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Bancada evangélica vai ao STF contra porte e posse de droga para consumo

Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF
Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF

Desde o final de semana, parlamentares da bancada evangélica têm mobilizado, nas redes sociais, um “clamor” contra o julgamento sobre porte e posse de drogas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na noite desta terça-feira (5/3), o presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), Eli Borges (PL-TO), se reuniu com Barroso durante um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tratar do assunto.

O encontro contou com a participação de outros parlamentares, como Zequinha Marinho (Podemos-PA), Silas Câmara (Republicanos-AM), Greyce Elias (Avante-MG) e Gilberto Nascimento (PSD-SP).

A Suprema Corte analisa, nesta quarta-feira (6/3), o estabelecimento de uma quantidade mínima de droga para diferenciar usuários e traficantes. O tema está em discussão no STF desde 2015.

Em 2023, a então presidente da Corte, Rosa Weber, pautou o assunto, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro André Mendonça. Ele fez a análise e devolveu a ação em dezembro. O atual presidente, Luís Roberto Barroso, pautou o julgamento para esta quarta-feira.

O objetivo da agenda da bancada evangélica com Barroso foi defender a proposta de emenda à Constituição (PEC) 45/23 que proíbe o porte e a posse de drogas em qualquer circunstância. O texto tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas tem perdido força nos últimos dias.

O enfraquecimento da PEC se intensificou após Barroso esclarecer, em entrevista, que o julgamento do STF não vai descriminalizar o uso de drogas, ao contrário do que parlamentares de alas mais ideológicas têm defendido.

O ministro pontuou que, atualmente, cabe às forças de segurança decidirem se a quantidade de droga encontrada com uma pessoa a tipifica como usuária ou traficante. Barroso destacou que o tribunal não decidirá sobre liberação das drogas. No julgamento previsto para esta quarta, o STF vai definir qual será a quantidade exata de droga para diferenciar o tráfico do uso pessoal.

Os parlamentares presentes pediram a Barroso a retirada de pauta do recurso. O ministro afirmou compreender a preocupação, mas disse que sempre que há um tema controvertido em julgamento são formulados pedidos de adiamento. Ele explicou que, naturalmente, não é possível atender pois a pauta ficaria esvaziada.

“Não vamos liberar a maconha. Eu sou contra as drogas e sei que é uma coisa ruim e é papel do Estado combater o uso de drogas ilegais e tratar o usuário”, disse o ministro.

Barroso ressaltou ainda que a lei em vigor não estabelece a prisão do usuário e que o grande problema é a falta de critérios objetivos para diferenciar o traficante do usuário. Segundo ele, quem define isso na prática é a polícia, reforçando estigmas e preconceitos.

“Se um garoto branco, rico e da Zona Sul do Rio é pego com 25g de maconha ele é classificado como usuário e é liberado. No entanto, se a mesma quantidade é encontrada com um garoto preto, pobre e da periferia ele é classificado como traficante e é preso. Isso que temos que combater”, exemplificou. “E é isso que será julgado no Supremo esta semana.”, completou Barroso aos parlamentares.

Barroso ainda se dispôs a discutir em conjunto com a bancada alternativas para lutar contra o tráfico por meio de políticas públicas. “O tráfico está dominando nosso país e temos que admitir que o que estamos fazendo agora não está dando certo. Precisamos mudar nossos planos. Vamos conversar em conjunto, sem ideologias”, acrescentou.

Avanço

Independentemente das explicações, entre os evangélicos, no entanto, o entendimento é de que a PEC deve avançar no Congresso. Desde domingo (2/3), a bancada tem mobilizado um “clamor nacional contra a descriminalização das drogas” nas redes sociais.

“A FPE, preocupada com o julgamento que ocorrerá no dia 6/3/24, pelo STF, visando a descriminalização da maconha, pleiteia ao nobre Pastor e ao rebanho que Deus lhe confiou, que neste domingo (3/3/24), torne isto conhecido e levantem um clamor, para Deus interferir e nos livrar deste mal”, divulgou o perfil da bancada em uma rede social no último domingo.

Protocolada em setembro de 2023, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/23, conhecida como PEC das Drogas, tem seu texto considerado como prioritário para Pacheco desde o ano passado, em meio aos avanços do julgamento do STF sobre o assunto.

O texto da PEC prevê que seja considerado crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de quaisquer entorpecentes ou drogas ilícitos.

Além disso, o texto prevê que seja observada uma distinção entre traficante e usuário de drogas. Ao usuário, a proposta aponta aplicação de penas alternativas à prisão e tratamento contra a dependência química.

Para que seja aprovado, o texto precisará passar primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Davi Alcolumbre (União-AP). No colegiado, o relator do texto é o senador Efraim Filho (União-PB), que divulgou, no fim de 2023, relatório favorável à proposta.

Ainda no fim do ano passado, houve um pedido coletivo de vista sobre a matéria no colegiado. Para que a CCJ retome a análise e a votação do tema, Davi Alcolumbre precisará marcar uma sessão.

Nessa terça (5/3), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou que pode recuar da intenção de fazer a matéria andar caso o STF não trate da descriminalização das drogas.

