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Morre Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador, aos 89 anos

Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador (Reprodução/Arquidiocese de Londrina)
Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador (Reprodução/Arquidiocese de Londrina)

O arcebispo emérito de Salvador, cardeal Dom Geraldo Majella, morreu, na manhã deste sábado (26), aos 89 anos, informou a Arquidiocese de Londrina.

De acordo com o comunicado, a saúde de Dom Geraldo se agravou em dezembro de 2022 após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Desde então, estava em internamento domiciliar e teve uma piora nos últimos dias.

Ele será sepultado na Cripta da Catedral Metropolitana de Londrina. Em uma carta registrada em cartório em março de 2020, o cardeal expressou seu desejo de ser sepultado em Londrina (PR), onde residia desde 2014.

“Sempre foi minha intenção ser sepultado no lugar onde tivesse residência, quando Deus me chamasse a si. Assim, expresso mais uma vez o meu desejo de ser sepultado em Londrina, com a anuência do Arcebispo desta Sede Metropolitana, quando chegar a minha hora de partir deste mundo”, escreveu.

Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte de Dom Geraldo Majella Agnelo.

“Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Dom Geraldo Majella, Arcebispo Emérito de Salvador. Seu legado na criação da Pastoral da Criança, seu exemplo de solidariedade e exercício cotidiano dos ensinamentos de Cristo permanecerão vivos. Meus sentimentos aos amigos e todos que foram ajudados ou inspirados pelo trabalho de Dom Geraldo Majella”, disse o presidente.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, lamentou a morte de Dom Geraldo nas redes sociais.

“Recebemos com profundo pesar a notícia de falecimento do Arcebispo Emérito de Salvador, Dom Geraldo Majella. Ordenado padre em 1957, Dom Geraldo teve uma virtuosa trajetória no desempenho das diversas funções eclesiásticas para as quais foi designado, além de ter engrandecido as instituições de ensino em que exerceu o magistério, com sua cultura e humanismo”, escreveu.

Dom Geraldo Majella Agnelo foi nomeado pelo Papa João Paulo II como Arcebispo Metropolitano de São Salvador da Bahia em 1999. A posse ocorreu no dia 11 de março do mesmo ano.

No ano de 2011, ele teve o pedido de renúncia aceito pelo Papa Bento XVI, tornando-se Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Salvador. Em 2014, por um desejo seu, passou a residir em Londrina.

Fonte: CNN

Projeto que beneficia igrejas trava e prejudica relação de Lula com evangélicos

Pastores oram por Lula durante encontro com evangélicos em São Gonçalo
Pastores oram por Lula durante encontro com evangélicos em São Gonçalo

A falta de apoio ao projeto que amplia a imunidade tributária a igrejas tem atrapalhado as chances de reaproximação dos evangélicos com o governo Lula (PT).

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 5/2023, apresentada em março, visa garantir que templos de qualquer culto tenham isenção de impostos na compra de bens para construção e reforma dos templos, manutenção de atividades e prestação de serviço.

A PEC é de autoria do deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).

A proposta, endossada por 336 deputados federais, aguarda votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. O presidente do colegiado, Rui Falcão (PT-SP), afirmou que a colocaria em votação logo que tivesse sinal verde do Planalto, mas a proposta está parada há quase seis meses.

O presidente da CCJ é um entusiasta da ideia, com potencial para reaproximar igrejas evangélicas, em boa parte bolsonaristas, do presidente. Lula demonstrou interesse e ficou de acionar auxiliares para tentar viabilizá-la quando voltasse da sua viagem à China em abril, mas o processo empacou.

Crivella atribui a inação do Planalto ao ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), articulador político do governo no Congresso Nacional.

“O ministro Padilha tentou. Mas ele não conhece o coração do povo evangélico. É triste vê-lo pensando em si mesmo, nos seus interesses políticos, sem enxergar o que a maior organização social do Brasil, as igrejas, podem fazer pelo nosso povo, sobretudo os mais humildes”, disse o parlamentar.

Pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus –e sobrinho do fundador Edir Macedo–, Crivella é uma das principais pontes entre a denominação neopentecostal e a política.

O deputado defende que a função social das igrejas justifica a renúncia fiscal relacionada ao projeto. “São elas que estão presentes nas áreas dominadas pelo tráfico, onde o Estado tem imensa dificuldade de entrar. A mãe, as irmãs de muitos traficantes pertencem às igrejas das comunidades e são um freio invisível ao aumento da tragédia da violência.”

Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais afirmou que Crivella e outros parlamentares evangélicos já foram recebidos pelo ministro, “sempre de forma respeitosa e comprometida para debater temas de interesse da bancada, como a PEC em questão”.

“Nessas oportunidades, a SRI sempre manifestou o absoluto compromisso com a plena liberdade religiosa e de credo, com respeito a todas as crenças, em especial, conforme toda a história de vida e política do ministro e de sua família.”

Quanto à PEC, finalizou a nota, “o governo tem todo o interesse em debater com o Congresso, tendo mobilizado ministérios, deputados e senadores afeitos ao tema”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Marco Feliciano e Eliziane Gama, parlamentares evangélicos, têm discussão acalorada na CPMI de 8/1

Deputado Marco Feliciano (PL-SP) e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) - Fotos: Câmara dos Deputados
Deputado Marco Feliciano (PL-SP) e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) - Fotos: Câmara dos Deputados

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro virou palco de um embate entre dois parlamentares evangélicos: a relatora Eliziane Gama (PSD-MA) e o deputado Marco Feliciano (PL-SP). A senadora chamou Feliciano de misógino. O parlamentar, por sua vez, disse que Eliziane está irada, porque não consegue visitar as igrejas do Maranhão sem ser vaiada.

– Desde o primeiro dia que eu cheguei a essa comissão o senhor me provoca. O senhor me olha com um olhar carregado de ódio – disse Eliziane.

– O senhor se tornou uma pessoa abjeta, misógina. O tratamento que o senhor dá às mulheres nesta Casa é surreal – completou.

Num desabafo na comissão, a senadora contou que, quando jovem, vendia pães e cachorro-quente para arrecadar fundos e bancar a ida de Feliciano para pregar em sua igreja.

– O senhor não merece ser chamado de pastor, porque pastor não é carregado de ódio – afirmou Eliziane.

– Siga o evangelho de Cristo, porque o seu evangelho não é o do meu senhor Jesus Cristo de Nazaré – completou a parlamentar desejando que Deus abençoe Feliciano.

Em resposta a Eliziane, o deputado disse que ela “ataca a sua religião e a sua fé”.

– A senadora usou a Bíblia e eu quero dizer que quando Jesus foi acusado, lá no meio do deserto, o diabo usou a mesma Bíblia. O diabo conhece tanto a Bíblia quanto a senadora conhece – disse Feliciano.

– Ela é uma mentirosa contumaz – finalizou.

A briga entre os dois parlamentares evangélicos começou após Feliciano citar uma publicação de Eliziane nas redes sociais, na qual a senadora o acusa de ter “partido para cima de uma mulher” durante a reunião privada da CPMI realizada na última terça-feira (22).

Nesta quinta-feira (24), Eliziane respondeu Feliciano e disse que o deputado gritou com ela durante a reunião. Ainda segundo a senadora, o deputado pediu desculpas por causa da discussão, mas depois usou as redes sociais para “tripudiar”. Feliciano escreveu, na última terça, que Eliziane “se vitimiza como todo ‘bom’ esquerdista”.

O presidente da CPMI, Arthur Maia (União Brasil- BA), tentou parar a discussão. Ele disse que a desavença entre os dois parlamentares não é assunto da comissão. Maia ainda solicitou que os termos ofensivos utilizados por ambos fosse retirado das notas taquigráficas.

Fonte: Pleno News e UOL

Parlamentares evangélicos querem derrubar Resolução do CNS que legaliza aborto e maconha e reduz idade para mudança de gênero

Coletiva de imprensa extraordinária da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e da Vida. (Reprodução Youtube/ Câmara dos Deputados.)
Coletiva de imprensa extraordinária da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e da Vida. (Reprodução Youtube/ Câmara dos Deputados.)

