Jim Caviezel, no papel de Jesus e Mel Gibson, diretor do filme "A Paixão de Cristo" de 2004 (Foto: Divulgação)
O filme ‘A Paixão de Cristo’, lançado em 2004 e dirigido por Mel Gibson, foi um sucesso de bilheteria no mundo todo, rendendo 612 milhões de dólares. Desde o lançamento da película, é discutida a possibilidade de uma continuação da história após a crucificação de Jesus. A sequência já havia sido confirmada, mas a novidade é que ‘A Paixão de Cristo: Ressureição — Parte 1’, planejada para estrear em 2025, está em fase de pré-produção, com roteiro já finalizado.
O roteirista norte-americano Randall Wallace entregou uma pista, recentemente, em uma entrevista. “Encontrei Mel há apenas algumas noites, estávamos conversando sobre quando isso vai acontecer e não quero entregar muito, mas acho que isso acontecerá muito em breve”, disse.
De acordo com Wallace, o roteiro está finalizado, e Jim Caviezel (Jesus) vai, obviamente, estrelar novamente. Ele até insinuou que a produção poderá começar em breve.
Em entrevista ao “Outstanding Screenplays”, Mel Gibson deu a entender que a sequência será dividida em duas partes e será mais filosófica e poética do que o original, que é mais linear e direto. Ele descreveu isso como uma “viagem ácida”, com Jesus indo “para outras esferas”. É por isso que o enredo está sendo apelidado por muitos como a história da “descida de Jesus ao inferno”.
‘Ressurreição’ se concentraria nas vinte e quatro horas que abrangem a paixão de Jesus e os eventos que ocorreram três dias entre a crucificação e a ressurreição dEle.
O diretor, portanto, terá bastante espaço para exercer sua liberdade criativa nessa nova versão. Espectadores devem estar preparados para encontrar de tudo, seja o próprio diabo, Moisés, Abraão, Elias, Isaías, Oséias, Daniel ou qualquer outro grande personagem que tenha passado pela Bíblia antes de Jesus Cristo.
O filme terá, ainda, outra parte, que completará uma trilogia. Em uma entrevista, Jim Caviezel resumiu, em julho de 2023: “Serão dois filmes. Podem ser três, mas eu acho que são dois”. Ainda segundo o próprio ator, esse será ‘o maior filme da história’, superando até mesmo o primeiro. É de se esperar que o lançamento aconteça em 2025.
Lauren Daigle ministra a 300 mulheres em prisão nos EUA. (Foto: Reprodução/Instagram/Lauren Daigle)
A cantora Lauren Daigle participou de uma ação evangelística em uma prisão em Oklahoma, Estados Unidos, onde ministrou a 300 mulheres.
O evento ocorreu em parceria com o ministério prisional Prison Fellowship. No dia 20 de março, eles publicaram um vídeo que mostra o momento de louvor e adoração no Centro Correcional Eddie Warrior.
No vídeo, Lauren declarou que a prisão é um de seus lugares favoritos para visitar. Através de suas canções e a ministração da Palavra de Deus, as mulheres foram tocadas pelo Espírito Santo, receberam esperança e encorajamento.
“Deus anseia por vocês, Ele anseia por todos nós. Que incrível é isso. ‘Deus, veja o que fiz de errado. Eu definitivamente me afastei de Você. Eu não queria ter nada a ver com Você’. E Ele diz: ‘Não se preocupe. Isso não me impediu de amar você’. Há esperança para o seu futuro”, declarou a cantora na prisão.
No Instagram, Lauren acrescentou: “Quando você vai para as prisões e canta, é aí que você obtém uma verdadeira sensação de liberdade”.
Testemunho
Na ocasião, uma detenta que se converteu na prisão, testemunhou: “Você ainda é capaz de fazer mudanças positivas em sua vida. Não importa onde suas circunstâncias o levaram, Deus é a nossa razão para continuar crescendo e caminhando na fé”.
De acordo com o site do Prison Fellowship, eles acreditam que: “Mesmo as vidas e situações mais destruídas podem ser restauradas e curadas quando respondemos ao chamado de Deus para servir homens e mulheres atrás das grades”.
Sobre o evangelismo com a participação de Lauren, eles relataram: “A alegria irradiou por toda a prisão durante uma tarde que essas senhoras jamais esquecerão”.