Fonte: Metrópoles com informações do STF

Cristãos são presos após realizarem culto para crianças na China

Crianças chinesas com bíblias infantis (Imagem: American Bible Society)
Crianças chinesas com bíblias infantis (Imagem: American Bible Society)

Três cristãos foram presos após realizarem um culto infantil para crianças na China, em janeiro.

Segundo a China Aid, uma organização que apoia a Igreja Perseguida, em uma carta anônima, um cristão local relatou o caso e pediu oração pelas vítimas.

Na manhã do dia 18 de janeiro, Dai Chuanli, Wang Dandan e Ma Jiahui, membros da Igreja Reformada Fuyang Maizhong, ministravam às crianças da congregação, cantando hinos e orando, quando foram surpreendidos por policiais, em Fuyang, na província de Anhui.

Os oficiais da Polícia do Sub-departamento da Zona de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Fuyang deteram os cristãos.

No dia seguinte, as casas dos três membros foram revistadas, e eles receberam uma detenção administrativa de 15 dias.

Os crentes da igreja doméstica têm enfrentado assédio por parte das autoridades locais. Por diversas vezes, o gabinete da gestão comunitária pressionou os proprietários dos locais que a igreja alugava para expulsá-los, os obrigando a mudarem seu local de culto.

Além disso, a polícia já prendeu e multou membros por se reunirem para cultuar e chegou a apreender materiais da igreja, incluindo livros e computadores.

A Igreja Reformada Fuyang Maizhong se tornou uma congregação doméstica após se recusar a aderir à Igreja das Três Autonomias e ser banida pelo governo comunista.

Ditadura chinesa contra a Igreja

A perseguição aos cristãos na China está crescendo em ritmo acelerado. O país lidera o ranking com o maior número de igrejas fechadas, conforme a Lista Mundial da Perseguição 2024, da Portas Abertas.

A Constituição chinesa funciona como uma “ditadura” que eles chamam de “democrática popular”, mas a democracia realmente não existe. A liderança chinesa é pautada pela paranoia ditatorial e pelos abusos a todos os tipos de liberdade.

Os regulamentos sobre religião são estritamente aplicados e limitam as igrejas no país, que são totalmente monitoradas pelo governo.

A maioria delas faz parte do Movimento Patriótico das Três Autonomias, as outras são consideradas ilegais.

Fonte: Guia-me com informações de China Aid

Projeto de Lei altera dia de folga conforme religião do trabalhador

Senado Federal (foto: Reprodução)
Senado Federal (foto: Reprodução)

Quase nove em cada dez brasileiros dizem acreditar em Deus, segundo a pesquisa Global Religion 2023, produzida pelo instituto Ipsos. Nesse cenário em que o país se coloca no topo do ranking em relação a religiosidade e fé que debatedores defenderam, em audiência pública, mudança na legislação trabalhista para contemplar a liberdade de consciência, com a aprovação de projeto de lei que permite ao empregado alterar seu dia de descanso semanal por motivos religiosos.

O debate aconteceu na segunda-feira, 26 de fevereiro, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal. Pelo projeto de lei (PL) 3.346/2019, que tramita na comissão, será possível ao trabalhador escolher folgar no sábado, ao invés do domingo, por exemplo.

Na avaliação dos participantes, o Brasil precisa regulamentar em lei o que a Constituição já expressa nos incisos VI ao VIII do artigo 5º. O trecho trata do direito à liberdade de consciência “que protege a autonomia do cidadão na adesão de valores religiosos, espirituais, morais ou político-filosóficos”.

O presidente da CDH e autor do requerimento para a realização da audiência, senador Paulo Paim (PT-RS), manifestou apoio ao projeto. Para ele, a iniciativa resguarda o direito dos trabalhadores e dos servidores públicos religiosos ao descanso nos seus dias de guarda religiosa.

— A Constituição diz que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, garantida na forma da lei, a proteção aos locais do culto e as liturgias onde ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção religiosa ou política.

Sábados

O PL 3.346/2019, da Câmara dos Deputados e relatado pelo senador Magno Malta (PL-ES), tramita na CDH e trata dos direitos dos trabalhadores na iniciativa privada ou servidores públicos quanto ao direito de escolha e concretização prática da fé íntima. Para isso, entre outras garantias, o texto assegura, por exemplo, que em vez de folgar no domingo, o trabalhador poderá optar for descansar no sábado, desde que a mudança seja acordada com o empregador, sem perdas ou ônus para o empregado. Tal mudança favoreceria, por exemplo, os judeus que observam o descanso aos sábados, assim como os adventistas do sétimo dia.

Na avaliação do presidente da Associação Nacional de Juristas Islâmicos (Anaji), Girrad Mahmoud Sammour, o projeto oferece avanços ao garantir segurança jurídica e garantir direitos de todos os trabalhadores, sem que isso gere qualquer prejuízo ao empregador. No islamismo, o dia de guarda religiosa é a sexta-feira.

— Quantas ações foram ajuizadas para que o empregado tivesse o seu dia de guarda respeitado? E foram acolhidas as ações. Porque só judicialmente para a empresa autorizar isso e não ser penalizada […]. Quantas pessoas são discriminadas na contratação por conta da vestimenta? E a vestimenta não causa impacto nenhum no ofício que é exercício — reforçou.

