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Filho de ex-banqueiro preso lança website evangélico

Sem alarde, uma rede de relacionamentos evangélico surgiu na internet na semana passada. Idealizado por Leonardo Cid Ferreira, 25, o site “Meu Maná (www.meumana.com.br) custou R$ 880 mil.

“Haverá uma migração do Orkut para o Meu Maná”, arrisca o filho do ex-banqueiro e ex-mecenas Edemar Cid Ferreira, expulso do Conselho Deliberativo da Fundação Bienal também na semana passada e preso desde 26 de maio deste ano sob a acusação de gestão fraudulenta e formação de quadrilha no Banco Santos.

Convertido há três anos pela Igreja Nova Vida, Ferreira (o filho) diz ser o único evangélico da família.

Seu projeto se apresenta como “um site de relacionamentos totalmente baseado nos princípios bíblicos”. Segundo ele, o negócio foi bancado por três acionistas da empresa iLúmina Brasil, que vende softwares evangélicos e da qual ele é diretor-executivo. Os três empresários e Leonardo também fazem parte da igreja.

O site soma até agora cerca de 4.700 usuários, menos da metade das duas maiores comunidades sobre evangélicos no Orkut –“Sou Evangélico Sim! e Daí?” e “Eu odeio crente chato!”, ambas com pouco mais de 12 mil membros cada.

Baseado somente em sua ambição, Ferreira diz que quer chegar aos 180 mil usuários até o fim do ano e ultrapassar 500 mil até julho de 2007. Registros de junho deste ano indicam 23 milhões de indivíduos cadastrados no Orkut.

“Vamos fazer propaganda em todas as rádios e TVs do segmento evangélico”, diz Ferreira. Ele convidou o apresentador de “Ídolos” (SBT), Beto Marden, e o boxeador Popó para participarem das propagandas. “Nós também pensamos em chamar o [jogador de futebol] Kaká, mas ainda não entramos em contato.”

O lucro do site viria, segundo ele, de publicidade, da loja on-line e de pesquisas de mercado por meio do perfil dos usuários.

Fonte: Folha Online

Cristãos se manifestam contra guerra no Líbano na Cisjordânia

Aproximadamente 300 pessoas, em sua maioria membros da minoria palestina cristã, se manifestaram neste domingo na localidade de Beit Sahour, do distrito cisjordaniano de Belém, para protestar contra a ofensiva militar israelense lançada no Líbano.

Os participantes do protesto levavam três caixões com as inscrições “ONU”, “Liga Árabe” e “consciência internacional”, e exibiam bandeiras da UE e da ONU (Organização das Nações Unidas).

Os caixões foram enterrados simbolicamente em cerimônia para denunciar, segundo os manifestantes, o silêncio e a inoperância da comunidade internacional diante das operações militares israelenses lançadas no Líbano contra o grupo terrorista libanês Hizbollah, que causaram a morte de centenas de civis.

A marcha foi liderada pelo prefeito da cidade, Hani Hayek, e partiu das imediações de uma associação cristã, o clube ortodoxo, para depois percorrer a rua principal de Beit Sahour.

Cerca de 4.500 pessoas se manifestaram no sábado à noite na cidade de Tel Aviv contra a ofensiva lançada por Israel no sul do Líbano e por um acordo imediato de cessar-fogo.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a guerra, a favor do cessar-fogo e por uma resolução do conflito na faixa de Gaza.

Uma caravana de empresários de pequenas e médias empresas e de comerciantes das localidades afetadas pelos ataques com foguetes do Hizbollah no norte de Israel se dirige hoje a Jerusalém, para protestar contra sua precária situação e a falta de garantia de indenizações por parte do governo.

Os empresários e comerciantes pretendem se manifestar em frente aos escritórios do Ministério das Finanças, de Indústria e Comércio e de Trabalho, para denunciar que os acordos firmados até agora pelos danos causados –devido à situação de conflito no norte do país– não resolvem seus problemas.

A caravana causou grandes engarrafamentos na estrada que une Tel Aviv a Jerusalém, uma das principais vias de circulação do país, segundo emissoras de rádio locais.

Cristãos mantém apoio moderado ao Hezbollah

Os cristãos libaneses não fazem parte da base de apoio mais sólida do Hezbollah – que é xiita – mas este conflito não foi suficiente para virar a comunidade contra o grupo militante.

