A perseguição aos Testemunhas de Jeová na Rússia tem chamado a atenção de organizações cristãs em defesa de liberdade religiosa. O caso mais recente é a condenação de quatro adeptos do movimento evangélico cristão com sede nos EUA.
Eles receberam uma pena de seis anos de prisão por “extremismo”, segundo disseram investigadores na terça-feira (07). Os quatro religiosos, da cidade de Chita, no leste da Sibéria, foram considerados culpados de organizar atividades “extremistas” entre 2017 e 2020, disse o Comitê de Investigação.
Entre as principais atividades dos Testemunhas de Jeová na região, consideradas extremistas, estão organização de reuniões, coleta de doações e distribuição de literatura religiosa.
A Rússia classifica o movimento cristão evangélico dos EUA, que foi criado no final do século 19 e prega a não-violência, como uma seita totalitária e em 2017 o designou uma organização extremista e ordenou sua dissolução no país.
Franklin Graham, evangelista americano, filho do saudoso Billy Graham
O evangelista Franklin Graham, filho do saudoso evangelista Billy Graham e presidente da Associação Evangelística Billy Graham, já está no Brasil para o evento evangelístico “Esperança Rio 2022”, um encontro aberto e gratuito na Praia de Copacabana.
Ele participou de uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (9) no Hotel Hilton Copacabana.
Graham falou sobre o evento evangelístico “Esperança Rio 2022” que acontece neste sábado, 11 de junho, na praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro.
“O coração humano só pode ser mudado por Deus. É por isso que viemos ao Brasil, para pregar o Evangelho. E Deus ama o Brasil”, disse.
Franklin Graham defendeu os ensinamentos bíblicos sobre a sexualidade e refutou a ideologia de gênero e disse que sofre oposição e é chamado de “pregador do ódio” por se ater aos padrões deixados pela Bíblia.
Na ocasião, o líder cristão afirmou que o plano divino para o casamento é a união entre o homem e a mulher. Ele frisou, no entanto, que sua mensagem não é contra ninguém em particular.
“No Reino Unido nós tivemos oposição de algumas pessoas que não concordam com a Bíblia. E tudo tinha a ver com a questão da sexualidade. Eu acredito no que a Bíblia ensina: Deus criou o homem, criou a mulher. Seu plano para o casamento é um homem e uma mulher. E isso não mudou nos últimos seis mil anos. E porque é isso que eu acredito, eu tenho sido chamado de “pregador do ódio” por aqueles que odeiam a Deus, que odeiam os padrões de Deus. Mas, eu não venho pregar contra ninguém em particular, nem contra um grupo de pessoas. Eu estou aqui apenas para declarar o que a Bíblia ensina”, assinalou.
Graham também incentivou pastores e cristãos, em geral, a se manterem firmes nas convicções bíblicas e não se envergonhar de proclamá-las.
“Eu queria encorajar pastores e igrejas para que se mantenham firmes na Palavra de Deus. Não precisamos pedir desculpas, a Bíblia diz que é isso que devemos ensinar. Nós sabemos que Deus nos ama. Como sabemos disso? Porque a Bíblia nos fala isso. Mas Deus é também Deus que julga. Um dia ele julgará o pecado. Hoje ele está disposto a perdoar o pecado. Mas você precisa vir, e vir da única maneira possível, que é através de Jesus Cristo”, acrescentou.
Sobre o Esperança Rio
A praia de Copacabana será palco do Esperança Rio, no próximo dia 11 de junho, sábado, a partir das 16h, com a presença do evangelista Franklin Graham. Participarão da mobilização evangelística grandes nomes da música gospel: Fernandinho, Aline Barros, Theo Rubia, KB e Dunamis Music.
“Nós, como Associação Evangelística Billy Graham, reafirmamos o nosso compromisso com as igrejas evangélicas do Rio de Janeiro. Estamos unidos nessa missão de evangelismo e capacitação. Em junho de 2022 queremos lotar as areias da praia de Copacabana, sem colocar ninguém em risco. Cremos que Deus já começou um grande mover no Rio de Janeiro.”, afirma o pastor Chris Swanson, vice-presidente da Associação Billy Graham.
