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Censo IBGE: 244 cidades do Brasil já têm maioria evangélica

Adoração durante culto (Foto: Canva Pro)
Adoração durante culto (Foto: Canva Pro)

Mais de 200 cidades do Brasil já têm maioria evangélica, segundo o Censo de Religião 2022, divulgado no início de junho pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o crescimento recorde da fé evangélica no país, 244 cidades já têm a maioria da população seguindo o cristianismo evangélico.

Em 58 municípios, os evangélicos representam mais da metade da população, como Santa Maria de Jetibá (73%), no Espírito Santo, e Alto Caparaó (63%), em Minas Gerais.

Arroio do Padre, no Rio Grande do Sul, é a cidade mais evangélica do Brasil, com 88% da população.

O estado gaúcho possui mais de 15 cidades de maioria evangélica, como Senador Salgado Filho (71%), Westfália (69%) e Quinze de Novembro (68%).

Outras cidades que se destacam pela grande quantidade de evangélicos são: Arabutã (76%), em Santa Catarin, Laranja da Terra (72%), no Espírito Santo, Alto Caparaó (63%), em Minas Gerais, Tapauá (60%), no Amazonas, Guaraíta (60%), em Goiás, Torre de Pedra (59%), em São Paulo, Nova Santa Rosa (58%), no Paraná.

Norte é a região com mais evangélicos

Em 2022, 47,4 milhões de brasileiros se declararam evangélicos, o número é 26,9% da população.

No grupo, as mulheres (55,4%) são maioria, enquanto 44,6% são homens. Em relação à cor, a maioria é parda (49%).

A Região Norte tem a maior parcela de evangélicos (36,8%), seguido pelo Centro-Oeste (31,4%), Sudeste (28%), Sul (23,7%) e Nordeste (22,5%).

Em relação aos estados, o maior número de evangélicos está no Acre (44%), seguido por Rondônia (41%), Amazonas (39%), Amapá (36%), Espírito Santo (35,4%), Pará (35,2%), Roraima (34%), Goiás (32,5%), Mato Grosso do Sul (32,4%), Rio de Janeiro (32%) e Tocantins (31%).

A menor quantidade de evangélicos se encontra no Piauí (15,6%) e em Sergipe (18,2%).

Fonte: Guia-me com informações de G1

Governo Lula é reprovado por 50% dos evangélicos, aponta pesquisa Ipsos-Ipec

Lula cabisbaixo (Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil)
Lula cabisbaixo (Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil)

A pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em 12 de junho revela que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades persistentes para conquistar a aprovação da maioria dos brasileiros. O levantamento mostra que metade dos evangélicos (50%) reprovam Lula e veem sua gestão como ruim ou péssima, sendo que 31% dos entrevistados consideram regular. Entre os católicos o índice é de 40%. Já a aprovação entre os católicos é mais expressiva (32%), contrastando com o ceticismo evangélico.

De um modo geral, 43% dos brasileiros consideram a atual gestão ruim ou péssima, enquanto 25% a classificam como boa ou ótima. Outros 29% a enxergam como regular. Trata-se da segunda vez, desde o início do terceiro mandato do petista, em que a avaliação negativa supera a positiva.

Esse cenário, para o pastor Delano Maia, presidente da Igreja Assembleia de Deus Fonte de Vida, em Vitória–ES, é resultado direto do que ele classifica como “deterioração generalizada dos indicadores econômicos, sociais e políticos”.

Em sua visão, a insatisfação também decorre de “recorrentes e já sistematizados escândalos de corrupção envolvendo estatais brasileiras e o INSS”, o que compromete a confiança popular na administração federal.

Por outro lado, o presbítero Ariovaldo Ramos, da Comunidade Cristã Reformada em São Paulo, vê um fenômeno diferente. Segundo ele, “os evangélicos, em sua maioria, têm se mostrado impermeáveis às ações do governo, em grande parte devido às fake news que são pródigas na bolha evangélica”.

Para Ramos, a desconfiança em relação ao governo Lula está fortemente ancorada em discursos morais distorcidos, amplificados por conteúdos falsos disseminados nas redes sociais.

Divisões religiosas e econômicas

Ariovaldo Ramos acredita que o governo falhou ao não perceber que o movimento evangélico construiu uma nova cultura no país. “Rubem Alves dizia que cultura é um jeito particular de ser gente”, lembra Ramos. Ignorar essa forma específica de ver e viver o mundo, segundo ele, foi um erro estratégico na comunicação governamental.

Delano Maia, por sua vez, atribui papel central às redes sociais na formação da opinião pública contrária ao governo. Para ele, as redes “assumiram papel essencial na disseminação de informações”, sobretudo diante do que classifica como “distorções e omissões da mídia tradicional, organizada em consórcios”.

Ele também denuncia uma “perseguição implacável aos veículos de comunicação independentes”, que vê como um esforço orquestrado de censura. Entre os fatores socioeconômicos, a pesquisa mostra que 59% dos que ganham mais de cinco salários mínimos rejeitam o governo, enquanto entre os que vivem com até um salário mínimo, a aprovação sobe para 33%.

A divisão é nítida também pela escolaridade: entre os mais instruídos, 51% desaprovam a gestão e, entre os menos escolarizados, a taxa cai para 36%. Esses números sugerem que os pilares do apoio a Lula continuam firmes nas camadas populares, enquanto há resistência entre as classes médias e altas.

