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Cristão absolvido de blasfêmia no Paquistão, mas ainda permanece no corredor da morte

Noman Masih, cristão condenado à morte por blasfêmia, no Paquistão. (Foto: Reprodução/Morning Star News)
Noman Masih, cristão condenado à morte por blasfêmia, no Paquistão. (Foto: Reprodução/Morning Star News)

Um cristão condenado à morte num caso de blasfêmia no Paquistão foi absolvido em 20 de fevereiro em outro relacionado ao mesmo incidente, com o juiz citando dupla penalidade, disse seu advogado.

A polícia acusou ilegalmente Noman Masih, 24 anos, duas vezes pelo mesmo incidente, mas ele continua no corredor da morte por condenação no primeiro caso, disse o advogado Lazar Allah Rakha.

“O juiz de sessões adicionais de Bahawalnagar, Sarfaraz Ahmed, admitiu em 20 de fevereiro meus argumentos de que o caso contra meu cliente Noman Masih se enquadrava no princípio da dupla penalidade, que afirma claramente que nenhuma pessoa pode ser processada ou punida pelo mesmo delito mais de uma vez”, Rakha disse ao Christian Daily International-Morning Star News.

Masih foi acusado pela polícia em duas cidades, Bahawalnagar e Bahawalpur, pois os agentes agiram com má-fé com a intenção de puni-lo em dois casos de blasfêmia registrados no prazo de três dias.

“A polícia também tentou processá-lo num tribunal antiterrorismo, embora o caso não se enquadrasse na categoria de terrorismo”, disse Rakha. “Resisti à tentativa deles e argumentei com sucesso que o caso fosse apreciado pelo tribunal de sessões. A atitude preconceituosa da polícia em relação a Masih insinua que alguém queria vê-lo sofrer a todo custo.”

Um juiz do caso Bahawalpur condenou Masih à pena de morte em maio de 2023, após um julgamento de quatro anos, embora os promotores não tenham fornecido qualquer prova contra ele, disse Rakha.

“Além disso, todas as testemunhas apresentadas pela acusação também não conseguiram corroborar a narrativa policial”, disse ele. “Foi um erro judiciário, para dizer o mínimo.”

A absolvição de 20 de fevereiro no caso Bahawalnagar aumentou a esperança de que o Tribunal Superior de Lahore considere o recurso de Masih contra a sentença de morte com base no mérito e ordene sua absolvição, disse Rakha.

“Estou 1.000% confiante de que o tribunal superior anulará a condenação de Masih quando examinar as lacunas na história da acusação que o tribunal de primeira instância ignorou”, disse ele. “Masih, se Deus quiser, em breve se reunirá com sua família.”

O advogado, que conquistou a liberdade de várias pessoas acusadas de blasfêmia, expressou gratidão ao grupo de defesa jurídica Alliance Defending Freedom (ADF) International, que o apoiou no caso de Masih.

“Os pais de Masih são muito pobres e estou grato à ADF por se associar a mim nesta batalha legal pela justiça”, disse ele.

O pai de Masih, Asghar Masih, disse que sua família ficou profundamente aliviada ao saber da absolvição.

“Estávamos no fio da navalha após a conclusão do julgamento no caso Bahawalnagar”, disse ele ao Christian Daily International-Morning Star News. “Quando informamos Noman sobre sua absolvição, ele ficou cheio de alegria. Esta é a primeira boa notícia que ele recebe em muito tempo.”

Asghar Masih, faxineiro e membro da Igreja Anglicana do Paquistão, disse que não poderia agradecer o suficiente a Rakha por apoiar a família.

“Embora o advogado Lazar tenha nos encorajado continuamente e mantido vivas as nossas esperanças, minha esposa e eu estamos extremamente preocupados com o resultado deste caso”, disse ele.

‘Informações Secretas’

A polícia prendeu Noman Masih e o seu primo, Sunny Waqas , depois de agentes nos seus respectivos distritos, citando “informações secretas”, terem apresentado processos contra eles ao abrigo da Secção 295-C dos controversos estatutos de blasfémia do Paquistão. A Seção 295-C, para comentários depreciativos sobre Maomé, o profeta do Islã, acarreta uma sentença de morte obrigatória.

O subinspetor estagiário Fraz Ahmed, da Delegacia de Polícia de Faqirwali em Bahawalnagar, afirmou ter recebido “informações secretas” de que Waqas havia impresso esboços blasfemos do profeta do Islã e os carregava em uma bolsa preta para mostrar a outras pessoas, de acordo com o First Information Report (FIR) Nº 353/19, um tipo de boletim de ocorrência.

