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Grammy Awards 2026: conheça os vencedores nas categorias da música gospel

Grammy Awards 2026 (Foto: reprodução)
Grammy Awards 2026 (Foto: reprodução)

A música gospel voltou a chamar atenção no maior palco da indústria fonográfica. Em uma noite marcada por grandes estrelas do pop e do rap, artistas que transformam fé em música ganharam espaço na 68ª edição do Grammy Awards 2026, realizado no domingo, 1º de fevereiro, nos Estados Unidos. O Grammy reconhece os principais lançamentos musicais do último ano em 96 categorias. A cerimônia aconteceu na Crypto.com Arena, em Los Angeles.

O prêmio, criado em 1958 pela Recording Academy, reconheceu produções gospel e cristãs que impactaram igrejas e públicos ao redor do mundo ao longo do último ano. A criação das categorias gospel e cristãs no Grammy, nos anos 1970, ajudou a mudar a forma como esse tipo de música era visto pela indústria. Antes concentrada quase exclusivamente nas igrejas e em eventos religiosos, a produção gospel passou a circular em outros espaços, ganhando distribuição, investimento e atenção da mídia, mostrando que era possível alcançar o mercado musical sem abandonar suas convicções.

Entre os destaques da noite esteve CeCe Winans, que venceu na categoria Melhor Performance ou Canção Gospel com “Come Jesus Come”. A música, que conta com a participação de Shirley Caesar, resgata a força do gospel tradicional e aposta em letras que falam de perseverança e esperança. “Essa canção nasceu da oração e continua sendo uma oração”, afirmou CeCe ao receber o prêmio.

Na música cristã contemporânea, o reconhecimento foi para “Hard Fought Hallelujah”, de Brandon Lake em parceria com Jelly Roll. A colaboração surpreendeu parte do público ao unir um dos principais nomes do louvor atual com um artista conhecido fora do circuito cristão, Jelly. O resultado foi uma canção marcada por vulnerabilidade e fé em meio às dores da vida, ampliando o alcance da mensagem.

O Grammy de Melhor Álbum Gospel ficou com “Heart of Mine”, projeto de Darrel Walls e PJ Morton. O disco une raízes da igreja com arranjos modernos e mostra como o gospel segue se renovando sem perder sua essência. Já Israel & New Breed venceram na categoria Melhor Álbum de Música Cristã Contemporânea com “Coritos Vol. 1”, um trabalho que celebra a adoração coletiva e a diversidade cultural presente nas igrejas ao redor do mundo.

Na categoria dedicada ao gospel mais tradicional, o prêmio foi para o The Brooklyn Tabernacle Choir, com o álbum ao vivo “I Will Not Be Moved”. Conhecido por suas apresentações intensas e corais potentes, o grupo reafirmou a relevância da adoração congregacional em uma indústria cada vez mais focada no individual.

Mesmo em um evento dominado por tendências comerciais e gêneros urbanos, as vitórias nas categorias gospel mostram por que a música cristã continua encontrando espaço e ouvintes. Mais do que troféus, os prêmios reforçam o papel dessas canções na vida espiritual de milhões de pessoas, dentro e fora das igrejas.

Quem são os vencedores do Grammy 2026

CeCe Winans
Uma das vozes mais respeitadas do gospel mundial, CeCe Winans soma décadas de carreira e múltiplos Grammys. Sua música nasce da vivência na igreja e alcança públicos diversos, sempre com letras centradas na fé, na esperança e na adoração.

Brandon Lake
Nome forte da música cristã atual, Brandon Lake se destaca por unir louvor congregacional a elementos do pop e do rock. Suas canções falam de vulnerabilidade, restauração e fé, especialmente entre o público jovem.

Jelly Roll
Conhecido fora do cenário cristão, o artista levou ao Grammy uma colaboração marcada por experiências pessoais e linguagem sobre dor e transformação. A parceria mostrou como a fé pode atravessar estilos e alcançar novos ouvintes.

Darrel Walls
Cantor, compositor e pastor, Walls mantém forte ligação com o gospel tradicional. Seu trabalho valoriza a espiritualidade da igreja e a força vocal como instrumento de adoração.

PJ Morton
Músico premiado e reconhecido no soul e no R&B, PJ Morton carrega o gospel como base de sua identidade artística. Seus projetos transitam entre gêneros sem perder a conexão com a fé.

Israel & New Breed
Grupo internacionalmente conhecido no louvor e adoração, liderado por Israel Houghton. Suas músicas refletem diversidade cultural, unidade e expressão coletiva da fé cristã em diferentes partes do mundo.

The Brooklyn Tabernacle Choir
Referência no gospel coral congregacional, o grupo é conhecido por apresentações ao vivo intensas e voltadas à adoração comunitária. A vitória no Grammy reforça a permanência do gospel clássico no cenário atual.

