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Testemunhas fazem menção a comportamento íntimo de padre

Dez testemunhas de acusação foram ouvidas ontem no processo que apura três homicídios em Delta, Minas Gerais, tendo o pároco da cidade entre as vítimas.

O autor dos crimes é Marcos Antônio de Jesus Martins, 24 anos, réu confesso nos autos, tendo assumindo que tirou a vida do padre José Carlos Cearense, do braçal Wanderson Luís dos Santos e do pedinte Josimar Nunes Gonçalves.

O padre foi assassinado na madrugada de 9 de maio, enquanto os outros dois foram atacados por Marcos na noite do dia 28 para 29 de abril deste ano.

A motivação do crime seria a mesma nos três casos. Como o próprio autor vem sustentando, ele teria feito um pacto com o diabo para matar sete pessoas, das quais também deveria beber o sangue.

Na audiência de ontem, na 1ª Vara Criminal, cinco das dez testemunhas arroladas nada souberam informar ao juiz Ricardo Cavalcante Motta. Manoel Araújo Carneiro, Maria de Lourdes Pereira Carneiro, Júlio Lopes dos Santos, Camila Chagas e Maria Aparecida dos Santos se limitaram a informar que nada sabiam informar, testemunhando apenas o momento em que a polícia encontrou o corpo do padre Cearense.

Nos depoimentos, algumas testemunhas fizeram menção a comentário geral na cidade quanto ao comportamento do padre na intimidade, inclusive recebendo pessoas na casa paroquial “altas horas da noite”, como afirmaram a dona-de-casa Elisângela Lucas Ávila Santos e o comerciante Lucinélio Silva.

Diferente do alegado pelo réu quando de seu interrogatório, o comerciante Rubens Gonçalves dos Reis, dono de um bar em Delta, disse que Marcos costumava beber em seu estabelecimento, mas não ficava agressivo e “nunca se mostrou como doido”. Segundo ele, o réu se comportava normalmente, sorrindo e bebendo, sem nada que realçasse um comportamento estranho.

Ainda conforme o comerciante Rubens, antes do assassinato do padre e depois da morte das duas primeiras vítimas, o réu esteve no bar, se mostrando “meio aflito”. Mesmo assim, bebeu catuaba e conhaque. Numa das vezes chegou a pedir caldo de mocotó, ficando bravo pela demora, enquanto o alimento era aquecido.

O pastor que acompanhou o réu na apresentação na delegacia de polícia. Paulo Henrique Ferreira, 37 anos, identificou-se como operador de máquinas. Ele confirmou que Marcos confessou os crimes espontaneamente, sem qualquer tipo de pressão do delegado Heli Andrade. Já o PM José Antônio de Matos, que trabalhou nas diligências para apuração dos fatos, descreveu o réu como pessoa fria e calculista.

Nova audiência será marcada, desta vez para ouvir testemunhas de defesa. Marcus continua preso na cadeia do Parque das Américas, sem qualquer chance de livrar-se da prisão.

Fonte: Jornal da Manhã

Magno Malta é acusado de participar da máfia das ambulâncias

Senador Magno MaltaO senador evangélico Magno Malta (PL-ES), acusado pelo empresário Luiz Antônio Vedoin de receber um veículo como forma de pagamento pela apresentação de emendas para aquisição de ambulâncias a preço superfaturado, incluiu 14 emendas ao Orçamento da União, de 2002 a 2005, para “ações passíveis de serem utilizadas para aquisição de unidades móveis de saúde (ambulâncias)”, como descreve a página do Senado na internet.

As inclusões ao orçamento feitas pelo senador voltadas para a saúde totalizaram R$ 2,155 milhões. Entre as ações listadas há algumas genéricas, como, por exemplo, “estruturação do serviço de urgência e emergência do Hospital Evangélico” ou “implantação, aparelhamento e adequação de unidade de saúde”. Uma, no entanto, é clara no objetivo: “aquisição de unidade móvel de saúde”, o que os técnicos classificam de ambulância.

A emenda para a compra do equipamento, no valor de R$ 75 mil, foi feita no Orçamento de 2003 e tinha como destinatária a prefeitura de Pinheiros, no Espírito Santo. A verba autorizada foi de R$ 59 mil, mas, no fim, acabou não sendo liberada.

De acordo com a denúncia de Vedoin, Malta recebeu um Fiat Ducato para atuar em favor da Planam. No entanto, ainda segundo depoimento do empresário, o senador não teria cumprido o acerto.