Bandeira do Irã sobre a capital Teerã (Foto: Canva)
No Irã, o governo pode não só limitar ou cortar o acesso a Internet, mas também monitorar os acessos das pessoas na web. Por isso, cada vez mais iranianos estão recorrendo à televisão por satélite, que não pode ser interrompida ou monitorada.
O ministério “Transform Iran” aproveitou essa oportunidade e transformou a TV por satélite em um instrumento de evangelização no país.
Por meio dessa plataforma, eles pregam o Evangelho aos iranianos, além de plantar igrejas, discipular os cristãos e treinar líderes.
Lana Silk da Transform Iran explicou: “Eles não estão necessariamente procurando por Jesus neste momento. Eles recorrem às ondas de satélite para encontrar material do Ocidente que possam ouvir e que seja diferente da retórica que ouvem em casa”.
E continuou: “Então, é aí que queremos que encontrem Jesus”.
Segundo a Mission Network News, em 2016, as autoridades iranianas confiscaram 100.000 antenas parabólicas, declarando que a influência corruptora da televisão por satélite levou a problemas no casamento, dependência e má educação de crianças.
Hoje, porém, a Transform Iran ouve testemunhos de pessoas que enfrentaram esses problemas. Mas nesses relatos, pessoas à beira do suicídio, ou presas no vício, na depressão ou em relacionamentos rompidos, descobriram a ajuda de que precisavam.
“Eles encontram a mensagem de Jesus através da TV, e isso lhes dá esperança e um caminho melhor. Então, eles podem entrar em contato conosco e nós lhes damos maneiras seguras de fazer isso. Então poderemos ministrar a eles pessoalmente e discipulá-los”, relatou Lana.
“Realmente aumentamos o nosso investimento na criação de programas, para garantir que estamos oferecendo programas novos e atuais de qualidade que o povo do Irã vai querer assistir, com os quais se envolverá e pelos quais será abençoado”, acrescentou.
Missão no Irã
Além da TV, o ministério também trabalha com outros canais de comunicação como o rádio e a internet.
“Nossa mídia é projetada para ser interativa. Encorajamos as pessoas a ligar para os programas de TV e elas podem interagir”, disse Lana.
“Adoraríamos que você orasse por nós pela proteção de todas as pessoas envolvidas na linha de frente que produzem esses programas, porque vemos repetidamente, enquanto as pessoas tomam ofensiva na batalha espiritual, sua saúde é atacada, suas famílias são atacadas”, concluiu Lana.
A missão Transform Iran foi fundada em 1991 pelos pastores iranianos Maggie e Lazarus Yeghnazar. Através deste trabalho, mais de 100 mil iranianos aceitaram Jesus como seu Salvador e milhares de líderes foram treinados.
Organizações evangélicas declaram apoio ao governo ditador da Nicarágua (Foto: Onda Local)
Algumas organizações evangélicas nicaraguenses continuam emitindo novos comunicados para expressar sua gratidão ao governo nicaraguense e confirmar que existe liberdade de culto, apesar das queixas contra o Estado em relação à notória e repetida repressão a esse setor.
Entre 16 e 18 de abril, a Federação de Igrejas Evangélicas da Nicarágua (FIENIC), a Convenção Batista da Nicarágua (CBN), a Conferência Evangélica Pentecostal das Assembleias de Deus (CEPENAD), a Igreja Bela Rosa de Sharon (IHRSA), o Ministério de Restauração Evangelística (MER), o Ministério Rios de Água Viva e a Associação da Igreja de Deus na Nicarágua (IDN) se pronunciaram a favor do governo, de acordo com a imprensa local.
A FIENIC, por exemplo, informou que “a liberdade religiosa total prevalece para o povo de Deus”, enquanto o CEPENAD escreveu que “há liberdade total de adoração”. A Associação da Igreja de Deus disse que “eles não foram impedidos de realizar evangelismo, discipulado e projetos sociais…”.
Por sua vez, a CBN escreveu que, como instituição, “temos que compartilhar que o governo de reconciliação e unidade nacional, presidido pelo comandante José Daniel Ortega Saavedra e pela companheira Rosario Murillo, sempre apoiou nosso trabalho evangelístico”.
O Ministério da Restauração Evangelística publicou uma carta nas redes sociais na qual diz comemorar “o fato de podermos desfrutar de plena liberdade religiosa e de adoração em nosso país”, enquanto o Ministério Rios de Agua Viva agradeceu às “autoridades e ao governo por facilitarem nosso trabalho para alcançar almas”.
