A equipe da Delegacia de Investigações Gerais prendeu durante o final de semana o empresário Nirlei Ribeiro Maria, considerado o líder do PCC em Ribeirão Preto.

Ele é suspeito de ser um dos responsáveis pelos atentados do PCC em maio de 2006 em Ribeirão Preto e pode até ter ordenado a morte de policiais e agentes penitenciários. Na hierarquia da facção criminosa ele pertence ao segundo escalão e está abaixo apenas dos dez primeiros homens de confiança de Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, líder da organização criminosa. “Ele foi um dos responsáveis pelos ataques do PCC na região. A minha equipe atuou com eficiência, conseguiu efetuar a prisão e conseguimos provar que não são só os humildes que vão para a cadeia, os grandes envolvidos na organização também vão”, enfatiza o delegado Carlos Alberto Rocha Gomes Silva, titular da DIG. Segundo o delegado ele é monitorado desde o ano passado, quando foi aberto um inquérito contra a paz pública em que figuravam vários nomes da organização.

“Ele [Nirlei], ao lado de Paulo Henrique Caprioto e Vanderson Henrique Falcão Belisiário, que já estão presos, jogaram uma granada no 2º Distrito Policial em maio do ano passado”, afirma Silva.
Em novembro de 2006, a apreensão de 200 quilos de pasta de cocaína em Rondônia, avaliada em R$ 4 milhões, e a decretação da prisão preventiva dele como um dos donos do entorpecente, reacenderam a investigação que culminou com a Operação Hidra em janeiro.

Nesta época vários donos de garagens de veículos foram detidos. Nirlei conseguiu fugir. O delegado Luciano Cintra, que comandou as investigações, denunciou que os garagistas detidos forneceram dinheiro para a compra da droga.

Acusado se passava por pastor em Minas

O delegado da DIG, Luciano Henrique Cintra, investiga Nirlei Ribeiro Maria, desde o ano passado. Neste final de semana as investigações levaram os policiais até Milagre, um pequeno distrito de Monte Sião, Minas Gerais. Nirlei estava na cidade há dez dias e se passava por pastor evangélico. Morava em uma ampla casa com piscina e carro importado. O traficante é do segundo escalão do PCC e mantém um contato estreito com Marcola. Desde que saiu de Ribeirão Preto a facção vive uma crise de poder com disputas internas e vários integrantes tentam assumir o lugar dele, mas até agora não se sabe se ele realmente ainda conta com o apoio de Marcola. Ainda existiria a possibilidade dele dever R$ 1 milhão para a facção criminosa.

Fonte: A Cidade