As emendas de Malta na área da saúde contemplaram municípios como Cachoeiro do Itapemirim (R$ 600 mil), Muniz Freire (R$ 50 mil), Vila Velha (R$ 150 mil), Pinheiros (R$ 444,9 mil), Jaguaré (R$ 50 mil), São José do Calçado (R$ 260 mil), Vitória (R$ 200 mil), Divino do São Lourenço (R$ 100 mil) e Baixo Guandu (R$ 300 mil).

A assessoria de imprensa de Malta negou que ele tenha feito emendas em favor das empresas de Vedoin e até mesmo para a compra de ambulâncias. Sobre o carro, informou que o senador usou um veículo, de setembro de 2003 a julho de 2005, que teria sido emprestado pelo deputado Lino Rossi (PP-MT).

A assessoria informou, ainda, que das emendas apresentadas pelo senador na área da saúde apenas cinco foram contempladas pelo governo federal e nenhuma delas foi para a compra de veículos. No total, segundo a assessoria de imprensa de Malta, os recursos liberados atingiram a soma de R$ 383,7 mil. “Volto a informar que nos dois mandatos, de deputado federal e de senador, jamais dirigi emendas especificamente para ambulâncias. Tampouco tive emendas para a área de Ciência e Tecnologia pagas, e não fiz emendas para o setor de Comunicações”, diz a nota.

Nota à imprensa

O senador evangélico Magno Malta publicou um nota à imprensa falando sobre as novas acusações contra ele. Confira a íntegra da nota abaixo:

Diante de novas declarações publicadas pela imprensa, mais uma vez me vejo no dever de informar que todo e qualquer tipo de acusação contra a minha pessoa, aventando a possibilidade de uma ligação com o esquema de fraudes para aquisição de ambulâncias, a partir de emendas ao Orçamento, é improcedente, caluniosa e sem a menor possibilidade de respaldo, diante do que venho a expor abaixo:

1- Reafirmo que nunca, em tempo algum, durante meus mandatos de deputado federal e de senador tive qualquer tipo de contato, relação ou mesmo conversa com os empresários, funcionários, ou pessoa ligada a Planam, ou mesmo à família Vedoim.

2- Nunca ganhei ou me foi ofertado qualquer carro pela família Vedoin ou qualquer funcionário da empresa Planam.

3- Todos os veículos em meu nome e em nome de meus familiares têm procedência legítima, e estão devidamente registrados e declarados à Receita Federal.

4- Parece-me um tanto absurdo que mafiosos, que comprovadamente agiram de forma espúria, subtraindo o dinheiro público através de licitações fraudulentas, incorram no erro de “dar” um veículo para um parlamentar em troca de uma possível alocação de emenda, conforme o suposto depoimento do sr. Vedoim.

5- Volto a informar que não tive emendas para ambulâncias pagas nos meus mandatos de deputado federal e de senador. Também não tive emendas para a área de Ciência e Tecnologia pagas, e não fiz emendas para a área de Comunicações.

6- Mantenho a convicção de que não tenho do que me defender. Afinal, trata-se de uma acusação infundada e sem a menor possibilidade de fundo verídico. Todos os meus sigilos estão à disposição da Justiça Federal, do Ministério Público e da Polícia Federal.

7- Da mesma forma, constituí advogado para acompanhar esse caso de perto, para que possa ter mais informações sobre a origem dessas ilações.

Fica claro, portanto, que essas “denúncias” têm o propósito único de denegrir minha imagem e macular uma história de combate ao crime organizado e ao narcotráfico no país. Estranho o fato de tudo isso acontecer em um momento em que me encontro fora do País, em atividade parlamentar, representando o Congresso Nacional. Não vou deixar impunes esses que torcem pela criminalidade. Ao contrário, tomarei todas as providências para que os fatos sejam esclarecidos. E mais: vou me empenhar pessoalmente, ainda com mais afinco, para que esses que participaram, de uma forma ou de outra, desse esquema ilícito tenham a punição legal mais severa.

Magno Malta
Senador da República

Fonte: Estadão e site do senador Magno Malta (www.magnomalta.com.br)

Pastor acusado de abusar sexualmente de menina é preso

O pastor Ricardo Luiz Duarte, de 43 anos, foi preso ontem, após ser surpreendido pelo pai de uma menina de seis anos, que estava sem calcinha e sendo bolinada sexualmente pelo pastor, em sua casa, no bairro Portão do Rosa, em São Gonçalo.