Além de permitir a escolha do dia de descanso, o projeto autoriza o empregado a compensar o período não trabalhado por meio de acréscimo de horas diárias ou de turnos. O texto garante ainda ao empregado o direito de utilizar, no local de trabalho, adereço associado ao seu credo, salvo se houver incompatibilidade ou impedimento legalmente justificável.

Liberdade de consciência

Para a Presidente da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), Edna V. Zilli, a liberdade de consciência é vital para a autonomia, diversidade, para assegurar o respeito individual, a tolerância e a proteção contra o totalitarismo. Para Zilli, a escolha dos dias de folga do trabalhador também é uma questão que toca na liberdade de consciência.

— A relevância do projeto pode ser medida pela importância que o direito internacional dos direitos humanos confere à liberdade religiosa, que inclui não apenas o direito de crer, mas o direito de agir segundo as suas convicções religiosas — disse Zilli, que também expressou preocupação com a garantia do direito à “objeção de consciência” dos médicos e demais profissionais de saúde em relação aos casos de aborto permitidos em lei — Um profissional da medicina que […] crer que só quem pode dar e tomar a vida é Deus, como que ele vai proceder um aborto? Ser obrigado a isso violaria de uma forma brutal convicções que ele traz consigo.

O diretor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia para América do Sul, Luigi Braga, reforçou a defesa do projeto. Na opinião dele, o Legislativo tem a maturidade para avançar no tema.

— O direito que a Constituição assegura não é a minha percepção, mas a percepção e o direito do outro, independente da minha opinião sobre o que ele estava falando. Então a questão da liberdade religiosa ela talvez seja o direito mais profundo, porque quando a gente fala dos direitos do dia a dia, nós estamos falando de direitos relacionados a nossa vida, mas quando você fala de liberdade religiosa você está pensando no transcendental, você está pensando […] muito além do que a gente está vivendo aqui, do cargo que a gente ocupa, do dinheiro que a gente tem e do que a gente faz.

Qualidade de vida

O vice-presidente da União das Entidades Islâmicas (UNI), Sheikh Jihad Hammdah, observou que o projeto contempla o direito à dignidade humana.

— Isso não beneficia somente ao trabalhador, mas beneficia toda a sociedade e também beneficia a empresa na qual ele trabalha. Por quê? Porque se ele trabalhar tranquilamente, com dignidade e satisfeito isso vai ajudá-lo a ter uma qualidade de vida melhor e […] uma produtividade melhor, um relacionamento com seus colegas de trabalho melhor. A religião vem para beneficiar a pessoa e [com] esse direito garantido para ele, ele certamente trabalhará melhor sua ansiedade, seus problemas emocionais, vai ter estabilidade .E isso vai ajudar a ele, a sociedade e a empresa na qual ele trabalha, sendo ela estatal, sendo ela privada — disse Hammdah.

Opinião também compartilhada pelo vice-presidente da Associação Internacional de Liberdade Religiosa, Luís Mário de Souza Pinto. Ele destacou que o projeto vai auxiliar na preservação da diversidade cultural e na promoção da cidadania do empregado na empresa e a promoção da dignidade do trabalhador e do servidor público nos ambientes em que prestam serviço.

— Liberdade religiosa é mais do que um direito, é um princípio fundamental que exige o respeito pela diversidade de crenças e a proteção do direito de cada indivíduo de acordo com a sua consciência.

Pluralidade

Apesar de defenderem a liberdade da consciência e o respeito à livre manifestação, os participantes se colocaram contra o possível uso indevido desse dispositivo para a prática de ódio, preconceito ou qualquer crime relacionado ao desrespeito à dignidade humana.

— Liberdade de consciência é falar e defender o que pensa desde que você não agrida o outro, desde que você não utilize uma liberdade de expressão para uma liberdade de desinformação. Desde que você não utilize a liberdade de expressão para uma libertinagem, para propagar ódio, para atacar o outro, atacar o sagrado do outro. […] Num país plural, empregados das mais diferentes religiões que estão ali praticando o seu ofício e ninguém quer saber a religião do outro. Ele tem que fazer o papel dele naquilo em que foi contratado. Se ele prefere folgar na sexta, se ele prefere folgar no sábado ou no domingo faz parte da religiosidade dele, desde que seja de acordo com as possibilidades da empresa — concluiu Girrad Sammour.

De acordo com o Censo 2022, recentemente divulgado pelo IBGE, o Brasil tem 580 mil templos religiosos.

Fonte: Agência Senado

Assembleia de Deus firma termo para cumprir limites de emissões sonoras em PE

Decibelímetro, equipamento utilizado para medição de ruídos (Foto: Reprodução)
Decibelímetro, equipamento utilizado para medição de ruídos (Foto: Reprodução)

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por intermédio da Curadoria do Meio Ambiente da 4ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória de Santo Antão, cidade que está a 46 quilômetros da capital, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério Avivamento, do bairro Alto José Leal, para cumprimento das legislações fiscal e ambiental.

A Igreja se comprometeu a regularizar a situação de funcionamento perante a Prefeitura de Vitória de Santo Antão, mediante a emissão de Alvará de Localização e Funcionamento e Licença Ambiental ou a obtenção da respectiva certidão de dispensa, se for o caso, bem como o CNPJ. O prazo de regularização é de 45 dias corridos, contados a partir da assinatura do TAC. A instituição deverá encaminhar ao MPPE a comprovação documental de que obteve o Alvará e documentos pendentes.