O Esperança Rio é um projeto evangelístico organizado pelas igrejas evangélicas do Rio de Janeiro junto com a Associação Evangelística Billy Graham. A iniciativa tem como foco aqueles que não conhecem a Cristo em uma jornada de esforços voltada para a evangelização, além de oferecer capacitação para a liderança evangélica e viabilizar ações sociais.
São mais de três mil igrejas envolvidas no Esperança Rio. O curso gratuito de evangelismo e discipulado “Vida e Testemunho Cristão” já aconteceu em 250 igrejas. O treinamento capacitou 850 treinadores e mais de oito mil cristãos do Rio de Janeiro. A ideia é que os encontros regionais do Mulheres da Esperança sejam mantidos e as diversas atividades com a juventude e os líderes de ministério infantil.
Esta é a mais recente mobilização evangelística do ministério de Billy Graham no Brasil. O saudoso evangelista e seu filho já passaram pela nação diversas vezes: em 1960 no Rio de Janeiro, 1962 em São Paulo, 1974 no Rio de Janeiro, 1979 em São Paulo, 2001 em Recife, 2008 no Minha Esperança Brasil, 2010 em Belo Horizonte e 2015 em Fortaleza.
Franklin Graham no meio, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro para o evento Esperança Rio 2022
Quem é Franklin Graham?
William Franklin Graham III, nascido em 14 de julho de 1952, é o quarto de cinco filhos do evangelista Billy Graham e sua esposa Ruth Bell Graham. Em sua autobiografia, “O filho rebelde de Billy Graham”, Franklin explicou que “Apenas ser filho de Billy Graham não me levará ao céu”. Ele sabia que estava sendo chamado para fazer mais com sua vida e assumir um compromisso real com Deus. Então, aos 22 anos, após um período de rebelião e viajando pelo mundo, Franklin dedicou sua vida a Jesus Cristo enquanto estava sozinho em um quarto de hotel em Jerusalém.
Franklin conduziu seu primeiro evento evangelístico em 1989 e agora realiza Cruzadas, chamadas Festivais, em todo o mundo para a Associação Evangelística Billy Graham. Ele já proclamou a mensagem do Evangelho em 190 eventos evangelísticos, em 50 estados e territórios dos EUA e em 49 países desde 1989.
Sobre a Associação Evangelística Billy Graham
A Associação Evangelística Billy Graham (AEBG) foi fundada em 1950 pelo Pr. Billy Graham, e existe para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo por todos os meios eficazes e para equipar a igreja e outros para fazerem o mesmo.
Dando continuidade ao trabalho de toda a vida de Billy Graham, a Associação Evangelística Billy Graham existe para apoiar e estender o chamado evangelístico e ministério de Franklin Graham, proclamando o Evangelho do Senhor Jesus Cristo a todos, por todos os meios eficazes disponíveis e equipando a igreja e outros a fazerem o mesmo.
Folha Gospel com informações de Pleno News, Guia-me e Comunhão
O show acontece dentro das festividades alusivas à celebração dos 87 anos de emancipação política de Fronteiras, e teria a apresentação da dupla cristã.
O juiz Ênio Gustavo Lopes Barros, da Vara única de Fronteiras, atendeu a um pedido do Ministério Público que alegou que no processo de contratação da banda, não houve a justificativa do preço. A dupla foi contratada por inexigibilidade junto à empresa C&C Música Ltda., por um valor de R$ 57 mil.
Diante disso, o juiz decidiu suspender o show dizendo que a justificativa do preço é imprescindível, como forma de demonstrar a correção do negócio praticado. No processo, há apenas um documento afirmando que o cachê da Canção e Louvor é de R$ 57.000, sem a razão do valor.
“A ausência desses requisitos é hábil e ensejar violação ao princípio da publicidade, economicidade e legalidade, e, por conseguinte, a possibilidade de ocasionar ao Erário, razão pela qual a suspensão do contrato em questão é medida que se impõe”, diz o magistrado em sua decisão.
Após a decisão, a Prefeitura da cidade recorreu ao TJ. Ao liberar o show, o desembargador Edvaldo Pereira de Moura explicou que “documentos dão conta de que a verba destinada ao pagamento das despesas referidas não prejudica a atuação do município em questões essenciais, como saúde e educação, conforme declarado pelo próprio prefeito, além de não consistir em valor exorbitante nos termos dos gastos que envolvem a apresentação efetiva”.
