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Religiosos respeitam a diversidade sexual

Militantes do movimento que defende a livre orientação sexual dividem o apoio conquistado entre uma parcela da sociedade com recomendações contrárias ao movimento pelas igrejas católica e evangélica.

Líderes religiosos deram suas opiniões sobre a homossexualidade e a V Parada pela Diversidade Sexual da Paraíba.

Apesar de não contestarem o direito do grupo formado por gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais (GLBT) de realizar os movimentos, os líderes assumem uma posição comum que manifesta uma recomendação de não aceitação a práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Para d. Aldo Pagotto, a legitimidade do movimento não pode ser contestada já que vivemos em uma sociedade democrática. Uma das contestações da Igreja Católica é a forma como o movimento é realizado, segundo o líder, algumas ações são exageradas e desnecessárias. “Realizam a parada como um grande bloco de carnaval com elementos criados para chocar a sociedade. Desse modo não há espaço para o diálogo nem para a reflexão”, comentou.

De acordo com d. Aldo, a prática sexual deve estar sempre ligada ao fator afetivo e à responsabilidade. O compromisso e a formação da família representam o primeiro papel que o homem deve desempenhar na sociedade. Ele ressaltou que os participantes do movimento transmitem a impressão da prática sexual de maneira totalmente livre e indiscriminada. “Segundo as leis de Deus, o respeito e a ética devem orientar a conduta sexual, que não deve ser praticada sem afetividade”, afirmou. A recomendação aos fiéis é de que não participem do evento. “A participação nesse evento não irá auxiliar na formação de um debate consistente, com discussões científicas a respeito do tema”, ressaltou.

De acordo com o pastor Tomás Munguba da Igreja Batista Evangélica de Jaguaribe, orientações sexuais que não sejam praticadas entre homem e mulher estão fora dos ensinamentos deixados por Deus. “Respeitamos e aceitamos a todos de maneira democrática com muito amor, mas acreditamos que essa conduta não é natural e por isso não deve ser praticada”, comentou. Para o pastor, essa orientação pode ser modificada com a conversão. “Temos vários fiéis que abandonaram essa prática e foram transformados após o encontro com Deus”.

Religião e sexualidade deveriam ser separados

Para a presidente da Associação dos Travestis da Paraíba (Astrapa), Fernanda Benvenutt, os temas religião e sexualidade deveriam ser vistos separadamente. Ela relatou que a maior parte dos integrantes do GLBT paraibano é composta por praticantes do catolicismo e que a oposição da igreja em relação ao movimento não interfere na fé religiosa. Segundo a presidente, a V Parada pela Diversidade Sexual da Paraíba seria realizada no dia 5 de agosto, dia de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade. “Decidimos adiar a data por um dia, em respeito à Igreja e à realização da programação religiosa prevista para esse dia”, afirmou.

Em relação à prática de diferentes orientações sexuais, Fernanda acredita que cada um deve ter o seu direito à liberdade sexual respeitado e que a repressão de algumas religiões apenas dificulta o diálogo e a manutenção do respeito entre homossexuais e heterossexuais. “Não podemos ser vistos como pessoas que precisam ser curadas, mas apenas como seres que fizeram uma opção sexual diferente”, ressaltou. Ela esclareceu que uma das batalhas do grupo é pela união civil e não pelo casamento religioso entre homossexuais.

Fonte: Jornal da Paraíba

50% dos cristãos iraquianos já fugiram do país

Numa altura em que as chefias militares norte-americanas alertam para o risco de uma guerra civil no Iraque entre muçulmanos xiitas e sunitas, o Bispo Auxiliar de Bagdá, D. Andreas Abouna, “toca a rebate” pelo futuro incerto dos cristãos iraquianos, afirmando que o cristianismo está perante o abismo no Iraque.

Segundo o prelado, o clima constante de violência está a levar o seu rebanho a abandonar o país, estimando que metade dos cristãos iraquianos (mais de 600 mil fiéis) tenha emigrado. Em Bagdá, 75% dos cristãos fugiu para o norte do Iraque ou para países vizinhos como a Turquia, a Síria ou a Jordânia.

