Templo da Universal do Chile é pichada com dizeres anti-Bolsonaro - Divulgação
Templo da Universal do Chile é pichada com dizeres anti-Bolsonaro

Um dos templos da Igreja Universal do Reino de Deus em Santiago, capital chilena, foi vandalizado na madrugada desta sexta-feira (26).

As paredes da igreja instalada no bairro de Recoleta  foram cobertas por pichação, como as frases (originalmente escritas em espanhol) “com o seu dízimo financias o diabo”, “ele não” e “Hitler = Bolsonaro”.

O líder da Universal, bispo Edir Macedo, declarou seu apoio ao presidenciável do PSL dias antes do primeiro turno, voltando ao seu antipetismo de 1989, quando respaldou Fernando Collor por ver Lula como uma ameaça à igreja.

O líder da Universal, bispo Edir Macedo, declarou seu apoio ao presidenciável do PSL dias antes do primeiro turno, voltando ao seu antipetismo de 1989, quando respaldou Fernando Collor por ver Lula como uma ameaça à igreja.

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A polícia, segundo a assessoria de imprensa da Universal, investiga o caso, tratado como crime de motivações políticas.

Ao portal da Universal o pastor Francisco de Menezes, que tem o templo chileno sob sua guarda, disse que o ataque foi “uma ação de terroristas, de vândalos”.

“Oro para que as pessoas votem em um candidato que traga ordem ao Brasil e não desordem!”, disse Menezes.

Não é a primeira filial da Universal atacada após Macedo manifestar simpatia por Bolsonaro.

No último dia 20, a fachada de uma igreja da congregação na Bela Vista (região central de São Paulo) foi pichada com os dizeres “Estado laico” e “ele não” (grito de guerra contra o capitão reformado).

Segundo a igreja, manifestantes armados com paus e pedras chegaram a ferir o braço de um vigilante de outra sede da Universal, esta em Fortaleza (CE).

A Universal associou o ato a “vândalos [que queriam] colar adesivos nas portas da igreja defendendo a liberação do consumo da maconha e, assim, ofendendo todos os cristãos que são frontalmente contrários ao consumo de drogas. Foi, também, um ataque premeditado às famílias brasileiras”.

Fonte: Folha de São Paulo