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Mulher é apedrejada por pregar o evangelho

Líderes eclesiásticos disseram que muçulmanos extremistas surpreenderam oficiais de polícia que providenciavam refúgio para uma cristã não identificada em Izom, Estado de Niger, em 28 de junho. Eles a agrediram e a apedrejaram até a morte por fazer evangelismo de rua.

David Atabo, da Igreja Católica Romana em Izom, disse que testemunhou a morte da mulher. Ele contou que ela havia encontrado um grupo de jovens muçulmanos. A cristã compartilhou o evangelho com eles e lhes deu alguns folhetos para ler.

“Assim que a mulher saiu, alguns muçulmanos mais velhos aguardavam para saber dos jovens o que a mulher tinha dito a eles”, disse David. “Quando eles souberam que a mulher tinha pregado para os rapazes, alegaram que ela insultou Maomé, o profeta do islã, e determinaram que a mulher precisava ser morta”.

David disse que as afirmações dos líderes muçulmanos motivaram centenas de muçulmanos a sair para as ruas a fim de capturar a mulher. Eles a alcançaram nas proximidades da região do rio Gurara e começaram a espancá-la, mas a polícia a resgatou.

Para proteger a cristã, os oficiais a levaram sob custódia para a delegacia de Izom. Mas a multidão incontrolável invadiu o local, exigindo que a mulher fosse libertada para ser apedrejada até a morte, de acordo com o determinado pela lei islâmica sharia. Do contrário, eles iriam incendiar a delegacia.

“A polícia, percebendo que a multidão estava decidida, fizeram com que a mulher saísse pela porta dos fundos para escapar com ela, mas os muçulmanos bloquearam todos os trajetos de fuga. Nesse ponto, os policiais abandonaram a mulher para salvar suas próprias vidas”, contou David Atabo. “Ela apanhou até morrer”.

Posteriormente, a polícia removeu o corpo da mulher para o necrotério do hospital estadual de Suleja. David acrescentou que três policiais ficaram feridos durante o tumulto.

Identidade desconhecida

Os líderes cristãos de Izom disseram estar incomodados com o fato de a polícia não ter identificado a mulher.

“Essa mulher foi morta antes que a polícia pudesse identificá-la ou mesmo interrogá-la”, disse David. “Nós também temos tentado descobrir de que igreja ela veio, mas ainda não obtivemos sucesso”.

Os líderes cristãos da região suspeitam que a mulher assassinada possa ter vindo da vizinha cidade de Suleja.

David Atabo é o presidente do capítulo local da Associação Cristã da Nigéria na cidade de Izom. Ele disse que os muçulmanos alegaram que a cristã deixou cair um papel contendo anotações depreciativas sobre Maomé.

Entretanto, quando ele pediu permissão à polícia para ver o tal papel, “não havia nada parecido”, afirmou.

Daniel Mazuri, pastor da Igreja Boas Novas, ligada à Igreja Evangélica da África Ocidental (ECWA, sigla em inglês), em Izom, disse que os que testemunharam o incidente contaram que os muçulmanos interpelaram a mulher e a acusaram de insultar Maomé. Os muçulmanos alegaram que ela deixou cair uma carta em uma mesquita, ele disse, mas amigos seus na polícia disseram que isso era falso.

“Acredito que os muçulmanos queriam apenas acender uma crise religiosa nessa cidade”, disse o pastor Daniel ao Compass. “Isso é muito prejudicial e abriu uma porta para conflitos religiosos intermináveis”.

Daniel disse que suas investigações levaram à conclusão de que os muçulmanos plantaram o papel no intuito de criar uma crise religiosa na cidade.

“Eles são conhecidos por essa atitude e não estamos surpresos com o que aconteceu”, ele disse.

O reverendo Tanko Mandaki, da ECWA de Hausa, também concluiu que os muçulmanos planejaram o ataque com o objetivo de começar uma crise em Izom.

“Estamos conscientes das farsas dos muçulmanos”, ele disse. “Eles sempre foram bons em fabricar enganos e depois justificar suas ações com base em mentiras.”

Primeira fatalidade

É comum na Nigéria encontrar cristãos engajados no evangelismo de rua – pregando o evangelho em mercados, ônibus e trens. Acredita-se que os muçulmanos constituam metade dos moradores da cidade de Izom, na região de Gurara.