Fonte: Comunhão

Justiça rejeita tutela de urgência em ação que acusa Claudia Leitte de intolerância religiosa

Cantora de Axé Claudia Leitte (Foto: reprodução)
Cantora de Axé Claudia Leitte (Foto: reprodução)

A Justiça da Bahia negou o pedido de tutela de urgência apresentado no processo que apura denúncia de intolerância religiosa contra a cantora Claudia Leitte. A ação, movida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), solicita a condenação da artista ao pagamento de R$ 2 milhões por dano moral coletivo. A decisão foi divulgada na quinta-feira, 29 de janeiro.

O caso teve origem em uma apresentação realizada em 2024, quando Claudia Leitte alterou a letra da música Caranguejo, substituindo a referência à divindade de matriz africana Iemanjá pelo nome Yeshua, em alusão a Jesus. A canção é de autoria de Durval Luz, Nino Balla, Luciano Pinto e Alan Moraes.

Na decisão, a magistrada responsável pelo caso afirmou que não há elementos que indiquem risco iminente ou evidências suficientes de que a substituição feita pela cantora configure, de forma automática, ato de racismo, discurso de ódio ou apropriação indevida do patrimônio cultural das religiões de matriz africana.

“A substituição de um termo por outro, mesmo que motivada por convicção religiosa pessoal da intérprete, não conduz à conclusão automática de que há um discurso de ódio ou uma violação à dignidade da coletividade afro-religiosa que autorize intervenção nas apresentações artísticas”, destacou a juíza no despacho.

Apesar da negativa da tutela de urgência, o processo seguirá em tramitação na Justiça baiana. A decisão também autorizou a inclusão do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO) no polo ativo da ação.

À época da denúncia, o IDAFRO solicitou ao MPBA que Claudia Leitte fosse impedida de se apresentar no Carnaval de Salvador em 2025. No entanto, com a decisão judicial, a cantora permanece confirmada na programação do evento na capital baiana.

Procurada, a equipe da artista informou que não irá se manifestar sobre a nova movimentação do processo. O espaço segue aberto para posicionamento.

Silas Câmara articulou acordo entre INSS e entidade investigada por fraude, diz O Globo

Pastor e deputado federal Silas Câmara. (Foto: Agência Câmara)
Pastor e deputado federal Silas Câmara. (Foto: Agência Câmara)

O deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM), uma das principais lideranças da bancada evangélica no Congresso Nacional, participou da articulação e da assinatura de um acordo de cooperação entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). A entidade passou a ser investigada posteriormente por suspeitas de fraudes em descontos aplicados diretamente sobre benefícios previdenciários.

A partir do acordo, firmado inicialmente por meio de um protocolo de intenções em 2021 e efetivado em julho de 2022, a CBPA recebeu cerca de R$ 221 milhões em repasses do INSS entre março de 2023 e abril de 2025, período anterior à deflagração da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades no sistema.

As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

A relação de Silas Câmara com a CBPA antecede a formalização do acordo. No início de 2021, ainda durante o governo Jair Bolsonaro, o parlamentar acompanhou o presidente da confederação, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, em reuniões com a cúpula do INSS. Em maio daquele ano, Silas participou da cerimônia que marcou a assinatura do protocolo de intenções entre o instituto e a entidade, autorizando descontos de até 2,5% nos benefícios de associados da confederação, conforme publicado no Diário Oficial.

Após a cerimônia, realizada na sede do INSS, o deputado celebrou publicamente a iniciativa, afirmando que o acordo traria “um novo momento para mais de 1 milhão de pescadores e pescadoras artesanais do país”.

Embora o acordo tenha sido firmado ainda no governo Bolsonaro, os descontos começaram a ser aplicados somente em março de 2023, já no governo Lula. Em poucos meses, a CBPA ampliou de forma acelerada sua base de associados com descontos ativos. Entre junho e julho de 2023, o número de filiados passou de cerca de 35 mil para mais de 220 mil. Com isso, a arrecadação mensal da entidade saltou de aproximadamente R$ 30 mil para R$ 7,5 milhões, alcançando R$ 9,5 milhões mensais no início de 2025.

No momento em que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciaram as investigações, a CBPA contava com 442 mil associados com descontos em seus benefícios. Auditoria da CGU realizada em 2024 entrevistou 32 beneficiários vinculados à entidade, e nenhum deles afirmou ter autorizado os descontos. Segundo o órgão, a confederação não conseguiu esclarecer nenhuma das situações analisadas.

As suspeitas levaram o caso à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, especialmente após o depoimento de Abraão Lincoln, em novembro. Documentos encaminhados à comissão indicam que, desde o fim de 2023, a CBPA firmou contratos com empresas ligadas a familiares de Silas Câmara, com repasses que somam cerca de R$ 1,8 milhão.

Entre os contratos, está um acordo com a empresa Network Multimídia, que recebeu R$ 30 mil para divulgar o evento “Grito da Pesca”, realizado em agosto de 2023, no qual o deputado atuou como uma das principais lideranças. Em seguida, entre julho de 2024 e março de 2025, a CBPA transferiu R$ 1 milhão para a Network Filmes, empresa que tem como sócia Kethlen Brito, cunhada de Heber Câmara, filho do parlamentar. Heber se apresenta como CEO do chamado “Network Group”. A Network Multimídia está registrada em nome de Maria Soraia Costa, sogra de Heber.