Ricardo, que é da Igreja Assembléia de Deus daquele bairro, fugiu, mas foi localizado escondido no quintal de casa, perto da residência dele, por PMs que foram chamados pelo pai da criança.

Ricardo foi levado para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher – Deam – de São Gonçalo, onde a delegada titular Aparecida Mallet, após ouvir o relato da menina e do pai, autuou em flagrante o pastor por atentado violento ao pudor. A criança disse à delegada que o “tio Ricardo” já tinha feito carícias nela várias vezes.

De acordo com a delegada, o pai da menina disse que estava estranhando o comportamento da filha que andava muito arredia e em uma determinada ocasião comentou que o “ tio Ricardo” pedia para que ela arrumasse a casa dele. Ainda segundo o pai, inicialmente, não desconfiou que tal crime estivesse acontecendo, porque sua filha brincava com as filhas do pastor, da mesma faixa etária.

O pai da menor relatou também que quando saía de sua casa pela manhã, viu Ricardo chamar sua filha, e em seguida foi até a porta dos fundos da casa do pastor, quando ouviu ele dizer para a menina tirar a calcinha e sentar no seu colo.

O pai da menina invadiu a casa de Ricardo, que fugiu. A polícia militar foi chamada. O pastor foi localizado e levando para a Deam de São Gonçalo.

Fonte: Último Segundo

Fome afeta 5 milhões de colombianos, segundo a Igreja Católica

A Igreja Católica denunciou nesta quinta-feira que pelo menos 5 milhões de colombianos passam fome e que a falta de comida afeta especialmente para a população infantil, ao anunciar o início de uma campanha em conjunto com as Nações Unidas para combater o drama.

“Queremos chamar atenção para o fato de que pelo menos 5 milhões de colombianos vão dormir todos os dias com fome”, disse o diretor da Pastoral Social da Igreja Católica, monsenhor Héctor Fabio Henao.

Ele acrescentou que pelo menos “33% dos menores de 4 anos, 1,3 milhão de crianças, sofrem de anemia aguda”. “Podemos dizer que o país está sacrificando seu futuro, pois cada criança que cresce nestas condições será um adulto com limitações”, acrescentou Henao.

“É preciso fazer um forte apelo à consciência dos colombianos sobre sua realidade social e o que podemos fazer para evitar que este drama continue aumentando”, disse Henao, ao citar números do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (federal) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU.

Segundo estes números, “temos 6 a 7 milhões de pessoas a mais com riscos de cair em situação de fome”, alertou, afirmando que o problema afeta especialmente as crianças e a população deslocada por causa da guerrilha.

Henao disse que junto com o PMA foi iniciada uma campanha para distribuir em cinco regiões do país um total de 5.621 toneladas de alimentos para as famílias mais afetadas.

Ele destacou que o problema da fome está estreitamente vinculado na Colômbia com o fenômeno do deslocamento causado pela violência e pela pobreza que afeta quase a metade dos 41,7 milhões de habitantes do país.

Só na capital colombiana, 8% de seus sete milhões de habitantes são afetados pela fome e a prefeitura da cidade criou um programa para atender 263.000 pessoas com refeitórios comunitários.

O relatório sobre a fome na Colômbia foi divulgado no âmbito da assembléia anual da Conferência Episcopal Colombiana, na qual os 90 bispos do país se reúnem para fazer um pronunciamento sobre a situação do país e que deve ser encerrada nesta sexta-feira.

Fonte: EFE e AFP

Oligarquia induz crise entre Igreja e governo, diz Evo Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales, denunciou na quinta-feira que os protestos de setores da Igreja Católica contra um projeto de reforma educacional são “manipulados” por “grupos da oligarquia” que tentam desgastar o seu governo de esquerda.

Mas as mudanças na educação, bem como as transformações políticas e econômicas iniciadas com a posse, em janeiro, de um indígena pela primeira vez na presidência boliviana, continuarão avançando por causa do grande apoio popular, disse Morales à TV Reuters.

“A Igreja não pode ser um instrumento de grupos oligárquicos que, historicamente, fizeram tanto dano ao país. Só peço isso,” disse Morales, que costuma se declarar católico e, ao mesmo tempo, praticante de ritos andinos tradicionais. O distanciamento entre governo e Igreja surgiu devido à posição anticlerical apoiada pelo ministro da Educação, Félix Patzi, quem chamou de “mentirosos” e “oligarcas” os bispos que criticam o projeto que elimina o ensino religioso nas escolas.

