ajuda do ACNUR”, acrescentou.

Porém, Gwion contestou o relato do conselho de refugiados, compartilhando fotos e vídeos de pessoas deslocadas que, segundo ele, estariam dormindo nas ruas com pouco ou nenhum acesso a água e comida.

A Sociedade Internacional para os Direitos Humanos (SIDH), cuja liderança visitou recentemente o local, anunciou um webinar de emergência para destacar a situação dos refugiados e mobilizar ajuda necessária ao que a SIDH chama de “situação terrível”.

“À medida que a situação se deteriora, o coordenador do campo emitiu uma mensagem angustiante: ‘As nossas reservas alimentares estão se esgotando rapidamente e as condições médicas estão se agravando. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto os nossos semelhantes sofrem”, informou o SIDH num comunicado.

O secretário-geral do ISHR, Matthias Boehning, enfatizou a necessidade dos refugiados serem integrados na sociedade ganesa.

“O governo do Gana deve dar seguimento às suas palavras em Genebra com ações. O SIDH continuará a trabalhar para garantir que o destino das pessoas no campo de refugiados de Buduburam não seja esquecido e que sejam criadas soluções reais”, afirmou Boehning.

O presidente da Libéria, Joseph Nyuma Boakai, também falou sobre a demolição e alegou que o despejo dos refugiados estava ligado a uma disputa pela propriedade da terra.

“É entendimento do presidente que as atividades atuais estão a decorrer sob os auspícios do Conselho Tradicional Gomoa-Fetteh, que se acredita serem os proprietários das terras que acolhem o Acampamento Buduburam”, disse o presidente num comunicado publicado em suas redes sociais.

Por fim, Boakai instou o governo ganense a intervir e garantir que os refugiados que vivem no campo estejam “seguros, protegidos e tratados com humanidade”.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

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