Ainda em 2024, a confederação repassou R$ 30 mil à Rádio Morena FM, então dirigida por Elienai Câmara, outro filho do deputado. Houve também um contrato com a Conektah Estratégias Digitais, empresa que constou na prestação de contas da campanha de Silas Câmara em 2022. A CBPA pagou R$ 800 mil à empresa, sob a justificativa de veiculação de programas radiofônicos sobre a entidade no Amazonas.

Procurado pelo O Globo, Silas Câmara não se manifestou. Em ofício enviado à CPMI do INSS, a defesa do parlamentar afirmou que “não há qualquer base fática ou indício mínimo” de irregularidade e sustentou que relações familiares, por si só, não configuram ilegalidade.

A CBPA também contratou para seu setor jurídico a advogada Milena Ramos Câmara, filha do deputado, que já atuou como coordenadora jurídica da bancada evangélica, presidida por Silas Câmara em 2019 e novamente em 2023.

O caso ganhou novos desdobramentos após declarações públicas da deputada federal Antonia Lucia (Republicanos-AC), ex-esposa de Silas Câmara, de quem se separou em 2024. Em publicações nas redes sociais, ela acusou o ex-marido de utilizar recursos de forma ilícita e mencionou sua atuação política para manter entidades como a CBPA na intermediação do seguro-defeso, benefício pago pelo INSS durante o período de proibição da pesca.

O próprio deputado também divulgou, em redes sociais, sua articulação com Abraão Lincoln para alterar uma medida provisória do governo Lula que transferia às prefeituras a responsabilidade pelo cadastro do seguro-defeso. Em 2025, o Amazonas concentrava cerca de 83 mil beneficiários do programa, muitos deles registrados pela CBPA e por associações ligadas à confederação.

Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/01/lider-da-bancada-evangelica-apoiou-acordo-do-inss-com-entidade-acusada-de-fraude-que-recebeu-r-221-milhoes.ghtml

Cristãos temem avanço do Estado Islâmico no Iraque 

Bandeira do Iraque (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Iraque (Foto: Canva Pro)

Autoridades iraquianas enviaram reforços para a fronteira após relatos de que mais de 100 militantes ligados ao Estado Islâmico escaparam de uma prisão anteriormente controlada pelas forças curdas na cidade síria de al‑Shaddadi. As incertezas causadas pelos confrontos no Nordeste da Síria repercutiram imediatamente no Iraque, reacendendo temores antigos.

Tanto o exército sírio quanto as forças curdas trocam acusações sobre quem seria responsável pela fuga. Enquanto isso, o Iraque informou ter capturado um líder de alto escalão do grupo extremista que teria atravessado a fronteira recentemente.

A população iraquiana também respondeu aos acontecimentos. Protestos reuniram multidões em cidades como Erbil, Duhok e Sulaymaniyah. Alguns em apoio aos curdos na Síria, outros expressando medo da possível retomada de ataques extremistas no Iraque.

Cristãos que vivem no Norte do Iraque dizem estar preocupados. Um deles, que prefere permanecer anônimo por questões de segurança, descreveu a sensação atual como “tensão e temor” e pediu oração pela estabilidade dos dois países: “As pessoas estão com medo que os militantes voltem e tragam mais violência. Oramos pela segurança e pela paz no Iraque”.

Como é a perseguição aos cristãos no Iraque?

Igrejas históricas e evangélicas no Iraque enfrentam ameaças de violência, intolerância e discriminação, especialmente de extremistas islâmicos e líderes não cristãos. Elas também sofrem discriminação por parte de órgãos governamentais. Cristãos iraquianos que se convertem do islã enfrentam pressão da família e da sociedade e correm risco de violência e perda de direitos.

A principal pressão sobre os cristãos iraquianos vem de milícias xiitas apoiadas pelo Irã. Operações militares turcas e iranianas no Curdistão iraquiano, visando o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), danificaram severamente vilas cristãs, expulsando muitos cristãos de suas casas.

Em algumas partes do Iraque, mulheres e meninas cristãs usam véus por segurança, pois estar sem véu pode levar a assédio ou apedrejamento público. Há impunidade geral para violações contra cristãos, seja sequestro ou abuso sexual. Convertidas do islã são vulneráveis a prisão domiciliar, espancamentos, casamento forçado, assédio sexual e até “crimes de honra”.

Homens cristãos, especialmente os de origem muçulmana, enfrentam discriminação no trabalho, particularmente no setor público. Eles podem sofrer pressão para deixar seus cargos, ter dificuldade para conseguir emprego ou enfrentar exploração no local de trabalho. Como os homens são geralmente os principais provedores da família, a perda de emprego impacta todo o lar.

Convertidos do islã são particularmente vulneráveis à rejeição da família, ameaças ou mortes. Em uma cultura que preza pela honra, esses arriscam serem rejeitados pelos parentes, sofrerem ameaças ou serem mortos. Cristãos, independentemente do contexto de origem, também enfrentam ameaças de extremistas islâmicos. Esses perigos podem levar homens a deixar o país, o que afeta famílias e enfraquece as igrejas locais ao reduzir seu potencial de liderança.

