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Relatório revela aumento da violência contra cristãos na Índia

Bandeira da Índia (Foto: Canva)
Bandeira da Índia (Foto: Canva)

O último relatório anual da Evangelical Fellowship of India (EFI) sobre liberdade religiosa soa um alarme assustador sobre a escalada da violência e a perseguição sistemática enfrentada pela comunidade cristã do país.

O relatório para 2023 documenta um número surpreendente de 601 incidentes de violência contra cristãos, marcando um aumento drástico de 45% em relação aos 413 casos do ano anterior.

“Apesar das proteções constitucionais e da longa tradição de diversidade religiosa da Índia, o aumento da retórica divisiva e da linguagem inflamatória, muitas vezes tolerada ou abordada de forma inadequada pelos canais oficiais, encorajou setores da sociedade a perpetrar atos de violência e discriminação contra minorias religiosas, particularmente os cristãos e muçulmanos”, disse o reverendo Vijayesh Lal, secretário-geral da EFI, que divulgou o relatório.

O relatório destaca regiões específicas onde a situação dos cristãos se deteriorou a níveis angustiantes. Uttar Pradesh surge como o ponto focal, registrando impressionantes 275 incidentes. “O estado também lidera prisões de pastores e crentes, muitas vezes sob alegações de conversões forçadas, apesar da falta de provas substanciais”, afirma o relatório.

Chhattisgarh surge como outro foco de violência direcionada, testemunhando 132 incidentes, refletindo uma tendência profundamente preocupante em vários estados.

Revelando a profundidade da perseguição, o relatório expõe a cruel negação dos direitos de sepultamento às famílias cristãs. A venerada tradição indiana de diversidade religiosa e as garantias constitucionais que salvaguardam os direitos das comunidades minoritárias enfrentam um desafio sem precedentes, de acordo com o Reverendo Vijayesh Lal, secretário-geral da EFI.

Nas suas observações ao divulgar um relatório crítico, Lal expressou sérias preocupações com a onda crescente de retórica divisiva e linguagem inflamatória que permeou os canais oficiais, encorajando certos setores da sociedade a perpetrar atos de violência e discriminação contra minorias religiosas, com cristãos e muçulmanos suportando o peso de tais ataques direcionados.

“A incapacidade de combater e abordar eficazmente a propagação do discurso de ódio e das narrativas divisivas criou um ambiente onde os elementos extremistas se sentem capacitados para violar os direitos fundamentais das minorias religiosas”, afirmou Lal, sublinhando a urgência de conter a onda de intolerância que ameaça corroer o secularismo e o pluralismo há muito acalentados na Índia.

O relatório também traz à luz a tendência alarmante de acusações forjadas contra os cristãos indianos. “A falsa alegação de conversões religiosas forçadas está sendo amplamente utilizada de forma indevida para atingir e assediar os cristãos na Índia. Mesmo em estados sem leis anticonversão específicas, os cristãos enfrentam assédio com base em meras alegações de conversões. contra e perseguem a comunidade minoritária cristã em todo o país”, disse Lal.

A questão das conversões religiosas tornou-se um campo de batalha controverso em toda a Índia, com um número crescente de estados a implementar leis rigorosas destinadas a restringir o proselitismo, refletindo a crescente influência dos sentimentos nacionalistas hindus.

Os estados que promulgaram tais leis são Odisha, Madhya Pradesh, Chhattisgarh, Gujarat, Jharkhand, Himachal Pradesh, Uttar Pradesh, Uttarakhand, Karnataka e Haryana.

A pressão por leis anticonversão tem sido particularmente forte nos estados governados pelo BJP, onde as tendências ideológicas do partido encontraram ressonância com a maioria hindu. Estas leis, que visam restringir as conversões religiosas através da coerção ou da sedução, foram criticadas por grupos de direitos humanos e minorias religiosas por violarem o direito fundamental à liberdade religiosa.

À medida que o debate sobre as conversões religiosas se intensifica, a implementação de leis anticonversão tornou-se um ponto de conflito político, com os partidos da oposição e os defensores dos direitos humanos a acusarem o BJP e os seus aliados de minar o tecido secular da Índia e de restringir os direitos constitucionais das minorias religiosas.

Corroborando as conclusões da EFI, o relatório recente do Fórum Cristão Unido (UCF), que abrange janeiro a março de 2024, documentou um número alarmante de 161 incidentes de violência contra cristãos, com Chhattisgarh e Uttar Pradesh emergindo como principais focos de conflito.

À medida que a Índia se aproxima das eleições gerais em 2024, o EFI emitiu um apelo urgente à ação. “A EFI apelou ao governo indiano e às administrações estaduais para que protejam as minorias religiosas e defendam o Estado de direito, especialmente em estados como Uttar Pradesh, Chhattisgarh, Haryana, Karnataka e Madhya Pradesh”, afirma o relatório.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Reforma do Código Civil pode mudar normas sobre casamento, família e união homossexual

Comissão de Juristas responsável pela revisão e atualização do Código Civil. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Comissão de Juristas responsável pela revisão e atualização do Código Civil. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A reforma do Código Civil brasileiro está em debate no Senado Federal e propõe mudanças de normas para as relações entre pessoas jurídicas e físicas. Entre elas estão a união homoafetiva, casamento, divórcio, família, doação de órgãos, reprodução assistida, barriga solidária, regras para inteligência artificial e até proteção a pets.

Durante esta semana, uma comissão de juristas debaterá o relatório final e um esboço de projeto para reformar o Código Civil, que foi estabelecido em 2002 e está em vigor desde 2003.

