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Justiça nega vínculo de emprego entre cantores de cultos e igreja evangélica

Martelo da Justiça
Martelo da Justiça

A Justiça do Trabalho negou o vínculo de emprego entre dois cantores e uma igreja evangélica em Belo Horizonte. A decisão é dos integrantes da 9ª Turma do TRT-MG, que mantiveram, sem divergência, a decisão proferida pelo juízo da 6ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. Para os julgadores, a prestação de serviços deles como cantores, nos eventos da igreja, foi de natureza voluntária e por razões religiosas.

Os dois cantores alegaram que a relação de emprego começou no início da década de 1990. Informaram que um deles assumiu, cumulativamente, a função de auxiliar de enfermagem em uma fundação ligada à igreja, a partir de março de 2007, tendo a CTPS anotada. O segundo cantor teria assumido, também de forma cumulativa, o cargo de gerente administrativo da fundação, em agosto de 2004, com vínculo formalizado na carteira de trabalho.

Sustentaram que a igreja teria sido a verdadeira empregadora e que os vínculos com a fundação foram formalizados apenas para dissimular as relações entre eles na função de cantores, que teria perdurado até o final de 2018. Por isso, pediram o reconhecimento da existência do vínculo de emprego.

Em sua defesa, a igreja e a fundação afirmaram que os cantores somente mantiveram os vínculos empregatícios com a entidade filantrópica, conforme anotado nas carteiras de trabalho. Afirmaram, ainda, que o serviço desenvolvido para a igreja era voluntário e pelo exercício de vocação religiosa, inexistindo subordinação e onerosidade.

Para o desembargador relator, Weber Leite de Magalhães Pinto Filho, a prova oral e a documental produzidas pelas partes corroboraram a tese defensiva apresentada pelas reclamadas no processo. Segundo o julgador, um dos cantores confessou, em depoimento, que já frequentava as dependências da igreja antes da data apontada como início do vínculo de emprego, cantando no local, assim como os pais. “Afirmou possuir outro vínculo empregatício, o qual foi encerrado para dedicar-se aos cantos”, completou.

Informou ainda que nada recebia para cantar nos cultos, recebendo apenas os valores dos deslocamentos e da estadia. Afirmou também que, além de cantar, participava dos cultos. “Do depoimento extrai-se a confissão de que a prestação de serviços era voluntária e ligada à religião”, ponderou o magistrado.

Testemunha ouvida no processo também ratificou que a igreja não pagava salário nem autorizava as filiais a efetuar esse pagamento. “Apenas reembolsava os custos de deslocamento e hospedagem. Os eventuais pagamentos recebidos pelos cantores eram realizados pelos frequentadores da igreja”, disse.

Segundo o julgador, apesar de afirmar haver subordinação jurídica, um dos cantores contou que esse poder era apenas moral. E confessou ainda que era intrínseco o reconhecimento da existência de superiores hierárquicos na igreja.

Para o magistrado, os cantores prestaram serviços de natureza voluntária por razões religiosas. “Diante da ausência dos elementos da onerosidade e da subordinação jurídica, não há como reconhecer o vínculo de emprego com a igreja que frequentavam e onde se apresentavam como cantores”, concluiu o julgador, negando provimento ao recurso. O processo já foi arquivado definitivamente.

Fonte: Portal do TRT 3ª Região

Senado aprova proibição de vínculo empregatício entre igrejas e religiosos

Plenário do Senado Federal. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Plenário do Senado Federal. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (12) um projeto de lei que estabelece a inexistência de vínculo empregatício entre entidades religiosas de qualquer denominação (incluindo igrejas, ordens, congregações e instituições de ensino vocacional) e seus ministros, pastores, presbíteros, bispos, freiras, padres, sacerdotes e quaisquer religiosos com atribuições semelhantes. Aprovado em regime de urgência, o PL 1.096/2019 será encaminhado à sanção presidencial.