Ao ser interrogado, Waqas disse à polícia que seu primo Noman havia compartilhado com ele as supostas imagens sacrílegas no WhatsApp, segundo o denunciante. Waqas foi detido em 29 de junho de 2019 e acusado de blasfêmia.

Em 1º de julho de 2019, a polícia de Bahawalpur prendeu Noman Masih.

Um FIR registrado pela Delegacia de Polícia de Baghdadul Jadeed sob a denúncia do Subinspetor Muhammad Arshad Nadeem afirma que Nadeem recebeu “informações secretas” de que Noman Masih estava sentado em um parque público às 3h30 com nove ou 10 pessoas e estava mostrando-lhes imagens blasfemas em seu telefone. A FIR afirma que ele foi preso no parque, mas vizinhos e a família de Masih testemunharam que ele foi preso em sua casa.

Em 17 de janeiro de 2023, o Tribunal Superior de Lahore, Bahawalpur Bench, concedeu fiança a Waqas, o principal suspeito, porque o seu julgamento não foi concluído dentro do período obrigatório de dois anos. Os tribunais rejeitam habitualmente pedidos de fiança apresentados por suspeitos de blasfêmia, especialmente aqueles acusados ​​ao abrigo da Secção 295-C, um crime inafiançável.

Há casos em que os suspeitos de crimes inafiançáveis, incluindo homicídio, podem obter fiança ao abrigo da terceira disposição do n.º 1 do artigo 497.º do Código de Processo Penal. A secção 497 estabelece que se os suspeitos não tiverem sido formalmente acusados, o julgamento não tiver sido concluído no prazo de dois anos e o atraso não for devido ao arguido, deverá ser-lhes concedida fiança.

Waqas teria fugido do Paquistão após obter fiança e o tribunal o declarou um infrator declarado. Seu primo Noman Masih continua encarcerado na Prisão Central de Bahawalpur, onde aguarda recurso da sentença de morte.

O Paquistão ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas de 2024 dos lugares mais difíceis para ser cristão, como no ano anterior.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

Isenção tributária a igrejas deve custar R$ 1 bilhão por ano para o governo federal

Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)
Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)

O governo, em uma nova tentativa de acalmar as tensões com os evangélicos, adotou uma postura passiva nesta terça-feira e testemunhou o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária para as igrejas. A matéria foi aprovada de forma simbólica na Comissão Especial da Câmara, sem oposição do Palácio do Planalto e com apenas um deputado governista presente. Agora, o texto segue para o plenário, onde há uma tendência de aprovação, mesmo que represente uma perda de arrecadação estimada em R$ 1 bilhão, conforme avaliação do relator da PEC.

Para a aprovação em plenário, são necessários pelo menos 308 votos em dois turnos, um cálculo que os apoiadores da proposta acreditam alcançar facilmente, dado o amplo apoio na Casa. Na etapa anterior, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o governo também não havia apresentado objeções.

Apesar do impacto financeiro em um momento em que o governo busca espaço no Orçamento para manter investimentos e cumprir a meta de déficit zero, o governo pondera que uma resistência à proposta por parte da bancada evangélica acarretaria um custo político elevado.

A relação entre o presidente Lula e o segmento evangélico já é marcada por distanciamento, e a recente comparação feita pelo presidente entre a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e o Holocausto gerou críticas do grupo religioso. No domingo, o ex-presidente Jair Bolsonaro reuniu milhares de apoiadores em São Paulo em uma manifestação com forte teor religioso, destacado nos discursos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e na presença do pastor Silas Malafaia como principal líder do evento.

Em um contexto mais amplo, o Palácio do Planalto tem buscado reduzir os atritos com o Congresso, após desentendimentos causados pelo veto de Lula a R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão.

De acordo com o deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), autor da PEC, reuniões com a Casa Civil, Fazenda e Planejamento já foram realizadas, e há um compromisso verbal com os governistas para não obstruírem o processo.

O líder do governo na Câmara, deputado Odair Cunha (MG), admite que há uma “tendência” de liberação da bancada.

“Ainda vamos analisar o texto final e deliberar, mas a tendência é não apresentarmos resistência.”

Já o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), diz que há até mesmo a possibilidade de votos favoráveis, já que o impacto financeiro não é considerado significativo.

“Tenho disposição para debater; é uma reivindicação de uma bancada representativa no Congresso que tem diálogo com o governo. Vamos ver como o processo se desenrola na Câmara. De acordo com informações da Fazenda, não é uma proposta que terá grande impacto fiscal. Precisamos discutir o mérito.”