Reações
Alguns meios de comunicação descreveram essas cartas como um “cerrar de fileiras” de certas denominações protestantes em favor do regime do ditador Ortega.
O site Onda Local expressou em um artigo que “alguns setores interpretaram os comunicados de várias entidades evangélicas como uma resposta à pressão da ditadura para unir suas vozes em favor de sua retórica e negar que exista perseguição religiosa na Nicarágua, apesar das evidências e da condenação internacional”.
Por outro lado, o meio de comunicação 100%Noticias garantiu que havia falado com um líder religioso e, sob anonimato, ele expressou “sua profunda decepção” com esses escritos.
“(…) Eles não respondem aos verdadeiros sentimentos da igreja cristã-evangélica na Nicarágua, porque são claros que este governo não é um governo de Deus, é um governo inspirado pelo próprio Satanás e não precisamos ser profetas ou ter grande discernimento para saber que esta senhora (Rosario Murillo) fez um pacto com Satanás e que ela usa bruxaria”, publicou o portal digital.
“Quando conversamos com os pastores, eles expressam internamente que oram, mas não concordam com as políticas e medidas ditadas pelo governo porque elas violam os direitos humanos, violam até mesmo os princípios da palavra de Deus”, lamenta. “Há muito medo entre eles porque sabem que, se disserem alguma coisa, também estarão em perigo”, concluiu.
100%Noticias escreve que esse líder religioso não nega que as cartas foram “orquestradas pelo regime para apaziguar as queixas internacionais sobre a repressão à liberdade religiosa”.
Por outro lado, Rosario Murillo (esposa de Ortega) expressou sua gratidão pelo apoio recebido. Em seu discurso diário de 18 de abril, a esposa de Daniel Ortega enfatizou: “Também queremos saudar todas as mensagens que foram recebidas de diferentes igrejas evangélicas nicaraguenses, a quem saudamos e agradecemos porque falam a verdade”.
Reclamações
100%Noticias e Onda Local expressam contradição nos comunicados acima mencionados. O último meio de comunicação denunciou em seu artigo que o governo “prendeu e exilou, desde 2022, pelo menos 20 religiosos, incluindo bispos, padres e seminaristas da Igreja Católica. Outro número, próximo a 200, foi forçado ao exílio devido à perseguição”.
Eles acrescentaram que o governo “expulsou várias congregações religiosas do país, incluindo a Companhia de Jesus, que está presente na Nicarágua há mais de 60 anos. Também expulsou entre 2020 e 2023 65 freiras de várias congregações, incluindo as Missionárias da Caridade da ordem de Madre Teresa de Calcutá”.
Pastor Davi Passamani, líder da Igreja CASA, em Goiânia, GO (Foto: Reprodução)
A Justiça de Goiás concedeu, nesta terça-feira (23), um habeas corpus que tinha sido solicitado pela defesa do pastor Davi Passamani, suspeito de cometer crimes sexuais contra fiéis da igreja que comandava em Goiânia (GO). Com a decisão, o líder religioso foi solto após ficar 20 dias preso, mas terá que usar tornozeleira eletrônica, que ele já colocou.
A defesa do pastor informou que o Tribunal entendeu que não havia motivos legais para manter a prisão preventiva e, por isso, ela foi revogada. O advogado de Passamani, Luiz Inácio Medeiros Barbosa, disse também que foram estabelecidas outras medidas cautelares ao líder religioso, mas não há informações detalhadas sobre quais são elas.
Sobre o caso
A prisão do pastor ocorreu no âmbito de um inquérito policial aberto em dezembro de 2023, após uma mulher contar ter recebido mensagens de teor sexual envolvendo fantasias eróticas, que teriam sido enviadas pelo pastor. Em março deste ano, a vítima conseguiu na Justiça que Passamani fosse condenado a lhe pagar uma indenização por danos morais de R$ 50 mil.
A defesa dele, por sua vez, afirmou que as informações presentes nesse inquérito eram “vazias, lacunosas e genéricas”. O pastor foi preso no dia 4 de abril momento em que chegava para participar de um louvor no bairro de Jardim Goiás, em Goiânia (GO).
Além do inquérito em questão, Passamani foi alvo de outra denúncia por importunação sexual, em março de 2020. Na ocasião, uma jovem relatou à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Goiânia que recebeu mensagens, áudio e até mesmo videochamada com teor sexual por parte do líder religioso. No mês seguinte, o processo acabou arquivado por “ausência de justa causa”.