Além disso, apontou que “a banda tem um grande acesso do público em geral, com reprodução elevada de suas músicas em plataforma de streaming, indicando música que foi ouvida quase 15 milhões de vezes, entre outras”.
Treinador Joe Kennedy no campo de futebol da Bremerton High School.
O treinador Joe Kennedy está em um embate judicial desde que foi demitido de suas funções em uma escola americana por fazer orações após cada jogo.
Em uma entrevista ao The Daily Signal, Kennedy contou que em seu passado era “um garoto muito mau”, mas ao ter a oportunidade de treinar futebol na escola onde se formou, aquilo era como poder “pagar toda a dívida” por seu mau comportamento.
Kennedy, que está com 53 anos, diz que como treinador esperava ajudar a evitar que seus jogadores caíssem “nas mesmas armadilhas” que ele.
Mas aquela “oportunidade” acabou quando Kennedy foi forçado a escolher entre sua posição de treinador e sua fé. O ex-fuzileiro naval diz que “foi um acéfalo, e eu me levantei e lutei”.
A luta de Kennedy pela fé começou em 2015, depois que ele foi assistente técnico na Bremerton High School, uma escola pública a cerca de 48 quilômetros a oeste de Seattle, durante sete anos.
Ele lembra que desde que começou a treinar os alunos, em 2008, fez uma aliança com Deus de que se ajoelharia em oração e ação de graças ao final de cada jogo.
“Não me lembro de nada sobre a primeira vez que me ajoelhei, porque não foi grande coisa”, disse Kennedy ao The Daily Signal, que produziu um documentário sobre seu caso. “Era apenas eu indo lá e me ajoelhando sozinho, agradecendo o que os jogadores fizeram e … fazendo parte disso.”
Algum tempo depois, os jogadores de futebol questionaram sobre a postura de Kennedy na linha de 50 jardas ao final de cada jogo.
Quando souberam os motivos do treinador, eles perguntaram se poderiam se juntar a ele, e logo a oração pós-jogo se tornou uma tradição para o time. Nesses momentos, Kennedy também fazia um breve discurso motivacional para seus jogadores.
O treinador conta que nenhum pai ou aluno reclamava sobre as orações pós-jogo.
Mudanças
Em 2015, ao saber das orações comandadas pelo treinador, o Distrito Escolar de Bremerton disse a Kennedy que ele não podia mais orar com os alunos.
“Foi muito simples para mim concordar com eles e dizer: ‘Isso não é um problema’. Nunca mais orei com as crianças”, lembra Kennedy.
Kennedy continuou a orar sozinho após os jogos, diz ele, em continuidade à aliança que fez com Deus, mas logo “advogados da escola se envolveram”.
Kennedy conta que os supervisores disseram que ele “não poderia mais orar sozinho se as pessoas pudessem me ver”. “E foi aí que eu tive que traçar uma linha”, diz.
O distrito escolar colocou Kennedy em licença administrativa porque ele se recusou a parar de se ajoelhar em oração após os jogos de futebol. Ele conta que quando chegou o momento de renovar seu contrato de trabalho, sua avaliação de fim de ano dizia “em letras grandes e em negrito… ‘Não recontrate’”.
Punição por orar
“O treinador Kennedy foi demitido porque queria se ajoelhar em oração privada na linha de 50 jardas à vista dos alunos”, disse Jeremy Dys, advogado do First Liberty Institute, uma organização legal nacional que protege a liberdade religiosa que representa Kennedy.
O treinador diz que decidiu entrar com uma ação contra o Distrito Escolar de Bremerton quando “percebeu que eu não seria capaz de vencer isso sozinho”.
“Não havia mais como eu falar com o distrito escolar”, lembra Kennedy. “Os advogados deles disseram que eu não deveria entrar em contato com a escola ou com qualquer pessoa da escola, a menos que fosse através dos advogados.”
Depois que o Tribunal de Apelações do 9º Circuito decidiu a favor do Distrito Escolar de Bremerton, Kennedy e seus advogados da First Liberty apelaram para a Suprema Corte.
A alta corte ouviu argumentos no caso de Kennedy em 25 de abril.
Defesa de direitos constitucionais
Funcionários do governo “ainda têm o direito de viver suas vidas”, disse Kelly Shackelford, conselheira-chefe, presidente e CEO da First Liberty, ao The Daily Signal do lado de fora do prédio da Suprema Corte após os argumentos. “Eles podem ir à igreja, podem falar, podem orar e nunca devemos permitir que o governo os puna por fazer isso.”