Regiões e perfis demográficos reforçam contraste político

Geograficamente, o Nordeste ainda representa o principal reduto de apoio ao presidente, com 38% de avaliação positiva. No Norte e no Centro-Oeste, a rejeição atinge 50%, refletindo a queda da influência do governo em regiões que já demonstraram preferência por pautas conservadoras nas últimas eleições. Em cidades com até 50 mil habitantes, a aprovação de Lula é de 31%, enquanto em municípios de médio porte (entre 50 mil e 500 mil habitantes) o número cai para 22%.

A análise por sexo e idade também reforça a fragmentação. A rejeição ao governo é maior entre homens (48%) do que entre mulheres (39%). Entre os que têm entre 45 e 59 anos, a reprovação cresceu de 37% para 45%. Já em relação à raça, 47% dos que se identificam como brancos desaprovam a gestão, enquanto entre pretos e pardos a taxa é de 40%.

Visões opostas sobre os caminhos do país

As interpretações contrastantes de líderes evangélicos sobre o mesmo fenômeno revelam a complexidade do cenário político atual. Enquanto Delano Maia vê um governo fracassado em todos os aspectos, “não há, a meu ver, nada que mereça ser elogiado”, diz, Ariovaldo Ramos enxerga obstáculos criados pela desinformação e por uma cultura evangélica que o governo ignorou. Ramos afirma que sua igreja local, bastante ativa politicamente, mantém uma postura favorável à gestão atual.

As avaliações mostram que o Planalto precisa lidar, simultaneamente, com problemas objetivos como inflação, juros altos, segurança pública e escândalos, assim como desafios subjetivos, tal qual as narrativas morais e a resistência cultural.

A travessia até as próximas eleições exige mais do que programas sociais, requer habilidade política para enfrentar tanto os dados da realidade quanto as percepções fragmentadas de um país que continua dividido, inclusive entre seus fiéis.

Pesquisa Genial/Quaest

No início deste mês de junho, uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest revelou uma mudança significativa no apoio religioso ao governo Lula. Pela primeira vez desde o início do mandato, a maioria dos católicos ouvidos desaprova o presidente: 53% manifestaram rejeição, enquanto 45% ainda aprovam sua gestão.

O dado chama atenção por marcar a perda de apoio em um segmento tradicionalmente mais simpático ao petista. Há apenas dez meses, Lula contava com 60% de aprovação entre os católicos.

Entre os evangélicos, o cenário é ainda mais desfavorável. A rejeição permanece alta: 66% desaprovam o governo, contra apenas 30% de aprovação.

Fonte: Comunhão

Líderes religiosos assassinados estão entre os abusos cometidos pelas forças de ocupação russas na Ucrânia

Igreja destruída na Ucrânia (Foto: Reprodução)
Igreja destruída na Ucrânia (Foto: Reprodução)

Terríveis abusos dos direitos humanos de cristãos evangélicos por autoridades russas que ocupam ilegalmente territórios na Ucrânia foram documentados em um relatório divulgado no início deste ano.

Pelo menos 47 líderes cristãos ucranianos de diferentes denominações foram “mortos como resultado da agressão em grande escala da Rússia” de 2022 a 2024, de acordo com o relatório de fevereiro da Missão Eurásia intitulado “Fé sob o terror russo: análise da situação religiosa na Ucrânia”.

“As causas da morte de líderes religiosos ucranianos variaram: tortura por militares russos, detenção ou prisão em condições desumanas, tiroteios direcionados a civis por soldados russos, bombardeios indiscriminados de infraestrutura civil usando artilharia, mísseis ou armas de destruição em massa, bem como drones carregados de explosivos implantados pela Rússia em todas as regiões da Ucrânia, entre outros”, afirmou o relatório.

Os dados sobre as mortes de líderes cristãos por tortura “e tratamento desumano” em prisões russas são incompletos, observou o relatório, devido ao conflito em curso e à falta de acesso aos territórios ocupados. A análise da Mission Eurasia, uma organização sem fins lucrativos com sede nos EUA, também não incluiu as mortes de clérigos mobilizados ou voluntários para defender o país, juntando-se às Forças Armadas da Ucrânia.

As mortes registradas também não incluem “crentes proativos que serviram em igrejas e comunidades religiosas sem serem clérigos ordenados”.

O relatório envolveu 70 entrevistas pessoais com testemunhas de todas as denominações cristãs na Ucrânia entre agosto de 2023 e dezembro de 2024.

Os cristãos evangélicos estão particularmente sujeitos a ameaças, vigilância, difamação e “violência brutal” por parte dos ocupantes russos, afirmou o relatório.

“Eles são vítimas da propaganda do Kremlin e de sua chamada campanha de ‘dessatanização’, que tem como alvo desproporcional as igrejas protestantes, rotulando-as como ‘sectárias’, ‘agentes ocidentais’ ou ‘extremistas’”, observou o relatório.

Comparou o tratamento dado aos evangélicos pela atual Federação Russa com o da antiga União Soviética.

“Como nos tempos soviéticos, as autoridades de ocupação consolidam à força fiéis de diferentes denominações em uma única igreja sob o controle de um líder aprovado pelo Estado e leal à Rússia, suprimindo efetivamente a diversidade denominacional e a liberdade de culto”, observou. “As forças russas frequentemente invadem locais de culto durante os cultos, transformando as reuniões da igreja em locais de ‘filtragem’ – uma prática usada para identificar e intimidar aqueles que se opõem à ocupação ou que não desejam aceitar a cidadania russa.”

Explicando os antecedentes da invasão russa em 23 de fevereiro de 2022, após a apropriação de terras da Crimeia em 2014, posteriormente condenada como uma “violação da integridade territorial e da soberania da Ucrânia” pelas Nações Unidas, o relatório observou um senso de coesão pluralista entre as denominações religiosas na Ucrânia antes da invasão. Comparou as relações calorosas entre as igrejas ucranianas com o apelo militarista da Igreja Ortodoxa Russa, liderada pelo Patriarca Kirill de Moscou, que “endossou abertamente a invasão em larga escala da Ucrânia, enquadrando-a como uma guerra sagrada e incentivando o apoio da sociedade à agressão e ao genocídio de fato do povo ucraniano”.

“Alguns líderes muçulmanos, protestantes e outros líderes religiosos na Rússia expressaram opiniões semelhantes”, acrescentou o relatório.

Uma “ideologia chauvinista do ‘Mundo Russo'” impulsionou a invasão, que negou a soberania da Ucrânia como nação e promoveu a supremacia étnica e cultural russa, de acordo com o relatório.

“Apoiada pela propaganda estatal e pelo amplo apoio da sociedade russa, essa ideologia alimentou crimes de guerra contra o povo ucraniano, incluindo prisões ilegais, tortura, estupros, sequestro em massa de crianças para a Rússia e assassinatos seletivos de civis, incluindo pelo menos 47 líderes religiosos ucranianos”, afirmou. “A Rússia continua a violar o direito internacional humanitário ao atacar sistematicamente infraestruturas civis – hospitais, escolas, instalações de energia e locais de culto – com mísseis e drones.”

Pelo menos 650 locais religiosos foram danificados ou destruídos, afirmou.

As forças de ocupação russas no sul da Ucrânia também têm sistematicamente atacado todas as denominações cristãs no território, pressionando-as a “colaborar ou eliminá-las em casos de rejeição”, acrescentou.

A maioria das atividades religiosas, como ações de conscientização nas comunidades e fornecimento de ajuda humanitária, foram proibidas pelas autoridades de ocupação no final de 2022, após a fase inicial da invasão principal. Serviços religiosos também foram proibidos, e novas igrejas ou aquelas envolvidas em trabalho voluntário tiveram que se registrar junto às autoridades russas.

A repressão levou ao fechamento de todas as comunidades religiosas independentes nas regiões ocupadas de Zaporizhzhia e Kherson até meados de 2023, exceto as “paróquias alinhadas à força com a Igreja Ortodoxa Russa”.

O resumo executivo do relatório destacou o confisco e a reutilização generalizados de propriedades religiosas.

“Edifícios de igrejas, propriedades e até mesmo casas particulares de oração foram apreendidas pelas forças russas, declaradas ‘não reivindicadas’ e então saqueadas, destruídas ou reaproveitadas para uso do regime de ocupação”, afirmou.

Cristãos que não escaparam da invasão russa na Ucrânia têm sofrido violações sistemáticas de sua liberdade religiosa e de seus direitos civis. O relatório observou a pressão exercida sobre esses ucranianos para obterem passaportes russos e os ocupantes russos forçando comunidades religiosas a se registrarem novamente sob a lei russa, sob pena de perderem tanto o status legal quanto os direitos de propriedade.

“Centenas de outras igrejas e comunidades religiosas ucranianas enfrentam a erradicação”, alertou o relatório, observando um risco adicional para as crianças ucranianas em zonas ocupadas: “A militarização de crianças e a promoção do ódio contra qualquer coisa que não seja russa correm o risco de alimentar futuras ondas de agressão armada da Rússia, independentemente de qualquer cessar-fogo temporário ou acordo de paz.”

Líderes da Igreja mortos

Entre os líderes da igreja mortos, em 22 de janeiro de 2024, durante o bombardeio russo na vila de Kurakhivka, na região de Donetsk, o reverendo Mykola Fomin, da UOC, foi morto.

Soldados russos torturaram e atiraram em um padre da OCU, o Rev. Stepan Podolchak, em 15 de fevereiro de 2024, na aldeia de Kalanchak, região de Kherson. Dois dias antes, eles o sequestraram de sua casa, descalço, com um saco na cabeça.

O Rev. Yuriy Klymko, capelão e pastor da Igreja de Jesus Cristo da CEF na cidade de Kupiansk, região de Kharkiv, foi morto em 28 de fevereiro de 2024. Ele morreu no prédio de sua própria igreja após uma explosão causada por uma bomba russa FAB-500 lançada no centro da cidade.

Em 10 de abril de 2024, na cidade de Chornomorsk, na região de Odesa, Vitaliy Taranenko, ministro do coral da Igreja Batista da Ressurreição (ECB), foi morto durante um ataque de míssil russo.

O Rev. Mykola Tatiashvili, pastor da Igreja de Deus da CEF, foi morto em 13 de agosto de 2023 em sua casa na aldeia de Stanislav, região de Kherson. Naquele dia, o exército russo bombardeou assentamentos na região de Kherson, ceifando a vida de pelo menos sete pessoas.

O Rev. Mykola Palahniuk, reitor e deão do Distrito de Bilozerka, foi morto em 13 de junho de 2023, após bombardeio por forças russas à Igreja de São João Batista da UOC, na vila de Bilozerka, na região de Kherson. Ele distribuía ajuda humanitária no terreno da igreja para as pessoas afetadas pelas inundações causadas pela destruição da Usina Hidrelétrica de Kakhovka, quando a artilharia russa bombardeou a vila a partir da margem esquerda do rio Dnipro.

Entre as vítimas mortas antes de 2023 estava o Rev. Maksym Kozachyna, um padre da Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OCU), que foi parado em um posto de controle perto da vila de Ivankiv, na região de Kiev, em 26 de fevereiro de 2022. Soldados russos forçaram o padre, em suas roupas clericais, a sair do carro e o executaram a tiros.

Também foi documentada a morte de Oleksandr Kysliuk, professor da Academia Teológica Ortodoxa de Kiev da OCU. Em 5 de março de 2022, soldados russos o mataram a tiros em seu próprio quintal em Irpin, na região de Kiev. No mesmo dia, soldados russos mataram a tiros o padre da OCU, Rostyslav Dudarenko, em um posto de controle em sua cidade natal, Yasnohorodka, na comunidade de Byshiv, no distrito de Fastiv, na região de Kiev.

Soldados russos executados a tiros Vitaliy Vynohradov, reitor do Seminário Evangélico Eslavo de Kiev, em Bucha, região de Kiev, em 6 de março de 2022; centenas de outros moradores locais também foram “brutalmente assassinados”.

Em Bucha, o corpo de Ihor Horodetskyi, ministro da Associação de Igrejas Missionárias de Cristãos Evangélicos da Ucrânia, foi encontrado em uma vala comum; a data não foi divulgada.

Em 1º de setembro de 2022, durante o bombardeio da cidade de Balakliia, na região de Kharkiv, Andriy Klyauzer, pastor da Igreja Ucraniana da CEF, foi morto enquanto distribuía comida aos moradores locais.

Na cidade de Kakhovka, região de Kherson, soldados russos torturaram até a morte Anatoliy Prokopchuk, diácono da Igreja Ucraniana da CEF, juntamente com seu filho de 19 anos, Oleksandr. Logo após o sequestro, seus corpos foram encontrados em 22 de novembro de 2022, com sinais de tortura.

Folha Gospel com artigo publicado originalmente por Christian Daily

João Alexandre estreia show intimista no MackPlay, plataforma de streaming do Mackenzie

João Alexandre na gravação no MackPlay (Foto: Reprodução)
João Alexandre na gravação no MackPlay (Foto: Reprodução)

Já está no ar, no programa de streaming do Mackenzie, o Mackplay, o show Voz, Violão e Tudo o Mais, um registro intimista da trajetória musical de João Alexandre, um dos nomes mais respeitados da música cristã contemporânea. Gravado no Auditório Ruy Barbosa, do Mackenzie, o show foi realizado em clima acolhedor, à luz de velas, e com um repertório que celebra os mais de 40 anos de carreira do artista.

Acompanhado por um trio de músicos — Felipe Silveira (teclado/piano), Osmário Marinho (percuteria) e Felipe Fidélis (baixo) — João Alexandre revisita algumas de suas canções mais conhecidas. O show conta, ainda, com a participação especial da cantora Tirza Silveira, esposa do artista, criando momentos de emoção e proximidade com o público. 

O projeto foi captado em multicâmera, com qualidade 4K, e conta com som de alta fidelidade, mixado e masterizado pelo próprio João Alexandre, além de direção artística do MackPlay. “A proposta é levar ao público toda a sensibilidade e a essência das canções de João, em um formato que aproxima o artista de quem assiste, seja no palco, seja em casa”, destaca a equipe da plataforma. 

Lançado em 2022, o MackPlay é o primeiro serviço de streaming gratuito de conteúdo original criado por uma instituição de ensino no Brasil. A plataforma reúne séries documentais, podcasts, shows, aulas magnas e produções especiais, conectando educação, cultura e entretenimento sob a curadoria do Mackenzie. 

O show completo João Alexandre – Voz, Violão e Tudo o Mais já está disponível no aplicativo do MackPlay. Para quem quiser curtir o repertório aos poucos, as músicas também serão disponibilizadas semanalmente no canal do YouTube, em mackplayoficial.

Confira a música “Por Sermos Irmãos”, a primeira liberada no YouTube, clicando aqui.

Sobre o Instituto Presbiteriano Mackenzie

É uma instituição privada educacional e de saúde, confessional e sem fins lucrativos. Desde sua fundação, é agente de uma série de inovações pedagógicas e acompanha e influencia o cenário da educação no País. Um de seus principais objetivos é formar cidadãos com capacidade de discernimento, com critérios e condições para fazer a leitura do mundo em que vivem, a partir de valores e princípios eternos, e que sejam aptos a intervir na sociedade.

Ao longo de sua existência, implantou cursos com o objetivo de abranger novas áreas do conhecimento e acompanhar o progresso da sociedade com intensa participação comunitária. Tornou-se reconhecido pela tradição, pioneirismo e inovação na educação, o que permitiu alcançar o posto de uma das mais renomadas instituições de ensino, entre as que mais contribuem para o desenvolvimento científico e acadêmico do País. Como entidade confessional, promove o desenvolvimento de cidadãos que sejam solidários, responsáveis e busquem a Deus em seus caminhos.

O Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) é a entidade mantenedora e responsável pela gestão administrativa da Universidade Presbiteriana Mackenzie nos campi São Paulo, Alphaville e Campinas, das Faculdades Presbiterianas Mackenzie em três cidades do País: Brasília (DF), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ), bem como das unidades dos Colégios Presbiterianos Mackenzie de educação básica em São Paulo, Tamboré (em Barueri – SP), Brasília (DF) e Palmas (TO). Além do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie Paraná (Curitiba), que presta mais de 90% de seu atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o campo de estágios da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEM).

Confira a música “Por Sermos Irmãos”, a primeira liberada no YouTube, clicando aqui.

Folha Gospel com informações de Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie

Líderes cristãos reagem aos ataques entre Israel e Irã

Mísseis no céu de Israel lançados pelo Irã (Foto: Reprodução)
Mísseis no céu de Israel lançados pelo Irã (Foto: Reprodução)

Líderes cristãos e políticos reagiram depois que a Força Aérea Israelense lançou dezenas de ataques aéreos contra instalações nucleares no Irã, enquanto preocupações crescentes sobre a possibilidade de hostilidades prolongadas entre os dois países levaram a apelos por oração e diplomacia.

Os ataques aéreos israelenses resultaram na morte ou ferimentos de vários altos funcionários do regime iraniano, incluindo o chefe das Forças Armadas Iranianas, o comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e o chefe do comando de emergência do Irã, relata o editor-chefe do All Israel News, Joel C. Rosenberg.

Com o codinome “Operação Leão em Ascensão”, Israel teve como alvo instalações militares e nucleares iranianas, alegando que o Irã havia acumulado urânio enriquecido suficiente para produzir várias ogivas nucleares em poucos dias.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, prometeu retaliar , e o Irã lançou mais de 100 drones em direção a Israel na sexta-feira, disse o general de brigada israelense Effie Defrin em comentários televisionados.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, emitiu uma declaração na quinta-feira, enfatizando que os Estados Unidos “não estavam envolvidos em ataques contra o Irã e nossa maior prioridade é proteger as forças americanas na região”.

“Israel nos informou que acredita que esta ação foi necessária para sua autodefesa. O Presidente Trump e o Governo tomaram todas as medidas necessárias para proteger nossas forças e permanecem em contato próximo com nossos parceiros regionais”, disse Rubio, instando veementemente o Irã a não “atingir interesses ou pessoal dos EUA”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu seus pensamentos em uma série de declarações no Truth Social, dizendo que deu “ao Irã chance após chance de fazer um acordo” e deu a eles um “ultimato” de 60 dias há dois meses.

“Eu disse a eles, com a maior veemência, para ‘simplesmente fazerem’, mas não importa o quanto tentassem, não importa o quão perto chegassem, eles simplesmente não conseguiam”, lamentou Trump em uma publicação . Ele disse ter alertado o Irã sobre a possibilidade de tal ataque acontecer antes de prever que “só vai piorar!”

Trump pediu a Israel que fizesse um acordo para evitar mais distúrbios: “Já houve muita morte e destruição, mas ainda há tempo para pôr fim a esse massacre, com os próximos ataques já planejados sendo ainda mais brutais. O Irã precisa fazer um acordo, antes que não reste nada, e salvar o que antes era conhecido como o Império Iraniano. Chega de morte, chega de destruição, SIMPLESMENTE FAÇA ISSO, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.”

Greg Laurie

Pastor Greg Laurie (Foto: reprodução)
Pastor Greg Laurie (Foto: reprodução)

Greg Laurie, pastor da Harvest Christian Fellowship na Califórnia, reagiu à notícia de última hora elaborando o contexto da situação e pedindo orações em uma postagem no X na quinta-feira à noite.

“Este é um assunto muito sério, e os estudantes da Bíblia devem prestar muita atenção”, escreveu ele.

“O regime iraniano apoia há muito tempo o terrorismo em todo o mundo — especialmente contra Israel. Eles vêm desenvolvendo uma arma nuclear há algum tempo, e seus líderes têm repetidamente ameaçado usá-la para ‘varrer Israel da face da Terra’.”

“Devemos estar em oração e caminhar em estreita colaboração com o Senhor”, acrescentou Laurie. “Estes são tempos perigosos, e precisamos de discernimento espiritual, coragem e fé mais do que nunca.”

Jentezen Franklin

Jentezen Franklin, pastor sênior da Free Chapel em Gainesville, Geórgia, EUA (Foto: Reprodução)

Jentezen Franklin, pastor da Free Chapel em Gainesville, Geórgia, expressou solidariedade ao povo de Israel em uma postagem X na quinta-feira à noite.

“Enquanto milhões de israelenses se abrigam sob a ameaça de milhares de mísseis iranianos, nossos corações e orações estão com o povo de Israel. Nos solidarizamos inabalavelmente com todos aqueles que enfrentam o medo, a incerteza e o perigo — especialmente famílias, crianças, sobreviventes do Holocausto e todos os defensores da paz.”

Franklin disse que instalou câmeras de oração em Israel, convidando as pessoas a “vigiar e orar pelo povo judeu e pela terra de Israel”. 

Embaixada Cristã Internacional em Jerusalém

A Dra. Susan Michael, da Embaixada Cristã Internacional em Jerusalém, manifestou seu apoio à atuação de Israel “decisivamente para impedir um Irã com armas nucleares”, o que ela chamou de “uma ameaça não apenas a Israel, mas à paz e à segurança globais”.

Em uma declaração, ela pediu aos americanos que se juntassem a ela em orações pela proteção dos civis e das forças armadas de Israel, sabedoria e força para os líderes israelenses, bem como “paz, justiça e contenção do mal”.

Ela disse que o Comando da Frente Interna de Israel abriu abrigos públicos na expectativa de ataques retaliatórios lançados contra centros populacionais israelenses.

“A nação está se preparando para o que podem ser dias de batalha”, enfatizou ela. “Mesmo neste momento de incerteza, nos apegamos à promessa das Escrituras: ‘Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.’ — Salmo 121:4.”

Pastor John Hagee

Pastor John Hagee, fundador e presidente da organização Christians United for Israel (Foto: CUFI)

O pastor John Hagee, da organização Christians United for Israel, emitiu uma declaração no X insistindo que “Israel fez um favor ao mundo ao impedir um Irã nuclear”.

Hagee, pastor sênior da Cornerstone Church em San Antonio, afirma que “Israel está protegendo sua nação, o mundo livre e, se Deus quiser, criando um caminho para a libertação do povo do Irã”.

“[Nós] estamos ombro a ombro com Israel e seu povo”, ele proclamou, assegurando ao povo de Israel: “vocês não estão sozinhos”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos no Irã estão em perigo em meio ao conflito com Israel

Destruição no Irã após ataque de Israel (Foto: Reprodução)
Destruição no Irã após ataque de Israel (Foto: Reprodução)

Nesta sexta-feira, 13, nas primeiras horas do dia, Israel lançou a “Operação Leão em Ascensão”, um ataque preventivo em larga escala envolvendo mais de 200 aeronaves e operações secretas de sabotagem contra a infraestrutura nuclear e militar do Irã. Os ataques teriam matado altos comandantes da Guarda Revolucionária, incluindo o general Hossein Salami e o major Mohammad Bagheri, além de cientistas nucleares.

Dezenas de civis também ficaram feridos, incluindo crianças, nas explosões em Teerã e Isfahan. Em retaliação, o Irã lançou mais de 100 drones contra Israel. Toda a região está agora em alerta máximo, com o espaço aéreo interrompido, os preços do petróleo disparando e a crescente pressão internacional por uma diminuição da violência.

Tensão propaga-se no Oriente Médio

Em meio a essa crise, a minoria cristã no Irã enfrenta um perigo particular. Sob o regime teocrático iraniano, os cristãos, especialmente os de origem muçulmana, já vivem sob severas restrições. Observadores da liberdade religiosa observam que os cristãos de origem muçulmana “enfrentam graves violações da liberdade religiosa”, sendo frequentemente vistos como ameaças influenciadas pelo Ocidente.

Atualmente, o Irã é o 9º país da Lista Mundial da Perseguição 2025, o ranking com 50 países onde seguidores de Jesus são mais perseguidos e discriminados. Líderes e membros de igrejas domésticas são frequentemente presos e condenados a longas sentenças sob acusações arbitrárias de “agir contra a segurança nacional ao se conectar com organizações cristãs ‘sionistas’”.

Agora, com as tensões explodindo entre Irã e Israel, os cristãos iranianos estarão ainda mais vulneráveis a suspeita e repressão. A instabilidade também afeta cristãos perseguidos em territórios vizinhos, como Iraque, Síria e Cisjordânia, parte dos Territórios Palestinos. “Todas as fronteiras estão fechadas, assim como todos os postos de controle. Isso significa que não podemos nos deslocar de um lugar para outro. Muitas pessoas estão agora presas na fronteira”, diz um cristão da Cisjordânia.

Ele acrescenta que, com medo de ficarem sem alimento, “as pessoas estão tentando comprar comida, bebida e combustível”. Os cristãos no Oriente Médio já vinham sofrendo muito por causa das consequências da guerra entre Hamas e Israel. Os novos ataques agravam a situação da igreja local.

“Senhor da paz e da justiça, clamamos ao Senhor em meio a este conflito crescente. Conforta os feridos e os que choram no Irã e em Israel. Contém as mãos da violência, dá sabedoria aos líderes e protege os inocentes. Que sua misericórdia rompa o caos. Em nome de Jesus, oramos por um cessar-fogo imediato, cura para os civis feridos e contenção divina sobre uma nova escalada militar entre Israel e Irã”, é a oração do conselheiro sênior da Portas Abertas Internacional sobre o Irã.

Fonte: Portas Abertas

Jovens e mulheres lideram avanço evangélico no Brasil, mostra Censo

Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)
Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)

Nos últimos doze anos, a paisagem religiosa do Brasil se transformou de forma significativa. O Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que o grupo religioso que mais cresceu entre 2010 e 2022 foi o dos evangélicos, cuja proporção na população saltou de 21,6% para 26,9%. Parte expressiva desse crescimento tem rostos marcados por juventude e feminilidade.

A pesquisa do IBGE mostra que crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos compõem a faixa etária proporcionalmente mais evangélica, com 31,6% se declarando como tal. Já as mulheres representam 55,4% do total de fiéis evangélicos, superando a participação feminina na população geral. Esses dados apontam não apenas para um fenômeno estatístico, mas para dinâmicas comunitárias, sociais e espirituais que vêm se consolidando nas últimas décadas.

O papel dos jovens: engajamento, pertencimento e fé

Para compreender a atração que o ambiente evangélico exerce sobre os mais jovens, é preciso olhar para além das estatísticas. Segundo a socióloga Christina Vital, professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), as igrejas evangélicas souberam adaptar suas práticas e linguagens para dialogar com os interesses e as inquietações da juventude.

“Há desde uma adaptação muito forte das liturgias evangélicas, seja por meio da estética ou a partir das teologias, até a oferta de mecanismos de circulação e de perspectiva de vida”, explica.

Essa aproximação passa também pela presença concreta no cotidiano. O pastor Etevaldo Serqueira, destaca a forma como as igrejas investem em estratégias de formação e envolvimento direto.

“Temos uma escola bíblica dominical, incentivamos a leitura bíblica e criamos setores com esportes, música e encontros sociais. Os jovens também recebem oportunidade de pregar e participar dos cultos dos jovens”, aponta ele sobre os possíveis motivos que atraem os jovens para sua comunidade.

Na avaliação dele, esse ambiente contribui para dar sentido à caminhada de fé. “Eles são estimulados a seguirem carreiras, promovemos torneios de conhecimento bíblico, tudo de forma contextualizada e envolvente”, contextualiza.

A percepção da igreja como espaço de acolhimento, propósito e possibilidade de transformação ressoa especialmente entre os jovens que enfrentam frustrações sociais. “Eles são críticos ao Estado e encontram nas igrejas uma expectativa de futuro, mesmo que baseada no mérito”, observa Christina Vital.

Mulheres no centro da transformação

Entre as fiéis evangélicas, a presença das mulheres não é apenas numerosa, mas estrutural. O Censo 2022 mostrou que elas formam a maioria entre os membros da religião, com representatividade maior do que em outras tradições religiosas, incluindo a católica. Além disso, elas vêm ganhando espaço em funções de liderança e influência espiritual, ainda que essa caminhada não esteja livre de tensões.

“Hoje já é mais comum ver uma mulher liderando ou pastoreando dentro de uma igreja. A igreja tem se aberto para essa nova realidade, mas ainda há muito o que fazer nesse aspecto”, afirma a pastora Eristelia Bernardo, Comunidade Cristã Casa do Pai, Governador Valadares/MG. Para ela, o avanço das mulheres na vida comunitária é inegável, mas ainda encontra barreiras. “Algumas ainda não compreenderam esse chamado da mulher. Acredito que não existe pastoreio feminino ou masculino, acredito que existe pastoreio”, diz.

Essa percepção também é compartilhada por Nilza Valéria, pastora e coordenadora da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. “Na igreja, isso não acontece. É normal estarmos nesses espaços. Lá eu sou a pastora Nilza, não preciso provar nada. As mulheres de oração são valorizadas nas suas comunidades e o que elas falam é lei”, declarou, em entrevista à Agência Brasil.

Além de assumirem posições formais de liderança, muitas mulheres sustentam o dia a dia das comunidades evangélicas com ações práticas. “São líderes, professoras de Bíblia, promovem encontros de casais, pregam, tocam instrumentos. São muito respeitadas”, resume o pastor Etevaldo.

Desafios e horizontes

Apesar do crescimento, a proporção de evangélicos ficou abaixo das expectativas. Projeções anteriores estimavam que o grupo poderia chegar a 40% da população, o que não se concretizou. Ainda assim, o avanço é significativo e desafia as lideranças evangélicas a manterem a relevância espiritual e social do movimento.

“Os desafios estão na insistência de pregar o Evangelho de forma pura, honesta e transparente”, pontua o pastor Etevaldo. Ele observa que muitas igrejas estão se mobilizando para preparar as novas gerações também em termos profissionais e educacionais, criando escolas e programas de formação.

“Acredito que vai haver um crescimento muito maior da presença feminina nas igrejas. As mulheres representam em torno de 70% a 80% das pessoas dentro de uma congregação; isso é algo que pude observar ao longo dos meus 20 anos de pastoreio”, reflete a pastora Eristelia.

Os evangélicos têm se consolidado como uma força social e espiritual moldada por afetos, vínculos e práticas coletivas. No cotidiano de bairros dos mais variados recantos do Brasil ou nos cultos de jovens, pulsa um cristianismo em transformação, no qual fé, identidade e comunidade caminham lado a lado.

Mais que estatística, o crescimento evangélico destes perfis revela uma busca coletiva por pertencimento, propósito e reconstrução de sentido em meio às tensões do mundo contemporâneo. Cenário no qual mulheres e adolescentes sabem muito bem se posicionar para buscar reconhecimento.

Folha Gospel – Artigo publicado originalmente em Comunhão

Cristãos indígenas são expulsos por causa da fé, no Vietnã

Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto: Portas Abertas)
Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto: Portas Abertas)

“Se você não abandonar essa religião estrangeira, não terá mais lugar nesta aldeia.” “Você não faz mais parte desta família!” Essas palavras dolorosas não foram ditas por inimigos, mas por entes queridos e líderes locais de cristãos recém-convertidos no Noroeste do Vietnã. Os seguidores de Jesus perseguidos são parte do grupo étnico dao e entendem na pele que seguir a Jesus muitas vezes significa perder tudo: lar, família, sustento e comunidade.

A decisão que mudou tudo

Minh* e sua esposa, ambos com aproximadamente 40 anos, vivem em uma aldeia remota da comunidade dao com seus três filhos. Como muitos em sua comunidade, eles seguiam o culto aos ancestrais. Mas quando um amigo próximo compartilhou como Jesus transformou sua vida, Minh e sua família decidiram seguir a Cristo.

Essa decisão mudou tudo. A paz encheu seu lar. A alegria cresceu entre eles. Seus filhos tornaram-se mais obedientes, e os relacionamentos familiares floresceram. Mas a fé teve um preço.

Quando Minh e sua família se recusaram a participar de um ritual tradicional dao, o chefe da aldeia e os anciãos convocaram Minh e o pressionaram a renunciar à sua fé. Eles ameaçaram: “Se você não abandonar essa religião estrangeira, não terá mais lugar nesta aldeia!”.

Dias depois, a família de Minh acordou com destruição. A porta da frente estava arrebentada, parte do telhado arrancada. Sua horta, milharal e arrozais foram arrasados. Eles clamaram a Deus, sem saber quem havia feito aquilo, mas cientes do motivo.

Logo depois, as autoridades locais ordenaram que deixassem a aldeia. Não puderam levar seus pertences. Não tinham para onde ir. Mas Deus abriu um caminho.