A morte de uma cristã desconhecida marca a primeira fatalidade do sistema legal islâmico de Niger, introduzido em 2000. Niger é um dos 12 Estados que implementou a sharia no norte da Nigéria.

“Esperamos que a polícia consiga descobrir a identidade dessa mulher ou que alguém conhecido dela faça contato conosco em breve”, disse David Atabo.

Há nove igrejas na cidade de Izom, incluindo a Católica Romana, a ECWA, Missão Comunidade Cristã, Igreja da Nigéria (Anglicana), Igreja Apostólica, Igreja Batista e Igreja Bíblica Vida Profunda.

Fonte: Portas Abertas

Igreja católica fustiga denúncias de fraude

A Igreja Católica do México fustigou as denúncias de fraude eleitoral feitas pela esquerda mexicana e disse à paróquia mexicana que “nada nem ninguém tem o direito de confundir” todos.

Ao mesmo tempo mostrou-se confiante que o Tribunal Eleitoral “estará à altura das circunstâncias que o país vive” na hora de ratificar as eleições presidenciais.

“Temos inteligência e maturidade suficientes para não ser manipulados”, declarou a Conferência do Episcopado Mexicano.

Em sua mensagem à paróquia mexicana, a Igreja Católica pediu que “não se deixe confundir” quanto ao resultado das eleições do dia 2 de julho, quando a apuração do Instituto Federal Eleitoral (IFE) outorgou uma vantagem de 0,58% dos votos para Calderón.

Em um documento intitulado “A justiça é cega e não sabe de sentimentos”, a Igreja Católica defendeu “a credibilidade e a honra” dos cidadãos que participaram do processo eleitoral como a de funcionários das mesas e das autoridades eleitorais.

Entretanto, Josefina Vázquez, coordenadora da campanha do governista Felipe Calderón, do partido de direita Ação Nacional (PAN), lamentou que o candidato presidencial da esquerda, Andrés López Obrador, continue “desacreditando” do processo eleitoral.

A coordenadora considera “muito irresponsável a apresentação de supostas provas de ilegalidade eleitoral sem fundamentos”, se referindo aos dois vídeos entregues na segunda-feira por Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), de oposição, onde supostamente aparecem votos sendo colocados antecipadamente em uma urna eleitoral.

O reitor da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), a principal do país, Juan Ramón de la Fuente, disse que “hoje mais do que nunca” os mexicanos precisam ter “certeza e clareza absoluta” sobre o processo eleitoral que ainda não foi concluído.

O candidato da esquerda denunciou no sábado que houve fraude nas eleições presidenciais e convidou seus simpatizantes para uma “manifestação nacional” que começa amanhã e terminará domingo na praça Zócalo da Cidade do México, em uma jornada que denominou “Em Defesa da Democracia”.

A eleição do domingo 2 de julho foi a mais acirrada da história do México, quando o candidato governista obteve 35,89% dos votos contra 35,31% do candidato da esquerda.

Entre os 32 governadores dos estados da República, 17 que pertencem ao Partido Revolucionário Institucional (PRI), ficaram divididos com a eleição presidencial, pois receberam uma proposta de “aceitar ou desconhecer” conjuntamente os resultados outorgados pelo IFE, que deu maior número de votos a Calderón.

Pelo menos 9 dos 17 governadores estaduais se negaram subscrever um reconhecimento público ao candidato governista, como propôs o governador de Nuevo León, Natividad González.

Os governadores preferiram esperar a sentença emitida pelo Tribunal Eleitoral do Poder Judicial da Federação (TEPJF), única instância que por lei pode sancionar as eleições e que tem até 6 de setembro para fazê-lo.

Fonte: ANSA

Filme sobre pontificado de João Paulo II começa a ser vendido nos EUA

O documentário “Credo”, de Alberto Michelini, uma série de filmagens do pontificado de João Paulo II, começou a ser vendido nesta terça-feira nos Estados Unidos.

O filme tem poucas partes faladas e é acompanhado musicalmente por árias cantadas pelo tenor Andrea Bocelli.

Apresentado na igreja de Saint Malachy, a chamada “capela dos atores” devido aos teatros ao redor do local, o documentário foi promovido pela Follieri Foundation, que organizou atividades humanitárias e de caridade em Nova Orleans e Honduras.

“Ouvi o CD das árias de Bocelli dezenas de vezes, e na música encontrei os vários aspectos de João Paulo II: a eucaristia, o perdão, o jubileu”, afirmou Michelini.