Cristãos ouvido pela BBC Brasil desaprovam muitas atitudes do Hezbollah e vêem a necessidade de colocar o grupo sob a autoridade do Estado, mas ressalvam que eles representam uma parcela importante da sociedade libanesa e que não faz sentido simplesmente tentar eliminá-los.

“Antes deste conflito estávamos em negociações com o Hezbollah sobre desarmamento e uma integração deles as forças libanesas. Este conflito pode ter colocado tudo a perder”, diz o vice-presidente do partido cristão Kataeb, Abu Khalil.

A resolução 1559 da ONU, aprovada em 2000, ordena o desarmamento do Hezbollah, mas a milícia sempre foi mais forte que o próprio Exército libanês e há temores que qualquer tentativa de forçar o grupo a abandonar suas armas possa provocar grande instabilidade ou, na pior das hipóteses, uma nova guerra civil no país.

“O problema é que não temos um Estado no Líbano. Precisamos de um Estado que não permita que um grupo político simplesmente declare guerra a um país vizinho de acordo com sua vontade”, diz o político cristão.

Guerra civil

Abu Khalil não vê, no entanto, o risco de a tensão aumentar entre as seitas libanesas – por conta das atitudes do grupo Hezbollah – até o ponto de explosão de violência interna ou mesmo de uma guerra civil, como a que afligiu o Líbano entre 1975 e 1991.

Ele admite que guerras muitos sangrentas podem começar de maneira inesperada ou a partir de eventos aparentemente pequenos – alguns assassinatos e vinganças escalando até um conflito generalizado, por exemplo – mas vê uma possibilidade “muito, muito pequena” de tal coisa acontecer agora.

“Os libaneses já fizeram uma guerra civil levada até as últimas conseqüências e perceberam que não valeu a pena, que ninguém ganhou com isso. Além disso, hoje há apenas uma facção armada no país (os xiitas através do Hezbollah), então não há combatentes para uma guerra civil.”

O presidente do partido Bloco Nacional Libanês, Carlos Eddé não vê riscos de uma guerra civil com o possível fortalecimento do Hezbollah neste conflito mas avalia que pode haver – depois de cessado o conflito – uma acirramento nas disputas de poder e das tensões sectárias.

União nacional

Eddé diz que isto dificultaria o esforço de grupos políticos seculares pela construção de um Estado que não precise ser tão rigidamente dividido em linhas religiosas.

O acordo que terminou a guerra civil libanesa em 1991 dividiu o poder entre os cristãos, muçulmanos sunitas e muçulmanos xiitas.

E embora o sistema tenha conseguido manter o país razoavelmente estável e em paz, muitos críticos também dizem que ele impossibilita uma união mais profunda entre as comunidades, que pudesse fortalecer o Estado nacional com um todo.

“Eu sou cristão, mas eu e meu partido defendemos um governo que leve em consideração os interesses de toda a população de maneira igualitária, sem necessidade de uma divisão formal de poderes entre as seitas”, diz Eddé.

Ele avalia que as lideranças cristãs já estão perdendo poder por questões demográficas – as famílias muçulmanas costumam ter mais filhos do que as cristãs – e devem levar mais um golpe em sua influência, por conta do fortalecimento militar do grupo Hezbollah.

Solidariedade

Os cristãos também dizem que o sofrimento provocado pelos ataques contra os bairros xiitas acabou unindo as comunidades, não necessariamente em termos políticos, mas principalmente em termos sociais e humanos.

“Esta é uma guerra que está atingindo todo o povo libanês e como cristãos o que temos que fazer é rezar muito para que isso pare e dar todo apoio que nossos irmãos muçulmanos, que estão sofrendo mais”, diz a cristã Dana, que preferiu não revelar o sobrenome.

A professora Amal Hayek diz que percebe a responsabilidade do Hezbollah ao detonar o conflito quando capturou dois soldados de Israel e matou outros oito – quatro em território Israelenses e os quatro que atravessaram a fronteira em perseguição aos militantes que capturaram os companheiros.

Mas ela diz que a resposta de Israel foi exagerada e que os libaneses deveriam ser capazes de resolver suas questões com o Hezbollah internamente e de maneira pacífica.