Martelo da Justiça sobre uma Bíblia (Foto: Facebook)
A Justiça do Trabalho mineira não reconheceu o vínculo de emprego pretendido por um homem com a Igreja Mundial do Poder de Deus, na função de pastor. A sentença é do juiz Edson Ferreira de Souza Júnior, titular da Vara do Trabalho de Diamantina. Segundo o magistrado, a prestação de serviços de natureza voluntária, de cunho religioso e vocacional, motivada pela fé, como se deu no caso, exclui a configuração da relação de emprego.
“Todo o contexto dos autos, com efeito, sinaliza que a relação entre as partes foi religiosa e vocacional, não se verificando o exercício de atividade econômica hábil à caracterização da Reclamada como empregadora, nos moldes do art. 2º da CLT”, destacou o juiz na sentença.
Entenda o caso
O autor alegou que trabalhou para igreja por 12 anos (de 2010 a 2022), inicialmente como “auxiliar” e, a partir de 2014, como pastor. Contou que trabalhou para a igreja inclusive nos estados de Rondônia e Piauí e que exercia várias atividades como “cozinhar, servir lanches, filmar eventos, dirigir e realizar serviços de pedreiro”. Afirmou que recebia “ajuda de custo”, que variava entre R$ 400,00 e R$ 3 mil, e que decidiu encerrar a prestação de serviços em 2022, porque “não aguentava mais tantas funções além de pastor”. Pretendeu o reconhecimento do vínculo de emprego com a igreja no período de outubro/2014 a dezembro/2022, na função de pastor, com salário de R$ 3 mil, com a condenação da ré ao pagamento das verbas trabalhistas, inclusive rescisórias, além de anotação na Carteira de Trabalho.
A igreja negou a existência da relação de emprego, sustentando que a relação entre as partes decorreu de motivos religiosos, não econômicos. Negou que tenha contratado qualquer serviço do autor, afirmando que a atuação dele na igreja “se deu de forma voluntária, vocacional, em razão do compromisso assumido para com o ministério de sua fé”.
Prova testemunhal
Na avaliação do julgador, os relatos das testemunhas revelaram que a atividade principal do autor era mesmo o pastoreio espiritual e que as atividades alheias ao cunho estritamente religioso eram desenvolvidas de modo secundário.
Testemunha apresentada pelo próprio autor declarou que “a dinâmica da atividade de um pastor é praticamente a mesma em todos os templos da Reclamada”. Disse que “o pastor cuida de alma de pessoas, visita pessoas, abre igreja, limpa templo, fica à disposição da igreja” e que já viu o autor executando essas atividades “na sede estadual”.
Para o magistrado, a testemunha indicada pela igreja foi ainda mais incisiva quanto ao caráter voluntário da atividade do autor, ao afirmar que “a pessoa interessada em ser pastor sabe, de antemão, que está se lançando numa tarefa voluntária, vocacionada, sem interesse financeiro”. Sobre o modo de inserção da pessoa no quadro pastoral da igreja, contou que “antes de ser pastor, a pessoa inicialmente participa da reclamada como obreiro, como fiel, sendo que, depois que a pessoa tem certeza do chamado de Deus, acaba se lançando como postulante a pastor”.
Trabalho voluntário movido por sentimento religioso
Na sentença, foi registrado que o trabalho movido por sentimento religioso, com a finalidade de prestar apoio espiritual e divulgar a fé, como se deu no caso, não configura relação de emprego, devido à impossibilidade de apreciação econômica. “A submissão à doutrina da igreja não se relaciona com o âmbito contratual, mas se motiva por vocação, convicções íntimas, crenças às quais o Reclamante aderiu espontaneamente, sem qualquer imposição, não se confundindo com a subordinação jurídica típica do empregado”, destacou o juiz.
Reforçou o aspecto voluntário da atividade a apresentação de “Termos de Adesão”, firmados pelo autor, em que ele assumiu o compromisso de prestar serviços consistentes na “pregação do Evangelho, bem como nas demais atividades de auxílio à pregação evangélica”. Ainda constou expressamente desses documentos que “a prestação de serviços voluntários aqui estipulados não gera vínculo empregatício, nem qualquer obrigação de natureza previdenciária, trabalhista ou afim”.