O projeto acrescenta dispositivos ao artigo 442 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT — Decreto-Lei 5.452, de 1943), como forma de descaracterizar a existência de contrato de trabalho entre as instituições religiosas e seus sacerdotes, pessoas que exerçam funções próximas ao sacerdócio (parassacerdotais) e assemelhados.

Durante a discussão da matéria, o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ressaltou a importância da proposição e disse que, “lamentavelmente, em algumas situações, as igrejas são comparadas a empresas” e seus ministros, pastores e religiosos de outras denominações “de repente se julgam no direito de ajuizar ações trabalhistas, como se faria em relação a uma empresa”.

“Igreja tem outra natureza jurídica [e o projeto] deixa claro que quem trabalha, quem presta esse tipo de serviço não é um funcionário ou trabalhador no regime da CLT ou semelhante. Certamente o projeto vai contribuir para a segurança jurídica, não só das instituições, mas de todo cidadão de bem que deseja ver o avanço da questão religiosa sem essas ameaças que, lamentavelmente, são frequentes aqui e acolá”, afirmou.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF), por sua vez, afirmou que o projeto certamente vai contribuir para a segurança jurídica, evitando o acúmulo de ações na Justiça trabalhista.

De acordo com o projeto, “qualquer que seja a doutrina ou crença professada em cultos religiosos, por confissão religiosa, incluídos igreja, instituição, ordem ou congregação, não existe vínculo empregatício entre estas e seus ministros, pastores, presbíteros, bispos, freiras, padres, evangelistas, diáconos, anciãos, sacerdotes ou quaisquer outros que se equiparem a ministros de confissão religiosa e a integrantes de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, considerada a natureza do relacionamento entre eles, que decorre da fé, da crença ou da consciência religiosa”. O texto especifica ainda que, nesses casos, não se aplica o artigo 3º da CLT (que diz que considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário), mesmo que o religioso se dedique parcial ou integralmente às atividades.

‘Chamado espiritual’

A adesão a determinada confissão religiosa “responde a um chamado de ordem espiritual, de perceber recompensas transcendentes, e não ao desejo de ser remunerado por um serviço prestado como ocorre com o trabalho secular”, justificam os autores da proposição, os deputados Vinicius Carvalho (Republicanos-SP) e Roberto Alves (Republicanos-SP). Para eles, a proposta, se aprovada, além de regular a matéria de forma clara e precisa, terá ainda o efeito de desonerar a Justiça do Trabalho de milhares de demandas.

Na avaliação de Zenaide Maia, o projeto consolida um entendimento predominante no Tribunal Superior do Trabalho (TST) orientado pela compreensão de que o relacionamento entre as instituições religiosas e os seus ministros é derivado de convicção e da intencionalidade no serviço a uma missão de cunho religioso.

“Ou, no dizer do advogado Gilberto Garcia, autor da opinião doutrinária mais difundida sobre o assunto, uma ‘relação transcendental, fruto de uma vocação sobrenatural, onde a igreja é o instrumento humano para o cumprimento da missão existencial de vida’, que afastaria a incidência de uma contrapartida laboral”, conclui a senadora em seu relatório.

Após a aprovação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em 5 de julho, o projeto seguiu para apreciação do Plenário em regime de urgência.

Agência Senado com informações da Agência Câmara

Leis anticonversão podem ser suspensas em Karnakata, na Índia

Manifestações de grupos radicais hindus na Índia (Foto: Portas Abertas)
Manifestações de grupos radicais hindus na Índia (Foto: Portas Abertas)

Durante o mês de junho, o congresso havia anunciado a revogação das leis anticonversão no estado de Karnakata, Índia, conforme as promessas feitas na última eleição. Além da revogação da lei, as autoridades locais também prometeram revogar outras medidas extremistas impostas pelo governo radical hindu do partido BJP.

Essa decisão está em discussão na Assembleia do estado de Karnakata desde o dia 3 de julho e deve ser concluída no dia 14 deste mês. Serão ouvidos os argumentos a favor e contra essa legislação.