Fonte: ANSA

Bispo alerta para violência generalizada no Brasil

Segundo D. Jesús Berodonces, da Prelatura de Cametá (estado do Pará), a “violência é onipresente” na região leste do Amazonas. Na semana passada os bispos brasileiros pediram medidas contra a violência que assola várias regiões do Brasil.

Em entrevista recente à Ajuda à Igreja que Sofre, D. Jesus Berodonces, OAR (Ordem dos Agostinianos Recoletos), falou sobre o clima de violência no Brasil: “Nas grandes cidades existem muitos bandos rivais, ao mesmo tempo que nas pequenas povoações nas ilhas do Amazonas os habitantes não estão a salvo de assaltantes. Os mais jovens estão particularmente envolvidos na violência”.

Segundo D. Jesús Berodonces, da Prelatura de Cametá (estado do Pará), a “violência é onipresente” na região leste do Amazonas. Na semana passada os bispos brasileiros pediram medidas contra a violência que assola várias regiões do Brasil.

O missionário espanhol, que trabalha no Brasil desde 1977, acrescentou: “É por isso, e também devido a outros problemas sociais, como os conflitos sobre a terra e o empobrecimento, que a Igreja nesta região está empenhada no seu compromisso social, no apostolado da família e na formação dos leigos”.

Na passada semana, os bispos brasileiros divulgaram uma nota pastoral onde expressavam a sua preocupação perante o aumento da violência em várias regiões do país, como em São Paulo, onde se registraram 251 ataques, entre 12 e 15 de maio, por parte de bandos de criminosos contra a polícia. Foram mortos 122 agentes das forças de segurança e 90 autocarros foram incendiados.

Os prelados lamentam que “naquela triste situação, os direitos humanos de muitas pessoas não tenham sido respeitados”. Os bispos alertaram também para “os fatos ocorridos no Pará e Maranhão”, regiões onde a população se encontra “desprotegida diante das agressões de sectores organizados para a exploração agrícola e de recursos hídricos e minerais”.

Por fim, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil condenou “as constantes calúnias e ameaças de morte a pessoas da Igreja, inclusive bispos e padres, religiosos e religiosas, e a lideranças dos movimentos populares” que, na opinião dos bispos, “criam um clima de tensão e de medo para nosso povo pacífico e trabalhador”.

Os prelados brasileiros defendem assim ser “urgente a realização de projetos de desenvolvimento econômico, social e cultural que respeitem os ecossistemas e populações diferenciadas de cada região brasileira, na esperança de que a ‘justiça e a paz se abraçarão'”.

Fonte: Agencia Ecclesia

Líder cristão protesta contra abusos, na Índia

Em uma carta para Jenab Mohammad Hamid Ansari, presidente da Comissão Nacional das Minorias, John Dayal, líder da União Geral de Católicos da Índia, disse que a campanha de ódio e perseguição lançada pelos fundamentalistas hindus contra os cristãos em Andhra Pradesh deve ser interrompida por estar fundamentada em falsas acusações e premissas erradas.

A campanha tem aterrorizado uma comunidade que sempre mostrou respeito pela fé de todos.

Uma cópia da carta também foi enviada para o ministro do União de Assuntos de Minorias.

Diz John em sua carta: “Tem havido vários incidentes no Estado durante os últimos seis meses. Freiras e pastores são particularmente atormentados e visados”. Isso acontece especialmente nas Colinas de Tirumala, onde está localizado um dos templos hindus mais venerados.

Estes incidentes são indicativos de um cenário perigoso porque os ataques são conduzidos com o propósito de incitar a população ao ódio inter-religioso. Mas, como John escreve, “Nós [cristãos] respeitamos absolutamente o senso de reverência que têm nossos concidadãos, de todas as crenças … Nós obedecemos o respeito pelo que é Sagrado, uma exclusividade dada ou tomada à força por certas religiões em relação aos seus templos, mas, uma exclusividade proibida a outros … Não pode haver questões assim quanto a lugares públicos, tais como: paradas de ônibus, estações de trem e interiores de ônibus, questões que tornem esses lugares proibidos aos cidadãos indianos de quaisquer crenças”.

O ativista cristão se refere aqui às reivindicações dos extremistas hindus de que os cristãos profanam o hinduísmo, por causa da proximidade que há entre os santos templos hindu e tais lugares públicos.