O Iraque está em 18º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, que relaciona os piores países para os cristãos.

Como ajudar os cristãos perseguidos no Iraque? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades.  CLIQUE AQUI PARA AJUDAR 

Fonte: Portas Abertas

É Inconstitucional Resolução 34/24 do Governo Federal que Restringe a Liberdade Religiosa no Sistema Prisional Brasileiro

IAB, Dra. Elizabeth Nunes & Dr. Gilberto Garcia (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)
IAB, Dra. Elizabeth Nunes & Dr. Gilberto Garcia (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)

Compartilha-se, por oportuno, a posição do plenário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB/Nacional), aprovando o parecer, que pede a sanção do projeto de Decreto Legislativo (PDL) 229/24. Este objetiva sustar a Resolução 34/24 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, na qual está prevista a Proibição do Proselitismo Religioso nas Prisões do Brasil.

CÂMARA DOS DEPUTADOS – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 229/2024

(Deputado Federal Eli Borges, (Partido Liberal/TO), com Parecer Favorável do Deputado Federal. Allan Garcêz (PP/MA). Susta, parcialmente, a Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública que define diretrizes e recomendações referentes à assistência socio-espiritual e à liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º. Ficam sustados, nos termos do art 49, inciso V da Constituição Federal, o inciso II do art. 1º, o inciso I do art. 4º e a expressão “vedado o proselitismo religioso por parte dos agentes do estado, garantindo-se a livre escolha de cada indivíduo” do inciso I do art. 19, ambos da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública. (…)”

O presente Projeto de Decreto Legislativo tem o objetivo de sustar os efeitos da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública que define diretrizes e recomendações referentes à assistência socio-espiritual e à liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade.

As disposições supracitadas poderiam violar a liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade, em particular, os incisos II do art. 1º o inciso I do art. 4ºe o inciso I do art. 19º, que tratam do proselitismo religioso por parte do Estado e de seus agentes, bem como da participação de servidores públicos, empregados privados ou profissionais liberais como voluntários religiosos em espaços de privação de liberdade nos quais tenham atuação profissional direta.

A sustentação do presente PDL encontra amparo na importância de respeitar a liberdade individual de crença e a não discriminação religiosa. O proselitismo religioso por parte do Estado ou de seus agentes pode comprometer essa liberdade e causar constrangimento aos cidadãos. Da mesma forma, a participação de profissionais em atividades religiosas em espaços de privação de liberdade pode gerar conflitos de interesse e violar a neutralidade do Estado em questões religiosas.

Portanto, justifico a necessidade de sustar tais disposições da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024, a fim de assegurar o princípio da laicidade do Estado, garantir a igualdade de condições para todos os grupos religiosos e proteger a liberdade de crença e a autonomia individual dos cidadãos.”, Fonte: Câmara de Deputados, Brasília/DF.

O PL foi Aprovado pelaComissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, tendo Sido Encaminhado para Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), e sendo Aprovado seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados e após para Apreciação do Senado Federal, o qual, certamente, será Aprovado, Revertendo-se a Inconstitucionalidade do Governo Federal.

Segue Parecer da Comissão de Direito Religioso-IAB/Nacional, presidida pelo Dr. Gilberto Garcia, que designou como Relatora Dra. Maria Elizabeth da Silva Nunessobre o ‘Projeto de Decreto Legislativo 229/2024’, que Declara Inconstitucional a Resolução 34/2024 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, com fundamento legal, alusivo a temática da Liberdade de Expressa Religiosa no País.

Continue lendo o artigo do Dr. Gilberto Garcia na sua coluna “DIREITO NOSSO”. Clique aqui.

Violência contra cristãos cresce em diferentes regiões do mundo, revela relatório

Cristão segurando cartaz onde está escrito: "Viva como cristão. Morra como cristão. Orgulho de ser cristão". (Foto: Reprodução/ICC)
Cristão segurando cartaz onde está escrito: "Viva como cristão. Morra como cristão. Orgulho de ser cristão". (Foto: Reprodução/ICC)

Um relatório divulgado em janeiro de 2026 pelo Instituto Internacional para a Liberdade Religiosa (IIRF) apontou os principais responsáveis por atos de violência contra cristãos em diferentes regiões do mundo. O levantamento, realizado com apoio da International Christian Concern (ICC), analisou episódios registrados entre julho de 2024 e junho de 2025 em cinco continentes: África, Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul.

De acordo com o documento, grupos paramilitares, agentes governamentais, milícias rebeldes e cartéis criminosos figuram entre os principais perpetradores de perseguição religiosa. O relatório destaca que a violência inclui assassinatos, prisões arbitrárias, destruição de templos, deslocamentos forçados e outras formas de repressão motivadas pela fé cristã.

