Uma organização hindu está criando problemas para uma escola cristã que permitiu a entrega de material cristão a estudantes. De acordo com as notícias publicadas pelo site www.hindujagruti.org, o incidente aconteceu em KwaZulu-Natal, uma província na África do Sul.

A organização social Vishwa Shakti (Poder Mundial) recebeu reclamações de pais hindus irritados e de estudantes da Escola Secundária Tongaat por causa da distribuição gratuita do Novo Testamento.

De acordo com a história publicada no website, a escola convidou um orador filiado a uma organização cristã para falar a estudantes sobre a importância dos valores. Depois da conferência, os estudantes foram convidados a levar cópias do Novo Testamento.

“O Ato de Escolas proíbe a promoção de doutrinamento religioso. Nós recebemos reclamações de alunos que ficaram chateados porque isso foi mais do que o programa acadêmico”, disse Kamal Maharaj, da organizacão Vishwa Shakti.

E ele ainda continuou: “Nós esperamos que seja feita alguma coisa para compensar formalmente as crianças. Essa é uma violação aos direitos humanos, é uma violência psicológica. Quando você tenta promover uma visão particular entre crianças que são impressionáveis, isso não é justo.”

O website também informou que um pai que se recusou a se identificar estava “furioso”. O pai disse: “Se uma criança tiver curiosidade de ler, pode ser influenciada.”

Outro pai teria dito: “Nós não temos nenhum problema com qualquer pessoa promovendo a religião deles, mas não se pode fazer isso com crianças que estão debaixo da proteção de adultos. Eu penso que a permissão dos pais é vital nesses casos.”

Diretor explica

O diretor da escola, Soobramoney Raman, se justificou: “Eu trago políticos e pessoas com habilidades de liderança para vir e motivar meus alunos para o bom caminho. Os alunos puderam escolher entre levar ou não levar uma Bíblia. Esses que não quiseram as Bíblias deixaram-nas para trás. Nada foi empurrado a eles.”

“Até mesmo as pessoas de organizações hindus estão livres para entregar material religioso. Eu não tenho nenhuma objeção”, disse o diretor. Segundo ele, não havia nenhuma questão doutrinária envolvida.

“Na realidade, tudo isso é educacional. Tudo foi feito de uma maneira transparente. Eu tenho aqui uma maioria cristã, mas há também os que não são. Não temos um ethos cristão. As minorias nunca foram marginalizadas aqui. Eu tenho as minhas dúvidas se eles teriam sido influenciados.”

Fonte: Portas Abertas