D. Abouna tem lutado nos últimos anos para que a nova Constituição iraquiana consagre a liberdade religiosa, em entrevista recente à Ajuda à Igreja que Sofre. Para o Bispo Auxiliar de Bagdá, o processo que levou à menção da liberdade religiosa na Constituição iraquiana é “uma teoria” que contrasta com a presente realidade do país, mergulhado no caos e na anarquia.

“O que escutamos agora são os sinos a rebate pela cristandade no Iraque. Quando tantos cristãos saem do país, sabemos que isso é perigoso para o futuro da Igreja no Iraque”, afirmou D. Andreas Abouna.

Sublinhando que os cristãos são tão atingidos como outras comunidades religiosas, o prelado explicou, no entanto, que se sentem mais isolados e vulneráveis à medida que o seu número diminui. Os sacerdotes e as religiosas em Bagdá têm de tomar precauções de segurança quando se deslocam na capital para visitar as famílias cristãs e levá-las às igrejas.

A alta taxa de desemprego, a falta de alimentos e outros bens essenciais têm conduzido à emigração. Na opinião de prelado, o sentimento de desespero agravou-se com o fracasso do processo político, apesar de no ano passado ter sido eleito um novo Governo e de ter sido aprovada uma nova Constituição.

As altas chefias militares americanas no Médio Oriente admitiram ontem que o Iraque poderá estar à beira de uma guerra civil, caso continue a violência entre os grupos xiitas e sunitas. Também o embaixador cessante do Reino Unido em Bagdá prevê a divisão étnica do país.

Fonte: Agencia Ecclesia

China aumenta perseguição religiosa

A perseguição religiosa na China conheceu novos episódios ao longo da última semana, que mostram um aumento do controlo do regime de Pequim relativamente a atividades religiosas “não autorizadas”.

A China Aid Association, grupo de defesa dos Direitos Humanos com sede nos EUA, revelou que cerca de 90 crianças e 40 adultos foram interpelados no Leste da China quando se encontravam numa sessão de catequese. O grupo pertencia a uma Igreja protestante não dependente do governo chinês.

As crianças foram libertadas após um controlo de identidade, bem como os adultos, à exceção de dois. As autoridades chinesas confirmaram à AFP que um dos presos, Li Yizhong, é uma presença habitual na “evangelização ilegal” pelo que terá de ser “reeducado”.

Pequim apenas admite a prática da fé no interior das estruturas registradas, com pessoal registrado e sob a supervisão das Associações Patrióticas. As outras Igrejas e comunidades religiosas vivem na clandestinidade, sob o risco de serem condenados à prisão ou a campos de reeducação.

Recentemente, o governo da província chinesa de Sichuan condenou quatro líderes da Igreja Protestante “clandestina” a 2 anos de “reeducação por meio de trabalho”. Os religiosos tinham pedido às autoridades a libertação de 14 fiéis presos, segundo eles, sem motivo.

Os quatro religiosos fazem parte da Aliança das Igrejas Domésticas Chinesas, um grupo que reúne as Igrejas não-oficiais em toda a China. O sistema jurídico chinês permite que a polícia possa punir sem processo, os autores de crimes considerados “menores”, com uma pena que varia de um a três anos de trabalhos forçados.

A 29 de Julho, quase um milhar de polícias destruiu um igreja protestante em Hangzhou, prendendo 50 fiéis que ali se manifestavam. Ainda não há notícias relativamente a quatro pessoas.

Esta semana, foi noticiado em todo o mundo que um grupo de quase cem católicos foi atacado pela polícia, no norte do país, quando exigia a libertação de um Bispo – de 82 anos – e de um Padre, recentemente presos. A Igreja Católica clandestina na China, fiel ao Papa, é formada por cerca de 8 milhões de pessoas que não aceitam o controlo exercido pelo governo comunista através da Associação Patriótica Católica, instituição que se atribui o direito de nomear bispos ou controlar outros muitos aspectos da vida da Igreja.