A análise do juiz se baseou em entendimento jurisprudencial sedimentado na esfera trabalhista, ratificado pela Lei nº 14.647 de 2023, que inseriu os parágrafos 2º e 3º ao artigo 442 da CLT. A norma estabelece expressamente que não existe vínculo empregatício entre entidades religiosas e seus ministros e membros, “ainda que se dediquem parcial ou integralmente a atividades ligadas à administração da entidade…” (parágrafo 2º). Pelo parágrafo 3º da regra celetista, pode-se constatar relação de emprego quando há desvirtuamento da finalidade religiosa e voluntária das atividades, o que, entretanto, não se verificou no caso.
“Logo, é de se concluir que o Reclamante, enquanto pastor evangélico, não laborou como empregado para a Reclamada, não se configurando o vínculo empregatício que autorize o deferimento das parcelas pleiteadas”, finalizou o juiz. Não cabe mais recurso da decisão.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região (MG)
Igreja destruída na Índia (Foto: Morning Star News)
Na semana passada, um grupo pertencente a uma ordem de guerreiros sikh atacou um pastor e outro cristão com espadas e facas no estado de Punjab, no norte da Índia, por liderarem o culto da igreja em sua aldeia.
Quatro sikhs Nihang, que, como membros do tradicional grupo de guerreiros, têm permissão para portar tais armas, atacaram o pastor Gurjeet Singh, conhecido como Gurjeet Rinku, e seu irmão mais novo Gurdeep Singh na quinta-feira (18 de abril) no vilarejo de Sultanwind, distrito de Amritsar, disse um parente.
Os agressores disseram primeiro a Gurdeep Singh e, depois, ao pastor Singh: “Nós também o advertimos anteriormente para que não conduzisse a igreja e não convertesse as pessoas, mas você não deu atenção”, de acordo com Daljit Kaur, esposa do pastor e testemunha ocular.
Os quatro sikhs Nihang encontraram Gurdeep Singh do lado de fora da casa onde o culto é realizado por volta das 9 horas da manhã.
“Ao encontrá-lo sozinho, esses homens se lançaram sobre ele e o golpearam com espadas e facas”, disse Kaur ao Morning Star News.
Ao ouvir o tumulto, ela e o pastor Singh saíram correndo para fora, e o pastor correu para resgatar seu irmão. A multidão rapidamente se voltou para o pastor e o golpeou com vários golpes de espada, disse Kaur.
“Eles estavam mirando em sua cabeça”, disse ela. “Para proteger sua cabeça, Gurjeet protegeu cada golpe com a mão e, assim, sofreu cortes graves em ambas as mãos, no braço, na palma da mão e quase cortaram seu polegar.”
Gurdeep Singh, protegendo a cabeça com as mãos, sofreu cortes profundos na cabeça, nas mãos e em um pulso.
Os agressores usavam constantemente linguagem abusiva e grosseira enquanto golpeavam os irmãos, disse Kaur. Eles acusaram os dois cristãos de realizar cultos na igreja e atrair moradores e outras pessoas de áreas próximas para se converterem. Eles também disseram a Gurdeep Singh que os irmãos não tinham conseguido interromper a adoração depois de terem dado avisos suficientes ao pastor, disse ela.
“Meu marido foi ameaçado duas vezes pelos sikhs Nihang anteriormente, mas ele não me contou nada sobre a ameaça – ele sabia que eu começaria a me preocupar”, disse Kaur.
Ela levou os irmãos às pressas para o hospital particular Amandeep, em Amritsar, depois que dois outros hospitais se recusaram a tratá-los devido à gravidade dos ferimentos, disse Kaur. O pastor Singh recebeu uma unidade de sangue.
“De alguma forma, eles conseguiram estancar o sangramento temporariamente e me pediram para depositar dinheiro antes de iniciar o tratamento”, disse ela.
Logo Kaur providenciou uma ambulância para levá-las às pressas para o Christian Medical College & Hospital, em Ludhiana, a 90 milhas de Amritsar.
“Eu não tinha dinheiro para tratá-los em Amritsar”, disse Kaur.
Na mesma noite, os médicos realizaram uma ressonância magnética da cabeça de Gurdeep Singh e costuraram seu corte, disse ela. Os dois cristãos foram submetidos a uma cirurgia na manhã seguinte para tratar os ferimentos em suas mãos.
“Os cortes nas mãos de Gurdeep e Gurjeet são profundos e, por isso, os médicos disseram que eles precisavam ser operados”, disse Kaur, com a voz trêmula.