O Congresso Nacional reagiu ao que parlamentares conservadores consideraram um ataque frontal do Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde aos valores cristãos dos brasileiros: a Resolução 715 do CNS, publicada em julho último.

Senadores, deputados e outros membros da política nacional participaram, na tarde desta quarta-feira (23), da coletiva de imprensa extraordinária, realizada em frente ao Plenário da Câmara dos Deputados. O evento foi promovido pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e da Vida, presidida pelo Senador Magno Malta (PL-ES).

“Se querem guerra, eles terão! Temos aqui um exército preparado para um enfrentamento legislativo contra a Resolução 715 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que mais parece um tratado ideológico de morte do que de saúde, porque defendem a legalização do aborto e da maconha, querem dar hormônios para meninos e meninas de 14 anos. Não ousem fazer virar verdade essa Resolução porque vamos enfrentar, vamos parar votação, vamos parar comissões. Aviso a este governo que somos uma massa de votos em nome da cristandade no país. Essa Resolução criou em nós uma força, uma unidade, e não abriremos mão. Estamos preparados!”, iniciou Magno Malta.

Silas Câmara, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, endossou as palavras do senador. “Nosso objetivo é reafirmar nosso compromisso na defesa dos nossos princípios, da nossa fé. Temos um exército disciplinar e treinado que sabe usar suas prerrogativas.”

Foram quase duas horas de falas dos parlamentares, entre os quais os deputados federais Nikolas Ferreira, Altineu Côrtes, Delegado Ramagem, Delegado Caveira, senadores Girão, Zequinha Marinho, Carlos Viana, Flávio Bolsonaro, Marcos Rogério e Jorge Seif, entre outros.

Eles descreveram as implicações da Resolução do CNS na esfera política e religiosa com suas questões cruciais, apontando os possíveis impactos na vida da família brasileira.

Durante a coletiva, a deputada federal Priscila Costa (PL/CE), que está grávida, expressou sua revolta contra a legalização do aborto. “A gente assiste ao ódio a um bebê não nascido. Contra bebê no ventre tudo pode nesse governo. A mulher nesse país não tem dignidade, nem mesmo na sua fase de gestante. Eles usam as mulheres, mas são abortistas”, criticou ela.

Endurecendo o discurso, Magno Malta disparou: “Quem escreveu essa Resolução desgraçada, que não sei se é do Ministério da Saúde ou da Morte? Lula diz que assinou a liberdade das igrejas e que é contra o aborto, mas os ministros são autorizados a recomendar esse procedimento. Fazem tudo às escondidas. Bota a cara, Lula! Estamos aqui em nome de uma sociedade majoritariamente cristã que repudia essa Resolução, que mais parece conversa de bêbado. Deixem nossas crianças em paz! Adolescentes com 17 anos e 11 meses não podem responder por seus crimes, mas podem fazer hormonização. Esse é um tratado ideológico do Ministério da Saúde. Não temos nada contra os terreiros, mas tinha que ter uma vírgula para incluir católicos, evangélicos, mulçumanos, judeus e outras religiões. Onde estão os laicisistas, que estão calados? Não se manifestam?”, questionou o senador.

O deputado Nikolas Ferreira considera que Lula é “um estelionatário eleitoral, porque diz ser a favor da vida, mas coloca duas ministras a favor do aborto. E quem defendia o estado laico agora está ideologizando a Saúde. Este governo não está preocupado com você, ele quer empurrar uma agenda ideológica. Se é guerra que eles querem, saibam que aqui tem um exército. Caso isso seja homologado, vamos às ruas para fazer retroceder isso.”

O senador Marco Rogério criticou a maneira antidemocrática com que a Resolução foi criada e publicada. “Estão dando uma pedalada na Democracia para, numa canetada, legalizar aquilo que por voto não vão conseguir.”