O colegiado foi estabelecido pelo presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em agosto de 2023. Desde então, foram quase sete meses de reuniões, audiências e debates sobre as alterações no código.

Sob a presidência do ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a comissão terá até 12 de abril para finalizar os trabalhos.

Em fevereiro, um relatório preliminar passou a ser construído, incluindo uma proposta para a minuta do projeto que será encaminhada a Pacheco.

O presidente da Casa poderá aceitar a proposta na íntegra ou parcialmente. Pacheco também terá a possibilidade de sugerir alterações no texto.

As principais mudanças discutidas até o momento englobam diversas áreas da vida civil.

União homoafetiva e famílias

Sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, a proposta remove menções a “homem e mulher”, nas referências a casal ou família no Código Civil, reconhecendo o casamento civil e a união estável para homossexuais.

Com essa alteração, o legislador pretende abrir caminho legal para as pessoas do mesmo sexo ao casamento civil, à união estável e à formação de família.

A prévia da proposta de reforma do Código Civil amplia a definição de família, passando a reconhecer aquelas formadas por vínculos conjugais e não conjugais, como grupos familiares compostos por irmãos para garantir direitos aos membros desses grupos familiares, como benefícios previdenciários.

O termo “Direito de Família” foi alterado para “Direito das Famílias”, em função da “pluralidade do conceito de família na Constituição e na jurisprudência”.

A terminologia “entidade familiar” foi adotada para abranger não apenas o casamento e a união estável, mas também outras formas de convívio familiar.

Foram estabelecidos deveres recíprocos de respeito, assistência e consideração mútua; cuidado, sustento e educação dos filhos; e compartilhamento igualitário dos encargos parentais e com animais de companhia, mesmo após separação.

O dever de fidelidade entre cônjuges e de lealdade entre conviventes foi removido, respeitando a autonomia de vontade dos parceiros.

O novo texto identifica como família:

  • Casal que tenha convívio estável, contínuo, duradouro e público;
  • Famílias formadas por mães ou pais solo;
  • E qualquer grupo que viva sob o mesmo teto com responsabilidades familiares.

Não há, no texto, reconhecimento e proteção jurídica para famílias paralelas – quando uma pessoa tem duas famílias – ou poliafetivas, quando há mais de dois parceiros na relação.

A proposta também prevê inserir na lei a possibilidade de reconhecimento de parentesco com base no afeto — a chamada socioafetividade —, sem que haja vínculo sanguíneo entre as pessoas.

Casamento civil

O texto elimina referências a gêneros e reconhecendo uniões entre “duas pessoas”, sem considerar o gênero ou a orientação sexual.

Também está prevista a introdução de um novo termo para se referir a pessoas unidas civilmente: os conviventes.

Além disso, a proposta menciona “sociedade convivencial” como resultado da união estável, o que não implica na criação de uma nova forma de família.

Atualmente, o texto do Código Civil diz que o casamento e a união estável são realizados entre “o homem e a mulher”.

A proposta inclui uma nova modalidade de divórcio ou dissolução de união estável, que poderá ser solicitada unilateralmente. Isso significa que mesmo sem consenso, apenas uma pessoa do casal poderá requerer a separação, sem a necessidade de uma ação judicial.

Atualmente, existem três tipos de divórcio: judicial, em caso de divergência; consensual; e extrajudicial, que pode ser realizado em cartórios com o consentimento do casal.

Conforme o texto proposto, para solicitar o divórcio unilateral, bastaria à pessoa ir ao cartório onde a união do casal foi registrada. Após o pedido, uma notificação seria enviada ao outro cônjuge ou convivente. Passados cinco dias, se a notificação não for atendida, o divórcio poderia ser efetivado, inclusive por edital.

O projeto preliminar também estipula que, em caso de separação, o ex-casal deverá dividir igualmente as despesas relacionadas aos filhos. Além disso, ambos devem compartilhar os custos relacionados aos animais de estimação que pertenciam ao ex-casal ou aos filhos e dependentes.

Reprodução assistida

A reprodução assistida é outro tema abordado na proposta de reforma do Código Civil. O texto atualmente em vigor não trata desse assunto.

A proposta em análise no Senado elimina qualquer discriminação contra pessoas nascidas por técnicas de reprodução assistida e estabelece regulamentação para essa prática.

Proíbe, por exemplo, o uso das técnicas reprodutivas para:

  • Criar seres humanos geneticamente modificados
  • Criar embriões para investigação científica
  • Criar embriões para escolha de sexo ou cor

O relatório preliminar esclarece que a comercialização de óvulos e espermatozoides será proibida. Além disso, prevê que não haverá vínculo de filiação entre o doador e a pessoa nascida a partir do material genético.

A doação é permitida apenas para maiores de 18 anos.

Barriga solidária

O relatório preliminar também regulamenta as barrigas solidárias, que não envolvem compensação financeira entre as partes. Atualmente, a prática é permitida por meio de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Conforme o texto, a doação temporária do útero para gestação deverá, preferencialmente, ocorrer de alguém com parentesco com os futuros pais.

A barriga solidária deverá ser formalizada em documento que deixe claro quem serão os pais da criança gerada.

Fonte: Guia-me com informações de G1 e Senado Federal

Pastores criticam post do MTST que associa Jesus a “bandido”

Publicação do MTST (Foto: MTST)
Publicação do MTST (Foto: MTST)

A postagem do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), na última Sexta-Feira Santa (29), em que mostrava um homem crucificado e a frase “Bandido bom é bandido morto”, gerou duras críticas por parte da liderança religiosa. Os pastores acharam a postagem ofensiva aos cristãos e totalmente desnecessária.