Richard Katskee, advogado que é vice-presidente e diretor jurídico da Americans United for the Separation of Church and State, representou o Distrito Escolar de Bremerton perante o tribunal superior.
Katskee disse ao The Daily Signal que o distrito escolar público “fez o que as escolas em todos os lugares deveriam fazer: respeitou os direitos e a liberdade religiosa de todos os seus alunos”.
Os juízes tiveram que considerar várias questões importantes, escreveu Sarah Parshall Perry, pesquisadora jurídica sênior da The Heritage Foundation, em abril para o The Daily Signal, a organização de notícias multimídia do think tank:
As perguntas que os juízes enfrentam são as seguintes: Quando um funcionário de uma escola pública faz uma oração breve e silenciosa por si mesmo enquanto está na escola e visível para os alunos, ele está envolvido em um discurso do governo que não tem qualquer proteção da Primeira Emenda? E se não, supondo que esse tipo de expressão religiosa seja privada e protegida pela Primeira Emenda, a cláusula de estabelecimento da Constituição exige que a escola pública a proíba de qualquer maneira?
Espera-se que a Suprema Corte responda a essas perguntas em uma decisão prevista para junho.
Kennedy diz que tudo o que espera da Suprema Corte é uma decisão que lhe permita ser treinador e fazer suas orações após cada partida.
Os Gideões Internacionais distribuem exemplares do Novo Testamento (Foto: Gideões Internacionais).
A organização evangelística Gideões Internacionais já distribuiu mais de 6 milhões de Bíblias e Novos Testamentos na Costa Rica, desde que o ministério entrou no país em 1959 até este ano.
De acordo com o jornal Maranata, existem 25 grupos do Gideões espalhados em todas as províncias do país caribenho.
Somente entre os dias 2 a 9 de abril, o ministério distribuiu mais de 8 mil exemplares da Bíblia na região metropolitana e em outras áreas da Costa Rica.
A ação foi chamada de “Blitz Internacional das Escrituras”, simbolizando um “bombardeio” da Palavra de Deus, que também aconteceu em diferentes mídias.
As Bíblias foram entregues em hospitais, centros estudantis, hotéis, clínicas, presídios e forças policiais, enquanto um evangelismo pessoal era realizado.
Os Gideões Internacionais mudaram sua proposta de distribuidores de material bíblico para ganhadores de almas.
E, hoje, trabalham com uma metodologia de evangelismo pessoal. Eles distribuem os exemplares bíblicos, enquanto apresentam o plano de salvação às pessoas.
Bíblias coloridas
Ao jornal Maranata, Óscar Emilio López Jiménez, representante dos Gideões na Costa Rica, explicou que o ministério usa Novos Testamentos em cores diferentes e que cada tipo tem um propósito específico.
A versão pequena em azul foi projetada para ser distribuída em escolas, faculdades e prisões. É para o momento de evangelismo pessoal.
Existe também uma versão de estampa camuflada militar e foi criada para a aplicação da Lei.
O Novo Testamento na cor branca é dado ao setor de saúde. Ainda há o “Grandes Salmos”, em capa azul, para salas de espera de clínicas e mesas de cabeceira de hospitais.
Fundado em 1898, os Gideões Internacionais é uma associação cristã formada por homens e mulheres de negócio, dedicada na distribuição de Bíblias em mais de 200 países.
Há cerca de 285 mil missionários do ministério em todo o mundo, tornando a organização o maior movimento evangelístico do planeta.
Fonte: Guia-me com informações de Evangélico Digital
No dia 17 de maio, o governador do estado de Karnataka, na Índia, assinou um decreto que afeta o Estatuto de Proteção à Liberdade de Religião aprovado em dezembro pela assembleia estadual.
A lei que proíbe conversões do hinduísmo não tinha ido adiante porque as esferas legislativas inferiores suspenderam a discussão. No entanto, o governador do estado decidiu aprová-la e deu seis meses para o conselho analisar a lei.
“Eu não sei por que o governo de Karnataka tem tanta pressa. Ele deveria promulgar leis que promovessem o desenvolvimento econômico ou que gerassem emprego para os jovens”, disse um membro do Congresso Nacional da Índia.