Na África, grupos armados e milícias islâmicas foram identificados como os principais responsáveis pelos ataques. Entre eles estão organizações conhecidas como ISIS-Moçambique, al-Shabab e Estado Islâmico da Província de Moçambique (ISMP), que atuam no norte do país há anos. No fim de setembro de 2025, mais de 30 cristãos foram decapitados por militantes islâmicos na região. Segundo a organização Mission Network News, militantes costumam separar cristãos dos demais moradores antes de cometer os ataques, demonstrando que a violência tem motivação religiosa explícita.

Ainda conforme informações do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI), divulgadas em abril de 2025, o objetivo desses grupos é derrubar o governo moçambicano e implantar a lei islâmica (sharia), rejeitando o ensino laico e a presença de influências estrangeiras.

Na Ásia, o relatório aponta a atuação de grupos armados alinhados ao governo, especialmente em Myanmar, como uma das principais fontes de perseguição. O nacionalismo budista, somado à instabilidade política após o golpe militar, tem contribuído para ataques sistemáticos contra comunidades cristãs, sobretudo no estado de Chin. Líderes de direitos humanos afirmam que os ataques não são incidentes isolados, mas parte de uma estratégia deliberada para eliminar a identidade religiosa e cultural de grupos cristãos.

Na Europa, cristãos têm sido afetados diretamente pelo conflito entre Rússia e Ucrânia. Segundo a Comissão de Segurança e Cooperação na Europa, autoridades russas têm reprimido igrejas protestantes, frequentemente acusando-as de atuar como agentes estrangeiros. Por outro lado, a Organização das Nações Unidas expressou preocupação, em relatório de outubro de 2025, com restrições impostas pela Ucrânia à Igreja Ortodoxa Ucraniana, em razão de supostos vínculos com o Patriarcado de Moscou.

Na América do Norte, a maioria dos ataques foi atribuída a indivíduos isolados e a grupos de ódio extremistas. O relatório menciona episódios recentes de tiroteios, incêndios criminosos e vandalismo contra igrejas nos Estados Unidos. Em junho de 2025, um homem armado foi detido ao tentar invadir uma igreja em Michigan. Já em agosto do mesmo ano, um ataque a uma igreja e escola católica em Minnesota deixou 21 feridos e duas crianças mortas.

Na América do Sul, cartéis criminosos e governos autoritários foram identificados como os principais agentes de perseguição. Em diversos países, cristãos se tornam alvos ao denunciar atividades ilícitas ou violações de direitos humanos. O relatório destaca especialmente a situação na Nicarágua, onde autoridades têm utilizado leis repressivas para perseguir igrejas e líderes religiosos considerados críticos ao regime. Segundo a Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), instituições religiosas são tratadas como ameaças ao poder estatal.

O IIRF ressalta que centenas de milhões de cristãos enfrentam perseguição todos os anos em diferentes partes do mundo. Embora muitos casos sejam documentados, o número real de vítimas pode ser ainda maior, já que inúmeras pessoas deixam de denunciar abusos por medo de retaliações, violência ou morte.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern

Confiança nos pastores está em declínio nos EUA, revela pesquisa

Pastor pregando (foto: reprodução)
Pastor pregando (foto: reprodução)

Os dados revelam que apenas 27% dos adultos nos EUA atualmente classificam a honestidade e a ética dos pastores como altas ou muito altas, de acordo com uma análise da Lifeway Research .

Este valor representa uma queda de três pontos percentuais em relação ao mínimo histórico anterior, registrado em 2024, e dá continuidade a uma tendência de queda que persiste há mais de uma década.

Segundo o relatório da Gallup, “27% dos adultos nos EUA afirmam que os membros do clero têm níveis altos ou muito altos de honestidade e ética, o que representa uma mudança significativa em relação a meados da década de 1980, quando 67% da população tinha o clero em altíssima consideração”.

Embora 6% dos entrevistados deem aos pastores uma classificação muito alta e 21% deem uma classificação alta, metade de todos os americanos agora classifica sua honestidade como apenas mediana.

Aproximadamente 12% classificam a honestidade do clero como baixa, 6% dizem que é muito baixa e 7% permanecem indecisos. Apesar desse declínio na percepção da ética de pastores individuais, a pesquisa constatou uma leve recuperação na confiança geral em relação à religião organizada como instituição.

Em 2025, 36% dos adultos relataram ter muita ou bastante confiança na igreja, um aumento em relação aos 31% registrados em 2022 e aos 32% em 2024. Isso sugere que, embora os líderes individuais estejam sob escrutínio, a própria instituição está passando por uma leve estabilização na percepção pública em todo o país.

A erosão da confiança não é exclusiva do ministério, já que 15 das 20 carreiras analisadas na pesquisa de 2025 apresentaram quedas em suas avaliações. A avaliação positiva média em um grupo central de 11 profissões acompanhadas de forma consistente atingiu um novo mínimo de 29%.

No entanto, a queda na confiança do clero é a mais acentuada registrada nas últimas duas décadas, caindo de uma média de 56% entre 2000 e 2009 para os atuais 27%. Essa queda de 29 pontos percentuais ocorre após um histórico de alta reputação pública; em 2001, a confiança nos pastores subiu para 64% após os ataques terroristas de 11 de setembro, antes de iniciar um declínio constante.