“Há cristãos e templos cristãos em cidades santas, como Panipat, Kurukshetra, Amritsar, Ajmer … [Mas nesses lugares] nunca houve problema ou perseguição”, disse ele.

O ataque de 25 de junho contra as freiras da Mãe Teresa durante uma visita a um hospital local é um indicativo desta indisposição difundida.

Por esta razão, John Dayal quer uma revisão constitucional das leis do Estado de Andhra Pradesh, que proíbe “o movimento, a profissão e o trabalho social e de caridade dos ‘cidadãos’”. Tais leis discriminam as minorias.

Fonte: Portas Abertas

Mulher afirma ter visto fantasma em aparelho de TV desligado

Tracey Taylor afirmou esta semana ter não apenas visto, mas também fotografado, um fantasma em sua TV. “Um fantasma está preso na televisão”, disse a britânica, residente na cidade de Lower Ince.

Segundo Tracey, a aparição foi descoberta por sua filha de um ano e meio. Ela conta ter fotografado a garota em frente ao aparelho de televisão e, ao revelar o filme, viu que uma imagem misteriosa aparecera na tela.

Ao mostrar a imagem à criança, a menina teria dito: “Este é Ben”, referindo-se ao fantasma. Ela insiste que a TV estava desligada e que não havia mais ninguém na sala no momento em que bateu a fotografia.

Fonte: ELNet

Igreja evangélica é berço de músicos eruditos

Muitos integrantes de orquestras paulistas começaram a aprender música na Congregação Cristã no Brasil e na Assembléia de Deus, de linha pentecostal, igrejas que mais formam instrumentistas, segundo maestros e professores. Violino é o mais procurado nas escolas, e sax é “escandaloso” para Congregação.

Foi nos bancos da igreja evangélica Congregação Cristã no Brasil que o violinista Davi Graton, 30, teve as primeiras lições de música. “Comecei a tocar para servir a Deus, não pensava em seguir carreira”, diz Graton, que hoje é concertino da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), considerada a melhor do país. Como Graton, muitos integrantes de orquestras paulistas começaram a aprender música na Congregação e na Assembléia de Deus, igrejas que mais formam instrumentistas, segundo maestros e professores ouvidos pela Folha.

Louvar o Senhor é justificativa comum nas fichas de inscrição da Escola Municipal de Música. “Tem aluno que entrou sem ter ouvido Mozart, só conhecia música de igreja”, afirma o diretor Henrique Autran Dourado.

Selecionado para a Academia de Música da Osesp, o violinista Djavan dos Santos, 22, atribui seu talento à inspiração divina. “Orei e aprendi em um estalo o que não consegui em meses.” Santos e os outros dois violinistas da Academia são da Congregação, apesar de a doutrina vetar a profissionalização.

Segundo um documento da igreja, o fiel que trabalha como músico não pode tocar nos cultos. “Aos que já estão nessa profissão, aconselhamos orar para que Deus lhes prepare um outro meio de vida”, diz o texto.

“Músicos profissionais ficam com o espírito transtornado”, reforça um dos regentes da igreja, José, que não quis informar o sobrenome. Já a Assembléia de Deus apóia os fiéis. “É uma honra ter nossos músicos nas orquestras. Só é proibido tocar na noite”, afirma Sérgio Emídio da Silva, 38, maestro em um templo.

Perto de Deus

A música foi a única expressão artística preservada pela Reforma protestante (século 16), que aboliu a representação de pessoas e animais, considerada idolatria. Para os protestantes, a música aproxima de Deus. “Sobretudo um deus que não está presente nas coisas, como o cristão”, explica o sociólogo e professor da USP Antônio Flávio Pierucci.

Segundo ele, os pentecostais (corrente do século 20) “radicalizaram a autorização bíblica para transformar salmos em hinos”. Na Congregação e na Assembléia, que têm orquestras com até 200 integrantes, os hinos são tão importantes quanto a pregação.

Para a professora de música da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Dorotéa Kerr, a musicalização natural do ambiente protestante explica o sucesso dos músicos. “O aprendizado informal supre a deficiência do ensino da igreja.” Na Assembléia, no entanto, o ensino se profissionaliza. Há quatro anos, uma igreja em Perus (região norte) mantém uma escola de música. Os alunos pagam mensalidade de R$ 10, e a igreja empresta instrumentos.