O pastor Jorge Linhares, presidente da Igreja Batista Getsêmani e do Conselho de Pastores do Estado de Minas Gerais (CPEMG), disse que quem costuma acusar os outros é porque, na maioria das vezes, está vivendo aquele delito a qual acusa.

“Todo ladrão pensa que todos são ladrões. Todo mentiroso pensa que todos são mentirosos. Todas as pessoas sem Deus pensam que todos também estão sem Deus. Todas as pessoas condenadas pensam que todos deveriam ser também condenados. Jesus morreu na cruz, não como bandido, mas pelos bandidos. Cristo salva”, enfatizou Linhares.

Já o teólogo Lourenço Stelio Rega, Ph.D. em Ciências da Religião, disse não acreditar que o post do MTST foi impensado. Isso porque, na sua opinião, o ambiente de onde partiu a postagem é um lugar onde o desencantamento da vida tem crescido cada vez mais, ou seja, as coisas que dão sentido a vida estão sendo trocadas pela secularização, onde, para essas pessoas, a presença de Deus não é mais necessária.

“Assim, o indivíduo, por si mesmo, se acha suficiente para dar significação à sua vida. Ele é o seu próprio deus, legislador e juiz de seus atos. Então, tudo o que é relacionado com a religião é inútil, a história de Jesus é um mito, nenhum valor possui”, justifica Rega.

Para o teólogo, o Movimento também usou o deboche de forma proposital, sem se importar se alguém seria ofendido, independentemente da religião. “É um tipo de deboche provocativo, vazio e que mais me parece buscar aumentar a contabilidade de visualizações na auditoria vazia da vida virtual de hoje. O MTST está tentando se valer de uma frase utilizada por pessoas indicadas como de direita, para aplicar a um tema distante, contra um herói morto sem ter sido bandido. Mais uma vez um ato provocativo desnecessário”, afirma Stelio.

Na sua opinião, posts como esses inflamam ainda mais uma polarização que só tem trazido prejuízos ao país. “O Brasil precisa de pacificadores e nenhum lado extremo está contribuindo para isso. E vamos lembrar ainda que em um círculo os extremos se tocam, destroem relacionamentos, a história, o futuro”, lamenta Stelio.

Post infeliz comparado à “mula de Balaão”

Por outro lado, o presidente da Primeira Igreja Batista em Aracruz (PIBARA), pastor Luciano Estevam Gomes, acredita que, assim como Deus usou uma mula para alertar o profeta Balaão sobre seu grave pecado (Números 22-24), o Senhor também pode reverter essa situação e utilizá-la para chamar a atenção para o Evangelho.

“De certa forma, o MTST, mesmo inconsciente, considerando que Deus já usou um pagão e até uma mula para fazer a Sua vontade, anunciou duas verdades totalmente bíblicas e coerentes com a Páscoa: A Bíblia diz que a péssima escolha de nossos pais (Adão e Eva), pela desobediência, nos tornou amaldiçoados com a morte (Romanos 5:12); e que essa maldição foi resolvida por Jesus Cristo, que tomou o nosso lugar morrendo na cruz, onde eram crucificados bandidos, malfeitores e criminosos (Gálatas 3:13)”, explica Gomes.

O pastor lembra inda que, naquele momento na cruz, Jesus assumiu a culpa dos pecadores para, por meio de Sua graça, nos oferecer a salvação, mesmo sem merecê-la. “Jesus tomou os nossos pecados sobre Ele, sem jamais ter provado o pecado. E, por fim, se tornou amaldiçoado com a morte, mesmo não sendo rebelde. O que os judeus não contavam, nem mesmo os romanos, e tão pouco agora os que seguem o MTST, foi com o poder que Jesus tem sobre a morte (Mateus 28:5-7)”, ressaltou Gomes, que completou:

“A palavra ‘maldito’, no original, é ‘Epikatáratos’, que significa execrável, exposto à vingança divina. Então, a morte de Jesus Cristo na cruz foi a vingança de Deus contra o poder da morte trazida pela desobediência, cancelando os pecados execráveis de todos aqueles que foram marcados por ela”, conclui.

Fonte: Comunhão

Cristã fala sobre a fé de mulheres perseguidas no Paquistão

Cristãos durante culto no Paquistão (Foto: Portas Abertas)
Cristãos durante culto no Paquistão (Foto: Portas Abertas)

Uma mulher criada em uma família cristã no Paquistão relatou como é viver em um país de maioria muçulmana sofrendo com a perseguição local.

“Como mulher cristã que vive no Paquistão, sinto que existe um certo critério de julgamento que precede minha reputação. Um rótulo geral sobre as escolhas de roupas das mulheres cristãs e como elas são alvos fáceis de serem persuadidas e invadidas por vários motivos e propósitos”, disse ela ao International Christian Concern (ICC).

A cristã, que não foi identificada, contou que há uma falsa percepção aos olhos da sociedade de que as mulheres cristãs podem tomar mais liberdade nos relacionamentos do que as mulheres muçulmanas.

No entanto, as mulheres são o segmento marginalizado da sociedade e pertencem a uma minoria que corre mais riscos.

No país, a comunidade cristã enfrenta discriminação em todos os aspectos da vida. Segundo ela, essa discriminação é apoiada pela constituição, pela lei e pelas políticas concebidas pelo Estado.