O outro compromisso firmado pela Igreja é cumprir os limites máximos aceitáveis de ruídos de acordo com o tipo de área e períodos do dia, previstos no art. 15, da Lei Estadual nº 12.789/2005, que prevê para área residencial, onde se localiza o templo, de 65 decibeis de ponderação A (dBA), no período diurno; 60dBA, no período vespertino; e 50dBA, no período noturno, sem prejuízo de atendimento às demais normas e regulamentos expedidos pela União ou pelo município da Vitória de Santo Antão. Os responsáveis deverão, ainda, encerrar a emissão de ruídos (por equipamentos sonoros ou vozes humanas) até às 22h.

Caso não providencie ou não sejam eficientes as travas a serem colocadas nos aparelhos sonoros para atender a legislação, o templo deverá adotar, no prazo de até 45 dias depois da assinatura do TAC, providências para a elaboração de projeto e execução de isolamento acústico do estabelecimento, a fim de adequá-lo ao padrão de emissão de ruídos previsto na lei estadual nº 12.789/2005.

Fonte: Ministério Público de Pernambuco

Irlanda do Norte: metade se identifica como “cristão praticante” e 21% dizem que são evangélicos

Cobh, condado de Cork, Irlanda
Cobh, condado de Cork, Irlanda (Foto de Jason Murphy na Unsplash)

Os dados divulgados por um relatório publicado pela Aliança Evangélica na Irlanda do Norte “surpreenderam” até quem tinha consciência da forte presença do cristianismo na região.

A pesquisa, realizada pela agência de pesquisas Savanta ComRes na primavera de 2023, mostra que 50% das pessoas na Irlanda do Norte se identificam como “cristãos praticantes”. 17% dos entrevistados disseram não ter religião e outros 31,3% identificaram-se como cristãos não praticantes.

O estudo revelou que “23% vão à igreja todas as semanas”, 35% oram semanalmente e 13% “leem a Bíblia pessoalmente”.

Um em cada cinco é cristão evangélico

Segundo a pesquisa, 21% na Irlanda do Norte se identificam como “cristãos evangélicos” e 13% dizem que leem a Bíblia todos os dias.

Estes dados mostram um compromisso com práticas cristãs entre a população que se destaca quando comparado com dados semelhantes recolhidos nos últimos anos no resto do Reino Unido ou na Irlanda.

“A minha investigação como socióloga sempre destacou a importância da religião na Irlanda do Norte”, disse Gladys Ganiel, professora de Sociologia da Religião na Universidade de Queen’s University, em Belfast. “Mas até eu fiquei surpreso ao ver que essas pesquisas encontraram taxas tão altas de prática religiosa; bem como uma disposição muito mais generalizada de se identificar com o evangelicalismo do que eu teria previsto”.

Jovens mais comprometidos com a fé cristã

O relatório destaca que os jovens entre 18 e 24 anos de idade na Irlanda do Norte que são cristãos praticantes têm maior probabilidade de se identificarem como evangélicos do que as pessoas com 65 anos ou mais (70%, contra 46%).

Constatou também que 65% da população em geral “concorda ou concorda fortemente que existe um papel para a fé na sociedade em geral”.

Davyd Smith, chefe da Aliança Evangélica da Irlanda do Norte, disse: “Sempre suspeitamos que a fé cristã continuava a desempenhar um papel importante na vida aqui e esta pesquisa confirma elevados níveis de identificação e prática religiosa. As conclusões deste relatório nos desafiaram, nos surpreenderam e nos encorajaram!”

“Estamos cientes de que os evangélicos são muitas vezes vistos de forma negativa na mídia”, acrescentou ele, “nossa esperança é que este relatório ajude os que estão no governo e na mídia a nos entender melhor e à religiosidade na Irlanda do Norte”.

Mais dados

Com base nestas conclusões, o organismo evangélico apresentou um relatório que combina as conclusões da pesquisa com uma pesquisa online auto selecionada sobre como os cristãos evangélicos viam a sociedade e as suas próprias comunidades eclesiais.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Na Guatemala, escolas públicas recorrem ao estudo bíblico para estimular a leitura e resistir à cultura das gangues

Crianças se reúnem para um programa da Sociedade Bíblica em uma escola pública em Mixco, Guatemala, em novembro de 2023. (Foto: Religion News Service/Catherine Pepinster)
Crianças se reúnem para um programa da Sociedade Bíblica em uma escola pública em Mixco, Guatemala, em novembro de 2023. (Foto: Religion News Service/Catherine Pepinster)

Ao chegar à escola pública de Terra Nueva, um bairro desta cidade ligado por pontes à Cidade da Guatemala, o balbucio estridente que vem do outro lado do muro da escola, se você fechar os olhos, pode estar vindo de pessoas felizes, crianças animadas em qualquer lugar.

Mas Terra Nueva é uma área difícil. Estradas esburacadas dificultam as viagens. As lojas nas principais vias estão em ruínas. Muitas famílias enfrentaram a pobreza e a perturbação desde a época da guerra civil do país, que durou quase quatro décadas e levou muitas famílias rurais a mudarem-se para a relativa segurança da área metropolitana. Mas as cidades têm um elevado nível de criminalidade, grande parte dela ligada a gangues.