Apesar de uma recente promessa de Morales de manter a religião no currículo escolar, o bispo de Pando, na Amazônia boliviana, Luis Casey, pediu na quarta-feira a demissão de Patzi. Em Santa Cruz, ao leste do país, milhares de pais e alunos realizaram um protesto contra o governo.

“Estão tentando usar o tema da religião para desgastar o governo que, finalmente, está com o povo. Tentam manipular e usar a juventude nessas mobilizações,” acrescentou Morales, que prometeu buscar consenso sobre a reforma educacional.

“Não está em debate, a fé religiosa não está em discussão, mas parece que o debate é sobre o poder da Igreja Católica,” afirmou.

Em uma posterior declaração a jornalistas, Morales disse ver muitas afinidades entre o governo e a cúpula católica sobre a liberdade religiosa e afirmou confiar no estabelecimento de um diálogo “o antes possível.”

“Estamos dispostos a escutar. Antes os bispos eram mediadores, agora acho que vamos entrar na mediação”, acrescentou o presidente, que dois dias antes deu forte respaldo a Patzi e chamou alguns bispos –que ele não identificou– de “inquisidores”. A Igreja respondeu com um cauteloso apelo ao diálogo “sem insultos.”

Os atritos entre o governo e a Igreja monopolizam a atenção da imprensa local quando faltam menos de duas semanas para a posse de uma Assembléia Constituinte, dominada pelo oficialismo, com a qual Morales pretende “refundar” o país.

A atual Constituição diz que o Estado boliviano “reconhece e sustenta” a religião católica, embora admita a liberdade de culto. A Conferência Episcopal boliviana disse que aceitaria o fim desse reconhecimento oficial desde que não se restrinjam as práticas religiosas nem se proíba o ensino do catolicismo e de outras religiões nas escolas.

A Constituinte, que segundo Morales deve garantir a participação plena dos povos indígenas na vida do Estado e consolidar as reformas econômicas, como a nacionalização do gás, toma posse no dia 6 de agosto, data da independência do país.

Fonte: Último Segundo

Mulher diz ser descendente da união entre Jesus e Maria Madalena

Kathleen McGowan, escritora americana que afirma ser descendente da união entre Jesus e Maria Madalena, lançou no último dia 25 um livro chamado “The Expected One” (A aguardada). A primeira edição sairá com 250.000 cópias.

McGowan, que é casada e tem três filhos, afirma que seu livro foi escrito muito antes da obra “O Código da Vinci”, de Dan Bronw. Em “The Expected One”, a personagem tem visões de Maria Madalena e descobre que é descendente de Maria e Jesus. A escritora diz que, para nomear sua obra, inspirou-se numa antiga profecia que fala de uma mulher escolhida pela divina providência para trazer a verdadeira história da vida de Maria Madalena ao mundo.

Formada em jornalismo, ela conta que sua primeira visão de Maria Madalena aconteceu durante uma visita a Jerusalém, em 1997. Kathleen conta que sentiu uma vertigem e viu uma luz muito forte. Em seguida, viu Madalena cercada por uma multidão irada, seguindo em direção ao monte onde Jesus foi crucificado.

Kathleen afirma que, além das visões, possui provas de sua ligação sanguínea, pois diz que sua família é ligada à antiga linhagem francesa que traça suas raízes a descendentes de Jesus e Maria Madalena.

Fonte: Elnet

Emenda torna lei anticonversão mais rígida na Índia

Apesar de o relatório de uma equipe representante da minoria nacional confirmar a violência contra os cristãos em Madhya Pradesh, o governo do Estado aprovou, em 25 de julho, uma emenda que torna mais rígida a lei anticonversão, que aumentou a perseguição aos cristãos.

A emenda, apresentada à Assembléia em 21 de julho, exige que clérigos e “potenciais convertidos” notifiquem as autoridades da intenção de mudar de religião um mês antes da “cerimônia de conversão”. Na forma atual, o Ato de Liberdade Religiosa de 1968 exige que a notificação seja enviada à magistratura distrital no prazo de sete dias depois da conversão.

A informação antecipada deve trazer o nome e endereço da pessoa que se converte, além da data e local da cerimônia de conversão. A partir daí, as autoridades decidem se a conversão foi “forçada” ou aconteceu “por aliciamento”.

A penalidade por deixar de notificar à administração é de até um ano de prisão ou multa de até mil rúpias (21 dólares), ou ambas.

Aprovação controversa

Apresentada pelo ministro do Interior Nagendra Singh, a emenda foi aprovada por aclamação, sem ser discutida, em meio ao tumulto na Assembléia provocado por membros oposicionistas do Partido do Congresso, segundo informou a agência de notícias Indo-Asian. A emenda precisa ser assinada pelo governador antes de se tornar lei.

