A União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) manifestou repúdio a reportagens recentes publicadas por portais como UOL e Metrópoles. A entidade nega qualquer irregularidade em suas movimentações financeiras e afirma que todos os seus recursos possuem origem e destino devidamente comprovados.
As matérias jornalísticas associam a instituição a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas relacionadas a emendas parlamentares e à produtora do filme Dark Horse. Segundo a nota oficial emitida pela entidade, os valores movimentados são contabilizados e informados regularmente à Receita Federal.
O contexto das investigações
As notícias que motivaram o posicionamento da Unigrejas baseiam-se em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), citados em uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento autorizou diligências da PF no âmbito de uma investigação mais ampla.
Conforme os dados apontados pelas reportagens, houve o registro de algumas transferências específicas:
- O Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela produção do filme Dark Horse, teria transferido R$ 50 mil para a entidade.
- Karina Ferreira da Gama, presidente do mesmo instituto, teria enviado outros R$ 50 mil.
- O Coaf indicou a existência de mais de R$ 1 milhão em depósitos feitos em diferentes localidades, sendo que cerca de R$ 928 mil teriam sido realizados em espécie.
Posicionamento da entidade sobre as reportagens
Em sua declaração pública, a Unigrejas afirmou que as reportagens foram produzidas com “má-fé e preconceito religioso“, classificando o conteúdo como uma tentativa de “assassinato de reputação”. A associação também ressaltou que, na visão da instituição, as publicações fomentam o ódio contra os cristãos.
A entidade enfatizou que os veículos de comunicação falharam ao não buscarem a organização para oferecer o direito de resposta antes da publicação das matérias. Embora tenha defendido a lisura de seus processos contábeis e fiscais, a Unigrejas não detalhou, no momento, a origem específica dos demais depósitos em espécie mencionados nos dados do Coaf. A associação reafirma que a totalidade de suas receitas é proveniente de doações e mantém seu compromisso com a transparência de sua gestão financeira.
Leia a íntegra da nota de repúdio
A UNIGREJAS — União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos —, como qualquer associação legítima, sobrevive de doações. Toda a nossa movimentação financeira tem origem e destino claros, sendo, por esta instituição, que preza pela verdade e pela seriedade, integralmente comprovados, contabilizados e declarados perante a Receita Federal. Assim, a Unigrejas repudia as matérias dos portais Metrópoles e UOL, publicadas na data de ontem (10/9).
Movidos por má-fé e preconceito religioso, os textos sensacionalistas tentam deturpar os fatos por meio de descontextualizações e enquadramentos tendenciosos, demonstrando o claro objetivo de promover um assassinato de reputação. No que tange à nossa associação, as publicações atuam como um desserviço que fomenta o ódio contra os cristãos.
Além disso, lamentavelmente, os veículos falharam no princípio mais básico do jornalismo ao não nos procurar para os devidos esclarecimentos.
UNIGREJAS — União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos



