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Silas Malafaia é investigado pela Polícia Federal em inquérito sobre obstrução do processo da trama golpista

Silas Malafaia durante manifestação a favor de Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Silas Malafaia durante manifestação a favor de Bolsonaro (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal incluiu o pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo, informou a GloboNews.

O caso, aberto em maio e sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), apura supostas ações contra autoridades, contra a Corte e agentes públicos, além de uma possível articulação para obtenção de sanções internacionais contra o Brasil.

Malafaia foi organizador do ato de apoio a Bolsonaro realizado em 3 de agosto, no qual o ex-presidente participou por vídeo transmitido em redes sociais de terceiros. No dia seguinte à manifestação, Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro.

A abertura do inquérito foi motivada por queixas de ministros do STF sobre o que consideraram inércia do Itamaraty diante de pressões do governo norte-americano contra a Corte, intensificadas pela atuação de Eduardo Bolsonaro. Para parte dos magistrados, a situação exigia posicionamento mais firme da diplomacia brasileira.

As condutas investigadas envolvem possíveis crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Procurado pela Folha de S. Paulo, Malafaia afirmou que a apuração “é mais uma prova de que o Estado democrático de Direito está em perigo no Brasil” e disse respeitar a Polícia Federal, “instituição que é um orgulho para nós”. Contudo, afirmou haver “uma PF de Lula e Alexandre de Moraes que promove perseguição política”.

O pastor negou qualquer envolvimento ilícito: “Que obstrução de Justiça eu fiz? Eu nem falo inglês, não tenho contato com autoridades. Que abolição violenta do Estado democrático eu participo? Ou organização criminosa? Isso é uma afronta para tentar me calar, porque há quatro anos eu denuncio em mais de 50 vídeos os crimes de Alexandre de Moraes.” Ele declarou ainda que “não vai parar” e que pretende “aumentar minha voz” contra o que chama de “desmandos” do ministro, a quem acusa de ter “instituído o crime de opinião”.

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Malafaia criticou a Polícia Federal por vazar a investigação para a TV Globo antes mesmo dele ser notificado e voltou a criticar o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O pedido para investigar Eduardo Bolsonaro partiu do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou que o deputado intensificou declarações e ações contra ministros do STF à medida que avança o processo sobre a suposta trama golpista que envolve Bolsonaro, militares e aliados.

Entre os crimes citados, está o de coação no curso do processo (artigo 344 do Código Penal), que prevê punição para quem utiliza violência ou grave ameaça contra autoridade ou envolvidos em processos judiciais, policiais ou administrativos, com o objetivo de favorecer interesse próprio ou de terceiros. Também são mencionados delitos ligados à participação ou financiamento de organização criminosa e à obstrução de investigações.

No ato realizado na avenida Paulista, em agosto, Malafaia criticou pré-candidatos da direita que não compareceram à manifestação pró-Bolsonaro, dizendo que a ausência se deu por “medo” do STF. Ele transmitiu o evento em seu canal no YouTube e, nas redes sociais, chamou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) de “traidor” por não assinar um pedido de impeachment contra Moraes.

Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo

Guatemala aprova celebração do ‘Dia Nacional da Bíblia’

Bandeira da Guatemala em frente ao Palácio Nacional, antiga sede do Presidente da Guatemala (Foto: Flickr/Clarck e Kim Kays)
Bandeira da Guatemala em frente ao Palácio Nacional, antiga sede do Presidente da Guatemala (Foto: Flickr/Clarck e Kim Kays)

O Congresso da República da Guatemala aprovou, em regime de urgência nacional, o Decreto 5-2025, que estabelece o primeiro sábado de agosto como Dia Nacional da Bíblia. A decisão foi tomada, na última terça-feira (12), em sessão acompanhada por um grupo de pastores evangélicos que compareceu ao Palácio Legislativo para apoiar parlamentares do bloco Vamos, principais defensores da proposta.

De acordo com o texto aprovado, instituições poderão promover, nessa data, atividades em escolas e espaços públicos voltadas à leitura da Bíblia. As iniciativas devem ter o com o objetivo de ressaltar seu “valor histórico, cultural e espiritual”.

Os deputados Allan Rodríguez e Ronald Portillo, autores do projeto, afirmaram que a medida busca fortalecer valores e a espiritualidade no país. Rodríguez classificou a iniciativa como “uma bênção” e disse acreditar que os legisladores foram “tocados e usados por Deus para lutar por esta causa”.

A votação contou com o apoio de 110 parlamentares de diferentes bancadas, incluindo “Vamos”, “Valor”, “Visão com Valores”, “Cabal” e “Comunidade Elefante”. Durante a sessão, diversos congressistas citaram passagens bíblicas e declararam sua fé cristã, recebendo aplausos dos líderes religiosos presentes.

A chamada “Lei Bíblica” agora integra o calendário cívico guatemalteco e, segundo seus defensores, visa exaltar a Palavra de Deus como base de princípios e conduta para a sociedade.