O cabeleireiro Tony Shar diz que não apóia o Hezbollah mas reconhece o grupo como importante na “resistência” contra Israel, que para a mairoia dos cristãos libaneses – e para praticamente todos os muçulmanos – é o grande inimigo.

“O Hezbollah está um pouco errado em ter seqüestrado aqueles dois soldados de Isreal agora”, diz. E Israel? “Israel está muito errado em estar fazendo tudo isso”, responde.

Criminosos atiram pedras e bombas em sinagoga de Campinas

Ao menos seis pessoas atiraram pedras e duas bombas de fabricação caseira na entrada da sinagoga da Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob, em Campinas (95 km de São Paulo), na noite desta sexta-feira.

Segundo a polícia, os artefatos explodiram e danificaram a porta principal da sinagoga. As chamas foram contidas por vizinhos, com extintores de incêndio. Ninguém ficou ferido.

O presidente da sociedade, Pedro Tiago, afirmou que na calçada em frente à sinagoga os criminosos escreveram, com tinta branca: “Líbano, o verdadeiro holocausto”.

Pedro Tiago informou ainda que não é a primeira vez que acontece um atentado contra a sinagoga. De acordo com ele, em outras ocasiões, além de bombas, os criminosos atiraram contra o local e picharam o templo.

O presidente da sociedade disse que, no momento do atentado, não havia ninguém no local. A segurança na sinagoga foi reforçada e o caso registrado no 1º DP de Campinas.

Violência

A atual onda de violência entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah teve início no dia 12 de julho, depois do seqüestro de dois soldados israelenses –outros oito soldados foram mortos na ação do grupo.

O conflito já deixou quase mil mortos. Só no Líbano, cerca de 900 pessoas morreram, sendo que mais de 800 eram civis. Em Israel, confrontos e foguetes do Hizbollah deixaram mais de 70 mortos, sendo mais de 30 civis.

Papa lamenta que seus apelos por cessar-fogo continuem sem resposta

O papa Bento 16 voltou neste domingo a pedir um cessar-fogo imediato dos combates entre o grupo terrorista libanês Hizbollah e Israel no Oriente Médio, lamentando que seus apelos anteriores continuem sem resposta.

“Diante da amarga comprovação de que até agora os chamado ao cessar-fogo imediato nessa região atormentada continuem sem resposta, sinto a urgente necessidade de reiterá-los’, declarou o sumo-pontífice.

O papa fez sua prece durante a oração do Angelus, realizado para vários milhares de peregrinos em Castel Gandolfo, residência de verão dos papas, perto de Roma.

Bento 16 dirigiu sua mensagem aos que podem “oferecer uma ajuda eficaz para a construção de uma paz justa e duradoura no Oriente Médio”.

Fonte: BBC Brasil e Folha Online

Aparecida em obras para a visita do papa Bento XVI

O revestimento externo da cúpula central e de paredes internas vai dar um visual novo e mais bonito à Basílica de Aparecida para a visita do papa Bento XVI, que chegará à cidade, no dia 13 de maio de 2007, para a abertura da 5ª Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe.

Faltam ainda nove meses para a reunião, mas as obras de adaptação do Santuário Nacional já começaram. Serão montados um auditório, serviços de secretaria, cabines de tradução simultânea e sala de imprensa. Mais de 500 bispos, além dos 300 delegados à conferência, são esperados para a chegada do papa, informa o arcebispo de Aparecida, d. Raymundo Damasceno Assis.

A cúpula central receberá 22,5 toneladas de cobre, cujas chapas passarão por um processo químico de envelhecimento para ficarem com uma cor esverdeada, semelhante ao tom natural que só seria adquirido depois de 25 anos de exposição ao tempo. Duas cúpulas menores já foram revestidas com chapas verdes.

“Mais que a beleza estética, essa obra de revestimento das cúpulas garante o fim das infiltrações de água da chuva que, além do incômodo para os visitantes, têm efeitos danosos para a arquitetura da basílica”, disse o administrador do Santuário Nacional, padre Hélcio Vicente Testa.

Serão revestidas e pintadas também as paredes de um dos braços da cruz da nave central da igreja – a parte que dá para o trono da imagem de Nossa Senhora Aparecida e seu prolongamento, depois do altar-mor, onde são rezadas as missas para os peregrinos. As reuniões dos bispos, de 13 a 31 de maio, serão realizadas no subsolo.