Anulação em discussão

O partido de oposição está empenhado em manter a lei que causou a prisão arbitrária de mais de 20 pastores e pressiona cristãos de origem hindu a manterem a fé escondida. Eles apresentaram falsos exemplos de conversões forçadas para defender a manutenção da lei.

Peter (pseudônimo), um parceiro local da Portas Abertas, disse que “apesar da inclinação inicial dos governantes, de anular as leis anticonversão, é difícil saber se eles aguentarão a pressão do BJP, da maioria dos cidadãos e da mídia, que apoiam o extremismo hindu”, e questiona se medidas práticas serão tomadas em defesa da liberdade religiosa.

Apesar disso, ainda há esperança de que o congresso anule a lei. O apoio da igreja global é fundamental nesse momento. Se as autoridades forem adiante e conseguirem derrubar a lei, teme-se que os radicais hindus respondam com violência e aumentem a tensão e hostilidade contra os cristãos.

Já a comunidade cristã espera que os sofrimentos que têm enfrentado nos últimos anos se tornem mais leves e que haja paz e liberdade para que todos expressem sua fé.

Fonte: Portas Abertas

Alerta aos pais: “Não leve sua filha para assistir Barbie”

Cena do filme Barbie. (Foto: Reprodução)
Cena do filme Barbie. (Foto: Reprodução)

Na última segunda-feira (10) a equipe do Movieguide (guia familiar de filmes nos Estados Unidos) alertou os pais para que não levem suas filhas para assistir o filme Barbie, que estreará dia 20 de julho nos cinemas do Brasil.

Segundo a organização, o longa foi produzido para “adultos nostálgicos e promove histórias de personagens lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros”.

Os filmes da Barbie costumavam ter um público definido de famílias e crianças, porém, o atual parece não seguir o mesmo padrão.

“Eles tinham um mercado e um público integrados para essa franquia que ignoraram completamente”, disse um membro da equipe do Movieguide.

“Os 40 anos de pesquisa do Movieguide indicam que a Mattel [companhia estadunidense de brinquedos] cometeu um erro grave”, acrescentou ele.

E continuou: “As famílias precisam saber o quanto isso é ruim. Além de ser uma oportunidade de negócios perdida para uma marca amada, o filme em si é mal feito”.

Elementos LGBT no filme

Com a data de estreia chegando, muitos anúncios são vistos na mídia sobre a Barbie e o Ken, interpretados pelos atores Margot Robbie e Ryan Gosling. Porém, pouco se sabe sobre os bonecos da “Barbie’s Dream Land” (“Terra dos Sonhos da Barbie”) que trazem a representação queer.

A diretora do filme, Greta Gerwig, afirmou que não poderiam contar essa história sem trazer a comunidade LGBT.

Hari Nef e Scott Evans — atores abertamente LGBTs — falaram sobre seus personagens em entrevistas para a revista “Out Magazine”.

“Barbies são Barbies, não são mulheres humanas. Elas são bonecas. Não têm genitália”, disse Hari, que interpreta a Doutora Barbie.

Para Hari, o filme traz um “sentimento encorajador para mulheres trans”.

Segundo o portal de notícias Buzzfeed, David Heyman, um dos produtores executivos do filme, não sabia que Hari era trans quando fez o primeiro teste.

Em junho deste ano, o ator Scott Evans, que foi escalado como um dos bonecos Ken, participou de uma parada gay na cidade de Los Angeles.

Scott é irmão do ator Chris Evans, que interpretou o Capitão América em muitos filmes da Marvel. Ele chegou a dublar “o primeiro boneco de ação do Capitão América”.

Então, ele falou sobre a possibilidade de Chris retribuir o favor e dar voz a um boneco Ken: “Mas ele terá que ser gay, aparentemente. Mão no quadril o tempo todo”.