A trajetória descendente começou de fato no início de 2002, quando vieram à tona relatos de escândalos de abuso sexual e subsequentes acobertamentos envolvendo padres católicos romanos. Nos anos seguintes, outros relatos envolvendo várias outras denominações e grupos cristãos foram expostos.

A última vez que a maioria dos americanos acreditou que o clero possuía padrões éticos elevados ou muito elevados foi em 2012, e essa avaliação vem caindo todos os anos desde então, com exceção de um. Atualmente, os pastores se classificam em uma categoria que a Gallup descreve como ligeiramente positiva, na qual se encontram ao lado de professores do ensino médio, policiais e agentes funerários, embora permaneçam muito atrás dos grupos mais confiáveis, como enfermeiros, veteranos militares e médicos.

Os dados demográficos destacam uma divisão significativa na forma como diferentes grupos veem o clero. Os americanos brancos são mais propensos a confiar nos pastores (33%), em comparação com 18% dos americanos não brancos.

A idade e a escolaridade também desempenham papéis significativos nessas percepções; apenas 17% das pessoas com 34 anos ou menos expressam alta confiança, enquanto 38% das pessoas com 55 anos ou mais mantêm uma visão positiva.

Além disso, aqueles com renda familiar mais alta e maior nível de escolaridade tendem a relatar níveis de confiança mais elevados do que aqueles com renda mais baixa ou menor escolaridade.

Politicamente, 36% dos republicanos avaliam a honestidade do clero como alta, em comparação com 25% dos democratas e 24% dos independentes, revelando uma diferença de confiança partidária de 15 pontos percentuais.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Pastor é preso em campo de refugiados após conversões ao islamismo no Sudão do Sul

Cristão orando no Sudão (Foto: Reprodução)
Cristão orando no Sudão (Foto: Reprodução)

Uma família sudanesa que expulsou um parente de 18 anos de sua casa em um campo de refugiados no Sudão do Sul por ter se convertido ao cristianismo levou um pastor à prisão sob a acusação de sequestro, disseram fontes.

Hassan Ibrahim Kaki, irmão muçulmano de Amona Ibrahim Kaki, recentemente convertida ao islamismo, arrastou à força o pastor Joseph Shawish, da Igreja Batista Glory, no campo de refugiados de Ajoang Thok, até a delegacia de polícia do campo em 20 de janeiro, segundo uma fonte local que pediu anonimato.

A polícia ainda o mantém sob custódia, mas não o acusou de nenhum crime, disse a fonte.

Amona Kaki, uma refugiada da região das Montanhas Nuba, no Sudão, que vive no campo de refugiados de Ajoung Thok, converteu-se ao cristianismo em dezembro, após ler a Bíblia secretamente por dois anos. Depois que sua família a levou de casa em 8 de janeiro, ela inicialmente se refugiou em outra casa no campo de refugiados, antes de buscar segurança na casa de um líder religioso fora do campo, segundo a fonte.

Segundo ele, a família muçulmana dela tem feito ameaças constantes contra a igreja, exigindo seu retorno.

“A família afirma que a igreja enfrentará as consequências e que não libertarão o pastor da prisão porque acreditam que foi ele quem fez a menina mudar de religião”, disse a fonte.

Os líderes da igreja se recusaram a devolvê-la à família, alegando que ela correria alto risco de violência.

“Eu não permitiria que ela voltasse, porque conheço muito bem a reação da família”, disse um líder religioso. “Eu sempre converso com eles, e eles não estão contentes com a decisão da moça. Então, eu quero que a menina fique comigo porque ela é muito jovem e é arriscado para ela voltar.”

Amona Kaki teme por sua vida caso retorne para casa.

“Minha mãe pegou uma pedra e me expulsou de casa, e meu irmão mais velho me disse que nunca mais moraríamos juntos na mesma casa e que um de nós teria que morrer”, contou ela a uma fonte. “Ele disse que enquanto estivesse vivo, jamais me deixaria morar naquela casa.”

Amona Kaki encontrou uma Bíblia no quarto do irmão mais velho enquanto ele estava viajando. Como usava o quarto para estudar, começou a ler a Bíblia secretamente todos os dias e, durante as provas, orava a Deus pedindo ajuda. Ela disse que, ao receber a resposta do Senhor, depositou sua fé em Cristo.

Ela compareceu a um culto religioso em 30 de novembro e revelou sua fé à igreja em 25 de dezembro. Um muçulmano que a viu participando de um culto religioso relatou o ocorrido à família dela.

Líderes religiosos estão pressionando o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) a intervir e fornecer proteção e reassentamento para esses casos. Regionalmente, líderes religiosos expressaram preocupação com a falta de proteção aos refugiados na África Oriental que se convertem ao cristianismo.

O Sudão é 93 % muçulmano, com adeptos de religiões étnicas tradicionais representando 4,3% da população, enquanto os cristãos constituem 2,3%, de acordo com o Projeto Joshua.