Fonte: Comunhão

Indonésia: líderes religiosos exigem proteções mais fortes em meio a crescentes ataques contra cristãos

Cristãos na Indonésia. (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na Indonésia. (Foto: Portas Abertas)

Líderes religiosos em toda a Indonésia estão pedindo uma ação governamental decisiva para conter a crescente intolerância, após uma série de incidentes violentos e ataques a locais de culto cristãos.

O apelo foi feito em uma declaração emitida pela Conferência Episcopal Católica da Indonésia em conjunto com representantes protestantes, budistas e confucionistas.

O grupo pede que Jacarta “intervenha firmemente” contra qualquer forma de intolerância religiosa, especialmente quando acompanhada de violência, relata a Agência de Notícias Fides.

“Ninguém deve ficar impune se cometer atos anárquicos, especialmente se eles tiverem como alvo atividades de oração e culto em qualquer parte da Indonésia”, diz a declaração, alertando que cada ataque prejudica o compromisso constitucional do país com a liberdade religiosa.

O recurso surge após vários casos preocupantes.

Em julho, na vila de Kapur, em Kalimantan Ocidental, uma congregação cristã teve a permissão para construir uma igreja negada depois que vizinhos muçulmanos alegaram que isso perturbaria a paz e a harmonia.

Uma carta formal dos moradores ao líder de sua aldeia se opôs à construção, apesar das garantias de Krisantus Kurniawan, vice-governador de Kalimantan Ocidental, de que a província pretende ser uma das regiões mais tolerantes da Indonésia.

O regente de Kubu Raya condenou publicamente a oposição, chamando-a de violação dos direitos constitucionais, e prometeu uma investigação, de acordo com a International Christian Concern.

Tensões semelhantes foram relatadas em Kalimantan Oriental em maio, onde moradores de Sungai Keledang exibiram repetidamente faixas se opondo à criação de uma igreja, apesar da congregação cumprir todos os requisitos legais, incluindo o apoio do Fórum de Harmonia Inter-religiosa, do Ministério da Religião da Cidade de Samarinda e de dezenas de moradores locais.

Líderes religiosos alertam que tais incidentes não são isolados.

A declaração da Conferência Episcopal fez referência a vários ataques recentes, incluindo a destruição de locais de culto cristão e assédio em uma escola protestante.

Os signatários enfatizaram que os locais religiosos devem ser preservados como “espaços de paz, segurança e dignidade” e apelaram às autoridades estaduais, ao Fórum para a Harmonia Religiosa e à comunidade em geral para que trabalhem juntos para evitar futuras hostilidades.

Um exemplo de quão séria a intolerância religiosa se tornou é a morte de um menino cristão de 8 anos na província de Riau em maio, que gerou indignação nacional.

Segundo o Morning Star News , Khristopel Butarbutar morreu dias após ser agredido fisicamente por colegas muçulmanos. Seu pai, Gimson Beni Butarbutar, afirma que o ataque foi motivado tanto por questões étnicas quanto por questões religiosas.

O caso intensificou as demandas por proteções mais fortes para minorias, especialmente nas escolas.

A Constituição indonésia codifica o direito à liberdade religiosa nos Artigos 28 e 29, obrigando as autoridades estatais a proteger o culto sem discriminação.

Líderes religiosos agora insistem que essa promessa constitucional deve se traduzir em ações concretas — tanto para proteger as congregações existentes quanto para garantir o direito de estabelecer novos locais de culto sem intimidação.

A declaração conjunta concluiu: “Cada episódio de agressão, proibição ou interrupção da oração é um duro golpe para a construção da tolerância e da coexistência pacífica.

“Qualquer ato de intimidação, violência ou restrição unilateral de atividades religiosas viola a lei e mina os valores fundamentais da vida em comum como cidadãos da mesma nação.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Bancada evangélica emite nota criticando o que considera ‘excessos’ do STF

Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE), conhecida como bancada evangélica, divulgou uma nota pública solicitando que o Senado atue para conter o que considera excessos do Supremo Tribunal Federal. A manifestação também recebeu apoio das frentes parlamentares Católica, do Empreendedorismo e do Comércio e Serviço.

O texto demonstra preocupação com recentes posicionamentos de ministros da Corte, apontados como causadores de instabilidade institucional no país. Segundo os parlamentares, decisões judiciais têm provocado impactos negativos na economia, prejudicando o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o dia a dia da população.

Os deputados afirmam que o Senado tem papel fundamental para mediar conflitos e preservar a harmonia entre os Poderes. O documento pede que a Casa Alta exerça plenamente suas atribuições para manter a democracia e restabelecer a ordem constitucional.

Para as frentes signatárias, a mediação proposta busca evitar o agravamento de tensões políticas e sociais. A nota enfatiza que o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário é indispensável para que o Brasil supere desafios econômicos e avance em pautas que beneficiem a população.