“Enfrentei discriminação enquanto estudava numa universidade privada em Lahore. Sendo a única estudante cristã no meu curso acadêmico, enfrentei muita discriminação”, disse ela.

E continuou: “Um professor costumava me dar uma nota ‘F’ por causa da minha fé, e eu repeti esse curso três vezes. Só consegui tirar ‘A’ quando o professor foi substituído”.

O preço da fé

A cristã informou que se deu conta da gravidade do perigo em que corria por sua fé em Jesus, após o caso da paquistanesa Asia Bibi, que passou 9 anos no corredor da morte por após acusações falsas de blasfêmia contra o islamismo.

Ela defendeu sua fé em Cristo até as últimas consequências. Por ser presa, passou longos anos longe do marido e dos filhos e chegou a dizer que estava disposta a morrer por Jesus se fosse preciso, “Quem morre pela fé está sempre vivo”, declarou a cristã em certa ocasião.

“Depois disso, aprendemos a mascarar os nossos verdadeiros sentimentos em relação ao caso de Asia Bibi e a nos comportar na faculdade, não participando em quaisquer discussões”, afirmou a cristã perseguida.

“Sentia medo na faculdade, pois em cada canto eu podia apenas ouvir os sussurros de como minha fé é uma teologia condenável. Senti que a minha segurança seria posta em causa pela minha identidade religiosa”, acrescentou.

De acordo com ela, no dia em que Asia foi libertada, foi um “caos nacional para os cristãos”.

“Muitos de nós não poderíamos dirigir com o símbolo de um crucifixo em nossos carros; estudantes universitários, até mesmo a minha irmã, foram expostos a este incidente de tortura brutal”, contou a mulher.

Mulheres no ministério

Na maioria dos casos, as mulheres cristãs no Paquistão trabalham como enfermeiras e sustentam suas famílias.

“As mulheres cristãs no Paquistão são corajosas e ousadas o suficiente para serem testemunhas e fonte do verdadeiro Evangelho no seu local de trabalho e nos seus grupos através do seu exemplo vivo”, afirmou a cristã.

E concluiu dizendo: “Elas estão compartilhando o cristianismo com bastante ousadia através de sua conduta e comportamento. São embaixadores de Cristo na comunidade muçulmana do país”.

O Paquistão ficou em sétimo lugar na Lista Mundial De Observação Da Missão Portas Abertas De 2024 dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Fonte: Guia-me com informações de ICC

Juíza condena pastor por estupro, com base na palavra da vítima

Martelo e balança, símbolos da justiça
Martelo e balança, símbolos da justiça

Com o entendimento de que a palavra da vítima, em casos de violência sexual, tem peso decisivo, a juíza Daniele Mendes de Melo, da 2ª Vara Criminal de Bauru (SP), condenou um homem pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra uma adolescente menor de 14 anos. A pena foi fixada em 20 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

De acordo com a sentença, o acusado, pastor da igreja frequentada pelos pais da vítima, cometeu uma série de abusos sexuais contra a adolescente durante sessões de aconselhamento espiritual feitas duas vezes por semana, ao longo de três meses. Nesse período, o réu ameaçava a vítima para que não contasse o que acontecia no gabinete pastoral.

A julgadora apontou na decisão que o crime previsto no artigo 217-A do Código Penal foi configurado a partir do relato da adolescente, corroborado pela declaração das testemunhas.

“Como é sabido, nos delitos sexuais, que quase sempre ocorrem na clandestinidade, a declaração da vítima é sobremaneira importante para ajudar a desvendar a autoria e merece total credibilidade, sobretudo quando coerentes com as demais provas, como ocorreu na hipótese dos autos. A vítima narrou com detalhes a conduta do acusado, não havendo quaisquer contradições em suas declarações.”

Com informações da assessoria de imprensa do TJ-SP

Cuba teve mais de 600 violações da liberdade religiosa registradas em 2023

Igreja cristã em Cuba (Foto: Portas Abertas).
Igreja cristã em Cuba (Foto: Portas Abertas).

A repressão à liberdade religiosa continua em Cuba após os protestos de julho de 2021, enquanto um novo relatório de vigilância da perseguição contabiliza 622 violações da liberdade religiosa registradas em 2023, em meio a um retorno às “táticas linha dura”.

A ilha caribenha manteve um elevado nível de incidentes semelhantes aos 657 casos notificados em 2022 e manteve um aumento significativo em relação aos 272 casos notificados em 2021 pela organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido.

O relatório de março de 2024 da CSW intitulado “Repressão e resistência — um regresso às táticas de linha dura” destaca legislação repressiva e violações sistemáticas dos direitos humanos que afetaram líderes religiosos e congregações de várias religiões, incluindo grupos afro-cubanos, Testemunhas de Jeová, protestantes e católicos romanos.

O governo comunista cubano, após os protestos de 11 de julho de 2021, intensificou as suas medidas repressivas, visando grupos e líderes religiosos com uma legislação cada vez mais dura. Tanto as associações religiosas registradas como as não registradas estão sujeitas a vigilância intrusiva, repetidos interrogatórios e ameaças destinadas a sufocar as suas atividades religiosas.

“O governo continuou particularmente focado em atingir líderes religiosos e indivíduos que ofereceram apoio espiritual ou material às famílias de presos políticos”, afirma o relatório. “Os líderes religiosos e as suas congregações que tentaram responder às necessidades humanitárias, que se tornaram cada vez mais agudas em muitas partes da ilha, foram assediados, multados e, em muitos casos, viram a ajuda que tentavam distribuir sendo confiscada”.