Os bispos participantes da 5ª Conferência da América Latina e do Caribe farão suas celebrações litúrgicas na basílica, mas cerimônias presididas pelo papa serão programadas para o pátio externo. “Vamos construir uma tribuna, junto às escadarias do santuário, para a missa campal de Bento XVI”, revelou d. Damasceno.

O arcebispo calcula que cerca de 800 mil fiéis deverão ir a Aparecida para a visita do papa. “Não temos ainda o programa da viagem, que só será divulgado a partir de outubro, mas estamos montando um esquema de hospedagem”, disse d. Damasceno.

Além de reservar 339 apartamentos em hotéis de Aparecida e cidades vizinhas, ele está reformando o Seminário Bom Jesus, o Colegião, para acolher bispos e assessores. Haverá aposentos especiais para Bento XVI, se ele quiser pernoitar ali. A comitiva do papa incluirá 80 jornalistas.

Fonte: Estadão

Por engano, software católico é tido como espião

Vigários do Reino Unido estão furiosos com a fabricante de softwares Symantec, porque o Norton, principal antivírus da empresa, foi equivocadamente programado para ‘combater’ um componente-chave do aplicativo utilizado para organizar missas.

O problema foi resolvido, mas muitas das 4,5 mil igrejas britânicas que usam o aplicativo ainda amargam o inconveniente de terem tido seus serviços “gravemente interrompidos”, disse um porta-voz católico.

A rixa começou no dia 8 de julho, quando a Symantec lançou uma versão atualizada do antivírus Norton.

A lista de definições do programa identificava o arquivo vlutils.dll como um malware, ou seja, como um programa desenvolvido com o objetivo de danar computadores.

Por engano, muitos usuários apagaram o arquivo, imaginando que fosse parte do programa espião SniperSpy.

Na verdade, tratava-se de um componente integral do Visual Liturgy, aplicativo usado por igrejas para planejar e organizar seus serviços.

Como resultado, os criadores do programa – a Church House Publishing – foram inundados com mensagens e ligações de usuários que tentavam descobrir por que o programa havia deixado de funcionar.

Eles reportaram o problema à Symantec, e disponibilizaram aos seus usuários uma cópia do arquivo vlutils.dll em seu site.

A solução final veio quando a Symantec desfez o mal-entendido e atualizou a lista de definições do antivírus Norton – segundo a empresa, poucos dias depois da primeira queixa.

Mesmo assim, a Church House Publishing se disse descontente com o prazo.

“O tempo gasto para rodar a atualização e baixar novamente o arquivo apagado poderia ter sido usado em coisas mais importantes”, disse um porta-voz da organização católica.

“Como cristãos, estamos acostumados a não receber de imediato as respostas às nossas preces, mas isto pareceu exagerado.”

Fonte:BBC Brasil

Pastor negro reclama de agressão e preconceito durante blitz

O pastor evangélico André Silveira disse que sofreu ameaça e agressão verbal e física quando foi parado em um bloqueio policial. “Foi muito desagradável. Desde o primeiro momento eles já foram agressivos.”

O advogado do pastor evangélico André Silveira deve entrar com uma ação cível contra o governo do Paraná e outra criminal contra dois policiais militares da 3.ª Companhia do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) de Curitiba. Silveira alega ter sido vítima de “violência, preconceito racial e abuso de autoridade” ao ser parado em uma blitz, na última segunda-feira, na Rua Doutor Dário Leopoldo dos Santos, no bairro Jardim Botânico. “Um cidadão não pode ser julgado pela cor da sua pele se é bandido ou não”, afirma o pastor da 1.ª Igreja Batista de Curitiba.

Silveira conta que foi parado no bloqueio policial montado nas proximidades da rodoferroviária quando estava a caminho de uma partida de futebol. A abordagem teria sido feita por policiais identificados apenas como sargento Ramalho e soldado Benvenutti. O pastor diz que já tinha sido parado em outras blitze, mas nunca fora tratado daquela maneira.

“Foi muito desagradável. Desde o primeiro momento eles já foram agressivos.” Os policiais teriam pedido documentos e feito revista pessoal. No entanto, durante o procedimento, Silveira afirma que sofreu ameaça e agressão verbal e física. “Ameaçavam apontar a arma para mim. Me empurraram. Bateram nas minhas costas e deram chutes nas minhas pernas. Minha moral foi destruída.”