Os cristãos ainda não registraram uma queixa na polícia.
“Muitos meios de comunicação locais e a polícia chegaram, mas a polícia não se ofereceu para registrar uma queixa”, disse Kaur. “Faremos isso assim que o pastor estiver apto a fazê-lo.”
Os irmãos Singh nasceram e foram criados no vilarejo de Sultanwind e viviam em uma família conjunta com os dois filhos do Pastor Singh e Kaur, de 8 e 2 anos, e os três filhos de Gurdeep Singh e sua esposa, de 8, 11 e 18 anos.
O pastor Vishnu Dev, também líder local em Ludhiana, disse que os irmãos precisam de muita oração.
“Estou muito perturbado com o ataque brutal contra os irmãos”, disse o pastor Dev ao Morning Star News. “Se a polícia não conduzir uma investigação justa e uma ação justa, vamos nos reunir e protestar contra as autoridades e exigir justiça.”
O pastor Singh lidera a igreja doméstica há 10 anos, com a ajuda de seu irmão.
A Índia ficou em 11º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024 da organização de apoio cristão Portas Abertas dos países onde é mais difícil ser cristão. O país estava em 31º lugar em 2013, mas sua posição piorou depois que o primeiro-ministro Narendra Modi chegou ao poder.
O tom hostil do governo da Aliança Democrática Nacional, liderado pelo Partido Bharatiya Janata (BJP), nacionalista hindu, contra os não hindus, encorajou os extremistas hindus em várias partes do país a atacar os cristãos desde que Modi assumiu o poder em maio de 2014, dizem os defensores dos direitos religiosos.
Milhares de pessoas se tornaram deslocadas internas no Norte de Moçambique depois do aumento de ataques de grupos extremistas islâmicos na região. Essa é a realidade de milhares de cristãos na África Subsaariana. Por isso, no dia 26 de maio, nos uniremos em oração por essa região. Saiba como participar do Domingo da Igreja Perseguida 2024.
Maria (pseudônimo), uma jovem de 20 anos, é uma das vítimas. Ela fugiu depois que um grupo atacou a cidade de Chai, no distrito de Macomia, em fevereiro. Ela e a família estavam em busca de abrigo da violência que os obrigou a deixar Mocímboa da Praia, na Costa Norte de Moçambique, sua cidade natal, há quatro anos. A jovem já havia perdido a mãe em um ataque e agora mais dois membros da família foram mortos.
“Estávamos abrigados na casa do irmão mais novo do meu pai em Chai”, conta a jovem. Quando os radicais chegaram à cidade, no início de fevereiro, queimaram a casa do tio de Maria. Ela conseguiu fugir com a filha de dois anos nos braços, mas, em meio à agitação, perdeu o pai e o tio de vista.
Amarrados e fuzilados
Maria estava com um grupo de desconhecidos, quando um homem a reconheceu e disse a ela: “Filha, sinto muito em dizer, mas vi os corpos do seu pai e do seu tio. Eles foram amarrados e fuzilados”. Maria começou a chorar e viajou por uma longa distância na floresta até chegar à cidade de Macomia.
Na cidade, conseguiu um carro para levá-la com o filho para Pemba, onde Maria encontrou abrigo com outra família cristã. Os irmãos dela ficaram em um acampamento de deslocados internos, para o qual ela não pôde ir, pois teria mais risco de ser vítima de abusos.
O escalonamento da violência na província de Cabo Delgado começou ainda em fevereiro deste ano, quando o Estado Islâmico atacou forças de segurança em Moçambique e causou a morte de 20 soldados. Dali, eles avançaram para outras regiões e causaram o deslocamento de milhares de vítimas.
Escolas fechadas
Nos ataques, eles destruíram igrejas, casas e lojas. Há também relatos de sequestros e decapitações. Os radicais encorajaram a população local a se converter ao islamismo e exigiram impostos em troca de proteção para casas e propriedades. Por causa da insegurança, mais de 125 escolas foram fechadas desde janeiro, assim, por isso, a educação de mais de 68 mil crianças foi prejudicada.
O aumento da violência nos últimos meses também causou uma onda com mais de 70 mil deslocados internos, sendo 35.500 crianças e 14.500 mulheres. “Acordamos com o som dos tiros. Eles começaram a perseguir as pessoas. Vimos quando eles cortaram a cabeça de um homem com um facão”, disse Josefina Gabriele, uma mulher de 40 anos, em entrevista à agência de notícias AFP.