Muitas crianças na área metropolitana da Cidade da Guatemala abandonam a escola aos 14 anos; nas áreas rurais pode chegar aos oito anos. Para aqueles que frequentam, muitas vezes há escassez de materiais didáticos, incluindo livros didáticos e dispositivos de leitura modernos. No Mixco, 650 alunos partilham apenas 12 computadores.

Em resposta a estes desafios, os administradores escolares de Mixco introduziram um programa criado pela Sociedade Bíblica no Reino Unido, chamado Open the Book (Abra o Livro), que dramatiza histórias bíblicas, com os alunos cantando e dançando como forma de aprender tanto a leitura como a Bíblia.

Quando os atores do Open the Book chegaram para uma de suas visitas bimestrais no outono passado, a sala de aula cheia de alunos de uniforme vermelho, do jardim de infância ao ensino médio, explodiu em aplausos. A história que se desenrolou, “Finalmente Livres”, foi baseada na história do Êxodo, dos israelitas fugindo do Egito, com a divisão do Mar Vermelho engenhosamente, mas simplesmente retratada com um grande pano azul decorado com peixes que então cobriu os egípcios enquanto eles perseguiam os israelitas.

Alguns alunos foram convocados para contar a história, com fantasias improvisadas, incluindo coroas e cocares, feitos de papel e toalhas.

Após a dramatização veio uma reflexão e uma oração. “Gostei que Deus tivesse me libertado”, disse Justin, 11 anos, que interpretou um israelita. “As histórias da Bíblia me ajudam a ser mais inteligente e a aprender sobre Deus.”

A Sociedade Bíblica de 220 anos, parte de um movimento fundado por cristãos evangélicos britânicos, faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas em todo o mundo, que inclui a Sociedade Bíblica Americana e a Sociedade Bíblica da Guatemala. O grupo guatemalteco, que conta com 50 funcionários, conta com 1.000 voluntários para ajudar a levar os seus programas às escolas.

Cesar Sanchez, gerente do projeto Open the Book, começou como voluntário. “Eu os conheci através do trabalho que realizam com crianças e comunidades vulneráveis, e foi isso que me atraiu no trabalho que realizam”, disse ele. “Eu vi isso fazer a diferença.”

A favela de El Mezquital, na Cidade da Guatemala, está situada à beira de vários barrancos no sul da cidade, onde cerca de 4 mil famílias do campo se estabeleceram na década de 1980. Com a ajuda da UNESCO e da Igreja Católica, foram construídas habitações e escolas e foi fornecida água. O governo nacional, com fundos do Banco Mundial, está ligando El Mezquital aos sistemas eléctrico e de esgotos e construindo uma estrada principal, mas esta continua a ser uma das partes mais carentes da Cidade da Guatemala.

A Escola Pública El Mezquital costumava ser uma instituição correcional e seu passado parece assombrá-la: as crianças mais velhas relembram um tiroteio entre gangues que matou uma mulher nos portões da escola. A equipe tentou suavizar suas arestas com muitas fotos e muitas plantas. “As gangues tentam atrair meninos”, disse Annalise Palma, da Sociedade Bíblica da Guatemala. Por saberem que as crianças não serão mandadas para a prisão, as gangues lhes dão telefones celulares e as ensinam a extorquir dinheiro por telefone.

“Os pais não deixam os filhos sair à noite porque é muito perigoso; mesmo que seja um serviço religioso, eles não vão”, disse Palma.

Evelyn Divas, 47 anos, professora diretora da escola pública de El Mezquital, estava hesitante em trazer estudos bíblicos para a escola – por um lado, ela disse, ela era a única professora cristã praticante na escola. “Eu estava preocupada que todos pensassem que eu estava lá apenas para impor minhas crenças a eles”, disse ela. “No início, todos estavam hesitantes em relação ao projeto e é difícil para as pessoas se entusiasmarem com ele.”

Agora, diz ela, as pessoas aceitaram e as crianças gostam.

Alison Estefinea Gutierrez, 11 anos, disse que perdeu três primos devido à violência das gangues e que as aulas da Sociedade Bíblica, que acontecem no salão de reuniões da escola, a ajudaram a lidar com a violência. “Ler a Bíblia”, disse ela, “me ajudou a perdoar e me tornei menos agressiva”.

Outra estudante de El Mezquital, Mayerly Martinez, disse: “Morando aqui, você vê muitos conflitos e ouve tiros o tempo todo. Você se acostuma com pessoas sendo mortas. É assim que as coisas são.”

Os adolescentes que são apanhados em crimes geralmente acabam no Centro de Detenção Etapa II, numa clareira nos arredores da Cidade da Guatemala, onde 108 prisioneiros, com idades entre os 14 e os 18 anos, são mantidos em celas rodeadas por guardas e arame farpado. Eles são acusados ​​de crimes como porte ilegal de armas, extorsão e assassinato, mas o processo judicial é tão lento que pode levar até sete anos para um caso chegar a julgamento.

As aulas são ministradas no centro de internação e os adolescentes também podem se matricular em cursos por correspondência. A Sociedade Bíblica também vem quinzenalmente para realizar sessões Open the Book, que levam à discussão sobre valores e honestidade. Os meninos também podem solicitar orações. Numa sessão recente realizada num campo de basebol rodeado de celas, rapazes com cabeças rapadas, vestidos com camisetas brancas e calças de treino, olhavam através das grades das celas.