Fonte: Agencia Ecclesia

Madonna: líderes religiosos criticam crucificação em show

O show da turnê “Confessions” em Roma neste domingo está causando a ira dos líderes católicos, que falam em excomungar a cantora. Líderes muçulmanos e judeus também criticaram o ato. Madonna rebate as críticas e ainda convida o Papa Bento 16 para assistir ao show.

Os planos de Madonna de se crucificar no único show de sua turnê mundial “Confessions”, que será realizado no Estádio Olímpico de Roma, no domingo, estão enfurecendo os líderes religiosos. Durante o show, a diva do pop de 47 anos usa uma coroa de espinhos enquanto canta dependurada em uma cruz no cenário. A possibilidade de que ela repita a cena no Estádio Olímpico de Roma, pouco mais de três quilômetros de distância do Vaticano é o motivo da polêmica.

Os jornais italianos registram o fato. O “Corriere della Sera” conta como foi o show anterior, em Los Angeles, em 21 de maio, detalhando a cena que se verá em Roma. O “La Repubblica” diz no título “Todos contra o show de Madonna – Os párocos de Roma o qualificam de desrespeitoso, de mau gosto, provocativo, estúpido, inoportuno e absurdo”. O jornal cita assim como o “La Stampa”, uma entrevista do cardeal Ersilio Tonini, que ao falar do desconforto do Vaticano mencionou a possibilidade de excomunhão da célebre cantora.

“Este concerto é uma blasfêmia à fé, uma profanação da cruz. Ela deve ser excomungada. Crucificar-se durante um show na cidade dos papas e mártires é um ato de hostilidade. Como pode uma pessa como essa carregar o nome da mãe de Jesus?”, disse em tom de condenação o cardeal Ersilio Tonini. segundo a edição desta quarta-feira do jornal La Stampa. “É um escândalo criado inclusive por comerciantes astutos para atrair publicidade”.

Convite de Madonna

Em resposta às duras críticas sobre a performance da diva pop ao interpretar “Live to Tell”, Madonna divulgou ontem, por meio de sua porta-voz Liz Rosemberg, um convite ao Papa, divulgado pela agência de notícias italiana Ansa. “Creio que o Papa vai apreciar o show e aplaudir a performance de Madonna – disse Rosemberg ao New York Daily. Nós o convidamos a ver com seus próprios olhos a eloqüência, a beleza e a humanidade que Madonna expressa durante a tocante execução de “Live To Tell”, na qual a artista é presa a uma cruz com uma coroa de espinhos na cabeça”.

O espetáculo que o “Corriere della Sera” define como “estilo Las Vegas” começa com Madona cantando “Future Lovers”, com quatro dançarinos de peito em volta dela. Mais tarde ela coloca em si mesma uma coroa de espinhos e se dependura em uma gigantesca cruz de feltro para cantar “Live to Tell”. Ao fundo, imagens de vídeo mostram cenas de pobreza no mundo. Em outra montagem de vídeo são justapostas imagens de Bush, o presidente norte-americano, do primeiro-ministro inglês Tony Blair com Adolf Hitler, Osama bin Laden, e o presidente do Zimbabwe Robert Mugabe.

Madonna, que também cita a repressão às mulheres muçulmanas durante a “crucificação”, já havia se pronunciado sobre a polêmica: “Eu não acho que Jesus ficaria bravo comigo”, alegando que, nesse momento do show, pede para que as pessoas façam sua parte para acabar com a repressão às mulheres e para que ajudem as crianças africanas do vilarejo de Malawi através de uma ONG. A popstar já doou US$ 3 milhões para o projeto.

Protestos de outros religiosos

Os líderes muçulmanos e judeus também criticaram o ato. “Não é a primeira vez que Madonna monta um show como este. Nós deploramos. Acreditamos que é de mau gosto”, disse Mario Scialoja, presidente da Liga Mundial Muçulmana na Itália.

“Expressamos nossa solidariedade com o mundo católico”, manifestou por sua parte Riccardo Pacifici, porta-voz da comunidade judaica em Roma. “É um ato desrespeitoso e o ato de apresentá-lo em Roma é ainda pior”.

