Um padre da região de Ribeirão Preto, que prefere não se identificar, foi flagrado no teste do bafômetro, em São Paulo, na última sexta-feira (11). Ele saiu de uma missa e foi para outra paróquia para outra celebração, mas foi parado numa blitz da Polícia Militar.

Como tinha tomado meio cálice de vinho na celebração da primeira missa, foi flagrado no teste. Só não foi autuado, não teve a habilitação apreendida e não foi preso porque um PM o reconheceu e o liberou da fiscalização.

Para evitar outro transtorno, o padre já pensa em trocar o vinho por um suco de uva, que é permitido na igreja católica, ou oferecerá o vinho a um ministro durante a missa. Em Franca, um ex-seminarista foi detido em flagrante, dirigindo embriagado, na segunda-feira (14). Ele pagou fiança de R$ 1,2 mil para não ficar preso.

O padre não soube informar a quantidade exata detectada pelo bafômetro. Após a liberação, ele até fez comentário durante uma de suas missas posteriores, em Ribeirão Preto, pois considera a fiscalização dentro dos municípios um exagero. ”Na estrada tem que ter rigidez mesmo, mas é preciso ser mais flexível dentro das cidades”, disse o padre. Sobre a troca do vinho pelo suco de uva, no entanto, ainda não definiu.

Ex-seminarista

Anteontem, na Rodovia Ronan Rocha, em Franca (que teve 13 autuações por embriaguez desde o início da Lei Seca), o ex-seminarista Antonio Souza, de 30 anos, foi flagrado com 1,57 decigramas de álcool por litro de sangue (mais que o dobro do permitido). Ele foi detido por policiais rodoviários por fazer zigue-zague na pista. Ele também estava cantando em latim, idioma que aprendeu no seminário. Souza cursa História na cidade e disse que havia acabado de chegar do Piauí. Tinha bebido quatro doses de pinga e uma lata de cerveja antes de ser flagrado no bafômetro. Disse aos policiais que é franciscano, que gosta de pobreza, e que bebeu por prazer. Depois que familiares pagaram a fiança, Souza foi para casa.

Fonte: Bonde