Entre os meninos estava Wilson, 15 anos, cujo irmão mais velho morreu na sua frente. “Ouvi os tiros e depois o vi sangrar”, lembrou. “Eu queria vingança, então quando tinha 14 anos entrei para uma gangue.” Um dia ele estava sentado com um amigo que, disse Wilson, tinha uma arma, mas a polícia prendeu Wilson. Depois de três meses detido e participando de sessões do Open the Book, ele disse que sua visão está mudando. “Não cabe a mim buscar vingança”, disse ele.

Se os rapazes dos bairros tendem a ser arrastados para o crime, as adolescentes têm maior probabilidade de engravidar. A idade de consentimento é 15 anos e há pouca educação sexual ou acesso à contracepção para os adolescentes. O aborto é ilegal. Children Having Children (Crianças Tendo Filhos) é outra ação ligada à Sociedade Bíblica que trabalha com adolescentes menores de 18 anos que se encontram nesta situação, ensinando-as sobre o relacionamento entre pais e filhos. “Damos a eles um curso de três meses para educá-los, para mostrar que é possível criar os filhos sem puni-los ou bater neles”.

O pai do filho de Nally Lavery, de 15 anos, a convenceu a dormir com ele porque alegou que não poderia ter filhos. Quando ela lhe contou que estava grávida, diz Lavery, ele disse que não poderia ser filho dele. Children Having Children tem sido uma tábua de salvação, proporcionando apoio e incentivo para que ela continue seus estudos.

“Vir aqui me motiva”, disse Lavery, “e saber que vou ficar com meu bebê e cuidar dele”. Sua mãe ficou brava no início, disse Lavery, porque ela queria algo diferente para sua filha – a mãe de Lavery engravidou pela primeira vez aos 16 anos, e todos os seus filhos têm pais diferentes.

De acordo com Palma, gerente do projeto da Sociedade Bíblica da Guatemala, “Há um ciclo acontecendo com as meninas nesta situação. Elas são estigmatizadas por terem filhos, enquanto os meninos responsáveis ​​escapam impunes, eles simplesmente vão embora, a mesma coisa acontece novamente na próxima geração. Precisamos quebrar esse ciclo.”

Em janeiro, o novo presidente da Guatemala, o reformador anticorrupção Bernardo Arévalo, tomou posse após meses de agitação após as eleições de agosto no país. Ele promete mudar a sorte dos jovens guatemaltecos com foco na educação. A GT News, a agência de notícias do governo, informou em fevereiro que o ministro da Educação planeava remodelar 10.000 escolas nos primeiros 12 meses da administração.

Muito mais difícil será combater as redes criminosas e a corrupção profundamente enraizada, a plataforma pela qual Arévalo foi eleito. Esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro, contrabando e fraude ajudam a confundir a linha entre o comércio de drogas e a política, de acordo com o think tank Insight Crime. Aqueles que mais sofrem tendem a ser os mais pobres, com gangues predatórias envolvidas em extorsão em bairros urbanos pobres.

Arevalo acredita que a educação também é a resposta aqui. Visitando um projeto de reforma escolar, o presidente disse: “Há muito tempo não investimos da mesma forma para levar desenvolvimento a todas as comunidades do país. o país está em jogo na educação das crianças.”

Mas, por enquanto, são os professores que devem operar na fronteira entre a educação e o mundo das gangues e do tráfico de drogas. Divas, a diretora de El Mezquital, disse que alguns de seus alunos são filhos de membros de gangues. Alguns pais estão na prisão por assassinato, sequestro e extorsão.

Segundo Divas, o programa bíblico visa mostrar às crianças valores diferentes daqueles da cultura das gangues. “Vejo este projeto como plantar uma semente… convidando-os a viver uma vida boa. Eles podem nem entender isso agora, mas sei que um dia entenderão. E esses valores podem penetrar na cultura mais ampla.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today e Religion News Service

Regis Danese diz que ainda está traumatizado e pede orações

Cantor Regis Danese (Foto: Reprodução)
Cantor Regis Danese (Foto: Reprodução)

Regis Danese usou as redes sociais nesta última quarta-feira, 28, para falar sobre como está sua recuperação. O cantor gospel sofreu um grave acidente de carro no fim de agosto do ano passado, enquanto ia para um show.

Através dos Stories do Instagram, o cantor afirmou que o processo de recuperação ainda deve demorar mais um tempo. 

“Estou me recuperando do acidente, que me deixou muito traumatizado, e também estou me recuperando, a cada dia, fisicamente. Tudo nessa vida passa, o sofrimento também é passageiro. Só orem por mim. Para que Deus me restabeleça por completo”, escreveu no Instagram.

Por fim, o cantor se mostrou grato por estar vivo, mas ressaltou que a recuperação está sendo demorada.

“Eu sei que Deus me livrou da morte, eu sei, não estou murmurando, só preciso de um tempo maior para me recuperar, a pancada foi muito forte, mas irei superar tudo isso em nome de Jesus”, disse o artista.

Relembre o acidente

O cantor gospel Regis Danese sofreu um acidente de carro no dia 30 de agosto do ano passado, enquanto estava a caminho de um show na cidade de Ceres, região central de Goiás. Nas redes sociais, o artista postou um vídeo enquanto recebia atendimento médico e falou sobre o ocorrido.