A agência AFP divulgou pedido feito pela igreja ortodoxa russa, nesta sexta-feira, para que o público boicote o primeiro show da cantora em Moscou, marcado para o próximo dia 11, acusando-a de “explorar os símbolos cristãos”.

“A cantora norte-americana explora a cruz, o rosário e o crucifixo – e os converte em paixões humanas, incluídas suas paixões pessoais, em algo sagrado!, criticou o porta-voz do Patriarcado de Moscou, o padre Vsevolod Chapline. “Não acredito que os cristãos ortodoxos devam apoiar esta senhora assistindo a seu concerto”, disse o padre à rádio Eco de Moscou.

Uma mensagem telefônica dirigida à porta-voz de Madonna em Nova York, Liz Rosenberg, não foi respondida de imediato.

Os ingressos para o concerto em Roma foram vendidos rapidamente, disse a agência de notícias Ansa.

“Like a Prayer” também causou polêmica com a Igreja Católica

Não é a primeira vez que Madonna, filha de um católico italinao-norte-americano, provoca a fúria da Igreja Católica. Dirigentes católicos qualificaram de blasfemo seu polêmico vídeo de 1989 “Like a Prayer”, que mostrava cruzes em chamas, estátuas chorando sangue e a Madonna seduzindo um cristo negro.

Recentemente, a imprensa noticiou, e o “Corriere dela Sera” publicou em 26 de julho passado, que o vídeo “Like a Prayer” foi eleito como o mais transgressivo de todos os tempos, segundo pesquisa feita pela MTV da Grã Bretanha. Em segundo lugar ficou Britney Spears com “Baby One More Time” e em terceiro lugar Michael Jackson, com “Thriller”.

O jornal italiano destaca que o vídeo de Madonna foi “amplamente criticado pelo público e considerado blasfemo pelo Vaticano”, acrescentando que Madonna aparece em três dos cinco primeiros lugares desta “particular pesquisa de provocação”, ocupando também o quarto lugar com “Ray of Light”, de 1998 e o quinto lugar, com “Vogue”, de 1988.

Fonte: Estadão

Out of Eden e 4Him anunciam fim da carreira musical

Audio Adrenaline não será o único a encerrar sua carreira musical em 2006. O trio de irmãs Out Of Eden (foto) depois de 13 anos de carreira anunciou recentemente que também estará encerrando sua carreira.

O grupo agradeceu o apoio das pessoas durante os anos e também disse que as irmãs Lisa Kimmey, Danielle Kimmey and Andrea Kimmey Baca continuarão envolvidas em algum tipo de ministério.”

O quarto 4Him, com 15 anos de estrada, também anunciou o término da carreira e farão seu último show no dia 23 de Setembro em uma Igreja Batista no Estado do Alabama.

O dueto de marido e mulher Watermark também anunciou o fim de sua carreira musical.

Fonte: Ponto Gospel

Igreja Presbiteriana da Colômbia é premiada por colaborar com o avivamento

Entre os dias 10 e 13 de agosto a Igreja Presbiteriana da Colômbia (IPCOL) receberá uma premiação por sua contribuição, durante 150 anos, à renovação espiritual, educativa e social da nação.

A celebração acontecerá durante o Congresso da República, na cidade de Barranquilla. A Ordem da Democracia “Simon Bolívar” será entregue à moderadora da igreja, reverenda Vilma Yanez Ogaza, e ao secretário executivo, David Illidge Quiroz.

A Igreja Presbiteriana foi a primeira igreja protestante a chegar à Colômbia, em 1856. Ela conta com aproximadamente 12 mil membros e cerca de 50 igrejas e congregações organizadas em três presbitérios. Desde o início das atividades, ela contribuiu para a constituição do país, pois a proclamação do Evangelho esteve associada ao aporte de uma proposta educativa alternativa e moderna, fundamentada nos princípios da liberdade e democracia, inspiradores do espírito protestante.

Representantes da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e de todas as igrejas presbiterianas e reformadas do continente também participarão das cerimônias, já que a Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (AIPRAL) vai realizar assembléia e comemorar os 50 anos de sua fundação em Cartagena.

