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Brasil sobe três posições e está entre os 5 países que mais consomem pornografia

Adolescente com celular no quarto escuro (Foto: Canva Pro)
Adolescente com celular no quarto escuro (Foto: Canva Pro)

Um site de pornografia publicou recentemente o chamado ” Year in Review” , um relatório com os países que mais consumiram pornografia digital em 2025, colocando os Estados Unidos e o México entre os 5 primeiros.

Segundo os dados, as Filipinas ficaram em terceiro lugar, seguidas pelo Brasil e pela Alemanha. A lista continua com França, Itália, Reino Unido e Espanha.

Em meados do ano passado, um artigo de Greg Cooper foi publicado reafirmando a comparação feita por cientistas entre a pornografia e as drogas, afirmando que ela pode causar dependência física e mental, semelhante aos efeitos da heroína e da cocaína. Isso se deve à incrível liberação de dopamina no cérebro, um neurotransmissor fundamental para a sensação de recompensa e prazer.

Estudos científicos demonstraram que, assim como no vício em substâncias químicas, o sistema de recompensa do cérebro é afetado pela superestimulação, levando a alterações na química cerebral e nas vias neurais que reforçam o comportamento compulsivo. Em resumo, a pornografia “altera” o funcionamento do cérebro.

Análise de dados

Os Estados Unidos permaneceram o principal país consumidor, impulsionados por sua população de mais de 300 milhões e por sua presença histórica no site que fez a pesquisa.

Em segundo lugar está o México, que subiu duas posições em comparação com 2024, um aumento influenciado por circunstâncias como a queda da França no ranking devido à suspensão do acesso em virtude da controversa lei de verificação de idade.

As Filipinas ficaram novamente em terceiro lugar, uma presença que se destacou devido às tendências de pesquisa e ao tempo gasto na plataforma.

De acordo com especialistas, a ascensão do México ao segundo lugar e a queda da França da quarta para a sexta posição refletem mudanças significativas no cenário do consumo de pornografia online.

O Brasil ocupa o quarto lugar, tendo subido três posições, seguido pela Alemanha, que ganhou uma posição em comparação com 2024. A França, apesar de questões regulatórias, permanece entre os 10 primeiros, embora tenha caído quatro posições. O Reino Unido, também influenciado por novas leis de verificação, caiu três posições este ano. Itália, Espanha e Canadá completam o top 10.

Consumo em idade precoce

Segundo o relatório, a faixa etária de 18 a 24 anos lidera o consumo , representando 29% dos usuários, seguida pela faixa etária de 25 a 35 anos, com 23%. Curiosamente, 7% dos usuários do site de pernografia que publicou o relatório têm mais de 65 anos.

Globalmente, as visitantes do sexo feminino representam 38% de todo o tráfego da plataforma.

Vale ressaltar que, por exemplo, na Espanha, os dados estão relacionados aos últimos relatórios sobre vícios comportamentais do Ministério da Saúde desse país europeu.

Quase dois terços da população espanhola entre 15 e 64 anos já consumiram pornografia em algum momento da vida, 29% nos últimos doze meses e 18,2% nos últimos 30 dias.

Entre os estudantes de 14 a 18 anos, dois terços admitem ter visto pornografia, e quase metade o fez no último mês. A idade média da primeira exposição é em torno de 11 ou 12 anos , devido ao fácil acesso disponível para menores.

Métodos de acesso

Os telefones celulares continuam sendo a principal porta de entrada para a pornografia, representando 87% do tráfego total, embora isso represente uma ligeira queda em comparação com o ano anterior. Por outro lado, o uso de computadores e tablets aumentou, representando agora 11% e 2% do tráfego total, respectivamente.

O texto destaca que “à medida que os dispositivos e a tecnologia continuam a evoluir, os espectadores acessam o Pornhub por meio de vários métodos “, o que inclui não apenas telefones celulares, computadores e tablets, mas também os consoles de videogame mencionados anteriormente.

“Imposto sobre o pecado”

Em relação a essa proliferação, que inclui métodos como a plataforma OnlyFans, propostas eleitorais estão sendo debatidas. James Fishback, candidato republicano ao governo da Flórida, nos Estados Unidos, propôs a criação de um “imposto sobre o pecado” de 50% para essas modelos naquele estado , visto que Miami é considerada a “capital” nacional da plataforma por ter a maior proporção desses criadores nos Estados Unidos.

O dinheiro arrecadado seria usado para financiar o sistema educacional, centros de atendimento a gestantes em situação de crise e a criação do primeiro “czar da saúde mental masculina ” do governo estadual, explicou o candidato, que busca suceder o atual governador Ron DeSantis.

“Como governador da Flórida, não quero que mulheres jovens, que de outra forma seriam mães criando famílias, tendo filhos, vendam seus corpos online para homens doentes”, explicou o político.

A proposta de Fishback atraiu críticas de modelos da Flórida , como Sophie Rain, conhecida por ter faturado US$ 43 milhões em 2024, seu primeiro ano no OnlyFans.

Uma droga que também afeta os cristãos

Segundo o texto, milhões de cristãos em todo o mundo vivem uma vida dupla, presos nesse ciclo destrutivo, fato corroborado pelo relatório de 2024 do Pure Desire Ministries.

Foi revelado que 54% dos cristãos praticantes nos Estados Unidos consomem pornografia pelo menos ocasionalmente, e 49% disseram sentir-se confortáveis ​​com essa prática.

Um equívoco comum é achar que esse é um problema exclusivo dos homens, o que é falso. Estima-se que 25% das mulheres e 54% dos homens consomem pornografia , seja com maior ou menor frequência ou regularidade.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Parlamentares cristãos pedem proibição de redes sociais para menores de 16 anos no Reino Unido

Crianças com smartphones (Foto: Canva pro)
Crianças com smartphones (Foto: Canva pro)

Parlamentares cristãos intensificaram a pressão sobre o governo britânico para que seja adotada uma proibição do uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos, inspirada na legislação recentemente aprovada na Austrália. A iniciativa ganhou força após a assinatura de uma carta encaminhada ao primeiro-ministro por 61 deputados do Partido Trabalhista.

Entre os signatários estão Fred Thomas, Ruth Jones, Florence Eshalomi, David Smith e Sharon Hodgson. No documento, os parlamentares afirmam que “governos sucessivos” fizeram “muito pouco para proteger os jovens de plataformas de mídia social não regulamentadas e viciantes”.

A carta aponta impactos diretos do uso excessivo das redes sociais no bem-estar infantil e juvenil. “Em todas as nossas comunidades, ouvimos a mesma mensagem: as crianças estão ansiosas, infelizes e incapazes de se concentrar na aprendizagem. Elas não estão desenvolvendo as habilidades sociais necessárias para prosperar, nem tendo a experiência que as preparará para a vida adulta”, diz o texto.

Os deputados também alertam para o cenário internacional e cobram uma resposta mais firme do Reino Unido. “Em todo o mundo, os governos estão reconhecendo a gravidade desta crise… A Grã-Bretanha corre o risco de ficar para trás.”

Questionado sobre o tema, o primeiro-ministro Sir Keir Starmer reconheceu a preocupação durante uma coletiva de imprensa. Ele afirmou que “precisamos fazer mais para proteger as crianças”, mas evitou endossar explicitamente uma proibição total do acesso às redes sociais para menores de 16 anos.

Segundo Starmer, o governo avalia atualmente uma “série de opções” para regular o tempo de uso de telas por crianças e adolescentes. Entre as medidas em análise estão a implementação de um toque de recolher digital às 22h e a limitação do uso individual de redes sociais a duas horas diárias.

Para especialistas, no entanto, o problema vai além da quantidade de tempo gasto online. Katharine Hill, diretora da organização Care for the Family e autora do livro Left to Their Own Devices: Confident Parenting in a Digital Age (Deixados à própria sorte: Criando filhos com confiança na era digital), afirmou à Premier Christian News que os pais precisam observar outros fatores.

“Incentivamos os pais a ficarem atentos aos ‘três Cs’”, disse ela. “Conduta, conteúdo e contato. Como os adolescentes estão se comportando online… o que eles estão vendo e com quem estão interagindo?”

Hill revelou que mudou de posição nos últimos anos e passou a apoiar uma proibição governamental para adolescentes mais jovens, diante das transformações aceleradas do ambiente digital desde 2017, quando publicou o guia voltado às famílias.

“Naquela época, eu não era a favor de o governo se envolver nesse nível de detalhe da vida familiar.

“Mas agora, acho que devemos apoiar tudo o que pudermos fazer para proteger nossas crianças.”

Folha Gospel com iformações de Premier Christian News

Igrejas estão entre os edifícios destruídos por incêndio florestal no Chile

Uma igreja evangélica destruída por um incêndio durante os recentes incêndios florestais na região centro-sul do Chile. (Foto: Reprodução/Facebook Chile Evangélico)
Uma igreja evangélica destruída por um incêndio durante os recentes incêndios florestais na região centro-sul do Chile. (Foto: Reprodução/Facebook Chile Evangélico)

Uma densa nuvem de fumaça cobriu o céu do sul do Chile, na terça-feira, 20, enquanto milhares de famílias nas cidades de Lirquén e Penco enfrentavam as consequências dos recentes incêndios florestais.

Os incêndios mataram pelo menos 20 pessoas e queimaram mais de 34.000 hectares, afetando comunidades em toda a região, incluindo grupos religiosos.

Imagens compartilhadas por plataformas como Chile Evangélico mostram a destruição de igrejas que antes serviam como locais de culto e apoio comunitário para os moradores locais.

Igrejas reduzidas a escombros

Alimentados por condições climáticas extremas, os incêndios se espalharam rapidamente por áreas residenciais e locais de culto. Nas áreas mais altas de Lirquén, incluindo o bairro Ríos de Chile, moradores relataram que o fogo avançou a uma velocidade considerada avassaladora.

Relatos locais e vídeos que circulam nas redes sociais confirmam que várias congregações evangélicas perderam seus prédios.

Imagens compartilhadas pelo Chile Evangélico mostram estruturas de igrejas queimadas, cadeiras de metal danificadas pelo calor, instrumentos musicais destruídos pelo fogo e Bíblias parcialmente queimadas, ilustrando a extensão dos danos.

“Foi avassalador. Tentei proteger o que pude, mas as chamas chegaram à minha área muito rapidamente”, disse um morador de Lirquén.

Para as comunidades evangélicas, os danos vão além das estruturas físicas. Muitas igrejas funcionavam como locais de encontro e centros de apoio social em bairros vulneráveis. As autoridades também relataram a destruição de uma igreja histórica em Lirquén, construída em 1913, o que representa uma perda para o patrimônio religioso da região.

Resposta da comunidade

Muitas famílias, incluindo membros de congregações locais, perderam suas casas nos incêndios. O caso de Matías Arriagada, que perdeu o pai e um animal de estimação da família, atraiu a atenção nacional.

Apesar dos danos, os moradores começaram a organizar ações de assistência. “Perdemos tudo, mas estamos vivos” tem sido um sentimento comum entre os afetados.

Organizações religiosas, incluindo a Cáritas e outros grupos de ajuda cristãos, estão prestando assistência às pessoas afetadas pelos incêndios nas regiões de Ñuble e Biobío.

Publicado originalmente pelo Diario Cristiano, edição espanhola do Christian Daily International

André Valadão confirma encerramento do Clava Forte Bank e nega ligação com Banco Master

Pastor André Valadão (Foto: Redes Sociais)
Pastor André Valadão (Foto: Redes Sociais)

O pastor André Valadão, líder da Lagoinha Global, confirmou nesta quarta-feira, 21, o encerramento das atividades do Clava Forte Bank, sistema de pagamentos criado pela denominação. A confirmação foi feita em resposta a questionamentos de seguidores nas redes sociais, onde o religioso explicou as razões da decisão e negou qualquer relação com o Banco Master.

A manifestação ocorre em meio à circulação de rumores que passaram a associar o Clava Forte Bank às dificuldades financeiras enfrentadas pelo Banco Master, atualmente em processo de liquidação. Valadão rechaçou as informações, classificando-as como “falácia”, e afirmou que o encerramento do sistema ocorreu por motivos estratégicos e de segurança.

Custos e segurança motivaram encerramento

De acordo com o pastor, o principal fator que levou ao fechamento do Clava Forte Bank foi o elevado custo necessário para garantir a segurança digital da operação. Ele mencionou a fragilidade do sistema bancário brasileiro diante de ataques cibernéticos e o alto índice de tentativas de invasão como pontos de preocupação.

Segundo Valadão, manter um sistema de pagamentos seguro exige investimentos elevados, considerados inviáveis para a finalidade interna da instituição religiosa. A decisão, conforme explicou, foi encerrar definitivamente a operação para evitar riscos ao patrimônio da igreja.

Negativa de ligação com o Banco Master

O líder da Lagoinha Global também foi enfático ao negar qualquer vínculo societário ou operacional entre o Clava Forte Bank e o Banco Master. “Não existe nada. É um polo absurdo de leste e oeste”, declarou.

Valadão afirmou que o Clava Forte foi criado exclusivamente como um sistema interno de pagamentos, com o objetivo de reduzir taxas bancárias cobradas por instituições tradicionais nas transações da igreja, sem atuação como banco comercial ou relação com outras instituições financeiras.

Reação a rumores e possíveis medidas legais

Durante sua declaração, o pastor criticou duramente o que chamou de “aproveitadores de plantão”. Segundo ele, a equipe jurídica da Lagoinha Global já está acompanhando publicações que tentam associar o encerramento do Clava Forte ao bloqueio do Banco Master.

“Nós estamos averiguando todos aqueles que falaram essa mentira e vamos juridicamente em cima de todas essas pessoas porque não têm provas”, afirmou.

Até o momento, não há manifestação de órgãos reguladores sobre o encerramento do Clava Forte Bank. Conforme esclareceu Valadão, trata-se de uma decisão administrativa interna da denominação, sem impacto sobre fiéis ou terceiros fora da estrutura da igreja.

Casas de famílias cristãs na Índia são destruídas por se recusarem a negar a fé

Casa de família cristã destruída na Índia. (Foto: Reprodução/CSW)
Casa de família cristã destruída na Índia. (Foto: Reprodução/CSW)

Quatro famílias cristãs que vivem em Midapalli, no estado de Maharashtra, na Índia, tiveram suas casas demolidas por seus vizinhos após se recusarem a renunciar à sua fé.

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) está apelando às autoridades estaduais para que intervenham, visto que a polícia local aparentemente não fez nada para ajudar os cristãos.

O incidente começou em 11 de janeiro, quando os moradores fizeram sua exigência e chegaram a ameaçar matar os cristãos caso não atendessem aos seus pedidos.

No dia seguinte, repetiram a exigência, desta vez reunindo uma multidão de cerca de 20 pessoas que demoliram as casas dos cristãos. Quando as famílias cristãs reclamaram à polícia no dia seguinte, a polícia ficou do lado dos perseguidores e fez mais ameaças às famílias cristãs.

A polícia disse que seus documentos de identidade e suprimentos de ração seriam cancelados e perguntou-lhes por que, como membros de uma comunidade tribal, haviam decidido seguir o cristianismo. Após verem a resposta oficial, os moradores da aldeia fizeram ainda mais ameaças de morte aos seus vizinhos cristãos.

Tendo-se recusado a oferecer qualquer apoio oficial aos cristãos, a polícia passou então a negar-lhes qualquer tipo de assistência. No dia 14 de janeiro, levaram o pastor local para interrogatório, alegando que a sua pregação era “superstição”. Em seguida, proibiram-no de visitar as famílias da aldeia.

Os cerca de 25 cristãos da aldeia estão passando os rigorosos meses de inverno nas ruínas de suas casas. Eles planejam levar o assunto a uma autoridade superior, entrando em contato com o Administrador Distrital.

Mervyn Thomas, fundador e presidente da Christian Solidarity Worldwide, disse: “É profundamente preocupante testemunhar o grave e inaceitável ataque e humilhação a que essas famílias foram submetidas por causa de sua religião.”

“Ainda mais alarmante é a falha da polícia em proteger esses cidadãos vulneráveis, o que encorajou os perpetradores.

“Solicitamos à administração distrital e às autoridades estaduais que intervenham com urgência, garantindo a segurança das famílias afetadas, restaurando seus direitos, indenizando-as pela perda de suas casas e responsabilizando os culpados perante a lei.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Cristãos são alvos de ataques de extremistas islâmicos em Moçambique

Cristãos em Moçambique. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Heidi Baker)
Cristãos em Moçambique. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Heidi Baker)

Extremistas islâmicos deixaram ao menos 22 mortos e provocaram o deslocamento forçado de dezenas de milhares de pessoas após uma série de ataques no norte de Moçambique, entre os dias 20 e 25 de novembro de 2025. As ações foram atribuídas a militantes ligados ao Estado Islâmico da Província de Moçambique (ISMP).

O primeiro ataque ocorreu em 20 de novembro, quando extremistas invadiram a aldeia Primeiro de Maio, no distrito de Muidumbe, na província de Cabo Delgado. No local, ao menos quatro civis foram assassinados e diversas casas incendiadas. Aldeias vizinhas, como Nampanha e Mapate, também foram atingidas.

Segundo o International Christian Concern (ICC), ao anoitecer do dia do ataque, corpos permaneciam do lado de fora de residências abandonadas, enquanto sobreviventes fugiam pelas florestas ou caminhavam em direção a cidades consideradas mais seguras.

“Milhares de famílias estão sofrendo enquanto tentam escapar dos terroristas. A maioria das casas foi queimada e pessoas foram mortas”, relatou um sobrevivente à organização.

Ataques se espalham e deslocamentos aumentam

A violência se intensificou nos dias seguintes. Em 25 de novembro, os extremistas atacaram o distrito de Memba, na província de Nampula. Na aldeia de Mazua, pelo menos quatro civis foram mortos, desencadeando uma nova onda de deslocamentos forçados.

Com o avanço da insegurança, famílias abandonaram casas, plantações e meios de subsistência. Apenas no distrito de Memba, mais de 80 mil pessoas foram deslocadas. Um líder local descreveu o cenário como “uma população dominada pelo medo”.

“A situação é dolorosa. A população está aterrorizada e sem saída”, afirmou.

A violência também alcançou o distrito de Eráti, atingindo aldeias como Pavala, Sirissa, Nhage e Nahavara. Em áreas como Lúrio e Mazula, casas, lavouras e igrejas foram abandonadas às pressas, enquanto moradores fugiam levando apenas o essencial.

Cristãos entre os principais alvos

Durante a semana de ataques, cerca de 22 cristãos foram mortos, segundo relatos de sobreviventes e testemunhas. Os extremistas teriam se deslocado de casa em casa, incendiando propriedades e perseguindo moradores que tentavam escapar.

“Esta foi uma semana de terror e muito sofrimento. Pais e filhos tiveram que fugir para lugares mais seguros. O terror está em todo o distrito. Pessoas foram mortas”, declarou o bispo Alberto Vera, que atua em uma das regiões afetadas.

De acordo com o ICC, cristãos foram especialmente visados por causa de sua fé. Igrejas, que por gerações serviram como centros de apoio comunitário, também foram abandonadas diante da violência.

“São famílias, crianças e idosos que só querem viver em paz. A igreja sofre com eles e caminha ao seu lado, mesmo quando tudo lhes foi tirado”, concluiu o bispo.

Fonte: Guia-me com informações de ICC

‘Davi – Nasce um Rei’ se consolida como fenômeno do cinema cristão e familiar

A animação bíblica “Davi – Nasce um Rei” estreou 15 de janeiro nos cinemas brasileiros (Foto: Reprodução)
A animação bíblica “Davi – Nasce um Rei” estreou 15 de janeiro nos cinemas brasileiros (Foto: Reprodução)

O cinema brasileiro recebe, em plena temporada de férias escolares, um dos lançamentos mais aguardados do ano. A animação “Davi – Nasce um Rei” estreou oficialmente nos cinemas na semana passada, consolidando-se como um verdadeiro fenômeno entre o público cristão e familiar, impulsionado por números expressivos, forte engajamento orgânico e um poderoso boca a boca.

Antes mesmo da estreia nacional, que ocorreu em 15 de janeiro, o filme já chamou a atenção do mercado internacional ao superar o público de “Bob Esponja” em sua estreia nos Estados Unidos, um feito considerado histórico para uma produção cristã e independente. O desempenho reforçou o potencial da obra e despertou o interesse de exibidores, líderes religiosos e famílias ao redor do mundo.