“Isso viola o direito fundamental das pessoas, já que o governo é que passa a decidir se uma pessoa pode se converter ou não”, declarou Indira Iyengar, membro da Comissão de Minorias de Madhya Pradesh.

Ela questionou a necessidade da emenda. “Apesar do fato de numerosos casos terem sido registrados contra os cristãos sob acusações de conversão, ninguém foi condenado por uma corte”, ela disse. “Dá impressão de que isso serve para dar aos fundamentalistas uma ferramenta para agredir os cristãos”.

O partido Bharatiya Janata (BJP), ligado aos extremistas hindus, tem maioria na assembléia estadual.

Conivência da polícia

Defensores da emenda disseram que ela era necessária porque a lei atual não exige a notificação antecipada, essencial para prevenir conversão por força, indução ou fraude.

Eles também citaram reportagens sobre conversões de povos tribais, principalmente ao cristianismo, e o freqüente confronto entre missionários e “ativistas hindus” como evidência da necessidade da legislação.

Frequentemente os extremistas hindus invocaram a lei estadual “anticonversão” como um meio de incitar as multidões contra cristãos ou para prendê-los sem provas. Dois membros da Comissão Nacional para as Minorias, Harcharan Singh Josh e Lama Chosphel Zotpa, visitaram Madhya Pradesh e o Estado vizinho de Chattisgarh, de 13 a 18 de junho, para investigar relatos dos crescentes incidentes de violência anticristã.

“Obviamente, a vida dos cristãos se tornou horrível nas mãos dos vilões em conivência com a polícia”, registrou a comissão em seu relatório. “Existem alegações de que quando as atrocidades contra os cristãos são cometidas por esses elementos, a polícia permanece como mera espectadora e, em certos casos, sequer registra os boletins de ocorrência”.

Desapontamento

Em alusão à lei anticonversão, o relatório recomendou que “em um país secular como a Índia, o direito fundamental de professar e praticar uma religião não deve ser desrespeitado”.

O relatório concluiu que se nenhuma ação severa for tomada contra os “responsáveis pela desarmonia religiosa e se suas atividades não forem cortadas pela raiz, isso acarretará uma conseqüência adversa para as minorias”.

Entre outros incidentes de cristãos presos sob a lei anticonversão, em outubro passado um trabalhador cristão foi preso em Indore, Madhya Pradesh, depois que membros do Dharma Raksha Samiti (DRS ou Comitê de Proteção Religiosa), um grupo extremista hindu, cercou a delegacia de Heera Nagar protestando contra “conversões”. John, que administrava três escolas para crianças, foi acusado de converter 11 crianças, com idades entre 5 e 10 anos, apesar de nenhuma delas ter se convertido ao cristianismo ou reclamado de tentativa de conversão. (Leia essa notícia aqui.)

O ministro chefe Shivraj Singh Chouhan, entretanto, negou que os cristãos enfrentem perseguição no Estado. “Não há importunação; a justiça é feita a todos. Não há discriminação no campo religioso ou público”, ele declarou à agência Indo-Asian, em 23 de julho.

No debate que surgiu depois da introdução da emenda, a Comunidade Evangélica da Índia resumiu seu desapontamento com os oponentes da legislação.

“Enquanto existe a necessidade de providenciar proteção à comunidade em meio à crescente violência anticristã, o governo do Estado, em vez disso, prefere tornar a lei anticonversão mais severa”, declarou a organização em um pronunciamento em 22 de julho. “Isso é claramente uma interferência da administração no direito das pessoas de escolher sua religião”.

Fonte: Portas Abertas

Células-tronco: bispos da UE pedem respeito à dignidade humana

Os bispos europeus se insurgem: “A instrumentalização dos embriões humanos para fins de pesquisa, ou seja, para a sua destruição, não é aceitável.”

O bispo de Roterdã, Dom Adrianus Herman van Luyn, e Mons. Noel Treanor, respectivamente presidente e secretário-geral da Comissão dos Episcopados da União Européia (COMECE), fizeram um apelo, em nome das 34 conferências episcopais européias, à opinião pública, para que esteja atenta ao texto do sétimo programa de pesquisa submetido, na última segunda-feira, ao Conselho de Ministros da União Européia.

“A gravidade da decisão tomada nos obriga a sublinhar, uma vez mais, as implicações éticas, sociais e bioéticas desse debate, para a Europa do futuro” _ afirmam.