“A celebração dos 150 anos da IPCOL será um espaço de unidade, de encontro e de fraternidade, no qual vamos compartilhar experiências de fé com irmãos e irmãs da grande família reformada e ecumênica”, disse a moderadora da Igreja Presbiteriana, reverenda Vilma Yanez Ogaza.

Fonte: Elnet

Igreja católica cubana pede para que os fiéis orem por Fidel

A Conferência de Bispos Católicos de Cuba (COCC) pediu nesta sexta-feira que as pessoas orem para que Deus acompanhe o presidente Fidel Castro em sua doença e ilumine seus substitutos provisórios, segundo um comunicado.

“Os bispos de Cuba pedem a todas as nossas comunidades que ofereçam orações para que Deus acompanhe a doença do presidente Fidel Castro e ilumine as pessoas que receberam provisoriamente as responsabilidades de Governo”, enfatiza o texto.

O pedido do Comitê Permanente da COCC, que no próximo domingo será lido nos templos da ilha, assinala que “o delicado estado de saúde” de Fidel “é um momento especialmente significativo” para o povo cubano, e que a Igreja católica “compartilha desta preocupação e das súplicas de todos os crentes”.

Fonte: AFP

CMI lança novo chamado para acabar com a guerra no Oriente Médio

O secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Samuel Kobia, emitiu, na quita-feira, novo chamado à comunidade internacional, especialmente aos Estados Unidos, Israel e Reino Unido, para que detenham os bombardeios, negociem o cessar fogo e cheguem a um amplo acordo de paz no Oriente Médio.

“Nossos corações clamam aos líderes da comunidade internacional para deter uma guerra de dimensões sinistras e conseqüências incalculáveis, que está causando sofrimentos inimagináveis e indescritíveis ao povo do Líbano”, disse Kobia.

Em três semanas, mais de 600 pessoas, muitas delas crianças e idosos, perderam a vida. Cerca de um milhão de pessoas teve que sair de suas casas, enfatizou o líder ecumênico.

Para Kobia, os atos desproporcionais de violência não têm justificativa. Por isso, é perturbador e lamentável escutar líderes mundiais anunciando “com a maior crueldade que a luta continuará até que se alcancem os objetivos militares estratégicos”.

Estão dizendo que se poderá matar mais pessoas, enquanto eles ocupam o seu tempo para resolver diferenças políticas”, acusou Kobia.

O líder ecumênico disse que “a fé cega na violência militar para resolver as disputas e os desacordos é totalmente injustificada, ilegal e imoral”.

Kobia lamentou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas “foi paralisado pelo poder e a política das nações dominantes, e sua carta foi minada”.

No final da mensagem, o secretário geral do CMI disse que ora por “todos os habitantes do Líbano, muçulmanos e cristãos”, mas também pelos “habitantes de Israel que foram vítimas dos mísseis que continuam sendo lançados indiscriminadamente contra suas cidades e aldeias”.

Fonte: ALC

Pesquisa: Jovens trocam de religião com mais freqüência

A pesquisa Mudança de Religião no Brasil, realizada pela Ceris, ligado à CNBB revela que a experiência de mudança de religião atinge mais de 20% da população brasileira, sendo mais comum entre pessoas de idades medianas.

Luciana de Campos Machado, 23 anos, não faltava à missa aos domingos. Participava de grupos de orações direcionados a jovens, organizava quermesses, freqüentava terços e novenas com a mãe, e era auxiliar de catequese. A religião católica era a tônica dos compromissos de sua agenda. Até que um dia, o namorado de Luciana, que era evangélico, a convidou para ir à igreja que ele freqüentava. Era início de 1999.

Luciana gostou do que viu e ouviu e da forma como os fiéis eram instruídos a rezar. Resultado: trocou a Igreja Católica pela Batista Nacional, religião que segue até hoje, sete anos depois. “Percebi uma palavra a mais de conforto, passei a sentir mais a presença de Deus sem nenhum desvio”, afirma. “Antes disso, a obra de Deus em minha vida era diferente. Hoje leio a Bíblia e não fico só no que o padre fala na igreja.”