No Brasil, a expectativa foi alta. A campanha de lançamento do filme já ultrapassou 75 milhões de dólares nos EUA, e no Brasil o público tem se engajado somando ações digitais, mobilização de igrejas, lideranças, famílias e conteúdos espontâneos nas redes sociais para que o sucesso se repita por aqui. Entre as ações de ativação, a 360 WayUp e a Heaven Content realizaram17 pré-estreias pelo país e mais de 10 exibições exclusivas, reunindo milhares de pessoas em sessões especiais que geraram forte repercussão positiva.

O que mais nos impressiona é o envolvimento do público. As pessoas saem do cinema emocionadas e recomendando o filme para amigos, igrejas e familiares. O boca a boca tem sido um dos grandes motores dessa estreia”, destaca Ygor Siqueira, CEO das empresas.

Mais de 100 mil espectadores no Brasil

Em poucos dias em cartaz, uma animação bíblica conseguiu algo raro no circuito nacional e levou milhares de famílias às salas de cinema. Davi nasce um rei ultrapassou a marca de 100 mil espectadores em menos de cinco dias desde a estreia, chamando a atenção do público cristão e também de quem busca uma opção de entretenimento para todas as idades.

Lançado no Brasil em 15 de janeiro, o filme alcançou grande público já no primeiro fim de semana, mostrando a força de produções com temática bíblica no país.

Para Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp e da Heaven Content, o sucesso passa pela proposta familiar do projeto. Segundo ele, o filme é emocionante e tem o objetivo de alcançar o coração do público, reforçando o convite para que pais e filhos vivam juntos a experiência no cinema.

Resposta do público

Nas redes sociais, as reações reforçam o impacto da animação. Muitos internautas relataram sessões cheias e momentos de emoção ao ver as crianças interagindo com a história.

“Sábado eu e minha família iremos ao cinema ver também”, disse um internauta.

“Fui ontem com meu filho e o filme é sensacional! Foi lindo vê-lo vibrar na cadeira e interagindo com algumas cenas”, comentou uma mãe no perfil da distribuidora do filme no Brasil. Outra internauta comentou: “Filme maravilhoso demais. Eu e minhas meninas amamos muito! E já saí recomendando pra todas minhas amigas! Deus os abençoe por essa produção incrível! Que venham mais”.

Inspirado em uma das histórias mais emblemáticas da Bíblia, o filme apresenta a jornada de Davi antes de se tornar rei, ressaltando valores como fé, coragem, obediência e propósito. Por ser uma animação, a produção consegue dialogar com diferentes gerações, tornando-se uma opção estratégica para famílias durante as férias.

“O filme é leve, emocionante e profundo ao mesmo tempo. As crianças se conectam com a narrativa e os adultos são impactados pela mensagem. É aquele tipo de obra que gera conversa depois da sessão”, comenta Luisa Sás, espectadora que participou de uma das pré-estreias.

Com o sucesso da estreia nacional pela forte adesão do público e resultados expressivos, “Davi – Nasce um Rei” desponta como uma das grandes apostas do período de férias, reforçando o espaço do cinema de fé no circuito comercial e conquistando um público cada vez mais amplo.

O público cristão já tem mobilizado os cinemas adquirindo ingressos para grupos ou fechando salas. Essas ações reforçam a imagem do filme e ampliam a permanência do longa nas telonas, podendo alcançar ainda mais pessoas com sua mensagem.

Mais informações: daviofilme.com.br

Sinopse:

Das canções de sua mãe que embalavam seu coração às silenciosas conversas com um Deus fiel, a trajetória de Davi nasce da devoção e da escuta interior. Quando o gigante Golias surge para intimidar um povo inteiro, é esse jovem pastor — munido apenas de coragem e uma fé inabalável — quem decide enfrentar o impossível. Sua jornada culmina em uma batalha que vai muito além de uma coroa: é a luta pela identidade, pela fé e pela alma de um reino inteiro.

Sobre a Heaven Content 

A Heaven Content é a principal força do cinema cristão no Brasil, trazendo histórias inspiradoras que promovem fé, esperança e superação. Com parcerias estratégicas com a 360 WayUp, a Heaven combina excelência em produção, distribuição eficiente e campanhas autênticas, impactando milhões de espectadores. Sua missão é conectar o público a narrativas transformadoras, consolidando-se como referência no entretenimento cristão no Brasil e na América Latina.

Sobre a 360 WayUp

A 360 WayUp nasceu com o objetivo de impulsionar o mercado cinematográfico cristão no país. A empresa atua no processo de viabilizar, produzir, distribuir e comunicar produtos que alcancem pessoas através de mensagens de fé e esperança. Para isso, utiliza-se de estratégias eficientes numa atuação em nível nacional. Fundada por Ygor Siqueira, a empresa tem como diferencial a expertise de se comunicar amplamente com o seu público-alvo: os cristãos. Com uma equipe experiente, a 360 WayUp é a única do mercado e tem revolucionado o segmento. Entre os lançamentos: Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, Ben-Hur, Para Sempre, Papa Francisco, A Cabana, A Estrela de Belém, Extraordinário, Mais que Vencedores, Paulo, Apóstolo de Cristo e Som da Liberdade, dentre outros, totalizando quase 30 milhões de espectadores levados ao cinema.