“Eu acabei de sofrer um acidente a caminho do show em Ceres. Estou aqui sendo atendido. O carro arrebentou todo. Orem por mim! Eu estou com muita dor no abdômen. Meu irmão [Daniel Bruno Danese] não aconteceu nada, estava do meu lado. Deus é bom, Deus é fiel. Vai dar tudo certo. Orem por mim”, disse ele na gravação em que aparece com o rosto ensanguentado.

Após passar por cirurgias de laparotomia e enterorrafia, o artista, que estava internado na enfermaria do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Depois de ficar 19 dias internado, Regis foi liberado pelos médicos para voltar para casa. “Quando eu achei que era o fim, era só o recomeço. Eu sou a prova viva de que Jesus ainda faz milagres”, disse ele em sua primeira aparição na web após o acidente.

Com informações de Comunhão e Caras

Eli Soares e Carlinhos Félix juntos no projeto “Legado”

Carlinhos Félix e Eli Soares lançam "Baião Eletrônico". (Foto: Divulgação)
Carlinhos Félix e Eli Soares lançam "Baião Eletrônico". (Foto: Divulgação)

A nova edição do projeto Legado, iniciativa da MK Music que tem como objetivo homenagear artistas icônicos do gospel nacional, traz sucessos de Carlinhos Félix, fundador da banda de pop-rock Rebanhão. Na estreia, o cantor conta com a participação de Eli Soares. Juntos eles cantam “Baião”, um sucesso dos anos 80 e 90.

“Fizemos esse mashup de ‘Baião’, lançada originalmente pelo Rebanhão (1981), com ‘Baião Eletrônico’, pela banda Azul (1988). Fiquei muito honrado com o convite e extasiado com o formato. A proposta de mudar tudo e contextualizar foi um desafio e tanto. Montamos repertório com canções icônicas e com uma mensagem atemporal”, disse Carlinhos.

A presidente da MK, Mariana de Oliveira, destacou que o projeto nasceu como uma forma de honrar artistas que foram desbravadores no segmento da música gospel nacional.

“São artistas que, independentemente de fazerem parte do nosso cast, ajudaram e ajudam a construir o que hoje é a música gospel brasileira, quebrando barreiras. Além disso, mostramos à nova geração canções que são imortais!”, comenta.

Assita “Baião / Baião Eletrônico”:

Fonte: Comunhão

Cantor gospel acusa Taylor Swift de praticar satanismo em shows

Cantora Taylor Swift (Foto: Reprodução)
Cantora Taylor Swift (Foto: Reprodução)

O cantor gospel Shane Lynch, da banda irlandesa Boyzone, acusou Taylor Swift e outros artistas seculares de realizarem rituais satânicos em seus shows sem que o público perceba. Para Shane, as batidas e letras das canções também possuem teor demoníaco.

– Vários artistas por aí performam rituais satânicos em seus shows na frente de 20 mil pessoas e o público nem percebe. Vemos as pessoas usando capuzes pontudos, máscaras e cerimônias do fogo – assinalou ele em entrevista ao jornal Sunday World.

Na sequência, o artista irlandês mencionou diretamente Swift, cantora que em novembro esteve no Brasil para sua turnê intitulada The Eras Tour. Sua passagem pelo Rio de Janeiro foi marcada pela morte de uma jovem, que não resistiu à exaustão térmica no Estádio Olímpico Nilton Santos.

– Mesmo a Taylor Swift, uma das maiores artistas do mundo, você assiste a um show dela e vê dois ou três rituais demoníacos diferentes, com pentagramas no palco e tudo. Mas muita gente não percebe, é visto como arte – acrescentou.

Shane disse estar preocupado com os efeitos que tais obras musicais podem provocar na sociedade e avaliou que elas estaria passando valores distorcidos para crianças. Ele ainda pediu aos pais que estejam atentos aos conteúdos que seus filhos consomem.

– Isso tem 100% de efeito na sociedade. Acho que nossa sociedade nunca foi pior em muitas áreas, e começa com nossos filhos. Está chegando aos nossos filhos desde o início para fazer com que eles se afastem de qualquer princípio, qualquer coisa controlada ou disciplinada. Está ficando bem mais selvagem lá fora por um motivo. A música é perigosa – advertiu.

Essa não é a primeira vez que Swift é acusada de praticar satanismo. Em 2020, a cantora lançou o videoclipe Willow, no qual aparece encapuzada ao lado de outras pessoas realizando uma dança com lanternas e fogo, interpretada por muitos como um ritual. Segundo Taylor, a música é como um “feitiço para fazer com que alguém se apaixone por você”.

Fonte: Pleno News

Cerca de 100 mil pessoas são evangelizadas por missionários brasileiros com filme “Jesus”, em Madagascar

Exibição do filme “Jesus” em uma aldeia. (Foto: Instagram/Família Basso).
Exibição do filme “Jesus” em uma aldeia. (Foto: Instagram/Família Basso).

Há 11 anos, o casal brasileiro Fernando e Janaine Basso está levando o Evangelho a um povo não alcançado nas montanhas de Madagascar.

Em 2013, os missionários desembarcaram no exótico país africano para atuar na Vila de Betroka e em centenas de vilarejos ao redor.