Numa nota, os bispos europeus convidam os católicos a tomar consciência do desafio antropológico que se insere nesse debate. “Um desafio _ acrescentam os bispos _ que implica a defesa da dignidade humana.”

Os bispos sublinham que “o embrião humano tratado como um objeto de pesquisa não é compatível com o respeito à dignidade humana” e que este é um aspecto “não aceitável” no âmbito dessa questão.

Fonte: Rádio Vaticano

Conferência para o cessar-fogo no Oriente Médio fracassa

Enquanto a batalha prosseguia, uma reunião dos Estados Unidos e países europeus e árabes em Roma fracassou em chegar a um acordo quanto a um plano para colocar um fim ao combate entre Israel e o Hezbollah, com os Estados Unidos resistindo aos pedidos para um cessar-fogo imediato.

Ataque de Israel ao LíbanoO conflito em duas frentes de Israel viu seu dia de combates mais pesados na quarta-feira, com a morte de nove soldados israelenses, dezenas de combatentes do Hezbollah e pelo menos 23 palestinos em Gaza. Enquanto a batalha prosseguia, uma reunião dos Estados Unidos e países europeus e árabes em Roma fracassou em chegar a um acordo quanto a um plano para colocar um fim ao combate entre Israel e o Hezbollah, com os Estados Unidos resistindo aos pedidos para um cessar-fogo imediato.

O Hezbollah manteve seu fogo sustentado contra o norte de Israel, com 130 foguetes atingindo a região, ferindo mais de 10 israelenses.

O número de mortos já é de pelo menos 433 no Líbano e 51 em Israel, segundo a agência de notícias “Reuters”.

Israel sofreu o maior número de baixas desde que o combate teve início em 12 de julho, depois que o Hezbollah capturou dois soldados israelenses durante uma incursão em território israelense. O combate terrestre mais intenso ocorreu em torno da cidade de Bint Jbail, uma fortaleza do Hezbollah no alto de uma colina, a poucos quilômetros da fronteira de Israel.

Na reunião em Roma, enquanto outros países pressionavam por um cessar-fogo imediato, os Estados Unidos defendiam um “cessar-fogo sustentável”, com o governo libanês recuperando a soberania sobre o sul do Líbano e o debandar de milícias como o Hezbollah.

A falta de ação levou o primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, a atacar com um grito de desespero. “O valor da vida humana no Líbano é menor do que o de cidadãos de outros lugares?” perguntou Siniora. “Somos filhos de um deus menor? Uma lágrima israelense vale mais do que um gota de sangue libanesa?”

Acusando Israel de “destruição bárbara”, ele prometeu buscar justiça, anunciando que o Líbano dará início aos procedimentos legais para indenizações de guerra.

Os governos europeus e árabes, assim como o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o chefe de política externa da União Européia, Javier Solana, o apoiaram e pressionaram por um fim imediato das hostilidades ou mesmo uma trégua baseada em questões humanitárias, disseram vários participantes.

Mas em um debate tenso, às vezes tempestuoso, que durou quase uma hora, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, firmou o pé e prevaleceu.

Posteriormente, ela defendeu a recusa dos Estados Unidos em pedir um cessar-fogo imediato, dizendo: “Não fará bem a ninguém gerar falsas esperanças sobre algo que não vai acontecer. Não vai acontecer. Eu disse ao grupo: ‘Quando vamos aprender?’ Os campos do Oriente Médio estão repletos de cessar-fogos violados”. Ela disse que espera que a questão acabará sendo resolvida pelo Conselho de Segurança da ONU.

Em uma coletiva de imprensa após as negociações, o normalmente calmo Annan não fez nenhum esforço para controlar sua raiva em relação a Israel pelo que chamou de “ataque aparentemente deliberado” contra um posto de observação da ONU no sul do Líbano, na terça-feira. O ataque matou quatro observadores.

“O sr. Olmert acredita que foi um erro”, disse Annan, se referindo ao primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. Apesar de pelo menos 10 telefonemas de pessoal da ONU para Israel alertando que suas posições estavam sendo atacadas, Annan acrescentou: “O bombardeio às posições da ONU começaram ao amanhecer e prosseguiram durante todo o dia”.

Ele prometeu uma investigação formal.

Rice e Annan discordaram em uma coletiva de imprensa sobre se a Síria e o Irã deveriam ser adicionados ao esforço para colocar um fim à violência. Annan pediu para trabalhar “com os países da região para encontrar uma solução”, citando o Irã e a Síria como participantes; Rice, por outro lado, disse estar preocupada com o papel do Irã e pediu para que a Síria cumpra suas responsabilidades, uma referência às resoluções anteriores da ONU.