A nota é assinada pelos deputados federais Gilberto Nascimento (PSD), representando a Frente Evangélica, Luiz Gastão (PSD), da Frente Parlamentar Católica, Joaquim Passarinho (PL), da Frente do Empreendedorismo, e Domingos Sávio (PL), da Frente do Comércio e Serviço.

Leia a íntegra da nota, abaixo:

“Nota oficial em defesa do equilíbrio institucional e da democracia

Nós, parlamentares federais abaixo assinados, manifestamos nossa profunda preocupação diante dos recentes episódios que vêm sendo protagonizados por ministros do Supremo Tribunal Federal, os quais têm gerado um crescente ambiente de instabilidade institucional em nosso país.

O momento exige sabedoria, responsabilidade e compromisso com a ordem democrática. As ações em curso, oriundas da mais alta Corte, têm provocado efeitos danosos à economia nacional, afetando diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano de milhões de brasileiros, trabalhadores e empreendedores.

Vivemos um cenário que demanda mediação urgente e o distensionamento das polarizações que tanto prejudicam o Brasil. A harmonia entre os Poderes da República é pilar essencial para a democracia e precisa ser preservada.

Como membros da Câmara dos Deputados, temos nossas prerrogativas e responsabilidades. Contudo, é ao Senado Federal que a Constituição delega o dever de fiscalizar e conter excessos do Supremo Tribunal Federal. Diante disso, solicitamos que o Senado, no exercício de suas atribuições, busque a mediação com o propósito de mantermos a democracia e a harmonia entre os Poderes, restabelecendo a ordem constitucional.”

Fonte: Comunhão

Mais de 7 mil cristãos foram mortos na Nigéria até agora, só em 2025

Funeral de cristãos mortos na Nigéria (Foto: Reprodução)
Funeral de cristãos mortos na Nigéria (Foto: Reprodução)

Extremistas islâmicos e milícias de pastores radicalizados mataram mais de 7.000 cristãos na Nigéria nos primeiros 220 dias de 2025, estima um novo relatório de uma organização da sociedade civil, enquanto defensores dos direitos humanos continuam a criticar a incapacidade do governo nigeriano de proteger os cristãos.

A Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety), sediada em Anambra, liderada pelo criminologista e pesquisador cristão Emeka Umeagbalasi, relatou que pelo menos 7.087 cristãos “foram massacrados em toda a Nigéria” de 1º de janeiro a 10 de agosto.

Durante esse período, “nada menos que 7.800 outros foram violentamente capturados e sequestrados por serem cristãos”, estima o relatório. A organização se baseia no que considera reportagens confiáveis da mídia local e estrangeira, relatos governamentais, relatórios de grupos internacionais de direitos humanos e relatos de testemunhas oculares para compilar dados estatísticos.

“O massacre brutal de cerca de 7.087 cristãos e o sequestro de outros 7.800 também se traduziram em uma média de 30 mortes de cristãos por dia e mais de uma por hora”, diz o relatório da Intersociety. “Estima-se também que 35 cristãos tenham sido sequestrados diariamente e cerca de dois outros por hora, nos últimos 220 dias ou sete meses e dez dias de 2025.”

Dezenas de milhares de cristãos nigerianos foram mortos na última década, e muitos outros foram deslocados em meio à ascensão de grupos extremistas islâmicos como o Boko Haram e o Estado Islâmico no nordeste e ao aumento de ataques realizados por milícias Fulani radicalizadas contra comunidades predominantemente cristãs nos estados do Cinturão do Meio.

Embora alguns observadores internacionais digam que o que está acontecendo com as comunidades cristãs nos estados do Cinturão Médio pode corresponder ao padrão de perseguição religiosa e genocídio, o governo nigeriano afirma que tal violência não é inerentemente religiosa e emana de conflitos entre fazendeiros e pastores que duram décadas.

Em seu novo relatório, a Intersociety também afirma que a Nigéria está fornecendo um “porto seguro” para pelo menos 22 grupos terroristas islâmicos, vários dos quais supostamente têm ligações com o Estado Islâmico e o Fundo Jihad Mundial.

A Intersociety alertou que esses grupos terroristas buscam eliminar ou desarraigar cristãos e religiosos tradicionais em todo o país, especialmente nas terras Igbo do sudeste e sul-sul.

O presidente da Intersociety, Umeagbalasi, disse que sua organização começou a monitorar a violência contra cristãos e a intolerância religiosa na Nigéria em 2010.

“Temos seguido os padrões e tendências, e a situação está piorando”, disse Umeagbalasi ao The Christian Post.

Ele atribuiu o aumento da violência aos grupos terroristas islâmicos jihadistas Boko Haram e aos pastores fulani radicalizados. Defensores como Umeagbalasi vêm se manifestando há anos sobre o que denunciam como ataques de motivação religiosa contra cristãos na região.

Além da ameaça de violência e assassinato, os cristãos também foram deslocados de suas comunidades e fazendas.