Depois de seis meses na nova religião, Luciana batizou-se na Igreja Batista Nacional. De família tradicionalmente católica, ela lembra que inicialmente enfrentou os argumentos contrários de seus pais.

“Hoje, percebo que minha mãe prefere que eu seja mesmo 100% evangélica porque vê meu testemunho, meu modo de vida, que é reflexo da minha religião e da obra de Deus na minha vida.”

A experiência de mudança de religião que ocorreu com Luciana atinge mais de 20% da população brasileira, sendo mais comum entre pessoas de idades medianas.

A conclusão é da pesquisa Mudança de Religião no Brasil, realizada pela Ceris (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais), ligado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

O estudo, que foi apresentado durante a assembléia anual que reúne os bispos brasileiros em Indaiatuba, busca desvendar sentidos e motivações da mobilidade entre religiões.

Segundo a pesquisa, os católicos cedem fiéis em grande parte para as religiões evangélicas pentecostais e recebem de forma significativa apenas de outras religiões. Mas o estudo leva em conta também que há uma circularidade e um movimento de ingresso de pentecostais no catolicismo.

Foi o que ocorreu com o universitário Felipe Alberto Lino Oliveira, 23, que há cinco anos deixou o catolicismo para ser evangélico. “A nova religião passou a responder melhor meus anseios”, diz.

“Eu não concordava mais com muitas explicações e à medida que fui lendo a Bíblia encontrei as respostas.” Oliveira é de uma família com tradição católica e resolveu procurar outra religião por influência da madrasta, que é evangélica. Seu pai, que é separado de sua mãe, também optou pela troca depois do segundo casamento.

Trocas

O estudo mostra que a maior mobilidade ocorre entre os que não têm religião ou são católicos e passam a freqüentar igrejas evangélicas pentecostais. A maior mobilidade religiosa também se dá com aqueles que têm maior nível de escolaridade: 37% mudaram de religião. A proporção varia pouco quando o corte é feito por idade ou sexo, que também são variáveis verificadas pela pesquisa.

A pesquisa do Ceris foi realizada entre maio e outubro de 2004, com 2.870 brasileiros que vivem em 61 municípios, incluídas todas as capitais. Os resultados têm representação nacional porque os dados foram projetados levando-se em conta o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa do Ceris também perguntou qual é a principal motivação para a mudança de fé. Em primeiro lugar ficou a justificativa discordância dos princípios ou da doutrina. Entre os motivos para a escolha da nova religião estão se sentir melhor, aproximar-se mais de Deus, receber ajuda nos momentos de dificuldades pessoais, encontrar a fonte de bênção e graça, ou até mesmo ter aceitado o convite de familiares e amigos.

A pesquisa também aponta as pessoas divorciadas ou separadas judicialmente são as que mais trocam de religião no País. Entre os divorciados, 52% mudaram de credo, segundo o estudo do Ceris; entre os separados judicialmente, 35% o fizeram. Cruzando os dados com o último censo do IBGE, é possível indicar que 2.155.736 pessoas separadas ou divorciadas trocaram de religião.

MOTIVOS

O vigário-geral de Araçatuba, padre Charles Borg, relaciona quatro fatores para explicar o abandono da religião católica por parte de uma parcela dos fiéis, que optam por outros credos.

O primeiro motivo, de acordo com ele, é a formação catequética deficiente, o que torna o católico vulnerável a outras opiniões. O segundo é o imediatismo das pessoas. Borg acredita que as elas procuram respostas rápidas inclusive para problemas de cunho pessoal.

“E muitas respostas, para serem verdadeiras, demandam tempo”, afirma.

O terceiro fator apontado pelo vigário é a facilidade para a formação das comunidades neopentecostais. Diferentemente da hierarquia rígida do catolicismo, ou mesmo da exigência de uma preparação específica inclusive para os leigos, as religiões neopentecostais formam-se com mais facilidade, o que possibilita na visão do vigário a disseminação de novos templos, mais próximos das comunidades periféricas.