A Fazenda, ao ser questionada, preferiu não comentar sobre os projetos em andamento.

Agora, a bancada evangélica está pressionando o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para que a PEC seja levada ao plenário até a primeira semana de março. O grupo deseja que a promulgação ocorra pouco antes da Semana Santa, após passar pelo Senado.

Atualmente, os templos religiosos são isentos de impostos sobre patrimônio, renda e serviços considerados essenciais para suas atividades, conforme a Constituição. Com a proposta que avançou na terça-feira, os templos também ficariam isentos de impostos sobre a aquisição de bens e serviços “necessários” para construir e manter o patrimônio, assim como para a prestação de serviços das entidades religiosas, como reformas de igrejas. A isenção também abrangeria tributos indiretos, como aqueles sobre a conta de luz.

Entidades relacionadas a igrejas, como comunidades terapêuticas, creches, asilos e escolas, também seriam beneficiadas, segundo a PEC. O texto original previa que a isenção alcançaria também partidos políticos e instituições sem fins lucrativos, mas essa parte não foi adiante.

“Atualmente, o dízimo é taxado duas vezes: primeiro, quando o trabalhador recebe o salário e é descontado; depois, quando a igreja emprega esses valores novamente e é novamente descontado. Isso vai acabar, já que a isenção abrange reformas e serviços sociais”, explicou Crivella.

Impacto fiscal de R$ 1 bilhão

A isenção dos templos seria realizada através da devolução de créditos em conta corrente das entidades que realizarem os pagamentos. Uma lei complementar posterior estabelecerá as regras para essa devolução até 31 de dezembro de 2025.

Segundo o relator da PEC, deputado Fernando Máximo (União-RO), o governo federal deixaria de arrecadar cerca de R$ 1 bilhão em impostos anuais:

“O impacto fiscal é em torno de R$ 1 bilhão, mas há um retorno direto pelos benefícios que essas instituições trazem para a sociedade. A igreja só poderá se beneficiar dessa isenção se comprovar que o dinheiro usado vem de recursos próprios ou do dízimo e que os valores foram utilizados nessas atividades e obras específicas.”

Como apenas igrejas com CNPJ seriam beneficiadas com as isenções, Crivella prevê que a medida pode aumentar o número de instituições religiosas registradas.

“Atualmente, há cerca de 175 mil templos religiosos com CNPJ, de várias religiões. Sem CNPJ, esse número pode chegar a 500 mil. Acredito que, em busca desse benefício, o número de templos registrados possa aumentar”, afirmou.

Lula já fez gestos para tentar amenizar resistências dos evangélicos desde o início de seu mandato. A Reforma Tributária aprovada no ano passado já havia concedido benefícios. Em fevereiro do ano passado, o PT apoiou a indicação, pela Câmara, do deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR) para o Tribunal de Contas da União (TCU) — o Republicanos é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. A base do governo também endossou um acordo costurado por Lira, que levou o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), à vice-presidência da Casa. Ele é bispo licenciado da Universal.

Entenda a proposta

Como é a regra atual:Templos de qualquer religião são isentos de impostos sobre patrimônio, renda e serviços considerados essenciais para o exercício de suas atividades, de acordo com a Constituição. Assim, as igrejas são isentas as igrejas são isentas, por exemplo, de IPTU e de Imposto de Renda (IR).
Como fica, se a PEC avançar: Também ficam isentos de impostos sobre a aquisição de bens e serviços “necessários” para construir e manter o patrimônio e para a prestação de serviços das entidades religiosas, como reformas de igrejas. Há previsão de o benefício abranger tributos indiretos, como os que incidem sobre a conta de luz. A medida vale ainda para a manutenção de entidades religiosas e suas comunidades terapêuticas, creches, asilos, escolas e outras instituições. A isenção dos templos funcionará por meio da devolução de créditos em conta corrente das entidades que tiverem feito os pagamentos.

Fonte: Folha de S. Paulo

Cristãos morrem em ataque aéreo na Síria

Bandeira da Síria (Foto: canva)
Bandeira da Síria (Foto: canva)

Na manhã da última quarta-feira (28/02), dois cristãos e mais outro homem foram mortos durante um ataque na estrada da cidade de Al-Malikiyah, na Síria. O carro em que eles estavam pertencia às forças de proteção siríacas, chamada de “Sootoro”. Além das três mortes, dois outros cristãos ficaram feridos no mesmo incidente.