O relatório afirma que os 22 grupos terroristas islâmicos supostamente sediados na Nigéria estão “usando violência e meios genocidas para obliterar ou eliminar os grupos étnicos indígenas da Nigéria e suas identidades, especialmente a herança cultural Igbo de 3.475 anos, estabelecida desde 1450 a.C.”

O relatório também estima que “185.009 nigerianos indefesos” foram mortos desde 2009, incluindo 125.009 cristãos e 60.000 muçulmanos liberais. O grupo estima que 19.100 igrejas foram destruídas durante esse período, mais de 1.100 comunidades cristãs foram “saqueadas” e 600 clérigos cristãos foram sequestrados, incluindo 250 padres católicos e 350 pastores.

Umeagbalasi acredita que o governo nigeriano é culpado, afirmando ao CP que o governo não prendeu os autores de muitos desses massacres. Ele também condenou o governo nigeriano por prender vítimas das milícias Fulani que tentaram se defender em vez de prender membros do grupo radical.

Abordando como os Estados Unidos e outros governos ocidentais podem lidar com a questão, Umeagbalasi disse que o Departamento de Estado do presidente dos EUA, Donald Trump, deve incluir a Nigéria em sua lista de “Países de Preocupação Particular”, o que acarreta a possibilidade de sanções e outras medidas dissuasivas.

A Nigéria estava na lista do CPC durante o primeiro mandato presidencial de Trump, mas o governo Biden removeu a Nigéria da lista durante seu primeiro ano, atraindo críticas da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional.

Umeagbalasi também pediu aos líderes dos EUA, Europa e Canadá que proibissem muçulmanos fulani de primeira classe, altos clérigos e líderes islâmicos de viajar para “esses países que respeitam e cumprem com a liberdade religiosa”.

Outros grupos de defesa que estão expressando preocupações sobre a Nigéria incluem a Portas Abertas dos EUA, que colocou a Nigéria em sétimo lugar em sua Lista Mundial da Perseguição de 2025 (LMP), divulgada no início deste ano. O período de relatório da Lista Mundial da Perseguição de 2025 foi de 1º de outubro de 2023 a 30 de setembro de 2024.

Durante o período do relatório LMP 2025, os pesquisadores calcularam, com base em estimativas conservadoras, que 3.100 cristãos foram mortos e 2.830 sequestrados. Em relação aos casos de agressão sexual e abuso físico e mental, os autores do relatório arredondaram os números para 1.000 e 10.000, respectivamente.

Em agosto passado, o Observatório para a Liberdade Religiosa na África divulgou um projeto de dados de quatro anos documentando 55.910 mortes em 9.970 ataques, incluindo civis e combatentes, em toda a Nigéria.

Dos 30.880 civis mortos, 16.769 eram cristãos, superando significativamente as 6.235 mortes de muçulmanos. A proporção de mortes de cristãos para muçulmanos foi de 6,5:1, com os radicais fulani sendo responsáveis por mais da metade das mortes de cristãos.

“Por mais de uma década, as atrocidades contra civis na Nigéria foram minimizadas ou minimizadas”, afirma o relatório de 136 páginas. “Isso se mostrou um grande obstáculo para aqueles que buscam entender a violência.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Igrejas Católica e Evangélica lideram confiança dos brasileiros, aponta Datafolha

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

A mais recente pesquisa Datafolha, encomendada pelo Conselho Federal da OAB, revelou que a Igreja Católica é a instituição que mais inspira confiança entre os brasileiros. Segundo o levantamento, 85% dos entrevistados afirmaram confiar na instituição — sendo 40% que “confiam muito” e 45% que “confiam um pouco”.

As igrejas evangélicas, consideradas em conjunto, também apresentaram um índice expressivo: 77% dos entrevistados afirmaram ter algum nível de confiança, sendo 31% que “confiam muito”. Esses números colocam as instituições religiosas no topo do ranking de credibilidade no país, superando inclusive órgãos do Judiciário e entidades políticas.

A OAB ocupa a segunda colocação no índice geral, com 83% de confiança (24% “confiam muito” e 59% “confiam um pouco”). Já o Senado Federal (65%), a Presidência da República (63%) e a Câmara dos Deputados (62%) registraram os menores índices.

O levantamento foi realizado entre 7 e 14 de julho de 2025, com 2.005 entrevistas presenciais em 130 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Além da confiança nas instituições, a pesquisa investigou percepções sobre democracia e polarização política. De acordo com os dados, 74% dos brasileiros consideram que “a democracia é sempre melhor que qualquer forma de governo”, um crescimento em relação a dezembro de 2024, quando esse índice era de 69%. Por outro lado, 72% acreditam que o Brasil vive um cenário de polarização, com uma sociedade “dividida em dois grupos com visões políticas opostas que não aceitam conviver com o outro lado”. Apenas 16% veem o país como politicamente harmonioso.

A pesquisa também trouxe dados sobre a importância e avaliação da atuação da OAB. Para 83% dos entrevistados, a atuação do Conselho Federal da entidade é importante para a sociedade, sendo que 47% a consideram “muito importante”. Na defesa da democracia, 67% classificam o papel da OAB como positivo.

