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Anistia Internacional pede libertação de cristãos presos na Líbia

Lupa destacando a Líbia no mapa
Lupa destacando a Líbia no mapa

A Anistia Internacional solicitou a libertação imediata de 11 cristãos detidos na Líbia por evangelizar e defender a liberdade religiosa. O grupo, formado por dez líbios e um paquistanês, foi condenado em abril por um tribunal de Trípoli a penas de três a 15 anos de prisão sob acusações que incluíam “insultar o Islã” e “promover a ideologia do cristianismo”, segundo a organização de direitos humanos. O país ocupa a quarta posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) da Missão Portas Abertas, como uma das nações mais difíceis para o seguidor de Jesus viver.

De acordo com a Anistia, os julgamentos ocorreram fora dos padrões do direito internacional: os acusados não tiveram acesso a advogados, não foram apresentadas provas e testemunhas não foram ouvidas. As detenções começaram em março de 2023 pela Agência de Segurança Interna (ISA), sob alegações de proselitismo — prática que não é crime no país.

A investigação revelou que os cristãos foram torturados, forçados a confessar crimes durante interrogatórios sem a presença de advogados e tiveram contato restrito com suas famílias. Uma das esposas relatou que só conseguiu falar com o marido após cinco meses de silêncio, enquanto sua filha, na época com um ano de idade, aguardava ansiosa a volta do pai.

A Anistia Internacional pede que o Ministério Público líbio revise os processos, liberte imediatamente os detidos e conduza investigações independentes sobre as violações de direitos humanos, incluindo tortura e detenção arbitrária. A organização reforça que as condenações devem ser anuladas, por terem sido impostas apenas pelo exercício pacífico da fé.

Fonte: Comunhão com informações de Morning Star News

Pastor, esposa e mãe são mortos por sobrinho de 15 anos nos EUA

Fita de isolamento da polícia (Foto: Canva Pro)
Fita de isolamento da polícia (Foto: Canva Pro)

Um pastor, sua esposa e sua mãe foram mortos a tiros em casa por um parente adolescente na Carolina do Norte, estado do sudeste dos EUA.

As vítimas morreram depois que o sobrinho de 15 anos do pastor abriu fogo dentro da residência da família.

As vítimas foram identificadas como Danny Richards, 57, sua esposa, Sabrina Richards, 54, e sua mãe, Clara Richards, 74, de acordo com o The Fayetteville Observer , que relatou que o tiroteio foi registrado na noite de terça-feira na casa do casal na Kentucky Derby Drive, no bairro de Trotter’s Ridge, no Condado de Harnett, Carolina do Norte, ao norte de Anderson Creek.

O Gabinete do Xerife disse que o adolescente era sobrinho de Danny e Sabrina Richards e morava na casa, informou o Spectrum News1 .

Uma criança de 10 anos que estava na casa, identificada como prima do suspeito, ligou para o 911 para relatar que vários membros da família haviam sido baleados. A criança não ficou ferida.

Quando os policiais chegaram, Danny e Sabrina Richards foram declarados mortos dentro da casa, de acordo com o The Daily Record .

Clara Richards ainda estava viva quando a polícia chegou ao local e foi transportada para o Centro Médico do Exército Womack em Fort Bragg, onde morreu mais tarde.

Os investigadores disseram que o jovem de 15 anos saiu da residência em um veículo. O carro foi encontrado abandonado na mata perto da Nursery Road e da NC 87, e o suspeito adolescente foi encontrado nas proximidades. Ele foi preso por volta das 23h daquela noite.

O adolescente foi inicialmente acusado por dois homicídios em primeiro grau. Após a morte de Clara Richards no hospital, os promotores acrescentaram uma terceira acusação.

O adolescente também enfrenta uma acusação de tentativa de homicídio e uma acusação de agressão com arma letal com intenção de matar, causando ferimentos graves. Devido à sua idade, seu nome não foi divulgado.

Autoridades disseram que o suspeito está detido no Centro de Detenção Juvenil da Carolina do Norte.

Quem eram as vítimas

Danny Richards fundou o Genesis Grace Ministry em Fayetteville e atuou como pastor. A igreja tinha um programa de extensão voltado para pessoas em situação de rua, de acordo com suas postagens nas redes sociais.

Danny e Sabrina Richards eram veteranos do Exército dos EUA. Ambos haviam sido enviados ao Iraque e ao Afeganistão. Vizinhos lembravam que o casal havia acolhido o sobrinho em casa.

Além de seu ministério e carreira militar, Danny Richards era ativo em grupos de serviço locais, incluindo o Cumberland County Continuum of Care on Homelessness, onde trabalhou ao lado de outros líderes comunitários.

“A ausência deles será profundamente sentida por todos que os conheceram e os amaram”, disse a presidente do grupo, Debbie Brown, em um comunicado. “Neste momento de tristeza, convido vocês a manterem a família, os amigos e a nossa comunidade em seus pensamentos e orações, de qualquer forma que seja significativa para vocês.”

Brown descreveu o papel de Richards no Genesis Grace Ministry como de humildade e serviço. “Ele não queria atenção… ele queria poder fazer o trabalho. Ele queria poder impactar sua comunidade em todos os aspectos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Mulher desiste de suicídio durante evangelismo em aeroporto

Bíblia com pessoas de mãos dadas ao redor (Foto: Canva Pro)
Bíblia com pessoas de mãos dadas ao redor (Foto: Canva Pro)

Uma mulher que planejava tirar sua vida foi alcançada por Deus durante um evangelismo dentro de um aeroporto no Brasil.

Recentemente, enquanto aguardava para embarcar em seu voo, o evangelista Allan Machado e sua equipe foram guiados pelo Senhor para pregar o Evangelho no local.

“Sentimos no coração de ministrar louvor dentro do aeroporto e colecionamos testemunho nesse dia”, testemunhou Allan, em postagem no Instagram.

No saguão, eles cantaram louvores acompanhados por violão e muitas pessoas pararam para ouvir.

Entre elas estava uma mulher chamada Kellen, que trabalha no aeroporto e estava passando por um momento muito difícil em sua vida.

Ela foi tocada poderosamente por Jesus com os louvores e deixou um bilhete para a equipe, revelando que iria se suicidar naquele dia, mas desistiu após ser ministrada através deles.

“Que nosso Deus abençoe ainda mais vocês. Hoje acordei pronta para desistir de tudo. Em novembro, faz 2 anos que Deus levou meu filho, desde então tenho lutado para ficar de pé, mas hoje parece que não ia suportar”, escreveu ela no bilhete.

“Então falei com Deus para acalmar minha alma. E cheguei para trabalhar e vocês estavam louvando e Deus falou ao meu coração. Muito obrigado por serem esse canal. Deus abençoe”, concluiu.

“Uma pessoa deixou de tirar a vida por conta de um momento que ela teve com o Senhor, Deus é maravilhoso. Orem pela Kellem”, disse Allan.

O evangelista encorajou os cristãos a anunciarem as Boas Novas a todos. “Eu peço encarecidamente a todos vocês: preguem o Evangelho! Só o Evangelho tem poder para fazer isso, pense nisso e cumpra o seu chamado”, declarou.

O evangelista brasileiro Allan Machado e sua equipe da missão Presence Revival estão realizando evangelismo de rua em diversos países e testemunhado o agir de Deus.

Durante um culto na praça no Texas, Estados Unidos, em julho, um professor de Yoga tentou impedir o evangelismo da missão.

Porém, ao ouvir a pregação da Palavra, foi impactado por Deus, acabou aceitando Jesus e foi batizado pela equipe da missão.

Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.