O grupo extremista islâmico Ahlu-Sunnah wal Jama’ah tem travado uma disputa no Norte da província de Cabo Delgado desde 2017. Em 2019, o grupo se aliou ao Estado Islâmico. A luta entre as Forças Armadas de Moçambique e grupos extremistas obrigou mais de 650 mil pessoas a fugirem de casa. Ao menos dois milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária imediata. Ore pelos cristãos deslocados internos em Moçambique.
Wilson Almeida, ex-integrante do Arautos do Rei, faleceu nessa segunda-feira (22) vítima de um infarto fulminante (Foto: Reprodução)
Morreu nessa segunda-feira (22), aos 77 anos, o ex-integrante do quarteto Arautos do Rei, o barítono Wilson Almeida, vítima de um infarto fulminante.
De acordo com familiares, ele estava bem, no dia anterior. A despedida foi marcada por um cortejo fúnebre, nesta terça (23), em Sorocaba (SP), onde o cantor vivia com a família.
Wilson integrou o Arautos do Rei de 1972 até 1975. O grupo se expressou nas redes sociais, deixando um depoimento que reforçou o legado de Wilson.
Alguns cantores se manifestaram na postagem de despedida, nas redes sociais. O cantor Robson Monteiro escreveu “voz diferenciada”. A cantora Joyce Carnassale escreveu “Meus sentimentos à família! Perdemos uma das grandes vozes da música adventista”.
Wilson escreveu letras de músicas sacras e traduções como “Vou Caminhar”, do Arautos do Rei. Ele fundou e dirigiu o grupo “Novo Canto”, da Casa Publicadora Brasileira, por quase cinco anos. Além disso, era pastor, tradutor de livros de conteúdo teológico para diferentes editoras evangélicas e comentarista da Bíblia Brasileira de Estudos da Editora Hagnos.
“Faz sessenta anos que canto ‘Jesus em Breve Virá’, mas eu acho que agora já não tem mais tempo. Eu não sei quanto tempo mais nós teremos para cantar e pregar o Evangelho. Talvez, este seja o seu último festival, porque Jesus poderá voltar antes disso, antes do próximo, ou você poderá não estar vivo, eu também, nós não sabemos o dia de amanhã. Então é hoje temos que dar o nosso máximo”, expressou Wilson em um vídeo para o 7° Encontro de Quartetos Serranos de 2023.
Wilson era jornalista e integrou durante 15 anos o Departamento de Arte na Casa Publicadora Brasileira (CASA), como Editor de Arte.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) proibiu que o regimento interno da Câmara Municipal de Bauru (SP) obrigue o presidente do órgão a ler a Bíblia na abertura das sessões. Ele deveria invocar a “proteção de Deus” e deixar um exemplar do livro católico em cima da mesa durante as audiências.
A imposição estava disposta na Resolução nº 269 do órgão municipal, segundo a qual as sessões só poderiam começar depois que o presidente declarasse que “sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos” e fizesse a leitura de um versículo da Bíblia.
A ação foi ajuizada pelo Procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, em novembro de 2023. Segundo ele, o procedimento é inconstitucional, porque é uma afronta ao princípio da laicidade do Estado estabelecido pela Constituição Federal.
O procurador ressaltou que a intenção não é a proibição de qualquer manifestação religiosa, mas garantir que o Estado não se comporte como se tivesse uma religião oficial, o que seria um desrespeito a outras crenças.
Na decisão proferida na última quarta-feira (17), o Tribunal afirmou que o Estado deve se manter neutro quanto à religião, garantindo que todas as religiões recebam tratamento “isonômico e equânime”.
À CNN, a Câmara Municipal de Bauru informou que ainda não foi notificada pelo TJSP sobre a decisão, mas que irá cumprir a determinação judicial e suspenderá temporariamente a eficácia do trecho do regimento em questão.
Em publicação nas redes sociais, o vereador Junior Rodrigues (PSD), presidente do órgão municipal, manifestou “tristeza” pelo ocorrido, e afirmou que a casa, assim que notificada, irá recorrer da decisão do TJSP.
De acordo com o vereador, essa prática é “histórica”, “legítima” e não afronta ou prejudica outras religiões.
“Na Constituição Federal temos a citação do nome de Deus, logo em seu início!”, destacou.