Suspeito de aplicar um golpe milionário na Arquidiocese de Porto Alegre, o ex-vice-cônsul de Portugal no Rio Grande do Sul é considerado foragido pela Polícia Civil gaúcha.

A Justiça decretou a prisão preventiva do diplomata Adelino Nobre Pinto na sexta-feira. Ele foi indiciado sob suspeita de estelionato e coação de testemunhas.

Em 2010, a Arquidiocese procurou o diplomata em Porto Alegre pedindo ajuda para financiar obras. Pinto disse, segundo a igreja, que uma ONG belga iria intermediar a doação de R$ 12 milhões.

A Arquidiocese diz ter depositado R$ 2,5 milhões na conta do ex-vice-cônsul como caução. Mas o dinheiro prometido nunca chegou.

Segundo a Polícia Civil, o ex-vice-cônsul não é visto desde março e perdeu as garantias diplomáticas do governo de Portugal. Ele chegou a morar em um salão paroquial em Porto Alegre, segundo o delegado Paulo César Jardim.

A polícia gaúcha informou a PF e vai comunicar a Interpol sobre a ordem de prisão contra Pinto.

A Folha não conseguiu localizar o advogado do diplomata. Na Embaixada de Portugal, ninguém foi encontrado para comentar o assunto.

[b]Fonte: Folha.com[/b]