Os resultados reforçam o papel de destaque das igrejas, especialmente a Católica e as evangélicas, como instituições que preservam um alto nível de credibilidade junto à população, em contraste com o baixo índice registrado por instâncias políticas.

Folha Gospel com informações de Datafolha

Mais de 400 atos de hostilidade contra igrejas foram registrados nos EUA em 2024

Cruz caída no chão após vandalismo em igreja evangélica (Foto: Reprodução/YouTube)
Cruz caída no chão após vandalismo em igreja evangélica (Foto: Reprodução/YouTube)

Mais de 400 atos de hostilidade foram registrados contra igrejas nos Estados Unidos em 2024, com um aumento acentuado em incidentes relacionados a armas de fogo, de acordo com um novo relatório divulgado pelo Family Research Council.

Os incidentes destacados no relatório do grupo ” Hostilidade contra Igrejas nos Estados Unidos “, divulgado na manhã de segunda-feira, variaram de vandalismo e incêndio criminoso a ameaças relacionadas a armas, ameaças de bombas e agressões físicas.

A organização conservadora de defesa dos cristãos sediada em Washington documentou 415 atos hostis em 43 estados, afetando 383 igrejas, com base em documentos de código aberto, reportagens da mídia e registros oficiais.

O total foi ligeiramente inferior aos 485 incidentes identificados em 2023 , mas permaneceu bem acima dos totais anuais de 2018 a 2022. Desde janeiro de 2018, a organização rastreou 1.384 incidentes.

“Embora as motivações para muitos desses incidentes permaneçam desconhecidas, o aumento de crimes contra igrejas está ocorrendo em um contexto em que menos americanos estão frequentando serviços religiosos ou se identificando com uma fé específica”, observa o relatório.

De acordo com dados da Gallup , menos de um terço da população dos EUA frequenta regularmente cultos religiosos, e pesquisadores dizem que “menos americanos compartilham um entendimento comum sobre o que os prédios das igrejas representam”.

“É importante notar que nem todos os crimes contra igrejas são motivados pelo ódio ao cristianismo. Alguns vândalos parecem ser motivados por ganho financeiro por meio de roubo, enquanto outros culpados são adolescentes envolvidos em um passatempo destrutivo”, afirma o relatório.

No entanto, ainda existem incidentes que parecem ter como alvo igrejas intencionalmente e com más intenções. Independentemente da motivação do perpetrador, tais crimes podem deixar as igrejas em desordem física, financeira e emocional. Algumas igrejas têm dificuldade para cobrir os custos dos reparos e temem futuras infrações.

Os incidentes relacionados a armas aumentaram de 12 em 2023 para 28 em 2024.

Em um caso perto de Pittsburgh, Pensilvânia, um homem entrou na Igreja Jesus’ Dwelling Place durante um sermão e apontou uma arma para o pastor antes de ser abordado por um diácono.

Na Geórgia, um homem armado interrompeu cultos em três igrejas, filmando suas ações e incentivando outros a se juntarem a ele.

Em São Francisco, Califórnia, um homem disparou vários tiros contra a porta principal da Igreja Católica de Santo Agostinho enquanto pessoas estavam lá dentro. Em Houston, Texas, uma mulher portando uma arma longa na Igreja de Lakewood, de Joel Osteen, feriu duas pessoas antes de ser baleada e morta pela polícia.

O vandalismo foi o crime mais frequente, respondendo por 284 casos. Igrejas relataram janelas quebradas, estátuas destruídas, propriedades danificadas e roubo de materiais valiosos, como fiação de cobre e aparelhos de ar condicionado.

Em Portland, Oregon, a Igreja Batista Bethel, com cerca de 25 fiéis, sofreu repetidos atos de vandalismo, incluindo pedras atiradas contra janelas e um ataque recente que deixou o prédio coberto de produtos químicos de extintores de incêndio.

“Não sei quem irritamos. É desconcertante”, disse a diácona Mary Brown, segundo a citação.

Em Brenham, Texas, a Primeira Igreja Cristã teve mais de 15 janelas recém-restauradas estilhaçadas por pedras e tijolos. O pastor Charles Topping disse que o dano pareceu “raivoso, intencional” e o deixou “de coração partido” ao pensar que alguém pudesse direcionar tanta raiva contra uma igreja e Deus.

As perdas financeiras decorrentes desses ataques às vezes eram severas.

Em San Diego, Califórnia, a Primeira Igreja de Cristo relatou danos estimados em US$ 10.000 quando um invasor saqueou um escritório e arrancou tubos de órgão de seus encaixes. Em Oklahoma, a Igreja de Cristo de North Peoria perdeu unidades de ar-condicionado em um roubo que causou US$ 100.000 em danos.

Incêndios criminosos e suspeitas de incêndio criminoso foram responsáveis por 55 incidentes.