O deputado federal Dr. Frederico é médico oncologista. Ele integra a bancada da Saúde e enfatizou que do ponto de vista médico já se considera vida desde a fecundação. “É um absurdo trazer uma narrativa dessa num documento oficial da Saúde, isso beira a um crime. Quem usa crack começou usando maconha, uma realidade que ninguém quer falar. O câncer e os problemas de coração estão entre as principais causas de morte, mas o Ministério da Saúde não menciona isso na Resolução porque está preocupado em tirar crianças do útero da mãe. Quando é pela vida a gente se une, a população brasileira se une. Essa é uma invasão nos nossos poderes de legislar, uma invasão da competência do Senado.”

Dentre as falas dos participantes era comum citarem a desvalorização dos templos e práticas cristãs, católicas e de outras religiões em favor unicamente das religiões de matriz africana. “A guerra começou, este é um momento dramático com essas pautas que estão para serem liberadas. Mais de 200 milhões de brasileiros viram Lula falando de compromisso com todas as fases da vida, agora se esconde atrás de ministros para recomendar aborto. Estimulam o aborto e a sexualização da criança”, disseram os representantes das Frentes Parlamentares.

Magno Malta lembrou dos valores caros para o povo evangélico e para todos os brasileiros conservadores. “Vamos fazer o enfrentamento contra a desconstrução da família. O Conselho Nacional de Saúde (CNS) manda uma espécie de LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias e vota uma Resolução. A senhora Nízia Trindade é uma ministra militante de esquerda, é uma peça ideológica que nem é da área da Saúde.”

Logo após a coletiva, o presidente da Frente Parlamentar, Magno Malta, publicou em suas redes sociais a seguinte mensagem: “A oposição está unida contra a Resolução 715! Reafirmo aqui o meu apoio a todas as ações legislativas que se opõem a essa monstruosidade. Defender a vida é sempre a obrigação primeira do ser humano, seja ele de qualquer ideologia ou religião.”

Confira a seguir os trechos mais polêmicos da Resolução 715/2023 que estão no Anexo II do documento oficial:

ORIENTAÇÕES PARA O PLANO PLURIANUAL 2024-2027 E PARA O PLANO NACIONAL DE SAÚDE 2024-2027 A PARTIR DAS DIRETRIZES APROVADAS NA 17ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE DE 02 A 05 DE JULHO DE 2023

(1…43)

(…) 44 – Atualizar a Política Nacional de Saúde Integral LGBT para LGBTIA+ e definir as linhas de cuidado, em todos os ciclos de vida, contemplando os diversos corpos, práticas, existências, as questões de raça, etnia, classe, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, pessoas intersexo, assexuais, pansexuais e não binárias, população em restrição de liberdade, em situação de rua, de forma transversal, e integração da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais; revisão da cartilha de pessoas trans, caderneta de gestante, pré-natal, com foco não binário; com a garantia de acesso e acompanhamento da hormonoterapia em populações de pessoas travestis e transgêneras, pesquisas, atualização dos protocolos e redução da idade de início de hormonização para 14 anos.

(…) 46 – (Re)conhecer as manifestações da cultura popular dos povos tradicionais de matriz africana e as Unidades Territoriais Tradicionais de Matriz Africana (terreiros, terreiras, barracões, casas de religião, etc.) como equipamentos promotores de saúde e cura complementares do SUS, no processo de promoção da saúde e 1ª porta de entrada para os que mais precisavam e de espaço de cura para o desequilíbrio mental, psíquico, social, alimentar e com isso respeitar as complexidades inerentes às culturas e povos tradicionais de matriz africana na busca da preservação, instrumentos esses previstos na política de saúde pública, combate ao racismo, à violação de direitos, à discriminação religiosa, dentre outras.

(…) 49 – Garantir a intersetorialidade nas ações de saúde para o combate às desigualdades estruturais e históricas, com a ampliação de políticas sociais e de transferência de renda, com a legalização do aborto e a legalização da maconha no Brasil. (…)

Fonte: Comunhão

Pastor diz que tolerância da China com igrejas domésticas chegou ao fim

Cristão orando na China (Foto: Portas Abertas)
Cristão orando na China (Foto: Portas Abertas)

O pastor Wang Changchun foi preso na China, no dia 11 de abril, enquanto viajava para a antiga cidade de Lijiang, na província de Yunnan. Ele ficou detido numa prisão em sua cidade natal, em Bengbu, na província de Anhui .