O pastor alega que assim que falou aos policiais que iria denunciá-los pela maneira como estava sendo tratado, eles “arrumaram um pretexto para apreender o carro” – um Polo vermelho. “Falaram que a placa traseira estava apagada e ficaram com o carro. Mas tirei o automóvel do Detran (no dia seguinte) pela manhã do jeito que estava”, conta Silveira. Ele diz que trocou a placa depois, por vontade própria. Um coronel aposentado da Polícia Militar interveio na abordagem e acompanhou o pastor até a sede do BPTran. Lá, foi redigido um termo de declaração contra os dois policiais.

Segundo o major Vilmar José Cardoso, que responde pelo Comando do BPTran, uma sindicância interna foi instaurada pelo Setor de Justiça e Disciplina (SJD) do batalhão para apurar a postura dos policiais envolvidos na denúncia. Os dois policiais e o pastor devem começar a ser ouvidos ainda nesta semana. O procedimento tem o prazo de 20 dias úteis para ser encerrado. Conforme o tenente Robson Alves, chefe do SJD, se for comprovado abuso de autoridade por parte dos policiais, a punição pode variar entre advertência e exclusão da corporação. “Para nós é uma surpresa essa reclamação. É o primeiro caso desse tipo registrado neste ano”, conta o major.

Caso seja constatado durante a sindicância algum resquício de crime, o caso será enviado à Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, que encaminhará o processo para julgamento. Neste ano, 416 inquéritos e procedimentos investigatórios contra militares foram registrados na auditoria. Os dois policiais acusados foram procurados pela reportagem, mas não deram retorno até o fechamento desta edição.

Fonte: Gazeta do Povo

Ex-padre admite ter abusado sexualmente de 47 crianças no Canadá

Um ex-padre católico reconheceu ter abusado sexualmente de 47 meninas no Canadá entre 1954 e 1985, informou nesta sexta-feira um oficial de Justiça.

Charles Sylvestre, de 84 anos, usava doces para atrair as meninas a se sentar em seu colo, enquanto ele tocava seus seios e partes genitais, informaram as vítimas em documentos judiciais.

Uma investigação da polícia foi lançada em 2004 depois que uma mulher se apresentou.

Em seguida, a antiga diocese de Sylvestre publicou um pedido de desculpas às vítimas, expressando “profundo pesar pelo abuso sexual de mulheres cometido” por ele.

“Provavelmente este é o pior caso de abuso (do Canadá)”, disse à AFP o porta-voz da igreja, Ron Pickersgill.

Sylvestre será sentenciado em 6 de outubro.

Segundo os documentos, as vítimas do ex-padre também entraram com um processo contra ele, a diocese e três ex-bispos da ordem de 88 milhões de dólares canadenses (78 milhões de dólares americanos).

Fonte: AFP

Religiosos respeitam a diversidade sexual

Militantes do movimento que defende a livre orientação sexual dividem o apoio conquistado entre uma parcela da sociedade com recomendações contrárias ao movimento pelas igrejas católica e evangélica.

Líderes religiosos deram suas opiniões sobre a homossexualidade e a V Parada pela Diversidade Sexual da Paraíba.

Apesar de não contestarem o direito do grupo formado por gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais (GLBT) de realizar os movimentos, os líderes assumem uma posição comum que manifesta uma recomendação de não aceitação a práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Para d. Aldo Pagotto, a legitimidade do movimento não pode ser contestada já que vivemos em uma sociedade democrática. Uma das contestações da Igreja Católica é a forma como o movimento é realizado, segundo o líder, algumas ações são exageradas e desnecessárias. “Realizam a parada como um grande bloco de carnaval com elementos criados para chocar a sociedade. Desse modo não há espaço para o diálogo nem para a reflexão”, comentou.

De acordo com d. Aldo, a prática sexual deve estar sempre ligada ao fator afetivo e à responsabilidade. O compromisso e a formação da família representam o primeiro papel que o homem deve desempenhar na sociedade. Ele ressaltou que os participantes do movimento transmitem a impressão da prática sexual de maneira totalmente livre e indiscriminada. “Segundo as leis de Deus, o respeito e a ética devem orientar a conduta sexual, que não deve ser praticada sem afetividade”, afirmou. A recomendação aos fiéis é de que não participem do evento. “A participação nesse evento não irá auxiliar na formação de um debate consistente, com discussões científicas a respeito do tema”, ressaltou.