Em Athens, Tennessee, a Igreja Metodista Episcopal de São Marcos (AME Zion) foi severamente danificada após um incêndio destruir seu telhado e interior. O suspeito, que também matou a secretária da igreja, Lina Buchanan, antes de fugir, foi preso após ser identificado em imagens de segurança.

O culto Believer’s Joy em Jacksonville, Flórida, foi incendiado por uma mulher que a congregação havia tentado ajudar durante seus problemas de saúde mental, com as chamas atingindo 9 metros antes que os bombeiros as controlassem.

Em Ohio, quatro igrejas em dois condados vizinhos foram destruídas em um período de quatro meses; os investigadores acreditam que o mesmo indivíduo foi o responsável.

Houve 14 ameaças de bomba, a maioria delas eram boatos.

Em Cocoa, Flórida, duas igrejas receberam pacotes alegando conter explosivos, acompanhados de bilhetes citando queixas políticas, incluindo oposição ao “wokismo”, impostos e à guerra na Ucrânia. Câmeras de segurança ajudaram a identificar o suspeito, que foi preso.

Quarenta e sete incidentes se enquadraram na categoria “outros”, abrangendo agressões físicas e interrupções que não correspondiam a outras classificações.

Em Louisville, Kentucky, um homem invadiu a Igreja Batista de Zion e atacou um funcionário com um martelo antes da chegada da polícia. Em Hudson, Nova York, um homem mascarado com uma longa capa preta entrou na Igreja de Santa Maria durante a missa de domingo, gritou “Salve!” e segurou uma garrafa de vidro sobre a cabeça antes de ser contido pelos fiéis.

Os motivos registrados variaram.

Os incidentes ligados a sentimentos pró-aborto caíram de 11 em 2023 para dois em 2024. Os incidentes anti-LGBT caíram de 42 em 2023 para 33, frequentemente envolvendo roubo de bandeiras do orgulho LGBT de igrejas que apoiavam causas LGBT. Os incidentes com temática satânica diminuíram de 12 em 2023 para um em 2024.

Em Portland, Oregon, uma igreja foi pichada com obscenidades e a frase “Meu corpo, minha escolha”.

Junho registrou o maior número de incidentes, com cerca de 22% relacionados a questões LGBT, enquanto os níveis mais baixos ocorreram de setembro a novembro. A Califórnia registrou o maior número de incidentes, com 40, seguida pela Pensilvânia, com 29, Flórida e Nova York, com 25 cada, Texas, com 23, e Tennessee e Ohio, com 19 cada.

O presidente do Conselho de Pesquisa Familiar, Tony Perkins, que atuou como presidente da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional durante o primeiro mandato do presidente Trump, disse que o relatório mostra que “a liberdade religiosa enfrenta ameaças substanciais aqui no país”.

“Aplaudimos os esforços do governo Trump, mas esforços devem ser feitos em todos os níveis do governo para proteger e promover esse direito humano fundamental”, disse Perkins. “Os cristãos devem esperar e exigir mais de seus líderes governamentais quando se trata de processar e prevenir atos criminosos que visem a liberdade religiosa.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Arqueólogos descobrem antiga fábrica de lâminas cananeias de 5.500 anos

Arqueólogos mostram detalhes das lâminas e fábrica no sul de Israel. (Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel)
Arqueólogos mostram detalhes das lâminas e fábrica no sul de Israel. (Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel)

Arqueólogos descobriram recentemente, em Israel, uma antiga fábrica de lâminas cananeias com cerca de 5.500 anos, revelando um raro vínculo com um povo fundamental na narrativa bíblica.

A oficina antiga foi descoberta em Kiryat Gat, cidade situada a aproximadamente 65 quilômetros ao sul de Tel Aviv. Esta é a primeira instalação desse tipo já identificada na região sul de Israel.

O anúncio do achado foi feito pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) em um post no Facebook no final de julho.

“As descobertas mais impressionantes feitas no local são grandes núcleos de sílex, a partir dos quais eram produzidas lâminas extremamente afiadas e de formato uniforme”, afirmou a IAA.

“As próprias lâminas eram utilizadas como facas para corte e açougue, além de ferramentas de colheita, como lâminas de foice.”

Antiga fábrica

Os vestígios da antiga fábrica foram encontrados no sítio arqueológico de Nahal Qomem, onde há centenas de poços subterrâneos utilizados para atividades artesanais, armazenamento e diversas outras finalidades.

Fotos divulgadas pela IAA revelam longas lâminas de sílex recuperadas no local, além dos grandes núcleos de pedra utilizados em sua fabricação.

Sílex é uma rocha sedimentar extremamente dura, composta principalmente por quartzo criptocristalino. Ela costuma apresentar cores como cinza, negra ou marrom, e possui uma quebra com bordas afiadas, ideais para corte.

Os núcleos são pedaços de pedra bruta dos quais as lâminas foram atingidas.

Época de Abraão

Os artefatos serão expostos no Campus Nacional Jay e Jeanie Schottenstein de Arqueologia de Israel, localizado em Jerusalém.