Sobre o filme, Scott afirmou: “Você vai ver alguém passar por essa crise existencial para aprender sobre quem eles realmente são e por que eles são”.

Decadência dos princípios familiares no cinema

A Mattel distribuiu o filme pela Warner Bros, que não foi o único estúdio a ignorar seu público alvo.

A Pixar e a Disney recentemente sofreram graves perdas com “Elemental”, que também promovia personagens LGBT e teve a abertura mais baixa de qualquer filme da Pixar de todos os tempos.

De acordo com o Movieguide, esses estúdios têm melhor alcance quando fazem filmes que promovem valores pró-família e bíblicos.

“Até mesmo os desenhos animados da Barbie promovem redenção, compaixão, trabalho em equipe, gentileza com estranhos, auto-sacrifício e muito mais. Os pais confiam na marca e é por isso que devem saber a verdade sobre o próximo filme”, escreveram eles no site da organização e informaram que a análise completa de Barbie estará disponível em breve.

Fonte: Guia-me com informações de Movieguide

Projeto de Lei quer criminalizar charlatanismo religioso no Brasil

Câmara dos Deputados (Foto: Câmara dos Deputados)
Câmara dos Deputados (Foto: Câmara dos Deputados)

Está em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1341/23 que propõe a criminalização e punição para a prática de falsos milagres e exploração financeira relacionada à fé. Ou seja, a proposta trata do charlatanismo religioso.

O PL, de autoria do capitão Augusto (PL-SP), será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e pelo Plenário, neste segundo semestre. Conforme o projeto de lei, será considerado crime de charlatanismo religioso três práticas:

  1. Afirmar sem comprovação possuir dons sobrenaturais, divinos ou espirituais com o objetivo de obter vantagem financeira ou de qualquer outra natureza;
  2. Promover, divulgar ou realizar falsos milagres, curas ou outras manifestações supostamente sobrenaturais com o intuito de obter vantagens financeiras ou de qualquer outra natureza;
  3. Explorar a fé, a crença ou a vulnerabilidade das pessoas para a obtenção de doações, dízimos, ofertas ou quaisquer outras contribuições financeiras de forma ilícita, enganosa ou abusiva.

“Todas essas condutas deturpam algo nobre e sagrado, que é a fé, para, de forma enganosa, aproveitando a vulnerabilidade das pessoas diante de sua crença religiosa, auferir ganhos. É necessário um tipo penal específico para punir com rigor essa atitude”, argumenta o deputado no projeto de lei.

O parlamentar considera também “importante prever que o Poder Público, em todas as esferas, deve promover ações de conscientização e prevenção do charlatanismo religioso, bem como o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e controle das práticas abusivas relacionadas à fé e à crença”.

Ainda conforme o texto, o Poder Público, em todas as esferas, promoverá ações de conscientização e prevenção do charlatanismo religioso. Deverá também possibilitar o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização, como também o controle das práticas abusivas relacionadas à fé e à crença.

Penalidades

De acordo com o texto do PL, a pena prevista é de reclusão de dois a quatro anos e multa para o líder religioso pelas práticas sem que haja prejuízo do ressarcimento das vítimas. As mesmas penalidades incidirão sobre aqueles que contratarem ou participarem de encenações ou de qualquer outra forma contribuírem para o crime.

No entanto, a pena será aumentada em um terço se o crime for praticado contra pessoa idosa, criança, adolescente, enferma ou em situação de vulnerabilidade. E será aumentada em até metade se o crime resultar em grave dano patrimonial à vítima ou à sua família.

Para fixar a multa, o juiz deverá levar em consideração o prejuízo causado às vítimas, além da extensão do dano provocado pela prática. Vale salientar que os recursos provenientes das multas serão destinados a programas de assistência e proteção às vítimas de charlatanismo religioso e ainda ao financiamento de campanhas de conscientização e prevenção da prática.