Wang é um pastor muito conhecido e líder da igreja Bengbu Living Stone Reformed. Em 2018, ele foi um dos líderes da igreja doméstica que assinou uma declaração polêmica contra o repressivo “Regulamento sobre Assuntos Religiosos de 2017”.

O documento foi elaborado pelo pastor Wang Yi, da Igreja Early Rain Covenant de Chengdu, posteriormente condenado em 2019 a 9 anos de prisão.

‘Era da tolerância chegou ao fim’

Quando Wang assinou a declaração contra as novas políticas religiosas de Xi Jinping, ele sabia que estaria em apuros, mas também sabia que estava assinando um “documento profético”, como ele mesmo especificou.

Conforme o pastor, “a era da tolerância para igrejas domésticas independentes já estava chegando ao fim”.

Ele explicou que, ou as igrejas evangélicas se unem à Igreja das Três Autonomias controlada pelo governo, ou seus pastores e presbíteros acabam na prisão.

Pastores estão presos

Na última sexta-feira (18), a Igreja Reformada Bengbu Living Stone, informou ao Binter Winter que o pastor Wang Yi teve sua sentença alterada indevidamente pelas autoridades da China.

A Procuradoria Popular do Distrito de Yuhui mudou a acusação de “operações comerciais ilegais” para “fraude” — crime que acarreta pena máxima maior, de 7 anos. E o pastor Wang foi formalmente preso.

Fonte: Guia-me com informações de Bitter Winter

Maioria dos cristãos protestantes diz que sua igreja incentiva as crenças do evangelho da prosperidade

Dízimo e oferta
Dízimo e oferta

Um novo estudo da Lifeway Research descobriu que 52 por cento dos frequentadores de igrejas protestantes americanas acreditam que sua igreja os incentiva a doar mais dinheiro para igrejas e instituições de caridade para que Deus os abençoe.

Cerca de 24 por cento concordaram fortemente com a declaração.

Em 2017, um total de 38% dos fiéis disseram o mesmo.

Os frequentadores da igreja também são mais propensos a acreditar hoje do que em 2017 que Deus deseja que prosperem financeiramente. Na pesquisa mais recente, 76% disseram acreditar nisso; em 2017, esse número era de 69 por cento.

Entretanto, cerca de 45 por cento disseram acreditar que devem fazer algo para que Deus receba essas bênçãos materiais.

“Nos últimos cinco anos, muito mais fiéis estão refletindo os ensinamentos do evangelho da prosperidade, incluindo a crença herética de que as bênçãos materiais são obtidas de Deus”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research. “É possível que os golpes financeiros que as pessoas sofreram com a inflação e a pandemia tenham desencadeado sentimentos de culpa por não servirem mais a Deus. Mas as Escrituras não ensinam esse tipo de conexão direta.”

A pesquisa também analisou a demografia etária entre aqueles que acreditam no evangelho da prosperidade.

Oitenta e um por cento dos fiéis entre 18 e 34 anos e 85 por cento dos fiéis entre 35 e 49 anos estavam entre os mais propensos a dizer que Deus deseja que eles prosperem financeiramente.

Os crentes do movimento Metodista e Restauracionista estavam entre as denominações com maior probabilidade de acreditar em uma variante do evangelho da prosperidade.

Mas McConnell alertou que a tendência crescente de acreditar mais no evangelho da prosperidade não é bíblica.

“Buscar a santidade nunca foi planejado por Deus para ser um plano para riquezas financeiras”, disse McConnell. “O tamanho das finanças de alguém não é a medida do serviço de alguém a Deus nem do relacionamento com Ele.