O Sudão foi classificado em 4º lugar entre os 50 países onde é mais difícil ser cristão, segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026 (LMP) da Portas Abertas. O Sudão havia saído do top 10 da lista pela primeira vez em seis anos, quando alcançou a 13ª posição em 2021.

Em 2019, o Departamento de Estado dos EUA removeu o Sudão da lista de Países de Preocupação Especial (CPC, na sigla em inglês), que se envolvem em ou toleram “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa”, e o elevou para a lista de vigilância. O Sudão havia sido designado como um CPC de 1999 a 2018.

Em dezembro de 2020, o Departamento de Estado removeu o Sudão de sua Lista de Vigilância Especial.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Colômbia: presidente diz blasfêmia sobre Jesus e gera rejeição de cristãos

Presidente de Colombia Gustavo Petro. (Fonte: Gov.co)
Presidente de Colombia Gustavo Petro. (Fonte: Gov.co)

Na última terça-feira, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, quebrou o protocolo presidencial ao afirmar que Jesus “fez amor, talvez com Maria Madalena”, gerando profunda rejeição em diferentes setores da sociedade.

“[Jesus] era um homem de luz, de verdade e um revolucionário. Por isso o mataram. E é por isso que sua mensagem ainda é relevante hoje, porque ele estava certo. E eu acredito que Jesus fez amor, sim. Talvez com Maria Madalena , porque um homem como ele não poderia existir sem amor. E as mulheres o apoiaram até o fim. E ele não morreu como Bolívar; ele morreu cercado pelas mulheres que o amavam. E eram muitas ”, afirmou Petro na reinauguração do Hospital San Juan de Dios.

Em resposta a essa blasfêmia, a Confederação Evangélica da Colômbia (Cedecol) emitiu um comunicado expressando sua “profunda preocupação e rejeição” a essas declarações feitas publicamente em Bogotá.

A Cedecol explica que essas declarações “constituem uma falta de respeito para com a figura central da fé cristã : Jesus Cristo, o Filho de Deus, Salvador do mundo, cuja vida e mensagem estão claramente estabelecidas nas Sagradas Escrituras”.

Eles acrescentaram que “ a Bíblia, fonte fundamental da fé cristã, não apoia nem sugere tais afirmações . Pelo contrário, apresenta Jesus Cristo como santo, reto e obediente ao propósito divino, e Maria Madalena como uma discípula fiel transformada por sua graça, não como um objeto de especulação ou distorção ideológica”, enfatiza a declaração.

A Cedecol também apelou a todas as instituições do país para que respeitem a fé cristã, conforme estabelecido pela Constituição Política de 1991.

“A Colômbia é um país pluralista e democrático, e esse pluralismo exige respeito mútuo. A liberdade de expressão não deve se tornar um instrumento para ofender a fé ou distorcer verdades que sustentam a identidade espiritual de grande parte da população”, concluíram.

Reação de outros setores

Os bispos da Colômbia também emitiram um comunicado à imprensa para abordar as mensagens controversas de Petro.

“Acreditamos que nenhum funcionário público ou qualquer outra pessoa é incumbida de emitir opiniões teológicas sobre as convicções religiosas ou doutrinais dos cidadãos e, pelo contrário, o poder público tem a obrigação de proteger as pessoas em suas crenças e manter relações harmoniosas e de compreensão mútua com as denominações religiosas”, diz um trecho do texto.

A declaração deixa claro que “para aqueles de nós que seguimos os ensinamentos do Filho de Deus, baseados nas Sagradas Escrituras e na tradição da Igreja, seu nome é santo e sua pessoa não só tem a importância de uma figura histórica, mas também exige o respeito e a adoração com que o verdadeiro Deus é tratado ”.

Em relação às declarações de setores políticos, a candidata presidencial Paloma Valencia descreveu esses comentários como “blasfemos”, afirmando que representam uma falta de respeito pela fé católica e cristã na Colômbia.

Discurso de Petro

Os comentários de Petro sobre Jesus não foram os únicos durante o evento presidencial. O presidente também incluiu em seu discurso opiniões sobre relacionamentos, referências a conquistas amorosas e menções à sua vida privada, o que gerou diversas críticas nas redes sociais.

Ele argumentou, por exemplo, que ” homens inteligentes são sempre amados pelas mulheres , independentemente da aparência física deles”.

Ela também falou sobre seu próximo encontro com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, mencionando um tópico específico que omitirá da conversa. “Não me interessa o que o Sr. Trump fez na cama. Não vou perguntar a ele. Nem nenhum jornalista fofoqueiro deveria se interessar pelo que eu faço na cama. Eu faço coisas muito boas e penso. E ninguém vai me esquecer porque serei inesquecível lá “, afirmou.

Durante o encerramento da cerimônia, ele quis elogiar os profissionais de saúde que trabalham no hospital, mas se referiu a eles de forma informal.

Folha Gospel com informações de Evangelico Digital

Muçulmano ateia fogo em cristão no Paquistão

Cristão queimado por muçulmano no Paquistão (Foto: Reprodução/Morning Star News)
Cristão queimado por muçulmano no Paquistão (Foto: Reprodução/Morning Star News)

Um católico sofreu queimaduras graves depois que um vizinho muçulmano supostamente o encharcou com gasolina e ateou fogo nele após uma pequena discussão, disse seu advogado.