Fonte: Comunhão

Silas Malafaia publica vídeo em defesa de André Valadão

Pastor Silas Malafaia (Foto: Reprodução)
Pastor Silas Malafaia (Foto: Reprodução)

Em defesa de André Valadão, o pastor Silas Malafaia postou nas redes sociais um vídeo intitulado “Homossexuais, Pastores e a Lei”, na última sexta-feira (7). O líder da Lagoinha Church tem sido alvo do Ministério Público Federal (MPF) por pregar contra a homossexualidade em culto na igreja da denominação em Orlando, nos Estados Unidos.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) chama de “palhaçada” a mobilização contra Valadão. Malafaia também destacou que a fala do pastor Valadão foi distorcida.

“A palhaçada contra o pastor André Valadão, que estava pregando lá nos Estados Unidos, nem no Brasil. Tiraram a palavra dele de contexto para incriminar. Isso é uma vergonha, minha gente! Não vão nos calar. Estamos garantidos pela Constituição, e eu vou falar, segundo a minha fé”, enfatizou e continuou: “A prática homossexual é pecado. Adultério é pecado. Prostituição é pecado. Sexo com crianças e animais é pecado. Você discorda de mim? É um direito seu”.

De acordo com Silas Malafaia, as pessoas têm o direito de praticar a homossexualidade. No entanto, o pastor foi taxativo ao deixar claro ser contrário ao ativismo homossexual, como também que Deus julga as atitudes do ser humano.

“Eles estão sustentados pela ideologia do marxismo cultural, têm o apoio de toda a esquerda e, principalmente, do PT e do PSOL, e o apoio de toda a imprensa. […] O ativismo gay não suporta o debate e a crítica. Rotulam logo de homofóbicos para fugir do debate, intimidar, incriminar seus opositores. Eu não tenho medo deles”, declarou.

O pastor considerou que a liberdade de expressão é garantida pela Constituição Federal do Brasil e citou o artigo 5. Por isso, as pessoas podem expressar aquilo que pensam. No entanto, Malafaia avaliou que esse direito não se aplica à prática homossexual.

“Quer criticar os evangélicos? É um direito seu. Nesse país, se critica padres, pastores, políticos, membros das mais altas Cortes, Deus e o diabo, não tem problema, mas criticou a prática homossexual é homofóbico”, analisou.

Para finalizar, Malafaia destacou: “Não estou aqui para favorecer ou apoiar violência contra gay, negros, destruição de tempos afros. Não estamos aqui para apoiar essas coisas, mas temos o direito de criticar e expor nossas convicções religiosas, segundo a lei. Ninguém vai nos calar. Ninguém vai transformar o Brasil numa ditadura de opinião”.

Fonte: Comunhão

Justiça proíbe prefeitura de realizar evento evangélico

Culto
Culto

A prefeitura de Lorena, em São Paulo, está proibida de custear um evento evangélico por determinação da Justiça. O festival de música havia sido agendado para iniciar na próxima quinta-feira (13).

Divulgada nesta segunda-feira (10), a decisão atende a um pedido do Ministério Público (MP). O órgão entrou com uma ação civil pública contra a administração municipal a partir de uma denúncia anônima.

A prefeitura de Lorena anunciou que recorrerá da decisão judicial, já que o “Adora Lorena” não é destinado apenas ao público evangélico, mas a toda população. “O Adora Lorena é um evento cultural, que atenderá não somente o público evangélico, mas também toda a população de Lorena, fomentando a Cultura e o Turismo do município”, divulgou, em nota, a prefeitura.

“Torna-se clara a predominância de caráter cultural sobre o religioso em relação ao evento a ser realizado, considerando que a Administração Pública, como produtora e fomentadora de políticas públicas, tem papel fundamental no equilíbrio social, alocando e distribuindo os recursos e valores com o objetivo de diminuir os conflitos sociais e a manutenção de realidades positivas”, destaca a nota da administração pública.

