O pastor Samsuddin, que também é veterinário, estava em um hospital quando foi abordado pelos policiais. (Foto: Portas Abertas)
O pastor Samsuddin, que também é veterinário, estava em um hospital quando foi abordado pelos policiais. (Foto: Portas Abertas)

Na semana passada, o cristão ex-muçulmano Samsuddin foi preso junto com 17 pessoas por supostamente fazer parte do Jamaat-e Islam, um partido político religioso conhecido por ser antiestado em Bangladesh. Agora que a polícia sabe que ele se converteu ao cristianismo, ele e a família temem que isso seja usado contra ele.

Na noite de 18 de outubro de 2021, Samsuddin participou de um treinamento veterinário no Hospital Darus Shifa com outros profissionais, quando as portas da sala em que estavam de repente se abriram e uma equipe de policiais invadiu o hospital, prendendo todos os veterinários e treinadores presentes. Eles foram acusados de fazer parte de uma conspiração antiestado e de realizar reuniões secretas.

Em 21 de outubro, uma equipe de detetives foi à casa de Samsuddin para investigar e coletar informações sobre ele. As autoridades perguntaram se Samsuddin fazia parte do Jamaat-e Islam, um partido político islâmico de base religiosa, o que ele negou. A esposa Mafuza disse à polícia que ele é um cristão que se converteu do islã ao cristianismo há muitos anos. A informação também foi confirmada por outros moradores.

Samsuddin é um veterinário conhecido por tratar aos animais locais na aldeia há muitos anos. Ele faz alguns trabalhos pastorais e compartilha o evangelho sempre que pode, e a esposa dele ajuda membros da comunidade local a ler e escrever. O casal é conhecido por ser muito ativo no ministério.

O medo da perseguição

Mafuza é ousada em proclamar a fé dela e do marido. “Os aldeões e os líderes locais sabem que ele é cristão. Ele não pode fazer parte do partido político religioso islâmico. Ele foi lá para fins de formação profissional. Agora, muitas pessoas sabem sobre Cristo porque estamos proclamando em todos os lugares que ele é um pastor.”

A esposa duvida que haveria justiça para o marido neste caso de ser falsamente acusado, especialmente se a fé cristã for usada como motivo para mais perseguição: “Os investigadores tomaram documentos de nossas atividades e certificados cristãos para provar que ele é cristão”, compartilha Mafuza.

No dia 24 de outubro, o tribunal aprovou uma prisão preventiva de 1 dia para Samsuddin. A polícia local está pedindo dinheiro para que a vítima não seja torturada durante a prisão preventiva. De acordo com Mafuza, pode levar dois meses para o marido conseguir fiança.

Samsuddin está atualmente muito frustrado, deprimido e está ficando mais fraco. Ele não pode comer e beber devido ao medo e à tensão. Essa notícia foi publicada em muitos jornais nacionais em Bangladesh e está causando muito sofrimento à família. Parceiros locais da Portas Abertas permanecem em contato constante com os irmãos na fé e estão buscando maneiras de ajudá-los.

Fonte: Portas Abertas