O CVV (https://www.cvv.org.br/) funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

Fonte: Guia-me

Câmara Municipal de Joinville aprova uso da Bíblia como material complementar em escolas

Bíblias nas bancadas de uma sala de aula (Foto: Canva IA)
Bíblias nas bancadas de uma sala de aula (Foto: Canva IA)

Mais uma cidade do Brasil aprovou o uso da Bíblia em escolas. Na última terça-feira (12), a Câmara de Vereadores de Joinville, em Santa Catarina, aprovou o Projeto de Lei 147/2025, que permite a Bíblia como recurso paradidático nas escolas públicas e particulares da cidade.

A proposta, de autoria de Brandel Junior (PL), estabelece que a Bíblia poderá ser utilizada para a disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica de seu conteúdo.

“As histórias bíblicas utilizadas poderão auxiliar os projetos escolares de ensino correlatos nas áreas de história, literatura, ensino religioso, artes e filosofia, bem como em outras atividades pedagógicas complementares pertinentes”, afirma o texto.

O PL esclarece que os alunos não serão obrigados a participar das atividades que utilizem a Bíblia, conforme a liberdade religiosa prevista na Constituição Federal.

“A Bíblia é uma compilação de textos milenares que narram, com detalhes, a história do povo hebreu, a formação de nações, guerras, pactos, ensinamentos morais e princípios que influenciaram profundamente a cultura ocidental. Muitos de seus livros são historicamente reconhecidos como documentos que refletem costumes, práticas sociais e estruturas de poder da Antiguidade”, afirmou Brandel.

A vereadora Vanessa da Rosa (PT) propôs uma emenda que incluia no projeto de lei o uso de outros livros religiosos, como o Alcorão, a Torá e outras versões da Bíblia Sagrada, como a da Igreja Ortodoxa, entre outros.

Porém, a Câmara rejeitou a emenda. Para o autor Brandel Junior, a proposta desvirtuaria o PL.

Agora, o projeto segue para a análise do prefeito de Joinville, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo.

Leis aprovadas

Projetos de lei semelhantes sobre o uso da Bíblia em escolas já foram aprovados em diversas cidades e estados do Brasil.

No dia 7 de agosto, um projeto de lei que prevê a distribuição de Bíblias em escolas estaduais do Ceará foi aprovado.

No mesmo dia, a Câmara Municipal de Divinópolis, em Minas Gerais, também aprovou o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da cidade.

Em Manaus (AM), foi sancionada a Lei nº 1.332/2009, permitindo a utilização das Escrituras como conteúdo complementar em escolas públicas e privadas.

Em Rio Branco (AC), o projeto de lei “Bíblia nas Escolas” foi aprovado no ano passado, autorizando a disponibilização da Bíblia em bibliotecas das escolas. Assim como em Belo Horizonte (MG), através da promulgação da lei 11.862/2025, em maio deste ano.

Em Porto Alegre (RS), um projeto de lei que prevê que Bíblias sejam disponibilizadas para o uso de alunos e professores nas bibliotecas das escolas municipais está em discussão na Câmara de Vereadores.

Fonte: Guia-me com informações de Câmara de Vereadores de Joinville

Silas Malafaia é investigado pela Polícia Federal em inquérito sobre obstrução do processo da trama golpista

Silas Malafaia durante manifestação a favor de Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Silas Malafaia durante manifestação a favor de Bolsonaro (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal incluiu o pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo, informou a GloboNews.

O caso, aberto em maio e sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), apura supostas ações contra autoridades, contra a Corte e agentes públicos, além de uma possível articulação para obtenção de sanções internacionais contra o Brasil.

Malafaia foi organizador do ato de apoio a Bolsonaro realizado em 3 de agosto, no qual o ex-presidente participou por vídeo transmitido em redes sociais de terceiros. No dia seguinte à manifestação, Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro.