Entre as várias violações de direitos destacadas no relatório estavam os líderes religiosos que foram ameaçados e pressionados para expulsar familiares de presos políticos das suas congregações como parte de uma “política de isolamento social”. Foi negada aos presos políticos visitas religiosas ou o direito de receber materiais religiosos. As crianças foram submetidas a abusos verbais na escola “por causa das suas crenças religiosas”. Os líderes de grupos religiosos não registrados enfrentaram assédio, ameaças e multas.

“Aqueles considerados dissidentes pelo governo foram repetida e sistematicamente impedidos de frequentar serviços religiosos, geralmente através de detenção arbitrária de curta duração”, acrescenta o relatório. “A onda de emigração não deu sinais de diminuir, com muitos dos que deixaram Cuba citando ameaças de prisão e perda da custódia dos seus filhos para o Estado.”

O relatório afirma que os líderes religiosos e as congregações que oferecem apoio às famílias dos presos políticos ou que se envolvem em esforços humanitários encontraram obstáculos significativos que afetaram gravemente a sua capacidade de servir as necessidades da comunidade.

Os grupos religiosos não registrados têm suportado o peso das táticas do governo, enfrentando assédio regular e ameaças de multas.

“Eu disse a eles que pertenço a uma igreja cristã, não a uma igreja contra-revolucionária. Sou um crente em Deus e um seguidor de Cristo. Não pertenço a uma aliança contra-revolucionária, mas a uma unidade que constrói alianças entre pastores que apoia uns aos outros para servir, com maior excelência, a ilha cubana”, disse um líder religioso não identificado aos pesquisadores da CSW.

“Eu disse a eles que podem fazer comigo o que quiserem, mas não deixarei de frequentar a igreja. Darei aos cristãos de qualquer denominação o mesmo tratamento que daria a qualquer cidadão, comunista ou não. Eles querem tirar meus direitos por ter prestado serviços, ou ir à igreja, que assim seja.”

A estratégia do governo vai além da mera repressão, recorrendo ao isolamento social e à detenção arbitrária de curta duração, o que levou a uma notável onda de emigração à medida que os cubanos fogem da ilha, citando ameaças de prisão e medidas coercivas contra as suas famílias.

Os protestos de julho de 2021 marcaram um momento significativo na história recente do país, quando milhares de cubanos saíram às ruas em várias cidades para expressar a sua frustração com a forma como o governo lida com a economia, a pandemia da COVID-19 e a falta de liberdades políticas.

Provocadas pela escassez crítica de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais, juntamente com cortes de energia prolongados, as manifestações estiveram entre as maiores e mais difundidas na ilha em décadas. Os manifestantes gritavam slogans como “Liberdade!” e “Abaixo a ditadura!” enfrentando fortes respostas do governo, que mobilizou forças policiais e militares para reprimir a agitação.

Em Cuba, o governo é o principal perseguidor dos cristãos, vendo qualquer potencial rival do Partido Comunista de Cuba, incluindo a fé cristã, como uma ameaça, relata o órgão de vigilância Portas Abertas. Os líderes religiosos ou crentes que criticam os abusos dos direitos humanos ou a corrupção política correm o risco de serem interrogados, detidos, de sofrerem campanhas difamatórias e de prisão.

As igrejas devem registrar-se para funcionarem legalmente, mas o governo pode negar ou ignorar estes pedidos, forçando as igrejas a funcionar ilicitamente e arriscando o encerramento ou sanções como multas e confisco de propriedade. Mesmo as igrejas registradas enfrentam intenso escrutínio e monitorização, com infiltração de simpatizantes do regime ou de agentes de segurança do Estado.

De acordo com a CSW, Cuba criou um novo Departamento governamental de Atenção às Instituições Religiosas e Grupos Fraternos em 2022. Mas os líderes religiosos disseram à CSW que a maior parte dos “negócios continuam a ser conduzidos pelo Escritório de Assuntos Religiosos (ORA) do Comitê Central da República Cubana” do Partido Comunista (PCC), que mantém uma relação consistentemente antagônica com grupos religiosos.”

Embora as igrejas em Cuba possam realizar cultos, a tolerância governamental pode terminar abruptamente se um líder ou membro for considerado antigovernamental, de acordo com a Portas Abertas. Aqueles que lideram igrejas não registradas ou que desafiam abertamente o regime são especialmente vulneráveis ​​à perseguição.

As recomendações ao governo cubano incluem a alteração da constituição e dos quadros jurídicos para reforçar a proteção da liberdade de religião ou crença, a ratificação dos tratados internacionais de direitos humanos e a cessação do assédio e das ameaças contra líderes religiosos e defensores dos direitos humanos.

A CSW instou os organismos internacionais a monitorar de perto a situação, responsabilizar o governo cubano pelas suas ações e apoiar a sociedade civil cubana e os grupos religiosos que enfrentam perseguição.

Cuba é listada pelo Departamento de Estado dos EUA como um “país de particular preocupação” com a liberdade religiosa. Esta lista também inclui alguns dos piores violadores dos direitos humanos do mundo, incluindo, entre outros, a Nicarágua, a China, a Eritreia, o Irã, a Coreia do Norte e a Birmânia.

Em dezembro, o Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Prof. Jerry Pillay, reuniu-se com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e elogiou a liberdade religiosa de Cuba , citando reuniões com a Igreja Presbiteriana em Cuba e outras igrejas.