Intolerância religiosa tem alta de 80% no registro de denúncias em todo o país

Intolerância religiosa
Intolerância religiosa

Independentemente da vestimenta ou do símbolo religioso (saia longa, véu hijab, cordão com crucifixo), a discriminação por motivo de fé tem se tornado cada vez mais frequente no ambiente de trabalho no Brasil. O tema ganha destaque nesta quarta-feira (21), quando é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Dados do Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), apontam 3.853 registros de intolerância religiosa em 2024 — um aumento de 80% em relação ao ano anterior. Entre evangélicos, as denúncias quase dobraram, passando de 61 para 111 casos no período.

No ambiente corporativo, o cenário também é preocupante. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, 4 em cada 10 brasileiros — cerca de 55,6 milhões de pessoas — já sofreram algum tipo de discriminação no trabalho. Aproximadamente 70% desses episódios não são comunicados aos setores de Recursos Humanos. As situações vão desde “piadinhas” e exclusão até agressões físicas, muitas delas resultando em ações judiciais e indenizações.

Direito à fé é garantido pela lei, afirma especialista

De acordo com a advogada trabalhista Anna Paula Toniato, a liberdade religiosa é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, mas ainda gera conflitos no cotidiano profissional. Segundo ela, a legislação brasileira oferece proteção ampla contra qualquer forma de discriminação por crença.

“A CLT proíbe práticas discriminatórias, a Lei nº 9.029/95 veda condutas discriminatórias no acesso e manutenção do emprego, e a Constituição, no artigo 5º, inciso VI, garante a liberdade de consciência e de crença, inclusive o direito de expressar a fé por meio de símbolos, vestimentas ou manifestações”, explica. Toniato também lembra que o Brasil é signatário da Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe discriminação no emprego por motivo religioso.

Quando a empresa pode impor limites

A advogada ressalta, no entanto, que o empregador possui o chamado poder diretivo, que permite organizar e disciplinar suas atividades, incluindo a adoção de códigos de vestimenta e uso de uniformes. Esse poder, porém, encontra limites claros quando confronta direitos fundamentais.

“A restrição ao uso de símbolos ou vestimentas religiosas só é admissível em situações excepcionais, quando houver justificativa concreta, como riscos à segurança, à saúde ou à integridade física do trabalhador ou de terceiros”, afirma. Segundo ela, nesses casos, a limitação não se baseia em preconceito, mas em exigências técnicas da função exercida.

Por outro lado, Toniato é enfática ao afirmar que qualquer restrição motivada por incômodo pessoal, estigmas ou intolerância é ilegal. “Preferências do empregador não podem se sobrepor à dignidade e à liberdade religiosa do trabalhador”, pontua.

Vestuário, dignidade e abuso de poder

A especialista também destaca que normas internas sobre apresentação pessoal são legítimas quando visam à boa execução do serviço, à identificação funcional ou ao cumprimento de normas sanitárias. No entanto, essas regras não podem violar convicções religiosas.

“O empregador não pode impor vestimentas que desrespeitem dogmas ou tradições religiosas nem constranger o trabalhador a agir contra sua fé. Isso configura abuso do poder diretivo, podendo caracterizar discriminação, assédio moral e violação da dignidade humana”, alerta.

O que fazer em caso de discriminação religiosa

Em situações de preconceito ou intolerância no trabalho, a advogada orienta que o trabalhador reúna provas, como e-mails, mensagens, áudios ou testemunhos de colegas. “Quanto mais bem documentado o episódio, maior a segurança jurídica”, afirma.

Entre os caminhos possíveis estão buscar orientação com um advogado, procurar o setor de Recursos Humanos ou compliance da empresa, denunciar o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e, se necessário, ingressar com reclamação na Justiça do Trabalho.

“A legislação brasileira prevê responsabilização civil e trabalhista para práticas discriminatórias, incluindo indenização por danos morais e até a rescisão indireta do contrato, com os mesmos direitos de uma demissão sem justa causa”, conclui Toniato.

Fonte: Comunhão

Evangélicos são presos por se recusarem a participar de festa católica no México

Cristãos perseguidos no México. (Foto: Ilustração/Portas Abertas)
Cristãos perseguidos no México. (Foto: Ilustração/Portas Abertas)

Onze cristãos evangélicos foram presos na última sexta-feira (16) por autoridades comunitárias na comunidade de Pinar Salinas, no município de Zinacantán, nas Terras Altas de Chiapas, no México. A detenção ocorreu após os fiéis se recusarem a participar de uma festa católica tradicional promovida pela comunidade.

Segundo relatos, as autoridades locais exigiram o pagamento de uma multa de 100 mil pesos — cerca de R$ 30 mil — para libertar os detidos. A prisão aconteceu por volta das 11h da manhã, quando líderes comunitários, acompanhados por outras pessoas, entraram à força em uma residência onde os evangélicos realizavam um culto religioso.

De acordo com Antonio Vázquez Méndez, representante do grupo, os cristãos foram retirados à força do local, agredidos e levados à cadeia comunitária, onde permaneceram presos por dois dias.