Zahid Morris, de 36 anos, pai de dois filhos e residente da cidade de Bahawalpur, na província de Punjab, no Paquistão, foi atacado em 21 de janeiro enquanto ia comprar frango em um mercado próximo, disse o advogado cristão Lazar Allah Rakha.

“O agressor, Ali Azhar, parou Morris na rua, insultou-o verbalmente, despejou gasolina sobre o seu corpo e ateou fogo”, disse Rakha ao Christian Daily International-Morning Star News. “Morris sofreu queimaduras extensas no rosto e pescoço, o que lhe causou dores físicas inimagináveis ​​e um profundo trauma emocional.”

O ataque foi “chocantemente desproporcional” à disputa, que teve origem em um incidente trivial ocorrido uma semana antes, quando Morris questionou Azhar sobre o fato de estar olhando para ele, disse Rakha.

Morris trabalhava como ajudante em uma joalheria local e é o único provedor de sua família. A agressão o deixou incapacitado para o trabalho e mergulhou sua família em graves dificuldades financeiras, além do trauma psicológico que estão enfrentando, acrescentou ele.

A polícia prendeu Azhar logo após o incidente e registrou um boletim de ocorrência contra ele com base no Artigo 324 do Código Penal do Paquistão, que trata de tentativa de homicídio e prevê pena máxima de 10 anos de prisão. Rakha afirmou que a promotoria pretende apresentar acusações adicionais assim que o laudo médico de Morris for concluído.

“Vamos apresentar um pedido para adicionar artigos relacionados ao terrorismo e à queima de um corpo humano, especificamente o Artigo 336 do código penal, que prevê prisão perpétua ou um mínimo de 14 anos de prisão, juntamente com uma multa de 1 milhão de rupias paquistanesas”, disse Rakha.

O advogado afirmou ainda que Azhar já havia atacado e ferido outros dois cristãos na região, mas não sofreu quaisquer consequências legais.

“Essas vítimas não entraram com uma ação judicial, o que parece tê-lo encorajado”, disse Rakha. “Ele não hesitou em tentar queimar Morris vivo.”

Defensores dos direitos humanos afirmam que o caso destaca padrões mais amplos de violência e discriminação enfrentados pela minoria cristã do Paquistão, que representa cerca de 1,8% da população do país. Os cristãos estão desproporcionalmente representados em empregos de baixa renda e no setor de saneamento, e frequentemente relatam assédio, violência coletiva e dificuldades de acesso à justiça na sociedade paquistanesa, de maioria muçulmana.

Nos últimos anos, diversos casos de grande repercussão reforçaram essas preocupações.

Em 12 de maio, o trabalhador cristão Kashif Masih foi torturado até a morte por um grupo de muçulmanos, incluindo um ex-policial, sob uma acusação de roubo não comprovada. O assassinato provocou indignação entre grupos de defesa dos direitos das minorias, que criticaram as autoridades por não prevenirem ou processarem prontamente tais crimes.

De forma semelhante, em 21 de março, Waqas Masih, um operário cristão de uma fábrica, ficou gravemente ferido depois de um colega muçulmano ter cortado sua garganta sob a acusação de blasfêmia. O agressor alegou que Masih havia tocado um livro didático islâmico “com as mãos impuras”, uma acusação que, segundo ativistas de direitos humanos, refletia o uso indevido de sensibilidades religiosas para justificar a violência.

Em outro incidente, em 27 de fevereiro, o trabalhador cristão Wasif George foi sequestrado por proprietários de terras muçulmanos, humilhado e desfilado em um burro após ser acusado de roubo de madeira. Imagens e vídeos da agressão circularam amplamente nas redes sociais, provocando condenação, mas resultando em pouca responsabilização legal.

Anteriormente, em 6 de junho de 2024, Waqas Salamat, um trabalhador católico de 18 anos, morreu após ser torturado por seu empregador muçulmano e outros, por supostamente ter abandonado o trabalho sem permissão. Sua família afirmou que ele foi submetido a horas de choques elétricos, resultando em ferimentos fatais.

Especialistas jurídicos e defensores de minorias argumentam que, embora a Constituição do Paquistão garanta igualdade para todos os cidadãos, a sua implementação permanece inconsistente.

“Enquanto os ataques contra minorias não forem investigados de forma imparcial e os responsáveis ​​processados ​​com rigor, essa violência continuará”, disse Rakha, apelando por salvaguardas legais mais robustas e mecanismos de responsabilização.

Organizações internacionais de vigilância continuam a classificar o Paquistão entre os países mais difíceis para os cristãos. O país ficou novamente em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, que avalia a perseguição enfrentada por cristãos em todo o mundo. O relatório citou discriminação sistêmica, violência coletiva, conversões forçadas, trabalho escravo e abusos de gênero, observando que os perpetradores muitas vezes agem com impunidade devido à fragilidade da aplicação da lei e às pressões sociais.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

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