Ataques e difamação
Cristãos ficaram preocupados com a decisão, já que os ataques têm aumentado no país. “A hostilidade aumentou desde que o governo estadual pressionou a aprovação dessa lei com falsas informações e discursos incitando a violência e a discriminação dos cristãos“, disse um parceiro local da Portas Abertas.
Pouco antes da aprovação da lei, líderes cristãos se encontraram com o governador e imploraram que ele não assinasse o decreto. Leis anticonversão foram aprovadas em dez estados da Índia, mas as punições prescritas pela lei de Karnataka são mais severas do que as outras.
Grupos nacionalistas hindus acusam cristãos de impor a conversão de hindus e dalits e usam isso como pretexto para atacar cristãos. Os ataques se baseiam em falsas informações de conversões em massa de hindus, mas não há dados que sustentem essa narrativa. Em Karnataka, menos de 2% da população é cristã, de acordo com o censo de 2011 na Índia, e o número permanece estável.
Cristãos em Karnakata
“Nacionalistas hindus fizeram um alvoroço e ameaçaram a comunidade cristã. Pastores foram atacados e acusados de seduzir pessoas a se tornaram cristãs. Cultos são chamados pejorativamente de ‘colheita de conversões’. Enquanto isso, eventos de reconversão em massa, como o gharwapsi, procuram atrair pessoas de volta para o hinduísmo. Cristãos vivem sob a nuvem de medo com os ataques e as falsas acusações. Alguns foram marginalizados em suas comunidades, e as igrejas foram vandalizadas e forçadas a fechar”, disse um pastor local.
Mesmo nos estados sem leis anticonversão, os cristãos são malvistos e vivem sob a pressão e a violência dos extremistas hindus na Índia. Sua doaçãoajuda a formar cristãos preparados para viver e anunciar as boas novas ainda que sob perseguição.
Saba Nadeem Masih, de 15 anos, denunciou sequestro, estupro e casamento forçado no Paquistão. (Foto: Reprodução/Morning Star News)
Uma adolescente cristã de 15 anos disse a um tribunal no Paquistão na segunda-feira (6 de junho) que foi sequestrada e estuprada pelo muçulmano acusado de sequestrá-la e de se casar com ela à força.
Enquanto a maioria das meninas que enfrentam ameaças de sequestradores para prejudicá-las ou a suas famílias são pressionadas a fazer declarações falsas de que se casaram voluntariamente e se converteram ao Islã, Saba Nadeem Masih, de Faisalabad, mostrou grande coragem ao compartilhar sua provação diante de um juiz, disse um defensor dos direitos humanos.
“Saba estava com graves traumas mentais e físicos quando os parentes do acusado a apresentaram à polícia em 31 de maio”, disse a ativista de direitos humanos Lala Robin Daniel, de Faisalabad, ao Morning Star News. “A recuperação foi possível devido à pressão construída por líderes eclesiásticos e ativistas de direitos, realizando um protesto diário das 19h à meia-noite”.
Saba, cuja família é católica romana, disse ao magistrado de Faisalabad Bushra Anwar como Muhammad Yasir Hussain, de 45 anos, a forçou a entrar em um riquixá em 20 de maio na área da cidade de Madina, em Faisalabad, quando ela ia trabalhar com sua irmã mais velha.
“Estávamos indo para o trabalho quando o acusado me colocou à força em um riquixá depois de afastar minha irmã”, testemunhou Saba. “Ele então colocou algo na minha boca e eu fiquei inconsciente.”
Quando recuperou a consciência dois dias depois, foi informada de que estava na cidade de Gujrat, disse ela.
“Ele me estuprou por dois dias”, disse Saba. “Eu continuei chorando e implorei para ele me deixar falar com meus pais, mas ele não ouviu. Depois de dois dias, o acusado me deixou sozinha no local onde me mantinha refém.”
Após os protestos, a polícia, inicialmente lenta para agir, começou a prender pelo menos 20 parentes de Hussain, disse Daniel.
“Essa pressão resultou na recuperação de Saba, embora o principal acusado ainda esteja foragido”, disse ele.
O ativista de direitos humanos disse que Hussain deveria comparecer ao tribunal no sábado (4 de junho) para confirmar a fiança antes da prisão, mas não apareceu. Sua fiança foi consequentemente cancelada e a polícia agora está fazendo buscas para sua prisão, disse Daniel.