Ainda no texto, a Poder Executivo ressalta ainda que o “Adora Lorena, assim como outros eventos promovidos pela prefeitura de Lorena, reveste-se única exclusivamente de caráter cultural, tendo como resultado direto a valorização das múltiplas identidades culturais da cidade”.

O Ministério Público justificou que a prefeitura anunciou o evento evangélico como uma realização própria, o que feriria o Estado laico. “A subvenção a evento religioso evangélico afronta a laicidade do Estado, pois compromete a imparcialidade estatal em relação às várias religiões, não as apoiando e nem as restringindo”, afirmou o promotor, na petição.

O pedido do MP foi acatado pelo juiz Wallace Gonçalves dos Santos. “A participação do poder público mediante custeio de festival acaba por privilegiar diretamente determinada orientação ou crença, o que implica em injustificada distinção entre credos”.

O magistrado determinou a abstenção do pagamento do festival evangélico. Caso contrário, a prefeitura pagará multa. No entanto, de acordo com apuração do G1 ao Portal da Transparência, a administração pública já pagou R$ 142,5 mil dos R$ 285 mil previstos para os três cantores convidados: Anderson Freire, Pr. Lucas e Gabriel Guedes.

O MP argumentou, no pedido, que a medida cautelar não inviabiliza a realização do “Adora Lorena”. Isto porque dá tempo à prefeitura para financiá-lo com parceiros da iniciativa privada, bem como com as igrejas evangélicas.

Fonte: Comunhão

Bancada evangélica vai tentar mais diálogo com Lula

Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)
Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)

A partir de agosto, a bancada evangélica no Congresso Nacional terá um novo comando, o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM). Em um acordo firmado no início do ano, Câmara assumirá o comando do grupo substituindo Eli Borges (PL-TO).

Após dificuldades na interlocução com o Planalto nos primeiros 6 meses do ano, a bancada evangélica agora quer buscar mais diálogo com o governo Lula.

Borges, que é ligado ao entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse recentemente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não entendeu a importância dos evangélicos” no Brasil. A declaração se deu quando o chefe do Executivo decidiu não ir à Marcha para Jesus, em São Paulo (SP).

O deputado Silas Câmara tem um perfil mais independente e afastado do bolsonarismo, e é considerado mais pragmático e negociador, o que deve favorecer uma possível quebra de resistência do segmento em relação a Lula.

Uma pesquisa realizada pelo PoderData, mostrou que a desaprovação dos evangélicos subiu 6 pontos percentuais, de 56% em janeiro para 62% em junho.

Por outro lado, a taxa de aprovação do governo entre os católicos quase dobra em relação ao eleitorado evangélico e supera o percentual (51%) do público geral. A pesquisa mostra que 60% dos católicos dizem aprovar a gestão petista, enquanto 33% desaprovam.

Fonte: Fuxico Gospel com informações de Poder360

Mais de 30 mil cristãos deslocados devido à onda de violência em Burkina Faso

Cristãos são deslocados devido à onda de violência em Burkina Faso (Foto: Portas Abertas)
Cristãos são deslocados devido à onda de violência em Burkina Faso (Foto: Portas Abertas)

Burkina Faso enfrenta, atualmente, uma das maiores crises de deslocados internos negligenciadas do mundo. A informação é da Missão Portas Abertas, que explica que o ranking é resultado de uma pesquisa anual do Conselho de Refugiados da Noruega. Em 2023, o levantamento traz muitos países da África Subsaariana.

A instituição missionária informa que, nos últimos anos, a população de Burkina Faso vivencia a insurgência da violência. Isso ocorre, principalmente a partir doa ataques de grupos militantes islâmicos, como o Grupo de Apoio ao Islã e Muçulmanos (JNIM, da sigla em inglês).

Assim, o relatório revela que, aproximadamente, 40% do território não está mais sob controle do governo, que sofreu dois golpes políticos em 2022. Por isso, um em cada dez cidadãos de Burkina Faso foi forçado a deixar sua casa, conforme o levantamento norueguês.