De acordo com o pastor Tomás Munguba da Igreja Batista Evangélica de Jaguaribe, orientações sexuais que não sejam praticadas entre homem e mulher estão fora dos ensinamentos deixados por Deus. “Respeitamos e aceitamos a todos de maneira democrática com muito amor, mas acreditamos que essa conduta não é natural e por isso não deve ser praticada”, comentou. Para o pastor, essa orientação pode ser modificada com a conversão. “Temos vários fiéis que abandonaram essa prática e foram transformados após o encontro com Deus”.

Religião e sexualidade deveriam ser separados

Para a presidente da Associação dos Travestis da Paraíba (Astrapa), Fernanda Benvenutt, os temas religião e sexualidade deveriam ser vistos separadamente. Ela relatou que a maior parte dos integrantes do GLBT paraibano é composta por praticantes do catolicismo e que a oposição da igreja em relação ao movimento não interfere na fé religiosa. Segundo a presidente, a V Parada pela Diversidade Sexual da Paraíba seria realizada no dia 5 de agosto, dia de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade. “Decidimos adiar a data por um dia, em respeito à Igreja e à realização da programação religiosa prevista para esse dia”, afirmou.

Em relação à prática de diferentes orientações sexuais, Fernanda acredita que cada um deve ter o seu direito à liberdade sexual respeitado e que a repressão de algumas religiões apenas dificulta o diálogo e a manutenção do respeito entre homossexuais e heterossexuais. “Não podemos ser vistos como pessoas que precisam ser curadas, mas apenas como seres que fizeram uma opção sexual diferente”, ressaltou. Ela esclareceu que uma das batalhas do grupo é pela união civil e não pelo casamento religioso entre homossexuais.

Fonte: Jornal da Paraíba

50% dos cristãos iraquianos já fugiram do país

Numa altura em que as chefias militares norte-americanas alertam para o risco de uma guerra civil no Iraque entre muçulmanos xiitas e sunitas, o Bispo Auxiliar de Bagdá, D. Andreas Abouna, “toca a rebate” pelo futuro incerto dos cristãos iraquianos, afirmando que o cristianismo está perante o abismo no Iraque.

Segundo o prelado, o clima constante de violência está a levar o seu rebanho a abandonar o país, estimando que metade dos cristãos iraquianos (mais de 600 mil fiéis) tenha emigrado. Em Bagdá, 75% dos cristãos fugiu para o norte do Iraque ou para países vizinhos como a Turquia, a Síria ou a Jordânia.

D. Abouna tem lutado nos últimos anos para que a nova Constituição iraquiana consagre a liberdade religiosa, em entrevista recente à Ajuda à Igreja que Sofre. Para o Bispo Auxiliar de Bagdá, o processo que levou à menção da liberdade religiosa na Constituição iraquiana é “uma teoria” que contrasta com a presente realidade do país, mergulhado no caos e na anarquia.

“O que escutamos agora são os sinos a rebate pela cristandade no Iraque. Quando tantos cristãos saem do país, sabemos que isso é perigoso para o futuro da Igreja no Iraque”, afirmou D. Andreas Abouna.

Sublinhando que os cristãos são tão atingidos como outras comunidades religiosas, o prelado explicou, no entanto, que se sentem mais isolados e vulneráveis à medida que o seu número diminui. Os sacerdotes e as religiosas em Bagdá têm de tomar precauções de segurança quando se deslocam na capital para visitar as famílias cristãs e levá-las às igrejas.

A alta taxa de desemprego, a falta de alimentos e outros bens essenciais têm conduzido à emigração. Na opinião de prelado, o sentimento de desespero agravou-se com o fracasso do processo político, apesar de no ano passado ter sido eleito um novo Governo e de ter sido aprovada uma nova Constituição.

As altas chefias militares americanas no Médio Oriente admitiram ontem que o Iraque poderá estar à beira de uma guerra civil, caso continue a violência entre os grupos xiitas e sunitas. Também o embaixador cessante do Reino Unido em Bagdá prevê a divisão étnica do país.