“Esta pesquisa não descarta a possibilidade de que os ensinamentos bíblicos foram mal ouvidos por mais jovens adultos, mas eles definitivamente experimentaram uma falta de ensino bíblico claro sobre o motivo da generosidade”, disse McConnell.

A pesquisa também descobriu:

  • 81 por cento dos frequentadores da igreja com ensino médio ou menos acreditavam no evangelho da prosperidade (67 por cento para aqueles com diploma de bacharel).
  • 80 por cento dos evangélicos disseram acreditar no evangelho da prosperidade em comparação com outros.
  • 71 por cento dos afro-americanos eram os mais propensos a acreditar que Deus os abençoaria se dessem mais dinheiro à igreja.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Evangélicos rejeitam proposta da ONU para descriminalizar o aborto na Costa Rica

Ultrassom de feto (Foto: Canva Pro)
Ultrassom de feto (Foto: Canva Pro)

A Federação da Aliança Evangélica da Costa Rica (FAEC) rejeitou o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para descriminalizar o aborto no país. O órgão representa os 25% da população costarriquenha que se identificam como cristãos evangélicos.

Segundo a FAEC, “estas tendências globalistas da ONU e de outras organizações internacionais” possui o propósito de “acabar com a soberania da nação, e ir contra a vida dos mais indefesos”. A entidade destaca também, em comunicado, que a proposta da ONU coloca em risco “o direito humano mais importante de todos”: à vida, neste caso do ser humano em gestação.

Dessa forma, o órgão insiste que às autoridades do governo costarriquenho defenda e respeite o direito fundamental à vida. Assim, a entidade evangélica se compromete a “proteger o dom da vida até as últimas consequências”.

A FAEC observa ainda que “ceder como país às pressões da ONU seria como aceitar o aborto como um direito humano, com todas as implicações negativas que isso pode acarretar”. Para justificar a argumentação, o órgão cita o artigo 4º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que destaca que “toda pessoa tem direito a que se respeite sua vida. Este direito será protegido pela lei desde o momento da concepção”.

“Acreditamos firmemente que os valores e princípios do Reino de Deus estão acima de todas as coisas, e entre eles está o valor supremo da vida. Continuaremos a proteger o dom da vida, que sabemos que vem de Deus, até às últimas consequências”, finaliza a FAEC.

Fonte: Comunhão

Quênia fecha igrejas após seita incentivar jejum que matou mais de 400 membros

Mulheres cristãs na África
Mulheres cristãs na África

O Quênia fechou cinco igrejas que o governo diz estarem ligadas a atividades perigosas semelhantes a cultos após a prisão de um líder que está sendo responsabilizado pela morte de mais de 400 pessoas.

O Escritório de Registro de Associações do Quênia disse que cancelou a licença da Good News International Church, liderada pelo controverso pastor Paul Nthenge Mackenzie, que as autoridades dizem que disse a seus seguidores para não comerem para que pudessem acelerar seu encontro face a face com Cristo. O caso chocou os quenianos após a descoberta de “cadáveres na floresta Shakahola, perto da cidade costeira de Malindi”, informou o África News.

Mackenzie está na prisão e enfrenta várias acusações. No total, 425 corpos foram encontrados. Muitos são de crianças.

“Embora a maioria das vítimas tenha morrido de fome, as autópsias também revelaram que algumas, incluindo crianças, foram estranguladas, espancadas ou sufocadas”, informou o Africa News.

O Escritório de Registro de Associações também fechou o Centro de Oração e Igreja Nova Vida, que é liderado pelo televangelista ligado ao Mackenzie, Ezekiel Odero, de acordo com o Africa News.

Mackenzie está sendo investigado por homicídio, auxílio ao suicídio, radicalização e lavagem de dinheiro.

Existem mais de 4.000 igrejas registradas no Quênia.

“Alguns destes grupos não possuem as características que constituem uma igreja”, disse o Rev. Joachim Omollo Ouko, sacerdote católico da arquidiocese de Kisumu, no oeste do Quênia, ao Religion News Service . “Acabamos de vê-los emergindo. Não sabemos quais escolas teológicas seus líderes frequentaram. Vemos apenas os seus líderes emergindo e buscando ser glorificados. Esses líderes devem ser questionados e verificados.”

