Pelo menos oito pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas neste domingo em um atentado suicida perpetrado contra uma igreja do norte da Nigéria durante a missa dominical, informou o jornal nigeriano “Leadership”.

“Até o momento, os serviços de emergência resgataram oito cadáveres e uma centena de feridos da explosão em Kaduna”, afirmou em comunicado Aliyu Muhammed, porta-voz regional da Agência Nacional de Gestão de Emergências da Nigéria (NEMA).

A nota oficial rebaixa o número de mortos de uma lista prévia, que, segundo o “Leadership”, confirmava pelo menos 15 mortes.

Além das vidas perdidas durante o atentado, a imprensa nigeriana contou pelo menos outras três mortes de muçulmanos, os quais teriam sido vitimas de grupos cristãos enfurecidos com o atentado contra a igreja.

O ataque foi perpetrado às 7h45 (de Brasília) com a detonação de um carro-bomba contra a Igreja Católica de Santa Rita, situada na cidade de Malali, próxima a Kaduna, capital do estado do mesmo nome, no norte da Nigéria.

Segundo relataram testemunhas do atentado ao jornal nigeriano, o terrorista suicida se aproximou com seu automóvel do templo, onde foi detido pelos guardas de segurança, que impediram sua passagem.

O motorista deu então marcha à ré e derrubou as portas do recinto, detonando a bomba que transportava no veículo.

Apesar de nenhum grupo ter se responsabilizado ainda pela explosão, o ataque parece levar a assinatura da seita islamita Boko Haram, que já realizou vários atentados contra igrejas na Nigéria.

Desde 2009, quando a polícia nigeriana matou o líder do Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais empreenderam uma sangrenta campanha que acabou com 1,4 mil vidas, segundo dados da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

O Boko Haram, cujo nome significa “a educação ocidental é pecado”, luta para instaurar um Estado regido pela rigorosa lei “sharia” no norte do país, de maioria muçulmana.

A Nigéria se encontra dividida entre a empobrecida metade setentrional, principalmente muçulmana, e o sul, de maioria cristã e rico em petróleo.

Com 170 milhões de habitantes divididos em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, país mais povoado da África, sofre múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

[b]Fonte: EFE[/b]