A abertura do inquérito foi motivada por queixas de ministros do STF sobre o que consideraram inércia do Itamaraty diante de pressões do governo norte-americano contra a Corte, intensificadas pela atuação de Eduardo Bolsonaro. Para parte dos magistrados, a situação exigia posicionamento mais firme da diplomacia brasileira.

As condutas investigadas envolvem possíveis crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Procurado pela Folha de S. Paulo, Malafaia afirmou que a apuração “é mais uma prova de que o Estado democrático de Direito está em perigo no Brasil” e disse respeitar a Polícia Federal, “instituição que é um orgulho para nós”. Contudo, afirmou haver “uma PF de Lula e Alexandre de Moraes que promove perseguição política”.

O pastor negou qualquer envolvimento ilícito: “Que obstrução de Justiça eu fiz? Eu nem falo inglês, não tenho contato com autoridades. Que abolição violenta do Estado democrático eu participo? Ou organização criminosa? Isso é uma afronta para tentar me calar, porque há quatro anos eu denuncio em mais de 50 vídeos os crimes de Alexandre de Moraes.” Ele declarou ainda que “não vai parar” e que pretende “aumentar minha voz” contra o que chama de “desmandos” do ministro, a quem acusa de ter “instituído o crime de opinião”.

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Malafaia criticou a Polícia Federal por vazar a investigação para a TV Globo antes mesmo dele ser notificado e voltou a criticar o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O pedido para investigar Eduardo Bolsonaro partiu do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou que o deputado intensificou declarações e ações contra ministros do STF à medida que avança o processo sobre a suposta trama golpista que envolve Bolsonaro, militares e aliados.

Entre os crimes citados, está o de coação no curso do processo (artigo 344 do Código Penal), que prevê punição para quem utiliza violência ou grave ameaça contra autoridade ou envolvidos em processos judiciais, policiais ou administrativos, com o objetivo de favorecer interesse próprio ou de terceiros. Também são mencionados delitos ligados à participação ou financiamento de organização criminosa e à obstrução de investigações.

No ato realizado na avenida Paulista, em agosto, Malafaia criticou pré-candidatos da direita que não compareceram à manifestação pró-Bolsonaro, dizendo que a ausência se deu por “medo” do STF. Ele transmitiu o evento em seu canal no YouTube e, nas redes sociais, chamou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) de “traidor” por não assinar um pedido de impeachment contra Moraes.

Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo

Guatemala aprova celebração do ‘Dia Nacional da Bíblia’

Bandeira da Guatemala em frente ao Palácio Nacional, antiga sede do Presidente da Guatemala (Foto: Flickr/Clarck e Kim Kays)
Bandeira da Guatemala em frente ao Palácio Nacional, antiga sede do Presidente da Guatemala (Foto: Flickr/Clarck e Kim Kays)

O Congresso da República da Guatemala aprovou, em regime de urgência nacional, o Decreto 5-2025, que estabelece o primeiro sábado de agosto como Dia Nacional da Bíblia. A decisão foi tomada, na última terça-feira (12), em sessão acompanhada por um grupo de pastores evangélicos que compareceu ao Palácio Legislativo para apoiar parlamentares do bloco Vamos, principais defensores da proposta.

De acordo com o texto aprovado, instituições poderão promover, nessa data, atividades em escolas e espaços públicos voltadas à leitura da Bíblia. As iniciativas devem ter o com o objetivo de ressaltar seu “valor histórico, cultural e espiritual”.

Os deputados Allan Rodríguez e Ronald Portillo, autores do projeto, afirmaram que a medida busca fortalecer valores e a espiritualidade no país. Rodríguez classificou a iniciativa como “uma bênção” e disse acreditar que os legisladores foram “tocados e usados por Deus para lutar por esta causa”.

A votação contou com o apoio de 110 parlamentares de diferentes bancadas, incluindo “Vamos”, “Valor”, “Visão com Valores”, “Cabal” e “Comunidade Elefante”. Durante a sessão, diversos congressistas citaram passagens bíblicas e declararam sua fé cristã, recebendo aplausos dos líderes religiosos presentes.