Os seus comentários foram criticados por defensores da liberdade religiosa, incluindo Teo Babun, presidente e CEO da Outreach Aid to the Americas.

“Incomoda-me que pareça que a sua visita, aparentemente orquestrada de perto pelo governo cubano, não tenha conseguido fornecer-lhe uma compreensão precisa do estado do direito fundamental à liberdade de religião ou crença em Cuba”, escreveu Babun numa carta . “Pior, estamos vendo que o governo cubano está utilizando a sua visita, e especificamente as suas declarações celebrando a liberdade religiosa em Cuba, para reforçar a sua afirmação absurda de que os cubanos desfrutam desta liberdade fundamental.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Centenas de Bíblias queimadas, no domingo de Páscoa, em frente à igreja nos EUA

Bíblias queimadas em frente à igreja nos EUA (Foto: reprodução/ Facebook)
Bíblias queimadas em frente à igreja nos EUA (Foto: reprodução/ Facebook)

Na manhã do último domingo (31), em que os cristãos celebraram a Ressurreição de Jesus, o pastor Greg Locke, da Igreja Bíblica Visão Global, relatou, em uma postagem no Facebook, o flagrante de centenas de Bíblias sendo queimadas na rua.

As câmeras de segurança de sua igreja, localizada em Tennessee (EUA), capturaram o momento que um homem ataca a igreja e incendia um trailer cheio com centenas de exemplares da Bíblia Sagrada.

“Esta manhã, às 6h, nossas câmeras de segurança capturaram um homem deixando um trailer no meio do cruzamento e bloqueando a estrada para nossa igreja”, escreveu o pastor.

O site cristão Charisma News ressalta que esse tipo de ataque tem acontecido nos EUA e em todo o mundo e estão sendo cada vez mais flagrados, mas em muitos casos as autoridades não responsabilizam aqueles que cometem tais atos.

O pastor Locke compartilhou que no momento do ataque havia alguém esperando na igreja pelo início do culto e graças à sua presença, a polícia foi notificada rapidamente do crime de ódio.

“Havia uma senhora que dirigiu durante a noite para chegar à nossa igreja e ela estava no estacionamento e conseguiu trazer os policiais aqui rapidamente, mas foi um cenário e tanto para acordar na minha primeira manhã de volta de Israel”, contou.

De acordo com o gabinete do xerife do condado de Wilson, tudo indica que o trailer cheio de Bíblias foi “incendiado intencionalmente”. No entanto, “´para manter a integridade da investigação em curso, outros detalhes específicos não podem ser fornecidos neste momento”, afirmou o departamento em um comunicado.

Fonte: CPAD News com informações de Charisma News

Índia: cristãos celebram a Páscoa em todo o país com orações, festas e alegria

Cristãos se reúnem para o culto da madrugada no domingo de Páscoa. (Foto: CT Índia)
Cristãos se reúnem para o culto da madrugada no domingo de Páscoa. (Foto: CT Índia)

Os cristãos de toda a Índia celebraram a Páscoa, a festa mais importante que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, com profundo fervor religioso, no domingo, 31 de março. O dia marcou o culminar da Semana Santa, um período de orações que recorda a fase final da vida de Cristo, desde sua prisão até sua crucificação e eventual triunfo sobre a morte por meio de sua ressurreição.

Quando o relógio bateu meia-noite, os cristãos reuniram-se em igrejas em todo o país para oferecer orações especiais, simbolizando a ressurreição. Uma das igrejas renomadas, a Igreja Tenkasi em Tamil Nadu, realizou orações da meia-noite, uma tradição que significa o triunfo da humanidade através da ressurreição do Messias, enfatizando temas de renovação, esperança e a vitória da luz sobre as trevas.

O Primeiro-Ministro Narendra Modi estendeu as suas saudações, expressando esperança de que a mensagem de renovação e otimismo reverberasse por todo o país. Em postagem no X (ex-Twitter), afirmou: “Na Páscoa, esperamos que a mensagem de renovação e otimismo reverbere por toda parte. Que este dia inspire todos nós a nos unirmos, promovendo a unidade e a paz. Desejamos a todos uma alegre Páscoa”.

Em Mizoram, as celebrações começaram com várias denominações religiosas realizando cultos ao amanhecer, enquanto o Exército da Salvação tocava hinos com suas bandas de metais. Os congregantes da Igreja Presbiteriana da Índia (PCI), a maior denominação do estado, ouviam sermões de versículos bíblicos selecionados, e os membros da igreja adornavam as instalações com lindas flores em memória dos seus familiares falecidos, concluindo as festividades com chá, bolos e os inevitáveis ​​“ovos de Páscoa”.

Nagaland, outro estado de maioria cristã, testemunhou uma multidão de crentes, independentemente da denominação e da idade, reunindo-se no histórico Old DC Bungalow para o serviço religioso do nascer do sol. O governador de Nagaland, La Ganesan, estendeu calorosas saudações, afirmando: “A Páscoa é celebrada todos os anos em todo o mundo com grande reverência. Neste dia abençoado, celebremos o testamento do amor de Deus à humanidade e o espírito de perdão. Que a ressurreição de Jesus Cristo encha todos os nossos corações de alegria, esperança e traga bênçãos abundantes a todos.”

O ministro-chefe Neiphiu Rio disse: “O maior ato de amor de Jesus na Sexta-feira Santa é seguido pelo maior ato de poder no Domingo de Páscoa, que é a Sua ressurreição. Que o milagre da Páscoa traga amor, esperança e alegria renovados em nossas vidas. Desejo a todos uma Feliz e abençoada Páscoa.”