“O desenvolvimento de hoje é muito importante porque expõe como esses predadores exploram sexualmente meninas menores de idade e depois preparam documentos falsos de casamento islâmico e conversão religiosa para buscar imunidade por seus crimes”, disse ele. “A declaração de Saba prova que os certificados islâmicos Nikah [casamento] e de conversão apresentados pelo acusado à polícia são falsos. Ele agora deve ser acusado de estupro estatutário e ofensas relacionadas e ser um exemplo para todos aqueles que visam meninas de minorias por seus projetos malignos”.
Hussain foi casado três vezes, mas não tem filhos de suas esposas, segundo o pai de Saba, Nadeem Masih. Ele disse anteriormente ao Morning Star News que a família de Hussain os difamou na área alegando que Saba teve um caso com seu filho e o persuadiu a fugir.
Em julho de 2021, Chashman Masih, de 14 anos, foi sequestrada de sua escola em Faisalabad. No dia seguinte, sua família recebeu imagens por telefone de uma carta de conversão islâmica, certidão de casamento islâmico (Nikahnama) e uma declaração aparentemente assinada por Chashman de que ela havia se convertido voluntariamente ao islamismo e se casado com um homem muçulmano.
‘Marcadas por toda a vida’
Os líderes da Igreja citam a conversão forçada como o maior desafio para as comunidades minoritárias vulneráveis do Paquistão, enquanto grupos de direitos humanos culpam a desigualdade e a marginalização pela exploração de grupos minoritários.
“É muito triste e trágico que um grande número de adolescentes das comunidades minoritárias cristãs e hindus continuem a sofrer exploração sexual nas mãos desses predadores, mas muito poucas são capazes de ter tanta coragem e compartilhar seu trauma em público”, disse o bispo Azad Marshall, presidente da Igreja Anglicana do Paquistão.
Marshall entrou com uma petição constitucional na Suprema Corte em janeiro de 2021, pedindo intervenção judicial na questão do estupro de crianças minoritárias que são forçadas a se casar e se converter ao Islã. Sua petição e um recurso subsequente, no entanto, foram recusados com instruções para apresentar um caso específico.
Em vista da decisão do tribunal, Marshall prestou assistência jurídica a um casal católico pobre que procurou contestar uma decisão do Tribunal Superior de Lahore, permitindo que sua filha de 14 anos, Nayyab Gill, permanecesse sob custódia de seu “marido” muçulmano. Apresentado na Suprema Corte em julho de 2021, seu recurso ainda não foi apreciado pelos juízes.
“O estupro marca as vítimas por toda a vida e, no caso de meninas de até 10 anos, não se pode imaginar a dor e o horror que essas filhas de Deus sofreram por causa da religião”, disse Marshall ao Morning Star News. “Já é suficiente.”
Ele pediu aos funcionários do tribunal e do governo que tomassem conhecimento do testemunho de Saba e aprovassem imediatamente um projeto de lei já elaborado contra as conversões forçadas.
“Além disso, o judiciário superior deve orientar seus tribunais subordinados a agir de acordo com as leis, especialmente à luz do recente julgamento do juiz Babar Sattar do Supremo Tribunal de Islamabad sobre casamentos infantis”, disse ele.
Pelo menos 1.000 mulheres de minorias religiosas, incluindo cristãs e hindus, são convertidas à força e se casam anualmente no Paquistão, de acordo com vários grupos de direitos humanos. Embora as autoridades do Paquistão tenham descartado tais relatórios como “lixo e sem fundamento”, ativistas afirmam que os números reais podem ser muito maiores, já que muitos casos não são relatados.
De acordo com o Centro de Justiça Social, 60 casos de conversões questionáveis foram relatados no ano passado, com vítimas incluindo 30 cristãos e 30 hindus. O maior número de 32 casos foi relatado na província de Sindh, 26 na província de Punjab e um nas províncias de Khyber Pakhtunkhwa e Baluchistão.
O centro informou que 70 por cento das vítimas tinham menos de 18 anos, com 63 por cento com 14 anos ou menos, enquanto 8 por cento tinham mais de 18 anos.
O Paquistão ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2022 da Portas Abertas dos 50 países onde é mais difícil ser cristão. O país teve o segundo maior número de cristãos mortos por sua fé, atrás da Nigéria, com 620 mortos durante o período do relatório de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021. O Paquistão teve o quarto maior número de igrejas atacadas ou fechadas , com 183, no geral.