Já na Congregação, ensina-se “o suficiente para louvar”, afirma o regente José. O suficiente bastou para que o violinista Kleberson Buzo, 26, fosse aprovado na seleção da Escola Municipal de Música. “Na audição, toquei a única composição que sabia, um hino religioso”, conta Buzo, que toca na Orquestra Experimental de Repertório, do Teatro Municipal, onde a maioria dos violinistas tem currículo parecido com o dele: tiveram as primeiras lições em igrejas e depois estudaram em escolas públicas.

No Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, mantido pelo governo do Estado, os alunos pentecostais são numerosos. “É perceptível. Não temos dados porque o credo dos músicos não importa”, afirma o diretor Arcádio Minczuk, 42. Baseado em sua biografia, Minczuk, oboísta da Osesp, considera a música um meio de ascensão social -o salário do músico erudito chega a R$ 5.000. “Meu pai determinou que eu aprendesse oboé, pouco tocado, para que fosse mais fácil conseguir emprego”, conta Minczuk, que, como seu irmão Roberto, diretor da Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro, aprendeu música na Assembléia de Deus Russa.

Violino é o mais procurado nas escolas, e sax é “escandaloso” para Congregação

O violino é o mais disputado nas seleções da Escola Municipal de Música (EMM): são 30 candidatos por vaga. Para o diretor, Henrique Autran Dourado, a procura é explicada pela demanda de mercado, já que é o instrumento mais numeroso nas orquestras sinfônicas, e 20 dos 32 violinistas da Osesp, por exemplo, são estrangeiros.

Um violino “made in China” ou usado, para iniciantes, custa R$ 250. Já os que servem para alunos adiantados saem por pelo menos R$ 5.000.

O diretor Autran Dourado recomenda não adquirir “porcaria”. “É como comprar um fusca para correr a Fórmula 1. Serve para aprender a dirigir, mas nunca vai pegar a pole.”

Dos alunos da EMM advindos da Congregação Cristã no Brasil, a maioria é violinista.

Tataraneto de um fundador da igreja, André Veci Baptista, 16, é exceção. Ele estuda saxofone, instrumento malvisto na igreja por ser associado a “barzinhos e madrugadas”.

Seu pai, o luthier (fabricante de instrumentos musicais) Moisés Baptista, 38, teve de enfrentar o ancião _autoridade máxima da igreja_ para introduzir o sax na orquestra da igreja da qual é regente.

Escandaloso

Além do sax, não há trombone de vara nem percussão nas orquestras da Congregação, onde os instrumentos mais comuns, ao lado do violino, são flauta transversal, clarinete e bombardão (espécie de tuba). Fagote, oboé e violoncelo são permitidos, mas raros.

O regente da igreja José, que não quis informar o sobrenome, classifica de “escandalosos” o sax e o trombone de vara _válvula cilíndrica longa que o músico desliza para produzir o som. “É indecente e barulhento como a percussão, típica do candomblé”, afirma.

Os “escandalosos” também não são vendidos nas lojas de instrumentos musicais pertencentes a seguidores da Congregação Cristã.

Há uma concentração delas nos arredores do templo do Brás (centro), a sede da Congregação. Na Garcia & Nabarrete, a maior parte da clientela é formada por “gente da igreja”, informa Epaminondas Garcia, 38, um dos proprietários.

A loja vende marcas conhecidas e instrumentos de luthiers da Congregação, como Moisés Baptista, que é autodidata. “Iniciei-me na lutheria para consertar meus próprios instrumentos porque a manutenção é cara.”

Fonte: Folha de São Paulo

Conselho de Igrejas condena restrições dos EUA para ajuda a Cuba

A presidenta do Conselho de Igrejas de Cuba (CIC), Rodhe González, condenou a recente regulamentação recomendada pela Comissão para Assistência a uma Cuba Livre, da administração estadunidense, que impede o Serviço Mundial de Igrejas (SMI) dos Estados Unidos de enviar ajuda humanitária ao povo cubano.

“Creio que nós seremos capazes, como sempre fomos, de sobrepor-nos a todas as situações, porque as relações entre as igrejas de Cuba e dos Estados Unidos são relações históricas”, disse a reverenda Gonzáles. Ela assegurou que nenhuma conjuntura humana “será capaz de distanciar-nos como igrejas”.

A comissão que assessora o governo norte-americano em matéria de políticas a respeito de Cuba, presidida pela secretária de Estado, Condoleeza Rice, enviou relatório ao presidente George Walker Bush recomendando que seja intensificada a regulamentação do envio de ajuda humanitária, com o intuito de assegurar que não vão para “organizações controladas, como o Conselho de Igrejas de Cuba”.