Enquanto o mundo se concentrava na luta no Líbano, Israel prosseguiu atacando Gaza. A maioria dos mortos em Gaza na quarta-feira eram militantes, mas uma mãe e suas duas filhas pequenas morreram quando fogo de artilharia atingiu a casa delas, disse o Ministério da Saúde palestino. Uma terceira menina também foi morta e dezenas de palestinos ficaram feridos.

Em sua campanha, que teve início como um esforço para deter os ataques de foguete e que se intensificou depois que militantes palestinos capturaram um soldado israelense no mês passado, Israel atingiu casas nas áreas residenciais onde o país acredita que armas estão estocadas, causando mortes de civis em alguns casos.

Israel disse que despejou panfletos e até mesmo deu telefonemas para as famílias na área, alertando que deveriam partir porque os militantes estavam operando na área e que as forças armadas israelenses realizariam operações.

No sul do Líbano, a conversa inicial de Israel de quebrar as costas do Hezbollah aos poucos tem dado lugar a metas mais limitadas, já que as tropas terrestres israelenses estagnaram a apenas poucos quilômetros no seu avanço pelo país. A mais recente conversa é a de criação de uma zona tampão de apenas dois quilômetros país adentro, que Israel disse que poderia policiar do seu lado da fronteira.

“É possível criar uma zona tampão não necessariamente estando lá, mas entrando e saindo”, disse o general de divisão Benny Gantz, que está encarregado das forças terrestres israelenses.

Olmert informou um comitê parlamentar israelense na quarta-feira sobre os planos para a zona, segundo os participantes da sessão fechada.

Um alto oficial israelense que falou sobre o plano na terça-feira disse que tropas terrestres seriam usadas na zona. Mas Olmert sugeriu que Israel tentaria patrulhá-la de seu lado da fronteira com artilharia e ataques aéreos.

O plano já está sendo criticado, assim como o lento progresso militar por terra. Yuval Steinitz, um membro do comitê para defesa e relações exteriores que se reuniu com Olmert, descreveu o plano do governo como inadequado.

“Nós já temos tropas no Líbano, mas o governo está muito relutante em usar as forças terrestres em grande escala”, disse Steinitz, um membro do partido Likud de direita.

“Se quisermos conseguir algo com esta operação, então precisaremos realizar grandes operações terrestres e limpar todo o sul do Líbano”, ele disse.

Três dias atrás, oficiais militares israelenses na fronteira anunciaram confiantemente que primeiro a aldeia de Maroun al Ras, depois a cidade maior de Bint Jbail, tinham sido subjugadas. Mas novos combates surgiram na região, por volta do amanhecer de quarta-feira, e à tarde oficiais militares se mostravam mais circunspectos com seu progresso.

Na aldeia de Maroun al Ras, um soldado israelense foi morto e três outros ficaram feridos na quarta-feira, disseram as forças armadas israelenses. Os combatentes do Hezbollah dispararam um foguete antitanque que atingiu os soldados em um prédio, elas disseram.

Quando perguntado sobre o que as forças armadas israelenses conseguiram após duas semanas de combate, Gantz respondeu: “Eu sugeriria perguntar o que o Hezbollah conseguiu. Eles se diziam defensores do Líbano mas basicamente destruíram o país”.

Gantz, um homem grisalho e esguio que é famoso por ter sido o último israelense a deixar o sul do Líbano, depois da retirada há seis anos após uma presença de 18 anos no país, insistiu que o combate, apesar de longo, no final penderia a favor de Israel. Mas ele exibiu sinais de frustração com as pressões políticas que estão moldando o plano de batalha.

Quando perguntado se achava que a resposta de Israel à incursão inicial do Hezbollah foi desproporcional, como muitos críticos têm acusado, ele não mediu palavras. “Eu não acho que foi desproporcional”, ele disse. “Deveria ser muito mais forte e é o que faremos.”

Ele acrescentou: “Nós temos um longo caminho pela frente e muito a fazer”, apesar de não ter dito quantas aldeias precisariam ser expurgadas de combatentes do Hezbollah. Oficiais do exército israelense estão dizendo que provavelmente é irreal esperar que as forças armadas conseguirão eliminar o arsenal disseminado e bem escondido do Hezbollah, que supostamente continha mais de 10 mil mísseis quando o combate teve início.