O vice-ministro-chefe Yanthungo Patton acrescentou: “Uma abençoada Páscoa para todos! Ao celebrarmos a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e seu triunfo sobre a morte e o pecado, regozijemo-nos na promessa da vida eterna por meio do sacrifício de Cristo. Que este dia nos lembre do poder do amor, do perdão e de novos começos. Desejando a todos paz, alegria e unidade!”

Em Goa, os cristãos participavam de orações especiais em igrejas e capelas, com alguns cultos realizados em português, além de inglês e concani. Procissões foram realizadas em várias partes do estado, e o governador PS Sreedharan Pillai estendeu saudações, dizendo: “A Páscoa é o sinal máximo e o símbolo divino da vitória sobre as forças da morte, das trevas e do mal. Jesus Cristo pregou os valores eternos do amor, compaixão, fraternidade, responsabilidade e perdão. No mundo atual, afligido por muitos males causados ​​pelo homem, as mensagens de Jesus Cristo podem ajudar a transformar-nos e guiar-nos para levar uma vida mais significativa, pacífica e feliz.”

O ministro-chefe Pramod Sawant disse: “A Páscoa é o momento de compartilhar amor e felicidade. Nos dias de hoje, as nobres virtudes e valores encarnados por Jesus Cristo podem nos dar forças para levar uma vida mais significativa, promovendo os valores humanos. A Páscoa nos lembra a todos seguir nossa consciência e praticar o que podemos fazer pelos outros na vida cotidiana. Neste dia, vamos nos comprometer a lutar pelo bem-estar dos outros e inspirar as pessoas a capacitar os outros. Que todos nós, vivendo neste belo estado de Goa, unam-se na construção de uma nova sociedade, onde os interesses dos outros reinarão acima de tudo.”

Vijayawada Andhra Pradesh, testemunhou uma atmosfera festiva quando as principais igrejas, incluindo a Catedral de São Pedro, a Catedral de São Paulo e o Santuário Gundala Matha, foram iluminadas para as celebrações da Páscoa. A Federação de Igrejas Telugu e organizações cristãs de Andhra Pradesh organizou o 14º evento consecutivo ‘Corra por Jesus’ na véspera da Páscoa, com participantes devotos que observaram o período de Quaresma de 40 dias.

Em Kerala, os devotos lotavam as igrejas desde a madrugada para assistir às missas da meia-noite ou de madrugada e orações especiais lideradas por bispos e padres. Terminando os 40 dias da Quaresma, as famílias cristãs tradicionais prepararam festas suntuosas em casa, marcando o culminar da Semana Santa e a alegre celebração da ressurreição de Cristo.

À medida que o dia avançava, as igrejas em toda a Índia ressoavam com hinos, orações e trocas de saudações, enquanto os fiéis se regozijavam com o triunfo de Jesus Cristo sobre a morte, abraçando a mensagem de renovação, esperança e unidade que o tempo da Páscoa simboliza.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Nicarágua condena 11 pastores ligados ao ministério dos EUA por ‘acusações falsas’ de lavagem de dinheiro

Pastores condenados na Nicarágua (Foto: Ministérios Mountain Gateway/ADF Internacional)
Pastores condenados na Nicarágua (Foto: Ministérios Mountain Gateway/ADF Internacional)

O poder judiciário da Nicarágua condenou 11 pastores nicaraguenses ligados ao ministério Mountain Gateway, com sede nos EUA, sob acusações de lavagem de dinheiro. O caso, que tem causado grande polêmica no país centro-americano e em toda a região, envolve também três cidadãos norte-americanos que ainda não foram presos, segundo o Ministério Público.

As acusações referem-se a uma suposta rede de lavagem de dinheiro que operava através de transferências bancárias dos EUA para a Nicarágua. As acusações surgiram poucas semanas depois de o ministério ter realizado uma série de campanhas evangelísticas massivas que, segundo os organizadores, atraíram mais de um milhão de pessoas em várias cidades da Nicarágua.

A sentença foi proferida a portas fechadas no Complexo Judicial Central de Manágua, onde foi realizado o julgamento.

Em 17 de janeiro, os promotores da Nicarágua acusaram três cidadãos norte-americanos e 11 nicaraguenses de lavagem de dinheiro. Estes indivíduos faziam alegadamente parte de uma rede que usava duas ONG cristãs como fachada. Os promotores alegam que os americanos John Britton Hancock, Jacob Britton Hancock e Casandra Mae Hancock criaram uma subsidiária do Mountain Gateway Ministry na Nicarágua para receber transferências eletrônicas dos EUA

Em janeiro, o porta-voz da Mountain Gateway, Steve Lisby, disse ao Christian Daily International que “acreditamos que a base das acusações não está correta. Tudo o que fomos obrigados a fazer pelo governo da Nicarágua na forma de administrar o dinheiro, nós fizemos isso, e temos a documentação disso. Viemos para a Nicarágua porque amamos o povo e porque queremos compartilhar Jesus com eles”.

Os advogados da organização denunciaram este caso como um caso de perseguição religiosa e política e solicitaram a intervenção de organizações internacionais de direitos humanos e até do Departamento de Estado dos EUA.

Num comunicado para a imprensa, o ministério denunciou que os pastores acusados ​​não foram autorizados a estar fisicamente presentes no tribunal durante uma audiência, mas tiveram de comparecer através de videoconferência.