Embora alguns quenianos estejam pedindo mais regulamentação de grupos religiosos, outros resistiram a essas sugestões, citando a liberdade de religião.

“Achamos que a narrativa de que as igrejas e, por extensão, a religião precisam ser regulamentadas é uma fachada destinada a desviar o problema real – que o estado falhou em desempenhar seu papel ao lidar com um crime”, disse o bispo católico Martin Kivuva Musonde , segundo RNS.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Cristãos são atacados e igreja vandalizada durante culto dominical na Índia

Cristãos enfrentam perseguição religiosa na Índia (Foto: Portas Abertas)
Cristãos enfrentam perseguição religiosa na Índia (Foto: Portas Abertas)

Enquanto o mundo se concentra em Nova Deli, capital da Índia, devido à próxima cúpula do G20 na cidade, uma igreja na capital nacional foi atacada e vandalizada por uma multidão nacionalista hindu durante o culto de domingo, levando a vários cristãos feridos, de acordo com relatos da mídia.

O ataque ocorreu na área de Tahirpur, em Deli, onde a multidão interrompeu as orações e mais tarde se reuniu em frente a uma delegacia de polícia para impedir a apresentação de uma queixa, informou o meio de comunicação indiano The Wire.

Membros da comunidade cristã estavam orando no Siyyon Prarthna Bhawan quando os nacionalistas hindus alegadamente entraram no edifício, gritando promessas de uma “nação hindu” através dos alto-falantes. Os indivíduos da multidão, que supostamente seguravam alto-falantes, gritaram: “Hindu rashtra banayenge, Jai Shri Ram”, que significa “Faremos uma nação hindu, salve Lord Ram”.

Os cristãos disseram que foram agredidos com paus por indivíduos pertencentes ao grupo nacionalista hindu Bajrang Dal. “Todos os domingos, quando nos reunimos para orar na igreja, fazemos isso com medo – o medo de ser atacado”, disse um homem cristão, que não foi identificado por motivos de segurança.

Quando os cristãos foram à delegacia do Enclave GTB para registrar uma queixa, mais de 100 pessoas do Bajrang Dal, do Vishwa Hindu Parishad (Conselho Mundial Hindu) e de sua organização-mãe, o Rashtriya Swayamsevak Sangh, reuniram-se do lado de fora, cantando “Jai Shri Ram”. (salve Senhor Ram).

Shivam, uma testemunha ocular, disse ao The Wire que a multidão entrou na sala de orações sem permissão e atacou com paus, ferindo muitas pessoas, incluindo mulheres. Três mulheres alegaram que os membros do Bajrang Dal as espancaram. As mulheres disseram que os homens também tentaram tirar suas roupas.

Um suposto membro do RSS, identificado apenas como Anmol, questionou por que os cristãos estavam orando numa área de maioria hindu e acusou-os de tentarem conversões.

O Pastor Satpal Bhati expressou desespero com a situação, afirmando que a comunidade cristã vive em constante medo.

A polícia registrou uma queixa contra a multidão ao abrigo de várias seções do Código Penal Indiano.

Minakshi Singh, um ativista, confirmou as evidências do ataque e levantou questões sobre a agressão às mulheres durante a oração.

O incidente chamou a atenção para o historial do governo de Narendra Modi em matéria de retrocessos democráticos e maus-tratos às minorias religiosas.

Aumento de ataques contra cristãos

Um relatório do Fórum Cristão Unido revela um aumento significativo nos ataques a cristãos desde 2014.

O meio de comunicação indiano Scroll relatou detalhes semelhantes do ataque, incluindo a vandalização de instrumentos musicais.

O primeiro semestre de 2023 assistiu a um aumento da violência contra cristãos em 23 estados da Índia, de acordo com a UCF, que identificou 400 incidentes, contra 274 relatados no mesmo período do ano passado.

De acordo com as conclusões da UCF, o número de incidentes violentos contra cristãos tem aumentado constantemente na Índia desde 2014, com um aumento significativo observado em 2021 e 2022.