A chamada “Lei Bíblica” agora integra o calendário cívico guatemalteco e, segundo seus defensores, visa exaltar a Palavra de Deus como base de princípios e conduta para a sociedade.

Fonte: Comunhão

Indonésia: líderes religiosos exigem proteções mais fortes em meio a crescentes ataques contra cristãos

Cristãos na Indonésia. (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na Indonésia. (Foto: Portas Abertas)

Líderes religiosos em toda a Indonésia estão pedindo uma ação governamental decisiva para conter a crescente intolerância, após uma série de incidentes violentos e ataques a locais de culto cristãos.

O apelo foi feito em uma declaração emitida pela Conferência Episcopal Católica da Indonésia em conjunto com representantes protestantes, budistas e confucionistas.

O grupo pede que Jacarta “intervenha firmemente” contra qualquer forma de intolerância religiosa, especialmente quando acompanhada de violência, relata a Agência de Notícias Fides.

“Ninguém deve ficar impune se cometer atos anárquicos, especialmente se eles tiverem como alvo atividades de oração e culto em qualquer parte da Indonésia”, diz a declaração, alertando que cada ataque prejudica o compromisso constitucional do país com a liberdade religiosa.

O recurso surge após vários casos preocupantes.

Em julho, na vila de Kapur, em Kalimantan Ocidental, uma congregação cristã teve a permissão para construir uma igreja negada depois que vizinhos muçulmanos alegaram que isso perturbaria a paz e a harmonia.

Uma carta formal dos moradores ao líder de sua aldeia se opôs à construção, apesar das garantias de Krisantus Kurniawan, vice-governador de Kalimantan Ocidental, de que a província pretende ser uma das regiões mais tolerantes da Indonésia.

O regente de Kubu Raya condenou publicamente a oposição, chamando-a de violação dos direitos constitucionais, e prometeu uma investigação, de acordo com a International Christian Concern.

Tensões semelhantes foram relatadas em Kalimantan Oriental em maio, onde moradores de Sungai Keledang exibiram repetidamente faixas se opondo à criação de uma igreja, apesar da congregação cumprir todos os requisitos legais, incluindo o apoio do Fórum de Harmonia Inter-religiosa, do Ministério da Religião da Cidade de Samarinda e de dezenas de moradores locais.

Líderes religiosos alertam que tais incidentes não são isolados.

A declaração da Conferência Episcopal fez referência a vários ataques recentes, incluindo a destruição de locais de culto cristão e assédio em uma escola protestante.

Os signatários enfatizaram que os locais religiosos devem ser preservados como “espaços de paz, segurança e dignidade” e apelaram às autoridades estaduais, ao Fórum para a Harmonia Religiosa e à comunidade em geral para que trabalhem juntos para evitar futuras hostilidades.

Um exemplo de quão séria a intolerância religiosa se tornou é a morte de um menino cristão de 8 anos na província de Riau em maio, que gerou indignação nacional.

Segundo o Morning Star News , Khristopel Butarbutar morreu dias após ser agredido fisicamente por colegas muçulmanos. Seu pai, Gimson Beni Butarbutar, afirma que o ataque foi motivado tanto por questões étnicas quanto por questões religiosas.

O caso intensificou as demandas por proteções mais fortes para minorias, especialmente nas escolas.

A Constituição indonésia codifica o direito à liberdade religiosa nos Artigos 28 e 29, obrigando as autoridades estatais a proteger o culto sem discriminação.

Líderes religiosos agora insistem que essa promessa constitucional deve se traduzir em ações concretas — tanto para proteger as congregações existentes quanto para garantir o direito de estabelecer novos locais de culto sem intimidação.

A declaração conjunta concluiu: “Cada episódio de agressão, proibição ou interrupção da oração é um duro golpe para a construção da tolerância e da coexistência pacífica.