Gantz reconheceu que seria difícil deter os foguetes que ameaçam o norte de Israel apenas com meios militares, notando que os lançadores são móveis e fáceis de esconder, podendo ser disparados de forma remota ou com temporizadores.

Outro oficial, que pediu para que seu nome não fosse citado por não estar autorizado a falar com a imprensa, notou que mesmo se Israel conseguir destruir 50 ou 60% destes foguetes, ainda restará o suficiente para manter o atual ritmo de cerca de 100 foguetes por dia por semanas.

“Tudo o que o Hezbollah precisa para vencer é não perder”, disse outro
oficial.

Enquanto isso, Israel respondeu às fortes críticas internacionais ao ataque aéreo que matou quatro observadores da ONU na terça-feira, na cidade de Khiyam, no sul do Líbano. Eles eram do Canadá, Finlândia, Áustria e China.

“Foi um erro trágico”, disse Gantz, acrescentando que não há motivo para Israel visar observadores internacionais. Outros oficiais israelenses negaram a sugestão de que Israel escolheu o posto como alvo, dizendo que tal ação não faria sentido em um momento em que o país está tentando obter uma força multinacional de manutenção da paz junto a uma comunidade internacional já relutante.

Em outro assunto que tem atraído críticas, o general reconheceu que Israel usou munições de fragmentação no conflito. As munições dispersam pequenas bombas por uma grande área e foram proibidas por alguns países devido ao alto número de vítimas civis que provocam.

O Human Rights Watch acusou Israel no início desta semana de usar munições de fragmentação contra a aldeia libanesa de Blida, em 19 de julho, matando uma mulher e ferindo pelo menos 12 outros civis, incluindo sete crianças. Mas Israel disse que as armas que usa são autorizadas pela lei internacional. “Nós tentamos minimizar seu uso”, disse Gantz. “Nós apenas as usamos em áreas específicas que foram isoladas até pelo próprio Hezbollah.”

Em outro desdobramento, aviões de carga militares jordanianos pousaram no aeroporto de Beirute carregados com ajuda humanitária. Os vôos chegaram um dia depois de Olmert ter dito a Rice que Israel autorizaria corredores de salvo conduto para que ajuda chegasse aos civis libaneses. Suprimentos de ajuda também começarão a chegar pelo mar aos portos de Beirute, Sidon e Tiro.

Um ataque aéreo israelense perto da fronteira síria atingiu um caminhão que transportava suprimentos médicos e alimentos vindos dos Emirados Árabes Unidos na quarta-feira, matando seu motorista sírio, informou a “Reuters”.

Nos combates em Gaza, blindados israelenses avançaram para os limites da Cidade de Gaza e entraram em choque com os militantes. Os israelenses derrubaram pomares e estufas na área para remover a cobertura usada pelos militantes para disparo de foguetes.

As forças armadas israelenses disseram que realizaram uma série de ataques e dispararam fogo de artilharia contra homens armados na área.

Os militantes palestinos dispararam pelo menos 13 foguetes contra o sul de Israel, ferindo levemente uma pessoa na cidade de Sderot.

Fonte: The News York Times

Bispo norte-americano exorta o congresso a ajudar o Oriente Médio

O porta-voz da Comissão dos Bispos dos Estados Unidos para a Política Internacional enviou uma carta a senadores e deputados, pedindo-lhes que ajudem a acabar com a escalada da violência no Oriente Médio.

“O terrível ciclo da violência no Oriente Médio está destruindo a vida de pessoas inocentes, em ambos os lados em conflito” _ afirmou o bispo de Orlando, Flórida, Dom Thomas Gerard Wenski, numa carta escrita nos dias passados.

O ciclo de violência “está ainda destruindo as esperanças de negociações e acertos que poderiam levar a uma paz justa, capaz de oferecer verdadeira segurança aos israelenses, um Estado aos palestinos e uma verdadeira independência ao povo libanês” _ acrescentou.

O bispo recordou que “a comunidade católica está profundamente preocupada com os custos humanos, as implicações morais e as conseqüências futuras dos atuais acontecimentos”.

“Esperamos e pedimos para que os senhores possam fazer tudo o que estiver a seu alcance, para acabar com este terrível ciclo de violência, e para proteger a vida e a dignidade dos israelenses, dos palestinos e dos libaneses.”

“Estamos prontos a colaborar com todos aqueles que lutam por uma paz justa e duradoura na terra dos três credos, que chamamos “santa”” _ concluiu.

Fonte: Radio Vaticano

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