Depois de tomar conhecimento da sentença contra os pastores, a organização cristã de defesa jurídica ADF International anunciou que levaria o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

“A ADF International está apoiando o caso da Mountain Gateway e apresentou um pedido de medidas cautelares à Comissão Interamericana de Direitos Humanos em nome dos condenados fraudulentamente”, afirmou a organização em comunicado . “A ADF Internacional pediu à Comissão que exija que a Nicarágua garanta o direito à saúde, à vida e à integridade física dos pastores durante a sua permanência na prisão, enquanto o processo estiver em andamento.”

De acordo com a ADF International, vários membros do Senado dos EUA também estão defendendo o grupo, apelando recentemente à administração Biden para “implementar sanções fortes e direcionadas após as repetidas e crescentes violações da liberdade religiosa na Nicarágua”.

“Ninguém está a salvo da perseguição religiosa na Nicarágua, e é devastador ver as falsas acusações, julgamentos e condenações destes pastores e líderes ministeriais que simplesmente partilhavam a sua fé e serviam os cidadãos da Nicarágua”, afirmou Kristina Hjelkrem, Jurista advogado da ADF Internacional.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

MTST é criticado após publicar Jesus na cruz com texto “bandido bom é bandido morto”

Publicação do MTST (Foto: MTST)
Publicação do MTST (Foto: MTST)

Na Sexta-Feira Santa, data sagrada para o cristianismo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) provocou grande indignação ao compartilhar uma representação de Jesus Cristo crucificado, com a frase “bandido bom é bandido morto”, dita por soldados romanos.

A postagem, feita na plataforma X (antigo Twitter), ainda foi acompanhada da legenda irônica “boa Sexta-feira Santa”.

A mensagem que viralizou em poucos minutos recebeu mais de 11 mil curtidas e cerca de 7 mil comentários. Alguns seguidores criticaram o movimento, classificando-o como “terrorista”.

Críticas

Líder da Igreja Batista Atitude, no Rio de Janeiro, Josué Valandro Jr. escreveu em seu Instagram:

“Olha o que o MTST liderado pelo deputado federal e candidato a prefeito de São Paulo Boulos publicou. Esse líder do partido PSOL mostra claramente que essa gente de esquerda só se aproxima dos cristãos católicos e evangélicos em época de eleição por voto. Mas a verdade é que não possuem o menor respeito pela fé cristã. São comunistas que odeiam a família, a ética, a integridade, o amor e o temor a Deus”.

E continuou: “Se você é cristão, olhe pra isso e veja a quem eles estão chamando de bandido, o nosso Salvador que morreu numa cruz para salvar tanto a nós cristãos como esses que odeiam a Cristo. Quando você vota na esquerda, você vota mal pelo simples fato de terem uma pauta ideológica anti família, infância, pureza e fé cristã. Pense nisso!”

O pastor Geremias Couto também criticou a publicação, escrevendo em seu perfil oficial no Instagram:

“Zombem de Cristo. Escarneçam. Pisem no seu sacrifício. Gargalhem. Ao final, o Senhor se rirá de cada um de vocês, que terão de reconhecê-lo como Senhor e Juiz, se não se arrependerem e o confessarem hoje como Salvador e Senhor.”

Vilipêndio

A deputada federal Carla Zambelli (PL_SP) escreveu em seu perfil que a postagem vilipendia a fé cristã. E lembrou: “Crime – Art. 208 CP – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; VILIPENDIAR PUBLICAMENTE ATO OU OBJETO DE CULTO RELIGIOSO.”

O senador Magno Malta (PL-ES) se manifestou por meio de um vídeo, dizendo que “a zombaria com a religião de 90% do Brasil não pode ficar impune”. E afirmou que tomará providências jurídicas sobre o caso.

Entidades cristãs pedem investigação

O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), a Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade Religiosa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e a União Nacional de Igrejas e Pastores Evangélicos (UNIGREJAS) divulgaram uma nota de repúdio conjunta contra o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

– É impensável que uma entidade que diz defender a causa de uma parcela desfavorecida da população pudesse chegar ao ponto de publicar uma charge que caçoa e desonra a imagem de Jesus no auge de sua dor e sofrimento; um homem que morreu mediante o julgamento mais injusto de toda a história, sendo ele mesmo um oprimido – diz parte da nota.

As entidades cristãs que assinam o documento destacam a importância da Páscoa para o cristianismo, religião esta que representa a fé de quase 90% dos brasileiros. Pela publicação ter sido feita na Sexta-Feira Santa, o grupo entende ainda como um escárnio com o objetivo de ofender os cristãos do país.

– Escarnecer dos Cristão nessa data é, assim, caçoar de todos que sofrem as injustiças sociais que acometem o ser humano, que seja pelas desigualdades econômicas ou através da mão pesada de Estados tiranos – declara a nota.

E continua:

– Ao fazer isso, o MTST não somente ofende os milhões de Cristãos em nosso país, mas também diminui a importância das próprias pessoas pelas quais diz lutar. Ademais, esse tipo de publicação pode, salvo melhor juízo e em tese, configurar crime contra o sentimento religioso, nos termos do art. 208.

Os signatários veem na publicação do MTST os crimes de vilipêndio e também o de racismo com motivações religiosas, de acordo com a Lei 7.716/89, conhecida com Lei do Racismo, em que no seu artigo 20 tipifica a prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito por religião, sendo qualificado se cometido por intermédio de publicação em redes sociais. Para este último caso, a pena é reclusão de dois a cinco anos. Leia a nota na íntegra.

Fonte: Guia-me e Pleno.News

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