Fonte: Agencia Ecclesia

China aumenta perseguição religiosa

A perseguição religiosa na China conheceu novos episódios ao longo da última semana, que mostram um aumento do controlo do regime de Pequim relativamente a atividades religiosas “não autorizadas”.

A China Aid Association, grupo de defesa dos Direitos Humanos com sede nos EUA, revelou que cerca de 90 crianças e 40 adultos foram interpelados no Leste da China quando se encontravam numa sessão de catequese. O grupo pertencia a uma Igreja protestante não dependente do governo chinês.

As crianças foram libertadas após um controlo de identidade, bem como os adultos, à exceção de dois. As autoridades chinesas confirmaram à AFP que um dos presos, Li Yizhong, é uma presença habitual na “evangelização ilegal” pelo que terá de ser “reeducado”.

Pequim apenas admite a prática da fé no interior das estruturas registradas, com pessoal registrado e sob a supervisão das Associações Patrióticas. As outras Igrejas e comunidades religiosas vivem na clandestinidade, sob o risco de serem condenados à prisão ou a campos de reeducação.

Recentemente, o governo da província chinesa de Sichuan condenou quatro líderes da Igreja Protestante “clandestina” a 2 anos de “reeducação por meio de trabalho”. Os religiosos tinham pedido às autoridades a libertação de 14 fiéis presos, segundo eles, sem motivo.

Os quatro religiosos fazem parte da Aliança das Igrejas Domésticas Chinesas, um grupo que reúne as Igrejas não-oficiais em toda a China. O sistema jurídico chinês permite que a polícia possa punir sem processo, os autores de crimes considerados “menores”, com uma pena que varia de um a três anos de trabalhos forçados.

A 29 de Julho, quase um milhar de polícias destruiu um igreja protestante em Hangzhou, prendendo 50 fiéis que ali se manifestavam. Ainda não há notícias relativamente a quatro pessoas.

Esta semana, foi noticiado em todo o mundo que um grupo de quase cem católicos foi atacado pela polícia, no norte do país, quando exigia a libertação de um Bispo – de 82 anos – e de um Padre, recentemente presos. A Igreja Católica clandestina na China, fiel ao Papa, é formada por cerca de 8 milhões de pessoas que não aceitam o controlo exercido pelo governo comunista através da Associação Patriótica Católica, instituição que se atribui o direito de nomear bispos ou controlar outros muitos aspectos da vida da Igreja.

Fonte: Agencia Ecclesia

Madonna: líderes religiosos criticam crucificação em show

O show da turnê “Confessions” em Roma neste domingo está causando a ira dos líderes católicos, que falam em excomungar a cantora. Líderes muçulmanos e judeus também criticaram o ato. Madonna rebate as críticas e ainda convida o Papa Bento 16 para assistir ao show.

Os planos de Madonna de se crucificar no único show de sua turnê mundial “Confessions”, que será realizado no Estádio Olímpico de Roma, no domingo, estão enfurecendo os líderes religiosos. Durante o show, a diva do pop de 47 anos usa uma coroa de espinhos enquanto canta dependurada em uma cruz no cenário. A possibilidade de que ela repita a cena no Estádio Olímpico de Roma, pouco mais de três quilômetros de distância do Vaticano é o motivo da polêmica.

Os jornais italianos registram o fato. O “Corriere della Sera” conta como foi o show anterior, em Los Angeles, em 21 de maio, detalhando a cena que se verá em Roma. O “La Repubblica” diz no título “Todos contra o show de Madonna – Os párocos de Roma o qualificam de desrespeitoso, de mau gosto, provocativo, estúpido, inoportuno e absurdo”. O jornal cita assim como o “La Stampa”, uma entrevista do cardeal Ersilio Tonini, que ao falar do desconforto do Vaticano mencionou a possibilidade de excomunhão da célebre cantora.

“Este concerto é uma blasfêmia à fé, uma profanação da cruz. Ela deve ser excomungada. Crucificar-se durante um show na cidade dos papas e mártires é um ato de hostilidade. Como pode uma pessa como essa carregar o nome da mãe de Jesus?”, disse em tom de condenação o cardeal Ersilio Tonini. segundo a edição desta quarta-feira do jornal La Stampa. “É um escândalo criado inclusive por comerciantes astutos para atrair publicidade”.