Sootoro é uma força polícia cristã ortodoxa que atua na região de Jazira, região autônoma dominada pelos curdos e que fica ao Norte e Leste da Síria. Esses militares têm a função de policiar áreas e bairros onde vivem os cristãos assírios e lutar para impedir que grupos extremistas como o Estado Islâmico tomem novamente o poder na região.

A Síria é o 12º país na Lista Mundial da Perseguição 2024. Os cristãos que vivem no território enfrentam perseguição extrema e são alvos dos ataques de grupos paramilitares e extremistas islâmicos, oficiais do governo, partidos políticos etc. Aqueles que deixam o islã para seguir a Jesus enfrentam ainda mais pressão e violência por parte dos familiares e das comunidades.

Fonte: Portas Abertas

Senado da França aprova inclusão do aborto na Constituição

Plenário, do Palácio de Luxemburgo, sede do Senado da França (Foto: Agência Senado)
Plenário, do Palácio de Luxemburgo, sede do Senado da França (Foto: Agência Senado)

O Senado francês aprovou, nesta quarta-feira (28), o projeto de Lei que inclui o direito ao aborto na Constituição. Se o texto for aprovado no Congresso do Parlamento na semana que vem, a França se tornará o primeiro país do mundo a garantir o direito ao aborto em uma Carta Magna. 

A aprovação, por ampla maioria – 267 votos a favor e 50 contra – foi considerada um grande passo, uma vez que partidos de centro e direita detêm a maioria dos assentos do Senado. 

No X, o antigo Twitter, o presidente francês Emmanuel Macron comemorou a aprovação: “O Senado está dando um passo decisivo”, disse. “Estou empenhado em tornar irreversível a liberdade das mulheres de fazer um aborto, consagrando-a na Constituição”, afirmou Macron logo após a aprovação do projeto de lei pelo Senado.

“Para a votação final, convocarei o Congresso de Parlamento no dia 4 de março ”, disse o presidente.[]

O Ministro da Justiça, Eric Dupond-Moretti, classificou a aprovação como uma votação “histórica” e “uma nova página nos direitos das mulheres”.

Conforme anunciou Macron, o projeto agora segue para aprovação, na próxima segunda-feira (4), no Congresso do Parlamento, em Versalhes, que reúne as duas câmaras francesas em votação, o Senado e a Assembleia Nacional. A aprovação nas duas casas do Parlamento é necessária quando há propostas para alteração da Constituição.

Partidos de direita criticaram o projeto. O presidente do Senado francês, do Les Républicains, disse que a Constituição não deveria ser “um catálogo de direitos sociais”.

Já políticos de esquerda, como Mathilde Panot, do La France Insoumise, comemorou o que eles chamaram de “avanço” do texto no X. “A França se tornará o primeiro estado do mundo a garantir o direito ao aborto. Estamos escrevendo história ”, disse.

Fonte: CNN

Projeto de lei na Alemanha quer proibir orações perto de clínicas de aborto

Berlim, capital da Alemanha (Foto: Canva)
Berlim, capital da Alemanha (Foto: Canva)

A ministra federal da Família da Alemanha, Lisa Paus, do Partido Verde, anunciou na semana passada um novo projeto de lei que propõe multas de até 5.000 euros (equivalente a 26.800 reais na cotação atual) a manifestantes, mesmo de forma pacífica, em áreas públicas próximas a clínicas de aborto.

O projeto de lei quer estabelecer zonas de restrição em todo o país em torno dessas instalações, tornando passíveis de punição mensagens que possam ser interpretadas subjetivamente como “perturbadoras” ou “confusas”, sem uma definição jurídica clara sobre esses termos.

Segundo a ADF International, o assédio já é totalmente ilegal, independentemente da nova lei proposta, que teria como alvo a expressões pacíficas.

O projeto foi aprovado na semana passada pelo Gabinete Federal. Agora, ele seguirá para o Bundesrat (Conselho Federal), que pode propor alterações, antes de passar pelo processo legislativo, que inclui três leituras no Bundestag (Parlamento).

‘Zona tampão’

Em 2023, o Parlamento do Reino Unido aprovou legislação de “zona tampão”, que em breve entrará em vigor em toda a Inglaterra e País de Gales.

As zonas existentes sob leis locais já resultaram em diversas violações dos direitos humanos, incluindo interrogatórios policiais, detenções, multas e processos criminais por manifestações silenciosas em locais públicos próximos a instalações de aborto, efetivamente implicando em processos por “crimes de pensamento”.

Atualmente, o veterano do exército Adam Smith-Connor está aguardando julgamento por oração silenciosa em Bournemouth, Inglaterra.