“Estamos solicitando a intervenção do governo estadual, porque o que está acontecendo não é justo. Não estamos nos anos 70 ou 80, estamos em 2026 e, infelizmente, a intolerância religiosa ainda existe”, afirmou Vázquez Méndez à imprensa local.

Acordo garante libertação, mas punições continuaram

Após horas de negociação com autoridades comunitárias e representantes do governo estadual — incluindo o prefeito de Zinacantán, José Pérez Martínez — foi firmado um acordo que resultou na libertação dos 11 cristãos sem o pagamento da multa exigida.

No entanto, segundo o portal Evangélico Digital, mesmo após a soltura, as famílias sofreram novas punições. O fornecimento de água e energia elétrica das residências dos evangélicos foi cortado, agravando a situação de vulnerabilidade do grupo.

As autoridades tradicionais do município se recusaram a comentar publicamente as acusações de intolerância religiosa.

Conflito religioso recorrente na região

De acordo com Vázquez Méndez, o episódio não é isolado. Ele afirma que conflitos religiosos na região persistem desde pelo menos 2010, quando moradores que se converteram ao cristianismo passaram a enfrentar perseguições, prisões arbitrárias e a suspensão de serviços básicos.

Segundo o líder, há quase quatro anos diversas famílias evangélicas vivem sem acesso à água, energia elétrica e educação para seus filhos, além de sofrerem ameaças de expulsão da comunidade e até de morte.

“Quando uma família decide mudar de fé, o que fazem é prendê-la, cortar seus serviços e pressioná-la até que mude de ideia. Mas essas famílias permaneceram firmes, e é por isso que a perseguição aumentou”, declarou.

Pedido por intervenção do governo estadual

Antonio Vázquez Méndez também contestou a legalidade da multa imposta, afirmando que não há base jurídica para a penalidade, já que os evangélicos não cometeram crime algum. Segundo ele, apesar das autoridades alegarem que o caso não tem motivação religiosa, o fato de a prisão ter ocorrido durante um culto comprova a perseguição por motivos de fé.

Ao final, o representante pediu intervenção urgente do governo de Chiapas para garantir o respeito à liberdade religiosa, prevista na Constituição mexicana.

“Queremos viver em paz, harmonia e respeito. Que não haja mais violência, prisões ou expulsões por motivos religiosos”, concluiu.

Folha Gospel com informações de Guia-me e Evangelical Focus

Centenas de cristãos sequestrados em três igrejas durante os cultos na Nigéria

Cristãos orando na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Cristãos orando na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Moradores de uma aldeia no estado de Kaduna confirmaram ao portal de notícias Truth Nigeria que 177 cristãos foram sequestrados de três igrejas no domingo (18 de janeiro), após tentativas do governo de impedir o acesso e bloquear informações sobre o crime.

Entrevistas com autoridades da igreja, sobreviventes e líderes comunitários em Kurmin Wali, no condado de Kajuru, revelaram ao Truth Nigeria que 11 vítimas conseguiram escapar, deixando 166 cristãos ainda em cativeiro, após ataques dos fulanis a duas igrejas Querubim e Serafim e a uma classe da Escola Dominical da Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Nações (ECWA).

Com a Nigéria sob pressão da administração dos EUA para pôr fim à violência contra os cristãos, o governo do estado de Kaduna e a Polícia Federal da Nigéria haviam negado anteriormente que quaisquer sequestros tivessem ocorrido em Kurmin Wali. A polícia divulgou um comunicado na terça-feira (20 de janeiro) reconhecendo os sequestros.

Yunana Dauji, secretária da Igreja Querubim e Serafim em Kurmin Wali, disse ao Truth Nigeria que “terroristas fulani” atacaram duas congregações da Igreja Querubim e Serafim simultaneamente durante o culto de domingo, por volta das 9h.

“Estávamos na igreja orando quando terroristas fulani surgiram de três direções”, disse Dauji ao Truth Nigeria, operado pelo grupo missionário americano Equipping the Persecuted. “Eles estavam armados com fuzis AK-47 e cercaram a igreja. Avisaram que qualquer um que tentasse fugir seria baleado.”

Os agressores se identificaram como fulanis e forçaram os fiéis a irem com eles até a segunda igreja de Querubins e Serafins, resultando no sequestro de mais de 50 cristãos de ambas as congregações, disse ele.

Os fulanis invadiram a igreja ECWA por volta das 9h, quando uma aula da Escola Dominical estava prestes a começar, disse Joseph Bawa, secretário da ECWA de Kurmin Wali, ao Truth Nigeria: “Eles invadiram a igreja gritando [o slogan jihadista] ‘ Allahu Akbar ‘. Eles nos avisaram para não corrermos ou seríamos mortos.”

Segundo relatos, os agressores juntaram fiéis da igreja ECWA com os de outras igrejas e os levaram para uma área de mata próxima. Disseram-lhes que estavam indo para a floresta de Rijana, onde outras vítimas de sequestro foram mantidas em cativeiro e torturadas, mas alguns ficaram para trás quando receberam a ordem de atravessar um rio e fugiram de volta para a aldeia depois que os sequestradores já haviam cruzado.

Em declaração emitida na terça-feira (20 de janeiro), o Superintendente Chefe de Polícia Benjamin Hundeyin afirmou que os comentários feitos pelo Comissário de Polícia do estado de Kaduna visavam evitar pânico desnecessário enquanto os fatos estavam sendo confirmados.