O último fator apontado por ele é a linguagem pouco acessível do catolicismo, que dificulta a catequese e o comprometimento dos católicos.

CASAMENTO

Borg justifica que os divorciados e separados judicialmente são os que mais migram do catolicismo para outras religiões, como mostrou a pesquisa, porque para a Igreja Católica o matrimônio é indissolúvel.

“Há situações em que não há como manter a união, mas o catolicismo não concede a bênção para um segundo casamento”, explica. “Diante dessa negação, o fiel acaba procurando outra religião que conceda a bênção.”

Para o vigário, existe um ponto mais preocupante quando o assunto é religião que a simples mobilidade entre credos retratada no estudo da CNBB: é a falta de religião.

A pesquisa do Ceris indicou que apenas 7,8% dos entrevistados declararam-se ateus ou sem religião. “Sabemos que não basta dizer que segue uma religião, quando a pessoa não se pauta pelos princípios evangélicos de seu credo”, diz.

“E esse é um problema de qualquer religião. Independentemente da filiação eclesial, o número dos sem-religião é ainda muito maior porque tem gente que está na igreja ou no culto, mas não se pauta pelos valores evangélicos. Ou nem mesmo freqüenta sua igreja para conhecê-los a fundo e praticá-los”.

Fonte: Folha da Região

Igreja Católica condena “autocrucificação” de Madonna

Líderes católicos, muçulmanos e judeus uniram-se para condenar a cantora Madonna por encenar uma crucificação no show que realizará na capital italiana, no domingo, a poucos metros da Cidade do Vaticano.

A mais recente performance polêmica da cantora vai mostrá-la usando uma coroa falsa de espinhos e descendo no palco atada a uma cruz brilhante. O show faz parte da “Confessions Tour” (turnê confissões), que roda o mundo.

Tendo sido criticada nos EUA, Madonna agora viu padres católicos de Roma afirmarem que a apresentação “chega perto de ser uma blasfêmia”.

“Isso é desrespeitoso, de mau gosto e provocador”, disse na quarta-feira à noite o padre Manfredo Leone, da igreja Santa Maria Liberatrice, sobre a mais recente atuação da cantora.

“Ser colocada em uma cruz com uma coroa de espinhos como se fosse um Cristo moderno é algo absurdo. Mas fazer isso no berço da cristandade é algo que chega à beira da blasfêmia”.

Em uma rara demonstração de solidariedade, líderes muçulmanos e judeus levantaram suas vozes para também condenar a chamada Rainha do Pop, famosa por temperar seus shows e vídeos com imagens religiosas e sexuais polêmicas.

“Acho que a idéia dela é de um mau gosto tremendo e ela agiria melhor se fosse para casa”, afirmou Mario Scialoja, chefe da Liga Muçulmana da Itália.

Riccardo Pacifici, porta-voz e vice-presidente da comunidade judaica de Roma, acrescentou que Madonna deveria cancelar essa parte da apresentação em vista do local onde subiria ao palco — um estádio localizado a 1,5 quilômetro dos portões do Vaticano.

Essa não é a primeira vez que Madonna, cujo pai ítalo-americano é católico, despertou a fúria da Igreja Católica. Líderes católicos consideraram blasfemo o controvertido videoclipe da música “Like a Prayer”, de 1989, no qual aparecem cruzes em chamas, estátuas chorando sangue e Madonna seduzindo um Jesus negro.

Em 2004, um grupo do Vaticano avisou que a crença religiosa mais recente de Madonna, a Cabala, uma forma mítica do judaísmo, era uma potencial ameaça à fé católica.

Madonna, de 47 anos, não quis se curvar às exigências da Igreja Católica, mas, em uma entrevista publicada na quinta-feira, afirmou não ter nada além de elogios para suas raízes italianas.

A cantora afirmou à edição italiana da revista Vanity Fair que seus “bons genes italianos” explicavam por que continuava em forma, como pôde ser visto em um videoclipe recente no qual aparece usando um colã de balé.

Fonte: Reuters

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