Em parceria com a Missão Zero e a MIAF (Africa Inland Mission), o casal está evangelizando o povo Bara.

Em entrevista ao site cristão Guiame, Fernando Basso contou como é servir a um povo classificado como um grupo não alcançado.

Os Bara são criadores de gado e agricultores seminômades, que vivem nas montanhas no sul de Madagascar. Praticando a religião animista (adoração à natureza), eles também são muito envolvidos com feitiçaria.

“O boi é como se fosse um deus pra eles. Porque o boi dá tudo: glória, prestígio, riqueza. O boi trabalha e é usado em sacrifícios aos ancestrais”, explicou Fernando.

A base missionária da família Basso fica em Betroka. A partir de lá, os missionários promovem ações evangelísticas por toda a região, em parceria com duas igrejas locais. Até agora, 10 igrejas já foram plantadas.

“Betroka é uma vila maior, como se fosse uma cidadezinha do interior do Brasil. É um lugar cosmopolita, onde estão todas as etnias, é um ponto de venda e troca”, comentou o missionário.

Pregando a um povo que não sabe ler

Uma das estratégias usadas para alcançar os Bara é a exibição do filme “Jesus” nas aldeias. Desde 2017, 419 vilas foram evangelizadas por eles através da produção, alcançando mais de 100 mil pessoas.

Basso explicou a escolha da estratégia: “O povo Bara é um povo de tradição oral. Toda cultura dos Bara, tradições, a religiosidade são passadas através do conhecimento oral. O povo Bara ainda não tem a Bíblia inteira traduzida e 90% não sabe ler nem escrever”.

“Eles são muito visuais, há um provérbio Bara que diz: ‘Se os meus olhos não veem, meu coração não crê”.

Traduzido na língua Bara, o filme conta a história completa da salvação, começando em Gênesis, com o pecado e a queda, depois os profetas até a crucificação e a ressurreição de Jesus

“O filme abre muitas portas para [ir] às vilas. Foi assim que chegamos a 400 vilas visitadas com o filme ‘Jesus’”, contou Fernando, acrescentando que os aldeões chegam a pedir que os missionários passem a produção em seu vilarejo.

O missionário destacou que há muitos testemunhos, fruto da ação evangelística com o filme.

Milagre na seca

Certa vez, durante uma época de seca, em uma vila que o filme iria ser exibido, um aldeão questionou a existência e o poder de Deus a Fernando.

“Chegamos lá e já fazia quase um ano que não chovia. E ele disse: ‘Oh, branco! Porque você não manda o seu Jesus fazer chover para nós?’ E eu falei: ‘Peça você, Ele é Deus, pode fazer qualquer coisa’”, disse o missionário.

Logo depois, o filme começou a ser exibido à aldeia e algo sobrenatural aconteceu. “Não tinha previsão de chuva. De repente, um vento frio começou a soprar, vindo do sul, uma nuvem negra cobriu onde estávamos e choveu, choveu, choveu”, testemunhou Basso.

Os aldeões ficaram impressionados com o milagre e falaram a ele: “Teu Jesus é bom mesmo!”. E o missionário respondeu: “Ele deu prova de si, agora vocês se arrependam e creiam no Evangelho”.

Após a exibição do filme nas aldeias, a missão envia evangelistas locais para continuar discipulando os moradores.

“É um programa de discipulado. Os evangelistas já foram treinados em missões, em teologia bíblica, em vida cristã, em como evangelizar com histórias, como desenhar as histórias bíblicas para que os baras compreendem profundamente a verdade do Evangelho”, relatou o missionário.

Alimentando na fome

O casal missionário também promove outros projetos evangelísticos e sociais, em parceria com igrejas locais.

Como a Escola Be Fitia, que fornece educação e alfabetização através da Bíblia. Todos os dias, 220 crianças são alimentadas no colégio.

A missão ainda evangeliza adolescentes através do esporte, incluindo basquete e futebol de areia, e promove um curso de corte e costura para mulheres.

Durante o período da seca há muita fome na região. Nessa época, os missionários distribuem toneladas de arroz para os aldeões em diversas vilas. Em 2023, foram doadas 10 toneladas.

“O povo é muito pobre, é uma miséria total, é um lugar seco e muito difícil”, observou Fernando.

O missionário, que também é engenheiro agrônomo, ensina agricultura para o povo Bara através do programa “Agricultura à Maneira de Deus”. “Eu ensino eles a melhorarem o plantio para ter uma produtividade melhor”, afirmou.

Cristianismo em Madagascar

Sobre a situação do cristiniamo em Madagascar, Fernando relatou que, apesar da maioria da população se identificar como cristã, o cristianismo praticado no país é nominal.

Um dos desafios que os missionários enfrentam é a mistura da fé com cristã com elementos do animismo e da feitiçaria.

“A cultura bara é muito fechada em si, especialmente nas tradições de sacrifício para os ancestrais e demônios, essa é uma barreira muito grande”, revelou o líder.

Mesmo enfrentando a pobreza, o difícil acesso a aldeias remotas e a falta de recursos, o casal brasileiro continua trabalhando, cheio de fé. “Seguimos firmes, pregando o Evangelho de Jesus”, concluiu Fernando.

Fonte: Guia-me

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