“Qualquer ato de intimidação, violência ou restrição unilateral de atividades religiosas viola a lei e mina os valores fundamentais da vida em comum como cidadãos da mesma nação.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Bancada evangélica emite nota criticando o que considera ‘excessos’ do STF

Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE), conhecida como bancada evangélica, divulgou uma nota pública solicitando que o Senado atue para conter o que considera excessos do Supremo Tribunal Federal. A manifestação também recebeu apoio das frentes parlamentares Católica, do Empreendedorismo e do Comércio e Serviço.

O texto demonstra preocupação com recentes posicionamentos de ministros da Corte, apontados como causadores de instabilidade institucional no país. Segundo os parlamentares, decisões judiciais têm provocado impactos negativos na economia, prejudicando o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o dia a dia da população.

Os deputados afirmam que o Senado tem papel fundamental para mediar conflitos e preservar a harmonia entre os Poderes. O documento pede que a Casa Alta exerça plenamente suas atribuições para manter a democracia e restabelecer a ordem constitucional.

Para as frentes signatárias, a mediação proposta busca evitar o agravamento de tensões políticas e sociais. A nota enfatiza que o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário é indispensável para que o Brasil supere desafios econômicos e avance em pautas que beneficiem a população.

A nota é assinada pelos deputados federais Gilberto Nascimento (PSD), representando a Frente Evangélica, Luiz Gastão (PSD), da Frente Parlamentar Católica, Joaquim Passarinho (PL), da Frente do Empreendedorismo, e Domingos Sávio (PL), da Frente do Comércio e Serviço.

Leia a íntegra da nota, abaixo:

“Nota oficial em defesa do equilíbrio institucional e da democracia

Nós, parlamentares federais abaixo assinados, manifestamos nossa profunda preocupação diante dos recentes episódios que vêm sendo protagonizados por ministros do Supremo Tribunal Federal, os quais têm gerado um crescente ambiente de instabilidade institucional em nosso país.

O momento exige sabedoria, responsabilidade e compromisso com a ordem democrática. As ações em curso, oriundas da mais alta Corte, têm provocado efeitos danosos à economia nacional, afetando diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano de milhões de brasileiros, trabalhadores e empreendedores.

Vivemos um cenário que demanda mediação urgente e o distensionamento das polarizações que tanto prejudicam o Brasil. A harmonia entre os Poderes da República é pilar essencial para a democracia e precisa ser preservada.

Como membros da Câmara dos Deputados, temos nossas prerrogativas e responsabilidades. Contudo, é ao Senado Federal que a Constituição delega o dever de fiscalizar e conter excessos do Supremo Tribunal Federal. Diante disso, solicitamos que o Senado, no exercício de suas atribuições, busque a mediação com o propósito de mantermos a democracia e a harmonia entre os Poderes, restabelecendo a ordem constitucional.”

Fonte: Comunhão

Mais de 7 mil cristãos foram mortos na Nigéria até agora, só em 2025

Funeral de cristãos mortos na Nigéria (Foto: Reprodução)
Funeral de cristãos mortos na Nigéria (Foto: Reprodução)

Extremistas islâmicos e milícias de pastores radicalizados mataram mais de 7.000 cristãos na Nigéria nos primeiros 220 dias de 2025, estima um novo relatório de uma organização da sociedade civil, enquanto defensores dos direitos humanos continuam a criticar a incapacidade do governo nigeriano de proteger os cristãos.

A Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety), sediada em Anambra, liderada pelo criminologista e pesquisador cristão Emeka Umeagbalasi, relatou que pelo menos 7.087 cristãos “foram massacrados em toda a Nigéria” de 1º de janeiro a 10 de agosto.

Durante esse período, “nada menos que 7.800 outros foram violentamente capturados e sequestrados por serem cristãos”, estima o relatório. A organização se baseia no que considera reportagens confiáveis da mídia local e estrangeira, relatos governamentais, relatórios de grupos internacionais de direitos humanos e relatos de testemunhas oculares para compilar dados estatísticos.