Convite de Madonna

Em resposta às duras críticas sobre a performance da diva pop ao interpretar “Live to Tell”, Madonna divulgou ontem, por meio de sua porta-voz Liz Rosemberg, um convite ao Papa, divulgado pela agência de notícias italiana Ansa. “Creio que o Papa vai apreciar o show e aplaudir a performance de Madonna – disse Rosemberg ao New York Daily. Nós o convidamos a ver com seus próprios olhos a eloqüência, a beleza e a humanidade que Madonna expressa durante a tocante execução de “Live To Tell”, na qual a artista é presa a uma cruz com uma coroa de espinhos na cabeça”.

O espetáculo que o “Corriere della Sera” define como “estilo Las Vegas” começa com Madona cantando “Future Lovers”, com quatro dançarinos de peito em volta dela. Mais tarde ela coloca em si mesma uma coroa de espinhos e se dependura em uma gigantesca cruz de feltro para cantar “Live to Tell”. Ao fundo, imagens de vídeo mostram cenas de pobreza no mundo. Em outra montagem de vídeo são justapostas imagens de Bush, o presidente norte-americano, do primeiro-ministro inglês Tony Blair com Adolf Hitler, Osama bin Laden, e o presidente do Zimbabwe Robert Mugabe.

Madonna, que também cita a repressão às mulheres muçulmanas durante a “crucificação”, já havia se pronunciado sobre a polêmica: “Eu não acho que Jesus ficaria bravo comigo”, alegando que, nesse momento do show, pede para que as pessoas façam sua parte para acabar com a repressão às mulheres e para que ajudem as crianças africanas do vilarejo de Malawi através de uma ONG. A popstar já doou US$ 3 milhões para o projeto.

Protestos de outros religiosos

Os líderes muçulmanos e judeus também criticaram o ato. “Não é a primeira vez que Madonna monta um show como este. Nós deploramos. Acreditamos que é de mau gosto”, disse Mario Scialoja, presidente da Liga Mundial Muçulmana na Itália.

“Expressamos nossa solidariedade com o mundo católico”, manifestou por sua parte Riccardo Pacifici, porta-voz da comunidade judaica em Roma. “É um ato desrespeitoso e o ato de apresentá-lo em Roma é ainda pior”.

A agência AFP divulgou pedido feito pela igreja ortodoxa russa, nesta sexta-feira, para que o público boicote o primeiro show da cantora em Moscou, marcado para o próximo dia 11, acusando-a de “explorar os símbolos cristãos”.

“A cantora norte-americana explora a cruz, o rosário e o crucifixo – e os converte em paixões humanas, incluídas suas paixões pessoais, em algo sagrado!, criticou o porta-voz do Patriarcado de Moscou, o padre Vsevolod Chapline. “Não acredito que os cristãos ortodoxos devam apoiar esta senhora assistindo a seu concerto”, disse o padre à rádio Eco de Moscou.

Uma mensagem telefônica dirigida à porta-voz de Madonna em Nova York, Liz Rosenberg, não foi respondida de imediato.

Os ingressos para o concerto em Roma foram vendidos rapidamente, disse a agência de notícias Ansa.

“Like a Prayer” também causou polêmica com a Igreja Católica

Não é a primeira vez que Madonna, filha de um católico italinao-norte-americano, provoca a fúria da Igreja Católica. Dirigentes católicos qualificaram de blasfemo seu polêmico vídeo de 1989 “Like a Prayer”, que mostrava cruzes em chamas, estátuas chorando sangue e a Madonna seduzindo um cristo negro.

Recentemente, a imprensa noticiou, e o “Corriere dela Sera” publicou em 26 de julho passado, que o vídeo “Like a Prayer” foi eleito como o mais transgressivo de todos os tempos, segundo pesquisa feita pela MTV da Grã Bretanha. Em segundo lugar ficou Britney Spears com “Baby One More Time” e em terceiro lugar Michael Jackson, com “Thriller”.

O jornal italiano destaca que o vídeo de Madonna foi “amplamente criticado pelo público e considerado blasfemo pelo Vaticano”, acrescentando que Madonna aparece em três dos cinco primeiros lugares desta “particular pesquisa de provocação”, ocupando também o quarto lugar com “Ray of Light”, de 1998 e o quinto lugar, com “Vogue”, de 1988.

Fonte: Estadão

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