“Esta é uma evidência clara de que, já no início da Idade do Bronze, a sociedade local aqui era organizada e complexa, e possuía especialização profissional.”

A Autoridade de Antiguidades de Israel relaciona a descoberta à chamada “indústria de lâminas cananeia”, associada a um povo antigo mencionado na Bíblia como habitantes da região antes da chegada dos israelitas.

Arqueólogos afirmam que as ferramentas correspondem à cultura material de Canaã na época de Abraão, evidenciando o alto nível de sofisticação da indústria daquele período.

Idade do Bronze

Segundo a IAA, “apenas indivíduos excepcionais” sabiam como fabricar lâminas cananeias.

A descoberta contribui para ampliar o entendimento sobre o artesanato em Israel e sobre o processo de urbanização durante a Idade do Bronze, segundo a IAA.

“Esta é uma evidência clara de que, já no início da Idade do Bronze, a sociedade local aqui era organizada e complexa, e possuía especialização profissional”, acrescentou a organização.

“A descoberta de uma oficina sofisticada indica uma sociedade com uma estrutura social e econômica complexa já no início da Idade do Bronze Inicial.”

Fonte: Guia-me com informações de Fox News

Pastor sobrevive a ataque e leva mais de 10 hindus a Jesus na Índia

Cristão pregando na Índia (Imagem Ilustrativa: Reprodução/Portas Abertas)
Cristão pregando na Índia (Imagem Ilustrativa: Reprodução/Portas Abertas)

No norte da Índia, a história de Rakesh — pastor de uma pequena congregação — é um testemunho de perseverança e fé diante da violência religiosa. Após ser brutalmente agredido por extremistas hindus, ele não apenas sobreviveu, mas viu seu ministério crescer e alcançar dezenas de pessoas com o Evangelho.

Rakesh vive com sua esposa e quatro filhos em uma aldeia modesta. A família enfrenta dificuldades constantes, mas permanece firme no compromisso de compartilhar as Boas Novas com os vizinhos e com moradores de cerca de dez vilas próximas.

O conflito começou quando uma mulher hindu, que morava a mais de um quilômetro dali, participou de um culto na casa do pastor. Doente havia muito tempo, ela pediu oração e, segundo os presentes, foi curada. Convencida pela experiência, decidiu seguir a fé cristã. A notícia provocou indignação em seus familiares — alguns líderes do templo hindu local —, que organizaram um ataque contra Rakesh.

Em 2 de junho de 2024, durante outro encontro de oração, uma multidão se aglomerou do lado de fora, gritando palavras de ordem e exigindo que a reunião fosse encerrada. Líderes hindus armados com facas invadiram o local, expulsaram os fiéis e espancaram o pastor. A casa e a igreja foram depredadas. A denúncia feita à polícia resultou em pressão para que as atividades cristãs fossem interrompidas na aldeia.

O medo se espalhou entre os membros, alguns deixaram de frequentar os cultos, e a renda do pastor caiu drasticamente. Nesse cenário, a organização International Christian Concern (ICC) tomou conhecimento do caso e ofereceu ajuda, fornecendo mercadorias para que Rakesh abrisse um pequeno comércio.

“Há alguns anos, sofríamos muito com as necessidades básicas e, hoje, vivemos muito felizes. Somos gratos”, afirmou o pastor à ICC.

Com o tempo, o negócio prosperou e foi transferido para uma área mais movimentada, próxima ao centro. Isso aumentou a clientela e permitiu que Rakesh reformasse a igreja e a casa, pagasse a educação dos filhos e garantisse o sustento da família.

O mais significativo, porém, foi o impacto espiritual: o pastor já conduziu mais de dez hindus à fé cristã desde a abertura da loja, e esses novos convertidos participam ativamente da comunidade.

“Hoje, temos uma loja no centro da cidade, e isso é uma grande coisa para nós. A ICC nos abençoou muito, e nos alegramos no Senhor. Somos muito gratos ao ministério por nos dar esperança e nos ajudar a viver livremente, sem nenhum fardo. Todas as nossas necessidades são supridas pela renda da loja, e estamos repletos de paz e alegria em nossas vidas”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern

Marcha para Jesus reúne milhões de cristãos nas ruas da Venezuela

Uma multidão de cristãos evangélicos se mobilizou por toda a Venezuela no sábado, 2 de agosto, durante a Marcha para Jesus 2025 (Foto: Captura de tela da transmissão da Marcha para Jesus em Cumaná)
Uma multidão de cristãos evangélicos se mobilizou por toda a Venezuela no sábado, 2 de agosto, durante a Marcha para Jesus 2025 (Foto: Captura de tela da transmissão da Marcha para Jesus em Cumaná)

Uma multidão de cristãos evangélicos se mobilizou na Venezuela no sábado (2 de agosto) durante a Marcha para Jesus, um evento declarado oficialmente meses antes como o “Dia Nacional da Marcha para Jesus” pelo governo venezuelano por meio de um decreto presidencial.