A nova lei proposta pela Alemanha pode violar diretamente uma decisão de 2023 do principal tribunal administrativo do país, que defende a liberdade de reunião do outro lado da rua de instalações de aborto.

Essa decisão reconheceu os direitos de Pavica Vojnović e seu grupo de oração “40 Dias pela Vida”, que realizaram vigílias de oração silenciosas nas ruas públicas de Pforzheim, Alemanha. Assim, esse exercício dos direitos humanos básicos provavelmente entraria em conflito com a nova legislação proposta.

“Reuniões pacíficas, orações e ofertas de ajuda nunca deveriam ser proibidas. Os planos do governo alemão são alarmantes – não só impõem restrições generalizadas às liberdades fundamentais, mas também enfraquecem o envolvimento da sociedade civil na proteção do direito à vida. Qualquer forma de assédio é obviamente proibida. No entanto, as zonas de censura não são pró-escolha, são sem escolha e não têm lugar em uma sociedade livre e democrática”, disse o Dr. Felix Böllmann, advogado alemão e diretor de Advocacia Europeia na ADF International.

Projeto contradiz decisões judiciais

A ADF Internacional tem oferecido suporte legal à defesa de voluntários pró-vida na Alemanha que exerceram seu direito de fazer orações pacíficas, inclusive em silêncio, em frente a instalações relacionadas com o aborto.

O principal tribunal administrativo da Alemanha reafirmou que uma proibição completa de encontros de oração é inaceitável. Segundo o tribunal, não há um “direito de ser protegido de opiniões divergentes”.

O novo projeto de lei vai além da criminalização do assédio já ilegal, propondo proibições amplas de atividades pacíficas e totalmente legais, como orações ou ofertas de ajuda.

Assim, o projeto de lei entra contradiz decisão judicial atual que garante a liberdade de reunião e expressão em espaços públicos próximos a uma instalação ligada ao aborto, desde que não haja violações evidentes dos direitos de terceiros.

Liberdade de expressão x lobby pelo aborto

“A legislação em vigor na Alemanha obriga o Estado e a sociedade civil a proteger a vida não nascida. Indivíduos comprometidos com a causa pró-vida não devem ser criminalizados pela expressão pacífica de suas convicções. Todo ser humano tem dignidade e direito à vida, desde o momento da concepção. O Estado e os cidadãos devem trabalhar juntos para proteger a vida. Em vez disso, pessoas com coragem cívica para defender o direito fundamental à vida estão agora sendo desencorajadas e até mesmo potencialmente criminalizadas por seu compromisso”, disse Ludwig Brühl, oficial de Comunicações Alemão da ADF International.

“Nós defendemos o direito de cada pessoa, incluindo os defensores pacíficos pró-vida, de expressar livremente suas convicções. As liberdades de reunião, opinião e religião beneficiam a todos. Por isso, estamos defendendo esses direitos humanos fundamentais dos planos invasivos de organizações de lobby e ideólogos”, concluiu o Dr. Felix Böllmann.

Fonte: Guia-me com informações de ADF Internacional

Líder cristão morre exilado no Irã

Ebrahim Firouzi morreu em decorrência de um ataque cardíaco no Irã (foto: Article18)
Ebrahim Firouzi morreu em decorrência de um ataque cardíaco no Irã (foto: Article18)

Ebrahim Firouzi, líder cristão de 37 anos morreu no Irã em consequência de um ataque cardíaco em 20 de fevereiro e foi sepultado no dia 22 no país. Segundo fontes locais, o corpo do cristão de origem muçulmana foi encontrado por seu irmão, quando foi visitá-lo por não receber mais notícias do líder cristão.

Em agosto de 2013, Ebrahim foi preso por frequentar uma igreja doméstica e possuir Bíblias. Desde então, lutava por sua liberdade de seguir a Jesus. Em outubro de 2019, o líder cristão saiu da prisão e foi cumprir a pena de dois anos de exílio na província de Sistão-Baluchistão, perto da fronteira com o Paquistão

O seguidor de Jesus foi ameaçado de voltar para a prisão quando gravou um vídeo em protesto às violações de seus direitos. Na ocasião, Ebrahim testemunhou: “O poder do amor de Cristo por nós é tal que nenhuma outra força pode nos distrair do que acreditamos. Eles [perseguidores] podem ser capazes de nos machucar, mas eles não podem causar danos às nossas almas”.