“O massacre brutal de cerca de 7.087 cristãos e o sequestro de outros 7.800 também se traduziram em uma média de 30 mortes de cristãos por dia e mais de uma por hora”, diz o relatório da Intersociety. “Estima-se também que 35 cristãos tenham sido sequestrados diariamente e cerca de dois outros por hora, nos últimos 220 dias ou sete meses e dez dias de 2025.”

Dezenas de milhares de cristãos nigerianos foram mortos na última década, e muitos outros foram deslocados em meio à ascensão de grupos extremistas islâmicos como o Boko Haram e o Estado Islâmico no nordeste e ao aumento de ataques realizados por milícias Fulani radicalizadas contra comunidades predominantemente cristãs nos estados do Cinturão do Meio.

Embora alguns observadores internacionais digam que o que está acontecendo com as comunidades cristãs nos estados do Cinturão Médio pode corresponder ao padrão de perseguição religiosa e genocídio, o governo nigeriano afirma que tal violência não é inerentemente religiosa e emana de conflitos entre fazendeiros e pastores que duram décadas.

Em seu novo relatório, a Intersociety também afirma que a Nigéria está fornecendo um “porto seguro” para pelo menos 22 grupos terroristas islâmicos, vários dos quais supostamente têm ligações com o Estado Islâmico e o Fundo Jihad Mundial.

A Intersociety alertou que esses grupos terroristas buscam eliminar ou desarraigar cristãos e religiosos tradicionais em todo o país, especialmente nas terras Igbo do sudeste e sul-sul.

O presidente da Intersociety, Umeagbalasi, disse que sua organização começou a monitorar a violência contra cristãos e a intolerância religiosa na Nigéria em 2010.

“Temos seguido os padrões e tendências, e a situação está piorando”, disse Umeagbalasi ao The Christian Post.

Ele atribuiu o aumento da violência aos grupos terroristas islâmicos jihadistas Boko Haram e aos pastores fulani radicalizados. Defensores como Umeagbalasi vêm se manifestando há anos sobre o que denunciam como ataques de motivação religiosa contra cristãos na região.

Além da ameaça de violência e assassinato, os cristãos também foram deslocados de suas comunidades e fazendas.

O relatório afirma que os 22 grupos terroristas islâmicos supostamente sediados na Nigéria estão “usando violência e meios genocidas para obliterar ou eliminar os grupos étnicos indígenas da Nigéria e suas identidades, especialmente a herança cultural Igbo de 3.475 anos, estabelecida desde 1450 a.C.”

O relatório também estima que “185.009 nigerianos indefesos” foram mortos desde 2009, incluindo 125.009 cristãos e 60.000 muçulmanos liberais. O grupo estima que 19.100 igrejas foram destruídas durante esse período, mais de 1.100 comunidades cristãs foram “saqueadas” e 600 clérigos cristãos foram sequestrados, incluindo 250 padres católicos e 350 pastores.

Umeagbalasi acredita que o governo nigeriano é culpado, afirmando ao CP que o governo não prendeu os autores de muitos desses massacres. Ele também condenou o governo nigeriano por prender vítimas das milícias Fulani que tentaram se defender em vez de prender membros do grupo radical.

Abordando como os Estados Unidos e outros governos ocidentais podem lidar com a questão, Umeagbalasi disse que o Departamento de Estado do presidente dos EUA, Donald Trump, deve incluir a Nigéria em sua lista de “Países de Preocupação Particular”, o que acarreta a possibilidade de sanções e outras medidas dissuasivas.

A Nigéria estava na lista do CPC durante o primeiro mandato presidencial de Trump, mas o governo Biden removeu a Nigéria da lista durante seu primeiro ano, atraindo críticas da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional.