A data foi alterada recentemente — em meio a controvérsias — para ser celebrada no primeiro sábado de agosto de cada ano, estabelecendo a marcha como uma manifestação espiritual, cultural e social que visa transcender denominações religiosas.

De acordo com a Aliança Evangélica Latina (AEL), delegações de igrejas evangélicas de todos os 23 estados e do Distrito Capital participaram do evento. Fiéis de diversas nacionalidades e denominações também se juntaram, marchando com faixas, bandeiras e camisetas com o tema do evento, além de mensagens exaltando Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Ao longo do caminho, canções, louvores, orações e apelos à unidade puderam ser ouvidos. O tema deste ano foi: “Jesus, as nações pertencem a Ti”.

Em Caracas, duas grandes mobilizações partiram de pontos estratégicos — uma do leste e outra do oeste — e acabaram convergindo para a Avenida Libertador, onde o evento foi concluído com adoração pública, reflexão bíblica e orações pela Venezuela.

A logística foi coordenada por redes de igrejas e ministérios cristãos, com apoio voluntário de jovens, músicos, pastores e líderes comunitários.

Uma das regiões com maior participação foi o estado de Anzoátegui, onde pessoas de diferentes municípios, incluindo Barcelona, Lechería e Puerto La Cruz, caminharam, reunindo-se no complexo esportivo local. Famílias, crianças, adolescentes, idosos, líderes religiosos e até autoridades locais participaram do evento, que transcorreu em uma atmosfera pacífica e festiva, repleta de celebração espiritual. As redes sociais estavam repletas de imagens da marcha, que ocorreu não apenas em cidades, mas também em áreas rurais.

O pastor José Piñero, diretor executivo do Conselho Evangélico da Venezuela (CEV), dirigiu-se à multidão em Cumaná com uma mensagem focada na graça e no significado mais profundo do encontro.

“Estamos aqui como cristãos redimidos pela graça do Senhor. Confiamos no chamado de nossos irmãos e irmãs na fé, que nos asseguram que este evento em todo o país provém de uma motivação profundamente evangélica. Estamos aqui porque esta terra clama por esperança”, disse Piñero.

Ele enfatizou a natureza inclusiva do evento, afirmando: “Não estamos aqui porque merecemos. Estamos aqui por causa da graça — a graça que nos une, independentemente de denominações, independentemente de qualquer outra coisa. Viemos do perdão, viemos da esperança, viemos de um lugar de paz.”

Reforçando o foco cristocêntrico da marcha, Piñero acrescentou: “Não marchamos em nome de nossa própria igreja ou denominação. Marchamos por uma pessoa: Jesus Cristo. Ele venceu a morte, ressuscitou ao terceiro dia e venceu o mal.”

Em sua reflexão final, Piñero enfatizou que o encontro não deve ser confundido com uma atividade superficial. “Esta marcha não é um espetáculo; é um espaço onde celebramos Jesus Cristo com alegria… celebramos com alegria e com a nossa presença nas ruas da Venezuela. É isso que viemos fazer”, disse ele.

Após o evento, o presidente Nicolás Maduro publicou uma mensagem nas redes sociais destacando seu impacto. Ele agradeceu aos organizadores pelo encontro e expressou seu apoio ao que descreveu como uma mobilização de fé, unidade e esperança. “Avançamos com a luz divina, em vitória ao lado dos humildes, dos despossuídos e dos abençoados. Somos o povo de Deus”, escreveu Maduro , referindo-se diretamente aos valores espirituais promovidos pelo evento.

Para muitos, o reconhecimento oficial da marcha como uma data nacional representa um marco no relacionamento entre o Estado venezuelano e as igrejas evangélicas, que cresceram em número e influência nos últimos anos.

No entanto, vozes da oposição criticaram o governo por se envolver na organização da marcha. Aristóteles López, um dos fundadores da Marcha para Jesus na Venezuela e atualmente exilado, criticou o evento no início deste ano, quando foi oficialmente declarado, acusando o governo de “usar a estrutura da marcha para fins políticos”. López alegou que a mudança de data de outubro para agosto foi manipulada pelo poder executivo e afirmou ter provas de que “a decisão foi premeditada”.

Em resposta, Piñero disse ao Diario Cristiano que “não é verdade que esta atividade sirva a propósitos políticos ou esteja sendo manipulada pelo governo. Se a estrutura da marcha estivesse sendo usada para fins políticos, não teríamos marchado”.

O líder da CEV acrescentou: “O direito de todos de marchar ou não é respeitado. Não ordenamos que ninguém faça nada. O que deixei claro é que marchamos por Jesus. Nunca pelo governo.”

Imagens do evento circularam amplamente na mídia nacional e em plataformas digitais, acompanhadas de depoimentos de participantes. Alguns disseram ter vivenciado uma profunda renovação espiritual, outros se sentiram gratos pela oportunidade de expressar sua fé publicamente sem restrições, e muitos concordaram que a atmosfera era de respeito, união e esperança.

Folha Gospel com informações de Christian Daily International

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