Um grupo cristão próximo interveio. Trouxeram alimentos, itens de necessidade básica e ajudaram a família a construir uma casa de bambu temporária. A fé de Minh não vacilou. Com força tranquila, ele declarou: “Sabemos que Deus é real. Mesmo tendo perdido nosso lar e comunidade, continuamos a segui-lo”.

Trang expulsa pelo próprio filho

Trang, com aproximadamente 60 anos, também escolheu seguir a Jesus. Ela vivia com seu filho Huy em uma aldeia remota. Após sua conversão, ela parou de participar das atividades de culto aos ancestrais, e Huy percebeu. Furioso, ele a acusou de desonrar os antepassados. Como único provedor da família, Huy tinha poder em casa e o usou contra a própria mãe.

No início de março de 2025, ele a expulsou. Não permitiu que levasse nenhum pertence. “Você não faz mais parte desta família”, disse ele, empurrando-a para fora de casa.

Trang não teve escolha. Caminhou por horas pela floresta, sem saber para onde ir. Mas Deus já havia preparado um lugar. Em uma aldeia próxima, uma família cristã a acolheu. Embora fossem estranhos, cuidaram dela como se fosse da família. Até construíram uma casa simples de bambu para ela.

Hoje, Trang continua a adorar com outros cristãos. Seu coração está machucado, mas não quebrado. “Perdi meu lar, mas encontrei paz e esperança em Cristo”, diz ela.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos deslocados pedem socorro em Manipur

Manipur, maior estado cristão na Índia, enfrenta conflito étnico-religioso (Foto: Portas Abertas)
Manipur, maior estado cristão na Índia, enfrenta conflito étnico-religioso (Foto: Portas Abertas)

Em maio de 2023, um conflito sangrento começou entre as etnias kuki e meitei em Manipur. Porém, mais do que uma questão étnica, a instabilidade permitiu o avanço da perseguição religiosa com violência extrema aos seguidores de Jesus, vistos como traidores das comunidades tradicionais na Índia.

Veja o relato de Neinu (pseudônimo), uma jovem cristã deslocada que lembra com clareza sua jornada em busca de abrigo quando tudo que conhecia foi destruído, e o papel da fé nessa crise em Manipur.  

Tento não pensar nisso. Mas, muitas vezes, me pego perdida em pensamentos sobre o que poderia ter sido. Enquanto minha família se escondia no quarto dos meus pais, enquanto uma multidão enfurecida causava caos do lado de fora do nosso portão pela segunda vez naquela noite, oramos de joelhos como uma família pedindo um fim menos doloroso se o pior cenário se concretizasse.  

E se eles realmente conseguissem entrar? E se algo tivesse acontecido? Eu me pergunto quem estaria escrevendo este texto no meu lugar agora. Durante nossos momentos de oração familiar em nossa pequena sala de estar, meus pais enfatizavam a importância de interceder não apenas por nós mesmos, mas pela família e por aqueles que vivem perto de nós. Nosso portão, que não era nem o mais formidável nem o mais alto do bairro, surpreendentemente, não pôde ser escalado naquela noite. E esse é um dos muitos testemunhos das orações da minha família. 

Já se passaram quase dois anos agora. Vinte e três meses desde a última vez que vi e ri no conforto da nossa casa. Meus últimos cinco dias em Manipur pareceram um pesadelo. Nunca imaginei que teria que correr pela minha vida de pessoas com quem eu costumava andar pelas mesmas ruas. Minha família e eu passamos esses dias escondidos, sem saber o que seria de nós. O campo comunitário, que antes sediava jogos, agora nos abrigava como cidadãos deslocados que foram expulsos de suas casas da noite para o dia.  

Foi desanimador e irônico ao mesmo tempo. Notei meu sobrinho, que mal tinha completado um ano, com buracos nas meias porque sua mãe só conseguiu empacotar comida e remédios. A cena de bebês doentes chorando nos braços das mães desamparadas era realmente triste de se ver. E há inúmeras histórias como essas entre os deslocados.  

Aquela noite também foi a primeira em que dormi em um espaço aberto com nada além de um tapete rasgado separando o chão irregular e minhas costas. Foi também quando percebi que os dias ensolarados de maio podem ser bastante frios ao anoitecer. Um dia depois, minha família se reuniu com nossos vizinhos no aeroporto, onde passamos mais três noites enfrentando o frio e os mosquitos indesejados. Entre alimentação irregular e uma longa caminhada escondidos, encontramos abrigo ao chegar a um estado vizinho.  

Nosso intenso trauma e o clima sufocante não se misturavam bem. Quando me deitei no colchão quente e confortável em nossa hospedagem, percebi que era a primeira vez em quase uma semana que eu me deitava em uma superfície macia. Estava exausta, ainda mais depois de acessar a internet. Vi postagens em redes sociais de pessoas que eu considerava amigas e conhecidas e notícias falsas circulando.  

Tudo isso afeta minha saúde mental, mas, lembro-me de como sou privilegiada por ter conseguido escapar ilesa e me estabelecer em uma nova cidade. E a culpa me domina, especialmente quando vejo outros cristãos deslocados, mal conseguindo sobreviver enquanto vivem em condições apertadas e longe de serem sanitárias.  

Penso comigo mesma: “Isso é o melhor que você pode fazer por você e por nós agora”. Contar o que vivi. Talvez, um dia, eu possa dizer aos meus filhos que não fiquei em silêncio. Como diz a Bíblia, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã

Fonte: Portas Abertas

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