Umeagbalasi também pediu aos líderes dos EUA, Europa e Canadá que proibissem muçulmanos fulani de primeira classe, altos clérigos e líderes islâmicos de viajar para “esses países que respeitam e cumprem com a liberdade religiosa”.

Outros grupos de defesa que estão expressando preocupações sobre a Nigéria incluem a Portas Abertas dos EUA, que colocou a Nigéria em sétimo lugar em sua Lista Mundial da Perseguição de 2025 (LMP), divulgada no início deste ano. O período de relatório da Lista Mundial da Perseguição de 2025 foi de 1º de outubro de 2023 a 30 de setembro de 2024.

Durante o período do relatório LMP 2025, os pesquisadores calcularam, com base em estimativas conservadoras, que 3.100 cristãos foram mortos e 2.830 sequestrados. Em relação aos casos de agressão sexual e abuso físico e mental, os autores do relatório arredondaram os números para 1.000 e 10.000, respectivamente.

Em agosto passado, o Observatório para a Liberdade Religiosa na África divulgou um projeto de dados de quatro anos documentando 55.910 mortes em 9.970 ataques, incluindo civis e combatentes, em toda a Nigéria.

Dos 30.880 civis mortos, 16.769 eram cristãos, superando significativamente as 6.235 mortes de muçulmanos. A proporção de mortes de cristãos para muçulmanos foi de 6,5:1, com os radicais fulani sendo responsáveis por mais da metade das mortes de cristãos.

“Por mais de uma década, as atrocidades contra civis na Nigéria foram minimizadas ou minimizadas”, afirma o relatório de 136 páginas. “Isso se mostrou um grande obstáculo para aqueles que buscam entender a violência.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Igrejas Católica e Evangélica lideram confiança dos brasileiros, aponta Datafolha

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

A mais recente pesquisa Datafolha, encomendada pelo Conselho Federal da OAB, revelou que a Igreja Católica é a instituição que mais inspira confiança entre os brasileiros. Segundo o levantamento, 85% dos entrevistados afirmaram confiar na instituição — sendo 40% que “confiam muito” e 45% que “confiam um pouco”.

As igrejas evangélicas, consideradas em conjunto, também apresentaram um índice expressivo: 77% dos entrevistados afirmaram ter algum nível de confiança, sendo 31% que “confiam muito”. Esses números colocam as instituições religiosas no topo do ranking de credibilidade no país, superando inclusive órgãos do Judiciário e entidades políticas.

A OAB ocupa a segunda colocação no índice geral, com 83% de confiança (24% “confiam muito” e 59% “confiam um pouco”). Já o Senado Federal (65%), a Presidência da República (63%) e a Câmara dos Deputados (62%) registraram os menores índices.

O levantamento foi realizado entre 7 e 14 de julho de 2025, com 2.005 entrevistas presenciais em 130 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Além da confiança nas instituições, a pesquisa investigou percepções sobre democracia e polarização política. De acordo com os dados, 74% dos brasileiros consideram que “a democracia é sempre melhor que qualquer forma de governo”, um crescimento em relação a dezembro de 2024, quando esse índice era de 69%. Por outro lado, 72% acreditam que o Brasil vive um cenário de polarização, com uma sociedade “dividida em dois grupos com visões políticas opostas que não aceitam conviver com o outro lado”. Apenas 16% veem o país como politicamente harmonioso.

A pesquisa também trouxe dados sobre a importância e avaliação da atuação da OAB. Para 83% dos entrevistados, a atuação do Conselho Federal da entidade é importante para a sociedade, sendo que 47% a consideram “muito importante”. Na defesa da democracia, 67% classificam o papel da OAB como positivo.

Os resultados reforçam o papel de destaque das igrejas, especialmente a Católica e as evangélicas, como instituições que preservam um alto nível de credibilidade junto à população, em contraste com o baixo índice registrado por instâncias políticas.

Folha Gospel com informações de Datafolha

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