John Lennon era cantor, compositor e fundador da banda Beatles.
O pastor americano Greg Laurie, da igreja Harvest Christian Fellowship, escreveu um livro sobre grandes nomes do rock que foram tocados por Deus em algum momento de sua vida. Surpreendentemente, um dos nomes apontados por ele é John Lennon, do Beatles.
“John Lennon está no céu? Não sei, mas sei que o Deus no céu o amava”, disse Laurie em entrevista à Fox News.
O pastor Laurie lançou o livro em 2022, mais de 41 anos após a morte de John Lennon em dezembro de 1980. A obra “Lennon, Dylan, Alice & Jesus: The Spiritual Biography of Rock and Roll” conta a biografia espiritual de três artistas.
Muitas das estrelas do rock estudadas por Laurie “escalaram a montanha da fama e descobriram que não havia nada no topo”, disse o pastor. “Sim, John Lennon disse que os Beatles eram mais populares que Jesus — mas depois disso ele disse muito mais coisas sobre Deus que pode te surpreender”.
O pastor lembra que na época em que Lennon formou os Beatles, ele não acreditava em nada, mas provava um pouco de todas as crenças, passando pelo yoga, misticismo e indo até bruxaria e ocultismo.
“Perto do fim de sua vida, ele se referiu a si mesmo como um ‘Zen pagão’”, observa Laurie no livro.
“Mas então o impossível aconteceu. O homem que uma vez disse que os Beatles eram mais populares do que Jesus aparentemente veio a Jesus na primavera de 1977, depois de assistir a uma cruzada de Billy Graham que foi televisionada”, relatou o pastor.
Em seu livro, Robert Rosen, autor de “Homem de lugar nenhum: os últimos dias de John Lennon”, escreveu: “[Lennon] estava assistindo aos sermões de Billy Graham na TV porque os achava divertidos. Então ele teve uma epifania. Parece que as palavras de Graham chegaram até ele e ele aceitou Jesus. Isso o levou às lágrimas de alegria e êxtase. Ele nasceu de novo.”
Cristão por alguns dias
Nesse período, o ex-Beatle se considerou um cristão e levou sua esposa e seu filho para um culto de domingo de Páscoa. Essa fase durou cerca de duas semanas, segundo Rosen.
Essa nova faísca na vida de Lennon o inspirou a escrever uma música chamada “Amen”, que era sua versão musical de “Pai Nosso”.
Mas de acordo com uma das últimas grandes entrevistas que ele deu, Lennon disse que não era mais budista do que cristão. “Sou um sujeito muito religioso”, disse Lennon. “Fui criado como cristão e só agora entendo algumas das coisas que Cristo estava dizendo nas parábolas. Porque as pessoas se apegaram ao professor e perderam a mensagem.”
Em 1980, Lennon foi morto a tiros perto de seu apartamento em Nova York por um fã, que havia conseguido seu autógrafo. O cantor foi levado às pressas para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Pastor Greg Laurie e Billy Graham em encontro. (Foto: Greg Laurie/Facebook)
John Lennon foi salvo?
O pastor diz que espera que “John Lennon tenha se lembrado do momento em que proclamou orgulhosamente que acreditava em Jesus nos momentos finais de sua vida”.
Ele explica: “Eu visitei muitas pessoas em seus leitos de morte ao longo dos anos. Quando as pessoas sabem que a eternidade está próxima, geralmente querem saber que podem ir para o céu. Tenho orado com muitos para fazer exatamente isso.”
Laurie também lembra que todos teremos três surpresas no céu: “Algumas das pessoas que pensávamos que estariam lá, não estarão. Algumas das pessoas que nunca pensamos que estariam lá, estarão. E surpresa número três, nós estaremos lá.”
Por fim, ele diz que não sabe se John Lennon foi salvo, mas tem convicção do amor de Deus por ele. “Sei que o Senhor concedeu a ele talentos extraordinários. E eu sei que se John Lennon clamou por Jesus, mesmo nos últimos momentos de sua vida, sua oração foi ouvida.”
Cece foi vencedora nas categorias de Melhor Álbum Gospel, Melhor Música Gospel e Melhor Performance de Música Cristã Contemporânea.