O presbítero Pablo Odén Marichal, diretor do Centro de Estudos do CIC e reitor da Paróquia Episcopal “Fiéis a Jesus”, de Matanzas, descartou o argumento empregado pelos Estados Unidos de acusar o CIC de ser uma instituição controlada pelo governo cubano.

Marichal foi presidente do CIC por cinco anos e nunca sentiu-se controlado. Ele destacou a solvência da relação entre o Conselho Nacional de Igrejas de Cristo dos Estados Unidos e o CIC. “É um vínculo muito antigo”, declarou o reitor paroquial ao correspondente de Monitor, Enrique López.

O diretor do Centro de Estudos do CIC recordou que as relações da igreja cubana com o CNIC e o SMI sempre foram desenvolvidas com o interesse de promover o ecumenismo na região, e que esses organismos apoiaram, além de projetos sociais, projetos eclesiais, como uma reconceitualização das missões.

O que se quer, continuou Marichal, é tratar de “matar o movimento ecumênico em Cuba, que é um dos mais fortes da América Latina”. Ele exortou tanto o CIC como o CNIC para que façam valer o direito de manterem relações independentes com as igrejas dos países.

Fonte: ALC

Exploradores encontram no Irã possível Arca de Noé

Integrantes de uma expedição cristã nas montanhas do Noroeste do Irã afirmam ter encontrado uma formação rochosa que se parece com a Arca de Noé. A formação, diz reportagem da “National Geographic”, está a quatro mil metros do nível do mar, no Monte Suleiman, na cadeia Elburz.

– Ela se parece com madeira – disse Robert Cornuke, presidente do Instituto de Pesquisa e Exploração da Arqueologia da Bíblia (Base, na sigla em inglês), que fica em Palmer Lake, no estado americano do Colorado.

Segundo a reportagem, fotos tiradas por integrantes do instituto mostram a formação, que se parece com o que poderia ser madeira petrificada.

– Tiramos pedaços de pedra e podemos ver estruturas de células (de madeira) – disse o presidente do instituto.

Ele reconhece, Segundo a reportagem, ser difícil provar que se trata da arca. Mas afirma estar convencido de que a área era um lugar de peregrinação, com base em vestígios de um santuário encontrados pela equipe.

– Não podemos afirmar que encontramos a arca, mas ela se parece com o objeto de que os antigos falavam – disse ele.

Para ele, as direções dadas no Velho Testamento como o lugar em que a arca atracou não levam ao Monte Ararat, na Turquia, mas sim para o outro lado, o Irã.

Um geólogo da University College de Londres disse à revista, porém, que o pedaço retirado do local se parece com rocha sedimentária que indicaria a existência de um ambiente marinho.

Outros cientistas ouvidos na reportagem também duvidam da possibilidade de a equipe ter encontrando madeira petrificada naquele local.

Fonte: O Popular

Igreja lança cartilha sobre as eleições de outubro

A Arquidiocese de Aparecida, responsável pelos municípios do Vale do Paraíba (SP), lançou no último fim de semana um folheto de orientação aos católicos sobre as eleições.

O encarte “Rezando o terço com Nossa Senhora pelas eleições” foi elaborado pelo Centro Arquidiocesano de Pastoral com base no documento da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre o processo eleitoral e será distribuído nas paróquias das 39 cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

O folheto sugere que as comunidades se reúnam para rezar pela escolha dos governantes e discutam a importância do voto, as campanhas, a atuação dos candidatos e dos partidos.

De acordo com a arquidiocese, a Igreja não pretende indicar candidatos nem permitir campanhas durante as missas e encontros comunitários. “A Igreja não vai indicar candidatos nem estar neste ou naquele partido. Porém os cristão são membros da sociedade e não deixam de fazer política, quer participando quer se abstendo”, disse o secretário-geral da CNBB, dom Odílio Pedro Scherer.

O encarte pretende também “resgatar a esperança no processo eleitoral e fortalecer a utopia”, já que, segundo o arcebispo dom Raymundo Damasceno Assis, a população brasileira está “descrente, sem esperança, necessitando reagir e cobrar soluções para os problemas sociais do país”. As paróquias devem receber os folhetos nesta semana para que o terço passe a ser rezado nos grupos de oração e nas missas até o início de outubro.

Fonte: Agência Estado

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