Para os cristãos da Índia, 2021 foi o “ ano mais violento ” da história do país, com pelo menos 486 incidentes violentos de perseguição cristã relatados naquele ano.

“Em quase todos os incidentes relatados em toda a Índia, grupos de vigilantes compostos por extremistas religiosos foram vistos invadindo uma reunião de oração ou prendendo indivíduos que eles acreditam estarem envolvidos em conversões religiosas forçadas”, afirmou o relatório daquele ano da UCF.

A UCF atribuiu a elevada incidência de perseguição cristã à “impunidade”, devido à qual “tais turbas ameaçam criminalmente e agridem fisicamente as pessoas em oração, antes de as entregarem à polícia sob alegações de conversões forçadas”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Mais de 20 cristãos são agredidos durante evangelismo em Uganda

Cristãos durante culto em Uganda.
Cristãos durante culto em Uganda.

Muçulmanos radicais em um evento evangelístico ao ar livre no leste de Uganda em 11 de agosto agrediram um pregador e mais de 20 outros cristãos por seus ensinamentos sobre a divindade de Cristo, disseram fontes.

Robert Faisali Miya, de 34 anos e pai de quatro filhos, também foi atingido por um objeto espinhoso e pisoteado durante o evento em Busolwe, 236 quilômetros (147 milhas) a nordeste de Kampala, disse uma testemunha ocular.

No terceiro dia de um evento de cinco dias planejado por uma igreja não revelada de outra cidade, Miya citou passagens do Alcorão como exemplos que reconhecem a singularidade de Cristo e disse que a Bíblia afirma Sua singularidade como o Filho de Deus que concede perdão por virtude de Sua morte e ressurreição.

Os muçulmanos começaram a entoar o slogan jihadista, “Allah Akbar [Deus é maior]”, e um líder muçulmano conhecido na área como xeque linha-dura, Hiisa Mubaraka, correu para o palco e puxou o evangelista para baixo, disse a testemunha ocular.

“Outros diziam que Alá lhes concedeu autoridade para matar todos os infiéis”, disse a fonte ao Morning Star News. “Outro muçulmano borrifou o que parecia ser ácido, enquanto outro o atingiu com um objeto espinhoso e pisou nas costas e no estômago do evangelista”.

O xeque continuou gritando que “infiéis” não podiam influenciar os muçulmanos da área, disse a fonte, cuja identidade foi preservada por motivos de segurança.

“Não podemos permitir que você pregue nesta cidade ou venha e engane o nosso povo aqui”, disse Mubaraka, de acordo com a testemunha ocular. “Vamos lutar pela causa de Alá para matar todos vocês.”

Ele também disse aos cerca de 20 muçulmanos presentes que destruíssem as propriedades da igreja, disse a fonte.

Os cristãos que tentaram resgatar o evangelista ficaram feridos quando os muçulmanos os espancaram e a Miya com bengalas, enquanto outros muçulmanos danificaram o pódio, os alto-falantes, os microfones, o sistema de alto-falantes e o teclado, disse a fonte.

Os cristãos acabaram por dominar os agressores muçulmanos, que se retiraram para uma mesquita próxima enquanto os organizadores do evento levavam o evangelista às pressas para uma clínica próxima, disse ele.

Miya, se recuperando em casa, mas ainda com muitas dores, disse ao Morning Star News que o sofrimento valeu a pena a oportunidade do evangelho.

“Mais de 20 cristãos foram feridos na cabeça, enquanto outros quebraram as mãos”, disse Miya. “Embora nosso encontro com os muçulmanos tenha falhado, os muçulmanos ouviram as Boas Novas de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”

Miya, cujos filhos têm entre 3 e 13 anos de idade, deixou o Islã para colocar a sua fé em Cristo em fevereiro de 2010.

O ataque foi o mais recente de muitos casos de perseguição aos cristãos no Uganda.

A constituição do Uganda e outras leis preveem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter-se de uma fé para outra. Os muçulmanos representam não mais do que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

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