“Cece é uma mulher cheia do Espírito Santo, com uma história linda, um dos maiores nomes da música cristã nos Estados Unidos, e hoje ao conhecê-la me tornei mais admiradora”, declarou a artista brasileira.
Gabriela encontrou Cece em Nashville, cidade do Tenessee, e aproveitou o registro do encontro para anunciar que as duas estão produzindo juntas o louvor “Believe For It”, que será lançado em português e inglês.
O nome da música é também o título do álbum mais recente de Cece Winans, que garantiu à artista o Grammy de Melhor Álbum Gospel do ano. A música “Believe For It”, na versão original, foi a premiada na categoria de Melhor Performance de Música Cristã Contemporânea.
O pastor Erton Kohler apresentou o relatório no segundo dia da Assembleia da Associação Geral (Foto: Blesman Monteiro)
O relatório da Secretaria Executiva da Igreja Adventista do Sétimo Dia ao redor do mundo é sempre muito esperado e mostra não apenas as estatísticas sobre o avanço da organização globalmente. Projeta, também, as possibilidades de crescimento e a maneira como a organização vai reagir aos desafios.
Os dados foram apresentados pela equipe coordenada pelo secretário executivo da Associação Geral (AG), pastor Erton Köhler e apontam que, até março de 2022, eram 21.909.937 membros adventistas. Vários secretários associados e líderes da área falaram de diferentes aspectos do crescimento da Igreja Adventista.
Os mais de 21 milhões de membros adventistas estão presentes em 212 dos 235 países reconhecidos oficialmente no planeta. Isso se dá em 169.268 congregações, onde os membros são atendidos por 20.924 ministros ordenados. Para Köhler, a missão da Secretaria ultrapassa a reunião de dados. “Nós gerenciamos informação estratégica para a missão, coordenamos processos para a missão, pesquisamos como melhorar a missão e recrutamos, preparamos, enviamos e cuidamos de pessoas para a missão”, sintetizou.
Crescimento, perda e retenção
Quando se olha a humilde igreja de 1863 (data em que foi organizada a Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia) até agora, é evidente que o movimento se expandiu muito. Naquela época, de acordo com informações da edição especial da Adventist Review, eram 3.500 membros em 125 congregações.
Nos últimos sete anos, muita coisa mudou. A pandemia mundial da Covid-19, anunciada pela Organização Mundial de Saúde em março de 2020, representou um tremendo desafio para todas as organizações, sobretudo as religiosas. Mesmo assim, neste período de sete anos, mais de 8 milhões e meio de pessoas se uniram à Igreja Adventista do Sétimo Dia por meio do batismo. Somente em 2020, foram 803.430 em todo o planeta. Em 2021, os batismos chegaram a 1 milhão globalmente.
Ao mesmo tempo, no entanto, as estatísticas demonstram que, para cada 100 novos conversos adventistas, 53 deles (ou pouco mais da metade) saíram. De acordo com o texto do relatório publicado na Adventist Review, tais dados “mostram que nós precisamos investir mais recursos em retenção e discipulado”.
David Trim, diretor de Arquivos, Estatística e Pesquisa da AG, mostrou que, entre 2019 e 2020, houve uma queda de membros. No entanto, em 2021, foi possível identificar uma recuperação com a entrada de 200 mil novos membros.
O plano estratégico da Secretaria, aliás, prevê sete pontos para ajudar a Igreja Adventista a crescer de forma sustentável. Segundo o secretário associado, Hensley Moorooven, isso inclui estratégia de missão, processos melhores, cuidado missionário, nutrição e retenção de membros, auditoria, capacitação, avaliações regulares e conformidade com os regulamentos da Igreja Adventista.
Esforços missionários e voluntariado
Karen Porter, que também apresentou parte do relatório da Secretaria, chamou a atenção para a necessidade do envio de missionários para diferentes países. Essa tem sido uma marca adventista desde a sua organização. Karen afirmou que, desde 2015, 528 missionários deixaram suas casas para servir em alguma parte do planeta. Hoje, segundo ela, 367 famílias adventistas, como funcionários, estão servindo como missionários foram de sua terra natal.
Outro trabalho significativo em termos de missões mundiais é o do Serviço Voluntário Adventista (SVA). Em âmbito global, nos últimos sete anos essa área tem facilitado o envio de 9.103 voluntários para servir por pelo menos 1 ano em 116 países diferentes.