A vida no exílio
Mesmo no exílio, Ebrahim deu frutos e tornou-se um membro respeitado da nova comunidade. Ele também iniciou um negócio e pensava em se casar. “Ele ajudou escolas locais, financiando projetos de banheiros e saneamento. Comprou sapatos, bolsas e artigos de papelaria para as crianças da região. Ele tinha esperança no futuro e criou esperança para a comunidade em que vivia”, revela Mansour Borji, diretor do site britânico Article18.

Borji entrevistou o líder cristão e fez uma homenagem após sua morte: “A liberdade de todos terem acesso e possuir uma Bíblia era fundamental para a vida e o ministério de Ebrahim. Foi a razão pela qual ele foi inicialmente preso e cumpriu quase sete anos de prisão”.

Assim como José do Egito, Ebrahim tinha certeza do seu chamado e fez a diferença enquanto estava preso. “Mesmo durante a prisão, ele encontrou formas criativas de disponibilizar isso [Bíblias] a todos quando se tornou responsável pela biblioteca da prisão. Durante os dois anos de exílio e até os últimos dias de sua vida na terra, essa paixão não o abandonou”, continua o diretor.

A prisão de cristãos
Prisão, tortura, condenação e exílio de cristãos são formas do governo do Irã tentar impedir que a presença cristã cresça no país em detrimento do islamismo. A fé dos cristãos armênios é tolerada, desde que não compartilhem o evangelho e nem preguem na língua nacional, o farsi. Os cristãos de origem muçulmana enfrentam ainda mais pressão e violência por parte do Estado, dos familiares e da comunidade.

Fonte: Portas Abertas

Extremistas islâmicos estão visando jovens e mulheres na Indonésia

Mulheres muçulmanas (Foto: canva)
Mulheres muçulmanas (Foto: canva)

O chefe da agência antiterrorista da Indonésia disse que as autoridades estão se concentrando em proteger crianças adolescentes e mulheres da radicalização islâmica, uma vez que se tornaram os grupos mais visados.

Citando um relatório do Instituto Setara para Democracia e Paz, Rycko Amelza Dahniel da Agência Nacional de Contraterrorismo (Badan Nasional Penanggulangan Terorisme, ou BNPT) de 20 de fevereiro disse que de 2016 a 2023, a porcentagem de estudantes do ensino médio em cinco as cidades que passaram de “intolerantes passivas” para “intolerantes ativas” duplicaram, de 2,4% para 5%.

Embora aqueles classificados como “intolerantes” tenham se intensificado de passivos para ativos, a tolerância entre os adolescentes em geral aumentou durante o período, com aqueles na categoria “tolerante” passando de 61,6% para 70,2%, disse ele, citando a pesquisa do Instituto Setara, “A Tolerância de Alunos do Ensino Médio”, de maio de 2023.

Junto com o aumento entre adolescentes de intolerantes passivos para intolerantes ativos, “aqueles que são ativos ficam expostos à radicalização”, disse Rycko na Reunião Nacional de Trabalho do BNPT 2024 em Jacarta, em 20 de fevereiro. Os estudantes do ensino médio expostos a grupos de radicalização aumentaram de 0,3% para 0,6%, disse ele.

À medida que a intolerância ativa aumentou, a proporção de estudantes do ensino secundário “intolerantes passivos” diminuiu de 35,7% para 22,4% durante o período, disse ele.

“Nos resultados da investigação realizada de 2016 a 2023, embora o aumento da migração seja de apenas um dígito, este grupo vulnerável é a próxima geração da nação”, disse o general da polícia de três estrelas.

Rycko disse que o BNPT Outlook 2023 do Indonesia Knowledge Hub (I-Khub) mostrou que mulheres, crianças e adolescentes eram os grupos mais visados ​​pela radicalização, tanto offline como online.

Como resultado, as mulheres, crianças e adolescentes são o foco da agência antiterrorista tanto para proteção contra o radicalismo como para a ameaça de atos terroristas, disse ele.

Bonar Tigor Naipospos, vice-presidente do Instituto Setara, disse ao Morning Star News que, “aos olhos dos islâmicos, os jovens e as mulheres não são apenas benéficos para o futuro, mas também são demograficamente o maior grupo etário”.

Os extremistas muçulmanos os doutrinam com a ideia de que o Islã é uma religião perseguida, disse ele.

“A questão que normalmente levantam é o Islã como uma religião isolada e oprimida, embora o Islã seja a solução para toda a vida”, disse Bonar. “Para eles, os partidos não-islâmicos têm sempre interesse em enfraquecer o Islã; se o Islã não governar e a lei islâmica for aplicada, os muçulmanos serão para sempre atrasados.”