“Essas declarações, que desde então foram amplamente mal interpretadas, não negavam o incidente, mas sim davam uma resposta ponderada enquanto aguardávamos a confirmação dos detalhes no local, incluindo a identidade e o número de afetados”, disse Hundeyin. “A verificação subsequente por parte das unidades operacionais e fontes de inteligência confirmou que o incidente de fato ocorreu. A Polícia Federal da Nigéria, portanto, ativou operações de segurança coordenadas, trabalhando em estreita colaboração com outras agências de segurança, com o objetivo claro de localizar e resgatar as vítimas em segurança e restabelecer a calma na área.”

Esposa e filha do padre assassinado são libertadas.

Também no estado de Kaduna, a esposa e a filha de um padre anglicano que morreu enquanto estava em cativeiro nas mãos de terroristas fulani foram resgatadas na quinta-feira (15 de janeiro), disseram líderes religiosos.

Sarah Achi e sua filha foram sequestradas junto com o reverendo Edwin Achi em 28 de outubro, na igreja onde viviam, na comunidade de Nissi, condado de Chikun.

“Louvado seja Deus, que atende às orações”, diz um comunicado de imprensa da Diocese Anglicana de Kaduna. “Podemos agora confirmar que a esposa do falecido Venerável Achi, que foi sequestrada e assassinada em outubro do ano passado, a Sra. Edwin Achi, e sua filha, foram resgatadas na noite de 15 de janeiro.”

Líderes religiosos afirmaram que tanto a esposa quanto a filha do padre foram resgatadas e estão recebendo tratamento em um centro de saúde na cidade de Kaduna.

Kate Ebere, membro da igreja, agradeceu a Deus pela libertação da esposa e da filha do padre.

“Senhor, somos gratos pelo retorno seguro deles após três meses em cativeiro”, disse Ebere. “Minha oração é que Deus continue a consolar a família Achi, a Diocese Anglicana de Kaduna e toda a comunhão anglicana. E que a alma do Venerável Edwin Achi continue a descansar em paz.”

O governador de Kaduna, Uba Sani, visitou Sarah Achi e sua filha no domingo (18 de janeiro) no Hospital Militar de Kaduna.

“Foi um momento de profunda solenidade, e expressei minhas mais sinceras condolências à família por enfrentar o luto e o longo caminho para a recuperação”, disse Sani em um comunicado. “Assegurei à Sra. Achi o apoio inabalável do Governo do Estado de Kaduna. Isso inclui o fornecimento de uma casa, o patrocínio integral da educação das crianças, o pagamento de todas as despesas médicas e o acompanhamento psicossocial contínuo para auxiliar na recuperação e reintegração delas à sociedade.”

Em 25 de dezembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ataques aéreos contra o que sua administração alegou serem militantes do Estado Islâmico no estado de Sokoto, no noroeste da Nigéria, na fronteira com o Níger. Vários outros grupos militantes islâmicos estariam ativos na região, incluindo o Lakurawa, a Al-Qaeda e o Boko Haram. Um oficial do Pentágono afirmou que os Estados Unidos trabalharam em conjunto com o governo nigeriano para realizar os ataques.

Pastores fulani e outros terroristas “bandidos”, frequentemente aliados a eles, mataram mais civis na Nigéria durante um período de quatro anos do que os grupos extremistas islâmicos Boko Haram e Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP), de acordo com um relatório de 29 de agosto de 2024 do Observatório da Liberdade Religiosa na África (ORFA) sobre assassinatos ocorridos entre outubro de 2019 e setembro de 2023. Os “pastores fulani armados” mataram 11.948 civis, enquanto “outros grupos terroristas”, comumente chamados de “bandidos fulani”, mataram 12.039 civis durante o mesmo período. Em contraste, o Boko Haram e o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP), juntos, mataram apenas 3.079 civis.

Os pastores fulani fazem parte da Milícia Étnica Fulani (FEM), e acredita-se que parte dos “Outros Grupos Terroristas” conhecidos como “bandidos fulani” estejam ligados à FEM, de acordo com o relatório.

“Isso implica que o FEM é um fator muito mais importante na cultura de violência nigeriana do que o Boko Haram e o ISWAP”, afirmou o relatório da ORFA.

De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026 (LMP) da Portas Abertas, mais cristãos foram mortos na Nigéria do que em qualquer outro país entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025. Dos 4.849 cristãos mortos em todo o mundo por causa de sua fé durante esse período, 3.490 – 72% – eram nigerianos, um aumento em relação aos 3.100 do ano anterior. A Nigéria ocupa o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Com milhões de habitantes espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os fulanis, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de diversas linhagens que não sustentam visões extremistas, mas alguns fulanis aderem à ideologia islâmica radical, conforme observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020 .

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atacar cristãos e símbolos importantes da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria afirmaram acreditar que os ataques de terroristas contra comunidades cristãs na região central do país são motivados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o islamismo, já que a desertificação tem dificultado a criação de seus rebanhos.

Na região Centro-Norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no Nordeste e Noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, sobretudo cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de ataques, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, de acordo com o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, o Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou a LMP. O Lakurawa é afiliado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

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