    Cristãos: os mais vulneráveis

    “Ataques semelhantes estão acontecendo no Níger, Mali e no Grande Sahel o que torna a situação em Burkina Faso muito séria”, afirma um dos analistas da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023, ressaltando que os cristãos são os mais vulneráveis e enfrentam altos níveis de insegurança, com assassinatos e ataques a igrejas.

    Em 2022, a violência na África Subsaariana, aumentou significativamente. As últimas análises do Centro de Estudos Estratégicos da África mostram que 40% dos atos violentos no continente são responsabilidade de grupos militantes islâmicos.

    Os dados explicam a ascensão de Burkina Faso na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023, elaborada por Portas Abertas, saindo da 32ª para a 23ª posição entre os 50 países mais perigosos para os cristãos. A organização missionária pontua que os níveis de violência contra “os cristãos são crescentes, cooperando para as estatísticas de perseguição, violência e mortes de cristãos na região”.

    Socorro aos cristãos

    Devido à insegurança, em muitas partes do território de Burkina Faso o acesso é difícil. No entanto, parceiros da Portas Abertas permanecem trabalhando no país. Eles atuam nos cuidados pós-trauma, além de entregarem kits com recursos básicos de sobrevivência, como, por exemplo, alimentos. Há cerca de 30 mil cristãos deslocados, sendo a maioria mulheres e crianças.

    A maioria das nações já estava na lista do Conselho de Refugiados da Noruega desde a primeira pesquisa, há sete anos, segundo Portas Abertas. “Como as doações e a atenção das mídias e agentes internacionais têm priorizado a crise na Ucrânia, não há recursos suficientes para ajudar o número crescente de necessitados na África e em outras nações”, afirma a organização missionária, que acrescenta: “Dessa forma, crises já existentes se agravaram, pois o número de organizações que as socorrem está reduzido”.

    Para ajudar no trabalho que Portas Abertas desenvolve em Burkina Faso, acesse o link.

    Fonte: Comunhão com informações de Portas Abertas

    Justiça manda remover vídeos de André Valadão do Youtube e Instagram

    Pastor André Valadão (Foto: Instagram/lagoinhaorlandochurch)
    Pastor André Valadão (Foto: Instagram/lagoinhaorlandochurch)

    A Justiça Federal em Minas Gerais determinou a remoção de vídeos do pastor evangélico André Valadão que possam causar “efeito potencial homofóbico e transfóbico”, publicados no Youtube e Instagram.

    A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal em Minas Gerais, apresentado no último dia 6.

    O juiz José Carlos Machado Júnior pede que o Google e a Meta – responsáveis pelo Youtube e Instagram, respectivamente – removam em até 5 dias as publicações apontadas na decisão, sob pena de multa no valor de R$ 1 mil por dia de descumprimento.

    Os conteúdos dizem respeito a cultos religiosos realizados nos dias 4 de junho e 2 de julho.

    Ao todo, a decisão lista 9 links em que o conteúdo foi reproduzido. Também fazem parte da relação reportagens em veículos de comunicação em que o vídeo aparece.

    Procurada pelo UOL, a assessoria de imprensa do pastor disse que Valadão ainda não foi notificado da decisão e cita comunicado em que o líder religioso reforça que não incentivou a violência contra a comunidade LGBTQIAPN+.

    A assessoria de comunicação do Google informou que o Youtube já foi notificado e “está examinando a decisão”. Meta ainda não se posicionou sobre a determinação.

    “O teor das declarações do primeiro requerido nos cultos indicados, mesmo que proferidas em um contexto de manifestação religiosa, excedeu os limites da liberdade de expressão e de crença, oferecendo um risco potencial de incitar nos ouvintes e fiéis, sentimentos de preconceito, aversão e agressão para com os cidadãos de orientação sexual diversa daquela defendida por ele.”, disse o Juiz José Carlos Machado Júnior.

    Fonte: UOL

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