O crescente radicalismo entre os jovens assume principalmente a forma de intolerância, e não de violência, disse ele.

“Por exemplo, exclusividade apenas entre si – não podem se misturar com pessoas de religiões diferentes”, disse Bonar. “[Eles] não aceitam presidentes de classe ou presidentes de conselhos estudantis de religiões diferentes, etc.”

Algumas evidências dessa influência ocorreram em outubro de 2020, numa escola secundária na capital, onde um professor muçulmano no leste de Jacarta alegadamente enviou uma mensagem de texto a desencorajar os estudantes de votarem em candidatos não-muçulmanos para a presidência da Organização Executiva Estudantil.

A mensagem do professor, supostamente de estudos religiosos e educação cívica identificado apenas como TS, tornou-se viral nas redes sociais, de acordo com o The Jakarta Post.

“Tenha cuidado para não votar nos candidatos não-muçulmanos número 1 e 2 para presidente do OSIS”, dizia a mensagem. “Não importa o que aconteça, somos a maioria. Precisamos de um líder que compartilhe nossas crenças.”

O chefe do Departamento de Educação do DKI Jacarta, identificado apenas como Nahdiana, disse que o professor foi transferida para outra escola.

Um membro do conselho municipal de Jacarta descobriu o incidente. O membro do conselho, Ima Mahdiah, disse ao meio de comunicação IDN Time que recebeu uma gravação de uma conversa em que um professor dizia que os candidatos não-muçulmanos para presidente do conselho estudantil não deveriam avançar, apesar de terem passado em várias etapas de seleção.

Abordando as preocupações dos professores da escola de que dois dos cinco alunos selecionados como candidatos a presidente não eram muçulmanos, Ima afirmou que a obtenção do cargo deveria ser baseada em habilidades e capacidades pessoais, não na religião.

“Estes professores afirmaram que isto foi feito porque temiam que, se o presidente eleito do OSIS não fosse um estudante muçulmano, estariam inclinados a criar um programa do OSIS que não fosse pró-islâmico”, teria dito Ima.

A Indonésia ficou em 42º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024, da Portas Abertas, que mostra os 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

Após crítica, Ministério da Saúde suspende nota técnica que liberava aborto sem limite de tempo de gravidez

Ministra da Saúde, Nísia Trindade. (Foto: Walterson Rosa/MS)
Ministra da Saúde, Nísia Trindade. (Foto: Walterson Rosa/MS)

Após críticas da oposição e de líderes religiosos, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, decidiu suspender uma nota técnica sobre aborto publicada pela pasta na quarta-feira (28/2).

O documento suspenso anulava outra nota técnica publicada pelo ministério em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, recomendando prazo de 21 semanas e 6 dias de gestação para o aborto legal no Brasil.

“Se o legislador brasileiro, ao permitir o aborto, nas hipóteses descritas no artigo 128 (do Código Penal), não impôs qualquer limite temporal para a sua realização, não cabe aos serviços de saúde limitar a interpretação desse direito, especialmente quando a própria literatura/ciência internacional não estabelece limite”, dizia a nota técnica publicada na quarta.

Segundo o Ministério da Saúde, Nísia decidiu suspender o documento elaborado por sua gestão porque ele “não passou por todas as esferas necessárias” nem pela Consultoria Jurídica da pasta.

“A ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, durante a agenda desta quinta-feira (29), em Boa Vista (RR), sobre ações prioritárias do Governo Federal para a saúde dos povos Yanomami, tomou conhecimento da publicação da Nota Técnica nº 2/2024 a respeito de recomendações sobre a realização do aborto nos casos previstos em lei. O documento não passou por todas as esferas necessárias do Ministério da Saúde e nem pela consultoria jurídica da Pasta, portanto, está suspenso. Posteriormente, esse tema que se refere a ADPF 989, do Supremo Tribunal Federal, será tratado pela ministra junto à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao STF.”, diz nota à imprensa do Ministério da Saúde.

A nota técnica estava assinada por dois atuais secretários do ministério: Felipe Proenço de Oliveira (Atenção Primária à Saúde) e Helvécio Miranda Magalhães Júnior (Atenção Especializada à Saúde).

Reação da oposição

Antes de ser suspensa por Nísia, a nota técnica publicada nesta quarta-feira, 28, provocou forte reação de parlamentares da oposição, que prometiam tentar derrubá-la no Congresso Nacional.

A oposição alegava que, por meio do documento, o governo Lula estaria autorizando o aborto em qualquer fase da gestação, mesmo quando o feto já teria viabilidade para sobreviver fora do útero da mãe.

Fontes do Ministério da Saúde ressaltaram, entretanto, que, com a nota da quarta, valeria o que está previsto no Código Penal, que não estabelece qualquer limite de tempo para aborto legal no Brasil.

Integrantes da pasta lembraram ainda que o documento não ampliava o aborto legal, atualmente permitido apenas quando a gravidez é resultado de estupro ou coloca em risco a vida da gestante.

Fonte: Metrópoles

Proibição de trans em banheiro feminino nas escolas é aprovada em comissão no Senado

Senador Magno Malta (PL-ES) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) - Foto: Pedro França/Agência Senado
Senador Magno Malta (PL-ES) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) - Foto: Pedro França/Agência Senado

Na quarta-feira (28), a Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal aprovou um projeto de lei (PL) que prevê a proibição de trans em banheiros femininos nas escolas.

O texto, de autoria do senador Magno Malta (PL-ES), estabelece que as pessoas poderão usar somente o banheiro do seu sexo biológico, proibindo a utilização com base na identidade de gênero.

Caso o projeto se torne lei, pessoas trans, travestis e não binárias não poderão usar os banheiros e vestiários do gênero que se identificam, mesmo aquelas que tenham feito a alteração nos documentos.

A norma valerá para instituições de ensino públicas e privadas, com a proposta de ser incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O descumprimento da nova regra poderia resultar em uma multa de até 20 salários mínimos para o responsável pela escola.

De acordo com o texto, a proibição não valerá para banheiros e vestiários de uso individual, familiar ou unissex, e para espaços destinados a profissionais de limpeza e de saúde.

Para se tornar lei, a proposta ainda será votada em outra comissão do Senado e na Câmara dos Deputados, e passará pelo presidente.

Magno Malta afirmou que a proibição tem o propósito de evitar danos psicológicos e chances de violência sexual.

“É urgente proibir que a mera alegação verbal de uma declarada identidade de gênero diferente do sexo permita que homens, inclusive adultos, usem vestiários de uso exclusivo de meninas”, defendeu.

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), relator do PL, concordou com a proposta.

“Acrescentemos que tal vedação em nada fere direitos de pessoas que não se identificam com seu sexo biológico, mas busca, sim, evitar a exposição de meninas e meninos a situações constrangedoras e embaraçosas. Não é desta forma que se mudará, para melhor, uma sociedade”, afirmou em seu parecer.

Fonte: Guia-me com informações de G1 e Revista Oeste

Pastor é alvo de operação da Polícia Federal que investiga trabalho análogo à escravidão

Polícia Federal (Foto: Reprodução)
Polícia Federal (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) deflagrou na terça-feira, 27, a Operação Cativos, com o intuito de reprimir crimes de trabalho análogo à escravidão em um instituto destinado à recuperação de dependentes químicos, no município de Itacoatiara, no interior do Amazonas.

Segundo a PF, os responsáveis pelo instituto submeteriam os internos a condições degradantes de higiene, sem alimentação adequada e a trabalhos forçados, além de realizarem a exploração da imagem deles em “lives” realizadas por meio das redes sociais com o objetivo de obter engajamento e recursos financeiros de doadores.

Investigadores afirmaram à GloboNews que o alvo da operação é um pastor que recebia os internos no instituto e os mostrava em vídeos publicados em uma rede social.

O alvo foi identificado como o pastor Arison Aguiar, conforme a Polícia Federal. Durante a manhã, os policiais estiveram na casa dele e, depois, seguiram para a sede feminina do instituto. Ele foi intimado a depor sobre a prática que é investigado.

Segundo a secretária executiva de Direitos Humanos, da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Gabriella Campezatto, no local foi verificado as condições que eles moravam, a forma de habitação.

Ao todo, foi verificada a presença de 15 homens e seis mulheres, por meio da aplicação de um formulário institucional e com os adictos, além de acionada a rede de proteção do município para maiores intervenções.

A operação mobilizou 25 Policiais Federais, que cumpriram três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da SJAM, em locais estratégicos identificados durante as investigações.

A Operação Cativos também contou com a participação do Ministério Público do Trabalho, do Ministério do Trabalho e da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC), conforme a Polícia Federal.

O pastor Arison Aguiar, responsável pelo instituto, informou à Rede Amazônica que os internos assinam um termo para uso de imagem, que não tinha trabalho escravo e que não tinha nada ilegal nos trabalhos desenvolvidos.

Fonte: G1

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